Coleta seletiva de lixo cresce 70% no Distrito Federal
A coleta seletiva de lixo no Distrito Federal cresceu cerca de 70% entre 2021 e 2025 e passou de 36,3 mil para 61,3 mil toneladas de resíduos recicláveis. Atualmente, mais de 90% da população é atendida pelo serviço. Nos últimos cinco anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 94 milhões em cooperativas e associações de catadores, e a receita com os recicláveis chega a R$ 180 milhões. “O GDF tem atuado de forma permanente e sensível às demandas do SLU [Serviço de Limpeza Urbana], promovendo importantes avanços na limpeza pública e na gestão de resíduos do DF”, ressalta o presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho. “Entre as principais iniciativas estão a implantação e ampliação de equipamentos de limpeza urbana, como os papa-entulhos, que já somam 28 unidades entregues à população, além da instalação de mais de 20 mil lixeiras e papeleiras em todo o Distrito Federal, equipamentos que havia mais de uma década não eram substituídos.” A ampliação de contratos de coleta seletiva por parte do GDF tem reflexos econômicos e sociais | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Segundo ele, o GDF também ampliou os contratos de coleta seletiva e triagem de materiais recicláveis, para fortalecer o trabalho das cooperativas de catadores e promover inclusão social, que contribui diretamente para a preservação ambiental. “Além dos serviços rotineiros de coleta convencional, coleta seletiva, varrição, lavagem de áreas públicas e manutenção de pontos de descarte irregular, o SLU tem investido continuamente em ações de educação ambiental e mobilização social”, afirma Luiz Felipe Carvalho. Os dados mostram crescimento contínuo da coleta seletiva nos últimos anos. Em 2021, foram recolhidas cerca de 36,3 mil toneladas de resíduos, com aproveitamento de 98,6%; em 2022, o volume subiu para 42,5 mil toneladas, com índice de 86,4%; em 2023, foram 53,2 mil toneladas coletadas e 74,7% de aproveitamento; já em 2024, o total chegou a 58,8 mil toneladas, com 70,1% de reaproveitamento. Em 2025, o DF registrou o maior volume da série histórica, com 61,3 mil toneladas coletadas seletivamente. Desse total, 35,3 mil toneladas foram comercializadas, o que representa um índice de aproveitamento de 57,6%. O DF tem 15 instalações de recuperação de resíduos, onde atuam cooperativas e associações de catadores Para avaliar a qualidade da gestão de resíduos sólidos em uma cidade, são considerados indicadores relacionados à eficiência operacional, sustentabilidade ambiental e inclusão social. Entre eles estão a cobertura da coleta convencional e seletiva, o percentual da população atendida, o volume de resíduos reciclados e aproveitados, os índices de triagem, a destinação adequada dos rejeitos, a redução do descarte irregular e o reaproveitamento de resíduos orgânicos. Também entram na análise a infraestrutura disponível, como pontos de encontro voluntário (PEVs) e centros de triagem, além da participação da população e da inclusão de cooperativas de catadores. Centros de triagem Atualmente, o Distrito Federal conta com 15 instalações de recuperação de resíduos (IRRs), onde atuam cooperativas e associações de catadores contratadas pelo SLU para a realização da triagem dos resíduos da coleta seletiva. Hoje, a autarquia mantém 53 contratos com essas organizações, sendo 31 voltados para triagem e 22 para execução da coleta seletiva. “Pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença. A principal contribuição é realizar a separação correta dos resíduos dentro de casa, destinando os materiais recicláveis para a coleta seletiva nos dias e horários corretos" Luiz Felipe Carvalho, presidente do SLU O SLU aponta que o principal desafio da coleta seletiva e da triagem ainda é a separação correta dos resíduos na origem. Em grande parte, o material chega misturado, com alto volume de rejeitos, o que compromete o aproveitamento e reduz a eficiência do processo. Segundo o presidente do SLU, a participação da população é fundamental para o sucesso da gestão de resíduos: “Pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença. A principal contribuição é realizar a separação correta dos resíduos dentro de casa, destinando os materiais recicláveis para a coleta seletiva nos dias e horários corretos. Utilizar os papa-entulhos para o descarte correto de restos de obras, móveis velhos, podas e galhadas é outra atitude indispensável para manter nossa cidade limpa”. No site do SLU e no aplicativo SLU Coleta DF, estão disponíveis os endereços dos papa-entulhos, além dos dias e horários da coleta seletiva.
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Fim de semana terá várias intervenções no trânsito do DF
Por causa de eventos esportivos e culturais programados para este sábado (30) e para domingo (31), as equipes de fiscalização do Detran-DF, com apoio da Polícia Militar (PMDF), farão intervenções em vias de Ceilândia, Plano Piloto e Sobradinho. Veja, abaixo, as principais modificações. Ceilândia No sábado e no domingo, a partir das 15h, haverá interdições viárias nas imediações do Sesc de Ceilândia, onde será realizado o Sesc Tradições Juninas. Imagens: Divulgação/Detran-DF Equipes da fiscalização de trânsito interditarão os acessos à Via P1 Norte, no trecho em frente ao Sesc. Além disso, nas proximidades da QNP 5, será implantada sinalização temporária para impedir estacionamento ao longo do meio-fio. Nas imediações haverá áreas de estacionamento destinadas a táxis e veículos de transporte de passageiros por aplicativo. Sobradinho A partir das 22h desta sexta (29), o estacionamento ao lado do Matsumoto Centro Médico, em Sobradinho, será interditado para o Passeio Ciclístico Matsumoto, programada para sábado — quando, das 7h30 em diante, haverá a concentração dos participantes na Quadra 5. A largada será às 9h, em direção à Quadra 10. O percurso seguirá pela Avenida do Contorno, passará pelo Hospital Regional de Sobradinho e pelo 13° Batalhão da Polícia Militar, retornando ao estacionamento. Durante todo o passeio, equipes da fiscalização de trânsito acompanharão os participantes e farão as intervenções viárias para garantir a segurança e a fluidez do tráfego. A previsão é que o evento termine às 14h. Esplanada dos Ministérios e Via Palácio Presidencial Ainda no sábado, na Esplanada dos Ministérios, a Corrida pela Vida movimentará o local com percursos de 3 km, 5 km e 10 km pelas vias S1, N1 e Palácio Presidencial. A largada e a chegada dos participantes ocorrerão na Avenida José Sarney. A partir das 16h30, a Via S1 estará bloqueada na altura do Museu da República, e o fluxo de veículos será desviado para a via L2 Sul. Os motoristas que seguirem pela L2 Sul, no sentido Esplanada, serão direcionados para o Buraco do Tatuí. O acesso ao estacionamento da Catedral de Brasília será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na Via S2. Na Esplanada, a faixa da direita da Via S1 será destinada à saída de veículos dos ministérios. O fluxo seguirá até na altura do Palácio do Itamaraty, onde será desviado para a S2. Na Via N1, os acessos pela Via Palácio Presidencial e pela L4 Norte estarão fechados. O bloqueio ocorrerá desde o quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) até a via de ligação N1/S1, na altura da Catedral. A faixa mais à direita será destinada à saída de veículos de emergência do CBMDF, enquanto as demais faixas serão utilizadas pelos participantes do evento. As equipes do Detran-DF também interditarão o acesso à Via Palácio Presidencial, no sentido Palácio do Jaburu, com o desvio do fluxo de veículos para a Estrada Parque das Nações (Via L4). Durante o evento, agentes vão atuar no controle do tráfego para garantir a fluidez e a segurança viária. A previsão é que as vias sejam liberadas a partir das 23h. Parque da Cidade Sábado e domingo também são dias de movimento: a Corrida Rede Multifla, no Parque da Cidade, demandará alterações no trânsito. No sábado, quando o evento abrange o público infantil, as atividades ocorrerão no Estacionamento nº 1; haverá patrulhamento das 7h às 12h em toda a área. Já no domingo, a partir das 5h, será interditada a via interna do Parque da Cidade, no sentido horário, em razão da outra etapa da prova. A corrida seguirá pelo Parque da Cidade, com percursos de 3 km, 5 km, 10 km e 21 km, em sentido horário. A largada e a chegada ocorrerão no Estacionamento 1. Todos os retornos de acesso à via serão bloqueados, e a circulação de veículos será permitida apenas no sentido anti-horário. Também estará fechado o acesso ao Parque da Cidade pela Via S1, na altura do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A previsão é que a via seja liberada às 10h. Eixo Rodoviário No domingo, a Corrida Centauro Desbrava acarretará interdições no Eixo Rodoviário Oeste (ERWN). A partir das 6h30, agentes de trânsito farão o bloqueio do ERWN, nas proximidades do Conjunto Nacional. O fluxo de veículos será desviado para o Setor Hoteleiro Norte (SHN). O evento contará com percursos de 5 km e 10 km, passando pelo ERWN e pelo Eixo Rodoviário Sul (Eixão Sul). A largada e a chegada ocorrerão em frente ao Conjunto Nacional. A previsão é que as intervenções no trânsito terminem às 10h. *Com informações do Detran-DF
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Investimento em estrutura impulsiona atuação da Polícia Civil do DF
Modernização e construção de novas delegacias, ampliação do horário de atendimento, nomeação de novos agentes e valorização da corporação são algumas das medidas do Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer o trabalho da Polícia Civil. Desde 2019, houve o ingresso de 1.746 servidores, entre delegados, agentes de polícia, agentes policiais de custódia, escrivães, papiloscopistas, peritos médicos-legistas e peritos criminais. Com isso, o quadro geral passou de 4.446 para 4.880 policiais, equivalente a aumento de 9,76%. Os novos servidores chegaram para impulsionar o serviço da PCDF, responsável pela investigação de crimes, perícias e produção de provas técnicas, condução de inquéritos policiais, cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, entre outras atribuições. A corporação conta com 31 delegacias circunscricionais — das quais 13 são centrais de flagrante —, que passaram a funcionar 24 horas em março de 2019, para garantir maior acolhimento às vítimas e melhores condições de trabalho aos agentes. O funcionamento ininterrupto das delegacias foi viabilizado pelo Serviço Voluntário Gratificado (SVG), instituído pela Lei nº 6.261/2019. A norma permite que policiais civis trabalhem voluntariamente durante folgas, recebendo R$ 95 por hora — valor reajustado em março deste ano. De acordo com o delegado adjunto da 17ª DP, em Taguatinga Norte, Thiago Boeing, a criação do SVG ajudou a restabelecer o funcionamento das delegacias durante a tramitação dos concursos públicos. “Determinados crimes não podem ser registrados pela delegacia eletrônica; são crimes mais graves e que têm que ter uma resposta mais séria, como homicídio e roubo de veículo. A pessoa vinha registrar o crime e estava tudo fechado, e muito provavelmente ela não ia vir depois, porque já estava frustrada em razão do crime que sofreu e por ter buscado o estado e não ter tido atendimento. Com a abertura das delegacias, conseguimos ampliar as investigações e atender melhor a população”, salienta. Os novos servidores chegaram para impulsionar o serviço da PCDF, responsável pela investigação de crimes, perícias e produção de provas técnicas, condução de inquéritos policiais, cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão, entre outras atribuições | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Boeing acrescenta que a chegada de novos policiais civis possibilitou o reforço das principais áreas da corporação. “Conseguimos lotar os policiais no plantão, mas especialmente na investigação, que é a nossa atividade-fim e estava com um déficit muito grande, porque havia poucos policiais e muitas ocorrências para serem investigadas. Com a chegada dos policiais, tivemos esse acréscimo para dar uma resposta mais séria para a população após o atendimento inicial que é feito no plantão”, ressalta. Modernização Desde 2019, o GDF investiu R$ 78,1 milhões na construção, reforma e modernização das delegacias. A principal obra foi a construção do novo Instituto Médico Legal (IML), no Plano Piloto, com aporte de cerca de R$ 47,4 milhões. Também foi construída a 35ª Delegacia de Polícia (DP), em Sobradinho II, erguida do zero com R$ 10,5 milhões. Outras seis delegacias passaram por reformas: a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), na Asa Sul; a 17ª DP, em Taguatinga Norte; a 9ª DP, no Lago Norte; a 10ª DP, no Lago Sul; o posto policial do aeroporto; e a Divisão de Operações Aéreas (DOA/Depate). Localizada em Taguatinga Norte, a 17ª Delegacia de Polícia foi inaugurada pelo GDF em dezembro de 2020, com investimento de R$ 4.168.043,27. A unidade foi adequada ao novo padrão da PCDF, que conta com acesso separado para custodiados e para o público em geral, sala de acolhimento para vítimas de violência sexual, vagas operacionais para viaturas de plantão, acessibilidade ampliada, expansão das seções de investigação e modernização completa da estrutura operacional. Nomeada para a PCDF em novembro de 2024, a agente policial Ana Beatriz Guedes compõe o efetivo responsável pelo acolhimento de mulheres, idosos e crianças da 17ª DP. Ela salienta a importância das medidas de fortalecimento da corporação. “Não adianta a população fazer uma ocorrência se essa ocorrência ficar parada. Precisamos de uma equipe que possa dar continuidade a essa investigação. E, para que a gente consiga fazer um trabalho de excelência, precisamos de uma estrutura também de excelência”, frisa. Segundo ela, a criação de salas específicas proporciona mais privacidade, segurança e conforto às vítimas. “Temos um protocolo em que crianças e adolescentes só podem ser ouvidos em uma sala adequada. Então, precisava de uma sala lúdica até para que se sentissem mais à vontade, porque geralmente são crimes que os deixam muito envergonhado e a delegacia, no primeiro momento, pode ser hostil para eles”, explica. E vem mais por aí. Para cuidar da saúde física e mental dos servidores, a construção da nova policlínica da PCDF foi autorizada pela governadora Celina Leão neste mês, com investimento de R$ 34,8 milhões. O complexo vai ampliar atendimentos médicos, odontológicos e de reabilitação para a corporação, atendendo servidores da ativa, inativos vivos e dependentes. O aporte é proveniente de contrato de repasse firmado entre a União, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e a PCDF, além de recursos próprios da instituição. Resultados A expansão do efetivo, a modernização das delegacias e a ampliação do horário de atendimento fortalecem o trabalho da PCDF e, consequentemente, o apoio prestado à população. Para o empresário Wilcker Medrado, de 24 anos, as medidas resultam em mais agilidade e assertividade na resolução de ocorrências policiais. O empreendimento dele foi assaltado no começo deste ano, e, em menos de uma semana, os criminosos foram presos. “Por volta das 10h, entraram duas pessoas na loja, perguntando o valor dos passarinhos, da ração e como funciona o nosso atendimento — até que um deles disse que era um assalto e mostrou uma faca, rendendo a mim e mais três colaboradores. Eles levaram os nossos aparelhos, alianças, tudo o que tínhamos. Depois que foram embora, viemos direto aqui na delegacia, e já começou a investigação”, relata o empresário. “Foi muito rápido, e recebemos apoio do pessoal o tempo todo. Os dois homens foram reconhecidos, mas infelizmente não conseguimos recuperar nossas coisas.” De acordo com o delegado adjunto da 17ª DP, em Taguatinga Norte, Thiago Boeing, a criação do SVG ajudou a restabelecer o funcionamento das delegacias durante a tramitação dos concursos públicos Em 2025, a PCDF registrou mais de 446 mil ocorrências e instaurou 45.972 inquéritos policiais, com indiciamento de 22 mil pessoas. As ações operacionais também se destacaram, com o cumprimento de 5.082 mandados de prisão no DF e em outros estados e a prisão em flagrante de 2.650 pessoas. No total, foram realizadas 2.670 operações policiais. Nova norma previdenciária Em abril deste ano, a governadora Celina Leão sancionou o Projeto de Lei Complementar nº 99/2026, que regulamenta o regime previdenciário da PCDF. A proposta busca garantir segurança jurídica e adequação constitucional às regras aplicáveis aos policiais civis, reunindo, em um único texto, todas as regras aplicáveis às carreiras da corporação. Entre os principais pontos, está a preservação integral da aposentadoria especial prevista na Lei Complementar nº 51/1985, que assegura aposentadoria voluntária sem idade mínima, o reconhecimento das especificidades da atividade policial e a garantia da integralidade dos proventos. A legislação também amplia a proteção aos policiais em casos de acidente em serviço ou de doenças graves e garante o pagamento de proventos integrais nessas situações, além de assegurar pensão por morte integral às famílias, com valor equivalente ao subsídio ou aos proventos do servidor.
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Hospital de Base implantará cirurgia robótica no novo complexo cirúrgico
Representantes da empresa chinesa de cirurgia robótica Tuodao Medical, do Grupo Yijiahe, visitaram o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta quinta-feira (28). A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), se prepara para incorporar a cirurgia robótica à assistência pública com a inauguração do novo complexo cirúrgico, atualmente em fase final de construção e com entrega prevista ainda para este ano. O encontro promoveu troca de experiências e discussões sobre uma possível parceria futura para aquisição de equipamentos cirúrgicos voltados à nova estrutura, que contará com 16 salas operatórias, incluindo duas equipadas para procedimentos robóticos, uma delas destinada à pesquisa, ao ensino e à formação profissional. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde. Um dos espaços destinados à tecnologia também funcionará como ambiente de ensino e pesquisa, ampliando oportunidades de aprendizado prático para residentes e equipes cirúrgicas. A diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Ferraz, afirma que a iniciativa deve ampliar a capacidade de formação dentro da unidade. “Vamos ampliar nossas pesquisas e, tendo uma sala de cirurgia robótica, conseguiremos qualificar ainda mais os nossos residentes. Com isso, todos os profissionais cirúrgicos que passarem pelo Hospital de Base sairão qualificados”, destaca. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Para o diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, a implantação da cirurgia robótica representa um avanço importante para a assistência prestada à população. “Além de ser o maior hospital do Centro-Oeste, como hospital-escola, ter esse tipo de tecnologia avançada disponível para uso da população é extremamente significativo”, afirma. Para o superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, o novo complexo cirúrgico representa um avanço para a assistência e para a capacidade técnica da unidade. “A chegada da cirurgia robótica fortalece o Hospital de Base como referência em alta complexidade e amplia o acesso da população a tecnologias cada vez mais modernas e seguras”, ressalta. Durante a visita técnica, os representantes conheceram a estrutura hospitalar e as instalações do novo complexo cirúrgico. A expectativa é que o encontro represente um avanço nas articulações voltadas à modernização do hospital. Cirurgias mais precisas e formação especializada Os equipamentos previstos para o novo complexo cirúrgico funcionarão como alternativa às videocirurgias, procedimentos realizados com pequenas incisões e auxílio de câmeras, já utilizados atualmente pela equipe. A tecnologia poderá ser aplicada em cirurgias gerais, oncológicas, proctológicas, ginecológicas, torácicas, cardíacas e de cabeça e pescoço. O cirurgião torácico do HBDF, Humberto Alves de Oliveira, explica que os equipamentos funcionam como ferramentas de apoio aos médicos, aumentando a precisão e a segurança dos procedimentos. “Esses equipamentos deixam as cirurgias muito mais precisas por vários motivos, como melhor visibilidade, maior quantidade de membros atuando e mais amplitude de movimentos”, explica. A diretora de Infraestrutura, Logística e Obras, Bárbara Santos, destaca que a iniciativa faz parte da estratégia institucional de modernização da assistência. “Queremos que nossos médicos tenham acesso ao que há de melhor no mercado para podermos entregar resultados positivos”, completa. Com a chegada dos equipamentos, o Hospital de Base poderá se tornar o primeiro hospital público do Brasil a contar com um centro de treinamento em cirurgia robótica e o primeiro hospital público do Centro-Oeste a disponibilizar esse recurso. Estrutura moderna, mais segurança e conforto Projetado dentro de padrões técnicos voltados à segurança assistencial e ao controle de infecções, o novo complexo cirúrgico foi concebido para melhorar as condições de atendimento e trabalho na unidade. O complexo também contará com sala de recuperação pós-anestésica com 18 leitos, áreas de apoio assistencial e setores voltados à logística hospitalar. Os ambientes serão equipados com sistemas integrados capazes de conectar equipamentos e imagens em tempo real, ampliando a precisão dos procedimentos. A unidade também contará com climatização adequada, melhor circulação interna, ambientes amplos e fluxos separados para pacientes, profissionais e materiais. O local foi definido estrategicamente para integrar diferentes serviços hospitalares e otimizar o fluxo interno. Com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o espaço atualmente utilizado será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Ciclo de Palestras fortalece integração e debate inteligência estratégica na segurança pública
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Eventos impactam o trânsito neste fim de semana
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Publicada diretriz integrada para enfrentamento ao roubo, furto e receptação de celulares no DF
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Celina Leão: “Hoje nós devolvemos definitivamente o BRB à população de Brasília”
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Ciclo de Palestras fortalece integração e debate inteligência estratégica na segurança pública
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) promoveu, nesta quinta-feira (28), mais uma edição do Ciclo de Palestras de Segurança Pública, realizado no contexto do Curso de Inteligência de Segurança Pública (Cisp) 2026. O encontro reuniu especialistas, representantes das forças de segurança, órgãos do sistema de justiça e servidores públicos para debater os desafios contemporâneos da atividade de inteligência. Realizado na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), o evento contou com a participação de cerca de 120 servidores de diferentes instituições. A programação abordou temas estratégicos relacionados à inteligência de segurança pública, à transformação tecnológica, à análise de dados e ao uso responsável de ferramentas de inteligência artificial no apoio às operações e à produção de conhecimento. O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, destacou que a atividade de inteligência tem papel central na formulação de políticas públicas baseadas em evidências e na ampliação da capacidade de resposta do Estado frente às novas dinâmicas da criminalidade. “A inteligência de segurança pública é uma ferramenta estratégica para antecipar cenários, integrar instituições e apoiar decisões mais eficientes. O fortalecimento dessa atividade, aliado ao uso responsável da tecnologia e à integração entre os órgãos, amplia a capacidade operacional do Estado e contribui diretamente para uma segurança pública mais moderna, preventiva e efetiva”, afirmou o secretário. “A presença física e a integração entre os órgãos fazem toda a diferença na agilidade das respostas e na eficiência das ações. Este curso reforça essa premissa”, completou. Realizado na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), o evento contou com a participação de cerca de 120 servidores de diferentes instituições | Foto: Divulgação/SSP-DF Durante o ciclo, o subsecretário de Inteligência da SSP-DF, Gilberto Maranhão, ressaltou a importância da profissionalização contínua da atividade de inteligência. “Nosso papel é saber utilizar as ferramentas de inteligência artificial para potencializar a capacidade de processamento e análise de dados, sempre com foco na eficiência e no apoio à tomada de decisão. A tecnologia não substitui o fator humano, mas fortalece a capacidade operacional e estratégica das instituições”, destacou. Para Leandro Oliveira dos Santos, da Aeronáutica, as palestras foram fundamentais. “Como aluno do Cisp, considero este ciclo de palestras extremamente relevante para o fortalecimento da comunidade de inteligência, especialmente diante dos desafios atuais relacionados ao crime organizado, à guerra cognitiva e ao uso da inteligência artificial. A troca de conhecimentos entre profissionais experientes e alunos contribui para ampliar a visão estratégica, incentivar a integração entre órgãos e aprimorar a capacidade analítica e operacional dos participantes. Eventos como esse fortalecem não apenas o conhecimento técnico, mas também a cultura de inteligência voltada à proteção da sociedade e do Estado”. A policial penal Racquel Barros ressaltou a importância da integração. “A integração no âmbito da inteligência nasce da necessidade de compartilhamento operacional e a integralidade na inteligência nos permite compreender o fenômeno em sua totalidade sistêmica. Em ambos os casos o Ciclo de Palestras foi muito feliz na definição dos temas e dos palestrantes, finalizou. *Com informações da SSP-DF
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Conheça a rotina das famílias em uma unidade de acolhimento institucional do DF
Você sabe como vivem as pessoas que moram em uma instituição de acolhimento? Sabe como funciona a dinâmica dentro da casa que abriga essas acolhidos? O serviço recebe cidadãos em situação de vulnerabilidade, separados por grupos: somente homens, mulheres, adultos e famílias, crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, jovens que cresceram no acolhimento, e a mais nova modalidade oferecida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), que é o serviço de acolhimento conjunto. Crianças brincam com bola de futebol na unidade de acolhimento da Casa da Criança Batuíra, em Ceilândia | Fotos: Cynthia Ribeiro/Sedes "O serviço permite que eles permaneçam próximos de seus familiares em um ambiente seguro, acolhedor e estruturado, fortalecendo vínculos afetivos e garantindo acompanhamento especializado para toda a família” Giselle Ferreira, secretária de Desenvolvimento Social Esse serviço foi criado para acolher bebês, crianças e adolescentes junto com suas mães, ou tia, avó, uma parente responsável por eles. O objetivo é oferecer para esse jovem a segurança e o conforto do acolhimento, sem que ele perca o vínculo com a família. Eles estudam em uma escola próxima, têm um espaço para brincar, fazer as refeições, um local limpo com camas para dormir junto com seus familiares e ter um crescimento saudável. Não é pernoite, é moradia temporária, onde eles são acompanhados por uma equipe socioassistencial e têm acesso também a políticas públicas. No Distrito Federal, o serviço de acolhimento conjunto é executado desde março por meio de uma parceria entre a Sedes e a organização da sociedade civil (OSC) Casa da Criança Batuíra, que fica em Ceilândia. “Nós temos crianças de até 16 anos, e todas elas com as mães ou acompanhadas pelo responsável familiar. Nós acolhemos para que seja preservado esse convívio familiar, para evitar ruptura com as crianças, para eles não terem que ir para o acolhimento tradicional", explica a coordenadora técnica do serviço de acolhimento conjunto da Casa da Criança Batuíra, Natália Fragoso. "Então, aqui trabalhamos muito a vinculação familiar, a autonomia. Damos a oportunidade para essas mães exercerem a maternidade delas de uma maneira saudável e supervisionada.” Central de acolhimento Hoje, são 24 pessoas acolhidas. O serviço oferece, no máximo, 50 vagas, que são destinadas por meio da Central de Acolhimento para Crianças e Adolescentes. “A solicitação de vaga é mediada por um estudo de caso. As demandas que estão vindo, atualmente, são da Vara da Infância, do próprio serviço de acolhimento familiar de adultos e famílias. É a equipe de lá que enxerga alguma potencialidade para o acolhimento conjunto”, detalha Natália Fragoso. Casa destinada ao acolhimento conjunto tem oito quartos com beliches e camas, com armários separados para cada família "As crianças que estão aqui têm rotina de ir para a creche e a escola. As mães levam e buscam. É como se fosse a casa delas mesmas, mas em um período transitório” Natália Fragoso, coordenadora técnica do serviço de acolhimento conjunto da Casa da Criança Batuíra A casa destinada ao acolhimento conjunto tem oito quartos com beliches e camas, com armários separados para cada família para eles guardarem brinquedos e pertences. Tem banheiros, sala de estar e de televisão para convivência e horários pré-estabelecidos, de forma que haja convivência harmoniosa entre eles. “Temos regras de convivência, horário para televisão. Temos uma organização da escala da limpeza da casa, tanto das áreas comuns como dos banheiros e dos quartos. Nós sempre enfatizamos que o acolhimento é transitório, então, elas precisam aprender a se organizar quanto à limpeza, quanto à higienização, porque elas vão ter isso na casa delas", destaca Natália. "As crianças que estão aqui têm rotina de ir para a creche e a escola. As mães levam e buscam. É como se fosse a casa delas mesmas, mas em um período transitório”, complementa. No local, há espaço para jogos e brinquedos, área externa segura dentro da casa para brincar, jogar futebol e refeitório, onde são servidas seis refeições por dia. “Tem café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Tem o horário das refeições, e aqui eles podem se servir, damos essa autonomia para eles colocarem a quantidade ideal que eles conseguem comer", explica Natália. "Nós temos duas salas de televisão, uma para os adultos, e outra para as crianças. A gente consegue ali colocar um filme, alguma coisa para as crianças pequenas. Já as mães gostam muito de assistir jornal, novela”, conta a coordenadora da OSC. Escala de trabalho [LEIA_TAMBEM] Segundo Natália Fragoso, a limpeza da casa fica por conta dos próprios moradores, que se revezam para manter tudo limpo e organizado. “Temos a escala de quem vai ficar no banheiro hoje, de quem vai ficar na limpeza da sala, quem vai ficar na limpeza das áreas comuns, isso tudo é organizado pela equipe técnica, pela equipe de cuidadores. Nós temos a lavanderia, onde também é feita uma escala. Aí sempre pedimos que essa organização seja feita de manhã, para dar tempo de lavar estender e secar, de forma que a família do outro dia possa utilizar.” Na casa de acolhimento, em todos os dias e turnos, há profissionais da equipe multidisciplinar que acompanham os acolhidos na casa. As mães podem sair para trabalhar, enquanto os filhos ficam seguros. Ou seja, a unidade funciona como uma moradia normal, para oferecer mais segurança às famílias. As visitas, no entanto, são avaliadas caso a caso. “Nós avaliamos avalia essa visita porque muitas mulheres estão sob algum tipo de risco, com medidas protetivas. Por isso, temos que avaliar se, de fato, vai ser uma visita que será benéfica”, explica Natália, Para a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, o acolhimento conjunto representa um avanço importante na proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. "O serviço permite que eles permaneçam próximos de seus familiares em um ambiente seguro, acolhedor e estruturado, fortalecendo vínculos afetivos e garantindo acompanhamento especializado para toda a família”, destaca. *Com informações da Sedes-DF
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