Proteção das mulheres com rede integrada de acolhimento, prevenção e resposta rápida é prioridade para o GDF
A proteção das mulheres é uma das pautas mais estratégicas e permanentes da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). Neste mês de março, dedicado à valorização, à visibilidade e aos direitos das mulheres, a pasta apresenta o conjunto de ações que vêm sendo fortalecidas no âmbito do programa Segurança Integral, com foco na prevenção, no acolhimento, na resposta rápida às situações de risco e na valorização da presença feminina nas instituições que compõem o sistema de segurança pública. A tecnologia e a análise de dados são aliadas no combate à violência doméstica no DF | Fotos: Divulgação/SSP-DF O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destaca que a atuação é ampla e integrada, “vai desde o atendimento especializado nas delegacias, passando pelo policiamento orientado à violência doméstica, monitoramento em tempo real de vítimas e agressores, pela capacitação permanente das forças de segurança, articulação com a sociedade civil e iniciativa privada, até políticas internas voltadas à ampliação da representatividade feminina nos espaços de gestão e decisão”. "Temos investido em tecnologia, acolhimento, prevenção, capacitação e articulação institucional para garantir resposta rápida, salvar vidas e romper ciclos de violência" Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública Para ele, o enfrentamento à violência contra a mulher não é uma ação isolada, mas uma diretriz central da política pública de segurança no Distrito Federal. “A proteção das mulheres é uma pauta prioritária da segurança pública do Distrito Federal e uma responsabilidade que exige atuação contínua, integrada e cada vez mais qualificada. Temos investido em tecnologia, acolhimento, prevenção, capacitação e articulação institucional para garantir resposta rápida, salvar vidas e romper ciclos de violência. Nosso compromisso é fortalecer uma política pública moderna, humana e eficiente, para que nenhuma mulher esteja sozinha diante da violência.” O trabalho de proteção e acolhimento se materializa em uma rede de proteção consolidada, com ações da própria SSP-DF e reúne as forças de segurança — Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil (PCDF) e Corpo de Bombeiros (CBMDF) —, o Detran-DF, o sistema de Justiça, as secretarias parceiras, as lideranças comunitárias, a iniciativa privada e a sociedade civil com o mesmo objetivo: prevenir a violência de gênero e ampliar a segurança das mulheres em todo o DF. Monitoramento em tempo real Instrumentos como o DPP e o Viva Flor passam à mulher a sensação de segurança contínua Entre os instrumentos mais estratégicos da política de proteção da SSP-DF estão o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP) e o aplicativo Viva Flor. No caso do DPP, a vítima recebe um dispositivo de alerta e o agressor passa a usar tornozeleira eletrônica. Quando há violação da área de exclusão determinada judicialmente, o sistema emite alerta imediato e aciona as forças de segurança. Atualmente, são monitorados pela diretoria 627 ativos, sendo 553 vítimas e 74 agressores. A sala de operações do dispositivo, no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), ampliou a capacidade operacional do serviço. O número de servidores praticamente triplicou e o novo espaço permitiu expandir as estações de monitoramento e garantir maior agilidade na resposta às ocorrências. Outro avanço foi a implementação de um chat direto entre vítimas e a central, com envio de mensagens, áudios e fotos em tempo real. Viva Flor O Viva Flor permite que a mulher acione rapidamente a rede de proteção diante de qualquer situação de ameaça ou risco. Atualmente, o Viva Flor atende 1.734 mulheres em todo o Distrito Federal. Em agosto de 2025, o Programa Viva Flor passou a ser implementado também em delegacias circunscricionais. O projeto já funcionava em caráter piloto nas delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam) localizadas na Asa Sul e em Ceilândia, e passou a atender também nas delegacias do Paranoá, Planaltina, Gama, Santa Maria e Brazlândia. A escolha das unidades levou em conta os dados de incidência de violência doméstica das regiões e a necessidade de oferecer resposta rápida às vítimas. Em novembro de 2025, o Governo do Distrito Federal e o sistema de Justiça renovaram o acordo de cooperação técnica do programa Viva Flor. A iniciativa consolidou avanços importantes no aperfeiçoamento dos fluxos de atendimento e na integração operacional entre Justiça e Segurança Pública por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJe). Com isso, houve ganho de celeridade na comunicação entre os órgãos, na análise dos casos e no atendimento às vítimas. O acordo também fortaleceu a integração do Copom Mulher, da PMDF. Transporte seguro Parceira com a Uber Brasil garante desconto para vítimas de violência sigam com mais segurança para casa, residência de familiares, hospital ou abrigo especializado Outra iniciativa relevante foi a ampliação, em agosto de 2025, da parceria entre a SSP-DF e a Uber Brasil para atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O benefício, antes restrito às Deams I e II, passou a alcançar também os Núcleos Integrados de Atendimento à Mulher (Nuiam) do Paranoá, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo e Vicente Pires. O serviço consiste em desconto de R$ 40 por corrida, fornecido por meio de código promocional entregue após o atendimento, permitindo que a vítima siga com mais segurança para casa, residência de familiares, hospital ou abrigo especializado. A ação reforça a lógica da integralidade: o acolhimento não termina no registro da ocorrência, mas se estende ao deslocamento seguro da vítima, etapa decisiva para romper o ciclo da violência. Formação A SSP-DF vem investindo em ações formativas e preventivas que ampliam o alcance da rede de proteção para além das instituições, como o Aliança Protetiva, Mulher Segura Prevenção da Violência e o Protocolo Por Todas Elas A SSP-DF também vem investindo em ações formativas e preventivas que ampliam o alcance da rede de proteção para além das instituições. É o caso da Aliança Protetiva, nova configuração do antigo projeto Aliança Distrital, voltada à formação de lideranças religiosas e sociais como multiplicadoras no enfrentamento à violência contra a mulher. A proposta prevê encontros nas regiões administrativas, com foco em diálogo, escuta, articulação comunitária e disseminação de informações práticas sobre prevenção e proteção. A ação integra o programa Segurança Integral e fortalece o papel da comunidade como parceira da segurança pública. Em 2025, 155 pessoas passaram pela formação. Com foco na prevenção à violência contra a mulher, a SSP-DF abriu inscrições para o segundo ciclo do curso Mulher Segura Prevenção da Violência e o Protocolo Por Todas Elas. O curso está em curso e poderá ser finalizado até 24 de março, na modalidade EAD autoinstrucional, por meio da Escola Virtual da pasta. Esta é a segunda edição do curso. A iniciativa é realizada de forma conjunta pela SSP-DF e pelas secretarias da Mulher (SMDF), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), além do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF), a partir de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado em setembro de 2025, voltado ao desenvolvimento e à execução conjunta da formação. O curso integra o projeto Parceiro da Segurança e é direcionado a profissionais de hotéis, bares, restaurantes, shoppings, casas de show e grandes eventos, conforme previsto no Decreto nº 46.183/2024, além de estar disponível para outros segmentos empresariais e cidadãos interessados. Um exemplo dessa parceria com o setor privado é o acordo entre o GDF e o ParkShopping, voltado ao fortalecimento das políticas de prevenção e enfrentamento da violência contra meninas e mulheres. Na mesma linha, os Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) deram início ao ciclo de palestras com foco na proteção à mulher, levando informação acessível, orientação e fortalecimento das redes locais para diferentes territórios do DF. A iniciativa descentraliza o debate e amplia a capilaridade das ações preventivas. Mil e quinhentas pessoas participaram das formações que ocorreram na Estrutural, Vicente Pires, Ceilândia, Gama e São Sebastião. Outro destaque é o curso Ressignificar: Proteção Integral às Mulheres, criado para formação e aperfeiçoamento das forças de segurança pública e de administração penitenciária no enfrentamento à violência contra a mulher. Desde o lançamento da formação, em abril de 2024, 37.581 certificações foram entregues, sendo 19.528 apenas na primeira fase e 18.053 referentes às duas fases do programa. Valorização A SSP-DF lançou, neste mês de março, o Banco de Talentos Delas, iniciativa voltada a identificar, mapear e dar visibilidade às competências femininas nas instituições do sistema de segurança pública local. O cadastro é destinado a servidoras em exercício na SSP-DF, PMDF, PCDF, CBMDF e Detran-DF interessadas em se candidatar a funções de chefia e gestão. A proposta subsidia ações como planejamento de desenvolvimento profissional, divulgação de oportunidades internas, alocação de pessoal, dimensionamento da força de trabalho, gestão de desempenho e fortalecimento do networking institucional. "A proteção das mulheres precisa ser compreendida de forma ampla, articulando acolhimento, prevenção, tecnologia, capacitação, escuta e fortalecimento de redes" Regilene Siqueira, subsecretária de Prevenção à Criminalidade e presidente Conselho das Mulheres da Segurança Pública do Distrito Federal A política se soma a outras medidas estruturantes, como a criação do Conselho das Mulheres da Segurança Pública do Distrito Federal (CMSP), instituído no âmbito da Política das Mulheres na Segurança Pública, prevista no Decreto nº 45.414/2024. O colegiado reúne representantes das forças de segurança e órgãos do sistema para planejar ações voltadas à igualdade de gênero, valorização profissional e enfrentamento à discriminação no ambiente institucional. Eleita presidente do conselho, a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Siqueira, destaca que proteger mulheres também significa garantir que as instituições sejam mais representativas, acolhedoras e preparadas para responder a essa agenda de forma qualificada. “A proteção das mulheres precisa ser compreendida de forma ampla, articulando acolhimento, prevenção, tecnologia, capacitação, escuta e fortalecimento de redes. No Distrito Federal, temos avançado em ações concretas tanto para as mulheres em situação de violência quanto para as servidoras que atuam no sistema de segurança pública. Valorizar competências femininas, ampliar a representatividade e fortalecer lideranças também é uma forma de transformar instituições e qualificar a resposta do Estado a uma pauta que é, sem dúvida, prioritária.” Reconhecimento de boas práticas Como parte desse esforço institucional, a SSP-DF também instituiu a Medalha Mulher Mais Segura, destinada a reconhecer ações e serviços de excelência no combate à violência contra a mulher e à violência doméstica e familiar. A comenda reforça o caráter estratégico da pauta e busca incentivar práticas cada vez mais qualificadas de proteção e defesa das mulheres no Distrito Federal e será entregue na próxima terça-feira (10). “Reforçar e reconhecer ações e serviços de excelência no combate à violência de gênero é essencial para garantir a segurança e o bem-estar das mulheres, além de incentivar a implementação de novas estratégias no enfrentamento desse tipo de crime”, ressalta Avelar. Educação “Reforçar e reconhecer ações e serviços de excelência no combate à violência de gênero é essencial para garantir a segurança e o bem-estar das mulheres” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública A SSP-DF também tem investido de forma estratégica na prevenção, com iniciativas educacionais voltadas à formação cidadã e à construção de uma cultura de respeito desde as primeiras fases da vida. Entre as iniciativas está o Programa Formativo de Promotores de Segurança Cidadã, voltado a estudantes do ensino médio da rede pública, que promove a aproximação entre comunidade escolar e forças de segurança por meio de palestras e atividades formativas sobre temas como mediação de conflitos, cidadania digital e prevenção à violência contra meninas e mulheres. Em 2025, o programa realizou cinco edições e alcançou cerca de 1.700 estudantes, com perspectiva de ampliação para sete novas edições em 2026. Já o Turminha Mais Segura utiliza linguagem lúdica e apresentações teatrais para dialogar com o público infantil, abordando de forma acessível temas como respeito, empatia e prevenção às diferentes formas de violência, incluindo a violência de gênero. No último ano, a iniciativa impactou 3.264 crianças em 20 apresentações, com meta de dobrar esse alcance em 2026, quando estão previstas pelo menos 40 novas apresentações. Atendimento especializado [LEIA_TAMBEM]No âmbito da Polícia Militar do Distrito Federal, o Programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) é um dos pilares do trabalho preventivo. A iniciativa atua no acompanhamento das mulheres em situação de violência e na prevenção da reincidência, com ações voltadas a interromper o ciclo da agressão e fortalecer a segurança da vítima. De janeiro de 2025 até agora, o Provid atendeu 2.625 pessoas, totalizando 27.733 visitas solidárias realizadas. No mesmo período, foram 977 medidas protetivas monitoradas, reforçando o acompanhamento contínuo e a resposta rápida aos casos. O DF conta com estrutura especializada para atendimento às vítimas de violência, com a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I (Deam I) e a Deam II, ambas com funcionamento 24 horas, além das seções de atendimento à mulher em delegacias circunscricionais. A rede também dispõe da Maria da Penha Online, ferramenta pioneira no país, que ampliou o acesso das vítimas ao sistema de proteção. Por meio da plataforma, é possível solicitar medidas protetivas de urgência, preencher o questionário de avaliação de risco, representar contra o autor da violência, solicitar acolhimento em Casa Abrigo, autorizar intimações por meios tecnológicos e anexar documentos, vídeos e imagens. *Com informações da SSP-DF
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Carro da Vacina passa por área rural do DF neste sábado (7)
Sábado (7) é dia de ampliar a proteção da população do Distrito Federal contra doenças que podem ser evitadas com vacinas. Haverá atendimento a pessoas de todas as faixas etárias em 49 unidades básicas de saúde (UBSs), enquanto o Carro da Vacina percorrerá o Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da Secretaria de Saúde. [LEIA_TAMBEM]Estarão disponíveis vacinas contra doenças como febre amarela, pólio, meningite, covid-19, sarampo, tétano, difteria e hepatite. A aplicação ocorre conforme o Calendário de Vacinação, de acordo com a faixa etária de cada pessoa. A orientação da Secretaria de Saúde (SES-DF) é levar um documento de identificação e, se disponível, a caderneta de vacinação. Em cada local, as equipes estão preparadas para avaliar a situação vacinal e indicar a aplicação dos imunizantes. Se necessário, mais de uma vacina pode ser aplicada na mesma visita. Não haverá vacinação no domingo (8). Já na segunda-feira (9), mais de cem salas abrem para atendimento a partir das 7h. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Casa da Mulher Brasileira promove acolhimento e fortalece vítimas na superação da violência
“Hoje eu posso sorrir; antes eu vivia triste, assombrada. Você não tem noção do quanto foi difícil sair desse relacionamento. Foram dez anos de muitas brigas, ameaças, violência física e psicológica. A Casa da Mulher Brasileira foi muito importante para que saísse dessa condição.” O relato de Joana (nome fictício para proteger a identidade da vítima), de 39 anos, traduz a dor de uma década marcada pela violência e evidencia a importância da Casa da Mulher Brasileira (CMB), em Ceilândia, no processo de rompimento do ciclo de agressões em situações de violência contra a mulher. Desde 2021, quando a casa foi reaberta pelo Governo do Distrito Federal (GDF), foram realizados 40.340 atendimentos — entre acolhimento, suporte psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento à rede de proteção — a 10.933 mulheres. Joana chegou até o equipamento público de gestão da Secretaria da Mulher (SMDF) em 2022, após ser encaminhada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil (PCDF), quando um dos vizinhos denunciou uma das tantas agressões que ela sofreu do ex-marido. “Aceitei, vim, e a casa foi me dando todo um suporte”, lembra. Desde 2021, quando a casa foi reaberta pelo GDF, foram prestados 40.340 atendimentos — entre acolhimento, suporte psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento à rede de proteção — a 10.933 mulheres | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O primeiro apoio foi por meio da capacitação que é ofertada às mulheres vítimas de violência e em vulnerabilidade social. Joana se inscreveu no curso de cabeleireira. Pegou gosto pelo ramo do embelezamento e emendou aulas de design de sobrancelha e alongamento de unhas. “Hoje posso pagar minhas contas sozinha. Sempre sonhei em ter minha liberdade financeira, porque foi exatamente a condição que me deixou vulnerável. Assim que começamos a namorar, ele pediu para que não trabalhasse mais. Então foram os cursos que me abriram portas para que eu começasse a ganhar o meu próprio dinheiro. Isso foi o que me ergueu”, conta. Paralelamente aos cursos, Joana contou com suporte psicológico na Casa da Mulher Brasileira, para entender que vivia um relacionamento abusivo e resgatar a autoestima. “Não achava e não sabia que eram violências. Ele me xingava, me afastou da minha família, me agrediu diversas vezes. Eu tinha medo de falar com outras pessoas e me sentir culpada. A casa foi muito importante por causa disso, porque lá as pessoas nos escutam e não nos condenam. A casa acolhe a gente”, completa. Também foi no local que a mulher recebeu orientações sobre benefícios e auxílios sociais — hoje, ela é beneficiária dos cartões Creche, Material Escolar e Uniforme —, apoio jurídico para garantir a pensão alimentícia dos três filhos por meio da Defensoria Pública do DF, entrou para o programa de Policiamento de Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar (Provid), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), e conseguiu medidas protetivas contra o agressor. Joana contou com suporte psicológico na Casa da Mulher Brasileira, para entender que vivia um relacionamento abusivo e resgatar a autoestima Selma de Melo, assessora especial da Subsecretaria de Promoção da Mulher, que integra a Casa da Mulher Brasileira, revela que histórias como a de Joana são comuns dentro da CMB. “Nós temos aqui diversos relatos de mulheres que começaram a aprender a viver após a participação de qualquer ação conosco. Elas saem realizadas, porque sabem que têm um lugar onde podem procurar ajuda. Sabemos que temos conseguido alcançar e salvar muitas vidas, e isso é muito gratificante”, defende a servidora. Espaço de acolhimento Inaugurada em Ceilândia em 2021, a Casa da Mulher Brasileira é um equipamento público da rede de proteção feminina que funciona 24 horas e oferece acolhimento, atendimento psicossocial, cursos de capacitação e suporte jurídico e policial a mulheres em vulnerabilidade e em situações de violência. A unidade serve como porta de entrada ao acolher a mulher no momento em que ela decide buscar ajuda, tanto em casos de risco iminente quanto durante a busca de orientação, proteção, escuta qualificada ou informações sobre direitos. O espaço dispõe de alojamento, faz o encaminhamento para outros serviços da rede, especialmente a Casa Abrigo, e atende os órfãos do feminicídio pelo programa Acolher Eles e Elas. “A Casa da Mulher Brasileira é o nosso principal equipamento público. É a Lei Maria da Penha na prática, porque é onde trabalhamos toda a rede de proteção”, explica a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “É um espaço democrático, porque às vezes a mulher não quer ir até uma delegacia. Ela quer procurar uma ajuda, um apoio. É bom ressaltar que o trabalho lá é de prevenção. É para a mulher que está passando por violência, que quer registrar uma ocorrência, mas também é a casa da mulher. Aquela que quer passar por uma capacitação, buscar orientação, saúde e atendimento jurídico”, destaca. “A Casa da Mulher Brasileira é o nosso principal equipamento público. É a Lei Maria da Penha na prática, porque é onde trabalhamos toda a rede de proteção” Giselle Ferreira, secretária da Mulher “Trabalhamos muito a porta de saída, oferecendo capacitação, aluguel social e apoio psicológico, porque informação e conhecimento são o caminho para tudo”, defende Giselle. “Temos trabalhado muito e com muita seriedade, levado essa pauta para que realmente a mulher possa acreditar no Estado, pois, quando ele está sendo acionado, irá atrás de uma solução.” Nos últimos anos, a Casa da Mulher Brasileira apresentou um salto significativo de mulheres atendidas. Passando da média de mais de mil, entre 2022 e 2024, para 6.265 em 2025, totalizando 13.009 atendimentos. Entre os principais fatores que explicam o crescimento, destacam-se as ações itinerantes na Estrutural e no Parque da Vaquejada, a parceria com o Centro Pop e iniciativas de saúde, autoestima e autonomia das mulheres, como o projeto Reconstruindo Sonhos. Ampliação da rede O DF conta também com unidades do Centro de referência da Mulher Brasileira (CRMB), que funcionam das 9h às 18h, de portas abertas para acolhimento, atendimento psicossocial e formação profissional de mulheres. Elas estão localizadas no Recanto das Emas, Sol Nascente/Pôr do Sol, São Sebastião e Sobradinho II. “Nós construímos duas na região Norte e duas na região Sul justamente para democratizar esse espaço. Essas novas casas têm como diferencial a terapia individualizada”, explica a secretária da Mulher. Além disso, o GDF assinou um contrato para construção e equipagem da Casa da Mulher Brasileira (CMB) – Tipo I, no Plano Piloto. O equipamento será implantado na Quadra 903 da Asa Sul, e oferecerá atendimento humanizado, integrado e contínuo às mulheres em situação de violência em todo o DF. Como denunciar Os relatos podem ser feitos de forma presencial ou digital pelos seguintes canais: 197 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar), 156 opção 6 (Central 156 do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e Maria da Penha Online.
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Programa da PMDF devolve segurança e autonomia a mulheres vítimas de violência doméstica
Por mais de 20 anos, a babá Rosineide da Costa Almeida, 37, conviveu com o medo constante dentro da própria casa. As agressões, físicas e psicológicas, vinham de quem um dia prometeu cuidado e proteção: o ex-marido. A rotina de violência só teve fim em 31 de janeiro de 2023, quando, no dia de seu aniversário, ela registrou a primeira ocorrência policial. Rosineide Almeida, que conseguiu pôr fim a um ciclo de violência praticada pelo então marido ao decidir denunciá-lo, recebeu ajuda do Provid: “Eles não estão 24 horas na minha casa, mas me protegem 24 horas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Naquele momento, a trajetória de Rosineide começou a mudar: ela foi encaminhada ao Programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (Provid), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), e nunca mais teve contato com o agressor. “Queria que toda mulher tivesse a oportunidade que eu tive. Muitas morrem porque não sabem que existe tanta ajuda. Não é só um papel. Funciona. Salvou a minha vida” Rosineide Costa Almeida O Provid é um serviço especializado da PMDF voltado ao atendimento de mulheres em situação de violência doméstica grave, com foco na prevenção de reincidências e do feminicídio. São promovidas visitas solidárias, acompanhamento de medidas protetivas, ações educativas e articulação com a rede de proteção, junto ao Judiciário, assistência social, Saúde e órgãos de defesa da mulher. Em 2025, o enfrentamento foi reforçado com a aquisição de 27 viaturas, possibilitando a ampliação da assistência às vítimas. “Eu achava que a polícia não ia me proteger, que não estaria comigo o tempo todo, mas eu estava enganada”, afirma Rosineide, que recebeu o Dispositivo de Acionamento de Emergência Viva Flor e passou a ter visitas frequentes das equipes do programa. “Eles não estão 24 horas na minha casa, mas me protegem 24 horas. No começo, eu sentia medo até do barulho da viatura. Depois, aquele som virou sinal de segurança.” Registro de ocorrência Desde 2019, aproximadamente 115 mil mulheres já foram atendidas pelo programa O episódio decisivo para o fim do ciclo de violência ocorreu quando o agressor perseguiu Rosineide no dia do aniversário dela, por não aceitar o término do relacionamento. O homem tentou agredi-la em casa e, depois, a seguiu até o restaurante escolhido para a comemoração, em Taguatinga. “Ele foi me seguindo de casa até o lugar, jogava o carro para tentar me tirar da pista”, lembra ela. “Foi desesperador. Quando chegamos à QNL, minha filha pulou do carro pedindo socorro. Eu achei que ia morrer.” O desespero daquele dia não se repetiu mais após o registro da ocorrência policial, uma vez que Rosineide conseguiu uma medida protetiva e foi integrada à rede de atendimento do Provid, com acompanhamento psicológico, suporte social e monitoramento policial contínuo. “Hoje, me sinto protegida, como se estivesse dentro de uma bolha de segurança”, celebra ela. “Queria que toda mulher tivesse a oportunidade que eu tive. Muitas morrem porque não sabem que existe tanta ajuda. Não é só um papel. Funciona. Salvou a minha vida.” Atendimento especializado e preventivo Uma das principais políticas públicas no enfrentamento à violência doméstica, o Provid já atendeu cerca de 115 mil mulheres desde 2019. No ano passado, foram 25.565 visitas solidárias, 391 ações de prevenção e articulação com a rede de proteção, 2.095 triagens e 1.832 visitas. Tenente-coronel Renata Cardoso: “O Provid não é apenas número, é transformação de vidas” No período, 1.164 famílias foram acompanhadas de forma contínua e 883 medidas protetivas de urgência receberam monitoramento direto da PMDF. A iniciativa, presente em 22 batalhões da PMDF, oferece suporte a todas as regiões administrativas, tanto presencial quanto por meio do WhatsApp. De acordo com a tenente-coronel Renata Cardoso, responsável pela coordenação-geral do programa, o diferencial é o atendimento humanizado e individualizado. “É um policiamento especializado, feito por policiais capacitados, que avaliam o risco de cada caso e constroem, junto com a mulher, um plano de segurança”, explica. “O objetivo é proteger, orientar e ajudar essa mulher a retomar sua autonomia”. Em 2025, 32 policiais militares concluíram a formação específica. “Aqui no DF, a medida protetiva é expedida com muita rapidez, muitas vezes em poucas horas. Além disso, a mulher pode solicitar recursos como o Viva Flor e o acompanhamento do Provid, mesmo sem determinação judicial específica. São ferramentas que salvam vidas” Tenente-coronel Renata Cardoso, coordenadora do Provid Durante as visitas, as equipes elaboram um plano de segurança individualizado, com orientações práticas para o dia a dia. “A mulher recebe instruções sobre rotinas mais seguras, cuidados com o portão e a fechadura, trajetos alternativos, combinação de sinais com familiares e vizinhos e até estratégias para situações emergenciais. Tudo é pensado de acordo com a realidade daquela mulher”, detalha a tenente-coronel. Atuação integrada Segundo a oficial, a política atua de forma integrada com outros serviços da segurança pública, como o Copom Mulher, inaugurado em 2024 para o atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica, e a Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), responsável pela gestão do Viva Flor e do monitoramento eletrônico de agressores. Ela reforça ainda a importância das medidas protetivas e do monitoramento eletrônico: “Aqui no DF, a medida protetiva é expedida com muita rapidez, muitas vezes em poucas horas. Além disso, a mulher pode solicitar recursos como o Viva Flor e o acompanhamento do Provid, mesmo sem determinação judicial específica. São ferramentas que salvam vidas”. Em dezembro de 2025, o programa recebeu 27 novas viaturas, distribuídas entre as 22 unidades operacionais, incluindo o Batalhão Rural. “Esses investimentos permitem mais visitas, mais proximidade e mais efetividade no atendimento”, avalia Renata Cardoso. “O Provid não é apenas número, é transformação de vidas”. Como funciona O acesso ao Provid pode ocorrer de diferentes formas, a depender da situação vivenciada pela mulher. O principal caminho é o registro de ocorrência policial, que passa a ser um inquérito e, posteriormente, um processo judicial. A partir de uma avaliação de risco feita pelo juiz, nos casos considerados graves ou com risco extremo de feminicídio, a mulher pode ser encaminhada diretamente para acompanhamento especializado. [LEIA_TAMBEM]Outra forma é a demanda espontânea, em que a mulher pode procurar um batalhão da Polícia Militar que conte com equipe do Provid e solicitar, de forma direta, o acompanhamento, mesmo sem encaminhamento judicial prévio. Por fim, o Copom Mulher também serve de acesso, na situação em que uma mulher ou qualquer outra pessoa liga para o 190 para relatar uma situação de violência doméstica. A viatura faz o atendimento inicial, e, posteriormente, a vítima recebe a ligação da central, com orientações, acolhimento e informações sobre como registrar a ocorrência e acessar o Provid. Canais de atendimento à mulher → O telefone 180 é o canal geral de atendimento às mulheres vítimas de violência, também utilizado para denúncia por terceiros → Atos de violência em andamento e urgentes são casos de polícia (PMDF), que deve ser acionada pelo 190 → Para denúncias anônimas, o canal da Polícia Civil (PCDF) pode ser ativado pelo 197.
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Folia Limpa 2026 premiará blocos e iniciativas que se destacaram no Carnaval do DF
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) promove, no dia 12 deste mês, às 14h, a cerimônia de entrega do prêmio Folia Limpa 2026. O evento será realizado no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul. A premiação reconhece blocos e iniciativas que se destacaram durante o Carnaval pela adoção de práticas sustentáveis, incentivo ao descarte correto de resíduos e apoio às ações de conscientização ambiental. O objetivo é valorizar os blocos que contribuíram para a promoção de um Carnaval mais limpo, organizado e responsável no Distrito Federal. Além dessa campanha de conscientização, o SLU fortaleceu a limpeza urbana durante a folia com a instalação de 50 papa-recicláveis e 200 tambores para descarte de resíduos. A iniciativa reforça o compromisso com a redução de resíduos descartados de forma irregular e com o fortalecimento da cultura de educação ambiental durante grandes eventos. A cerimônia contará com a presença de representantes dos blocos que aderiram à campanha, além de autoridades e servidores da autarquia. Serviço Entrega do Prêmio Folia Limpa 2026 Data: dia 12 deste mês Hora: 14h Local: Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul. *Com informações do SLU
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Projeto Rede Comunidade certifica 330 participantes no Distrito Federal
A Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF) realizou, nesta quinta-feira (5), a solenidade de entrega de certificados do projeto Rede Comunidade, no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Sebrae-DF e tem como foco a qualificação de gestores e voluntários de organizações da sociedade civil (OSCs). Entre 2024 e 2025, o projeto já formou 330 participantes, reforçando o compromisso com o fortalecimento das ações comunitárias na capital federal. O projeto é voltado a representantes de OSCs formais, com personalidade jurídica, e informais, que atuam em projetos sociais nas regiões administrativas do Distrito Federal. A proposta é fortalecer tecnicamente quem está na linha de frente do trabalho comunitário, promovendo mais organização, sustentabilidade e impacto social. Em solenidade realizada nessa quinta (5), Seac-DF entregou certificados de qualificação do projeto Rede Comunidade | Foto: Divulgação/Seac-DF Durante a cerimônia, autoridades destacaram a importância da profissionalização das entidades para ampliar a capacidade de atendimento à população e garantir maior eficiência na execução de projetos sociais. A secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz, ressaltou que o projeto é uma ferramenta estratégica de fortalecimento das comunidades: “O Rede Comunidade foi criado para valorizar e capacitar quem já faz a diferença todos os dias nas nossas regiões administrativas. Quando qualificamos gestores e voluntários, fortalecemos as organizações, ampliamos a transparência e garantimos que os projetos sociais tenham mais impacto e sustentabilidade. É assim que construímos políticas públicas mais eficientes e próximas da população”, destacou. [LEIA_TAMBEM]A formação é composta por módulos práticos e independentes, permitindo que os participantes escolham os temas de acordo com suas necessidades. Entre os conteúdos ofertados estão o uso da Plataforma MROSC (parte 1 e parte 2), captação de recursos, gestão contábil e jurídica, prestação de contas, orientações sobre como abrir uma organização da sociedade civil (OSC) e marketing digital voltado para OSCs. Os módulos são realizados mensalmente, às terças, quartas e quintas-feiras, nos turnos matutino e vespertino, com duração de quatro horas por turno. As capacitações percorrem as 35 regiões administrativas do Distrito Federal, sendo realizadas em uma região diferente a cada edição, ampliando o acesso e aproximando a qualificação das lideranças comunitárias. Cada módulo possui certificação individual, garantindo maior flexibilidade aos participantes. A metodologia oferece conhecimento técnico aplicado à realidade das organizações, contribuindo para melhoria na gestão, ampliação da captação de recursos e maior transparência na prestação de contas. As inscrições para os próximos módulos permanecem abertas e podem ser realizadas pelo site oficial do projeto. Mais informações também podem ser acompanhadas pelo perfil oficial do projeto nas redes sociais: @comunidadedf_. *Com informações da Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF)
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Mutirão de atendimento do Procon-DF será realizado no Conjunto Nacional e no Venâncio Shopping
Em comemoração ao Dia Nacional do Consumidor, celebrado em 15 de março, o Procon-DF, órgão vinculado à Secretaria Extraordinária do Consumidor, promove ação de orientação e atendimento ao público, de 9 a 15 deste mês, nos shoppings Venâncio e Conjunto Nacional. O evento contará com dinâmicas interativas, como a realização de quizzes | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Com o objetivo de aproximar o órgão da população e fortalecer a conscientização sobre os direitos nas relações de consumo, as equipes do Procon-DF estarão à disposição nos dois shoppings para tirar dúvidas dos cidadãos. Além da distribuição gratuita de cartilhas educativas e exemplares do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a iniciativa contará com dinâmicas interativas, como a realização de quizzes. “Muitos consumidores ainda evitam ir atrás dos seus direitos por não saberem do trabalho dos órgão de defesa para a regulação do mercado de consumo e a correção de condutas abusivas por parte dos fornecedores” Johnatan Faraj, diretor-geral do Procon-DF “Diante da movimentação do mercado em meio ao Dia do Consumidor, o Procon se preocupa com a conscientização dos consumidores sobre seus direitos e garantias. Muitos consumidores ainda evitam ir atrás dos seus direitos por não saberem do trabalho dos órgão de defesa para a regulação do mercado de consumo e a correção de condutas abusivas por parte dos fornecedores. Por isso, a ação do Procon busca levar as principais orientações diretamente para os consumidores em alguns dos shoppings centrais de Brasília”, afirma o diretor-geral do Procon-DF, Johnatan Faraj. No Venâncio Shopping, a ação ocorre entre os dias 9 e 11 deste mês, na praça de alimentação, e os consumidores que desejarem abrir reclamação serão orientados a comparecer ao segundo andar, onde fica localizada a sede do Procon-DF. A ação no shopping Conjunto Nacional vai do dia 13 ao dia 15 e contará com um posto de atendimento avançado. No local, haverá atendentes do Procon-DF realizando a abertura oficial de reclamações para os consumidores que precisarem formalizar queixas contra empresas. *Com informações do Procon-DF
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Governador Ibaneis Rocha entrega patrulhas agrícolas e equipamentos para fortalecer a produção rural no DF
O governador Ibaneis Rocha entregou, nesta sexta-feira (6), patrulhas agrícolas, kits de irrigação e equipamentos de apoio à produção rural. Os bens passam a integrar a estrutura operacional da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF), com o objetivo de ampliar as políticas públicas voltadas às organizações sociais do campo, como associações e cooperativas de produtores e beneficiadores rurais. O investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) é de R$ 18.768.071,96. “Eu venho do interior, conheço a vida na área rural, sei das dificuldades. Eu tenho muita alegria quando a gente faz uma entrega dessa, porque nós estamos entregando para quem gosta do campo. E amar o campo é uma coisa muito importante porque é de lá que vem toda a vida. Tudo o que nós temos aqui na cidade é produzido pelo homem do campo. Então, compete ao governo — e nós estamos fazendo isso com muito zelo —, dar toda a assistência necessária para que o homem do campo no Distrito Federal tenha as melhores condições para viver com as suas famílias e produzir”, ressaltou Ibaneis Rocha. O chefe do Executivo também elencou outras ações do GDF nos últimos anos voltadas a melhorar a produção e a dar mais qualidade de vida aos produtores. Entre elas, a regularização de milhares de propriedades, a pavimentação de vias, a criação das rotas do vinho e do queijo e o programa Caminho das Escolas, que leva asfalto até a porta de escolas de áreas rurais. “As compras governamentais na área do agro saíram de aproximadamente R$ 10 milhões por ano no início do nosso governo e hoje já alcançaram mais de R$ 70 milhões de reais por ano, garantindo comida e investimento na mesa do produtor rural do Distrito Federal e garantindo comida de qualidade para os nossos estudantes das escolas da Secretaria de Educação”, apontou. A vice-governadora Celina Leão destacou que hoje é possível circular pela área rural do DF com tranquilidade, resultado de um governo que, segundo ela, entregou trabalho, mudanças, água e infraestrutura para o campo. “Tenho muito orgulho de ter participado disso. Como deputada federal, já era uma das que mais investiam na área rural, acompanhando de perto a execução das políticas públicas voltadas aos nossos agricultores”, afirmou. Ao acreditar na agricultura familiar, temos certeza de que, com esses equipamentos, vocês vão gerar renda, riqueza e garantir a permanência do homem e da mulher no campo”, completou Celina. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Já o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, destacou a importância dos equipamentos para fortalecer a produção rural no DF. “Esses equipamentos têm uma relevância muito grande para a população rural. Sabemos o quanto é caro um trator e o custo da hora de máquina para preparar o solo e plantar. Por meio de emendas parlamentares federais, o Governo do Distrito Federal adquiriu 32 tratores. Dois já estão sendo entregues agora e os outros 30 serão disponibilizados por meio de chamamento público para que comunidades, associações e cooperativas possam concorrer e ter acesso a máquinas novas, eficientes e com baixo consumo”, explicou. Segundo ele, a iniciativa deve ampliar a capacidade produtiva no campo. “Também estamos entregando caminhões e implementos que vão ajudar na recuperação das estradas rurais. Assim, além de fortalecer a produção, garantimos melhores condições para o escoamento. O produto que foi produzido com tanto esforço precisa chegar em boas condições ao consumidor”, completou. Entre os serviços previstos com o novo maquinário, estão a limpeza de áreas com vocação agrícola, preparo do solo, transporte de insumos e da produção, além da conservação e manutenção de estradas vicinais. Os equipamentos também darão suporte ao deslocamento de operadores e fiscais e às frentes de trabalho voltadas à mecanização agrícola e à manutenção das vias rurais. Toda a logística será feita pelo sistema de transporte da Seagri-DF, no âmbito da área de mecanização agrícola. A aquisição contou com recursos do GDF e de emendas parlamentares destinadas pela vice-governadora e então deputada federal, Celina Leão, ex-deputado Tadeu Filippelli, pelos deputados federais Júlio César Ribeiro e Bia Kicis e pelos senadores Damares Alves, e Izalci Lucas Suporte O conjunto de bens inclui caminhões, tratores, kits de irrigação e equipamentos de apoio à produção rural. Entre os itens adquiridos estão um caminhão toco com caçamba basculante, seis caminhões truck com caçamba basculante, um caminhão comboio (melosa), um caminhão tipo cavalo mecânico, um semirreboque carreta prancha e um caminhão plataforma de auto socorro. O investimento também contempla um caminhão guindaste tipo sky, 32 tratores agrícolas, sendo 30 da marca John Deere, 98 kits de irrigação, três veículos leves destinados à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e 120 jogos completos de caixas de mel para apoio à apicultura. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou que o fortalecimento da produção rural na região é resultado da atuação conjunta entre os órgãos do governo. “É uma junção de esforços entre a Emater e a Seagri-DF. A Emater atua diretamente dentro das propriedades, oferecendo assistência técnica, apoiando na comercialização, nas compras governamentais e no desenvolvimento da agroindústria”, explicou. Para os produtores que serão beneficiados, o maquinário traz novas perspectivas de trabalho, como é o caso do agricultor rural Ivan Engler, de 49 anos. “Para nós isso é muito importante. Hoje muitos produtores estão descapitalizados e não conseguem comprar um equipamento desse porte para uma pequena propriedade. Muitas vezes não há recurso nem financiamento e, mesmo quando existe, a produção não consegue pagar esse investimento”, explicou. “Com esse aporte repassando os equipamentos para cooperativas e associações, a produção fica mais viável e mais barata. Além disso, é uma garantia de que teremos máquinas novas e produtivas para que a produção não pare no campo”, afirmou Ivan. Impacto Em 2025, as ações de infraestrutura no campo já resultaram na recuperação de 1.700 quilômetros de estradas coletivas, além de 248 quilômetros atendidos pelo programa Porteira para Dentro. Também foram executadas obras de infraestrutura viária, com a construção de 325 peitos de pombo, a recuperação de 115 bolsões e a implantação de outros 713. As frentes de mecanização somam 1.781 horas de trabalho com retroescavadeira e 3.761 horas com motoniveladora. No apoio à infraestrutura hídrica, foram instalados 9,5 quilômetros de tubulações, recuperados 3,7 quilômetros de canais e implantados 55 tanques lonados com capacidade de 430 m³, que beneficiou 247 propriedades rurais. A iniciativa também fortalece a agricultura familiar, que representa cerca de 60% dos produtores rurais do DF. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), o Distrito Federal conta atualmente com 23.199 produtores rurais ativos, sendo 10.042 agricultores familiares, organizados em 313 associações e 38 cooperativas, que reúnem aproximadamente 583 participantes. Somente em 2025, a Emater prestou atendimento a 122 associações e 24 cooperativas.
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No iLab Segurança 2026, DF apresenta modelo de integração na busca e localização de pessoas desaparecidas
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Câmara técnica de proteção social às mulheres para qualificar atendimento à população é lançada
Fortalecer as agendas institucionais, ampliar a defesa e promoção dos direitos das mulheres e capacitar as servidoras sobre questões de gênero são os objetivos da câmara técnica de proteção social às mulheres lançada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) nesta sexta-feira (6). O anúncio foi feito em evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher, com início das atividades do grupo formado por trabalhadoras da assistência social. Conforme explica a assessora técnica da Subsecretaria de Assistência Social (Subsas), Loyde Cardoso, o grupo foi criado especificamente para tratar da proteção social das mulheres, pela importância do tema no contexto social do Distrito Federal e da secretaria. “Pensar a questão social relacionada às mulheres e a questão de gênero específico é muito importante em uma sociedade em que elas são sobrecarregadas, sofrem diversos tipos de violência, seja física, seja psicológica. Vamos pensar e estudar a respeito dessas questões para combatê-las”, afirmou. O programa terá como base três eixos: debates, diagnósticos e capacitações | Foto: Divulgação/Sedes-DF [LEIA_TAMBEM]A instância possui três eixos: debates em que são construídas de forma coletiva estratégias de proteção às mulheres, diagnósticos para entender as necessidades e aprimorar a rede socioassistencial e capacitações permanentes em direito das mulheres e diversidade. O grupo é composto por 14 servidoras, com reuniões quinzenais. O evento também marcou o lançamento da capacitação permanente em direitos das mulheres e diversidade. Batizado com o nome de Tramela Aberta, em referência à abertura de portas, ele vai ter início no dia 18 deste mês, em ciclos de sete encontros remotos e um presencial, sempre renovando as metodologias utilizadas. O projeto pretende aprofundar os estudos e a aplicação prática de temas relacionados aos direitos das mulheres e enfrentamento das violências, qualificando as servidoras que trabalham nas unidades socioassistenciais. “Esse é um grande passo para fortalecer e promover os direitos das mulheres dentro e fora dos equipamentos públicos. A ideia é capacitar os servidores, construir uma rede integrada para que eles possam atender e dar suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade que buscam nossas unidades, nossos serviços”, aponta a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. *Com informações da Sedes-DF
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