Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Plano Piloto na terça e na quarta-feira
O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas que estão instaladas em 16 endereços do Plano Piloto. A ação está prevista para ter início às 9h desta terça-feira (10), é coordenada pela Casa Civil e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Novacap, a Codhab, o Detran-DF, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o Conselho Tutelar. As pessoas em situação de rua receberão a oferta de diversos serviços em áreas como saúde, educação e assistência social, além de orientação sobre cuidados com animais domésticos e benefícios como deslocamento interestadual. Também será oferecido um auxílio excepcional de R$ 600 para aqueles sem condições de pagar aluguel. Vagas em abrigos, programas de qualificação profissional, como o RenovaDF, e o cadastro para unidades habitacionais também estarão disponíveis. As pessoas em situação de rua receberão a oferta de diversos serviços em áreas como saúde, educação e assistência social | Foto: Divulgação/Agência Brasília Após todo o atendimento, a DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta (SIA Trecho 4, lotes 1.380/1.420), para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. No decorrer de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido e suas demandas. Pontos de ação no Plano Piloto para terça-feira (10) e quarta-feira (11): Via de acesso à SGAN 908/909, do balão à via W5; SGAN 909 e 910, entre a quadra e o Parque Burle Marx; SGAN 913, entre o colégio Anjo da Guarda e a mesquita; SGAN 915, ao lado da escola Sagrada Família Menino Deus; SHCGN 716, entre os blocos G e H; SQNW 702/703, área verde; Setor Comercial Sul; SHCS CLS 102 Bloco A, ao lado da Drogasil; Orla da Ponte JK; SES 803, em frente à Embaixada da Venezuela; SES 807, próximo à Embaixada da Alemanha; CLS 409, ao lado do Bloco A; CLS 209, próximo ao Bloco C; Eixo Rodoviário Sul, altura da 107/108; CLS 415 Bloco D, lateral da loja 20; EQS 214/215, próximo à Escola Parque da 214 Sul. *Com informações da DF Legal
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Detran-DF flagra 63 condutores alcoolizados no fim de semana
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Fim de semana teve 63 condutores flagrados alcoolizados
Entre sexta-feira (6) e domingo (8), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) promoveu ações de fiscalização nas regiões de Brazlândia, Paranoá, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Taguatinga. Blitz no Túnel Rei Pelé, em Taguatinga: fiscalização segue rigorosa também nos fins de semana | Foto: Divulgação/Detran-DF Durante as operações, 324 condutores foram abordados, tendo sido registradas 154 infrações. Foram 63 motoristas autuados por dirigir sob a influência de álcool e 22 por conduzir veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As equipes também registraram 15 autuações por escapamento irregular e outras 54 por infrações diversas. Crimes de trânsito No sábado (7), durante patrulhamento no Recanto das Emas, agentes do Detran-DF flagraram um veículo Fiat Mobi circulando em alta velocidade, fazendo manobras em zigue-zague e ultrapassagens perigosas. Durante a abordagem foi constatado que o condutor não possuía habilitação e que a direção do veículo havia sido entregue a ele pelo passageiro, proprietário do automóvel. O motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que registrou 0,35 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, configurando crime de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Os agentes constataram ainda que o último licenciamento do veículo é de 2020. Além das autuações administrativas, o condutor e o passageiro foram encaminhados à 27ª Delegacia de Polícia. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o CTB, dirigir após o consumo de álcool é uma infração gravíssima, com multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por um ano. Quando constatada a concentração igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, a conduta é considerada crime, com pena prevista de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Entregar a direção do veículo a pessoa não habilitada também é infração gravíssima, com penalidade de multa de R$ 880,41 e sete pontos na CNH. Além disso, permitir, confiar ou entregar a direção a pessoa não habilitada ou sem condições de conduzir o veículo com segurança — por seu estado de saúde, física ou mental, ou por embriaguez — configura crime de trânsito, com pena de detenção de seis meses a um ano, ou multa. *Com informações do Detran-DF
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Rede de Hortos Agroflorestais do DF recebe visita de órgão da ONU
A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos (RHAMB) do Distrito Federal, instalada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, na Vila Planalto, recebeu a visita de um organismo internacional na última quinta-feira (5). Em meio à 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (Larc 39), a iniciativa da Secretaria de Saúde (SES-DF) despertou o interesse de autoridades estrangeiras. Marcos Trajano, gerente de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde: "A rede de hortos é a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo" | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O serviço da rede pública é reconhecido como uma experiência bem-sucedida na área de segurança alimentar e nutricional. Segundo a vice-presidente do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), Jhenifer Mojica, e a secretária do CSA, Chiara Cirulli, os hortos eram justamente o exemplo que procuravam para apresentar ao mundo. "Estamos buscando ser mais concretos em nossas propostas. Por isso, queremos exemplos que mostrem que as recomendações de políticas não são abstratas, mas sim ações que já existem e que podem ser replicadas", afirma Cirulli. [LEIA_TAMBEM]A 39ª edição da Conferência Regional da FAO ocorreu ao longo da semana, entre os dias 2 e 6 de março, no Palácio do Itamaraty. O CSA é a principal plataforma internacional e intergovernamental na área de segurança alimentar e nutrição, responsável por desenvolver e endossar recomendações científicas e orientações políticas. Projeção internacional Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da SES-DF, Marcos Trajano, o interesse demonstrado pelo órgão da FAO representa mais do que o reconhecimento da RHAMB como uma prática bem-sucedida: "É a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo". A RHAMB foi instituída por meio da Portaria nº 137, de 15 de abril de 2025. A iniciativa promove o cultivo comunitário de plantas para a melhoria dos serviços de saúde e o bem-estar das comunidades atendidas. O monitoramento é de responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis). Desde 2018, já foram implementadas quase 40 unidades e capacitados mais de cem profissionais da rede pública do DF. A expansão é fruto de parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Mulheres são maioria no serviço público do DF e ampliam presença na liderança do governo
As mulheres são maioria no serviço público do Distrito Federal. Elas representam 54,62% dos servidores efetivos do Governo do Distrito Federal (GDF): 66.459 profissionais em um universo de 121.679 servidores. A presença feminina também avança em cargos de liderança e na formulação de políticas públicas. Além de predominar na força de trabalho do governo, as mulheres também ampliam presença em postos estratégicos da gestão pública. Das 33 secretarias de Estado do DF, seis são ocupadas por mulheres no primeiro escalão da administração, incluindo a vice-governadora Celina Leão e cinco secretárias de Estado, o equivalente a cerca de 18% das posições nesse nível da estrutura governamental. Para a vice-governadora Celina Leão, promover o desenvolvimento das mulheres não é apenas uma pauta social. “É uma agenda estratégica de crescimento, de competitividade e de futuro para o país. Quando ampliamos oportunidades para as mulheres, fortalecemos a economia, impulsionamos a inovação e construímos uma sociedade mais justa. As mulheres não estão pedindo espaço. Estão demonstrando todos os dias que sabem ocupá-lo com competência, coragem, sensibilidade e responsabilidade. A presença feminina nos espaços de decisão amplia o olhar sobre os desafios e torna as escolhas públicas mais humanas, mais eficientes e mais conectadas com a realidade das pessoas”, afirma. Para a vice-governadora Celina Leão, promover o desenvolvimento das mulheres não é apenas uma pauta social. “É uma agenda estratégica de crescimento" | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A participação feminina também aparece nas administrações regionais. Atualmente, cinco das 35 regiões administrativas do DF são comandadas por mulheres, cerca de 14% das chefias locais da estrutura governamental. Presença majoritária em áreas estratégicas Em áreas essenciais da administração pública, como educação, saúde e assistência social, a presença feminina é ainda mais expressiva. Na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), as mulheres representam 68,51% do quadro de servidores: 22.431 profissionais entre os 32.742 trabalhadores da pasta. Nos cargos comissionados da secretaria, a participação feminina também é majoritária. Das 4.474 funções de gestão, 2.977 são ocupadas por mulheres, o equivalente a 66,54% do total. A maior concentração feminina está em cargos de supervisão, vice-direção, direção e chefia de secretaria. Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, tantas mulheres em posições de liderança na educação pública do Distrito Federal são motivo de orgulho. “São profissionais que conduzem a gestão com sensibilidade, dedicação e competência, transformando, dia após dia, a realidade das nossas escolas”, afirma. Na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), a participação feminina também se consolidou nos últimos anos. As mulheres representam 62,8% do quadro de servidores da pasta: 1.113 profissionais entre 1.771 trabalhadores. Entre os cargos de chefia, elas ocupam 60,5% das funções de liderança, com 178 mulheres em 294 postos. Segundo a secretária Ana Paula Marra, ampliar a presença feminina na gestão fortalece a qualidade das políticas públicas. “Quando uma mulher ocupa um cargo de liderança, ela não sobe sozinha. Ela leva consigo repertório, escuta, vivência e compromisso com quem está na base”, afirma. Segundo a secretária de Desenvolvimento Social Ana Paula Marra, ampliar a presença feminina na gestão fortalece a qualidade das políticas públicas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A presença feminina também cresce em áreas tradicionalmente ocupadas por homens. Na segurança pública, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka, enquanto as mulheres representam cerca de 15% do efetivo da corporação. Na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a participação feminina também aumenta. Hoje, as mulheres correspondem a cerca de 30% do efetivo, ocupando funções como delegadas, peritas e papiloscopistas. O movimento também aparece em áreas ligadas à inovação e gestão pública. Na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, as três subsecretarias são ocupadas por mulheres, responsáveis por áreas como administração, desenvolvimento tecnológico e inclusão digital. A presença feminina também cresce em áreas tradicionalmente ocupadas por homens. Na segurança pública, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Formação e qualificação O protagonismo feminino também aparece na qualificação do serviço público. Na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), cerca de 70% dos servidores atendidos nos programas de capacitação são mulheres. Para a diretora-executiva da instituição, Juliana Tolentino, o dado reflete a crescente participação feminina na formação da administração pública. “Sob a direção de mulheres, a Escola de Governo consolida um modelo de gestão orientado por competência técnica, sensibilidade social e compromisso com a equidade”, afirma. A ampliação da presença feminina no serviço público do Distrito Federal reflete mudanças graduais na gestão pública e maior diversidade na tomada de decisões. Com presença crescente em diferentes áreas da administração, as mulheres participam diretamente da formulação e execução de políticas públicas que impactam a vida da população do DF.
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DF registra prisão de um agressor por violência doméstica a cada uma hora e meia
Estudo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) aponta que, em média, um agressor foi preso a cada uma hora e meia no Distrito Federal por crimes de violência doméstica. O relatório detalhado refere-se ao período de 2025 e mostra que 5.588 agressores foram presos. Os dados foram analisados pela Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), da SSP-DF, e revelam também características importantes das ocorrências, como os períodos de maior incidência dos crimes, o perfil das vítimas e dos autores, além dos índices de reincidência. No mesmo período, foram registradas 23.066 ocorrências de agressões contra mulheres no DF. O estudo refere-se ao ano de 2025, comparado com 2024. Para a vice-governadora Celina Leão, compreender a dinâmica desses crimes é essencial para fortalecer as políticas públicas de proteção e incentivar a denúncia de agressões. “O estudo detalhado do perfil das vítimas e dos agressores tem sido uma ferramenta fundamental para aperfeiçoar as políticas de proteção às mulheres no Distrito Federal. A partir dessas análises, conseguimos compreender melhor como a violência acontece, identificar padrões e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Para que esse trabalho seja efetivo, a denúncia é um passo indispensável. É por meio dela que as forças de segurança conseguem agir, investigar e prender os agressores, interrompendo o ciclo de violência e assegurando que os responsáveis sejam levados à justiça”, afirma a vice-governadora Celina Leão. Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, o enfrentamento à violência contra a mulher é tratado como prioridade estratégica na política de segurança pública do Distrito Federal. “Nossas ações são baseadas em dados, em evidências. Com isso, conseguimos compreender melhor as circunstâncias em que esses crimes ocorrem e podemos atuar para proteger essas mulheres e prender os agressores que insistem nessa prática. Nosso trabalho envolve ações integradas voltadas tanto à redução da violência quanto ao fortalecimento da proteção às vítimas.” A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca que o enfrentamento à violência exige uma atuação articulada entre diferentes áreas do governo e uma rede de acolhimento estruturada. "A rápida atuação é essencial para que a rede de proteção às mulheres seja cada vez mais eficaz no combate à criminalidade e no fortalecimento das ações de prevenção à violência doméstica". O relatório detalhado refere-se ao período de 2025 e mostra que 5.588 agressores foram presos | Fotos: Divulgação/SSP-DF Dinâmica da violência A análise dos registros mostra que os finais de semana concentram um maior número de ocorrências, sendo responsáveis por 36% dos casos, principalmente durante o período da noite. O domingo se destaca e concentra 19% dos casos. Outro dado relevante é que a grande maioria dos episódios de violência ocorre dentro das próprias residências. No período, 69,4% das ocorrências foram registradas no ambiente doméstico, o que evidencia o caráter íntimo e, muitas vezes, silencioso desse tipo de crime. Os registros também indicam que a violência física esteve presente em 29,3% das ocorrências. A violência psicológica prevaleceu em 77% dos casos. Perfil das vítimas e autores Os dados mostram que a violência doméstica atinge mulheres de todas as idades, mas há maior concentração entre as mais jovens. Mulheres entre 18 e 29 anos representam 32,3% das vítimas, sendo que 30,9% dos registros envolvem mulheres na faixa de 30 a 39 anos. O estudo mostra, ainda, que todas as ocorrências tiveram autoria identificada, resultando em 20.160 autores distintos. No conjunto dessas investigações, a maioria absoluta das ocorrências elucidadas — 89,5% (18.036 casos) — apresenta agressores do sexo masculino, enquanto, em 10,5% (2.124 casos), foram identificadas agressoras do sexo feminino como sujeitas ativas dos crimes. Outro ponto identificado pelo levantamento é a recorrência dos casos. Durante o período analisado, em 2025, dos 23.066 registros de violência doméstica ou familiar, foram identificadas 20.572 vítimas do sexo feminino, sendo que 2.628 dessas ofendidas registraram dois ou mais registros ao longo do ano, o que representa 12,8% do grupo analisado. Esse dado evidencia a persistência da violência para uma parcela significativa das vítimas, indicando situações de maior vulnerabilidade e recorrência para esse grupo específico. Os dados mostram que a violência doméstica atinge mulheres de todas as idades, mas há maior concentração entre as mais jovens Denúncia é fundamental A denúncia continua a ser instrumento essencial para interromper ciclos de violência e garantir proteção às vítimas. No Distrito Federal, além das delegacias circunscricionais e das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam I e Deam II), também é possível registrar ocorrências por meio da plataforma Maria da Penha Online, que permite, inclusive, solicitar medidas protetivas de urgência. Por meio da plataforma, também é possível preencher o questionário de avaliação de risco, representar contra o autor da violência, solicitar acolhimento em Casa Abrigo, autorizar intimações por meios tecnológicos e anexar documentos, vídeos e imagens. Avelar reforça que a participação da sociedade é fundamental. “Esta é uma luta que envolve toda a sociedade. É essencial que a população denuncie qualquer situação de violência para que possamos agir rapidamente na proteção das vítimas.” As denúncias podem ser feitas à Polícia Civil do DF pela denúncia online, pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br, pelo telefone 197 (opção zero) ou pelo WhatsApp (61) 98626-1197. Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Medida protetiva No período objeto da análise, o Distrito Federal apontou um aumento de 17,3% nos casos de descumprimento de medida protetiva deferida judicialmente, o que reforça a importância dos programas de proteção da SSP-DF: o Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa. Os instrumentos são estratégicos para a política de proteção da SSP-DF e utilizam tecnologia de georreferenciamento. No caso do DPP, a vítima recebe um dispositivo de alerta e o agressor passa a usar tornozeleira eletrônica. Quando há violação da área de exclusão determinada judicialmente, o sistema emite alerta imediato e aciona as forças de segurança. Atualmente, 627 pessoas são monitoradas ativamente, sendo 553 vítimas e 74 agressores, pela diretoria. Já o Viva Flor permite que a mulher acione rapidamente a rede de proteção diante de qualquer situação de ameaça ou risco. Atualmente, o Viva Flor atende 1.734 mulheres em todo o Distrito Federal. Em agosto de 2025, o Programa Viva Flor passou a ser implementado também em delegacias circunscricionais. O projeto já funcionava em caráter piloto nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) localizadas na Asa Sul e na Ceilândia e passou a atender também nas delegacias do Paranoá, Planaltina, Gama, Santa Maria e Brazlândia. A escolha das unidades levou em conta os dados de incidência de violência doméstica das regiões e a necessidade de oferecer resposta rápida às vítimas. Rede de proteção O enfrentamento à violência contra a mulher no DF também envolve uma rede integrada de atendimento e proteção, coordenada pelo Governo do Distrito Federal. Entre os serviços disponíveis estão a Casa da Mulher Brasileira, os Espaços Acolher, os Centros Especializados de Atendimento e Proteção à Mulher e os comitês de proteção à mulher distribuídos nas regiões administrativas. A rede também oferece mecanismos de apoio social às vítimas, como o Aluguel Social para mulheres em situação de violência e o programa Acolher Eles e Elas, que garante assistência financeira a órfãos do feminicídio. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
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