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Hospital da Fauna Silvestre atendeu a mais de 5 mil animais em dois anos de funcionamento

Gambá-de-orelha-branca, periquito-de-encontro-amarelo, sagui-de-tufos-pretos e coruja-buraqueira são nomes comuns nos prontuários do Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre (Hfaus). Inaugurado pelo Governo do Distrito Federal em março de 2024, o equipamento oferece tratamento multidisciplinar aos bichos, mantendo como foco a reabilitação e reinserção na natureza. Em quase dois anos, foram atendidos mais de 5 mil animais de 222 espécies diferentes, sendo 71% aves, 23% mamíferos e 6% répteis. Profissionais do Hfaus cuidam de um tamanduá-bandeira: pacientes têm tratamento reforçado para poderem voltar à natureza | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Vinculado ao Instituto Brasília Ambiental, o Hfaus é gerido pela Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV), em modelo que torna a unidade hospitalar pioneira. O espaço, que recebeu os primeiros pacientes em fevereiro de 2024 — três periquitos-maracanã — , surgiu como resposta à necessidade de ampliar e qualificar o atendimento veterinário à fauna silvestre no DF e, desde então, se consolidou como referência nacional. Cerca de R$ 5 milhões já foram repassados ao equipamento público. Atendimento “Os animais recebem dietas personalizadas e são acompanhados até verificarmos que estão aptos a terem alta” Thiago Marques, bilólogo e coordenador do Hfaus Os bichos passam por uma abordagem multidisciplinar que envolve cuidados clínicos, exames laboratoriais e de imagem, alimentação adequada e enriquecimento ambiental para estimular comportamentos naturais e garantir que estejam aptos para viver em liberdade. As principais causas de entrada são cuidados neonatais (filhotes e jovens), e lesões e fraturas. Os meses com maior número de atendimentos, em 2024 e 2025, foram setembro e outubro. “Após chegar aqui, os animais são registrados em uma ficha, preenchida por quem fez a entrega, com dados sobre local de resgate, situação de saúde e espécie”, detalha o biólogo Thiago Marques, coordenador do Hfaus. “Depois, passam por uma triagem veterinária, em que identificamos o que precisará ser feito, como exames e medicação, e são alocados em alguma área, dependendo da espécie e do porte, podendo ficar em uma gaiola ou até ocupar uma sala inteira. Os animais recebem dietas personalizadas e são acompanhados até verificarmos que estão aptos a terem alta.” Os casos são diversos. Em janeiro, o hospital teve entre seus pacientes um filhote de bugio encontrado debilitado e com ferimento em um dos dedos e um jacaré resgatado após ficar preso na piscina de uma residência. Pouco depois, no começo de fevereiro, a equipe cuidou de dois tamanduás-bandeiras, um que foi atropelado e outro que ficou preso no portão de uma casa, além de quatro lobos-guarás, também com sinais de atropelamento. Trabalho contínuo O hospital trabalha de modo integrado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável tanto pelo encaminhamento dos pacientes quanto pela reabilitação e soltura na natureza por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-DF). Também podem encaminhar animais para atendimento o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA-DF), a Universidade de Brasília (UnB), o Zoológico de Brasília e a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), entre outros parceiros. Ana Nira, da comissão gestora do hospital: “Antes da inauguração, não existia aqui no Distrito Federal nenhum local no qual os animais pudessem ser levados fora do horário comercial ou finais de semana”  Ana Nira, da Comissão de Gestão do Hfaus, ressalta o impacto do equipamento, que funciona por meio de marco regulatório das organizações da sociedade civil: “Antes da inauguração, não existia aqui no Distrito Federal nenhum local no qual os animais pudessem ser levados fora do horário comercial ou finais de semana. O Hfaus está aberto 24 horas por dia, todos os dias da semana, o que é o grande diferencial, fora que, devido ao modelo de gestão, conseguimos fornecer um atendimento bem completo e amplo para os animais, incluindo cirurgias e assistências como acupuntura e laser.” [LEIA_TAMBEM]Ela reforça ainda que o trabalho de reabilitação e soltura é essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico. “Quando reabilitamos um animal e conseguimos devolver à natureza, estamos contribuindo para que possa de fato exercer sua função ecológica”, afirma, aproveitando para anunciar que o hospital, atualmente em Taguatinga, será transferido para outra instalação em breve. “Será um espaço maior, com ainda mais condições para receber os animais e até fazer a reabilitação, que é a parte voltada para o comportamental, onde vão reaprender a caçar, a identificar os seus pares, com menos contato com seres humanos, até que estejam aptos para serem voltarem à natureza”, adianta.  Índices de recuperação De acordo com a tenente do BPMA-DF Thays Gonçalves, o serviço ininterrupto favorece o trabalho da corporação e garante agilidade aos tratamentos. “Graças à parceria com o Hfaus, temos uma taxa de recuperação de animais resgatados em mais de 90%”, aponta. “Os animais só não voltam para a natureza ou vêm a óbito em casos extremos, já que temos total suporte do hospital no tratamento veterinário. É um trabalho integrado que funciona 24 horas com excelência”. 19.419 Total de animais devolvidos à natureza, após tratamento e avaliação, no período de 2019 a 2025 Dados oficiais do Ibama apontam que, de 2019 ao ano passado, 15.341 animais silvestres foram resgatados no DF e 19.419 foram devolvidos à natureza após avaliação, tratamento e reabilitação. O total de devolvidos à natureza é superior ao número de resgates contabilizados, uma vez que apreensões e entregas voluntárias também passam por triagem, tratamento e reabilitação antes da liberação à natureza. As informações são consolidadas no Sistema de Informações de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Siscetas), que reúne todos os registros de entrada, atendimento e destinação da fauna no DF, incluindo os atendimentos registrados no Hfaus. Em caso de avistamento de animal silvestre, a orientação é nunca intervir diretamente, para evitar acidentes e, principalmente, ataques. O ideal é acionar os órgãos ambientais pelo 190 (BPMA) ou 193 do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).

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Força-tarefa do SLU recolhe 29 toneladas de lixo e devolve ruas limpas após o Carnaval 2026

A Quarta-feira de Cinzas (18) amanheceu com equipes do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) fazendo o rescaldo nos locais que receberam os blocos de Carnaval na capital. Após dias de intensa circulação de foliões, a autarquia concluiu uma operação que mobilizou 1.200 profissionais em três turnos para garantir a limpeza permanente dos principais pontos da festa. Ao todo, foram recolhidas 29 toneladas de resíduos em todo o Distrito Federal, quase o dobro das 15 toneladas registradas em 2025. Segundo o subdiretor de Limpeza Urbana, Everaldo Araújo, a estratégia foi manter equipes posicionadas para agir imediatamente após o encerramento dos blocos. “Nós empregamos mais de 1.200 trabalhadores, em três turnos. Após o término dos blocos, as equipes já entravam de forma rápida e efetiva para entregar, no dia seguinte, todos os locais limpos”, afirmou. A agilidade do trabalho dos garis garante uma cidade limpa já na Quarta-feira de Cinzas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O material coletado será encaminhado às cooperativas, reforçando a renda dos trabalhadores da reciclagem. Mais foliões, mais resíduos     Araújo atribui o aumento no volume recolhido à maior presença de público neste Carnaval. “Em 2025 foram 15 toneladas. Em 2026, 29 toneladas. Houve um aumento considerável de foliões”, explicou. “Foi um Carnaval bem organizado, com segurança e, principalmente, cidade limpa" Everaldo Araújo, subdiretor de Limpeza Urbana Ele relaciona o crescimento à ampliação do acesso ao transporte público por meio do programa Vai de Graça e à sensação de segurança gerada pelo planejamento integrado das forças de segurança. “O tempo ajudou, o Vai de Graça também, e a segurança foi fundamental. A população teve tranquilidade para participar dos blocos”, destacou. Para o gestor, o saldo foi positivo: “Foi um Carnaval bem organizado, com segurança e, principalmente, cidade limpa". O olhar de quem faz A gari Hillary Leal participou da operação e também integrou o bloco Vassourinhas, formado por trabalhadores do SLU. “É um momento muito bom, porque a gente vê que o nosso trabalho é notado”, disse. Hillary trabalhou na limpeza nos dois últimos anos e percebeu mudança no comportamento do público. “Teve aumento de pessoas e de lixo, mas também houve mais conscientização. A gente notou uma separação melhor dos resíduos, o que facilita o nosso trabalho.” Maria das Graças Cardoso conta com a ajuda da população na separação do lixo: "A gente corre risco com vidro e material perfurocortante. Se a população colaborar, ajuda a gente e ajuda o meio ambiente" Com 17 anos de atuação na limpeza urbana, Maria das Graças Cardoso reforça o sentimento de dever cumprido: “É gratificante devolver a cidade limpa. A gente faz o máximo que pode”. Ela faz um apelo à população: “Separar o lixo ajuda muito. A gente corre risco com vidro e material perfurocortante. Se a população colaborar, ajuda a gente e ajuda o meio ambiente”. Maria das Graças também orienta que os moradores observem os dias corretos de coleta: “Quando o lixo é colocado na hora certa, evita rasgos e retrabalho”. [LEIA_TAMBEM]Cidade limpa é cartão-postal A professora Aritane Carvalho Nascimento destacou a importância da agilidade do SLU. “Foram 29 toneladas de lixo. É muita coisa. Quando o turista chega e encontra a cidade limpa, ele consegue aproveitar a paisagem”, afirmou. Para ela, o esforço dos trabalhadores é ainda mais relevante porque ocorre enquanto grande parte da população descansa ou aproveita a festa: “Eles começaram às 4h da manhã. É um trabalho que beneficia todo mundo”.  

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Rota da Uva é opção para quem busca carnaval mais tranquilo no Distrito Federal

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Bloquinho Doido é Tu anima ala de psiquiatria do Hospital de Base 

A terça-feira (17) de Carnaval foi diferente na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF ( IgesDF). O bloco carnavalesco Doido é Tu tomou conta do espaço com música, trenzinho, espuma e muita animação, envolvendo pacientes e profissionais em uma celebração marcada pelo acolhimento.     A iniciativa foi organizada pelo Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) do Hospital de Base. De acordo com a presidente do SAV, Vandelícia Dias, todos os pacientes internados participaram da atividade.  Com a ajuda de pacientes, as voluntárias confeccionaram as máscaras e cuidaram de cada detalhe do bloco | Fotos: Divulgação/IgesDF “É sempre gratificante viver esses momentos com eles. É quando se sentem acolhidos, felizes, parte de algo maior. Até quem estava mais quietinho, e não queria sair do quarto, acabou vindo para a festa depois de ver a movimentação”, relata.     "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculo" Vandelícia Dias, presidente do Serviço Auxiliar de Voluntários Construção coletiva  A programação para o bloquinho começou na semana anterior, quando os pacientes participaram dos preparativos, confeccionando as próprias máscaras e plaquinhas com frases carnavalescas, além de escolherem o nome do bloco.     “Eles se envolveram em tudo: criaram os adereços, ajudaram a decidir o nome e aguardaram ansiosos pelo dia da comemoração. Foi um processo muito bonito”, destaca Vandelícia.     "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculos. Em meio à rotina hospitalar, festa, alegria e tratamento podem sim caminhar juntos", finaliza a presidente do SAV.  *Com informações do IgesDF

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Blocos tradicionais contam a história do Carnaval de Brasília há décadas

A relativa pouca idade da cidade não impede que o Carnaval de Brasília tenha blocos tradicionais, que atraem foliões para as ruas há décadas. São manifestações que resistiram ao tempo e atravessaram momentos diferentes da história, carregando parte da nossa identidade e da nossa cultura.  "Os blocos tradicionais do nosso Carnaval guardam histórias, afetos, ritmos e identidades que atravessam gerações" Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa “Os blocos tradicionais do nosso Carnaval guardam histórias, afetos, ritmos e identidades que atravessam gerações. Ao valorizar essas manifestações, o Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso com a cultura popular, com a ocupação democrática dos espaços públicos e com um Carnaval plural, seguro e acessível, que reconhece a diversidade como a maior riqueza cultural da nossa capital”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes. É pensando na importância de manter tradições vivas que o DF Folia abre espaço para blocos antigos, que acabaram virando sinônimos do nosso Carnaval. Um deles é o Galinho de Brasília, que surgiu a partir da ideia de um grupo de amigos pernambucanos que levam a brincadeira do Carnaval muito a sério.  Todos os anos, eles costumavam usar o dinheiro da poupança para viajar para a terra natal, a fim de matar a saudade do Carnaval de Recife e Olinda. No entanto, no início dos anos 1990, o país foi surpreendido pelo confisco da poupança, impedindo os jovens de fazerem a viagem anual para a folia. Mas ficar sem Carnaval não era uma opção. Era hora de trazer o Carnaval pernambucano para a capital do país.  1992 Ano da primeira saída do Galinho de Brasília “A nossa primeira saída, em 1992, foi um sucesso. Foi na 203 Sul. Distribuímos papéis para que as pessoas colocassem o nome e conseguíssemos fazer uma coisa ainda maior. E assim nasceu o Galinho de Brasília, e o Grêmio de Expressões Nordestinas (GREM)”, conta Miriam Brasiel, uma das fundadoras do bloco, cujo nome é uma referência ao famoso Galo da Madrugada da capital pernambucana.  “Aqui, a gente encontra animação, muito frevo, que é o nosso ritmo, muita alegria, muita saudade da nossa terra e, principalmente, um lugar seguro para brincar”, assinala a fundadora.  A saudade também levou a servidora pública Maria Bernadete, 55, para pular o Galinho no Setor de Autarquias Sul. “Eu encontro aqui as minhas raízes, o frevo de bloco que eu canto desde pequena, quando meu pai me levava para o Carnaval”, diz a olindense, que mora há 20 anos na capital.  “Adotei Brasília como a minha cidade. Ela abraça muitas culturas e é muito generosa com quem quer gostar dela”, complementa.  Blocos tradicionais  Uma das marcas da Baratona é acolher toda a família no mesmo bloco | Foto: Divulgação/ Malu Moura A Baratona traz de volta a Brasília de 1976, quando o pai de Daniel Lima promovia uma brincadeira indo de bar em bar pela Asa Sul. Após virar um evento de Carnaval, o bloco passou a ser um ambiente ideal para toda família, incluindo os pequenos. “Ao longo de todos esses anos, nós adquirimos a expertise do que a criança e a sua família precisam. E é muito simples: diversão e alegria”, afirma Daniel, que é presidente do bloco. Ele destaca que o álcool e os cigarros são proibidos no espaço. “A ajuda do GDF é muito importante, porque é com esses recursos que conseguimos manter a Baratona”, complementa o presidente do bloco.   [LEIA_TAMBEM]Outro bloco que conta a história do nosso Carnaval é o Raparigueiros, que, desde 1992, traz os hits do carnaval baiano para o folião brasiliense. “Em um cenário onde os locais de folia mudam constantemente, o Raparigueiros resiste como um símbolo de continuidade. Preservamos o rito da concentração, do desfile e da dispersão, garantindo que as novas gerações de brasilienses experimentem o Carnaval de rua em sua forma mais autêntica e grandiosa”, observa Jean Costa, vice-presidente do bloco.  Jean conta que o bloco nasceu a partir da brincadeira de um grupo de jovens que, com instrumentos emprestados da escola de samba Candangos do Bandeirante, saíam em batucada atrás de blocos como Pacotão e Baratona. A ideia foi crescendo, veio o trio elétrico e hoje o Bloco dos Raparigueiros é um dos símbolos do nosso Carnaval. "Brasília é uma cidade jovem, mas já construiu uma tradição carnavalesca consistente, plural e profundamente enraizada nas suas matrizes culturais" Dorival Brandão, coordenador-geral do DF Folia 2026 “Brasília é uma cidade jovem, mas já construiu uma tradição carnavalesca consistente, plural e profundamente enraizada nas suas matrizes culturais. Os blocos tradicionais são protagonistas desse processo: acompanham o crescimento da cidade, dialogam com as novas gerações, mas não abrem mão dos fundamentos que estruturam o Carnaval como manifestação popular e patrimônio cultural vivo”, afirma o coordenador-geral do DF Folia, Dorival Brandão.  O DF Folia 2026 é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e do Governo do Distrito Federal, realizada por meio de chamamento público, com investimento total de R$ 10 milhões, em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade. A programação completa do carnaval pode ser conferida no site e nas redes sociais do DF Folia.  *Com informações da Secec-DF

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Rota das Uvas transforma Brasília em destino de enoturismo e vira alternativa à folia durante o Carnaval

Depois de visitar vinícolas em diferentes países, como a França e o Chile, a dermatologista Regina Buffman viveu uma experiência inédita neste Carnaval: conheceu uma vinícola perto de casa, no Distrito Federal. Moradora da Asa Sul, ela aproveitou o feriado para trocar a folia por um passeio tranquilo. “Eu gosto de um Carnaval mais sossegado. Já visitei outras vinícolas fora do Brasil e vi essa oportunidade de conhecer uma tão perto de casa. O contato com a natureza é muito legal e ter uma vinícola perto do centro urbano é algo bem diferente”, diz. Regina Buffman: "O contato com a natureza é muito legal e ter uma vinícola perto do centro urbano é algo bem diferente" | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A experiência ocorreu no Vinhedo Lacustre, no Lago Norte, que integra a Rota das Uvas de Brasília, roteiro de enoturismo que reúne propriedades rurais da região e proporciona vivências ligadas à cultura da uva e do vinho no Cerrado. A programação desta terça-feira (17) começou às 9h e seguiu até o meio-dia. Os visitantes tomaram café da manhã, colheram e fizeram a tradicional “pisa das uvas”, além de terem aproveitado espumante e sangria de vinho à vontade. A Rota das Uvas reúne propriedades rurais estruturadas para receber visitantes que apreciam um bom vinho, a gastronomia local e o contato direto com o campo Segundo a Secretaria de Turismo (Setur-DF), o enoturismo no Distrito Federal tem crescido nos últimos anos e tem atraído visitantes interessados nas paisagens do Planalto Central. O secretário de Turismo, Cristiano Araújo, destaca que a proposta da rota é ampliar as opções de lazer na capital, principalmente durante os feriados prolongados.   “Além dos nossos atrativos cívicos e urbanos, como os já tradicionais blocos de rua, temos experiências únicas em meio à natureza. Um exemplo é a Rota das Uvas, que reúne propriedades rurais estruturadas para receber visitantes que apreciam um bom vinho, a gastronomia local e o contato direto com o campo. É uma oportunidade de viver o turismo rural do DF com conforto, tranquilidade e autenticidade”, afirma Cristiano Araújo. Turismo rural Marcos Ritter, do Vinhedo Lacustre, faz degustações de vinho no Carnaval desde 2023 No Vinhedo Lacustre, o vitivinicultor Marcos Ritter explica que abrir a propriedade para visitação é uma forma de fortalecer o circuito rural. “Brasília está mudando nesse sentido. Antigamente, a gente tinha essa máxima de que ninguém ficava em Brasília no Carnaval. Hoje em dia, as pessoas ficam e curtem tudo que a cidade tem a oferecer. Nós fazemos esse evento desde 2023 e sempre esgotamos todas as vagas”, diz o vitivinicultor. O analista de sistemas Alejandro Angel, natural de Buenos Aires (Argentina) e morador do Jardim Botânico há 20 anos, também aproveitou o feriado para conhecer a vinícola. Ele conta que já visitou regiões tradicionais do vinho na Argentina, como Mendoza e San Juan. “As vinícolas que conheço lá são bem maiores, mas as experiências são as mesmas. O momento que a gente vive aqui é parecido com o que acontece lá, e isso é muito legal. Eu já conhecia outra vinícola no DF, mais distante, mas fiquei surpreso quando me convidaram para vir aqui. Não conhecia esta. Pela proximidade com a cidade, fica muito mais prático e fácil chegar. Gostei muito”, pontua. O argentino Alejandro Angel compara as experiências no país natal e no Brasil: "As vinícolas que conheço lá são bem maiores, mas as experiências são as mesmas. O momento que a gente vive aqui é parecido com o que acontece lá" Outras vinícolas Além do Vinhedo Lacustre, a Rota das Uvas reúne outras experiências que fortalecem o enoturismo no Distrito Federal. Uma delas é a Vinícola Brasília, projeto criado por dez famílias produtoras do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF). A vinícola aposta nos vinhos finos de colheita de inverno. O espaço oferece wine bar, loja, visitas guiadas e eventos, e já conquistou reconhecimento nacional com seus rótulos. [LEIA_TAMBEM]Outra parada é a Casa Vitor, que une vinho e gastronomia em um ambiente acolhedor na zona rural do Paranoá. A proposta é oferecer experiências enogastronômicas ao ar livre, com pratos preparados na hora e harmonizados com vinhos brasileiros de inverno, valorizando também o artesanato e a comunidade local. Já a Villa Triacca Eco Pousada combina vitivinicultura, restaurante e hospedagem. Pioneira, também na região do PAD-DF, a propriedade oferece tours pelos vinhedos, degustações, piqueniques, além do Vino Bar & Bruschetteria e do Vino Spa, tudo em meio a paisagens do Cerrado. A rota inclui ainda a Fazenda Califórnia DF, localizada na região da Fercal, em Sobradinho, a cerca de 25 quilômetros da Esplanada dos Ministérios. O vinhedo, um dos mais antigos de Brasília, tem aproximadamente sete hectares de plantação com uvas como niágara rosada, syrah, tempranillo e barbera. Desde 1995, a propriedade também mantém outras produções, como queijo coalho, geleias e carne de carneiro, reforçando o perfil rural e familiar do espaço. Veja a lista completa das vinícolas da Rota das Uvas: Vinícola Brasília; Casa Vitor; Villa Triacca Eco Pousada; Vinhedo Lacustre; Oma Sena; Vinhedo Irmãs Alvim; Marchese Vinhos e Vinhedos; Fazenda Califórnia DF.  

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Sem regularizar o título, eleitor pode ser impedido de votar, tomar posse em concurso público e tirar passaporte

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) está de olho em cerca de 400 mil moradores do Quadradinho que ainda não regularizaram o título eleitoral para as eleições deste ano. Quem não atualizar o cadastro até o final do prazo, em 6 de maio, pode ser impedido de votar e enfrentar dificuldades para tirar passaporte, tomar posse em concursos públicos e até efetivar matrícula em instituições de ensino. O tribunal esteve fechado durante o feriado de Carnaval e retoma o atendimento normal nesta quinta-feira (19). Procedimentos de regularização estão sendo feitos aos sábados, das 8h às 15h, para facilitar o acesso da população ao serviço | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Para facilitar a regularização, o TRE-DF promove sessões especiais aos sábados, quando a população terá acesso aos serviços das 8h às 15h. As próximas ações serão nos dias 28 deste mês e em 7 e 14 de março. A primeira ocorreu no dia 7 deste mês e resultou em 766 atendimentos presenciais, com tempo médio de permanência de aproximadamente 15 minutos. A ampliação do funcionamento é feita nos cartórios eleitorais, localizados no Lago Sul, Sobradinho, Ceilândia e Gama, e na Central de Atendimento ao Eleitor (CAE), no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Garantia de direitos Durante as ações especiais, são oferecidos serviços como alistamento eleitoral, atualização de dados cadastrais, regularização do título e coleta biométrica, entre outros procedimentos relacionados ao cadastro eleitoral. O objetivo é facilitar a regularização da situação eleitoral e garantir o exercício do direito ao voto nas eleições gerais deste ano, contemplando, principalmente, as pessoas que enfrentam dificuldades para comparecer aos cartórios em dias úteis. “Estamos estimulando a população a fazer a regularização e a emissão de título o quanto antes para evitar filas e tumultos no prazo mais próximo do fim do cadastro, em 6 de maio”, reforça o assessor de Comunicação do TRE-DF, Fernando Velloso. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o TRE-DF, o DF possui mais de 2,5 milhões de eleitores, dos quais aproximadamente 2,1 milhões estão aptos a votar. Os demais, cerca de 400 mil, ainda se encontram pendentes de regularização dos títulos eleitorais. Está irregular quem não votou, não justificou nem pagou as multas relativas à ausência nas três últimas eleições, sendo cada turno considerado um pleito, incluindo as eleições suplementares. Também é irregular a situação de quem não tem ou não atualizou a biometria. Segundo o tribunal, a situação se aplica a mais de 147 mil cidadãos. Regularize Em caso de dúvida quanto à regularidade do Título de Eleitor, a consulta pode ser feita no site do tribunal, na aba “Serviços eleitorais”, em “Situação eleitoral”. Os atendimentos devem ser agendados no site oficial do TRE ou pelo telefone (61) 3048-4000, por meio do qual também é possível consultar os locais disponíveis para atendimento. O tribunal também orienta que os eleitores consultem previamente a situação eleitoral pelo site. Muitas pendências podem ser resolvidas de casa, como o pagamento de multa, atualmente de R$ 3,50, ou a atualização de dados cadastrais. O cancelamento do título só ocorre após três eleições consecutivas sem voto nem justificativa.      

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Segunda-feira de folia no DF tem forte atuação integrada e reforço no combate a furtos e crimes de oportunidade

A segunda-feira (16) de Carnaval no Distrito Federal foi marcada por grande presença de público, ambiente familiar e atuação integrada das forças de segurança. Com reforço no policiamento, ações preventivas e novas estratégias para coibir furtos de celulares e casos de assédio, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) avalia o balanço do dia como positivo. A Operação Carnaval tem sido acompanhada de perto pelo secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, junto à equipe de gestores e a técnicos da pasta. Sandro Avelar (de boné branco) destaca a presença de família, jovens e crianças com segurança nos eventos de Carnaval por todo o DF | Foto: Divulgação/SSP-DF “Encerramos mais um dia de Carnaval com indicadores positivos e presença significativa de famílias, jovens e crianças nos eventos. Houve registros de atendimentos relacionados ao consumo excessivo de álcool, prontamente assistidos pelo Corpo de Bombeiros. Destaco a atuação integrada das forças de segurança, com forte presença da Polícia Militar, o trabalho essencial do Corpo de Bombeiros nos atendimentos e a atuação permanente da Polícia Civil no registro e na apuração das ocorrências. Seguimos trabalhando para garantir um Carnaval seguro para toda a população”, afirmou Avelar. O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, reforçou as medidas adotadas para reduzir os crimes mais recorrentes do período, especialmente o furto de celulares — responsável por cerca de 70% das ocorrências registradas durante a festa. Segundo Patury, além das linhas de revista na entrada dos blocos — que em alguns locais chegam a quatro barreiras de controle — a grande novidade deste ano é a revista na saída dos eventos, implementada em conjunto com a Polícia Militar e com anuência do Ministério Público. “Precisamos do apoio da população. O policial vai pedir apenas que o folião mostre o celular desbloqueado. Ninguém vai acessar informações do aparelho. A maioria dos furtos ocorre por oportunidade, em meio à aglomeração. Essa medida é para dificultar a ação criminosa e proteger quem está ali para se divertir”, explicou. As revistas dos foliões este ano são realizadas na entrada e na saída dos blocos para tentar coibir o roubo de telefones celulares A atuação da Sala Lilás — van itinerante voltada ao acolhimento psicológico e multidisciplinar de vítimas de assédio sexual — também é um dos destaques da operação. Todos os agentes de segurança estão orientados a agir de forma imediata diante de qualquer denúncia, realizando a intervenção necessária e conduzindo o agressor à delegacia. As vítimas podem procurar qualquer policial nos blocos ou acionar diretamente a equipe da Sala Lilás para receber atendimento especializado e humanizado. PMDF A Polícia Militar do Distrito Federal mobilizou 2.142 policiais na segunda-feira, garantindo o policiamento de 36 eventos no Plano Piloto e nas regiões administrativas. A operação contou com tropas especializadas, uso de aeronave e drones com transmissão em tempo real e com a estrutura da Cidade da Segurança, instalada na Torre de TV, que centraliza comando e logística. A PMDF esteve presente em 36 eventos carnavalescos nesta segunda-feira, com um efetivo de mais de 2 mil oficiais Ao longo do dia, foram apreendidas 97 armas brancas e 11 porções de entorpecentes. A corporação lavrou 14 termos circunstanciados por porte de arma branca, registrou duas ocorrências por uso e porte de drogas, realizou três conduções à delegacia e cumpriu um mandado de prisão. No trânsito, foram aplicados 450 autos de infração e 97 condutores foram flagrados dirigindo sob influência de álcool. Segundo a PMDF, o planejamento prévio e a atuação preventiva foram decisivos para evitar ocorrências de maior gravidade, mesmo com público acima do estimado. CBMDF O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal mobilizou 287 militares e 26 viaturas dentro da Operação Carnaval 2026, garantindo presença estratégica nos blocos com maior concentração de público e resposta rápida às emergências. Neste terceiro dia de Carnaval, foram registrados 61 atendimentos distribuídos em oito pontos de apoio, sendo 48 ocorrências classificadas como de baixo risco (verde), 12 de médio risco (amarela) e uma de alto risco (vermelha). O consumo excessivo de álcool liderou os atendimentos, com 23 ocorrências, seguido por ferimentos incisivos (oito) e apoios a familiares (oito). Desmaios, agressões e outras situações somaram 22 registros. O Corpo de Bombeiros encaminhou três foliões a unidades hospitalares neste terceiro dia de DF Folia Apenas três foliões precisaram ser encaminhados a unidades hospitalares. Nos demais casos, o atendimento foi prestado no próprio local, com liberação após avaliação. A plataforma Carnaval Monumental/Diversidade concentrou o maior número de atendimentos (37), seguida pelo Parque da Cidade (14). Gran Folia e Galinho da Folia registraram cinco ocorrências cada. Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF realizou ações preventivas, vistoriando nove estruturas e ambientes envolvidos para avaliar as condições contra incêndio e pânico, garantindo a segurança dos locais de festa. O Corpo de Bombeiros reforça orientações para o último dia de folia: manter-se hidratado, consumir alimentos leves, identificar crianças e mantê-las sempre acompanhadas e, no caso de ingestão de bebida alcoólica, agir com moderação. Outra recomendação importante é ativar a ficha médica no celular, cadastrando informações de emergência como contatos familiares, tipo sanguíneo, alergias e uso de medicamentos. Esses dados, que podem ser acessados mesmo com o aparelho bloqueado, agilizam o atendimento em caso de necessidade. Polícia Civil A Polícia Civil do Distrito Federal mantém equipes tático-operacionais de todos os departamentos em campo e de sobreaviso, reforçando as centrais de flagrante e o Departamento de Polícia Técnica, com atenção especial às áreas de maior concentração de público. 117 Número de telefones celulares furtados desde o início do Carnaval Desde o início da folia até o momento, dados preliminares apontam 117 furtos de celular, sete furtos e dez roubos a transeuntes, além de três ocorrências de tráfico de drogas registradas no Núcleo Bandeirante, na Esplanada dos Ministérios e no Guará. A PCDF também investiga dois casos de desaparecimento — uma mulher de 30 anos, vista pela última vez nas proximidades do Museu da República, e um homem de 35 anos, no Setor Comercial Sul. De acordo com a corporação, os casos são tratados com prioridade máxima, com integração entre investigação, inteligência e apoio às famílias. Detran-DF O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou mais uma etapa da Operação Folia Segura 2026 em Taguatinga, Ceilândia e Sobradinho. Foram abordados 352 veículos e realizados 338 testes de etilômetro. Ao todo, 16 condutores foram autuados por alcoolemia. Também foram registradas 16 infrações por condução sem habilitação, cinco CNHs suspensas, sete vencidas, além de outras irregularidades. Na área educativa, o Detran atuou com o Bloco de Carnaval Educativo no Parque da Cidade, alcançando cerca de 4 mil pessoas com orientações sobre os riscos da combinação entre álcool e direção. Ações educativas do Detran-DF buscaram conscientizar motoristas e pedestres [LEIA_TAMBEM]DF Legal A DF Legal fiscalizou 17 eventos de Carnaval, nesta segunda-feira, e fez a interdição de um bloco em Planaltina que ocorria sem as licenças obrigatórias, como da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. Já na fiscalização de ambulantes, pouco mais de 80 comerciantes irregulares foram orientados a se retirar dos blocos. Diversos ambulantes foram flagrados com garrafas de vidro, algo proibido por questões de segurança; os vasilhames também estavam sem rótulo, o que não garante a procedência correta. As equipes de fiscalização realizaram a apreensão de 121 garrafas em diversas regiões da área central de Brasília. *Com informações da SSP-DF

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Médicos especialistas têm seleção com salários de até R$ 18 mil 

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu novos processos seletivos para formação de cadastro reserva de médicos especialistas. As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 22 deste mês. Os salários podem chegar a R$ 18.115,68, a depender da especialidade e da carga horária.  Há vagas para profissionais de diferentes áreas médicas | Foto: Divulgação/IgesDF As oportunidades são para nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia clínica, cirurgia pediátrica e urologia, áreas consideradas estratégicas para o reforço da assistência nas unidades administradas pelo instituto.  Auxílio-transporte e abono semestral estão entre os benefícios oferecidos  A carga horária mínima varia entre 12 e 24 horas semanais. Para jornadas de 24 horas, a remuneração bruta é de R$ 13.359,56, destinados a  nefrologistas, endoscopistas respiratórios e urologistas. Já para cirurgião pediátrico, o salário chega a R$ 18.115,68. No caso de oncologista, com carga mínima de 12 horas, a remuneração é de R$ 8.015,46.  Além do salário, os profissionais contratados contam com benefícios como auxílio-transporte, alimentação (conforme acordo coletivo e local de trabalho), clube de descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês do aniversário.  Reforço na assistência especializada   Os editais são destinados à formação de cadastro reserva, ou seja, os candidatos aprovados poderão ser convocados conforme a necessidade das unidades sob a gestão do IgesDF. A validade dos processos seletivos se estende até março de 2027, a depender da especialidade.  [LEIA_TAMBEM]Para participar, é necessário ter diploma de medicina reconhecido pelo MEC, registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e residência médica concluída, ou em fase de conclusão até março deste ano, ou título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e respectivas sociedades.  Também é exigida experiência mínima de seis meses na área pretendida. No caso da urologia, experiências em transplante renal, litotripsia extracorpórea (Leco) e nefrolitotripsia percutânea (NLP) são consideradas diferenciais.  Profissionais interessados devem acessar o site do IgesDF, ler atentamente o edital da especialidade desejada e realizar a inscrição dentro do prazo.  Serviço  Processo seletivo: Cadastro reserva para médicos → Especialidades: nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia, cirurgia pediátrica e urologia → Salários: de R$ 8.015,46 a R$ 18.115,68 (conforme carga horária) → Inscrições até o dia 22 deste mês → Editais disponíveis no site do IgesDF.  *Com informações do IgesDF     

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DF Folia 2026: diversidade e públicos gigantes marcam fim de semana de Carnaval

O Carnaval ainda não acabou, e a edição de 2026 do DF Folia já é histórica. O sábado (14) e o domingo (15) foram marcados por desfiles de grandes blocos no centro da cidade, abrindo alas para a diversidade e para a brincadeira com respeito e segurança.  No sábado, o Bloco do Amor transformou a região do Museu Nacional — onde fica a plataforma Carnaval Monumental — em um mar de gente. No domingo, o Bloco das Montadas reuniu mais de 100 mil foliões, com muita fantasia, música, dança, performances e show da cantora Gretchen. Respeito era palavra de ordem no bloco, que levantou a bandeira da comunidade LGBTQIAPN+.  Bloco do Amor, há 11 anos saindo nas ruas: diversidade e respeito marcaram os desfiles de domingo, selando o caráter seguro do Carnaval no DF | Foto: Mendez/Divulgação Campanhas de conscientização e o reforço na segurança com a presença de policiais garantiram momentos intensos de celebração e tranquilidade. Dados do Governo do Distrito Federal (GDF) apontam para uma queda de 42% das ocorrências no final de semana do Carnaval, em comparação ao ano passado. Esse número coloca Brasília no topo dos carnavais mais seguros entre as capitais. No domingo, no Gran Folia, o Bloco dos Raparigueiros reuniu cerca de 40 mil brincantes, que curtiram clássicos do carnaval baiano.  Diversidade  “O DF Folia reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com uma política cultural que valoriza a diversidade, fortalece a economia criativa e, sobretudo, cuida das pessoas”, avalia o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes. “Ver as ruas ocupadas com alegria, respeito e segurança mostra que é possível promover grandes eventos populares com organização, inclusão e responsabilidade pública.” “Eu venho aqui porque é um lugar seguro, de campanha pelo respeito à comunidade LGBT+ e pela acessibilidade; é um bloco muito carinhoso e cuidadoso com o folião” Ana Flávia, atriz Os blocos das Montadas e do Amor são destaque no Carnaval da capital da República, tanto por atrair um público gigantesco quanto por promover o respeito à diversidade de gênero e sexualidade.  Era a primeira vez da atendente Stefany Souza, 26 anos, no Montadas. “Gostei muito porque o pessoal é bastante animado e bastante acolhedor. E não vi nenhuma confusão ou briga até agora”, observou. Já a drag queen Leo Skiims, 25, marca presença no bloco todos os anos: “Para mim, esse bloco é liberdade, ser quem eu sou e vir do jeito que eu me sentir à vontade”. Carnaval renovado [LEIA_TAMBEM]Em Águas Claras, sete mil foliões vibraram na mesma energia de respeito e acolhimento, no Baile da Piki. “Mais do que um bloco, é um movimento cultural que reafirma o direito da comunidade de ocupar as ruas, celebrar sua existência e contribuir ativamente para a construção e renovação do Carnaval”, assinala o responsável pelo bloco, Matheus Maia.  O Bloco do Amor também pediu passagem para a diversidade no coração de Brasília. A atriz Ana Flávia, 53, diz que acompanha o grupo desde a estreia nas ruas da cidade. “Eu venho aqui porque é um lugar seguro, de campanha pelo respeito à comunidade LGBT+ e pela acessibilidade; é um bloco muito carinhoso e cuidadoso com o folião”, afirma. “São 11 anos de Bloco do Amor e é um bloco sem incidentes, muito tranquilo, todo mundo com essa vibe de amor e de compartilhar com o próximo”, sublinha a coordenadora-geral do bloco, Letícia Helena.  O DF Folia 2026 é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) promovida por meio de chamamento público, com investimento total de R$ 10 milhões, em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade. A programação completa pode ser conferida no site e nas redes sociais do DF Folia.    *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa  

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