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Excesso de festa e falta de sono durante o Carnaval afetam corpo e mente

Para muita gente, o Carnaval é a época mais esperada do ano. É quando a rotina dá uma pausa e a cidade vira festa: bloquinhos, viagens, música, encontros, fantasia e aquele sentimento de liberdade. Mas, para outras pessoas, o Carnaval tem outro significado. É o momento perfeito para ficar em casa, dormir até mais tarde, organizar a vida, assistir a filmes, ler um livro ou simplesmente descansar. O que deveria ser apenas alegria, porém, pode virar também um momento de exaustão física e emocional. A mistura de noites mal dormidas, calor, bebida alcoólica, multidões e excesso de estímulos pode causar irritação, cansaço extremo, queda de pressão, desmaios e até crises de ansiedade. Muitas vezes o corpo dá sinais claros de que passou do limite, mas a pessoa insiste em ignorar para não “perder a festa”. Ao mesmo tempo, quem prefere ficar em casa pode enfrentar outro problema: a culpa por não estar na rua “aproveitando”.  Tanto descansar como curtir são opções legítimas durante o Carnaval | Foto: Divulgação/IgesDF  Segundo a psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) Dúlcila Galvão, esse sentimento é mais comum do que parece. “Muita gente sente que precisa viver o Carnaval de um jeito específico, como se fosse obrigatório estar na rua, em festa, sorrindo e aproveitando. Mas isso não é uma regra. Descansar também é uma escolha saudável e legítima”, explica. Recarregar as energias A administradora Marina Azevedo, 29 anos, é do time que se prepara o ano inteiro para o Carnaval. Ela organiza roteiro, escolhe os blocos e faz questão de aproveitar cada dia. “Eu amo Carnaval. É a época que eu mais espero. Eu gosto de música alta, de dançar, de estar no meio das pessoas. Parece que eu renovo minha energia”, conta. Já o professor Eduardo Lima, 41, prefere passar o feriado de outro jeito, longe da agitação. “Para mim, Carnaval é descanso. Eu gosto de ficar em casa, dormir mais, colocar as coisas em ordem e aproveitar o silêncio. Se eu viajar, é para um lugar tranquilo, com natureza”, diz. A psicóloga explica que essas diferenças estão relacionadas às características individuais de personalidade e à forma como cada pessoa lida com as próprias emoções. Enquanto algumas se sentem energizadas e confortáveis em ambientes mais movimentados, outras precisam de contextos mais tranquilos para descansar e se recuperar das demandas e do estresse do dia a dia. "O mais importante é reconhecer quais contextos favorecem o seu bem-estar e respeitar seus próprios limites" Dúlcila Galvão, psicóloga “Algumas pessoas se sentem revitalizadas em situações de maior interação social, como festas e bloquinhos de rua, enquanto outras recuperam sua energia em ambientes mais silenciosos e reservados. Essas diferenças estão relacionadas a traços de personalidade, como introversão e extroversão. O mais importante é reconhecer quais contextos favorecem o seu bem-estar e respeitar seus próprios limites”, orienta. Ela destaca que introversão não é sinônimo de timidez. Em geral, quem apresenta essa característica tende a se sentir melhor em ambientes mais tranquilos e pode se cansar mais rapidamente em locais muito cheios ou com excesso de estímulos. Falta de sono Além da saúde mental, o Carnaval pode impactar diretamente no corpo. A privação de sono, por exemplo, prejudica a imunidade e altera o funcionamento do organismo, aumentando o risco de mal-estar e acidentes. “Dormir pouco deixa o corpo mais vulnerável. A pessoa fica mais irritada, mais impulsiva, mais sensível emocionalmente e mais cansada fisicamente. E quando isso se junta com calor e bebida alcoólica, o risco de desmaios e quedas aumenta”, alerta Dúlcila. Ela explica que o sono é um momento em que o corpo se recupera e o cérebro se reorganiza. Sem esse descanso, o organismo começa a dar sinais de desgaste. “Não é só cansaço. A privação de sono compromete funções cognitivas como atenção, memória e tomada de decisão, além de impactar o humor. A pessoa pode ficar mais propensa a brigas, aumento da ansiedade e maior sensibilidade emocional, incluindo episódios de choro ou reações desproporcionais”, completa. Excesso de estímulos [LEIA_TAMBEM]Ambientes muito cheios, barulho intenso e sensação de aperto podem desencadear crises de ansiedade, principalmente em pessoas que já têm histórico ou que estão vivendo uma fase emocional mais sensível. “A crise pode se manifestar com sintomas como taquicardia, falta de ar, tremores, tontura e uma sensação intensa de ameaça ou de que algo ruim está prestes a acontecer. Em alguns casos, a pessoa acredita estar vivenciando um problema cardíaco, quando, na verdade, trata-se de um episódio de ansiedade”, explica. Dúlcila também alerta que o álcool pode intensificar essas sensações e aumentar a instabilidade emocional. “O álcool pode piorar a ansiedade e diminuir o controle emocional. Algumas pessoas ficam mais impulsivas, outras ficam mais tristes e vulneráveis. Por isso, é importante ter equilíbrio”, orienta. Dúlcila alerta sobre alguns sinais que indicam que o corpo ou a mente chegaram ao limite e, por isso, é importante buscar atendimento. “Se a pessoa apresenta crises de ansiedade intensas, falta de ar, desmaios, confusão mental ou sensação de pânico recorrente, é fundamental procurar ajuda. Saúde mental também é urgência”, reforça. Segundo ela, o descanso também deve ser visto como parte do autocuidado. “Descansar não é perder tempo. Descansar é recuperar o corpo e a mente. E muitas vezes é justamente o que a pessoa precisa para voltar bem para a rotina”, diz. Para curtir com equilíbrio: Durma bem antes de sair e recupere-se no dia seguinte; Intercale festa com descanso; Faça pausas em locais tranquilos; Beba água com frequência; Evite exageros no álcool; Respeite limites físicos e emocionais; Não se compare com outras pessoas nas redes sociais. Procure ajuda se houver: Crises de ansiedade intensas; Falta de ar; Desmaios; Confusão mental; Sensação de pânico recorrente. Onde buscar atendimento no DF Quem precisa de apoio psicológico pode procurar atendimento pelo SUS no Distrito Federal. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa, que realiza o acolhimento e, se necessário, faz o encaminhamento para acompanhamento especializado. Em casos de sofrimento emocional mais intenso, a população pode buscar atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que oferecem suporte voltado à saúde mental. Já em situações de urgência e emergência, como crises de ansiedade graves, surtos ou risco à própria segurança, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou acionar o Samu, pelo telefone 192. Durante o período de Carnaval, o atendimento psiquiátrico estará disponível nas UPAs Núcleo Bandeirante, Sobradinho e Vicente Pires. O DF também conta com atendimento especializado no Hospital São Vicente de Paulo, em Taguatinga, referência em saúde mental. *Com informações do IgesDF  

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Operação de recuperação viária utiliza cerca de 10 toneladas de massa asfáltica em Ceilândia

A Administração Regional de Ceilândia, nesta sexta-feira (13), aplicou cerca de 10 toneladas de massa asfáltica em ruas de diversos pontos da cidade. A ação contou com equipes próprias da administração e apoio da Novacap. Os serviços foram executados nas QNMs 2 e 12, em Ceilândia Norte; QNN 24, em Ceilândia Sul; Via NM3 (via Praça da Bíblia); e Via 5 do Setor O, contemplando avenidas principais, vias secundárias e conjuntos habitacionais. Com as fortes chuvas dos últimos dias, o número de buracos e o desgaste do asfalto aumentou | Foto: Divulgação/Administração de Ceilândia Devido ao período chuvoso registrado nos últimos dias, houve aumento significativo nas demandas emergenciais relacionadas a buracos e desgaste do asfalto. Por isso, as equipes concentraram esforços em pontos considerados prioritários, com foco na segurança de motoristas e pedestres. O trabalho foi realizado conforme cronograma estabelecido e de acordo com a disponibilidade de massa asfáltica fornecida pela Novacap, garantindo agilidade na execução dos reparos. O administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, destacou o empenho das equipes diante da alta demanda.“Conforme a disponibilidade de massa asfáltica e as condições do tempo, nossas equipes estão atendendo as demandas emergenciais, além da programação já estabelecida pela Novacap. Nosso compromisso é garantir mais segurança e melhores condições de tráfego para a população”, afirmou. A administração reforça que o trabalho seguirá de forma contínua, priorizando áreas com maior necessidade e impacto na mobilidade urbana. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia  

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Dia Internacional da Luta Contra o Câncer Infantil: diagnóstico precoce é essencial para sobrevida de crianças

Celebrado em 15 de fevereiro, o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil ganha, no Distrito Federal, um contorno de vanguarda tecnológica e rede de cuidado da infância importantes.  O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) é um centro de referência nacional especializado no atendimento oncológico infantojuvenil, que opera sob protocolos de referência praticados nas melhores instituições do mundo. Isso garante ao paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) o acesso ao que há de mais moderno na medicina de precisão. Hospital da Criança de Brasília registra cura de 80% de casos de leucemia linfoide aguda | Fotos: Divulgação/HCB Em mais de 14 anos de história, o HCB mantém indicadores de sobrevida que se equiparam aos grandes centros especializados tanto no Brasil quanto no exterior. Uma dessas conquistas foi a cura de 80% dos casos de leucemia linfoide aguda (LLA) tratados na unidade —  resultado superior à taxa média na América Latina e Caribe (aproximadamente 55%), conforme dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).  Diferentemente das neoplasias em adultos, nas quais os crescimentos anormais, desordenados e excessivos de células no organismo são frequentemente associados a fatores ambientais e estilo de vida (como tabagismo ou dieta), o câncer infantil é predominantemente de natureza embrionária, sendo considerado uma condição de saúde rara — por definição da Organização Mundial da Saúde, uma doença pode ser considerada rara quando incide até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes, e o câncer infantil, por sua vez, incide em menos de 0,2% da população pediátrica.   Taxas No HCB, as diferentes características biológicas dos tumores infantis definem um desafio a ser superado e uma possibilidade investigativa importante para a oncologia pediátrica: embora sejam tumores agressivos e de curto período de latência, eles apresentam uma resposta significativamente superior aos protocolos modernos de quimioterapia e imunoterapia. “A cada ano você descobre subtipos diferentes da mesma doença, e vão se desenhando formas de tratamentos específicos para cada doença; então, o que hoje se consegue no Hospital da Criança é essa união ainda muito mais estreita, porque estamos no mesmo local” Isis Magalhães, diretora técnica e interina de Ensino e Pesquisa do HCB Segundo o relatório Perfil Epidemiológico da Incidência de Câncer no Brasil e Regiões, divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar, de 2026 a 2028, cerca de 7.560 novos casos de câncer (todas as neoplasias) em crianças e adolescentes (até 19 anos), correspondendo a uma taxa bruta de incidência de 134,81 casos por milhão. Ainda conforme o relatório, há uma predisposição leve de possível maior incidência de câncer em meninos, 3.960 casos (52,4%), enquanto, em meninas, a taxa permeia 3.600 novos casos (47,6%).  Contudo, a ciência aponta boas possibilidades. Para a diretora técnica e interina de Ensino e Pesquisa do HCB, Isis Magalhães, a estruturação de centros de alta complexidade, que aliam assistência especializada, ensino e pesquisa, ampliam as possibilidades de tratamento e prognóstico positivo. “A cada ano você descobre subtipos diferentes da mesma doença, e vão se desenhando formas de tratamentos específicos para cada doença; então, o que hoje se consegue no Hospital da Criança é essa união ainda muito mais estreita, porque estamos no mesmo local”, explica.  Habilitado pelo Ministério da Saúde (MS) como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) exclusiva de oncologia pediátrica, transplante de medula óssea autogênico e alogênico aparentado e não aparentado, o HCB possui uma estrutura dedicada à promoção de aperfeiçoamento constante da equipe assistencial, o que propicia novas descobertas e implementação de protocolos avançados de tratamento. O hospital compõe o Programa Aliança Amarte — Apoio Maior, Aumentando Recursos e Treinamento Especializado, desenvolvido em parceria com o St. Jude Children's Research Hospital (EUA), referência mundial na pesquisa e tratamento do câncer infantojuvenil. Referência em tratamento Devido à sua alta especialidade no tratamento oncológico pediátrico, o HCB recebe muitos pacientes referenciados por meio da modalidade Tratamento Fora do Domicílio (TFD), que garante a continuidade do cuidado ao paciente SUS, quando necessário, em procedimentos e consultas de alta complexidade em outras regiões do país.  Renata Barros com o filho Ravi, paciente, na brinquedoteca do HCB:  “Às vezes, a gente, que é mãe, não procura saber sobre uma doença, né? Eu mesmo nunca pensei em estar passando por isso, mas depois que eu tive o diagnóstico do Ravi,  passei a pesquisar mais” É o caso de Renata Suelen Barros, mãe de Ravi Barros, de 4 anos — ambos de Parauapebas (PA). Há pouco mais de quatro meses em Brasília, Ravi foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda, condição que representa aproximadamente 25% dos casos de câncer pediátrico e cerca de 75% das leucemias infantis. Em virtude do tratamento do menino, Renata tem enfrentado internações prolongadas, mas, ainda assim, disse que conseguiu fazer amizades com outras mães e que isso é importante para criar vínculos.  “A gente vai dando força, vai ajudando, no que que a pessoa está precisando, porque tem muita mãe aqui que chega [ao hospital] desnorteada”, relata. “E às vezes ela quer o quê? Quer um apoio. Aí é muito bom, assim, o contato entre as mães, de conversar, de passar informação, de ajudar umas às outras.” Renata diz sentir falta de mais informação qualificada sobre os sinais do câncer na infância: “Às vezes, a gente, que é mãe, não procura saber sobre uma doença, né? Eu mesmo nunca pensei em estar passando por isso, mas depois que eu tive o diagnóstico do Ravi, passei a pesquisar mais. Mesmo que você não esteja passando pela doença, é sempre bom a gente pesquisar”. Medicina de precisão “A criança pode ter uma síndrome de predisposição ao câncer; ela é curada, só que pode ser que ela tenha um outro tumor; e, se eu não souber disso, às vezes eu vou perder uma oportunidade” Renata Sandoval, coordenadora de Genética Clínica do HCB A pesquisa do Inca também destaca que, na atualidade, já não se trata mais “o câncer”, mas da “assinatura genética” de cada tumor. A médica coordenadora de Genética Clínica do HCB, Renata Sandoval, explica que a minoria dos cânceres tem um componente hereditário, familiar, que contribui para o risco de uma pessoa desenvolver a doença; e, como o câncer na infância é considerado uma condição rara de saúde, não há um trabalho de vigilância sobre essa condição, diferentemente de casos de câncer de mama, por exemplo, que atinge uma em cada oito mulheres.  A especialista lembra que é importante prestar atenção aos sintomas e queixas das crianças. “Em crianças e adolescentes, a gente só vai investigar um câncer quando a gente tem sintomas”, aponta. “Só que, se eu estiver diante de uma pessoa, de uma família que tem um padrão de adoecimento de uma síndrome genética de predisposição ao câncer, aí sim, nessa situação, é como se a ‘receitinha de bolo’ daquela pessoa tivesse mais dificuldades de corrigir erros que acontecem nas células. Isso não quer dizer que ela teria um câncer, mas ela tem um risco diferente do risco habitual da população”.  De acordo com a médica, a partir de estudos da oncogenética pediátrica é possível identificar síndromes de predisposição genética ao câncer que podem ter impacto em toda a família. “A criança pode ter uma síndrome de predisposição ao câncer; ela é curada, só que pode ser que ela tenha um outro tumor; e, se eu não souber disso, às vezes eu vou perder uma oportunidade. Eu não vou estar ‘vigiando’ ela de uma maneira adequada e dando oportunidade ao diagnóstico precoce e, até, às vezes, de outros familiares que estão em risco”.  Avanços recentes no tratamento do câncer infantil no HCB incluem imunoterapia, que reprograma as células de defesa do próprio paciente para atacar o tumor; terapias-alvo, em que drogas moleculares bloqueiam especificamente as mutações que impulsionam o crescimento das células malignas, reduzindo os efeitos colaterais da quimioterapia convencional; e o diagnóstico molecular, com exames de sequenciamento genético que podem identificar precocemente síndromes de predisposição hereditária, selecionando marcadores não somente genéticos, mas proteicos, entre outros, o que permite um monitoramento ativo da manifestação da doença.“ Hoje, a oncologia é vista como um cenário onde é indissociável a pesquisa de marcadores moleculares. Anteriormente era a ‘carinha’ da célula,  e hoje isso vem mudando com relação às mutações genéticas. A ‘cara’ daquela doença é uma alteração genética” Ricardo Camargo, coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional do HCB O coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional (LPT) do HCB, Ricardo Camargo, explica que, diante da biologia dos tumores pediátricos, que são absolutamente heterogêneos, os profissionais do hospital buscam diagnosticar, classificar o risco de recaída ou de agressividade da doença, a fim de monitorar a resposta ao tratamento da criança. “Hoje, a oncologia é vista como um cenário onde é indissociável a pesquisa de marcadores moleculares”, explica. “Anteriormente era a ‘carinha’ da célula,  e hoje isso vem mudando com relação às mutações genéticas. A ‘cara’ daquela doença é uma alteração genética. E é isso que o laboratório se propõe a fazer, procurar marcadores para a oncologia, de maneira geral, que tenham valor para o diagnóstico, prognóstico e de terapia-alvo.” Educação em saúde  A educação em saúde é a principal ferramenta para reduzir o tempo entre o primeiro sintoma e o início do tratamento oncológico das crianças. O maior desafio clínico reside no fato de que os sinais do câncer pediátrico frequentemente mimetizam doenças comuns da infância (viroses, anemias ou dores de crescimento). Além da oferta de assistência especializada em saúde pediátrica, o HCB atua como um polo irradiador de conhecimento para a Atenção Primária à Saúde (APS) do Distrito Federal. Por meio de teleconsultorias e protocolos de encaminhamento, o hospital capacita médicos e demais profissionais da Saúde da Família a identificarem precocemente sinais de alerta, combatendo o diagnóstico tardio, que ainda é o principal obstáculo para a cura total.  [LEIA_TAMBEM]Em uma articulação estratégica voltada ao aprimoramento da linha de cuidado oncológico pediátrico, o HCB, em colaboração com a Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadores de Câncer e Hemopatias (Abrace) e o Instituto Ronald McDonald, promoveu, em 2025, a segunda edição do Programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil. O evento reuniu 280 profissionais e acadêmicos atuantes na APS, com o objetivo de mitigar o intervalo de tempo entre a manifestação clínica inicial e o encaminhamento especializado. Ao instrumentalizar os agentes das unidades básicas de saúde (UBSs), principal porta de entrada do SUS, com subsídios científicos e materiais instrutivos para o reconhecimento assertivo de sinais e sintomas da doença, a iniciativa contribuiu para elevar a suspeição diagnóstica fundamentada em protocolos técnicos de alta precisão.   O olhar atento do médico da família e do pediatra geral, além da percepção aguçada dos pais e cuidadores, é um dos primeiros elos de uma corrente que termina na alta hospitalar e na reintegração plena da criança à sociedade. O diagnóstico precoce é essencial para as chances de cura e qualidade de vida das crianças. A recomendação técnica dos especialistas do HCB é que os pais e responsáveis se atentem e valorizem a queixa persistente e, em caso de suspeita, consultem o especialista da Atenção Primária.   *Com informações do Hospital da Criança de Brasília  

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Novacap segue com serviços de manutenção urbana durante o Carnaval

Enquanto milhares de brasilienses se preparam para cair na folia, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) mantém equipes de serviços essenciais nas ruas. Durante o Carnaval, frentes de trabalho seguem atuando para assegurar a conservação da cidade, com manutenção asfáltica, funcionamento da usina de asfalto e dos laboratórios, além de equipes mobilizadas para atendimentos emergenciais, como quedas de árvores e limpeza de bocas de lobo. A Novacap seguirá trabalhando durante o Carnaval com serviços como manutenção asfáltica e limpeza de bocas de lobo | Foto: Divulgação/Novacap Os reparos no asfalto contarão com equipes em atividade em horário normal no primeiro dia do feriado. Nos demais dias, os profissionais permanecem de prontidão e podem ser acionados pelos grupos de trabalho do Governo do Distrito Federal (GDF), conforme a necessidade. A usina de asfalto e os laboratórios da companhia também funcionam normalmente, garantindo o suporte técnico para os serviços. Na área de manutenção arbórea, as equipes atuarão diariamente no horário comercial. Fora desse período, em caso de quedas de árvores ou galhos, o cidadão pode acionar o Corpo de Bombeiros, que faz o primeiro atendimento e encaminha a demanda para a companhia. Após o horário comercial, os bombeiros seguem responsáveis pelo atendimento inicial, mantendo a integração entre os órgãos. [LEIA_TAMBEM]A limpeza de bocas de lobo também permanece no radar durante o feriado, principalmente em situações emergenciais provocadas por chuvas. A Novacap reforça que a colaboração da população é fundamental para evitar entupimentos, alagamentos e transtornos. “O nosso compromisso é com a cidade e com as pessoas. Mesmo em período de festa, seguimos trabalhando para garantir segurança, mobilidade e bem-estar à população”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite. Para o diretor das Cidades, Raimundo Silva, o cuidado com os espaços públicos é uma responsabilidade compartilhada. “A atuação da Novacap é permanente, mas o apoio do cidadão faz toda a diferença. Não jogar lixo nas ruas, preservar praças e equipamentos urbanos e comunicar situações de risco são atitudes simples que ajudam a manter Brasília organizada e bonita”, afirma. A companhia lembra ainda que, ao identificar problemas como buracos, quedas de árvores ou pontos de alagamento, a população pode acionar os órgãos competentes ou a administração regional da sua cidade, que repassam as demandas aos grupos técnicos responsáveis. *Com informações da Novacap

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Dia Nacional da Criança Traqueostomizada reforça cuidados no tratamento pediátrico

A traqueostomia pode representar medo e incertezas para famílias, mas a compreensão sobre as melhores formas de cuidado reforça a importância do método vital para garantir que crianças com dificuldades respiratórias possam crescer e se desenvolver com segurança. Conhecida como um método terapêutico no qual um orifício é feito na traqueia com o objetivo de possibilitar a respiração, a traqueostomia pode ser necessária por causas variadas, sendo desde malformações congênitas, como laringomalácia (cartilagens da laringe moles que caem sobre a entrada das vias aéreas durante a respiração) e estenose (estreitamento da laringe ou traqueia), até complicações decorrentes de infecções virais, como a bronquiolite e a bronquite. A cirurgiã torácica do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), Maria Alice Cardozo, conta que, em muitos casos, uma intubação prolongada — ou mesmo curta, em bebês prematuros — pode lesionar a via aérea, tornando a traqueostomia necessária para garantir a segurança respiratória da criança. Uma grande preocupação das famílias de crianças traqueostomizadas é a obstrução da cânula. Por isso, embora o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) precise ser acionado, os pais e responsáveis acompanhados pelo HCB aprendem a realizar aspirações, nebulizações e até a agir em casos de emergência, como a decanulação acidental ou a própria obstrução da cânula. "Às vezes, o Samu não chega a tempo. Por isso, a família tem que ser orientada para retirar a cânula, posicionar, passar novamente e fixar a cânula na urgência", afirma Maria Alice Cardozo. O cuidado com o paciente traqueostomizado exige um atendimento multidisciplinar | Foto: Maria Clara Oliveira/HCB A cirurgiã também explica que a compreensão sobre o que é o procedimento precisa mudar logo no primeiro contato com os pais: "A primeira coisa que a gente precisa tomar cuidado no momento da conversa sobre uma traqueostomia é não colocar essa opção como se fosse definitiva. Isso assusta muito a família”. Ela reforça que “a traqueostomia não tem que ser vista como um problema, tem que ser vista como uma solução, uma ponte".  O cuidado com o paciente traqueostomizado exige um atendimento multidisciplinar. Maria Alice Cardozo destaca que os profissionais de enfermagem, fisioterapia e psicologia são essenciais no dia a dia da recuperação e a fonoaudiologia desempenha um papel crucial para a reabilitação da fala e da deglutição. "Com o trabalho da fono, conseguimos garantir que a criança vai falar. É uma coisa que preocupa muito a família”, conta. Já o apoio psicológico é indispensável para as mães, que muitas vezes abdicam de suas vidas profissionais e sociais para se dedicar integralmente ao cuidado dos filhos. "Esse dia serve tanto para troca entre as famílias, para elas entenderem que aquele processo pode ser adaptado, quanto para a gente conseguir melhorar a qualidade de vida dessas crianças" Maria Alice Cardozo, cirurgiã torácica do Hospital da Criança de Brasília Apesar dos cuidados necessários, a médica enfatiza que a criança traqueostomizada pode e deve ter uma vida ativa: “A recomendação que eu sempre faço com a questão de recreação é com a piscina, que a criança não pode entrar. A criança traqueostomizada que não tem nenhum comprometimento neurológico, que não tem nenhuma limitação de movimento, tem o mesmo cuidado da que não tem traqueostomia”. O final de todo esse suporte é a decanulação, o processo de retirada definitiva da cânula. Para que isso aconteça, a criança passa por avaliações como a broncoscopia, um exame endoscópico que permite ao médico visualizar as vias aéreas usando um tubo fino com câmera, e testes de tolerância com a cânula ocluída, que é a retirada da cânula e a aplicação de um curativo oclusivo.  A cirurgiã explica que o fechamento do canal no pescoço geralmente acontece de forma natural pelo próprio organismo, sem necessidade de pontos, em um processo chamado de “segunda intenção”. “Uma dúvida que a família sempre traz: ‘Doutora, quando retirar a cânula você faz um ponto?’ Não, o fechamento é por segunda intenção. O próprio corpo fecha”, relata Cardozo. Após a retirada, a criança fica em observação por 24 a 48 horas, com a equipe atenta, caso haja uma piora respiratória.  Por trás de cada cânula, existe uma criança pronta para descobrir o mundo; o Dia Nacional da Criança Traqueostomizada é um convite à empatia, um espaço para a troca de experiências e para a conscientização sobre os direitos e benefícios sociais dessas famílias. "Esse dia serve tanto para troca entre as famílias, para elas entenderem que aquele processo pode ser adaptado, quanto para a gente conseguir melhorar a qualidade de vida dessas crianças", conclui a cirurgiã do HCB.   *Com informações do HCB

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O Carnaval da Novacap está nas ruas

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Unidades do Detran-DF terão alteração no funcionamento durante o Carnaval

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Sobradinho recebe Arena Tech com três dias de inovação, hackathon e experiências digitais gratuitas

Entre sexta-feira (20) e domingo (22), o estacionamento do Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, recebe o Arena Tech. O evento é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Fundo de Envolvimento da Indústria, Comércio e Turismo. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados pelo site oficial da iniciativa. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, destaca o papel da iniciativa em aproximar a população das ferramentas digitais e incentivar a criação de novas soluções tecnológicas. “O Arena Tech tem um papel educativo e social importante, pois leva tecnologia para Sobradinho de forma gratuita. O hackathon, especificamente, é uma ferramenta para estimular o protagonismo dos jovens, transformando criatividade em projetos reais para a sociedade”, afirma o gestor. O Arena Tech inclui o hackathon presencial de 72 horas, voltado ao desenvolvimento de soluções digitais para desafios tecnológicos | Foto: Divulgação/Secti-DF Com funcionamento das 13h às 22h, o Arena Tech oferece uma programação que engloba palestras sobre inteligência artificial, transformação digital, games e carreiras do futuro, além de workshops práticos de inovação e programação. O público pode usufruir de áreas de robótica, arenas gamers com consoles atuais e retrô, fliperamas e jogos de tabuleiro. O evento conta ainda com espaço kids para atividades lúdicas e ambientação sonora com DJs. Um dos destaques da programação é o hackathon presencial de 72 horas, voltado ao desenvolvimento de soluções digitais para desafios tecnológicos. Os dez projetos com melhor desempenho serão premiados, como forma de incentivar a cultura de inovação. O regulamento completo com os critérios de participação está disponível no site oficial do evento. Arena Tech ⇒ Data: de sexta (20) a 22 (domingo) ⇒ Horário: das 13h às 22h ⇒ Local: estacionamento do Estádio Augustinho Lima, Sobradinho. *Com informações da Secti-DF  

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Capacitação da Segurança destinada a mulheres tem inscrições abertas até o dia 19

As inscrições para o segundo ciclo do curso “Mulher Segura – Prevenção da Violência e o Protocolo Por Todas Elas”, oferecido gratuitamente pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), seguem abertas até o próximo dia 19, com mil vagas disponíveis. O curso aprofunda a compreensão sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial | Foto: Divulgação/SSP-DF A segunda edição do curso amplia o alcance da capacitação iniciada em 2025 e reforça a integração entre prevenção, articulação institucional e participação do setor produtivo. A iniciativa é fruto de parceria entre a SSP-DF e as secretarias da Mulher (SMDF), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), além do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF). “A prevenção à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública A capacitação é ofertada na modalidade Ensino a Distância (EAD) autoinstrucional, com 20 horas de carga horária, e integra o projeto Parceiro da Segurança. O curso é voltado prioritariamente a profissionais de hotéis, bares, restaurantes, shoppings, casas de show e grandes eventos, conforme previsto no Decreto nº 46.183/2024, mas também está disponível a outros segmentos empresariais e cidadãos interessados. O curso aprofunda a compreensão sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher — física, psicológica, moral, sexual e patrimonial —, destacando o caráter progressivo da violência e a importância da identificação precoce de sinais de risco. A formação orienta ainda sobre legislação vigente, mecanismos de denúncia e aplicação prática do Protocolo Por Todas Elas, instituído pela Lei Distrital nº 7.241/2023. “A prevenção à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva”, ressalta o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. “Quando profissionais que atuam diretamente com o público estão preparados para reconhecer sinais de risco e agir corretamente, ampliamos de forma concreta a rede de proteção no Distrito Federal. O curso fortalece essa cultura de cuidado, responsabilidade e compromisso social.” Enfrentamento [LEIA_TAMBEM]A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, vê a capacitação como fundamental. “Toda a sociedade deve estar preparada para combater a violência contra a mulher”, afirma. “Essa é mais uma ação integrada do GDF para levar aos trabalhadores do comércio conhecimento sobre como agir e como acolher as vítimas.” A subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Rozal, reforça que a qualificação é uma ferramenta essencial de transformação social: “Cada profissional capacitado representa um ponto a mais na rede de acolhimento e orientação às mulheres. O curso amplia a conscientização e promove mudança cultural dentro das empresas, tornando ambientes de lazer e trabalho mais seguros e atentos”. As aulas vão do dia 23 deste mês até 24 de março, por meio da Escola Virtual da SSP-DF. A pasta lembra às pessoas interessadas que não deixem a inscrição para a última hora, garantindo a participação nesta edição.  Inscreva-se por este link. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

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Ciência na Estrada leva realidade virtual e experimentos científicos ao Guará II

O Guará II recebe, entre os dias 19 e 23 deste mês, uma nova edição do projeto Ciência na Estrada, que oferece experiências científicas, tecnológicas e educativas gratuitas para a população. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) em parceria com o Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex) com o objetivo de aproximar crianças, jovens e famílias de temas como inovação, astronomia e pesquisa científica por meio de atividades imersivas. As atividades ocorrem no prédio da Administração do Guará II, ao lado da Casa da Cultura, sempre das 14h às 19h. No local, os visitantes encontram o Ônibus Viagem Insólita, uma estrutura futurista que simula uma nave espacial equipada com realidade virtual 360° e jogos digitais interativos. O público infantil conta com o espaço Einstein Júnior, que promove o contato com conceitos científicos por meio de experimentos e oficinas práticas. A programação inclui, ainda, o Domo Planetário, o Desafio Espacial e a Arena Gamer, ampliando as possibilidades de interação com a tecnologia. As atividades ocorrem na Administração Regional do Guará II, ao lado da Casa da Cultura, sempre das 14h às 19h | Foto: Divulgação/Secti-DF O projeto busca estimular a curiosidade e tornar o conhecimento acessível ao cotidiano da população. Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, a iniciativa é uma ferramenta para despertar vocações. “Nosso objetivo é que essas experiências inspirem as novas gerações a trilharem carreiras nas áreas de ciência e tecnologia, mostrando que a inovação é um caminho viável para o futuro desses jovens”, afirma. Os interessados em participar devem retirar os ingressos gratuitamente pela plataforma Sympla. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)

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