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Hospital de Base cria estratégia para garantir continuidade de tratamento de doença rara

Fátima Xavier viveu a maior parte da vida com dores abdominais, lesões na pele, lapsos de memória e episódios de pancreatite, mas sem nunca ter tido um diagnóstico para o que sentia. “Fui para vários hospitais particulares, fiz vários exames e nada”, relembra. Foi então que, depois de 48 anos, em 2017, ela se tornou paciente do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), e finalmente conseguiu uma resposta para o mistério. Ao descobrir a  síndrome de quilomicronemia familiar, Fátima Xavier sentiu um misto de alívio, por ter tido o diagnóstico conhecido, e desespero, pelo fato de a doença ser incurável | Foto: Divulgação/IgesDF A paciente foi diagnosticada com síndrome de quilomicronemia familiar (SQF), doença genética rara, sem cura e que compromete o metabolismo das gorduras no organismo. Ela começou, então, a controlar os sintomas com o único medicamento disponível no mundo para o seu caso. Mas teve que interromper o uso após desenvolver uma reação. A cardiologista do Hospital de Base, Ana Claudia Cavalcante Nogueira, explica que a doença impede o corpo de processar adequadamente os lipídios, um tipo de gordura. “Quando a gente come gordura, existe uma enzima responsável por tirar essa gordura do sangue e jogar para dentro da célula, chamada de lipase lipoproteica. A Fátima tem uma mutação que faz essa enzima não funcionar, então tudo que ela come de gordura não é absorvido e fica na corrente sanguínea”, detalha. O acúmulo dessas substâncias pode provocar crises graves de pancreatite, condição que pode levar à morte. Fátima relata que já chegou a ter níveis de gordura no sangue até 60 vezes acima do normal. “Eu senti alívio ao receber o diagnóstico porque passei a saber do que se tratava. Mas senti desespero ao mesmo tempo por saber que não tinha cura. Quando descobri como era o tratamento, foi outra grande preocupação. Já imaginei toda a batalha que teria pela frente”, afirma. R$ 130 mil Custo aproximado de uma dose do tratamento de SQF Por se tratar de uma doença extremamente rara, existe apenas uma opção terapêutica disponível no Brasil, com custo aproximado de R$ 130 mil por dose. A medicação precisa ser administrada a cada duas semanas para manter os níveis de gordura sob controle e evitar complicações. Após decisão judicial, a paciente passou a receber o medicamento pelo Ministério da Saúde, em 2022. O que parecia ser um avanço decisivo, no entanto, trouxe um novo obstáculo. Estratégia para manter o tratamento Desde as primeiras aplicações, ela apresentou reações adversas, como coceira, vermelhidão no local da aplicação e cansaço intenso no dia seguinte. O quadro evoluiu até episódios mais graves, com calafrios, febre e tremores durante a madrugada. Diante da recorrência dos sintomas, a reação foi confirmada e o uso do medicamento precisou ser interrompido. “Eu lutei tanto para conseguir esse remédio, e aí tive essa reação. Me bateu um grande desespero, eu não sabia o que ia fazer”, relata Fátima. Depois de muito estudo, a equipe do HBDF criou um protocolo de ação para garantir que Fátima pudesse tomar o remédio sem apresentar reações arlégicas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Diante de um caso raro e sem precedentes no país, a equipe do HBDF, após estudos, estruturou um plano de dessensibilização, técnica que reduz a reação do organismo ao medicamento, para permitir que o corpo da paciente se adapte gradualmente à substância. O protocolo consiste na aplicação fracionada do remédio, em doses progressivas e sob monitoramento rigoroso. “Nós dividimos o remédio em quantidades pequenas, e vamos administrando de pouco em pouco para ver como a paciente reage, tentando fazer com que o organismo dela se acostume com a medicação”, explica a médica. Fátima já passou por duas sessões seguindo o novo protocolo, com resultados positivos. Até o momento, apresentou apenas uma leve vermelhidão no rosto, reação considerada uma resposta controlada. A expectativa é que o processo seja concluído em cerca de seis meses, permitindo o retorno ao esquema convencional de uso. A condução do caso envolveu uma força-tarefa de profissionais de diferentes áreas, com apoio de especialistas de outros estados, garantindo segurança clínica e ampliando o conhecimento sobre a doença. “O sucesso deste protocolo trará benefícios não somente para Fátima, mas para todas as pessoas que venham a desenvolver alergia a essa medicação” Ana Claudia Cavalcante Nogueira, cardiologista “O sucesso deste protocolo trará benefícios não somente para Fátima, mas para todas as pessoas que venham a desenvolver alergia a essa medicação. O conhecimento gerado com o que estamos fazendo aqui terá repercussão não somente no Brasil, mas em todo o mundo”, destaca Ana Claudia. A paciente, que realiza todo o acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reforça a importância da continuidade do cuidado. “Essa dessensibilização é para garantir a minha vida, já que, sem a medicação, eu posso ter uma pancreatite fatal”. Segundo o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o caso reforça a capacidade do Hospital de Base de conduzir situações de alta complexidade com segurança e inovação, evidenciando o compromisso do instituto com a qualidade da assistência prestada à população. “Mostramos a capacidade técnica e o compromisso das nossas equipes em buscar soluções mesmo diante de situações raras e complexas. No IgesDF, o paciente está no centro do cuidado, e isso significa não medir esforços para garantir a continuidade do tratamento com segurança e qualidade”, conclui. *Com informações do IgesDF  

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Governadora Celina Leão cria Secretaria de Governança Digital e Integração

O Governo do Distrito Federal deu um passo na modernização dos serviços públicos com a criação da Secretaria de Governança Digital e Integração, que será responsável pela área de tecnologia e inovação do governo. A criação da pasta foi assinada pela governadora Celina Leão, por meio do Decreto nº 48.467 publicado nesta sexta-feira (10), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Clemilton Oliveira Rodrigues Junior vai comandar a nova Secretaria de Governança Digital e Integração | Foto: Arquivo pessoal “Estou desmembrando a Setic [Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação] para criar a Secretaria de Governança Digital e Integração. A ideia é, por meio dela, disponibilizar ferramentas de gestão para todo o GDF e, então, não ter sistemas sobrepostos. A partir de agora, estamos todos integrados em um governo que vai ser 100% digital”, explicou a chefe do Executivo. [LEIA_TAMBEM]Para comandar a nova pasta, foi nomeado Clemilton Oliveira Rodrigues Junior. Segundo o governo, a expectativa é tornar os serviços públicos mais rápidos, integrados e fáceis de acessar. “Nos próximos meses, teremos muito trabalho. Queremos implementar um sistema em que o cidadão terá acesso a todas as suas informações em um só lugar. A pessoa vai abrir, colocar o CPF e a biometria e terá acesso às consultas marcadas, às bolsas que recebe, à frequência das crianças na escola e aos prontuários disponíveis, por exemplo”, esclareceu Celina Leão. Com a mudança, a antiga Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação, que fazia parte da Secretaria de Economia, foi extinta.

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Distrito Federal lidera o país em leitos de terapia intensiva e médicos intensivistas

O Distrito Federal lidera o país na oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e na densidade de médicos intensivistas. Levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostra que o DF tem 76,68 leitos de terapia intensiva para cada 100 mil habitantes, mais que o dobro da média brasileira. No mesmo estudo, a unidade da Federação aparece com 14,06 médicos intensivistas por 100 mil habitantes, o maior índice do país. O desempenho está ligado à expansão dos leitos próprios e ao apoio de vagas credenciadas na rede privada, que reforçam a retaguarda da assistência aos casos graves. O DF lidera o país na oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e na densidade de médicos intensivistas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília De acordo com a subsecretária de Atenção à Saúde, Raquel Mesquita, o resultado acompanha a ampliação da capacidade assistencial da rede nos últimos cinco anos. Segundo ela, o DF ampliou em 83% os leitos de UTI adulto e em 52% os de UTI pediátrica. “Não são só os leitos: também lideramos em médicos intensivistas”, afirma. Na pediatria, esse reforço ganha peso no período de maior circulação de vírus respiratórios. Segundo a Secretaria de Saúde, o DF adota medidas específicas entre março e julho para enfrentar o aumento das infecções respiratórias em crianças, com planejamento antecipado, monitoramento e reforço da capacidade de resposta da rede. Raquel Mesquita afirma que a estrutura pediátrica foi ampliada para absorver essa pressão. “Esse quantitativo a mais vem para garantir a assistência justamente no período de maior pressão sobre os leitos pediátricos”, diz. A subsecretária também destaca a importância da vacinação contra a influenza e da imunização materna para reduzir quadros graves entre crianças pequenas. Impacto na rotina dos hospitais Na rotina dos hospitais, a percepção de quem atua nas unidades ajuda a mostrar como essa rede funciona no dia a dia. Médico intensivista no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Diogo Tobias diz que a diferença do DF em relação a outros estados aparece no funcionamento do hospital e da regulação. “Sou do Rio de Janeiro, e este é o terceiro estado em que trabalho no serviço público, depois do Rio e do Pará. A primeira impressão foi que eu não estava diante de um hospital público nos moldes a que eu estava acostumado”, relata. No HRSM, a estrutura ganhou reforço em dezembro de 2025. O hospital adquiriu um novo tomógrafo, com capacidade para realizar entre 180 e 200 exames por dia, medida que, segundo o IgesDF, deve reduzir filas, agilizar diagnósticos e favorecer decisões clínicas mais rápidas. Diogo Tobias afirma que esse suporte faz diferença na rotina da terapia intensiva. “A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir”, diz. Sobre a estrutura do HRSM, acrescenta: “Hoje temos um segundo aparelho de tomografia, novo, e isso se traduz na UTI. A fila para a tomografia é muito pequena”. Outro exemplo vem do Hospital de Base, onde o aposentado Irineu José Dewes ficou internado após sofrer um infarto. Segundo a filha dele, a fisioterapeuta Raquel Schmidt Dewes, a rapidez do atendimento foi decisiva. “Meu pai estava em um estado muito crítico, e, se não fosse esse atendimento, toda a equipe hospitalar, ele teria corrido risco de vida”, relata. Raquel conta que o pai foi recebido pela equipe da hemodinâmica, passou rapidamente por cateterismo com colocação de stent e, em seguida, foi encaminhado à UTI. Para ela, o que mais chamou a atenção foi a atuação integrada dos profissionais. “É uma equipe muito bem-estruturada, com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, médicos, técnicos de enfermagem e nutrição. O que mais me impressionou foi o acolhimento e a multidisciplinaridade de profissionais durante todo o dia, acompanhando o paciente”, afirma Ela também destaca a segurança passada à família durante a internação. “Apesar da grande demanda, eles conseguem acolher o paciente de forma eficaz, segura e, mais importante, empática. A família fica do lado de fora sofrendo, querendo informações, mas sabe que está tranquila porque o paciente está bem-assistido, com bons profissionais”, diz. Sobre a UTI, completa: “Ela é bem-equipada, com monitores que acompanham o paciente e com cama elétrica, o que ajuda na segurança”. “A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir” Diogo Tobias, médico intensivista do HRSM Após oito dias internado, Irineu recebeu alta. “Fui bem-atendido. Ótimos profissionais”, resume. Para outras famílias, o efeito dessa rede também aparece no cuidado de longo prazo. Dona de casa, Jamile Eduarda de Sousa Rosa, 25 anos, acompanhou o filho Miguel, hoje com oito meses, durante quase quatro meses de internação no HRSM. Nascido prematuro, com 23 semanas, ele ficou três meses e 11 dias na UTI, além de mais 20 dias em unidade intermediária neonatal. “Se não fosse por eles, meu filho nem estaria vivo”, diz Jamile. “A estrutura é muito preparada, os equipamentos são muito bons e a equipe é muito bem-treinada.” Jamile afirma que o cuidado não se limitou ao bebê. “Foi tudo ótimo, tanto para o neném quanto para mim. Tive muita ajuda, e cuidaram muito bem do meu filho. Até hoje cuidam”, conta. Segundo ela, a estrutura oferecida ao acompanhante também fez diferença durante a internação. “Tive cama, alimentação e apoio. Como era meu primeiro filho e ele nasceu prematuro, era tudo muito novo. Ver hoje tudo o que ele passou e o que superou é só gratidão”.

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Agricultura familiar ganha espaço na rede pública de ensino e movimenta, no DF, quase R$ 184 milhões

O Governo do Distrito Federal (GDF) movimentou R$ 183,9 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar entre 2019 e 2025. Ao todo, quase 10 mil produtores participaram das aquisições, que abastecem principalmente a rede pública de ensino e ações de segurança alimentar. A política é executada por diversos programas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), responsável pela maior parte dos recursos. Somente pelo Pnae, foram R$ 125 milhões investidos no período, com crescimento contínuo a partir de 2022. O volume é reforçado por aportes locais, que chegam a superar em até sete vezes os repasses federais em alguns anos. O aumento da demanda tem ampliado a participação de produtores e incentivado a diversificação da produção. Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões. Em 2024, a lógica se repetiu: R$ 62,7 milhões vieram do governo federal, frente a R$ 112,4 milhões de recursos distritais. Na prática, isso evidencia a prioridade orçamentária dada à alimentação escolar e amplia significativamente a capacidade de compra de alimentos da agricultura familiar. Outras iniciativas também contribuem para o fortalecimento do setor. O Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF) movimentou R$ 44 milhões e adquiriu mais de 9,6 milhões de quilos de alimentos, com a participação de mais de 3,3 mil agricultores. Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/TA) somou R$ 14,8 milhões e envolveu 2,2 mil produtores, com destaque para os produtos orgânicos, que representaram cerca de 39,4% do valor total. Além de hortifrútis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília No caso do Papa-DF e do Pnae, a comercialização ocorre principalmente por meio de associações e cooperativas, o que fortalece a organização coletiva e amplia a capacidade de atendimento às demandas públicas. Já no PAA/TA, as compras são feitas diretamente com os produtores, permitindo maior inclusão de agricultores que ainda não estão vinculados a organizações formais. As aquisições são articuladas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com participação direta de órgãos como a Secretaria de Educação, responsável pela alimentação escolar, e a Secretaria de Desenvolvimento Social, que direciona os alimentos para programas de segurança alimentar e assistência social. Outros equipamentos públicos também podem ser atendidos, como o Zoológico de Brasília. O secretário de Agricultura, Rafael Bueno, afirmou que os programas de compras governamentais são estratégicos para dar estabilidade à agricultura familiar no DF. Segundo ele, a política reduz os impactos das oscilações de mercado, garante previsibilidade de renda e permite planejamento da produção, além de viabilizar investimentos e ampliar a competitividade dos produtores quando parte da produção é destinada aos mercados tradicionais, seja atacadista ou varejista. “Os programas de compra governamental são fundamentais e têm impulsionado a agropecuária no Distrito Federal, em especial a familiar. Por um lado, há o ganho do produtor familiar, por outro, há um alimento de qualidade produzido no DF e fornecido às comunidades locais”, declarou o chefe da pasta. Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Além de hortifrutis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado. A inclusão desses produtos amplia as cadeias produtivas atendidas e gera novas oportunidades de renda no campo. A previsão é de ampliação desse mercado, com aquisição mensal de filé de tilápia a partir de 2026. A mudança na prática Na Comunidade da Lagoinha, localizada no Núcleo Rural Rio Preto, em Planaltina, o produtor Ivan Engler, 49, acompanhou de perto essa transformação. Há mais de quatro décadas na atividade rural, ele fornece alimentos para a merenda escolar desde 2012 e hoje entrega cerca de 10 toneladas de hortifrútis, como cenoura, beterraba, mandioca, banana e tangerina. Bases alimentares como flocão, feijão e milho também saem da pequena propriedade para as salas de aula. Segundo o produtor, o acesso aos programas públicos trouxe estabilidade financeira e reduziu a dependência de intermediários. Ele também destaca o apoio técnico e estrutural recebido, que permitiu ampliar a produção e diversificar as atividades na propriedade, incluindo a criação de peixes. “O Pnae mudou nossa realidade. O mais importante é a segurança, saber que tenho uma venda garantida toda semana, com preço justo, e que faz com que cerca de 50% da minha renda já esteja assegurada. Antes, a gente dependia de intermediários comerciais e não tinha controle sobre o valor da produção. Hoje, conseguimos planejar, investir e crescer”, afirma. Além disso, o produtor ressalta a qualidade dos produtos colhidos e entregues frescos nas escolas. “A gente capricha porque sabe que são os nossos filhos que estão consumindo. Esse programa também ajudou a organizar os produtores, fortalecer cooperativas e mostrar que a agricultura familiar tem capacidade de atender grandes demandas com qualidade e profissionalismo”, observa. As mudanças no perfil das compras públicas também impactaram a organização do setor. O aumento da demanda incentivou a criação e fortalecimento de cooperativas, ampliando a capacidade dos produtores de atender contratos e acessar novos mercados. Com alimentos colhidos e distribuídos em curto intervalo de tempo, a produção local garante maior frescor e qualidade aos produtos entregues nas escolas, devido à proximidade entre campo e consumo. Esse modelo também reduz perdas logísticas, estimula a produção regional e mantém a renda circulando dentro do próprio Distrito Federal, fortalecendo a economia rural.

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GDF na Sua Porta, no Paranoá, começa segunda-feira (13) e vai até o dia 17

O Governo do Distrito Federal (GDF) avança na organização de mais uma edição do programa GDF na Sua Porta. A segunda rodada da iniciativa ocorre entre os dias 13 e 17 deste mês, no Paranoá, ao lado da administração regional. “Quando o programa GDF na Sua Porta passa, a cidade é transformada. A gente reúne todas as secretarias, levanta as demandas e executa tudo de forma unificada, poupando tempo e dando respostas mais rápidas para a população”, afirma a governadora Celina Leão. Governadora Celina Leão reúne gestores do Governo do Distrito Federal para tratar da organização do GDF na Sua Porta, edição Paranoá | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília No mês passado, o GDF lançou a primeira edição do programa no Itapoã. A ação levou um gabinete móvel e diversos serviços públicos à região. Durante cerca de 15 dias, o governo realizou atendimentos, ouviu a população e levantou as principais demandas locais. Como resultado, foram assinados 18 documentos, sendo 15 ordens de serviço para obras de zeladoria e infraestrutura, como construção de calçadas, reforma de espaços comunitários, melhorias na iluminação pública e intervenções viárias. Durante a ação, o governo também autorizou duas ordens de serviço voltadas ao transporte público, com a implantação e substituição de 22 abrigos de passageiros e a ampliação de duas linhas de ônibus no Itapoã. Celina Leão: "Quando o programa GDF na Sua Porta passa, a cidade é transformada. A gente reúne todas as secretarias, levanta as demandas e executa tudo de forma unificada, poupando tempo e dando respostas mais rápidas para a população" GDF na Sua Porta O programa reúne diversas secretarias e órgãos do Governo do Distrito Federal, como as pastas de Governo, Economia, Justiça e Cidadania, Saúde, Desenvolvimento Social, Mobilidade e Transporte, Segurança Pública, Meio Ambiente, Proteção Animal e Obras e Infraestrutura. Participam ainda órgãos como DF Legal, Detran-DF, DER, SLU, Novacap, Terracap, Procon-DF, Controladoria-Geral e as administrações regionais. [LEIA_TAMBEM]Também integram a iniciativa as forças de segurança, como as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros, bem como a Defensoria Pública do DF e demais entidades públicas envolvidas, conforme a área de atuação. A coordenação do programa fica a cargo da Secretaria de Governo, por meio da Secretaria Executiva das Cidades. Todos os órgãos participantes vão disponibilizar equipes técnicas no local, com autonomia e capacidade para atender demandas e efetuar encaminhamentos imediatos.

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Acidentes com lagartas podem ocasionar danos graves e até mortes

Há quem as chame de lagarta-de-fogo, taturana e mandruvá, mas há diferenças entre cada um desses insetos. Nesta fase larval de mariposas, comum durante o período de chuvas, existe uma semelhança importante: a presença de pelos (cerdas) é sinal de perigo e pode causar muitos danos. Informar-se sobre esses riscos é importante para prevenir os acidentes e para contribuir com o trabalho da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde (SES-DF). De acordo com o biólogo Israel Moreira, que atua na área, o Distrito Federal é um local com muita incidência desses tipos de lagartas.  As chamadas lagartas-de-fogo não costumam ser encontradas dentro de casas, mas é bom prestar atenção ao encostar em troncos ou cipós, por exemplo | Foto: Arquivo/Agência Brasília “Embora não tenhamos muitos registros de acidentes, até mesmo pela peculiaridade do animal, que não vive dentro das casas, é importante contarmos com o apoio da população para que sejam feitas coletas do inseto, pois servem à produção de antídoto”, explica. O Brasil é o único país produtor do Soro Antilonômico (SALon), específico para o tratamento dos envenenamentos causados por lagartas Lonomia.  Espécies Existem lagartas cujas cerdas longas e sedosas lembram cachorrinhos peludos e, por isso mesmo, são chamadas de lagartas-cachorrinho. Apesar da aparência fofa, escondem "espinhos" urticantes que, em contato com a pele, liberam um veneno que pode provocar reações severas, como inchaços, vermelhidão, dor e sensação de queimação. Arte: SES-DF Há, ainda, as lagartas com cerdas ramificadas, como pequenas árvores pinheiros. Essas são todas venenosas. Nesse grupo, encontra-se também a lagarta do gênero Lonomia, de maior relevância para a saúde pública. A inoculação do seu veneno em pessoas pode ocasionar acidentes graves com hemorragias e até óbitos. Acidentes As primeiras ocorrências de lagartas Lonomia no DF foram registradas em diferentes regiões administrativas no ano de 2018. Em 2024, de acordo com o boletim epidemiológico dos acidentes causados por animais peçonhentos, os registros somam 1% de todas as mais de quatro mil ocorrências. Em apenas três desses acidentes, houve a necessidade de soroterapia. Os acidentes com lagartas ocorrem pelo contato do indivíduo com o animal, que geralmente ocupa árvores ou vegetação próxima. Ao coletar frutas no pomar, encostar-se em troncos para descansar ou realizar quaisquer outras atividades em ambiente silvestre, é recomendado observar bem o local, os gravetos e as folhas antes de manuseá-las. O uso de luvas ajuda a minimizar os riscos de acidente. "As lagartas que não oferecem risco precisam permanecer no meio ambiente. Elas cumprem um papel fundamental no equilíbrio ecológico" Israel Moreira, biólogo Riscos a seres humanos As demais fases de mariposas e borboletas (pupa, ovo e adulto), de modo geral, são inofensivas aos seres humanos. A Dival não aplica inseticida para o controle do inseto; sua atuação se dá pelo recolhimento dos tipos perigosos. “As lagartas que não oferecem risco precisam permanecer no meio ambiente. Elas cumprem um papel fundamental no equilíbrio ecológico”, alerta o biólogo Israel Moreira. Para a identificação de qualquer espécie, é de suma importância entrar em contato com algum dos núcleos regionais de Vigilância Ambiental em Saúde. Em caso de acidente, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo, além de acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox).  *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)  

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Afastamento Remunerado para Estudos – Resultado Preliminar Documental

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Recapeamento da Avenida Del Lago melhora mobilidade no Itapoã

Há 18 anos, Michael Santini trabalha em um supermercado na Avenida Del Lago, no Itapoã, e vê no novo pavimento uma oportunidade de crescimento para o comércio da região. “É um asfalto de boa qualidade que traz mais mobilidade para a cidade. Quem vem de fora vai conseguir chegar com mais comodidade. Isso ajuda muito o comércio. A gente espera vender mais, ter mais clientes e gerar mais empregos”, acredita o comerciante. A obra de recapeamento é feita em um trecho de 1 km, a partir da DF-001. De acordo com o diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, o cronograma segue em ritmo acelerado para garantir a conclusão dentro do prazo estabelecido. Nesta semana, começou a aplicação da segunda capa, etapa que deixa o pavimento mais resistente e durável. "Já avançamos 25% da obra e, nesta semana, iniciamos a aplicação da segunda camada asfáltica nos primeiros 500 metros. Nossa meta é concluir todo o cronograma até o início de maio, entregando um asfalto de alta qualidade que suportará o fluxo intenso e melhorará a vida de quem circula pelo Itapoã diariamente", destaca. A obra de recapeamento é feita em um trecho de 1 km, a partir da DF-001 | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Com investimento de R$ 3,4 milhões, a obra é executada pela empresa Hytec. A iniciativa busca melhorar as condições de tráfego, aumentar a segurança viária e proporcionar mais conforto para motoristas e pedestres que utilizam a via. Segundo o administrador do Itapoã, Dilson Bulhões, obra ainda inclui reformas na sinalização da via. “Vamos ter uma avenida totalmente revitalizada, com sinalização adequada, lombadas dentro das normas de trânsito e faixas de pedestres renovadas”, ressalta. A obra atende a uma demanda antiga da população por reformas na via. Leonilson Andrade mora no Itapoã desde 2009 e conta que há cerca de três anos chegou a quebrar o carro ao passar pela Avenida Del Lago. Com o novo asfalto, ele diz que a realidade é outra. “Eu já quebrei a balança do carro aqui. Tive que ir arrastando até o mecânico. Agora muda tudo. A gente passa com mais segurança e sem esse tipo de preocupação. Essa avenida é muito importante para o Itapoã. Com ela bem arrumada, vai atrair mais pessoas e melhorar a vida de quem mora aqui”, completa.

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Do acolhimento ao benefício: como acessar programas sociais no DF

Antes de conseguir organizar a própria vida, a dona de casa Mariana Burcos, de 42 anos, precisou romper com um ciclo de violência doméstica enquanto buscava apoio para cuidar do filho com transtorno do espectro autista. Foi nesse caminho que ela encontrou, na rede de assistência social do Distrito Federal, mais do que benefícios: acolhimento, orientação e a chance de recomeçar. Hoje, atendida por diferentes programas do GDF, ela vê no suporte recebido a possibilidade de garantir estabilidade para a família. Atualmente, Mariana é atendida por programas como o Cartão Prato Cheio, benefícios voltados a pessoas com deficiência e o auxílio-aluguel. Ao buscar apoio para o filho, ela foi encaminhada a diferentes serviços, fez o Cadastro Único e teve acesso a benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). “Eu estava em uma situação difícil, sem rede de apoio, e aqui encontrei orientação, paciência e humanidade. Isso fez toda a diferença para recomeçar. Não foram só os benefícios, mas também o apoio para reorganizar a minha vida”, conta. No Centro de Referência de Assistência Social (Cras), é possível fazer inscrição no Cadastro Único | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Histórias como a de Mariana se repetem entre os beneficiários da rede socioassistencial do DF, que têm nos serviços públicos a porta de entrada para auxílios financeiros e acompanhamento social. É o caso da diarista Cristiana de Souza, 50 anos, que recebe o Bolsa Família e tem acesso ao Cartão Prato Cheio. Durante a pandemia, Cristiana enfrentou problemas de saúde e ficou impossibilitada de trabalhar, tendo buscado atendimento no posto de saúde da Vila Planalto. A partir dali, ela foi encaminhada ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras), onde realizou a inscrição no Cadastro Único, etapa fundamental para a análise e inclusão nos programas. “Os programas me ajudam muito, porque estou com problemas relacionados à menopausa e preciso de medicações. O benefício contribui tanto com esses gastos quanto com a alimentação. É um auxílio importante no dia a dia”, afirma Cristiana. Cristiana de Souza ressalta que os benefícios que recebe ajudam nos gastos com remédios e com a alimentação O Governo do Distrito Federal (GDF) disponibiliza diversos benefícios sociais voltados à população em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de garantir acesso a direitos básicos, promover inclusão e reduzir desigualdades. Os programas atendem desde famílias de baixa renda até públicos específicos, como idosos, pessoas com deficiência e mulheres em situação de violência, com serviços que vão do apoio financeiro ao acompanhamento socioassistencial. “Este GDF triplicou o investimento no desenvolvimento social e temos a convicção de que é um marco histórico, por isso somos referência Brasil afora no combate à pobreza e no combate à fome. O importante agora é que as famílias vulneráveis se informem da melhor maneira para terem acesso aos benefícios e serviços porque temos casos de famílias que aguardam uma contemplação no Prato Cheio, já foram contempladas, mas não buscaram o cartão, por exemplo”, ressalta a secretária interina de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo. Para ter acesso, o cidadão deve procurar uma unidade do Cras, preferencialmente com agendamento pela Central 156, por meio do qual são feitos o cadastro e a avaliação para inclusão nos programas disponíveis; ou buscar atendimento pelo site da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF (Sedes-DF). Em geral, é necessário ter renda per capita mensal de até meio salário mínimo, apresentar CPF, de preferência do responsável familiar, e, se possível, documentos de todos os integrantes da família. A seleção para a maioria dos programas no DF, como o DF Social, é automática e baseada nos dados do CadÚnico. 32% porcentagem da população do DF inscrita no CadÚnico Atualmente, o Distrito Federal tem quase 500 mil famílias inscritas no Cadastro Único, sistema que dá acesso a programas e benefícios sociais. Segundo a Sedes-DF, responsável pela gestão do CadÚnico na capital, mais de 90% dos cadastros estão atualizados. Ao todo, das mais de 2,9 milhões de pessoas que vivem no DF, cerca de 32% estão inscritas no sistema. Principais programas sociais DF Social — Concede R$ 150 mensais a famílias com renda per capita de até meio salário mínimo inscritas no CadÚnico. A seleção é automática, conforme cruzamento de dados e disponibilidade orçamentária, e o programa atende a cerca de 70 mil beneficiários. O valor pode ser sacado, usado para pagamentos ou transferências via Pix. A consulta da contemplação pode ser feita no Sistema de Cadastro Socioeconômico. Após a aprovação, é necessário abrir a conta social digital pelo aplicativo do BRB. Cartão Prato Cheio — Benefício de R$ 250 destinado à compra de alimentos para famílias em situação de insegurança alimentar. Atualmente, cerca de 130 mil pessoas recebem até 18 parcelas. A solicitação deve ser feita por meio de atendimento socioassistencial no Cras, com agendamento pela Central 156 ou pelo site sedes.df.gov.br. A situação também pode ser acompanhada pelo portal Sistema de Cadastro Socioeconômico. Cartão Gás — Auxílio de R$ 100, pago a cada dois meses, para a compra de botijão de gás, atendendo cerca de 70 mil famílias. A seleção é automática, a partir do CadÚnico atualizado e conforme critérios do programa. A consulta da contemplação é feita no Sistema de Cadastro Socioeconômico, e a retirada do cartão ocorre na agência do BRB indicada na mensagem de aprovação. Bolsa Família — Programa federal de transferência de renda acessado por meio do Cadastro Único, voltado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) — Garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de baixa renda, também mediante inscrição no Cadastro Único.  

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UBS, UPA, creche, moradia, um viaduto e muito mais para o Riacho Fundo II

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