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Criação das regiões administrativas da 26 de Setembro e de Ponte Alta é aprovada

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (30), os projetos de lei que criam duas novas regiões administrativas no Distrito Federal: 26 de Setembro e Ponte Alta. As propostas, de autoria do Poder Executivo, receberam 18 votos favoráveis e uma abstenção e agora seguem para sanção da governadora Celina Leão.   A criação das novas RAs tem o objetivo de fortalecer a presença do Estado em áreas que registraram crescimento populacional e urbanização acelerados nos últimos anos, garantindo maior autonomia administrativa, ampliação da capacidade de atendimento local e mais agilidade na execução de políticas públicas. Assim que as regiões administrativas forem oficialmente implementadas, elas passarão a contar com estruturas próprias de gestão, permitindo planejamento territorial mais direcionado e maior capacidade de articulação de serviços e investimentos em infraestrutura. A 26 de Setembro já recebe investimentos estruturantes, como a preparação para o asfaltamento da via principal | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A medida também busca aproximar a administração pública das demandas cotidianas da população, facilitando o encaminhamento de demandas relacionadas a zeladoria urbana, mobilidade, regularização fundiária, infraestrutura e serviços essenciais. Mais autonomia e infraestrutura Durante a votação, deputados distritais destacaram que a criação das novas RAs representa um avanço importante para o desenvolvimento das duas localidades, especialmente diante da necessidade de ampliar investimentos públicos e fortalecer a gestão regional. No caso da 26 de Setembro, a expectativa é que a nova configuração administrativa acelere obras e intervenções já em andamento na região, como melhorias viárias, modernização da iluminação pública e ampliação de equipamentos públicos. A região já recebe investimentos estruturantes, como a preparação para o asfaltamento da via principal, substituição da iluminação e implantação de luminárias em LED, além de projetos para construção de Unidade Básica de Saúde (UBS), escola e espaços esportivos. A criação de Ponte Alta como região administrativa também responde ao crescimento urbano da área e à necessidade de uma gestão mais próxima das demandas da população local. A criação de Ponte Alta como região administrativa também responde ao crescimento urbano da área e à necessidade de uma gestão mais próxima das demandas da população local | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Sem impacto financeiro adicional A criação das novas regiões administrativas não deverá gerar impacto financeiro adicional imediato ao Executivo. Isso porque a estrutura inicial das novas administrações será viabilizada por meio do banco de cargos da Secretaria de Economia, além do apoio operacional e da transferência de acervo patrimonial de administrações já existentes.   Após a aprovação na CLDF, os projetos seguem para sanção da governadora Celina Leão. Com a assinatura e a publicação das leis no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o GDF poderá iniciar a implementação formal das duas administrações regionais.  

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Sala Multissensorial da Rodoviária do Plano Piloto fortalece diálogo sobre inclusão

A equipe da Chefia Executiva de Integração e Inovação Social (Ceiis) realizou uma visita técnica à Sala Multissensorial da Rodoviária do Plano Piloto, espaço pioneiro no Brasil criado para oferecer acolhimento e suporte a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências. A consultora-chefe da Ceiis, Adriana Pinheiro, foi recebida pelo secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Ferreira da Cunha, e pelo chefe de gabinete da Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD), Allison da Costa. Durante a visita, foram apresentadas as funcionalidades do espaço, o modelo de atendimento e os impactos positivos da iniciativa para as famílias que utilizam o serviço. A Sala Multissensorial foi concebida para proporcionar um ambiente acolhedor e seguro, auxiliando pessoas neurodivergentes em momentos de sobrecarga sensorial | Foto: Divulgação Ceiis [LEIA_TAMBEM] A Sala Multissensorial foi concebida para proporcionar um ambiente acolhedor e seguro, auxiliando pessoas neurodivergentes em momentos de sobrecarga sensorial durante a circulação pela Rodoviária do Plano Piloto, um dos locais de maior fluxo de pessoas do Distrito Federal. A agenda teve como objetivo conhecer de perto o funcionamento do equipamento público e fortalecer a articulação entre a Ceiis e a SEPD, buscando ampliar ações voltadas à inclusão e acessibilidade à população. Segundo Adriana Pinheiro, iniciativas como essa demonstram a importância de construir políticas públicas que considerem as necessidades das pessoas e de suas famílias. "Conhecer experiências como a Sala Multissensorial nos inspira a fortalecer políticas públicas mais inclusivas e humanas. Quando diferentes órgãos trabalham de forma integrada, conseguimos ampliar o cuidado, promover acessibilidade e oferecer um atendimento cada vez mais acolhedor à população", destacou a consultora-chefe. "Conhecer experiências como a Sala Multissensorial nos inspira a fortalecer políticas públicas mais inclusivas e humanas" Adriana Pinheiro, consultora-chefe da Ceiis A visita também reforçou o compromisso da Ceiis em promover o diálogo entre as diferentes áreas do Governo do Distrito Federal, incentivando a construção de soluções inovadoras para ampliar a inclusão social e garantir mais qualidade de vida às pessoas com deficiência e às suas famílias. A aproximação entre os órgãos fortalece a atuação conjunta do GDF na construção de uma rede de proteção mais eficiente, baseada na escuta, na inovação e na integração de políticas públicas voltadas à promoção da cidadania e da inclusão.   * Com informações da Chefia Executiva de Integração e Inovação Social (Ceiis)

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Mais de 2 mil reeducandos concluem capacitação profissional no DF

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) realizou, nesta terça-feira (30), a cerimônia que marcou o número de mais de 2 mil reeducandos formados no Projeto de Capacitação Profissional e Ressocialização (Procap), iniciativa que oferece qualificação técnica a pessoas privadas de liberdade do sistema penitenciário do Distrito Federal.  A qualificação profissional representa uma das principais ferramentas de reintegração social | Fotos: Divulgação/Seape-DF Mais do que certificados, os formandos recebem a oportunidade de construir um novo projeto de vida. A qualificação profissional representa uma das principais ferramentas de reintegração social, ampliando as possibilidades de acesso ao mercado de trabalho após o cumprimento da pena e contribuindo para a redução da reincidência criminal.  "Ao oferecer qualificação profissional, estamos criando oportunidades concretas para que essas pessoas construam um novo projeto de vida após o cumprimento da pena" Wenderson Teles, secretário de Administração Penitenciária do Distrito Federal  A iniciativa integra a política de ressocialização desenvolvida pela Seape, que busca oferecer oportunidades concretas de educação, capacitação profissional e trabalho às pessoas privadas de liberdade. Além de promover o desenvolvimento de competências técnicas, as aulas fortalecem a autonomia, a cidadania e a preparação para o retorno ao convívio em sociedade. Excelência na formação Os cursos de qualificação profissional foram executados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), instituições reconhecidas nacionalmente pela excelência na formação profissional, garantindo aos participantes certificação e ensino alinhados às demandas do mercado de trabalho.  Para o secretário de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Wenderson Teles, os resultados do Procap demonstram que investir em educação e qualificação profissional é uma das estratégias mais efetivas para promover a reintegração social e fortalecer a segurança pública. "Acreditamos que a educação e o trabalho são os principais pilares da reintegração social. Ao oferecer qualificação profissional, estamos criando oportunidades concretas para que essas pessoas construam um novo projeto de vida após o cumprimento da pena. Hoje celebramos a formação de mais de dois mil reeducandos, um resultado que demonstra o alcance dessa política pública e reforça nosso compromisso em ampliar cada vez mais essas oportunidades."  Cursos ampliam as possibilidades de acesso ao mercado de trabalho após o cumprimento da pena e contribuem para a redução da reincidência criminal Em razão dos resultados positivos alcançados pelo Procap e da consolidação de sua importância no processo de reintegração social, a Seape-DF encontra-se em fase de instrução processual para a contratação do Proficina. A iniciativa prevê a oferta de 108 novas turmas, com aproximadamente 2,7 mil vagas distribuídas em 10 especialidades profissionais, ampliando o acesso à qualificação e às oportunidades de inserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena. O evento também contemplou a entrega de máquinas de costura pelo conselho da comunidade, destinadas ao aparelhamento de uma oficina de costura que será implantada na Penitenciária IV do Distrito Federal (PDF IV), ampliando a capacidade de formação profissional e de produção nas unidades prisionais. Com a expansão prevista por meio do Proficina, a expectativa da Seape-DF é ampliar ainda mais o acesso à qualificação profissional no sistema prisional, consolidando uma política pública que alia segurança, educação e geração de oportunidades como instrumentos efetivos de reintegração social.  Além dos benefícios sociais, o programa também produz resultados concretos para a administração pública. Os reeducandos formados já obtiveram 213.896 horas de remição de pena, correspondentes a 17.825 dias remidos. Considerando o custo médio mensal de manutenção de uma pessoa privada de liberdade, essa redução no tempo de cumprimento da pena representa uma economia estimada de R$ 1.589.960,27 aos cofres públicos, com retorno de aproximadamente 56% do investimento realizado no programa.  O Procap foi viabilizado por meio de um investimento total de R$ 4.706.281,35, composto por recursos provenientes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Governo do Distrito Federal e dos rendimentos da aplicação financeira dos recursos. Esse investimento permitiu estruturar cursos de qualidade, equipar oficinas e ampliar as oportunidades de formação profissional no sistema penitenciário do Distrito Federal.   *Com informações da Seape-DF  

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Capacitação amplia acolhimento e cuidado à população LGBTQIA+ em hospitais do DF

Encerrando o mês de junho, reconhecido internacionalmente como o Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nessa segunda-feira (30), um encontro multiprofissional voltado para o fortalecimento da assistência prestada à população LGBTQIA+ nos serviços de saúde. A iniciativa teve como objetivo ampliar o diálogo sobre diversidade sexual e de gênero, discutindo práticas clínicas inclusivas, humanizadas, éticas e baseadas no respeito às diferenças. A proposta é qualificar o atendimento, reduzir barreiras de acesso e fortalecer o vínculo entre profissionais e pacientes. O enfermeiro do IgesDF Maxsuel Dias explica que a iniciativa surgiu da necessidade de ampliar o conhecimento dos profissionais sobre as demandas específicas da população LGBTQIA+, desde a desconstrução de preconceitos até a oferta de um atendimento mais qualificado. “São especialidades que a comunidade costuma ter demandas específicas e que podem não receber o acolhimento necessário por falta de preparo ou por preconceito", explica. A psicóloga Sandra Alves elogiou a iniciativa. "Esse conhecimento é fundamental para que eu possa oferecer o melhor apoio possível e garantir que meu atendimento seja cada vez mais acolhedor e respeitoso com o paciente", ressalta. A iniciativa teve como objetivo ampliar o diálogo sobre diversidade sexual e de gênero, discutindo práticas clínicas inclusivas, humanizadas, éticas e baseadas no respeito às diferenças | Foto: Divulgação/IgesDF Reunião de especialistas Desde 2011, o Brasil conta com a Política Nacional de Saúde Integral LGBT, criada para garantir o acesso da população LGBTQIA+ aos serviços de saúde e combater a discriminação no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos avanços, especialistas apontam que ainda existem desafios para tornar o atendimento plenamente inclusivo. A fisioterapeuta pélvica Isabela Felix Alencar de Sousa destacou que o respeito à identidade de gênero e à sexualidade é essencial para estabelecer uma relação de confiança com o paciente. "Sem respeitar o gênero e a sexualidade, é impossível construir um vínculo terapêutico e oferecer um tratamento de qualidade", afirma. Segundo ela, é preciso reverter o despreparo profissional a partir de materiais informativos, políticas públicas, reestruturação curricular, desconstrução cultural e criando uma equipe inclusiva. "Toda a equipe precisa estar preparada, desde os recepcionistas, que fazem o primeiro contato com o paciente, até médicos e técnicos", completa. Convidado especial do encontro, o médico de família e comunidade da Secretaria de Saúde (SES), Bruno Pereira Stelet, ressaltou que falar sobre sexualidade deve fazer parte da prática cotidiana dos profissionais de saúde, como componente essencial de um atendimento integral. "Não podemos presumir informações sobre o paciente. Precisamos perguntar de forma respeitosa e criar um ambiente seguro para que ele possa falar abertamente sobre suas necessidades", observa. Especialista em fenomenologia existencial e sexologia clínica, Alã Nunes destacou que o acolhimento começa na escuta qualificada e na forma como os profissionais se relacionam com quem busca atendimento. "O preconceito pode aparecer de maneira sutil, na linguagem utilizada, em julgamentos ou até em ambientes pouco acolhedores", explica. Para ele, não é necessário dominar todas as especificidades da população LGBTQIA+ para prestar um atendimento de qualidade. "O acolhimento transforma o cuidado. Não é preciso conhecer todas as experiências da população LGBTQIA+, mas ouvir, validar, respeitar e cuidar sem preconceitos", afirma. O médico infectologista Lino Neves da Silveira ressaltou que compreender a realidade de cada paciente contribui diretamente para um cuidado mais efetivo. "Precisamos oferecer a cada pessoa aquilo de que ela realmente necessita, considerando suas demandas específicas", resume. Segundo o especialista, o preconceito ainda é um dos fatores que afastam essa população dos serviços de saúde. "Os estigmas fazem com que muitos pacientes tenham receio de procurar atendimento. Como consequência, acabam chegando aos serviços apenas quando a situação já está mais grave, o que dificulta o tratamento e pode comprometer os resultados", conclui. Promovido pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), por meio do Núcleo de Educação Permanente (Nudep), com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), o encontro foi realizado nos formatos presencial e online e reuniu profissionais de diferentes áreas, promovendo um debate multidisciplinar e ampliando as reflexões sobre o tema. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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