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Hospital de Santa Maria celebra 18 anos com homenagem a profissionais reconhecidos pela população

Mais do que uma celebração de aniversário, a manhã desta terça-feira (28) foi marcada por um gesto de reconhecimento a quem sustenta o cuidado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Em homenagem aos 18 anos da unidade, gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), profissionais de diferentes setores foram reconhecidos a partir da avaliação da própria população. Na ocasião, diversos departamentos foram certificados pelos serviços prestados e pelo compromisso demonstrado na rotina hospitalar. O reconhecimento tem como base dados do ParticipaDF, plataforma digital do Governo do Distrito Federal que reúne serviços de ouvidoria e acesso à informação. Hospital de Santa Maria celebrou seus 18 anos homenageando as equipes da unidade mais elogiadas pela população | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Em 2025, o HRSM registrou 917 elogios e manteve, pelo segundo ano consecutivo, a terceira colocação no ranking de manifestações positivas da rede pública de saúde do DF, resultado já alcançado em 2024. Segundo o chefe substituto do Núcleo de Ouvidoria do hospital, João Paulo Barbosa de Farias, compartilhar esse desempenho com os profissionais é uma forma de evidenciar que o esforço diário tem sido percebido pelos usuários. “Mesmo diante das dificuldades, a população reconhece o esforço de quem atua aqui. Era importante que cada colaborador soubesse que esse retorno positivo existe e que ele chega por meio das manifestações registradas na Ouvidoria”, destaca. Foi a partir dessas manifestações que o hospital conseguiu traduzir, em números, o reconhecimento pelo trabalho realizado diariamente. Durante a cerimônia, o superintendente da unidade, Diêgo Figueiredo, reforçou que o aniversário reflete, sobretudo, o empenho das equipes. “Esta unidade só existe graças às pessoas que enfrentam desafios diariamente e se dedicam para que o atendimento chegue à população. Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória”, afirma. Diêgo Figueiredo, superintendente do HRSM: "Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória" Trabalho coletivo reconhecido O Núcleo de Segurança do HRSM está entre os setores homenageados. Para o chefe da área, Antônio Araújo, a honraria evidencia a relevância de funções que, embora muitas vezes discretas, são fundamentais para o funcionamento da unidade. “Trabalhamos para garantir que pacientes, acompanhantes e profissionais tenham um ambiente organizado e protegido. Ser lembrado neste momento mostra que todo esforço nos bastidores também faz parte do cuidado prestado”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Retorno de uma comunidade bem atendida Por meio do ParticipaDF, qualquer cidadão pode registrar elogios, reclamações, sugestões, denúncias ou solicitar informações públicas, acessando os serviços de ouvidoria (Ouv-DF) e de acesso à informação (e-SIC). A relevância desses dados está diretamente ligada à escuta da população. As manifestações registradas no sistema refletem a experiência real dos usuários dos serviços públicos de saúde. Por isso, os números alcançados pelo HRSM ganham ainda mais significado, ao demonstrar o reconhecimento espontâneo de pacientes e acompanhantes e reforçar a qualidade do atendimento prestado. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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GDF propõe adesão a programa nacional para conter o preço do diesel

O Governo do Distrito Federal (GDF) encaminhou, nesta terça-feira (28), à Câmara Legislativa projeto de lei que autoriza a adesão a um programa federal de garantia do abastecimento de diesel no país. A proposta, enviada pela governadora Celina Leão em regime de urgência, prevê cooperação financeira com a União para subsidiar o combustível e reduzir impactos econômicos. O projeto permite que o DF participe do Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, instituído por medida provisória do governo federal (MP nº 1.349/26). A iniciativa tem como objetivo assegurar a oferta de diesel no mercado e evitar oscilações bruscas de preço, especialmente em momentos de instabilidade. “A nossa ideia é fazer a adesão à MP e, tendo isso validado, essa será mais uma estratégia importante que tomamos para diminuir o aumento de tarifas do preço do óleo diesel aqui no DF”, defendeu a governadora Celina Leão. Pelo modelo proposto, o Distrito Federal vai contribuir com R$ 0,60 por litro de diesel, valor que será complementado pela União no mesmo montante, totalizando um subsídio de R$ 1,20 por litro. O limite de participação do DF é de aproximadamente R$ 11,6 milhões, valor calculado com base no consumo proporcional do combustível no território. Os recursos poderão ser compensados por meio de transferências federais, como o Fundo de Participação dos Estados (FPE), conforme previsto nas regras do programa. A iniciativa tem como objetivo assegurar a oferta de diesel no mercado e evitar oscilações bruscas de preço | Foto: Marcelo Casal Jr. /Agência Brasil Segundo a Secretaria de Economia (Seec-DF), a adesão é fundamental para garantir o funcionamento do mecanismo no território local. "Ressalto que a adesão é condição necessária para garantir que os importadores e distribuidores de óleo diesel destinado ao território do Distrito Federal recebam a subvenção em sua plenitude, assegurando a paridade de preços e a continuidade do abastecimento local", destaca o secretário de Economia, Valdivino Oliveira. A medida, se aprovada, não implicará em renúncia de receita. O impacto financeiro máximo estimado para o DF é de R$ 11,6 milhões, classificado como despesa pública dentro do orçamento, sem perda de arrecadação. A proposta segue para apreciação da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Impacto para o DF O diesel é um dos principais insumos da economia, utilizado no transporte de cargas, no abastecimento urbano e em diversos serviços essenciais. Por isso, medidas que garantem estabilidade no preço e no fornecimento têm reflexo direto no custo de produtos e serviços. A proposta do GDF acompanha um movimento nacional de atuação conjunta entre União e estados para evitar crises de abastecimento e conter pressões inflacionárias, especialmente em setores estratégicos da economia.

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Startup apoiada pela FAPDF cria rede de apoio para mulheres em viagens

Viajar sozinha ainda é, para muitas mulheres, uma experiência atravessada pelo medo. A insegurança, a falta de informação confiável e a ausência de redes de apoio fazem com que, muitas vezes, o desejo de explorar novos lugares seja deixado de lado. É nesse contexto que surge a startup Sutiãs que Voam, iniciativa brasiliense apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB (Eixo I, fase de ideação) e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma nova forma de pensar o turismo: mais segura, mais conectada e orientada pelas necessidades reais das mulheres. Idealizada pela empreendedora Juliana Ferreira, a solução nasce de uma experiência pessoal e se transforma em uma ideia coletiva de cuidado, conexão e autonomia. A proposta é direta: permitir que mulheres viagem com mais tranquilidade e liberdade, a partir de roteiros verificados por outras mulheres, conectando viajantes a empreendedoras locais e criando uma rede baseada em confiança. A startup foi idealizada pela empreendedora Juliana Ferreira | Foto: Divulgação/FAPDF Quando a experiência pessoal encontra uma solução coletiva A ideia surgiu durante um intercâmbio de doutorado, quando Juliana se viu sozinha na Europa e precisou lidar com situações de vulnerabilidade que evidenciaram um problema maior: o turismo ainda não está preparado para acolher mulheres de forma plena. “Hoje, existem muitas plataformas de turismo, mas poucas consideram, de fato, as necessidades das mulheres, especialmente em relação à segurança e ao acolhimento", diz.  A percepção de que esse não era um caso isolado, mas uma realidade compartilhada, foi o ponto de virada para transformar a experiência pessoal em um negócio estruturado. Mais do que facilitar viagens, o projeto nasce com um propósito claro: transformar vulnerabilidade em autonomia. Uma rede de proteção com tecnologia e segurança Na prática, o Sutiãs que Voam funcionará como uma plataforma digital colaborativa que conecta viajantes a uma rede de prestadoras de serviço formada majoritariamente por mulheres — como guias, motoristas, fotógrafas, artesãs e anfitriãs locais. A solução atua em duas frentes: amplia a segurança de quem viaja e, ao mesmo tempo, fortalece o trabalho de empreendedoras locais, promovendo visibilidade, geração de renda e profissionalização. Além das viajantes solo, a proposta também considera outras realidades frequentemente negligenciadas pelo setor, como mulheres que viajam com filhos — incluindo crianças com necessidades específicas — e pessoas que desejam viajar acompanhadas de seus pets. Os roteiros são construídos a partir de uma lógica de curadoria colaborativa, que envolve indicação local, validação técnica e avaliação contínua pelas próprias usuárias, criando um ambiente baseado em validação coletiva e experiências compartilhadas. “Não se trata apenas de organizar informações, mas de construir um ambiente confiável onde a viajante se sente amparada desde o planejamento até a experiência", conta Juliana.  A plataforma incorpora mecanismos estruturados, como pagamentos realizados diretamente pelo sistema, tecnologias de detecção de comportamentos suspeitos, canal de denúncias e suporte contínuo ao longo da jornada. Outro diferencial está no sistema de verificação das prestadoras, organizado em múltiplos níveis, que inclui análise documental, checagem de antecedentes, validação técnica e, em alguns casos, visitas presenciais, garantindo maior confiabilidade para quem utiliza o serviço. Para a usuária, a experiência é simples: navegar por roteiros verificados, realizar a reserva pela plataforma, receber as informações da viagem e vivenciar a experiência com mais tranquilidade. “Hoje, existem muitas plataformas de turismo, mas poucas consideram, de fato, as necessidades das mulheres, especialmente em relação à segurança e ao acolhimento" Juliana Ferreira, idealizadora da startup Um problema real e um impacto que vai além da viagem A proposta dialoga diretamente com um movimento crescente no mundo: o aumento das viagens solo femininas e a busca por experiências mais personalizadas e com propósito. Segundo dados do projeto, o turismo representa cerca de 7,8% do PIB brasileiro, e há uma demanda crescente de mulheres interessadas em viajar — mas que ainda encontram barreiras estruturais. O problema, portanto, não é falta de interesse, mas de oferta qualificada. “Ao mesmo tempo em que proporciona mais segurança para quem viaja, também fortalece economicamente mulheres que atuam nos territórios locais", destaca a idealizadora da iniciativa.  Do Distrito Federal para uma rede global de mulheres Com lançamento previsto para este ano, a fase inicial prioriza a validação da proposta e a construção de confiança, com previsão de operação inicial baseada em roteiros verificados e parcerias locais. A estratégia prevê a expansão gradual para outras regiões do Brasil, respeitando as especificidades culturais de cada território e mantendo a lógica de curadoria colaborativa. A expectativa é que a plataforma alcance escala nacional e, futuramente, internacional, consolidando uma rede de apoio entre mulheres viajantes. O programa contribui com suporte técnico, estratégico e institucional, fundamentais para transformar uma experiência individual em uma solução estruturada e com potencial de escala.   *Com informações da FAPDF

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Prazo para nova nota fiscal de serviços é prorrogado até 31 de maio no DF

A Secretaria de Economia (Seec-DF) prorrogou até 31 de maio o prazo para adesão à nova Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) padrão nacional. A medida vale para contribuintes que utilizam sistemas próprios de emissão (webservice) e tem como objetivo garantir uma transição mais estável para o novo modelo. A secretaria reforça a necessidade de que esses contribuintes atualizem e testem o ambiente de homologação o quanto antes, a fim de evitar inconsistências operacionais durante a mudança. [LEIA_TAMBEM]A Subsecretaria da Receita lembra que o cadastro no ambiente de homologação já está disponível. “Por isso, é fundamental que eles iniciem os testes para validar processos e se familiarizar com o novo sistema”, afirma o subsecretário da Receita, Clidiomar Soares. Para reduzir possíveis impactos, a Seec-DF divulgou, há uma semana, o manual de preenchimento da nova NFS-e, elaborado pela empresa Nota Control, responsável pelo desenvolvimento do sistema. O material pode ser acessado no site da pasta. Dúvidas sobre a emissão da NFS-e podem ser encaminhadas ao e-mail suporte.df@notacontrol.com.br. Também está disponível atendimento telefônico pelo número (67) 3041-2075, voltado a contadores e técnicos contábeis. Confira aqui o manual com exemplos de XML e XSD para validação e o validador da estrutura do XML (webservice de homologação).

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Projeto Jornada da Mulher já capacitou mais de 15 mil alunas para o empreendedorismo

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Educadores voluntários mudam rotinas e ampliam inclusão nas escolas do DF

Nas escolas públicas do Distrito Federal, há uma presença constante que nem sempre ganha visibilidade, mas impacta diretamente o dia a dia de estudantes em situação de vulnerabilidade: o educador social voluntário, que atua no acolhimento, na escuta e no acompanhamento desses alunos, aproximando escola, família e comunidade. O trabalho é lembrado em 28 de abril, data dedicada a esses educadores. Profissional importante no acompanhamento de estudantes em situação de vulnerabilidade, o educador social voluntário é o elo entre escola, família e comunidade | Foto: André Amendoeira/SEEDF A rede pública conta hoje com cerca de 8,5 mil profissionais nessa função, distribuídos em diferentes unidades. São profissionais que permanecem ao lado dos estudantes, ajudam na adaptação às atividades e contribuem para que a inclusão aconteça de forma efetiva dentro da sala de aula e fora dela. “O educador social voluntário é fundamental para que a inclusão aconteça de fato”, aponta a vice-diretora da Escola Classe Setor Militar Urbano (EC SMU), Virgínia Fernandes de Souza, que atua há 36 anos na rede pública de ensino do DF. “É ele que está ali com o aluno, incentivando, mediando. Quando a criança não quer fazer a atividade, ele conversa, dá uma voltinha pela escola e depois retorna com ela para a sala.” “Eles têm um papel fundamental na inclusão, no crescimento da criança e na comunicação com ela” Virgínia de Souza, vice-diretora da Escola Classe SMU Neste ano, uma mudança na carga horária ampliou a presença desses profissionais nas escolas. Eles passaram a cumprir cinco horas diárias junto aos estudantes — antes, eram quatro. “Essa uma hora a menos ficava muito difícil para a gente”, afirma Virgínia. O engajamento, enfatiza ela, vai além da ajuda de custo oferecida. O vínculo com os alunos aparece como principal motivação. “Eles estão aqui pelo amor que têm pelas crianças; a criança está esperando por eles”, explica. “Eles têm um papel fundamental na inclusão, no crescimento da criança e na comunicação com ela”. Quem são os educadores  Levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgado em dezembro de 2024 mostra que a maioria dos educadores sociais voluntários é formada por mulheres, que representam 83,5% do total. Os homens correspondem a 14,8%. O estudo também aponta motivações e desafios da função no contexto da educação inclusiva. [LEIA_TAMBEM]Na prática, quem vive a experiência confirma os dados. Kátia Targino de Azevedo começou na função no início do ano letivo de 2025 e relata o impacto da atuação no próprio cotidiano: “Isso me motiva a me sentir viva”. O trabalho acompanha o estudante em diferentes momentos. Vai do apoio pedagógico a demandas básicas do dia a dia, como levar ao banheiro ou ajudar a controlar a ansiedade fora da sala. “Às vezes a criança precisa sair do ambiente de sala de aula, e é ele [o educador voluntário] que intermedia tudo isso”, resume Virgínia. A atuação exige paciência, atenção e disposição. Em troca, constrói vínculos que fazem diferença na permanência e no desenvolvimento dos alunos dentro da escola. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Paranoá ganha nova iluminação em campos e amplia prática esportiva à noite

Moradores do Paranoá passaram a contar com mais infraestrutura para a prática de atividades físicas no período noturno. O campo sintético do Paranoá Parque e dois campos de terra localizados às margens da DF-001 receberam novos refletores instalados pela CEB IPes, garantindo melhor visibilidade e segurança aos usuários. O campo sintético do Paranoá Parque e dois campos de terra localizados às margens da DF-001 ganharam novos refletores de LED | Fotos: Gilberto Alves/CEB A intervenção integra o programa GDF na Sua Porta, iniciativa que leva ações diretas do Governo do Distrito Federal às regiões administrativas, com foco em melhorias rápidas e perceptíveis no dia a dia da população. Com a modernização da iluminação, os espaços esportivos passaram a oferecer melhores condições de uso à noite, ampliando o acesso ao lazer e incentivando a prática esportiva. [LEIA_TAMBEM]Morador da região, Roberto Mendes destaca os benefícios da nova iluminação, especialmente para quem tem dificuldade de visão. “Eu tenho ceratocone, então a mudança foi maravilhosa. Para mim, ficou excelente essa iluminação de LED. Inclusive, daqui dá para ver o campo de terra lá embaixo todo iluminado. Quando a iluminação é boa, os meninos até melhoram o desempenho. A gente enxerga a bola mais rápido e não enfrenta a mesma dificuldade de antes, com as lâmpadas antigas. Ficou show de bola, só tenho a agradecer”, afirmou. Além de contribuir para a qualidade de vida, a medida também impacta a sensação de segurança, ao aumentar a presença de pessoas nos locais e melhorar a visibilidade das áreas. A ação faz parte dos investimentos do GDF na expansão e qualificação da iluminação pública, com foco em atender às demandas da população e valorizar os espaços urbanos em todas as regiões do Distrito Federal. *Com informações da CEB IPes

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DF é pioneiro no diagnóstico precoce da doença de Fabry pelo teste do pezinho

Uma dor persistente nas mãos e pés, comparada por pacientes à sensação de “pisar em uma chapa quente”, pode ser o primeiro sinal de uma condição genética rara e grave: a doença de Fabry. Neste 28 de abril, Dia Nacional de Conscientização sobre a doença de Fabry, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça o alerta para os sintomas e destaca o pioneirismo da capital no rastreio da enfermidade. A doença é causada pela deficiência da enzima alfa-galactosidase A, o que leva ao acúmulo de uma proteína da família dos glicosfingolipídeos nas células de todo o corpo. Sem o metabolismo correto, essa substância se deposita em órgãos vitais, podendo causar insuficiência renal, acidente vascular cerebral (AVC) precoce e hipertrofia do coração.  Saúde do DF é destaque ao incluir o rastreio da Doença de Fabry no Teste do Pezinho Ampliado | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O Distrito Federal destaca-se no cenário nacional ao incluir o rastreio da doença de Fabry no Teste do Pezinho Ampliado, oferecido na rede pública. Graças a essa iniciativa, bebês já foram diagnosticados precocemente no DF, permitindo um monitoramento antes mesmo do surgimento de danos irreversíveis. “O diagnóstico precoce é fundamental porque o tratamento impede novos depósitos da substância nos órgãos, protegendo o paciente contra desfechos graves como o transplante e o derrame”, explica Sandra Marques, médica cardiologista e referência no atendimento da doença no DF. Sintomas na infância e o estigma Embora os danos mais severos apareçam na fase adulta, os sinais costumam surgir ainda na infância. Episódios de dores intensas nas extremidades, fadiga excessiva e alterações gastrointestinais são frequentes. “Geralmente, as pessoas costumam chamar de ‘criança manhosa’. Mas, na verdade, essa criança sente muita dor, uma dor que não responde nem à morfina e só melhora com a enzima. É preciso valorizar as queixas das crianças para não causar um problema futuro para a família e a sociedade”, alerta a especialista. Com o tempo, a doença evolui para a falência dos órgãos, causando no coração hipertrofia, infarto e insuficiência cardíaca. Nos rins, ocorre insuficiência crônica, que pode levar a necessidade de diálise e transplante renal. No sistema nervoso, além da dor neuropática, causa AVC em idades precoces e dilatação de vasos cerebrais. Arte: SES-DF Tratamento e assistência no DF Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a Terapia de Reposição Enzimática para pacientes diagnosticados. O medicamento é distribuído pela Farmácia de Alto Custo e a infusão é feita de forma endovenosa, a cada 15 dias. No Distrito Federal, o serviço de referência é o Hospital de Apoio de Brasília (HAB), onde os pacientes contam com acompanhamento especializado. “O dia da conscientização é um grande chamado, porque temos o tratamento disponível no SUS. O tratamento permite que o paciente tenha uma expectativa de vida igual à da população em geral”, finaliza a médica. Como buscar ajuda? Ao identificar sintomas como dores de queimação nas mãos e pés, cansaço sem causa aparente ou histórico familiar de doenças cardíacas e renais precoces, o cidadão deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. Se houver suspeita de doença rara, o paciente será encaminhado a especialistas em genética, cardiologia ou nefrologia da rede de saúde do DF. *Com informações da SES-DF

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Termos de deliberação CIG 2026

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Atas de reuniões de 2026 – Comitê Interno de Governança

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