Estúdio da FAPDF transforma Innova Summit em vitrine da ciência e do empreendedorismo do DF
Empreendedorismo, ciência, tecnologia e inovação reunidos em um mesmo espaço. Foi com essa proposta que a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) instalou um estúdio de gravações e um lounge institucional dentro do Innova Summit 2026, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Ao longo dos dias 13 e 14 de maio, pesquisadores e representantes de startups apoiadas pela Fundação participam de entrevistas especiais voltadas à divulgação de projetos inovadores desenvolvidos no Distrito Federal. As gravações têm como objetivo aproximar a população das pesquisas científicas e das soluções empreendedoras criadas no DF, além de ampliar a visibilidade das iniciativas fomentadas pela FAPDF. Durante a programação, o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, destacou a importância de fortalecer ambientes voltados à conexão entre ciência, empreendedorismo e desenvolvimento econômico. “Eu quero dizer que tenho muito orgulho do que o Distrito Federal gerou em termos de ecossistema de inovação. Quando a gente olha para a densidade de startups, pesquisadores e políticas indutoras de inovação, o DF está muito bem posicionado nacionalmente”, afirmou. Ao lado do estúdio, o lounge da Fundação funciona como um espaço de recepção, networking e troca de experiências entre pesquisadores, empreendedores, investidores, representantes do setor público e participantes do evento. O ambiente também foi pensado para fortalecer conexões dentro do ecossistema de inovação do Distrito Federal e aproximar o público das ações desenvolvidas pela Fundação. O espaço reúne iniciativas que atuam em diferentes áreas estratégicas, como tecnologia, saúde, sustentabilidade, acessibilidade, economia criativa e impacto social. Espaço CriptoChain integrou a programação com ativações voltadas à inovação digital, blockchain e novas tecnologias Entre os destaques está a Crit42 Studio, startup brasiliense responsável pelo game A Tale of Silent Depths, ambientado em um futuro pós-apocalíptico submerso. O projeto, idealizado por Eduardo dos Santos Azevedo, recebeu apoio do programa Start BSB, da FAPDF, no eixo voltado à incubação de startups. O jogo, que mistura exploração, narrativa e elementos de RPG, também integra o crescimento da indústria criativa e do setor de games no Distrito Federal. Também foi selecionada para as gravações a pesquisadora da UnB, Márcia Mortari, que conduz estudos envolvendo peptídeos extraídos de vespas com potencial de aplicação biotecnológica e farmacêutica. As pesquisas desenvolvidas pela cientista exploram compostos naturais que podem contribuir para avanços em áreas da saúde e da biotecnologia. Outro destaque é a startup Mãe Borboleta, idealizada por Suellen Martins, que desenvolve soluções voltadas ao acolhimento emocional e à organização da rotina materna. A iniciativa busca fortalecer redes de apoio e oferecer ferramentas para mães lidarem com os desafios da maternidade de forma mais humanizada. Também foram convidadas para as gravações startups como SmartPropos, Agente Capta, Equallyze, Ex Devedor, Virdia, Sutiãs que Voam, Retrilhar, LGPDproTECH, Arbor Garden, MiniVerdes e Metala Saúde. Pesquisas e inovação científica Público acompanhou a programação do Innova Summit 2026 Além das startups, pesquisadores também participaram da programação do estúdio da FAPDF, levando ao público temas relacionados à saúde, envelhecimento ativo, sustentabilidade e inovação científica. Entre os convidados está Mateus Medeiros, responsável pelo projeto Ceis (Casa, Exercício e Idoso em Saúde), que resultou na criação do aplicativo Mais Equilíbrio, desenvolvido para auxiliar na prevenção de quedas e na promoção da saúde da pessoa idosa por meio de exercícios domiciliares baseados em evidências científicas. Também foi convidado Otávio de Toledo, que conduz estudos sobre os efeitos de exercícios aeróbicos e de resistência em pessoas com comprometimento cognitivo leve e doença de Alzheimer, investigando impactos relacionados ao funcionamento do sistema glinfático, associado à saúde cerebral. Lívia Oliveira apresentou pesquisas relacionadas ao café e suas potencialidades dentro da ciência e inovação. Ativações voltadas ao ecossistema empresarial Além do estúdio e do lounge institucional, a FAPDF também apoiou outras ativações estratégicas presentes no Innova Summit 2026, entre elas o CriptoChain e o Going Global Brasil. Voltado à internacionalização de negócios, inovação e geração de oportunidades, o Going Global Brasil 2026 reuniu startups, empresas, investidores, instituições de pesquisa e representantes governamentais em um ambiente voltado à criação de conexões estratégicas e cooperação internacional. A iniciativa foi estruturada como uma plataforma de aproximação entre o ecossistema brasileiro de inovação e o mercado internacional, promovendo debates relacionados à geração de negócios, inovação aplicada, exportação, investimentos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico. A programação contou com representantes de diferentes países e especialistas ligados às áreas de empreendedorismo, gestão, inovação e negócios internacionais. Entre os participantes estiveram Engracia Marília Dombaxe Simão, CEO da MA Indústria e diretora-executiva da Hub Assessoria; Federico Eurico, empreendedor angolano ligado à transformação digital e inovação para pequenos negócios; Ricardo da Silva, gestor de projetos voltados ao fortalecimento de micro e pequenas empresas; Leonardo Owadokun, especialista em segurança jurídica, estratégia empresarial e proteção patrimonial para negócios; e Abidjan Rosa, empresária e mentora focada em posicionamento estratégico e crescimento de vendas no ambiente digital. Além das startups, pesquisadores também participaram da programação do estúdio da FAPDF, levando ao público temas relacionados à saúde, envelhecimento ativo, sustentabilidade e inovação científica O espaço também promoveu networking entre investidores, startups, gestores públicos e instituições de ensino e pesquisa, fortalecendo conexões voltadas à inovação, internacionalização e ampliação de oportunidades de mercado. Já o CriptoChain integrou a programação do Innova Summit com debates voltados ao universo blockchain, inovação digital e novas tecnologias aplicadas à economia global. O espaço reuniu profissionais ligados ao mercado de ativos digitais, tecnologia e transformação digital, promovendo discussões sobre tendências, inovação e novas oportunidades dentro do ecossistema tecnológico. Entre os participantes estiveram Theo Restivo, CEO da Neocoder, Lourenço Guimarães, estrategista de marketing da Neocoder, e Mister Faria, CEO da Arand Bitcoin. A iniciativa ampliou as discussões sobre inovação tecnológica dentro do evento, aproximando empreendedores, especialistas e representantes do setor de tecnologia em um ambiente voltado à troca de experiências e geração de conexões estratégicas. Innova Summit como ambiente de inovação A edição de 2026 do Innova Summit teve abertura realizada no dia 12 de maio, com palestra do historiador e escritor Leandro Karnal, e reuniu representantes do setor público, pesquisadores, empresários, investidores e integrantes do ecossistema de inovação do Distrito Federal. Participaram da abertura o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Rafael Vitorino; o secretário de Governança Digital e Integração do Distrito Federal, Clemilton Oliveira Rodrigues Junior; a superintendente do Sebrae-DF, Rose Rainha; e a superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (SUDECO), Luciana Barros. As gravações realizadas no estúdio da FAPDF devem integrar conteúdos institucionais voltados à divulgação científica, empreendedorismo inovador e fortalecimento do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Distrito Federal. Serviço Innova Summit 2026 Data: 12 a 14 de maio de 2026 Horário: das 10h às 22h Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília/DF Entrada franca Inscrições gratuitas: INNOVA SUMMIT 2026 - O Maior Evento de Inovação do Brasil | 12-14 Maio, Brasília *Com informações da FAPDF
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Registros de síndromes gripais caem 41,1% na rede pública do DF
O número de atendimentos por síndromes gripais na rede pública do Distrito Federal caiu 41,1% entre janeiro e maio de 2026. Foram 82,7 mil registros neste ano, ante 140,7 mil no mesmo período de 2025, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF). Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) recuaram 24% na mesma comparação. A redução ocorreu em um período de vacinação contra doenças respiratórias, orientação sobre sinais de alerta e reforço da procura precoce pelas unidades básicas de saúde (UBSs), fatores que podem estar relacionados à queda. Na UBS 4 do Guará, no Lúcio Costa, a médica Camila Damasceno, referência técnica em medicina da família e comunidade, citou medidas de proteção contra doenças respiratórias, como a atualização da caderneta de vacinação e os cuidados para evitar a transmissão de vírus respiratórios. “Além da vacina contra o VSR [vírus sincicial respiratório], a gente tem a vacina contra a influenza, que todo ano é ofertada nessa época, quando começa a sazonalidade das viroses respiratórias, que aqui no DF é entre março e julho. A vacinação contra a influenza, contra covid-19 e contra o VSR ajuda a reduzir o risco de casos graves, internações e óbitos”, afirmou. A especialista Camila Damasceno alerta: "A vacinação é o principal meio que a gente tem de prevenir casos graves, internações e óbitos" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A vacina contra o vírus sincicial respiratório é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A proteção é transferida da mãe para o bebê durante a gestação e ajuda a reduzir o risco de formas graves de bronquiolite nos primeiros meses de vida. A imunização contra influenza é atualizada anualmente conforme os vírus em circulação. A campanha de 2026 começou em março, voltada aos grupos prioritários: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos a partir dos 60 anos, pessoas com comorbidades ou deficiência, trabalhadores da saúde, professores e outros públicos com maior exposição ou risco. A vacinação contra a covid-19 segue no calendário para públicos específicos. Idosos a partir dos 60 anos devem receber uma dose a cada seis meses. O imunizante também integra a rotina de gestantes e de crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Camila reforçou a importância de manter a caderneta em dia. “A vacinação é o principal meio que a gente tem de prevenir casos graves, internações e óbitos. Procure seu posto de saúde, peça para a equipe olhar sua caderneta de vacinação e veja se está faltando alguma coisa, mas não deixe de se vacinar”, orientou. Quando procurar atendimento médico As UBSs são a porta de entrada para a avaliação dos sintomas respiratórios. Febre por mais de 72 horas, retorno da febre depois de 48 horas sem o sintoma, dificuldade para respirar, respiração acelerada e cansaço são sinais de alerta. Diante deles, a recomendação é procurar atendimento. Fora do horário de funcionamento das UBSs, a orientação é buscar um pronto-socorro. A técnica de laboratório Thainá Stephany Magalhães, 27 anos, foi à UBS 4 do Guará para atualizar a vacinação da filha e já se vacinou contra a gripe. A dose da criança ficou agendada para os próximos dias. Thainá Stephany Magalhães foi se imunizou contra a gripe: "Quando a gente se previne, protege os outros também" “Acho muito importante a vacinação porque previne e, se vier a pegar [gripe], os sintomas ficam mais brandos. Quando a gente se previne, protege os outros também”, disse. “Para as mães, o recado é não ter medo de vacinar. Vai dar tudo certo.” A secretária Dinha Magalhães, 51 anos, também passou pela unidade em busca da vacina. Enquanto aguarda a liberação da vacina para seu grupo, ela mantém o uso de máscara e pretende voltar assim que puder. “Todos os anos eu venho tomar a vacina e, desde que tomo, não fico com aquela gripe horrível. Quem já está na faixa etária deve vir logo. Não tem fila, é rapidinho e não dói”, afirmou. A vacinação é feita nas salas de vacina das UBSs, conforme a faixa etária e o grupo indicado para cada imunizante. É preciso apresentar documento de identificação e, quando possível, a caderneta de vacinação. Grupos prioritários por condição de saúde ou atividade profissional devem levar documento comprobatório, segundo a SES-DF. [LEIA_TAMBEM]Reforço na atenção básica O fortalecimento das UBSs também passa pela ampliação das equipes da rede pública. No início do mês, a governadora Celina Leão autorizou a contratação de 114 médicos de família e comunidade por meio de contratos temporários. Os profissionais vão atuar na Estratégia Saúde da Família, modelo responsável pelo acompanhamento contínuo dos pacientes e pela porta de entrada da população no SUS. A rede também será reforçada com 50 profissionais aprovados em concurso vigente, sendo 45 médicos de diferentes especialidades e cinco psiquiatras, a partir de vagas remanescentes. Ao todo, são 164 médicos para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública.
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Fim de semana tem Festival Cultural Europeu, Brasília Game e cultura cerratense
O Festival Cultural Europeu no Museu de Arte de Brasília (MAB), o Brasília Game Festival no Estádio Nacional Mané Garrincha e o I Festival de Gastronomia e Cultura Cerratense estão entre os destaques da agenda cultural e turística do Distrito Federal deste fim de semana até o dia 20. A programação reúne cinema, games, gastronomia, exposições, oficinas e atividades formativas em diferentes pontos da capital. Lançamento do jogo de RPG A tale of silent depths é uma das atrações do Brasília Game Festival | Foto: Divulgação No MAB, o Festival Cultural Europeu movimenta o sábado (16), das 11h às 18h, com contação de histórias, cooking show, apresentações musicais, flamenco, estandes de países europeus e área gastronômica. A programação inclui participação do Coral Cantus Firmus, show da cantora Georgia Alô, apresentação do grupo Courant d’Art e atividades promovidas pelo Instituto Cervantes e pelo Goethe-Zentrum Brasília. A entrada é gratuita, com sugestão de doação de 1 kg de alimento não perecível para participação em sorteios. O museu fica no SHTN, Trecho 1, Projeto Orla, Polo 3, Lote 5. Na área gamer, o Brasília Game Festival ocupa o Estádio Nacional Mané Garrincha entre sexta-feira (15) e domingo (17), das 11h às 20h. Um dos destaques será o lançamento do jogo A tale of silent depths e do livro Profundezas silenciosas: a garota que via além, inspirados no universo do RPG desenvolvido pela Crit42 Studio. A programação inclui ainda campeonatos, concursos de cosplay e mostra de jogos independentes. O estádio fica no Eixo Monumental, SRPN. O grupo Pé de Cerrado faz show na Casa Baco, no Casapark, durante o I Festival de Gastronomia e Cultura Cerratense | Foto: Toninho Tavares/Divulgação A gastronomia regional ganha espaço no I Festival de Gastronomia e Cultura Cerratense, no sábado, das 14h às 22h, na Casa Baco, Casapark. O evento reúne feira de produtos regionais, oficinas, aula-show gastronômica, apresentação de catira, vivência em ritmos e danças do oeste africano, DJ Psylohat, Nãnan Quarteto e show do grupo Pé de Cerrado. A entrada é gratuita. O Casapark fica no SGCV Sul, Lote 22. O Memorial dos Povos Indígenas apresenta a mostra Território da diversidade | Foto: Divulgação No Memorial dos Povos Indígenas, a exposição Território da diversidade entra nos últimos dias de visitação, em cartaz até sábado, com objetos, artefatos, fotografias e painéis sobre povos indígenas do Brasil. O espaço também recebe a oficina Pintura Indígena em Tecido, com Patrícia Kamayurá, sábado e domingo, das 13h às 18h. O memorial fica no Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, em frente ao Memorial JK. No circuito das artes visuais, a Galeria Rubem Valentim mantém em cartaz até o dia 24 a exposição Superfície interna, primeira individual da artista Lydia Daza, com obras produzidas entre 2023 e 2026. A galeria fica no Espaço Cultural Renato Russo, na CRS 508, Bloco A, Loja 72, Asa Sul. Filmes do Ghibli Fest, centrado em produções japonesas, podem ser vistos no Cine Brasília | Foto: Divulgação O Museu Nacional da República mantém em cartaz, até 14 de junho, a mostra Entre traços e tramas: na tessitura do tempo, de Maurício Rolo. A exposição reúne trabalhos construídos a partir de linhas, cores e formas geométricas, em diálogo com arte contemporânea, biologia e matemática. O museu fica no Setor Cultural Sul, Lote 2, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. No Cine Brasília, a programação da semana inclui o Ghibli Fest Parte 2, até o dia 27, com filmes do estúdio japonês, além de sessões especiais ao longo do mês. O cinema fica na EQS 106/107, Asa Sul. Em Planaltina, o Complexo Cultural recebe no domingo, às 20h, o stand-up Enterrado vivo, com Léo Lins. O espaço fica na Avenida Uberdan Cardoso, Setor Administrativo, Lote 2.
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Aberta seleção para entidades e instituições de ensino que atuam com população em situação de rua
A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) publicou, nesta quinta-feira (14), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o Edital de Chamamento Público nº 03/2026, que abre processo seletivo para escolha de representantes da sociedade civil e de instituições de ensino superior que irão compor o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua do Distrito Federal (Ciamp-Rua DF) no biênio 2026-2028. O processo prevê a seleção de sete representantes titulares e sete suplentes, sendo seis vagas destinadas a organizações, entidades, movimentos, fóruns e coletivos da sociedade civil que atuem na promoção e defesa dos direitos da população em situação de rua, além de uma vaga para instituição de ensino superior pública, privada ou comunitária que desenvolva pesquisas ou estudos sobre o tema. As inscrições começaram nesta quinta-feira (14) e poderão ser realizadas até 30 dias úteis após a publicação do edital, diretamente no gabinete da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial (Subdhir), no SAAN, Quadra 01, Lote C, Edifício Comércio Local Norte, 3º andar, sala 305, em Brasília, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. A documentação deverá ser entregue em envelope fechado, direcionado à Comissão de Seleção do Ciamp-Rua DF. Sejus abriu processo seletivo para escolha de representantes da sociedade civil e de instituições de ensino superior que irão compor o Ciamp-Rua DF no biênio 2026-2028 | Foto: Divulgação/Sejus-DF O secretário de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, destacou a importância da participação social na formulação das políticas públicas voltadas à população em situação de rua. “A composição do Ciamp-Rua DF garante que as vozes da sociedade civil, dos movimentos sociais e das instituições de ensino superior estejam presentes na formulação das políticas públicas, reafirmando o compromisso do GDF com a promoção dos direitos da população em situação de rua, especialmente das pessoas em maior vulnerabilidade”, afirmou. Criado pelo Decreto nº 33.779/2012 e atualizado pelo Decreto nº 43.115/2022, o Ciamp-Rua DF atua de forma paritária, reunindo representantes do Governo do Distrito Federal, da sociedade civil e da própria população em situação de rua. O colegiado é responsável por acompanhar, monitorar e propor medidas relacionadas ao Plano Distrital para a População em Situação de Rua, promovendo ações integradas nas áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho, moradia e direitos humanos. O presidente-coordenador do Ciamp-Rua DF, Diego Moreno de Assis, ressaltou que o acompanhamento permanente das políticas públicas fortalece a rede de proteção social no DF. “O monitoramento contínuo e transparente do Plano Distrital é essencial para assegurar que os recursos sejam bem aplicados, que as ações alcancem seus objetivos e que as estratégias possam ser ajustadas sempre que necessário. Convidamos todas as entidades e instituições qualificadas a participarem deste edital para fortalecer ainda mais a rede de proteção e apoio à população em situação de rua no Distrito Federal”, destacou. O edital estabelece critérios técnicos para participação, incluindo comprovação de atuação mínima de um ano no Distrito Federal, experiência na promoção de direitos humanos da população em situação de rua e apresentação de documentação institucional e relatórios de atividades. Também serão considerados critérios como participação em colegiados, desenvolvimento de projetos sociais, produção de estudos e ações de extensão acadêmica relacionadas ao tema. O resultado preliminar da seleção será divulgado no site oficial da Sejus-DF em até 30 dias úteis após a homologação das inscrições. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)
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Programa Viver 60+, que já atende mais de 11 mil idosos no DF, ganha núcleo no Lago Sul
Nos próximos dias, o programa Viver 60+, da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus), vai se expandir e alcançar mais uma região: o Lago Sul. A partir do dia 25, à tarde, os atendimentos serão prestados na administração da cidade, na QI 11. A ampliação reforça uma das principais premissas do projeto: o combate ao isolamento e o cuidado com a pessoa idosa devem alcançar todos os territórios. Consolidado como uma política pública permanente de governo, o programa focado em atividades físicas, culturais e de lazer já atende mais de 11 mil idosos no DF. Fisioterapia, pilates e a musculação estão entre as modalidades mais procuradas pelos idosos | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília A subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus, Dolores Moreira da Costa Ferreira, explica que a chegada ao Lago Sul desmistifica a ideia de que apenas regiões mais vulneráveis precisam de atenção governamental nessa área. "Não é sobre a condição social, é sobre o olhar para a pessoa que está isolada dentro de casa, em depressão, sozinha, com a sensação de vazio. Isso acontece muito, porque idosos passam por perdas", destaca. Segundo a subsecretária, o objetivo central é "fortalecer a política pública da pessoa idosa nos territórios, contribuir para que as famílias tenham um cuidado com sua pessoa idosa e fortaleçam esse vínculo". Atualmente, o Distrito Federal tem 47 polos do Viver 60+, distribuídos em 20 regiões administrativas, que oferecem cerca de 56 turmas de atividades diversas. Desse total, 41 unidades são mantidas de forma direta pela Sejus em espaços cedidos pelas comunidades. Além de atividades físicas, participantes do projeto têm aulas de artesanato, crochê, customização de roupas e acessórios, inclusão digital, fotografia Núcleos itinerantes Os outros seis polos funcionam de forma itinerante, viabilizados por um termo de fomento no valor de R$ 4 milhões com organizações da sociedade civil (OSCs). Com a expectativa de atender até 9 mil idosos ao longo do ano, esses núcleos itinerantes permanecem por dois meses em cada cidade, oferecendo uma estrutura completa antes de seguir para a próxima parada. "Não é sobre a condição social, é sobre o olhar para a pessoa que está isolada dentro de casa, em depressão, sozinha, com a sensação de vazio. Isso acontece muito, porque idosos passam por perdas" Dolores Moreira da Costa Ferreira, subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus O polo mais recente desse modelo começou a funcionar na Quadra 102 do Recanto das Emas, no dia 4 deste mês e foi um sucesso imediato. "Em menos de uma semana, em cinco dias, já tínhamos 160 inscritos", comemora Marli Andrade, coordenadora do núcleo. Segundo Marli, o cronograma é atrativo e gera de mil a 1,2 mil atendimentos, já que os idosos costumam se matricular em mais de uma aula. "Nós temos ginástica, fisioterapia, pilates, dança, inclusão digital, informática, fotografia, artesanato, crochê, musculação, customização de roupas e acessórios e psicologia. As modalidades que têm mais procura são a fisioterapia, o pilates e a musculação", detalha a coordenadora. Até o fim do ano, o núcleo itinerante passará ainda por São Sebastião, Itapoã e Plano Piloto. "É muito gratificante. A gente vê o nosso trabalho sendo reconhecido e bem-aceito por eles. Eles pegam um carinho tão grande pela gente!", celebra Marli. Fim das dores e novas amizades O impacto na qualidade de vida dos participantes é tão significativo que muitos idosos viajam entre as cidades para continuar acompanhando o núcleo itinerante. É o caso da aposentada Regina Luzia Pereira, de 63 anos, que iniciou as atividades no Sol Nascente, acompanhou o projeto até Samambaia e, agora, frequenta o núcleo do Recanto das Emas. "Eu ficava lá em casa sem ter o que fazer, deitada, assistindo à televisão, comendo. Agora, todo dia levanto cedo, pego o ônibus e estou aqui", conta a moradora do Sol Nascente, que hoje preenche as manhãs com aulas de crochê e musculação. [LEIA_TAMBEM] Para Francisca Moreira de Araújo, 69, aluna de informática e musculação, o programa foi essencial para recuperar a mobilidade. "Teve uma época em que eu nem conseguia me mexer. Meu braço não subia, eu não me levantava nem virava", relembra. Hoje, ao mostrar a mobilidade recuperada, ela comemora a melhora física: "Eu vou orar muito a Deus para vir mais vezes, porque é muito bom. Gosto muito dos exercícios". Além do fortalecimento físico promovido por atividades como pilates e ginástica, o Viver 60+ oferece suporte psicológico e atua diretamente no combate à solidão. O casal Sinesio Gomes Mendes, 65, e Maria de Fátima Antunes, 62, relata que a convivência substituiu o silêncio da casa vazia. "É maravilhoso porque, além da interação com outras pessoas, acaba que os filhos crescem e têm a vida deles, né? E a gente acaba tendo um círculo muito grande de amizades", conta Maria de Fátima, ao frisar a importância do acolhimento e da saúde mental proporcionados pelo projeto. Ao lado do marido, ela pratica musculação. "O pessoal é bem acolhedor. É muito bom vir", complementa.
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ETR regulariza 33 mil hectares em três anos e devolve a paz às famílias rurais do DF
"Hoje a gente tem a segurança de poder deitar a cabeça no travesseiro sabendo que a terra não vai ser tirada." O desabafo do produtor rural Orlando Azevedo é o reflexo de uma revolução silenciosa que tomou conta do campo no Distrito Federal. Neste mês, a Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR) completa três anos de criação com um balanço histórico: mais de 500 famílias beneficiadas, 32.845 hectares regularizados e a entrega de 433 contratos de concessão de direito de uso (CDUs), além de o medo do despejo substituído pela segurança jurídica e um modelo de gestão que aproximou o Estado do trabalhador rural. Por décadas, cultivar a terra no DF era sinônimo de uma angústia silenciosa. De boa-fé e sem documentos que comprovassem a posse do terreno, famílias inteiras se dedicavam à produção de alimentos sob o medo constante de perderem as propriedades. Essa realidade histórica, que assombrava pequenos produtores desde os tempos da construção da capital federal, teve fim com o compromisso deste Governo do Distrito Federal (GDF) de destravar a burocracia e facilitar a regularização fundiária. Assim nasceu a ETR. Subsidiária integral da Terracap, a empresa assumiu o desafio de gerir as terras públicas rurais do DF. A obtenção do CDU, que antes era um labirinto burocrático que se arrastava, em média, de oito a dez anos, passou por uma reestruturação. A grande inovação metodológica da empresa foi inverter a lógica do processo: em vez de exigir que o produtor arcasse com a complexa documentação técnica, o próprio Estado foi a campo. O CDU é o primeiro passo para a regularização, materializada na escritura definitiva. “É o que diz: ‘essa terra é sua. Daqui para a frente, vamos oficializar”, explica o presidente da ETR, Thulio Moraes. “É o que a lei chama de legítimo ocupante. O CDU é um instrumento pelo qual o Estado reconhece a legitimidade e ocupação daquele que, agora, é o concessionário da terra. Ele já não é mais ocupante, é um concessionário”, acrescenta. Orlando Azevedo representa uma das centenas de histórias de vida transformadas pelo trabalho sensível da ETR | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Equipes multidisciplinares da ETR passaram a realizar os planos de uso, os memoriais descritivos e o georreferenciamento das chácaras. Com o modelo focado na eficiência, o tempo de espera entre o requerimento e a entrega do CDU diminuiu para cerca de 120 dias. “A ETR não veio para fazer mais do mesmo, porque se fosse para fazer a mesma coisa, não se teria criado uma empresa, uma subsidiária integral, que pensa 24 horas por dia em regularização. Por onde a gente passa, a gente entrega a área 100% analisada”, avalia Moraes. O impacto na vida de quem produz Por mais de duas décadas, Orlando Azevedo conviveu com o fantasma da insegurança sobre a terra onde construiu parte da vida. Natural de Inhumas (GO), ele está no Caub desde 2003 e descobriu ser o maior produtor de jabuticabas do Distrito Federal. Azevedo, que também cultiva graviola, laranja, mexerica e cria cavalos premiados, representa uma das centenas de histórias de vida transformadas pelo trabalho sensível da ETR. Para o produtor, a grande mudança chegou em 26 de outubro de 2023, data da assinatura do tão sonhado CDU. "Eu sempre falo: é Deus no céu e esse povo na terra", brinca Azevedo, que descreve a etapa como a "realização do sonho do pequeno produtor rural e resume: “É justiça e reconhecimento". Com essa garantia em mãos, Azevedo pôde focar no que faz de melhor: com 85 pés de jabuticaba, ele inovou na criação de vinhos, licores, geleias, molhos e espumantes artesanais. Preservação ambiental Além de proteger o agricultor, a regularização se consolidou como a principal ferramenta de proteção ambiental do DF. Ao oficializar e monitorar quem ocupa a área rural, o GDF inibe o parcelamento irregular do solo, evita o surgimento de loteamentos clandestinos e garante a preservação de nascentes vitais para o abastecimento hídrico da capital. "Nossa equipe já faz os documentos técnicos necessários, em vez de a gente demandar do produtor", explica o presidente da ETR, Thulio Moraes Hoje, graças à celeridade e sensibilidade do processo de regularização conduzido pela ETR, o produtor rural do Distrito Federal deixou de ser um mero ocupante para se tornar o dono da própria história, cultivando o solo com a certeza de que o trabalho é valorizado e protegido por lei. "Nossa equipe já faz os documentos técnicos necessários, em vez de a gente demandar do produtor", explica o presidente da ETR, ao argumentar que era preciso desmistificar antigos preconceitos. "Mostrar que o produtor rural é o maior amigo do meio ambiente e a regularização, o maior instrumento de proteção do meio ambiente", completa Thulio Moraes. Governança pública Hoje, os dados da ETR subsidiam outros órgãos do governo com informações precisas e transparentes para proteger o campo. “Os dados que temos são colocados num portal, que tem uma parte de acesso público e outra restrita. Essas informações que reunimos servem ao Instituto Brasília Ambiental, à DF Legal, às secretarias, a todo o arcabouço de trabalho técnico voltado a essas regiões. Ou seja, se a Adasa precisar de alguma informação sobre determinado terreno, se tem regularização ou não, basta abrir esse portal”, acrescenta Alisson Neves, do corpo técnico da ETR. Os dados da empresa auxiliam o planejamento de infraestrutura e a instalação de equipamentos públicos. “Com o mapeamento de quantos terrenos, é possível ter a decisão de estabelecer um posto de saúde na área rural”, exemplifica Neves, ao citar que o raciocínio vale também para a construção de escolas e creches e para a pavimentação de vias, por exemplo. “É uma plataforma de trabalho que atende todos os outros órgãos do GDF”, conclui o técnico. Outras entregas A sensibilidade da ETR também alcançou os assentamentos. Após receber as áreas do Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (Prat), a empresa garantiu a assinatura de 119 contratos apenas entre 2025 e 2026, levando esperança a locais como Santarém (Sol Nascente), Nova Camapuã (São Sebastião), 1º de Julho (São Sebastião), 15 de Agosto (São Sebastião), Estrela da Lula (Paranoá) e Patrícia Aparecida (Paranoá). O avanço foi sustentado pela presença em campo. Foram mais de 4 mil atendimentos aos produtores, incluídas as ações itinerantes e as caravanas e mais de 200 visitas técnicas nas propriedades, além da implementação do primeiro Marco Geodésico para mapeamento das áreas rurais. O marco visa à demarcação de áreas de regularização rural, por meio de pontos de coordenadas, o que abre portas para eventual mapeamento de referência cadastral.
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Projeto leva laserterapia às UTIs neonatais do DF
Em uma unidade de terapia intensiva neonatal (Utin), cada procedimento exige precisão extrema. Recém-nascidos prematuros ou submetidos a cirurgias delicadas frequentemente enfrentam múltiplas punções, longos períodos de internação e processos complexos de recuperação. Foi nesse cenário que nasceu o projeto Luar (sigla para laserterapia e ultrassonografia na assistência ao recém-nascido), iniciativa fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Projeto Luar tem como foco a busca de alternativas menos invasivas para o tratamento de bebês | Foto: Divulgação/FAPDF A pesquisa é desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), Faculdade de Ceilândia, sob coordenação da professora e pesquisadora Laiane Medeiros Ribeiro, doutora em ciências, docente do programa de pós-graduação em enfermagem da UnB e especialista em neonatologia, enfermagem pediátrica, tecnologia e inovação. “O projeto Luar nasceu para oferecer alternativas menos invasivas, mais seguras e mais humanizadas para bebês extremamente vulneráveis”, explica Laiane. “A proposta sempre foi aproximar ciência, tecnologia e assistência clínica para melhorar o cuidado neonatal.” Luz ajuda na cicatrização Uma das frentes do estudo avalia o uso da laserterapia de baixa intensidade, técnica que utiliza feixes de luz com potência reduzida para estimular a regeneração dos tecidos. Diferentemente das aplicações de laser cirúrgico — usados para corte ou cauterização —, esse tipo de laser atua de forma não invasiva, ativando mecanismos celulares ligados à cicatrização. No projeto, a tecnologia foi aplicada em recém-nascidos submetidos a cirurgias relacionadas a condições graves, como gastrosquise (malformação em que parte do intestino se desenvolve fora do abdômen do bebê), obstrução intestinal, enterocolite (inflamação grave do intestino) e anomalias anorretais, como alterações congênitas na formação do ânus e do reto. A redução no tempo de internação hospitalar é uma das vantagens da laserterapia, que ajuda a diminuir complicações pós-operatórias A luz utilizada é absorvida pelas células e estimula processos biológicos importantes, como aumento da produção de energia celular, redução da inflamação, formação de novos vasos sanguíneos e aceleração da produção de colágeno. Na prática, isso pode significar menos dor, menos edema e uma recuperação mais rápida. “A ferida inflama menos, cicatriza mais rápido e o bebê passa por menos desconforto”, enfatiza Laiane. Os resultados iniciais mostram que a laserterapia pode reduzir complicações pós-operatórias e diminuir o tempo de internação hospitalar — algo especialmente relevante em UTIs neonatais, onde cada dia de permanência representa riscos adicionais para o recém-nascido. Uso do ultrassom A segunda frente do projeto Luar investiga o uso da ultrassonografia durante a inserção do cateter central de inserção periférica (Picc, na sigla original em inglês). Esse cateter é utilizado em recém-nascidos criticamente enfermos para administração de medicamentos, fluidos e nutrição parenteral por longos períodos. Embora essencial, o procedimento costuma ser complexo, principalmente em bebês prematuros, que possuem vasos extremamente pequenos e frágeis. Utilização da ultrassonografia agrega mais precisão ao processo de identificar complicações Tradicionalmente, a inserção é feita por tentativa de punção e posterior confirmação radiológica. O problema é que múltiplas tentativas aumentam a dor, o estresse e o risco de complicações. Com a ultrassonografia à beira-leito, a equipe consegue visualizar os vasos em tempo real e acompanhar a passagem do cateter durante o procedimento. Além de dispensar parte da exposição à radiação, o método pode reduzir hematomas, tromboses, infiltrações e falhas no posicionamento do cateter. “A ultrassonografia permite maior precisão, reduz a necessidade de repetidas punções e ajuda a identificar complicações precocemente”, ressalta a pesquisadora. Tecnologia no cuidado neonatal Os estudos foram elaborados diretamente em UTIs neonatais de hospitais de referência do Distrito Federal, acompanhando recém-nascidos durante todo o período de internação. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia. Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência” Laiane Ribeiro, pesquisadora da UnB No caso da laserterapia, as aplicações ocorreram no pós-operatório imediato, com monitoramento constante dos sinais vitais e registro fotográfico da evolução das feridas. Já no estudo sobre ultrassonografia, os profissionais acompanharam dezenas de inserções de Picc utilizando avaliação ultrassonográfica em tempo real. “Nosso objetivo nunca foi apenas incorporar tecnologia, mas tornar o cuidado mais seguro, preciso e menos doloroso para os recém-nascidos”, resume Laiane Ribeiro. Enfermagem como protagonista O projeto também demonstra o papel da enfermagem na incorporação de novas tecnologias em saúde. Os enfermeiros envolvidos passaram por treinamentos teóricos e práticos para utilização tanto da laserterapia quanto da ultrassonografia aplicada ao Picc. A equipe desenvolveu protocolos clínicos, materiais educativos e fluxos assistenciais específicos para o ambiente neonatal. Segundo a pesquisadora, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar universidade e serviço de saúde, fortalecendo práticas baseadas em evidências científicas. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia”, pontua Laiane. “Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência.” Além da aplicação clínica, o projeto Luar contribuiu para a formação de mestres, doutores, especialistas e estudantes de graduação envolvidos nas pesquisas, fortalecendo a produção científica e a enfermagem baseada em evidências no DF. Ciência e formação [LEIA_TAMBEM]Os recursos do edital permitiram a aquisição dos equipamentos utilizados nos estudos, incluindo aparelhos de laserterapia e ultrassom, além da compra de insumos, realização de treinamentos especializados e desenvolvimento de protocolos clínicos voltados ao cuidado neonatal. “Sem o fomento da FAPDF, a pesquisa não teria sido realizada na qualidade que conseguimos desenvolver”, enfatiza Laiane. “Esse apoio tornou possível transformar uma ideia em evidência científica com potencial de melhorar e até salvar vidas”. Os resultados vêm sendo apresentados em congressos científicos e publicados em revistas especializadas, ampliando o debate sobre inovação tecnológica aplicada à neonatologia. A equipe lembra que ainda há espaço para ampliar o uso dessas tecnologias na assistência neonatal brasileira. Entre os próximos passos estão estudos com amostras maiores, consolidação de protocolos clínicos e expansão das aplicações para outras condições neonatais. “O caminho ainda é longo, mas os resultados mostram que vale a pena investir em ciência aplicada ao cuidado neonatal”, conclui a coordenadora do projeto. “Tecnologias bem-utilizadas podem reduzir sofrimento, melhorar desfechos clínicos e transformar a experiência desses bebês e de suas famílias.” *Com informações da FAPDF
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DF destaca liderança em saneamento e reforça papel da regulação em encontro de agências reguladoras
A governadora Celina Leão destacou o papel estratégico da regulação para garantir a qualidade dos serviços públicos durante a abertura do III Encontro Nacional das Agências Reguladoras (Enar 2026), nesta quinta-feira (14), em Brasília. Na ocasião, ela também anunciou a intenção de ampliar a atuação da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) na fiscalização do fornecimento de energia elétrica no Distrito Federal por meio da Neoenergia. Segundo a chefe do Executivo, o avanço da regulação tem sido fundamental para consolidar o DF como referência nacional em saneamento básico. Atualmente, a capital lidera os índices de tratamento de esgoto e de distribuição de água tratada no país. “Hoje, o DF é referência, mas já enfrentamos crises hídricas. Esse cenário foi transformado com planejamento, investimento e, principalmente, com a regulação”, afirmou. “Também solicitamos à Adasa que realizasse, em conjunto com a Caesb, um mapeamento de todas as nascentes da região. Trata-se do maior projeto já desenvolvido nessa área. Estamos em uma região de Cerrado e precisamos preservar essas nascentes”, destacou. A governadora Celina Leão destacou que o avanço da regulação tem sido fundamental para consolidar o DF como referência nacional em saneamento básico | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, explicou que a Diretoria de Regulação e Meio Ambiente da companhia já iniciou o diálogo com a Adasa, o Brasília Ambiental e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) para tratar do tema. “A Secretaria do Meio Ambiente já começou esse trabalho de forma correta, porque é ela quem deve regular esse assunto. A Caesb, a Adasa e o Brasília Ambiental vão atuar de forma integrada, a partir desse levantamento conduzido pela secretaria, para fazer o mapeamento e a avaliação desse volume. A partir disso, poderemos identificar as nascentes que precisam de replantio ou outras ações”, afirmou. O presidente destacou que o estudo ainda está em andamento, mas já há uma diretriz definida pelo governo. “Ainda não existe um diagnóstico fechado, porque o estudo está em curso. Mas a determinação da governadora é que seja feito esse levantamento para que as nascentes mais sensíveis recebam tratamento diferenciado. Onde houver necessidade, será feito o replantio de árvores”, completou. "A Caesb, a Adasa e o Brasília Ambiental vão atuar de forma integrada, a partir desse levantamento conduzido pela secretaria, para fazer o mapeamento e a avaliação desse volume", afirmou Luís Antônio Reis, presidente da Caesb A governadora também anunciou a intenção de ampliar a atuação da Adasa na fiscalização da Neoenergia no Distrito Federal. “Hoje, essa competência é da Aneel, o que torna o processo mais moroso e distante. Queremos trazer essa fiscalização para mais perto, garantindo um tempo de resposta mais ágil ao cidadão que utiliza esse serviço, prestado por uma empresa privada, mas que precisa ser fiscalizado. São muitas as reclamações, e estamos avançando com um convênio entre a Aneel e a Adasa para que a Neoenergia no DF também passe a ser fiscalizada pela agência local”, explicou. O presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, explicou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) detém a competência originária para fiscalizar a prestação do serviço de energia, mas atua principalmente na formulação de diretrizes. Segundo ele, a atuação prática depende da cooperação com estados e o Distrito Federal. “A Aneel vai delegar essa atribuição por meio de convênio, e nós receberemos a responsabilidade de fiscalizar a prestação do serviço no DF”, afirmou. Ribeiro destacou que a medida exigirá uma reestruturação interna e a adoção de uma série de providências administrativas para garantir a execução adequada do serviço. “Nossa principal preocupação é manter o padrão de excelência na fiscalização dos serviços públicos que a Adasa já vem desempenhando. Por isso, são necessárias algumas etapas preliminares”, explicou. Raimundo Ribeiro, presidente da Adasa: “Nossa principal preocupação é manter o padrão de excelência na fiscalização dos serviços públicos que a Adasa já vem desempenhando. Por isso, são necessárias algumas etapas preliminares" De acordo com o presidente, o convênio ainda está em fase de ajustes e, após a assinatura, será estabelecido um prazo para a elaboração de um plano de metas, com definição das ações e dos recursos necessários. “Com isso, poderemos aprimorar, por meio da fiscalização, a prestação do serviço de energia elétrica no Distrito Federal”, concluiu. III Encontro Nacional O III Encontro Nacional das Agências Reguladoras reuniu autoridades e especialistas em seis painéis temáticos que abordaram questões estratégicas para o setor, como os impactos da reforma tributária nos contratos de concessão, o uso da inteligência artificial (IA) no aprimoramento da regulação, os desafios regulatórios atuais, os avanços e entraves da matriz energética brasileira, o marco legal do saneamento básico e o papel das agências na promoção do interesse público e do desenvolvimento setorial. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Agências Reguladoras (Abar), Vinicius Benevides, o evento reúne cerca de 300 representantes e conta com seis painéis para debate. “Nós elaboramos regras e regulamentos que valem para todo o Brasil, e quem pretende investir no país precisa de previsibilidade, precisa entender como as coisas funcionam. Hoje, não falamos mais em bilhões de dólares: já alcançamos a casa do trilhão, fruto da confiança de investidores, tanto estrangeiros quanto brasileiros, nas agências reguladoras. Por isso, as agências são um fator decisivo para atrair investimentos ao país.” "Hoje, não falamos mais em bilhões de dólares: já alcançamos a casa do trilhão, fruto da confiança de investidores, tanto estrangeiros quanto brasileiros, nas agências reguladoras. Por isso, as agências são um fator decisivo para atrair investimentos ao país", ressaltou Vinicius Benevides, presidente da Abar Ele também destacou a realização do Congresso Brasileiro de Regulação. “Promovemos o evento a cada dois anos e, em assembleia realizada ontem, definimos que a próxima edição será em Brasília. Dou essa notícia em primeira mão: a capital federal vai sediar o Congresso Brasileiro de Regulação, considerado o maior do mundo na área.” Recentemente, a Abar aprovou a entrada de 16 novas instituições e passou a contar com 87 agências associadas, entre nacionais e internacionais. Juntas, elas representam mais de 60% do PIB brasileiro sob regulação. Em Brasília, a região conta com a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), que cumpre a função de manter um elevado nível de gestão, para garantir que a população do DF não precise enfrentar racionamentos. As ações da agência são voltadas para o uso sustentável dos recursos hídricos e para a operação integrada dos sistemas Santa Maria/Torto, Paranoá, Descoberto e Corumbá IV.
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Trânsito terá alterações neste fim de semana
No próximo sábado (16), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) fará intervenções viárias nas imediações da Arena Mané Garrincha, onde será realizado o Festival Meskla. A sinalização viária será implantada na sexta-feira (15), a partir das 23h59. Artes: Detran-DF No sábado, às 16h, o Detran-DF dará início às ações de trânsito, com o foco em garantir a fluidez do tráfego, auxiliar a travessia de pedestres e coibir infrações. Na via N1, na altura do Planetário, e na via de contorno do Estádio Nacional de Brasília, serão implantadas sinalizações para coibir o estacionamento irregular e facilitar a travessia de pedestres. Durante o evento, também serão instalados painéis eletrônicos de mensagens em locais estratégicos para orientar condutores e pedestres. Na entrada principal de automação da Arena Mané Garrincha será sinalizada uma área destinada aos táxis. A previsão é que as ações de controle de tráfego ocorram até as 4h de domingo (17). Esplanada dos Ministérios e via Palácio Presidencial No domingo (17), será realizada a Corrida da Câmara, que contará com percursos de 3 km, 5 km e 10 km pelas vias S1, N1 e Palácio Presidencial. A largada e a chegada dos participantes ocorrerão na Avenida José Sarney. A partir das 6h30, a via S1 será bloqueada na altura do Museu da República e o fluxo de veículos será desviado para a via L2 Sul. Os motoristas que seguirem pela L2 Sul, no sentido Esplanada, serão direcionados para o Buraco do Tatuí. O acesso ao estacionamento da Catedral de Brasília será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na via S2. Na Esplanada, a faixa mais à direita da via S1 será destinada à saída de veículos dos ministérios. O fluxo seguirá até a altura do Itamaraty, onde será desviado para a via S2. Na via N1, o bloqueio ocorrerá desde o quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) até a via de ligação N1/S1, na altura da Catedral. Os acessos à N1 pela via Palácio Presidencial e pela L4 Norte estarão fechados. Ainda na N1, a faixa mais à direita será destinada à saída de veículos de emergência do CBMDF, enquanto as demais faixas serão utilizadas pelos participantes do evento. As equipes do Detran-DF também interditarão o acesso à via Palácio Presidencial, no sentido Palácio do Jaburu, com o desvio do fluxo de veículos para a Estrada Parque das Nações (via L4). Durante o evento, agentes de trânsito vão atuar no controle do tráfego para garantir a segurança viária. A previsão é que as vias sejam liberadas a partir das 10h. *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)
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Trânsito terá alterações neste fim de semana
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