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Cruzamento do Trecho 5 da Epig é liberado para o trânsito

O Governo do Distrito Federal (GDF) liberou o cruzamento nas proximidades dos postos de combustíveis no Trecho 5 da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig), trazendo mais fluidez ao trânsito em uma das vias mais movimentadas da capital. O ponto estava interditado desde o início das obras de implantação do corredor exclusivo de ônibus no canteiro central. A liberação faz parte do cronograma de execução da obra e representa mais um avanço na requalificação da via, que inclui melhorias na mobilidade urbana, modernização da infraestrutura e reforço no sistema viário da região. De acordo com o secretário de Obras, Valter Casimiro, a medida já impacta positivamente o dia a dia dos motoristas. “Cada trecho liberado contribui diretamente para melhorar a fluidez do trânsito e reduzir os transtornos causados pelas intervenções. Estamos trabalhando para entregar toda a via o mais breve possível”, destacou. A previsão do GDF é concluir a liberação de todo o sistema viário da Epig ainda no primeiro semestre, à medida que as etapas da obra forem finalizadas.   *Com informações da Secretaria de Obras (SODF)

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Com cerca de R$ 46 milhões em recursos, Viaduto de Planaltina entra na fase de lançamento das vigas  

As obras do Viaduto de Planaltina, executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), já passaram da metade do tempo previsto para execução. Em uma das fases mais importantes, o serviço contempla intervenções no Km 22,6 da BR-020, no entroncamento com a DF-128. O investimento, feito pelo Governo do Distrito Federal (GDF) , é de aproximadamente R$ 46 milhões.  Guindaste iça as estruturas de concreto que serão posicionadas sobre as vigas transversais | Foto: Divulgação/DER-DF  “A expectativa é melhorar a fluidez do trânsito, reduzir congestionamentos e aumentar a segurança viária em um dos principais corredores de ligação entre o Distrito Federal e o Entorno”, reforça o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. Ele estima que, quando concluída, a obra vai beneficiar cerca de 90 mil motoristas que passam diariamente pela região.  Atualmente, os trabalhos estão concentrados no lançamento das vigas longarinas. Com o uso de guindastes de grande porte, essas estruturas de concreto são içadas e posicionadas sobre as vigas transversais, responsáveis por ligar os pilares já concluídos. Essa etapa, lembra o DER-DF é fundamental para o avanço da superestrutura. Encaixe das peças De forma simples, o processo pode ser comparado à montagem de um “lego”, em que as peças são encaixadas e conectadas para formar a base da estrutura. Na sequência, após a instalação de 100 vigas longarinas — cerca de 20 por vão —, será feita a ligação entre essas estruturas por meio de vigas transversinas. Após essa fase de montagem e amarração, será iniciada a execução do tabuleiro, por onde os veículos vão trafegar. Paralelamente, as equipes atuam nos serviços de terraplenagem e no aterro das cabeceiras, preparando o terreno para os acessos e a integração com o sistema viário existente.  Com a evolução das etapas estruturais, o Viaduto de Planaltina ganha forma e cresce como referência de uma das principais intervenções de mobilidade urbana em andamento no DF.     *Com informações do DER-DF

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Nova regra exige registro digital de hóspedes em hotéis do DF

A Secretaria de Turismo (Setur-DF) alerta os meios de hospedagem sobre a obrigatoriedade do uso da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, sistema que passa a centralizar o envio de informações dos visitantes em todo o país. Até segunda-feira (20), 37 dos 128 estabelecimentos formais do Distrito Federal inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) já aderiram à nova ferramenta. A medida representa uma mudança significativa na rotina da rede hoteleira. Antes, os dados dos hóspedes eram encaminhados por diferentes meios, como e-mail e até fotos de fichas em papel. Com a digitalização, todas as informações passam a ser enviadas exclusivamente por meio da plataforma oficial da FNRH Digital, garantindo mais padronização, segurança e confiabilidade. A transição é respaldada pela Lei Geral do Turismo e vem sendo implementada gradualmente pelo Ministério do Turismo desde novembro de 2025. O objetivo é modernizar a coleta de dados, eliminar processos ultrapassados e fortalecer as estatísticas do setor. Até essa segunda-feira (20), 37 dos 128 estabelecimentos formais do Distrito Federal inscritos no Cadastur já usavam a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital | Foto: Arquivo/Agência Brasília O secretário de Turismo do DF interino, Bernardo Antunes, destaca a importância da medida: “A FNRH Digital é um avanço essencial para o turismo brasileiro. Além de trazer mais segurança e transparência, ela permite que tenhamos dados mais precisos para o planejamento de políticas públicas. É fundamental que toda a rede hoteleira esteja atenta e regularizada para evitar penalidades”. A fiscalização será realizada pelo próprio ministério, podendo ser delegada a estados e municípios. Inicialmente, o processo envolve ações de orientação e notificação, mas pode evoluir para autuações em caso de irregularidades. Um ponto de atenção é a situação do Cadastur: caso o cadastro esteja vencido, o envio da FNRH é automaticamente bloqueado, gerando inconformidade imediata. Para os visitantes, a novidade traz mais agilidade no atendimento e maior segurança no tratamento das informações “Estamos ainda em uma fase de avaliação para entender como o público vai se adaptar e quais serão os impactos reais da implementação da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes”, aponta o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF), Henrique Severien. “A proposta é relevante e necessária, especialmente no que diz respeito à consolidação de dados confiáveis para o desenvolvimento do turismo. No entanto, neste primeiro momento, a percepção do setor é de certa dificuldade operacional, sobretudo pela necessidade de integração entre sistemas e pela adaptação do próprio hóspede ao modelo digital, que ainda não se consolidou na prática.” Como funciona para os viajantes Além da adaptação dos meios de hospedagem, os próprios turistas também passam a interagir com o sistema, podendo realizar etapas do registro de forma digital antes mesmo da chegada ao local. O acesso à plataforma pode ser feito por meio de link disponibilizado pelo estabelecimento ou via QR Code. Para entrar no sistema, o viajante pode optar por diferentes formas de autenticação, como conta Gov.br, certificado digital físico ou certificado digital em nuvem, conforme o serviço contratado. [LEIA_TAMBEM]Após o acesso, é possível registrar os dados da reserva diretamente na plataforma, informando o código da hospedagem, as datas da estadia e o tipo de acomodação. Em seguida, o usuário pode iniciar o pré-check-in digital, conferindo e atualizando seus dados pessoais e de contato. O sistema também solicita informações complementares, como motivo da viagem e meio de transporte utilizado. Após a confirmação e o aceite dos termos, o pré-check-in é enviado, e o status da reserva é atualizado automaticamente na plataforma. Para os visitantes, a novidade traz mais agilidade no atendimento e maior segurança no tratamento das informações. Já para os empreendimentos, a adequação ao novo modelo é indispensável para manter a regularidade junto ao Cadastur e garantir o funcionamento das atividades. A Secretaria de Turismo reforça a orientação para que todos os meios de hospedagem que ainda não aderiram ao sistema busquem se adequar o quanto antes, evitando sanções e contribuindo para a modernização do turismo no Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Turismo (Setur-DF)

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Projeto apoiado pela FAPDF restaura acervo filmográfico e resgata memórias de Brasília

Antes das redes sociais e dos vídeos em celular, a história era registrada em película — filmes físicos usados nas câmeras antigas, que guardam, em imagens, momentos marcantes de outras épocas. É esse patrimônio que o projeto “Preservação do Acervo Filmográfico do Arquivo Público do Distrito Federal: Pesquisa, Tratamento e Digitalização”, coordenado pela pesquisadora Lila Silva Foster em parceria com o Instituto Latinoamerica,  busca preservar e tornar acessível ao público. Com apoio da FAPDF, vinculado ao programa Desafio DF (2024), a iniciativa atua na organização, recuperação e digitalização de um acervo que reúne centenas de títulos e mais de mil rolos de filmes fundamentais para a memória do Distrito Federal — muitos deles ainda pouco conhecidos do público. Modelo de câmera antiga com películas | Fotos: Divulgação/FAPDF Com investimento de mais de R$ 1,4 milhão, o apoio da FAPDF viabiliza a estrutura técnica e científica necessária para a execução do projeto, incluindo equipamentos, serviços especializados e ações formativas.  “O apoio da FAPDF permitiu estruturar não só a parte técnica, mas também criar condições para que esse acervo seja cada vez mais acessado pela sociedade”, afirma Lila. Com isso, imagens que por décadas permaneceram restritas ao arquivo passam a circular, permitindo que diferentes gerações revisitem e se reconheçam na história do Distrito Federal. “Quando apoiamos iniciativas como essa, não estamos apenas investindo em tecnologia ou em estrutura, mas garantindo que a história de Brasília permaneça acessível, viva e em permanente diálogo com as próximas gerações” Leonardo Reisman, presidente da FAPDF “A preservação do acervo audiovisual do Distrito Federal é, antes de tudo, uma ação estratégica de valorização da nossa identidade coletiva. Quando apoiamos iniciativas como essa, não estamos apenas investindo em tecnologia ou em estrutura, mas garantindo que a história de Brasília — em suas múltiplas dimensões — permaneça acessível, viva e em permanente diálogo com as próximas gerações. É nesse ponto que ciência, cultura e política pública se encontram de forma concreta”, afirma o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman. Entre o registro oficial e a vida cotidiana O acervo filmográfico do Arquivo Público do Distrito Federal reúne desde produções institucionais até registros amadores, compondo um panorama diverso sobre a formação da cidade. O levantamento inicial do projeto identificou 429 títulos e 1.160 rolos de filmes, incluindo materiais de diferentes períodos e origens, que ajudam a contar a história de Brasília sob múltiplas perspectivas. “Esse acervo é um reflexo dessa atividade de registros. Temos desde cinejornais ligados às narrativas oficiais até filmes amadores que mostram o cotidiano de quem estava vivendo a cidade naquele momento”, explica Lila Foster. Segundo ela, esses registros menos conhecidos são especialmente valiosos: “São filmes que mostram andanças pelas quadras, passeios, momentos de lazer, experiências de uma juventude que chegava a uma cidade ainda em formação. É um outro olhar sobre Brasília”. Um acervo vivo e vulnerável Oficina oferecida aos servidores e estagiários do Arquivo Público Apesar de sua relevância histórica, grande parte desse material está em suporte físico sensível ao tempo. “A película é composta por elementos físico-químicos que, com o passar dos anos, interagem com o ambiente e entram em processo de deterioração”, explica a pesquisadora. Um dos principais problemas identificados no acervo é a chamada síndrome do vinagre, que ocorre quando o material começa a se decompor. “Esse processo pode causar deformações, encolhimento, ressecamento e até perda da imagem. O que fazemos é tentar controlar essa degradação e garantir que o conteúdo não se perca”, detalha. “Acervos audiovisuais são, de certa maneira, entes vivos. O processo de deterioração é inevitável — o que podemos fazer é controlar esse processo”, completa a pesquisadora. Da análise ao cuidado com cada filme O trabalho começa muito antes da digitalização. Cada película passa por um processo cuidadoso de revisão manual, em que os filmes são analisados em mesas específicas, limpos, reparados e catalogados. Em alguns casos, são feitas correções físicas nas emendas e perfurações, além da medição do nível de deterioração com instrumentos próprios. Esse diagnóstico técnico permite definir prioridades de preservação e orientar todo o fluxo de trabalho do projeto. Até o momento, cerca de 60% do acervo já foi analisado, permitindo identificar quais materiais estão em melhores condições para digitalização imediata. Além da condição física, a seleção também envolve curadoria de conteúdo. “Estamos trabalhando tanto com filmes mais conhecidos quanto com materiais pouco explorados, como os filmes amadores. A ideia é ampliar o acesso e diversificar as narrativas disponíveis”, afirma Lila. Estrutura que permanece Débora Butruce orientando estagiários do ArPDF Um dos diferenciais da iniciativa é que ela não se limita à execução pontual. O projeto está estruturando uma base permanente dentro do Arquivo Público do DF, com aquisição de equipamentos, reorganização de espaços e criação de fluxos técnicos para preservação e digitalização do acervo. Também foi desenvolvido um repositório digital, baseado em tecnologia aberta, que permitirá organizar e disponibilizar as informações dos filmes de forma estruturada e acessível ao público. “Sustentabilidade sempre foi a palavra-chave do projeto. A ideia é criar uma estrutura para que esse trabalho continue dentro da instituição”, destaca a coordenadora. Preservação audiovisual Outro eixo importante é a formação de profissionais. O projeto já promoveu cursos e treinamentos voltados a servidores e colaboradores do Arquivo Público, abordando desde conceitos básicos até o manuseio direto das películas e dos equipamentos de preservação. “Formamos não só uma equipe para o projeto, mas profissionais que podem dar continuidade a esse tipo de trabalho”, afirma Lila. Com os conteúdos em formato digital, pesquisadores, instituições e o público em geral passam a ter acesso facilitado às imagens, sem necessidade de manusear os materiais originais A digitalização não apenas preserva — ela transforma a forma como o acervo pode ser utilizado. Com os conteúdos em formato digital, pesquisadores, instituições e o público em geral passam a ter acesso facilitado às imagens, sem necessidade de manusear os materiais originais. Mais do que isso, o projeto contribui para dar visibilidade a diferentes formas de memória. “Os arquivos regionais são fundamentais para garantir narrativas plurais. Eles preservam experiências que muitas vezes não aparecem nos registros oficiais”, ressalta a pesquisadora. *Com informações da FAPDF  

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Emater-DF em parceria com a Rota da Fruticultura incentiva cultivo de mirtilo em reunião técnica

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Projeto Em-canto & Em-cordas, na Estrutural, celebra dois anos unindo música e solidariedade

Na Estrutural, região com a menor renda per capita do Distrito Federal, o som de violinos e vozes em coro tem sido, há dois anos, muito mais que uma atividade artística. É uma poderosa ferramenta de sobrevivência e mudança social. O projeto Em-canto & Em-cordas, do Instituto Reciclando Sons, entra agora na reta final, com encerramento previsto para julho de 2026. A iniciativa tem apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e consolida um legado de 200 jovens atendidos e famílias fortalecidas por uma rede de apoio integral. Viabilizada com mais de R$ 1 milhão do Fundo da Criança e do Adolescente, a iniciativa usa a música para reduzir danos e prevenir riscos sociais. Além das melodias, o coração do projeto reside numa estrutura socioassistencial robusta, em que os jovens passam por momentos de acolhimento conduzidos por uma equipe de 20 profissionais, que inclui psicólogos, assistentes sociais, professores, monitores e arte-educadores. Meninos e meninas de 7 a 17 anos participam de atividades de canto, musicalização e informática pelo projeto Em-canto & Em-cordas | Fotos:  Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Três vezes por semana, crianças e adolescentes de 7 a 17 anos participam, de manhã ou à tarde, de aulas de instrumentos de corda (violino, viola e violoncelo), musicalização infantil, canto coral e informática, além dos momentos de dinâmica psicossocial e de alimentação, com lanches oferecidos após todos os encontros. Dó, ré, mi, facilitação O diferencial é o suporte psicossocial que precede cada nota tocada — o projeto não apenas ensina a tocar um instrumento, mas amplia horizontes. Jovens como Jhonatas Levy, de 9 anos, e Maria Júlia Cardoso, de 10, raramente saíam da região administrativa e, agora, são presença frequente nos palcos. O grupo já se apresentou em locais como o Teatro Nacional Claudio Santoro, a Caixa Cultural, a Casa Thomas Jefferson e a Câmara Legislativa do DF. Maria Júlia Cardoso gosta de tocar o clássico 'Peixe Vivo' no violino Maria Júlia escolheu o violino pela beleza do instrumento. "Acho muito bonito", conta a aluna, ao descrever que adora se apresentar com o projeto. “Eu gosto das aulas e também dos acolhimentos. Minha mãe sempre quis me inscrever aqui, desde que eu era pequenininha. Tentamos várias vezes, até que conseguimos vaga”, revela, acrescentando que a música que mais gosta de tocar é o clássico Peixe Vivo. Jhonatas também escolheu o violino, mas por outro motivo. "É bem legal e é mais fácil de segurar, porque o violoncelo é muito grande e pesado. E eu sou pequenininho", conta o aluno, que sabe tocar de olhos fechados Anunciação, de Alceu Valença. "Eu gosto muito das aulas, que fazem a gente aprender mais, das apresentações, dos acolhimentos, dos professores, dos tios que cuidam... E eu tenho várias amizades aqui", afirma o garoto. Jhonatas Levy conta o que o agrada no projeto: "Eu gosto muito das aulas, que fazem a gente aprender mais, das apresentações, dos acolhimentos, dos professores, dos tios que cuidam" Mesmo acostumados a tocar nos grandes palcos do DF e cheios de desenvoltura, Maria Júlia e Jhonatas admitem que preferem quando a iluminação não permite a eles enxergar a plateia. Cultura como escudo e acolhimento Todos os dias, antes das aulas de instrumento ou canto, os jovens passam pelo acolhimento. Durante 15 minutos, a equipe trabalha temas como comunicação não violenta e inteligência emocional. "O acolhimento, na verdade, começa na hora que as crianças entram por essa porta até a hora em que saem", explica a psicóloga Maria Helena Gama, destacando que o espaço oferece proteção e identidade para meninos e meninas que, muitas vezes, enfrentam realidades de extrema vulnerabilidade em casa. "A gente traz temas de situação que, às vezes, estão acontecendo em casa e eles não conseguem resolver" Maria Helena Gama, psicóloga A psicóloga avalia que os momentos de acolhimentos são vitais para a saúde emocional dos alunos. "É uma forma de eles chegarem aqui, se sentirem acolhidos e protegidos nesse espaço. E a gente traz temas de situação que, às vezes, estão acontecendo em casa e eles não conseguem resolver", explica. O suporte contínuo foca na redução de danos e na prevenção de riscos sociais,  e garante que a música seja o fio condutor para uma formação humana completa e cidadã. Trabalho que muda O exemplo mais vivo de transformação é o da assistente social Elinielma Nascimento, que foi aluna do projeto em 2005, formou-se na Universidade de Brasília (UnB) e retornou anos depois como profissional da equipe. “Voltei para compartilhar a tecnologia social que me acolheu na época", conta, emocionada, ao destacar o sentimento de gratidão. "Eu me sinto completa, porque eu era uma dessas crianças vulneráveis. E hoje eu posso ajudá-las a vencer”. Para Elinielma, sua presença serve de espelho. “É uma forma de a gente se aproximar. As famílias e crianças olham para mim e pensam: ‘Ela chegou e conseguiu. Eu também posso’”, completa. Impacto além das partituras Elinelma Nascimento foi aluna no projeto e agora participa das ações como assistente social O projeto transborda as salas de aula e alcança o cerne das famílias da Estrutural, muitas chefiadas por mães solo. Para essas mulheres, o instituto ofereceu cursos de gastronomia profissionalizante — o resultado é a geração de renda e autonomia. Além da capacitação, o suporte inclui segurança alimentar, com distribuição de cestas básicas, e doação de outros insumos básicos, como roupas e sapatos. As apresentações do projeto são planejadas como eventos socioculturais temáticos para toda a família. Em datas significativas, como o Setembro Amarelo e o Outubro Rosa, a música é acompanhada por ações de cuidado direto. Antes dos concertos, pais e alunos recebem atendimentos que variam de consultas com psicólogos,  e musicoterapeutas a exames médicos e orientações de saúde específicas. Legado   "A gente sabe que, se você trabalha na infância e na adolescência, você vai prevenir uma série de riscos sociais que levam a problemas de segurança social" Rejane Pacheco, idealizadora e fundadora do Reciclando Sons O Em-canto & Em-cordas é apenas um dos projetos do Instituto Reciclando Sons, que em 25 anos já atendeu 50 mil pessoas e formou 13 mil estudantes. Com o ciclo atual caminhando para a formatura, o instituto busca novos editais para garantir que o som da mudança não pare de ecoar na Estrutural. A gente sabe que, se você trabalha na infância e na adolescência, você vai prevenir uma série de riscos sociais que levam a problemas de segurança social - Rejane Pacheco, idealizadora e fundadora do Reciclando Sons "Foi uma experiência transformadora, uma verdadeira celebração de cidadania e cultura. Uma lindeza só! A gente sabe que, se você trabalha na infância e na adolescência, você vai prevenir uma série de riscos sociais que levam a problemas de segurança social", reflete Rejane Pacheco, idealizadora e fundadora do Reciclando Sons. "Nossos alunos já foram para a Europa, hoje são professores da Escola de Música, na orquestra da Força Aérea Brasileira, na UnB... Eles conseguiram entrar profissionalmente na música, que consegue quebrar barreiras sociais", conclui.  

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Governadora Celina Leão participa de posse dos novos dirigentes do TRF1

A governadora Celina Leão participou, nesta quinta-feira (23), da posse dos novos dirigentes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso assumiu a presidência da Corte, sendo a segunda mulher na história a ocupar o cargo. “Tenho certeza que a presença de uma mulher no comando traz uma sensibilidade. A desembargadora Maria do Carmo é uma grande mulher, é uma mulher que está preparada, à altura. Eu a conheço pessoalmente, sei da sua capacidade de trabalho e estou muito feliz porque estamos tendo a oportunidade de ter uma mulher comandando o TRF1”, exaltou a chefe do Executivo. “Tenho certeza que a presença de uma mulher no comando traz uma sensibilidade. A desembargadora Maria do Carmo é uma grande mulher, é uma mulher que está preparada, à altura", destacou a governadora Celina Leão | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Os novos dirigentes foram empossados para o biênio 2026-2028. Além da presidente, também foram empossados o desembargador federal César Jatahy como vice e o desembargador federal Jamil Rosa de Jesus Oliveira, que assumiu a Corregedoria Regional da Justiça Federal da 1ª Região. “Assumo este cargo não como uma honraria, mas como um serviço. A magistratura não é um lugar de poder, mas de responsabilidade. Ao longo deste biênio, espero que as nossas ações falem mais alto do que as nossas palavras. Que saibamos ouvir antes de decidir, acolher antes de julgar e agir com a firmeza que a lei exige, mas com a sensibilidade que a condição humana reclama”, declarou, em discurso, a nova presidente do TRF1, que está na Corte desde 2001. Os novos dirigentes foram empossados para o biênio 2026-2028 | Foto: Luh Fiuza/Agência Brasília O TRF1 é a maior das seis regionais do país. Ele tem jurisdição sobre cerca de 73% do território brasileiro, abrangendo o DF e mais 12 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.  

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Servidores do GDF terão acesso a 52 cursos gratuitos presenciais em maio

A Escola de Governo do Distrito Federal (Egov) amplia, em maio, as oportunidades de capacitação para os servidores públicos do Governo do Distrito Federal (GDF). Além da oferta de 35 cursos online pela plataforma de atividades, há 52 cursos presenciais em diferentes áreas do conhecimento.  Cursos oferecidos pela Egov desenvolvem temas ligados à inteligência artificial | Foto: Arquivo/Agência Brasília A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a valorização das pessoas, a modernização da gestão pública e a excelência na prestação de serviços à população. [LEIA_TAMBEM]A programação destaca temas ligados à inteligência artificial, como seus fundamentos e uso consciente, produtividade e prompts (comandos e instruções) eficientes, automação do dia a dia, tópicos em licitações e solução e tomada de decisões estratégicas. Os temas da grade regular de cursos contemplam formações voltadas a inovação, desenvolvimento profissional, liderança, atendimento ao cidadão, tecnologia, gestão pública e temas essenciais para o aperfeiçoamento contínuo. As inscrições podem ser feitas neste link. Mais informações sobre o conteúdo dos cursos estão disponíveis nos canais da Egov.    *Com informações da Egov  

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MAB, Expo Favela e samba na Vila Telebrasília: veja os destaques da agenda cultural do DF

O aniversário de 41 anos do Museu de Arte de Brasília (MAB), a Expo Favela Innovation Brasília 2026 e a segunda edição de A Bênção ao Sambista Mais Velho estão entre os destaques da agenda cultural do Distrito Federal nos próximos dias. De 24 a 29 de abril, o roteiro reúne exposições, samba, oficinas e encontros voltados à arte, à formação cultural e ao empreendedorismo periférico. Além dos três eventos que puxam a programação, a semana inclui exposição no Espaço Oscar Niemeyer; visita guiada e mostras no Museu de Arte de Brasília; itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, no Museu Nacional da República; chamamento do festival Elas no Hip Hop; workshop no Centro de Dança do DF; e o I Psicodrama Público Sonhos como Resistência, na Biblioteca Nacional de Brasília. Na Vila Telebrasília, A Bênção ao Sambista Mais Velho promove um encontro entre gerações do samba nos dias 25 e 26, sempre das 15h às 18h | Fotos: Divulgação A programação começa com Verdade Moldada, exposição de Akimi Watanabe em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer até 12 de maio. No MAB, o público pode conferir Geometria da Memória, de Paula Parisot, até 21 de junho, e a mostra MAB: Você Está Aqui, que segue até 24 de maio e serve de base para a celebração dos 41 anos do museu. Já o Museu Nacional da República recebe a exposição Dípticos, Arte e Curadoria, na Galeria 2, e mantém em exibição a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo até 31 de maio. [LEIA_TAMBEM]Na área de formação e participação, artistas e coletivos têm até 24 de abril para se inscrever no chamamento que selecionará quatro grupos de dança para o festival Elas no Hip Hop. No dia 25, o Centro de Dança do DF promove o workshop Hoje Eu Sou Shakira. Na mesma data, às 10h, a Biblioteca Nacional de Brasília recebe o I Psicodrama Público Sonhos como Resistência, atividade presencial e gratuita. Um dos destaques do fim de semana é o aniversário de 41 anos do Museu de Arte de Brasília. No dia 25, das 14h30 às 20h, o museu recebe programação gratuita ligada à exposição MAB: Você Está Aqui, com visita guiada de Maíra Guimarães e Emerson Dionísio de Oliveira, às 14h30, apresentação de Sambrass, às 15h30, e show de Samba das Meninas, às 17h30. A agenda prevê ainda tradução em Libras, audiodescrição, QR codes, maquete tátil e acessibilidade física. O evento também marca o lançamento da campanha de financiamento coletivo do livro Museus Possíveis, aberta até 31 de maio. O rapper Japão é uma das atrações da Expo Favela Innovation Brasília 2026, que ocupa o estacionamento do Sesc no final de semana Na Vila Telebrasília, A Bênção ao Sambista Mais Velho promove um encontro entre gerações do samba nos dias 25 e 26, sempre das 15h às 18h, no gramado ao lado do campo sintético da Rua 11, com entrada franca. No sábado, sobem ao palco Poetas do Samba, Lúcia de Maria e Rosemaria. No domingo, a programação reúne Seu Manolo, Breno Alves e Dani Ribeiro. O projeto é realizado pelo Ponto de Cultura Waldir Azevedo em parceria com a Âmbar Produções, com fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Em Ceilândia, a Expo Favela Innovation Brasília 2026 ocupa o estacionamento do Sesc nos dias 25 e 26 de abril. No sábado, a programação começa com a mesa Cultura da Periferia na Era Digital, passa por debates sobre games e inovação de negócios e termina com show de Benzadeus. No domingo, o evento segue com mesas sobre empreendedorismo sustentável, crédito, financiamento, formalização e TV 3.0, além de apresentações de Negra Flow, Japão, MV Bill e Kmilla CDD, antes do anúncio do empreendimento vencedor da edição local. Além dos painéis e shows, a feira terá camelódromo, praça de alimentação e espaço gamer.

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Governadora Celina Leão reduz interstício e amplia promoções na PMDF e no CBMDF

A redução do interstício para promoções nas forças de segurança do Distrito Federal ampliou o número de progressões na carreira de policiais militares e bombeiros. As promoções foram oficializadas em publicações nessa quarta-feira (22), com atos que contemplam integrantes da Polícia Militar do DF (PMDF) e do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF). “É com muita alegria que eu estou assinando as promoções dos nossos oficiais, tanto do Corpo de Bombeiros quanto da Polícia Militar. É um prazer muito grande fazer esse reconhecimento à nossa segurança pública”, comemorou a governadora Celina Leão. Na Polícia Militar, a medida resultou em 652 promoções, considerando oficiais e praças. O número representa um aumento expressivo em relação ao cenário sem a redução do tempo mínimo exigido para progressão na carreira. Sem a medida, seriam 162 promoções. Com a flexibilização do interstício, outros 490 policiais militares foram beneficiados. Entre os oficiais, foram efetivadas 287 promoções, alcançando mais 210 militares. Já entre os praças, foram 365 promoções, beneficiando outros 280 integrantes da corporação. No CBMDF, o decreto também formalizou promoções em diferentes quadros e postos, fortalecendo a estrutura da corporação e garantindo avanço funcional aos militares. A iniciativa integra a política de valorização dos profissionais da segurança pública, ao reconhecer o mérito, a dedicação e o tempo de serviço dos integrantes das corporações. Além do impacto direto na carreira, as promoções contribuem para a recomposição dos quadros e o fortalecimento das atividades operacionais tanto da PMDF quanto do CBMDF.

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