Restaurantes comunitários ampliam acesso à alimentação no DF
Os restaurantes comunitários se consolidaram como ponto de apoio diário para quem precisa garantir as principais refeições do dia, como a dona de casa Maurícia Barbosa Nascimento, de 41 anos, que sempre almoça na unidade do Sol Nascente com a neta. Antes em situação de rua e hoje com um teto para chamar de seu, por meio do programa Morar Bem, implementado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ela relembra o período difícil e associa a mudança de vida ao acesso à moradia e à alimentação. “Tinha dia que a gente nem comia. Hoje a gente pode ter o prazer, o orgulho de dizer assim: vou levantar e tomar um café. Eu sou muito grata, porque em nenhum outro lugar você acha uma refeição dessa por esse preço. É quase grátis, você não compra nem uma balinha com 50 centavos. Aqui você toma café da manhã com fruta, café, um pãozinho com queijo, é uma maravilha, eu só tenho a agradecer. Eu ganhei até uns quilinhos”, contou, com bom humor. A neta de 8 anos, Sophia Sousa Nascimento, também elogia a comida do restaurante e tem até seu prato favorito: strogonoff. “A comida é muito boa, a gente sai satisfeito daqui”, completou. O Distrito Federal tem 17 restaurantes comunitários em funcionamento; cada um deles serve, por dia, uma média de 2,7 mil refeições | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A unidade integra a rede de 17 restaurantes em funcionamento no Distrito Federal, que servem, por dia, uma média de 2,7 mil refeições cada. Apenas em janeiro foram mais de 1,4 milhão de refeições e, em 2025, o total chegou a 16,9 milhões, sendo 1,9 milhão destinado à população em situação de rua. O investimento anual do GDF na rede é em torno de R$ 96 milhões. A refeição, que chegou a custar R$ 3 em 2015 e R$ 2 em 2016, hoje é oferecida ao preço de R$ 1. Outro avanço foi a ampliação do cardápio e do atendimento dos espaços. Atualmente, 13 restaurantes comunitários funcionam de domingo a domingo, incluindo feriados, com a oferta de café da manhã e jantar pelo valor de R$ 0,50 cada. Nessas unidades, a população tem acesso a três refeições pelo total de apenas R$ 2. Atualmente, o café da manhã, o almoço e o jantar são servidos em Arniqueira, Brazlândia, Gama, Itapoã, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia (Rorizão), Santa Maria, Sobradinho, Sol Nascente/Pôr do Sol e Varjão. Os espaços Ceilândia (DJ Jamaika), Estrutural e Sol Nascente servem café da manhã e almoço. Os cardápios podem ser acessados neste site. A dona de casa Maurícia Barbosa Nascimento sempre almoça no Restaurante Comunitário do Sol Nascente: "Eu sou muito grata, porque em nenhum outro lugar você acha uma refeição dessa por esse preço. É quase grátis" Desde 2019, foram inaugurados quatro restaurantes comunitários, localizados em Samambaia Expansão, Sol Nascente/Pôr do Sol, Arniqueira e Varjão. Outros espaços foram reformados com o objetivo de aprimorar a estrutura e melhor receber a população, com reparos executados nas unidades de Sobradinho, Gama, Paranoá, Santa Maria, Samambaia e Planaltina. Atualmente, os serviços estão em andamento no equipamento da Estrutural. A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, declarou que o combate à fome é uma prioridade do GDF, apontando a redução dos valores das refeições, a inauguração e ampliação de unidades, além das reformas, como ações práticas de atenção ao tema. “Todo esse empenho foi premiado com o primeiro lugar nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome, que é o reconhecimento de trabalho e investimento consistentes para os que mais precisam", destacou. Ao lado do esposo, Telma Moreira da Silva frequenta regularmente a unidade do Sol Nascente: "A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom e acessível" Mudança de verdade Na visão da comunidade, a mudança é prática, com as refeições principais garantidas: mesmo com o bolso vazio, o estômago estará cheio. O pedreiro José Estácio Filho, 55, frequenta o Restaurante Comunitário do Sol Nascente todos os dias desde que a unidade foi inaugurada na região, há três anos. Ele conta que o espaço faz parte da sobrevivência dele e de outros moradores da cidade. “Funciona de domingo a domingo, tem café da manhã, almoço e jantar. O atendimento é maravilhoso, uma atenção completa para a gente. E a comida é uma delícia”, destacou. A esposa de José, Telma Moreira da Silva, 46, observa a mudança de realidade de quem chega ao local, muitas vezes sem ter o que comer em casa. Para a dona de casa, o restaurante representa uma alternativa segura e acessível. “A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom e acessível. Tanta gente que não tem o que comer vem aqui, come e sai satisfeita”, observou. Morando há um ano na região após receber habitação pelo programa do GDF Morar Bem, a dona de casa Jacqueline de Santana Ribeira, 48, passou a incluir o restaurante na rotina da família. Ela diz que a refeição ajuda a equilibrar o orçamento: “A maioria dos dias a gente vem almoçar aqui, porque além de ser uma refeição completa, é econômico. Tomamos café da manhã, almoçamos e ainda levo marmita. Alimenta toda a família com qualidade”. Jacqueline de Santana Ribeira, dona de casa: "A maioria dos dias a gente vem almoçar aqui, porque além de ser uma refeição completa, é econômico" Atenção aos mais vulneráveis Mesmo para aqueles que não conseguem pagar os R$ 2 que englobam as três refeições, há um cadastro que atende aqueles em vulnerabilidade social. Com o objetivo de alcançar ainda mais pessoas, durante a pandemia de 2020 o governo garantiu o direito à alimentação sem custo nas unidades para a população em situação de rua. O número de refeições servidas a esse público subiu de 200 mil em 2021 para 1,2 milhão em 2024. Até abril de 2025 foram servidas mais de 550 mil refeições para pessoas em situação de rua. Hoje, as pessoas em vulnerabilidade social podem ter acesso a qualquer uma das refeições disponíveis nos restaurantes comunitários de forma gratuita. [LEIA_TAMBEM]Em 2025, os 18 restaurantes comunitários ofereceram mais de 17 milhões de refeições — cerca de 3 milhões a mais que no ano passado e mais que o dobro do total registrado em 2019. Em 2024, foram ofertadas 14 milhões de refeições, enquanto em 2019 foram 6,55 milhões de pratos. Todos os equipamentos estão sob gestão da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Subsan). Líder comunitário e gerente da unidade do Sol Nascente, Márcio Oliveira acompanha o funcionamento do espaço e o perfil das famílias atendidas. Ele afirma que o restaurante é parte essencial da rede de proteção social na região: “É uma ferramenta nesse sentido, eu classifico ele até como a vida da população, porque se você não se alimenta, você não tem vida, não tem saúde. Esse equipamento trouxe o direito à alimentação nesses três anos de existência e a gente, como liderança comunitária, percebe isso no dia a dia das famílias. A população está mais feliz, com mais gratidão. É uma política pública muito essencial para as periferias do Distrito Federal”.
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GDF doa três toneladas de carne a abrigo de cães e gatos
Um ato que transforma apreensão em acolhimento e fiscalização em cuidado. A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), na última semana, doou aproximadamente três toneladas de carne ao Abrigo Flora e Fauna, localizado no Núcleo Rural Ponte Alta de Baixo, no Gama. O recinto recebe cães e gatos resgatados. Os alimentos doados são produtos agropecuários apreendidos por estarem sem documentação ou inspeção sanitária obrigatória. Após rigorosa avaliação técnica, os artigos foram considerados próprios para o consumo animal e destinados a cães e gatos resgatados, muitos deles vítimas de abandono e maus-tratos. Antes de chegar ao abrigo, cada item passou pela triagem da Diretoria de Fiscalização de Trânsito, que assegura a qualidade e a segurança da doação. "A destinação correta dos produtos apreendidos mostra que fiscalização, cuidado ambiental e solidariedade caminham juntos" Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural “A defesa agropecuária existe para coibir irregularidades, mas também para assegurar que aquilo que pode ser reaproveitado, dentro da lei e dos critérios sanitários, chegue a quem precisa. Essa doação é um exemplo claro disso. Cada ação como essa reforça o compromisso do GDF com a proteção da vida, seja humana ou animal. A destinação correta dos produtos apreendidos mostra que fiscalização, cuidado ambiental e solidariedade caminham juntos”, afirma o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Para quem convive diariamente com a realidade do resgate animal, a entrega representa alívio e esperança. “Nosso consumo chega a 15 pacotes de 25 quilos de ração por dia. Essa quantidade de comida está ajudando muito”, afirma Well Fabiano, um dos responsáveis pelo abrigo. Segundo ele, além de garantir a segurança alimentar, a carne trouxe variedade à dieta dos animais. “Eles estão mais alegres por receberem um alimento nutritivo e diferente. Isso reflete diretamente na saúde e no bem-estar deles”. Em 2025, a Seagri doou 7,5 toneladas de alimentos tanto para alimentação animal, como para o consumo humano | Foto: Divulgação/Seagri-DF Essa foi a primeira doação de alimentos realizada pela Seagri-DF em 2026. Ao longo de 2025, o total de doações chegou a cerca de 7,5 toneladas — sendo aproximadamente 5 toneladas destinadas à alimentação animal e outras 2,5 toneladas ao consumo humano, beneficiando entidades e famílias em situação de vulnerabilidade. Como receber doações da Seagri-DF [LEIA_TAMBEM]Produtores, entidades e organizações interessados em receber doações destinadas à alimentação animal devem estar cadastrados junto à Seagri-DF. O cadastro pode ser solicitado pelo e-mail difit@seagri.df.gov.br, garantindo a inclusão no fluxo oficial de distribuição. Já as doações voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade são coordenadas pelo Programa de Coleta e Doação de Alimentos (PCDA), que atende a entidades socioassistenciais por meio do banco de alimentos administrado pela Ceasa-DF. As instituições interessadas podem entrar em contato pelo telefone (61) 3686-4831 e escolher a opção 3. *Com informações da Seagri-DF
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Comitê Distrital da Diversidade Religiosa divulga resultado preliminar de seleção para o biênio 2025/2027
A comissão de seleção do Comitê Distrital da Diversidade Religiosa (CDDR) divulgou o resultado preliminar do processo de escolha dos representantes da sociedade civil que irão compor o colegiado no biênio 2025/2027. A comissão foi instituída pela Portaria nº 1.226, de 22 de dezembro de 2025, tendo sido posteriormente alterada pela Portaria nº 67, de 21 de janeiro de 2026. Instituído pelo Decreto Distrital nº 37.056, o CDDR é um colegiado vinculado à área de Direitos Humanos do Governo do Distrito Federal, atualmente estruturada na Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), por meio da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial (Subdhir). O comitê é responsável por propor e fomentar ações e políticas públicas voltadas ao respeito à liberdade de crença e de convicção, ao combate à intolerância religiosa e à defesa da laicidade no Distrito Federal. A seleção atende ao item 6.5 do Edital de Chamamento Público nº 7, de 26 de agosto de 2025, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF nº 186, de 1º de outubro de 2025), que estabelece os critérios e procedimentos para composição do colegiado. O comitê é responsável por propor e fomentar ações e políticas públicas voltadas ao respeito à liberdade de crença e de convicção, ao combate à intolerância religiosa e à defesa da laicidade no DF | Foto: Jhonatan Vieira/Ascom Sejus-DF Confira o resultado preliminar das candidaturas que tiveram suas inscrições homologadas, por ordem de classificação. 1º: Fernando La Rocque Couto 2º: Roberto Alves de Almeida 3º: Márcia Torres Gargalhone 4º: Sylvio Santos Sobrinho 5º: Olímpio Ricardo Borges 6º: Aisha Angele Leandro Diane 7º: Luiz Antônio Alves do Carmo 8º: Zulmira Inês Lourena Gomes da Costa 9º: Marcelo Oliveira do Nascimento 10º: Juliana Aparecida Custódio 11º: Anísio Pereira Nogueira de Melo III 12º: Rita de Cássia B. Oliveira. De acordo com o item 6.6 do edital, candidaturas interessadas poderão interpor recurso no prazo de até cinco dias úteis, contados a partir da publicação do resultado preliminar no site da Sejus-DF. Os recursos deverão ser apresentados na Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e Igualdade Racial (Subdhir), localizada no SAAN, Trecho 1, Edifício da Secretaria da Criança, 3º andar, sala da Coordenação de Políticas de Proteção e Promoção da Liberdade Religiosa (Correlig). *Com informações da Sejus-DF
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UBS de Chapadinha é inaugurada e amplia atendimento em saúde em Brazlândia
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GDF atua após chuvas intensas e mobiliza equipes em diversas regiões de Brasília
Após as chuvas intensas registradas em fevereiro, o Governo do Distrito Federal (GDF) mobilizou equipes em diferentes regiões administrativas para conter danos, recuperar vias e reforçar a infraestrutura urbana. A resposta mais imediata ocorreu em Ceilândia, onde o volume de água superou em quatro vezes a previsão meteorológica. Ação conjunta reúne equipes da administração local, Novacap e SLU para consertar estragos causados pela chuva | Fotos: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia “É importante que todo mundo que estiver nas ruas possa nos ajudar no sentido de sinalizar quais são as prioridades e aquilo que a gente tem que atacar para minimizar os efeitos dessas chuvas” José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo De acordo com o secretário de Governo do Distrito Federal, José Humberto Pires de Araújo, há um plano de atuação da cidade para o período pós-chuva em todos os pontos principais das cidades que estão sofrendo mais impacto. “Estamos vendo um período de fevereiro com maior intensidade de chuvas em função do que já estava previsto pela meteorologia”, relata. “Nosso objetivo é reforçar os trabalhos, como já está sendo feito, para que equipes estejam nas pontas dando atenção principalmente onde ocorrem os casos mais graves, que precisam de medidas emergenciais e paliativas”, detalha o gestor. O gestor lembra que já está sendo feita uma varredura geral nas cidades junto às equipes de coordenação. “Todos os órgãos de governo estão orientados nesse sentido”, aponta. “É importante que todo mundo que estiver nas ruas possa nos ajudar no sentido de sinalizar quais são as prioridades e aquilo que a gente tem que atacar para minimizar os efeitos dessas chuvas”. Chuva forte Com 60 milímetros de chuva registrados na quarta-feira (18), Ceilândia enfrentou sobrecarga no sistema de drenagem Na noite de quarta-feira (18), Ceilândia registrou cerca de 60 milímetros de chuva, embora a previsão indicasse 15 milímetros. O volume provocou alagamentos e acúmulo de detritos em pontos como Avenida P Sul, P Norte, Setor O e QNN 8, próximo à estação de metrô, em Ceilândia Sul. O excesso de água sobrecarregou o sistema de drenagem e afetou a mobilidade de motoristas e pedestres. Logo nas primeiras horas de quinta-feira (19), foi montada uma força-tarefa com atuação integrada da Administração Regional de Ceilândia, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Com apoio de máquinas, tratores e caminhões, cerca de 30 trabalhadores limparam e desobstruíram vias, retiraram galhos, restos de asfalto e sedimentos, além de atuar na limpeza de bocas de lobo e sinalização de buracos. Intervenções foram feitas em tempo hábil para poder garantir a segurança da população Também foram executadas intervenções emergenciais com caminhão térmico da Novacap para melhorar a trafegabilidade até a execução definitiva dos serviços. As equipes permaneceram de plantão para mapear os pontos mais críticos, e a Novacap fez vistoria técnica na rodoviária do P Sul para avaliação dos danos. Trabalho diário Antes da chuva mais forte, a Administração Regional de Ceilândia já mantinha uma rotina de retirada diária de mais de 40 toneladas de lixo das ruas e limpeza constante das bocas de lobo, além de monitoramento permanente das áreas mais sensíveis durante o período chuvoso. R$ 14 milhões Investimentos previstos para o projeto de ampliação da rede de drenagem pluvial urbana de Ceilândia Como medida estrutural, a Novacap publicou aviso de licitação para contratação de empresa especializada na elaboração de projeto executivo de engenharia para adequação e ampliação da rede de drenagem pluvial urbana em Ceilândia. O investimento estimado é de cerca de R$ 14 milhões. “O volume de chuvas foi muito grande, e, em alguns pontos, o sistema não comporta toda a vazão”, avalia o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende. “Estamos com monitoramento constante das áreas mais sensíveis, realizando o mapeamento necessário e encaminhando as solicitações aos órgãos competentes para as devidas providências.” Outras regiões No âmbito do programa GDF Presente, a articulação entre as áreas do governo foi reforçada para acelerar as respostas nas regiões mais afetadas pelos eventos climáticos intensos, no intuito amenizar os impactos para a população. “Essa coordenação permite agilizar respostas, otimizar recursos e levar melhorias concretas para quem vive nas regiões atendidas”, explica o coordenador do Polo Oeste II do GDF Presente, Rodrigo Caverna. “A prioridade é garantir que as ações cheguem de forma efetiva à porta de cada morador.” [LEIA_TAMBEM]Em Água Quente, no Residencial Nova Betânia (quadras 12, 16 e 17), as chuvas provocaram erosões, assoreamento de valas e prejuízos à trafegabilidade. Foram aplicadas aproximadamente 80 toneladas de resíduos da construção civil (RCC) e rachão, com nivelamento por motoniveladora, limpeza das vias e recomposição provisória do leito carroçável. Também foi solicitado apoio da Novacap e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) para limpeza de valas e consertos de buracos. Na comunidade Santa Luzia, na Estrutural, as ações incluem implantação do canteiro de obras da rede de esgotamento sanitário, mobilização de maquinário pesado e início das escavações. Também começaram os serviços de preparação das vias para pavimentação com bloquetes e a implantação do canteiro da futura rodoviária da região. No Sol Nascente e Pôr do Sol, após as chuvas de quarta-feira, foram executadas ações paliativas e preventivas no Trecho II do Sol Nascente, com aplicação de material fresado e cascalho, nivelamento, compactação e correção de pontos de erosão. O relatório também aponta intervenções no campinho comunitário, vistoria técnica na Chácara 84, ações de contenção com pneus reaproveitados, terraplanagem no Pôr do Sol e ação emergencial na Rua do Monte, com aplicação de RCC e correção do leito carroçável.
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Nova logística do Cartão Uniforme Escolar amplia retirada nas agências
A Secretaria de Educação do Distrito Federal definiu uma nova estratégia para a entrega do Cartão Uniforme Escolar, com o objetivo de agilizar o atendimento e facilitar o acesso das famílias ao benefício. A partir da próxima segunda-feira (23), os responsáveis pelos estudantes poderão retirar os cartões diretamente nas agências do Banco de Brasília (BRB). A mudança foi definida em reunião realizada nesta sexta-feira (20) entre a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais da SEEDF, Fernanda Mateus, e a equipe do banco. Segundo a gestora, a nova logística amplia a capilaridade do serviço e reduz o tempo de espera, permitindo que a retirada seja feita em unidades próximas à residência ou ao local de trabalho dos responsáveis. “Ao todo, 27 agências do BRB, distribuídas em todas as 14 Coordenações Regionais de Ensino, estarão disponíveis para a entrega dos cartões”, destaca. Retirada dos cartões remanescentes Os responsáveis que já foram convocados e ainda não retiraram o cartão podem consultar, a partir de agora, o site do programa para verificar em qual agência o benefício estará disponível. A retirada começa na segunda-feira (23), e os cartões já contam com saldo liberado para a compra dos uniformes. A subsecretária Fernanda Mateus reuniu-se com a equipe do Banco de Brasília (BRB) para definir a nova logística de entrega do Cartão Uniforme Escolar | Foto: André Amendoeira/SEEDF Durante o encontro também foram definidos os últimos ajustes para o pagamento do terceiro lote, que deve contemplar mais de 8 mil responsáveis. Desse total, cerca de 5 mil já possuem o cartão e aguardam apenas a liberação do crédito. Os demais serão emitidos até 9 de março. A consulta do local de retirada desse lote estará disponível a partir de 26 de fevereiro, com saque liberado em 9 de março. Os remanescentes do terceiro lote e o quarto lote, destinado aos estudantes que ingressaram na rede pública em 2026, serão divulgados após a primeira quinzena de março. A previsão é que o programa siga ativo até atender todos os alunos regularmente matriculados. Benefício substitui entrega direta de uniformes Instituído por lei como política de permanência escolar, o Cartão Uniforme Escolar substituiu o antigo modelo de distribuição direta das peças. A iniciativa garante às famílias um crédito anual para aquisição dos itens em lojas credenciadas, além de ampliar a autonomia na escolha e garantir mais transparência no processo de aquisição. O valor disponibilizado corresponde ao conjunto padrão de sete peças da rede pública, sendo três camisetas de manga curta, duas bermudas, uma calça e um casaco. O Cartão Uniforme Escolar é de uso exclusivo do estudante matriculado na rede pública e só pode ser utilizado em lojas credenciadas. Não é permitido emprestar, vender ou trocar o cartão | Foto: Felipe Noronha/SEEDF A operacionalização do programa ocorre em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, responsável por credenciar e fiscalizar os estabelecimentos fornecedores, no âmbito das políticas sociais do Governo do Distrito Federal. Uso responsável do benefício Além da reunião com o BRB, a Suape também se reuniu com a equipe responsável pelo programa junto à Sedes, que fiscaliza o cumprimento do edital e notifica as malharias que não estejam em conformidade com os padrões estabelecidos. O Cartão Uniforme Escolar é de uso exclusivo do estudante matriculado na rede pública e só pode ser utilizado em lojas credenciadas. Não é permitido emprestar, vender ou trocar o cartão. Em caso de dúvidas, pais e responsáveis devem procurar a unidade escolar ou os canais oficiais da Secretaria de Educação. O uso correto do benefício é essencial para assegurar que o programa continue atendendo quem realmente precisa. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Encontro qualifica profissionais para atuação em crises de saúde mental
Diante de uma crise em saúde mental, cada palavra e cada decisão podem fazer a diferença no cuidado do paciente. Pensando na importância de uma atuação preparada e sensível nesses momentos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta sexta-feira (20), um encontro voltado ao manejo de pacientes em situações de urgência psicológica. Realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a atividade foi organizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e reuniu colaboradores e estudantes interessados na temática. O objetivo foi fortalecer o trabalho em equipe, aprimorar a comunicação terapêutica e ampliar a qualidade do atendimento prestado à população. O método 'A E I O U' — sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar — foi apresentado durante o encontro | Foto: Divulgação/IgesDF Durante o encontro, foram discutidas estratégias de intervenção em momentos de crise, além de desafios ainda presentes no tratamento psiquiátrico, como o preconceito e o estigma social. A importância da escuta qualificada e da atuação integrada da rede de cuidado também esteve entre os principais pontos debatidos. Entre as estratégias apresentadas esteve o método “A E I O U”, sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar. A proposta orienta a atuação dos profissionais desde o primeiro contato com o paciente, priorizando a criação de vínculo, a compreensão das necessidades e a proteção contra riscos adicionais. [LEIA_TAMBEM]A assistente social Beatriz Liarte, responsável pela mediação do encontro, destaca que não existe uma fórmula única para lidar com situações de crise. “Hoje eu fiz uma intervenção de uma forma, mas amanhã posso precisar utilizar uma abordagem totalmente diferente. Não é algo padronizado”, explica. Segundo ela, além do cuidado clínico, é fundamental pensar na reinserção social e no preparo do paciente para a vida em comunidade. “O paciente precisa ser preparado para viver em sociedade”, afirma. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Publicado edital para aquisição de 40 desfibriladores para unidades de saúde
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, na quinta-feira (19), o Edital nº 012/2026 para a aquisição de 40 cardioversores desfibriladores destinados às unidades de saúde sob sua gestão. Os equipamentos serão utilizados no suporte avançado de vida em situações de emergência, com capacidade para realizar desfibrilação, cardioversão elétrica e estimulação cardíaca temporária por meio de marcapasso transcutâneo. A aquisição atende às demandas de pronto atendimento, emergência, unidades de terapia intensiva (UTIs), centros cirúrgicos e transporte intra-hospitalar. Envio de propostas Com o objetivo de garantir ampla concorrência e assegurar a participação de empresas especializadas, o período de recebimento das propostas será de cinco dias úteis, entre 20 e 26 de fevereiro de 2026, até as 23h55, horário local. As propostas devem ser enviadas exclusivamente pelo portal eletrônico www.apoiocotações.com.br. Os equipamentos serão utilizados no suporte avançado de vida em situações de emergência | Foto: Divulgação/IgesDF Para a analista de Compras do IgesDF, Rosemary Cândida, o investimento reforça o compromisso institucional com a melhoria contínua da assistência prestada à população do Distrito Federal. “Nosso objetivo é ampliar os investimentos em tecnologias e equipamentos que apoiem os profissionais de saúde na oferta de um atendimento cada vez mais qualificado”, pontua. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do IgesDF. Serviço Objeto: Aquisição de 40 desfibriladores para unidades de saúde Edital: nº 012/2026 Período para envio de propostas: 20 a 26 de fevereiro de 2026 Portal eletrônico: www.apoiocotações.com.br *Com informações do IgesDF
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Edital para compra de 45 incubadoras neonatais é lançado
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, na quinta-feira (19), o Edital nº 011/2026 para a aquisição de 45 incubadoras neonatais, que irão reforçar a assistência a recém-nascidos prematuros e bebês que necessitam de cuidados especializados no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Os equipamentos serão utilizados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal), em berçários e maternidades da unidade. As incubadoras garantem controle de temperatura e umidade, proteção contra infecções e monitoramento clínico contínuo, contribuindo para a segurança e o desenvolvimento dos bebês. As incubadoras garantem controle de temperatura e umidade, proteção contra infecções e monitoramento clínico contínuo | Foto: Divulgação/IgesDF Envio de propostas O período para recebimento das propostas será de 10 dias úteis, entre 20 de fevereiro e 5 de março, às 23h55 (horário local). O envio deve ser realizado exclusivamente pelo portal eletrônico. De acordo com a analista de Compras do IgesDF, Gerlani Pereira, a iniciativa reforça o compromisso da gestão com a qualificação da rede pública de saúde. “Nossa meta é seguir investindo na aquisição de aparelhos que fortaleçam o trabalho das equipes assistenciais e garantam atendimentos cada vez mais eficientes à população do Distrito Federal”, destaca. *Com informações do IgesDF
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Luz que ativa informação: pesquisa apoiada pela FAPDF é publicada na 'Nature Communications'
Imagine um dispositivo eletrônico que possa ser acionado não apenas por corrente elétrica, mas também por luz, como se um feixe luminoso funcionasse igual a um interruptor extremamente rápido e preciso. É justamente essa possibilidade que um estudo com participação do pesquisador Jorlandio Francisco Felix, professor associado da Universidade de Brasília (UnB) e líder do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS), ajuda a consolidar. Com mais de 50 artigos científicos publicados, o pesquisador atua na interface entre materiais bidimensionais, spintrônica e desenvolvimento de dispositivos avançados. A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio da chamada BIO Learning, vinculada ao edital Programa FAPDF Learning (2023), iniciativa da Fundação voltada ao fortalecimento da produção científica nas macroáreas bio, tech, gov e agro. O artigo foi publicado, em inglês, na revista Nature Communications (2025), uma das revistas científicas de maior prestígio internacional. O que está em jogo: o spin do elétron O estudo se insere na área da spintrônica, campo da física que explora o spin do elétron, uma propriedade quântica que pode ser entendida, de forma simplificada, como um “estado interno” da partícula, associado a dois valores possíveis e capaz de representar informação. Segundo o pesquisador, a diferença em relação à eletrônica tradicional é clara: “Enquanto a eletrônica convencional utiliza apenas a carga elétrica do elétron, a spintrônica explora também o spin como uma nova forma de codificar informação”. Jorlandio Francisco Felix, Leander Michels e integrantes do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS) da UnB | Foto: Reprodução/Instagram LabINS Na prática, isso pode permitir dispositivos menores, mais rápidos e com menor consumo de energia. Mas, para que isso se torne viável, é preciso conseguir controlar o spin de maneira eficiente. É justamente nesse ponto que o novo estudo avança. Luz como ferramenta de controle Os pesquisadores, em colaboração com profissionais do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), demonstraram que é possível utilizar luz para controlar a conversão entre uma corrente de spin (fluxo de informação baseado nessa propriedade quântica) em um sinal elétrico mensurável, processo conhecido como conversão spin–carga. Na prática, isso significa que a iluminação adequada pode intensificar o sinal, reduzi-lo, ou até anulá-lo completamente. Em vez de depender exclusivamente de correntes elétricas, o sistema pode ser modulado por luz. Esse resultado abre perspectivas para a chamada opto-spintrônica, área que integra propriedades ópticas e magnéticas para o desenvolvimento de tecnologias potencialmente mais eficientes. [LEIA_TAMBEM]Um material ultrafino com múltiplas possibilidades O experimento foi realizado utilizando dissulfeto de molibdênio (MoS₂), um material bidimensional, isto é, com espessura de ordem atômica. Materiais 2D são considerados estratégicos porque permitem miniaturização extrema e podem ser combinados em camadas, formando heteroestruturas com propriedades ajustáveis. Além disso, o MoS₂ apresenta uma vantagem adicional: deriva da molibdenita, principal minério do molibdênio, o que favorece sua disponibilidade quando comparado a outros materiais avançados. Um dos resultados mais relevantes do estudo foi identificar que a conversão spin–carga no MoS₂ não ocorre por um único caminho. Os pesquisadores mostraram que existem dois mecanismos físicos distintos, um associado às bordas metálicas dos flocos do material e outro relacionado à região interna semicondutora. Esses dois “canais” atuam simultaneamente e competem entre si. Dependendo da geometria dos flocos e da intensidade da luz, um pode se tornar dominante sobre o outro. Em determinadas condições, ambos podem se equilibrar, anulando o sinal. Essa compreensão traz maior clareza sobre os mecanismos físicos envolvidos e oferece mais previsibilidade para o projeto de dispositivos futuros. O controle óptico da corrente de spin pode beneficiar diversas áreas tecnológicas, abrangendo desde o desenvolvimento de memórias e lógicas spintrônicas com menor consumo energético até a criação de sensores acionados por luz, dispositivos híbridos e arquiteturas voltadas ao processamento neuromórfico ou analógico. Em perspectiva, sistemas integrados que combinam spin e luz podem contribuir para aumentar a velocidade de processamento e reduzir a dissipação de energia. *Com informações da FAPDF
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