Resultados da pesquisa

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Dores causadas por trabalho repetitivo batem recorde no DF e acendem alerta para prevenção

“Debilitante.” É assim que Rosiane Matos de Sousa descreve a dor que sente há cerca de quatro meses. Recepcionista, ela passa a maior parte do dia sentada em frente ao computador. Após consulta com ortopedista e realização de exames, recebeu o diagnóstico de distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (Dort), popularmente conhecido como lesão por esforço repetitivo (LER). “Eu tive três filhos de parto normal e essas dores são como se eu tivesse tido outros três. Quando ataca, eu não consigo me mover”, relata. Neste sábado (28), é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Dort. Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram que as notificações da condição vêm crescendo de forma acelerada. Foram 62 casos registrados em 2022. Em 2023, o número saltou para 699. Em 2024, chegou a 1.235 e, em 2025, atingiu 1.694 ocorrências, o maior volume já registrado. O Dort está diretamente relacionado às atividades profissionais e provoca dor em músculos, tendões, articulações e nervos | Fotos: Divulgação/IgesDF O Dort está diretamente relacionado às atividades profissionais e provoca dor em músculos, tendões, articulações e nervos. A principal causa é a repetição constante de movimentos associada a posturas inadequadas e falta de ergonomia no ambiente de trabalho. Entre os sintomas mais comuns estão dor persistente, formigamento, dormência, sensação de peso, rigidez, perda de força nas mãos, punhos, ombros ou coluna, além de inchaço e inflamação. A fisioterapeuta do Hospital de Base do Distrito Federal, Ronara Mangaravite, explica que o problema atinge principalmente trabalhadores que exercem funções administrativas ou permanecem longos períodos na mesma posição. “As regiões do pescoço, costas e membros superiores já são naturalmente tensionadas para sustentar a cabeça e a coluna. Quando essa tensão se soma à falta de ergonomia, o risco de desenvolver o Dort aumenta”, afirma. Prevenção começa na rotina O Dort pode ser evitado com medidas simples, como prática regular de atividade física, pausas durante o expediente e ajustes na altura da cadeira, mesa e monitor. Manter apoio adequado para braços e costas também é fundamental. “Se a pessoa passa 12 horas sentada na mesma posição, na frente de um computador, muitas vezes ela nem percebe que está inadequada. Essa repetição diária, ao longo de meses, pode lesionar qualquer pessoa” Ronara Mangaravite, fisioterapeuta “Se a pessoa passa 12 horas sentada na mesma posição, na frente de um computador, muitas vezes ela nem percebe que está inadequada. Essa repetição diária, ao longo de meses, pode lesionar qualquer pessoa”, orienta a fisioterapeuta. Quando não tratado, o problema pode evoluir para tendinites, rupturas musculares e dores crônicas. “Essas lesões são tratáveis e curáveis, mas acontecem justamente porque a pessoa não se prepara fisicamente para aquela rotina de trabalho”, completa. O tratamento envolve medicamentos, fisioterapia e exercícios de fortalecimento muscular para evitar que a dor retorne. Em casos mais graves, pode haver indicação cirúrgica. O cuidado com a saúde mental também é importante, já que o estresse contribui para o  aumento da tensão muscular. “O trabalho da fisioterapia é devolver a função para a pessoa e dar condições de trabalhar. Vamos desinflamar, alongar, fazer correções. Mas esse processo precisa ser associado a exercícios contínuos. Se a repetição voltar sem preparo, o Dort pode reaparecer”,  explica. Paciente de Dort, Rosiane Matos de Sousa afirma que a fisioterapia tem sido essencial para aliviar as crises Rosiane afirma que a fisioterapia tem sido essencial para aliviar as crises. “É o que mais me estabiliza. Sempre saio das sessões muito bem, mas quando volto a trabalhar, as dores reaparecem”, desabafa. A orientação é procurar atendimento médico ao perceber sintomas persistentes. O diagnóstico precoce evita agravamentos e permite que o tratamento seja iniciado de forma adequada. *Com informações do IgesDF

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Mais de mil pessoas já participaram de audiências públicas nos restaurantes comunitários do DF

Um evento que se consolida como canal entre a população e o Governo do Distrito Federal (GDF). Assim pode ser definido o Papo Social com Você. A iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) chegou à 8ª edição nesta quinta-feira (26) no Restaurante Comunitário do Paranoá, quando atingiu a marca de mais de mil participantes. Presidido pela própria secretária da Sedes-DF, Ana Paula Marra, o encontro tem como intuito principal abordar os serviços dos restaurantes comunitários e questões sobre o Programa Prato Cheio. Entretanto, a audiência pública também é aberta para demais questões como acolhimento a população em situação de rua, benefícios sociais e atendimentos nas unidades, entre outros. No Paranoá, os principais debates envolveram tempero das refeições, segurança nos arredores das unidades, quantidade de alimento e atendimento preferencial. “Nossa ideia tem sido ouvir o máximo de pessoas possível para que possamos ver os pontos mais recorrentes para que atuemos com prioridade, o que não quer descarta o acolhimento das demais demandas”, destacou Ana Paula Marra. “Além das equipes dos restaurantes, estamos com representantes do Cras e do Gabinete. Nosso objetivo é sempre dar o devido encaminhamento a todos os assuntos”, complementou a gestora. Presidido pela própria secretária da Sedes-DF, Ana Paula Marra, o encontro tem como intuito principal abordar os serviços dos restaurantes comunitários e questões sobre o Programa Prato Cheio | Foto:  Durante o bate-papo desta quinta-feira, a fala do aposentado Waldomiro Rocha chamou muito a atenção. Aos 86 anos e com diabetes, ele revelou o tema de sua última consulta com o médico. “Ele perguntou qual dieta eu estava fazendo. Daí respondi que frequento o restaurante comunitário há oito anos e, atualmente, faço as três refeições aqui. Na hora, ele me recomendou: ‘Continue, pois seus exames estão ótimos’”. Já a administradora de empresas Daniele Alves abordou em um assunto importante. “Eu queria dizer que estou muito feliz com a notícia do concurso público da Sedes-DF. Já estou estudando e espero que o edital seja publicado logo”, comemorou. Em resposta, a secretária ressaltou que a fase de escolha da banca organizadora está bem adiantada e, nos próximos dias, será publicada no Diário Oficial do DF. “Pessoal, nós convocamos mais de mil aprovados no concurso passado. Esse novo certame que vamos lançar vem para reforçar ainda mais nossos quadros e, consequentemente, o atendimento ao cidadão que mais precisa”, enfatizou Ana Paula Marra. A 9ª edição do Papo Social com Você será realizada na terça-feira (3), no Riacho Fundo II. Nesta mesma semana, estão previstos outros encontros no Gama e em Planaltina, com datas a confirmar.   *Com informações da Sedes-DF

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Centro Olímpico e Paralímpico de Santa Maria celebra 14 anos formando atletas e cidadãos

Quando Eduardo Vasconcelos chegou ao Centro Olímpico e Paralímpico (COP) de Santa Maria, aos 8 anos de idade, ele buscava na natação uma forma de reabilitação. A modalidade que o levaria à Seleção Brasileira de bocha paralímpica ainda nem existia no espaço. Com o apoio dos professores e muita persistência, aquele início improvisado se transformou em uma trajetória de alto rendimento, construída dentro do equipamento público que completa 14 anos em 2026. “Eu comecei no Centro Olímpico sem saber que aquilo ali mudaria toda a minha vida. A bocha nem existia ainda, a gente não tinha material, adaptava tudo e aprendia treinando. Mas foi ali que eu me descobri como atleta e como pessoa”, relembra Eduardo, hoje integrante da Seleção Brasileira de Jovens, com títulos pan-americanos e vice-campeonato mundial individual e por equipes. Ao longo dessa trajetória, o esporte se tornou também uma ferramenta de autonomia e desenvolvimento para o atleta, que convive com paralisia cerebral e encontrou na bocha um caminho de expressão, competição e crescimento pessoal. Hoje, aos 22 anos, Eduardo representa o Brasil em competições internacionais e carrega no currículo experiências que começaram ainda na infância, dentro do COP Santa Maria. 14 anos transformando vidas Aos 22 anos, Eduardo representa o Brasil em competições internacionais e carrega no currículo experiências que começaram ainda na infância, dentro do COP Santa Maria | Foto: Divulgação/SEL-DF O Centro Olímpico e Paralímpico de Santa Maria celebra seus 14 anos como um dos principais equipamentos públicos de esporte e inclusão social do Distrito Federal. A data será comemorada com uma programação especial aberta à comunidade, reforçando o papel do espaço na promoção do acesso ao esporte, ao lazer e à formação cidadã. Atualmente, o COP Santa Maria atende a 4.788 beneficiários, a partir dos 4 anos de idade, incluindo pessoas com deficiência (PcD), idosos e públicos em situação de vulnerabilidade social. O equipamento funciona nos turnos matutino, vespertino e noturno e conta com estrutura completa, como quadras poliesportivas, ginásio, piscina, pista de atletismo, sala de lutas e espaços voltados às atividades esportivas e educativas. Coordenado pela Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF), o COP Santa Maria conta com a parceria do Instituto Idecace na gestão pedagógica das atividades. O projeto desenvolve ações que vão além da prática esportiva, integrando esporte, educação e desenvolvimento humano, com foco em valores como disciplina, respeito, convivência e trabalho em equipe. “O COP Santa Maria é um exemplo claro de como o investimento em esporte público transforma vidas. A história do Eduardo representa centenas de crianças e jovens que encontram aqui não apenas uma modalidade esportiva, mas oportunidade, pertencimento e perspectiva de futuro. Quando investimos nos centros olímpicos e paralímpicos, estamos investindo em inclusão, cidadania e no desenvolvimento humano do Distrito Federal”, destaca o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira. “O COP Santa Maria é um exemplo claro de como o investimento em esporte público transforma vidas. A história do Eduardo representa centenas de crianças e jovens que encontram aqui não apenas uma modalidade esportiva, mas oportunidade, pertencimento e perspectiva de futuro. Quando investimos nos centros olímpicos e paralímpicos, estamos investindo em inclusão, cidadania e no desenvolvimento humano do Distrito Federal” Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer do DF “O que celebramos nestes 14 anos vai muito além da estrutura física. Celebramos trajetórias, conquistas e sonhos que começaram dentro de um equipamento público. Nosso compromisso é seguir ampliando o acesso e fortalecendo políticas que garantam que mais histórias como essa continuem nascendo nos nossos COPs”, acrescenta o secretário. Entre as modalidades oferecidas estão futebol, atividade física orientada, basquetebol, capoterapia, dança, desenvolvimento motor I e II, futebol society, futevôlei, futsal, ginástica localizada, hidroginástica, jiu jítsu, judô, karatê, natação, projeto Futuro Campeão de Basquete, taekwondo e voleibol. Para o público do ensino especial são disponibilizadas atividades adaptadas, como bocha, hidroginástica e estimulação global, garantindo inclusão e acessibilidade às práticas esportivas. “O Centro Olímpico foi onde tudo começou para mim. Mais do que treinar, ali eu tive oportunidade de aprender, de errar, de evoluir e de acreditar que meu talento podia me levar mais longe. Foi um espaço que abriu portas e me mostrou que eu podia sonhar grande. Cada orientação e cada incentivo fizeram diferença na construção do meu futuro. Se hoje eu cheguei à Seleção Brasileira, é porque lá atrás alguém investiu em mim e no meu potencial”, narra Eduardo Vasconcelos. Para o presidente do Instituto Idecace, Wilson Cardoso, o aniversário do equipamento simboliza o alcance de uma política pública consistente. “O COP Santa Maria é um espaço de transformação. Aqui, o esporte é ferramenta de inclusão, educação e fortalecimento da comunidade. Celebrar esses 14 anos é reafirmar o compromisso com uma política pública que muda realidades”, afirma. A comemoração ocorrerá no sábado (7), das 8h às 12h, no próprio COP Santa Maria, com programação voltada às famílias e à comunidade local. Estão previstas apresentações artísticas, bolo comemorativo, pipoca e atividades recreativas, como pula-pula, piscina de bolinhas e tobogã inflável. Serviço 14º aniversário do COP Santa Maria  Data: sábado, 7 de março Horário: 8h às 12h  Local: Centro Olímpico e Paralímpico de Santa Maria – Quadra Central 3 Área Especial 4, Santa Maria Norte Realização: Secretaria de Esporte e Lazer do DF e Instituto Idecace   *Com informações da SEL-DF

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Operação Sossego combate a poluição sonora no trânsito em São Sebastião

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, na noite desta quinta-feira (26), mais uma edição da Operação Sossego, desta vez, em São Sebastião. Durante 1h15 de operação, os agentes flagraram nove condutores com a CNH vencida há mais de 30 dias, sete inabilitados, dois dirigindo sob efeito de álcool e um conduzindo veículo em categoria diferente da permitida em sua habilitação. A fiscalização identificou, ainda, seis motocicletas com o sistema de iluminação irregular, duas motocicletas com escapamento alterado, duas placas em desacordo com as especificações do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), um veículo com característica alterada, um farol queimado, uma infração por uso de celular ao volante, uma por desrespeito à faixa de pedestre e uma por luz de placa inoperante e três por infrações por motivos diversos. A Operação Sossego foi realizada em São Sebastião na noite de quinta-feira (26) | Foto: Divulgação/Detran-DF [LEIA_TAMBEM]Destaque da operação Durante a ação, os agentes identificaram uma motocicleta com último licenciamento pago em 2021 e débito acumulado de R$ 12.047,01, dos quais R$ 9.702,71 são referentes a multas. A Operação Sossego tem como objetivo retirar de circulação motocicletas com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante, além de coibir condutas que coloquem em risco a segurança no trânsito. *Com informações do Detran-DF  

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Doenças raras na infância: a ciência e a integralidade do cuidado pediátrico no Hospital da Criança de Brasília

A trajetória de Jakeline Carvalho, mãe de Júlia Bonfim, de 10 meses, tem sido marcada por um percurso de incertezas. A pequena já enfrentou dias de internação e exames de nomes complexos até que os médicos do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) chegassem ao diagnóstico de histiocitose de células de Langerhans (HCL) — doença rara que acomete cerca de 8,9 por milhão de crianças menores de 15 anos. O que inicialmente foi interpretado como dermatite neonatal comum revelou-se, meses depois, um quadro complexo que exigia intervenção imediata. Em alusão ao Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado em 28 de fevereiro, o hospital lança luz sobre histórias como a de Jakeline e Júlia, que personificam o desafio de milhares de famílias em busca de diagnóstico e tratamento. Diagnosticada com histiocitose de células de Langerhans (HCL), a pequena Júlia Bonfim, de 10 meses, é paciente do HCB | Foto: Divulgação/HCB Os primeiros sinais de que algo incomum ocorria com Júlia surgiram logo após o nascimento, em Luís Eduardo Magalhães (BA): lesões na pele com crostas, assaduras severas e resistentes a tratamentos tópicos convencionais. A ausência de recursos avançados na cidade de origem levou a suspeitas imprecisas, que variaram de escabiose (sarna) a caxumba. A estabilização do quadro só ocorreu após a família buscar ajuda na capital federal. Elas chegaram à emergência do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e foram transferidas para o HCB, unidade de alta complexidade da saúde do Distrito Federal, referência nacional no cuidado de crianças com doenças raras e complexas, incluindo câncer infantil, atrofia muscular espinhal (AME) e fibrose cística, que cumpre papel fundamental na oferta de meios diagnósticos precisos e no tratamento especializado a milhares de pacientes. No Hospital da Criança, a investigação voltou-se para doenças hematológicas. A HCL, que se comporta como um câncer, em Júlia apresentou-se de forma multissistêmica: atingiu pele, linfonodos, fígado e baço. O diagnóstico de uma doença rara é, para muitas famílias, o fim de uma peregrinação por respostas e o início de uma nova e complexa realidade O diagnóstico de uma doença rara é, para muitas famílias como a de Jakeline, o fim de uma peregrinação por respostas e o início de uma nova e complexa realidade. No Sistema Único de Saúde (SUS), a estruturação de políticas públicas baseadas em linhas de cuidado tem se mostrado essencial para a garantia de direitos das pessoas com doenças raras. Segundo Simone Miranda, diretora de Práticas Assistenciais do HCB, na unidade a estratégia voltada às “crianças raras” vai além do tratamento clínico, estruturando-se a partir de um ecossistema que integra suporte laboratorial de ponta ao acolhimento familiar. No cenário da saúde pública brasileira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde definem como rara a condição que afeta até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. Estima-se que 13 milhões de brasileiros convivam com alguma das mais de 8 mil doenças catalogadas. O desafio é predominantemente pediátrico: 75% dos casos manifestam-se na infância, e a busca pelo diagnóstico correto pode levar, em média, de quatro a cinco anos — período crítico para intervenções capazes de alterar o prognóstico. Para a médica Renata Sandoval, coordenadora de Genética Clínica do HCB, a prática exige reconhecer padrões e excluir o comum. “Na área de saúde, somos ensinados a observar padrões. Só que existem coisas menos comuns, o que não quer dizer que não aconteçam”, afirma. Segundo a geneticista, é próprio da prática médica reconhecer padrões e conduzir o raciocínio de exclusão do que é mais comum. O médico avalia um conjunto de sinais e sintomas que levarão a hipóteses diagnósticas, para não deixar passar o que seria mais provável. A partir disso, planeja como confirmar a hipótese. “Só que, se eu sou treinada a ver o mais comum, eu não consigo reconhecer o que eu não conheço.” "Quando se inicia o tratamento de uma criança com doença rara, tendo clareza sobre seu diagnóstico, é possível instituir a linha de tratamento mais adequada e evitar complicações relacionadas à doença" Simone Miranda, diretora de Práticas Assistenciais do HCB A profissional acrescenta que essa jornada em busca de respostas pode ser dispendiosa não apenas para o paciente, submetido a inúmeros exames, mas para todo o núcleo familiar. “O grande problema é que as pessoas com doenças raras, elas são ‘órfãs’; passam, às vezes, por uma odisseia de diagnósticos, e por vários profissionais, mas por quê? Porque as pessoas, às vezes, não reconheceram aquele padrão e não planejaram um meio para confirmar aquele diagnóstico”, explica Sandoval. A rede pública de saúde do Distrito Federal consolidou-se como referência nacional ao oferecer um dos maiores programas de triagem neonatal do país, testando cerca de 50 patologias no teste do pezinho, com perspectiva de ampliação. O diagnóstico precoce é o primeiro passo para consolidar uma linha de cuidado especializada a esses pacientes. Prestes a celebrar o primeiro ano de vida da pequena Júlia, Jakeline aconselha outros pais: “Procurem um centro de referência. Tenham paciência e entreguem nas mãos certas. Eu tenho esperança”. Diagnóstico individualizado O HCB utiliza a pesquisa translacional para proporcionar resposta terapêutica mais adequada aos pacientes, realizando uma aliança entre a racionalidade clínica empregada pelos médicos à beira do leito e o rigor da pesquisa científica laboratorial. Dessa maneira, a abordagem translacional identifica a condição raiz da saúde da criança, evitando que ela seja submetida a protocolos que, mesmo avalizados mundialmente, podem não surtir o efeito esperado no tratamento de uma doença rara. “Quando se inicia o tratamento de uma criança com doença rara, tendo clareza sobre seu diagnóstico, é possível instituir a linha de tratamento mais adequada e evitar complicações relacionadas à doença”, explica Simone Miranda. “Os protocolos mundiais sugerem linhas de tratamento sequenciais, que progridem ou se modificam a partir das respostas observadas. Com o diagnóstico molecular, é possível identificar doenças com alta precisão e precocidade, e iniciar diretamente com o tratamento personalizado para a condição daquela criança.” Segundo o farmacêutico bioquímico responsável técnico pelo Biobanco do HCB, Agenor Júnior, a estratégia do Laboratório de Pesquisa Translacional (LPT) da unidade é otimizar recursos sem perder profundidade: utiliza-se desde técnicas custo-efetivas, como o PCR (teste de biologia molecular) e a citometria de fluxo, até o sequenciamento de nova geração (NGS) para casos de alta complexidade. “O diagnóstico é difícil porque a doença é rara. Muitas vezes não temos a situação pronta; usamos técnicas relacionadas à pesquisa científica para descrever um caso que é único no mundo”, explica o pesquisador. Para além da técnica, existe impacto profundo na saúde pública e na vida das famílias. Um diagnóstico preciso interrompe ciclos de tratamentos ineficazes e abre portas para terapias acionáveis — medicamentos que atacam exatamente a falha genética ou metabólica identificada. “Nada é mais angustiante do que ter um filho sem um diagnóstico específico. Quando ‘corremos atrás’ desse diagnóstico em profundidade, criamos segurança para o médico e para a família”, destaca. Jakeline Carvalho, mãe de Júlia, só conseguiu receber o diagnóstico da filha quando saiu de Luís Eduardo Magalhães (BA) e buscou ajuda na capital federal Alta complexidade O Hospital da Criança de Brasília é um centro de assistência à saúde infantil de alta complexidade, o que, no contexto da cronicidade das doenças raras, estabelece atenção às necessidades individuais de cada caso e cuidado multidisciplinar. Na unidade, o paciente que passa por tratamento em alguma das especialidades atendidas tem acesso a serviços como odontologia, psicologia, nutrição e reabilitação, entre outros, sem a necessidade de novos encaminhamentos ou regulação externa. No entanto, o componente humano sustenta a adesão ao tratamento. O momento da notícia sobre o diagnóstico é descrito por Simone Miranda como ponto de inflexão que exige equipe multidisciplinar preparada. “Saber que seu filho, que até então você imaginava que seria uma criança saudável, tem uma condição grave, complexa e para o resto da vida, é impactante. Por isso, o diagnóstico é um momento de acolhimento e conta com o apoio da psicologia e do serviço social”, destaca a diretora. [LEIA_TAMBEM]Outro importante pilar do atendimento ofertado pelo hospital é a educação em saúde. Enfermeiros de referência capacitam os cuidadores e os próprios pacientes para a continuidade do cuidado em casa. Portanto, o acompanhamento assistencial dispensado às crianças com doenças raras não termina com a alta hospitalar. “Essa linha não envolve só a criança, envolve sempre a criança e a família. O cuidado da criança com doença rara e complexa no HCB vai até a transição para o ambulatório de adulto”, explica a diretora. Essa continuidade é crucial para garantir acompanhamento ao longo da vida e minimizar lacunas no tratamento. Essa abordagem também se estende à árvore genealógica. Como cerca de 80% das doenças raras têm origem genética, a investigação realizada pelos profissionais do HCB alcança pais e irmãos do paciente, mesmo os assintomáticos. O aconselhamento genético é etapa obrigatória no fluxo de atendimento. Nesse sentido, “o diagnóstico é ampliado para toda a família. O geneticista explica de onde veio a doença, qual gene veio de cada progenitor e as chances de recorrência em futuros filhos. Isso muda a trajetória de planejamento dessa família”, afirma Miranda. As “pessoas raras” refletem a necessidade de integração dos diversos componentes do SUS, da atenção básica ao cuidado especializado, com ênfase na qualidade do diagnóstico, na articulação de serviços e na participação ativa da família, fatores essenciais para melhorar resultados em doenças de baixa prevalência, mas de alto impacto social. Os esforços do Hospital da Criança de Brasília reafirmam o papel da rede pública de saúde do DF como protagonista na atenção a condições de alta complexidade, com impacto direto na vida de milhares de crianças que, apesar da raridade de suas condições, merecem acesso digno a diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília (HCB)

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Evento apresenta oportunidades profissionais no setor de energias renováveis a 200 jovens de Ceilândia

A Secretaria da Juventude do Distrito Federal (Sejuve-DF) promoveu, na última sexta-feira (27), o evento Transição Energética: O Futuro é a Sua Carreira, em parceria com a Neoenergia Brasília. A iniciativa reuniu 200 estudantes da rede pública de ensino de Ceilândia com o objetivo de apresentar oportunidades profissionais relacionadas à substituição de fontes de energia fósseis por energias renováveis, movimento essencial para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção da sustentabilidade. Durante o encontro, foram debatidos temas como energia solar, energia eólica, inovação tecnológica e as novas profissões que estão transformando o mercado de trabalho em todo o mundo. O evento também destacou como a juventude pode se capacitar para atuar em setores estratégicos da economia verde, ampliando perspectivas de emprego e geração de renda em áreas alinhadas ao desenvolvimento sustentável. André Kubitschek: "A transição energética está revolucionando o mercado de trabalho e abrindo um caminho real para emprego, geração de renda e perspectiva de futuro" | Foto: Divulgação/Sejuve-DF “A transição energética está revolucionando o mercado de trabalho e abrindo um caminho real para emprego, geração de renda e perspectiva de futuro. Hoje, há uma alta procura por profissionais qualificados, como eletricistas e eletrotécnicos, e esse evento foi uma grande oportunidade para que esses jovens conhecessem as possibilidades que já estão surgindo nesse novo cenário”, destacou o secretário da Juventude, André Kubitschek. Para a superintendente de Relações Institucionais da Neoenergia, Juliana Pimentel, essa parceria reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável e com a construção de um futuro mais justo, limpo e inclusivo para o DF. [LEIA_TAMBEM]“Para a Neoenergia, investir em educação e conscientização é investir no futuro do país. A transição energética só será efetiva se as pessoas, especialmente os jovens, estiverem preparadas para protagonizar esse processo. Ao promover esse diálogo com estudantes da rede pública, mostramos que a economia verde já é uma realidade, com oportunidades concretas de formação, inovação e geração de emprego”, afirma a executiva. Um dos grandes diferenciais da programação foi a visita ao caminhão de eficiência energética, realizada simultaneamente a uma dinâmica interativa de perguntas e respostas, conduzida no auditório, proporcionando aos participantes uma experiência prática e participativa sobre o tema. *Com informações da Secretaria de Juventude  

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Detran-DF realiza Operação Sossego em São Sebastião

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Encontro reforça base científica para manejo de capivaras no DF

O 1º Workshop sobre Febre Maculosa no Contexto de Saúde Única, nesta sexta-feira (27), na Universidade Católica de Brasília (UCB), marcou um avanço importante na integração entre ciência, gestão ambiental e saúde pública no Distrito Federal. O encontro reuniu especialistas, pesquisadores e representantes do poder público para discutir estratégias de prevenção e vigilância da febre maculosa sob a perspectiva da Saúde Única. O evento integra o projeto estruturante de monitoramento, identificação e manejo de capivaras e carrapatos no DF, conhecido como Capivaras DF, que é uma parceria entre o Instituto Brasília Ambiental, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), a Secretaria de Saúde (Ses-DF) e a Universidade Católica de Brasília. A finalidade do trabalho conjunto é entender melhor as dinâmicas de capivaras e carrapatos no DF, de forma a trazer informações sólidas à população, bem como estratégias de ação. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou a importância da atuação conjunta entre diferentes áreas do governo: “Quando trabalhamos sob a perspectiva da Saúde Única, fortalecemos a prevenção, protegemos a população e cuidamos do nosso meio ambiente de forma responsável e estratégica”. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, ressaltou o papel da ciência no apoio à tomada de decisões: “O projeto é fundamental para orientar decisões técnicas e garantir o manejo adequado da fauna, sempre com responsabilidade ambiental e foco na saúde pública”. O evento integra o projeto estruturante de monitoramento, identificação e manejo de capivaras e carrapatos no DF | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental O auditor fiscal da Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon) do Brasília Ambiental, Fernando Medeiros, que integra a Comissão de Gestão da Parceria, ressaltou o fomento à pesquisa proporcionado pela iniciativa. “O workshop faz parte desse termo de colaboração que o Brasília Ambiental lançou justamente para fomentar essa pesquisa. Então, o Instituto lançou o edital, e a Universidade Católica de Brasília venceu. O estudo busca entender se há superpopulação de capivaras, qual o risco de disseminação da doença e as soluções de manejo mais adequadas. Ao final, teremos subsídios técnicos para avaliar medidas como barreiras físicas, esterilização ou outras estratégias de manejo”, explicou. Estrutura do projeto De acordo com a coordenadora geral do projeto pela UCB, Morgana Bruna, a iniciativa conta com uma estrutura multidisciplinar que integra pesquisa acadêmica e gestão pública. “O projeto reúne coordenação geral e coordenadores de eixo, bolsistas do projeto tanto os de apoio técnico quanto os de iniciação científica e voluntários. Também contamos com representantes dos órgãos que fazem a gestão desse projeto, como o Brasília Ambiental, a Secretaria de Saúde e a Secretaria do Meio Ambiente, que participam do conselho responsável pelo acompanhamento governamental do projeto”, esclareceu. Contribuição científica O professor e pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ), Felipe Krawczack — que atua como pesquisador de suporte desde a concepção do projeto —, destacou o papel do workshop no fortalecimento do conhecimento técnico. “O objetivo do workshop foi falar sobre a febre maculosa brasileira no contexto de Saúde Única, contribuir com o projeto e esclarecer dúvidas de pesquisadores, professores, alunos e profissionais da Secretaria de Saúde do DF, da Secretaria do Meio Ambiente e do Brasília Ambiental. Discutimos o que é a febre maculosa, como ela é transmitida, como é feito o diagnóstico e quando devemos nos preocupar, para levar informação correta à sociedade. Também debatemos a interpretação dos diagnósticos como ferramenta para fortalecer a prevenção e a vigilância dessa doença que envolve o carrapato, a capivara e uma bactéria com potencial de transmissão para a saúde humana”, concluiu.   *Com informações do Brasília Ambiental

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Workshop reforça base científica para manejo de capivaras no DF

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Ceilândia intensifica manutenção de vias em período chuvoso

A Administração Regional de Ceilândia, em parceria com a Novacap, segue intensificando a manutenção de vias na cidade. Somente nesta sexta-feira (27), as equipes aplicaram aproximadamente oito toneladas de massa asfáltica em pontos estratégicos, reforçando a mobilidade urbana e a segurança de motoristas e pedestres. Ao longo da semana, as frentes de trabalho contemplaram a via marginal da BR-070, que dá acesso ao Condomínio Privê Ceilândia; as quadras EQNN 1/3, 22 e 24, em Ceilândia Norte; EQNM 5/7 e 8/10, em Ceilândia Sul; vias 05 a 09 do Setor O; via da QNQ 4/5; e vias do P1 ao P4, no P Sul. Para garantir maior durabilidade do serviço, foi utilizada massa asfáltica apropriada para condições climáticas adversas, além de equipamentos como rolo compressor e caminhão térmico, que asseguram a aplicação adequada do material. Ao longo de cinco dias, aproximadamente 20 toneladas de massa asfáltica foram usadas para recuperar vias de Ceilândia | Foto: Divulgação/Administração de Ceilândia Prioridade Com o aumento das chuvas nos últimos dias, a demanda por reparos emergenciais cresceu significativamente. Segundo a Administração Regional de Ceilândia, a prioridade tem sido atender as vias principais de grande circulação, seguidas pelas vias secundárias e internas dos conjuntos habitacionais, conforme a disponibilidade de material e equipamentos fornecidos pela Novacap. [LEIA_TAMBEM]O administrador regional da cidade, Dilson Resende, destacou a importância da força-tarefa. “Com o período chuvoso, as demandas aumentam e nossa prioridade é atender situações emergenciais para assegurar mais segurança e melhor mobilidade nas vias da cidade. Estamos trabalhando diariamente, conforme a disponibilidade de material e equipamentos, para garantir respostas rápidas à população”, afirmou. Melhorias Além da recuperação asfáltica, outros serviços foram executados na cidade. Na QNO 17, na expansão do Setor O, foi realizada a desobstrução de passagem de águas pluviais, medida essencial para evitar alagamentos. Já na EQNP 28/32, no Setor P Sul, houve roçagem mecanizada, e, na Praça Pública da QNO 20, também na expansão do Setor O, foram feitos serviços de limpeza, capina e roçagem. A administração regional reforça que as equipes seguem nas ruas, monitorando pontos críticos e atuando de forma contínua para minimizar os impactos causados pelas chuvas e melhorar as condições de tráfego em toda Ceilândia. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia

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