Grupo de Trabalho Interinstitucional debate soluções para implantação de calçadas em condomínios
Representantes da Secretaria DF Legal, do Brasília Ambiental, da Adasa e da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) se reuniram nesta quinta-feira (16) para discutir como funcionará o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) criado na última semana por meio da Portaria Conjunta nº 04, de 06 de abril de 2026. O objetivo do grupo é estudar soluções para a implantação de calçadas em condomínios fechados no Distrito Federal. O tema foi pautado inicialmente pela Adasa após observar a tendência de condomínios em cimentar as áreas verdes em frente às casas para atender às exigências impostas pela DF Legal na vistoria para expedição da carta de Habite-se. A preocupação do órgão regulador é de que essa possa ser a solução menos indicada sob o ponto de vista ambiental, por ignorar os impactos a longo prazo. “Quando você coloca o cimento, você impermeabiliza o solo. Tem que se pensar nos danos a aquíferos e para onde vai essa água”, comentou o diretor-presidente Raimundo Ribeiro. O Brasília Ambiental e a Secretaria do Meio Ambiente demonstraram a mesma preocupação. Casos em que houve a sugestão até da supressão total de árvores do condomínio foram lembrados, o que reforça a importância do tema. O objetivo do grupo é estudar soluções para a implantação de calçadas em condomínios fechados no Distrito Federal | Foto: Divulgação/DF Legal Por sua vez, a DF Legal explicou os critérios atuais para que a calçada seja considerada acessível, mas negou que cimentar a área verde seja a única solução. “Existem diversas formas de adaptação. Colocar o cimento não é a única saída para atender os pedidos, e é bom podermos analisar juntos sob a ótica ambiental também”, explicou Sandro de Farias, da Coordenação de Habite-se e Acessibilidade. Diante da necessidade de estudos mais aprofundados da legislação, todos os quatro órgãos se comprometeram a indicar os membros titulares e suplentes do GTI e marcar a primeira reunião. A ideia é, após levantar todas as possibilidades e sugerir novas, enviá-las à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) para análise de viabilidade e adoção. “Queremos organizar o entendimento e unificar a orientação entre todos os órgãos”, finalizou Gutemberg Gomes, presidente do Brasília Ambiental. Conforme consta na Portaria, o GTI terá o prazo de 90 dias para a conclusão das atividades e apresentação de relatório técnico final, prorrogável por igual período, mediante justificativa. *Com informações da DF Legal
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Agências do trabalhador fecham a semana com 522 vagas de emprego disponíveis
As agências do trabalhador do Distrito Federal fecham a semana, nesta sexta-feira (17), com 522 vagas disponíveis para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 3 mil. O posto com maior remuneração é o de técnico de refrigeração (instalação), na Asa Norte. Ao todo, são 2 vagas para profissionais com experiência, e a oportunidade não exige escolaridade mínima. Outros dois cargos destacam-se pela quantidade de oportunidades oferecidas: açougueiro e ajudante de açougueiro, com 40 vagas cada, além de operador de caixa, também com 40 vagas disponíveis. As funções não exigem experiência e oferecem salários a partir de R$ 1.621, podendo chegar a R$ 1.700. Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).
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CEU das Artes de Ceilândia promove ação de combate ao bullying com atividades culturais
Nesta quinta-feira (16), cerca de 140 crianças e adolescentes de 5 a 13 anos participaram de atividades no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes) e nas Praças dos Direitos de Ceilândia Norte, em alusão ao mês de combate ao bullying e à violência nas escolas. Promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (Idecace), a ação posiciona a arte como aliada no enfrentamento ao tema, ao abordá-lo de forma prática e próxima da realidade dos jovens. Segundo a gerente do CEU das Artes, Sara Santana, a iniciativa é importante por integrar escola e comunidade na formação cidadã das crianças e adolescentes. “Aqui, eles aprendem mais sobre combate ao bullying, cidadania e inclusão social, sempre de forma acolhedora e participativa”, explica. Ela destaca ainda o engajamento do público nas atividades. “A adesão é muito boa. Os alunos participam bastante, são ativos e gostam muito das atividades”, afirma. “A proposta é proporcionar um momento de aprendizado dinâmico, com troca de experiências. É uma forma de mostrar, na prática, que o bullying não é algo positivo e precisa ser combatido”, completa. As crianças participaram de uma programação diversificada, que incluiu a palestra | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A proposta segue a metodologia do DNA do Brasil, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que utiliza a arte e o esporte como ferramentas de desenvolvimento integral, estimulando habilidades socioemocionais, senso de pertencimento e construção de identidade entre os participantes. Nesse contexto, a arte se torna um instrumento de escuta, expressão e transformação social. As crianças participaram de uma programação diversificada, que incluiu a palestra “Bullying, não curto essa ideia”; apresentação teatral dos alunos da oficina de teatro, com a peça Os Frutos do Futuro; show do artista MC Carioca; roda de capoeira com alunos; e apresentações de danças urbanas. A iniciativa reuniu diferentes linguagens, como rap, dança e teatro, com a participação de artistas locais e estudantes do projeto. Quem curtiu a programação foi a estudante Fernanda Coimbra, 9 anos. Para ela, a iniciativa tem um significado especial. “Para mim, é muito bom, porque tem alguns colegas que fazem bullying comigo na sala. Isso me deixa mal, triste. Por isso, essa palestra é importante para conscientizar todo mundo”, contou. O estudante Matheus de Sousa, 7 anos, também destacou o aprendizado durante as atividades. “Bullying não é certo, porque deixa o coleguinha triste. A gente aprende aqui que não pode fazer isso com ninguém. Gostei da palestra”, disse. Já Mariana Abreu, 9 anos, reforçou a importância da mensagem trabalhada ao longo do evento. “É importante não praticar bullying com os colegas. O evento de hoje está muito legal e é muito importante para a gente”, afirmou.
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