Rede pública de ensino do DF inicia ano letivo de 2026 com novas escolas
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) iniciou o ano letivo de 2026 nesta quinta-feira (12), com novas escolas integrando o total de 988 unidades escolares ativas: 712 da rede pública, 77 unidades conveniadas, 73 centros de educação da primeira infância (Cepis) e 126 que atendem beneficiários do Cartão Creche. O ano começou com ações voltadas ao fortalecimento da infraestrutura escolar, com entrega de unidades reformadas, construção de novas escolas e ampliação de prédios já existentes, facilitando o acesso e qualificando os espaços de aprendizagem em diferentes regiões administrativas. O CEF 01 do Jardins Mangueiral foi uma das novas escolas que começaram a funcionar no início do ano letivo de 2026 | Foto: André Amendoeira/SEEDF Entre as novas unidades entregues neste ano estão o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 do Jardins Mangueiral, a Escola Classe (EC) 59 de Ceilândia e a EC 401 do Itapoã. Além dessas entregas, diversas escolas da rede receberam novos blocos de salas de aula, já aptos a receber os estudantes desde o primeiro dia de aula. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, visitou o CEF 01 do Jardins Mangueiral e abriu o ano letivo de 2026 conhecendo a nova escola em funcionamento. A gestora destacou a expectativa positiva para o ano: "A gente tem feito e continua fazendo muitas entregas bacanas. Esta escola, por exemplo, é um exemplo disso: um projeto arrojado, belo e moderno". "Mas o importante é que a rede pública começa o ano letivo de 2026 consolidada, com a nomeação de 3 mil novos professores, e estamos com zero carência na rede. Temos ainda a ampliação de programas do ano anterior, como o Pontes para o Mundo, e a implementação de novos, como o Programa de Educação Socioemocional, além do planejamento de outras iniciativas", complementou. [LEIA_TAMBEM]Planejamento O retorno às aulas contempla todos os estudantes da rede pública, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA), a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e os Centros Interescolares de Línguas (CILs). Nas creches, o atendimento começou de forma antecipada, na última segunda-feira (9). Os calendários escolares da rede pública podem ser consultados no site oficial da Secretaria de Educação. Desde dezembro de 2025, a SEEDF intensificou os preparativos para o início do ano letivo de 2026, que irá acolher 448.103 estudantes esperados na rede pública. A mobilização envolveu equipes de diferentes áreas da pasta, que atuam de forma integrada para garantir infraestrutura adequada, organização pedagógica, alocação de profissionais e a continuidade do ensino com qualidade, eficiência e segurança nas unidades escolares. O trabalho articulado busca assegurar que todas as escolas estejam preparadas para receber estudantes e profissionais desde o primeiro dia de aula, fortalecendo o compromisso com uma educação pública acessível e de qualidade. Para este ano, a secretaria nomeou 3 mil professores da carreira de Magistério Público, que já entram em exercício no início do ano letivo. Os novos docentes são candidatos aprovados no concurso público regido pelo Edital Normativo nº 31/2022. Ao longo da vigência do certame, a SEEDF já convocou, além desses 3 mil professores, um total de 5.239 novos servidores das carreiras de Magistério Público e Gestão de Políticas Públicas e Gestão Educacional (PPGE). Diversos projetos focados no bem-estar dos estudantes serão desenvolvidos ao longo do ano de 2026 Saúde e bem-estar O início do ano letivo também marca o fortalecimento de um eixo estratégico voltado à saúde, ao bem-estar e à proteção integral dos alunos. A Diretoria de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante, em articulação com a Assessoria Especial de Cultura de Paz, estruturou um conjunto de projetos com foco na promoção da saúde mental, na prevenção de violências e no desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Em janeiro, equipes das duas áreas reuniram-se para alinhar as iniciativas que serão desenvolvidas ao longo de 2026 nas unidades da rede pública. O objetivo é antecipar riscos, fortalecer vínculos e contribuir para ambientes escolares mais seguros, acolhedores e saudáveis. Entre as novidades está o projeto ECA em Movimento, que passa a integrar pela primeira vez o portfólio de ações da rede pública do DF, reforçando a educação em direitos e o Estatuto da Criança e do Adolescente como instrumento de cidadania no cotidiano escolar. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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BRB orienta estudantes sobre o uso do Passe Livre no retorno às aulas
Com o início da volta às aulas, cerca de 183 mil estudantes retomaram o uso do transporte público no Distrito Federal. Anualmente, mais de 280 mil alunos são beneficiados pelo Passe Livre Estudantil (PLE). Diante desse cenário, o BRB reforça orientações importantes para garantir o pleno funcionamento do benefício. “O BRB Mobilidade atua para assegurar que o Passe Livre Estudantil funcione de forma contínua e eficiente, contribuindo para a mobilidade dos estudantes do Distrito Federal. Neste período de retorno às aulas, é fundamental que os usuários estejam atentos às orientações e mantenham seus dados atualizados, assegurando o uso regular do benefício”, destaca o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. No primeiro uso do cartão PLE em cada semestre, o estudante deve aproximar o documento do validador do ônibus duas vezes consecutivas. Na primeira aproximação, ocorre a atualização das informações e a habilitação do cartão; na segunda, a catraca é liberada para a viagem. É importante lembrar que a atualização do cadastro estudantil e a verificação da validade do cartão são essenciais para a liberação do benefício. O Passe Livre Estudantil é habilitado após o envio do calendário acadêmico e da lista de matrículas pelas instituições de ensino. Mensalmente, essas instituições devem encaminhar ao BRB Mobilidade as informações sobre a frequência dos estudantes, garantindo a manutenção do benefício. Em caso de troca de instituição de ensino, o aluno deve inserir no sistema web do Passe Livre uma declaração de escolaridade atualizada, emitida pela nova instituição nos últimos 30 dias. O Passe Livre Estudantil é habilitado após o envio do calendário acadêmico e da lista de matrículas pelas instituições de ensino | Foto: Divulgação/BRB Na hipótese de mudança de endereço, é necessário anexar um novo comprovante de residência, com emissão em até 90 dias. A foto cadastrada também precisa estar atualizada, pois imagens antigas podem ocasionar falhas na identificação biométrica do estudante. O sistema Passe Livre está disponível no site do banco, com acesso por login e senha, e pode ser utilizado para a solicitação inicial do benefício. Em situações de perda, roubo ou furto do cartão, o bloqueio deve ser realizado imediatamente, por meio da Central de Atendimento, pelo telefone (61) 3120-9500, ou em atendimento presencial. Na sequência, o estudante deve anexar o boletim de ocorrência ao solicitar a segunda via, o que também pode ser feito presencialmente ou pelo sistema PLE. Nos casos de cartão danificado ou extraviado, a solicitação da segunda via deve ser realizada exclusivamente pelo sistema web Passe Livre, no menu “2ª via”. "Neste período de retorno às aulas, é fundamental que os usuários estejam atentos às orientações e mantenham seus dados atualizados, assegurando o uso regular do benefício” Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB Em todos os casos, é necessário o pagamento da taxa, no valor de R$ 5,40. A operação pode ser feita via Pix ou cartão de débito nos postos do BRB Mobilidade, ou ainda nas agências e lojas do BRB Conveniência, por meio de depósito identificado em nome do BRB, na conta-corrente nº 027-049239-9, com posterior anexação do comprovante. O prazo para emissão do novo cartão é de até dez dias úteis, contados a partir da data da solicitação. Após a aprovação, o estudante receberá as informações sobre o local e o agendamento para retirada do cartão. Em caso de dúvidas sobre o uso do Passe Livre Estudantil ou outros serviços do BRB Mobilidade, os usuários podem entrar em contato por meio do chatbot disponível no site do BRB Mobilidade, pela Central de Atendimento, no telefone (61) 3120-9500, ou nos postos de atendimento especializados no atendimento ao estudante. A lista completa dos postos do BRB Mobilidade está disponível no site, na aba “Pontos de atendimento”. *Com informações do Banco BRB
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Volta às aulas reforça ações contra abandono digital na rede pública
O retorno às aulas marca um momento de reencontro entre estudantes, professores e o ambiente escolar após semanas de descanso. Mas, para educadores, esse início de ano letivo também exige atenção especial à retomada de rotinas e ao engajamento pedagógico, sobretudo diante de um fenômeno cada vez mais observado nas férias: o chamado abandono digital, quando alunos se afastam das plataformas e práticas de aprendizagem desenvolvidas ao longo do ano. Embora o descanso seja parte importante do calendário escolar, a interrupção total da rotina de estudos e o aumento do tempo de tela voltado exclusivamente ao entretenimento podem influenciar o ritmo de aprendizagem nas primeiras semanas de aula. Para a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, o retorno é um momento estratégico para reconectar os estudantes ao processo educativo. “A volta às aulas é sempre uma oportunidade de retomada. Trabalhamos para que esse reencontro com a escola seja acolhedor, organizado e pedagógico. A recomposição das aprendizagens é uma prioridade da nossa rede, especialmente após períodos de afastamento da rotina escolar”, afirma. A chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz (AECP), Ana Beatriz Goldstein, que atua na prevenção de conflitos e na promoção da convivência respeitosa nas escolas, destaca que o período pós-férias exige atenção redobrada à convivência e à segurança no ambiente escolar. “O abandono digital também dialoga com a segurança nas escolas. Com a mudança de rotina e o aumento da exposição às telas sem orientação, é fundamental que, no retorno, a escola fortaleça o diálogo sobre respeito, responsabilidade e uso consciente das redes, aliando o trabalho pedagógico ao acolhimento e ao cuidado emocional”, afirmou. A interrupção total da rotina de estudos e o aumento do tempo de tela voltado exclusivamente ao entretenimento podem influenciar o ritmo de aprendizagem nas primeiras semanas de aula | Foto: Felipe Noronha/SEEDF Segundo Goldstein, integrar ações pedagógicas às iniciativas de cultura de paz é essencial no início do ano letivo, para reforçar vínculos e promover um ambiente seguro para a aprendizagem. Ações e projetos no retorno Na rede pública do Distrito Federal, o retorno às aulas também reforça, neste início de ano, programas estruturantes voltados à aprendizagem e à formação integral dos estudantes. Entre os projetos em curso, está o Programa Alfaletrando, que visa a garantir a alfabetização de todas as crianças até o final do 2º ano do ensino fundamental e a reforçar o letramento nos anos iniciais, com apoio pedagógico e ações formativas voltadas a professores e estudantes. Outra ação que ganha destaque é o NaMoral, programa focado em valores éticos, respeito e convivência, com expansão prevista para ampliar a sua atuação em mais escolas da rede. “A recomposição da aprendizagem e o fortalecimento da convivência são prioridades neste retorno. O abandono digital durante o período de férias é uma grande preocupação para nós e seguirá como ponto de atenção nas nossas estratégias”, afirma a subsecretária de Educação Básica, Iêdes Braga, destacando a importância do uso consciente da tecnologia e do engajamento escolar logo nas primeiras semanas de aula. A rede também organiza oficinas e formações para professores no decorrer do ano escolar, com foco em práticas pedagógicas que favoreçam o acolhimento, o uso das ferramentas digitais em contextos educativos e a mediação de conflitos. Pais e responsáveis são orientados a auxiliar os discentes nessa transição, retomando gradualmente rotinas de estudo, incentivando a leitura e a participação em projetos escolares, além de estabelecer limites saudáveis para o uso recreativo das telas antes do início das aulas. Ao longo do ano letivo, a rede também promove oficinas e atividades formativas e culturais voltadas à convivência escolar e à segurança nas redes. As ações envolvem professores e estudantes e reforçam práticas de acolhimento, mediação de conflitos e uso responsável da tecnologia no ambiente escolar. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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SEEDF amplia acesso à educação para presos e egressos
A Secretaria de Educação (SEEDF) lançou, nesta quarta-feira (11), o serviço de atendimento educacional voltado a custodiados e egressos do sistema prisional. A iniciativa foi apresentada no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), durante a oficialização da Portaria Conjunta nº 31 de 2025, que regulamenta a parceria entre a SEEDF e a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). O evento reuniu coordenadores regionais de ensino. Lançado durante evento na Fepecs, serviço complementa trabalho que já é desenvolvido pela Secretaria de Educação | Foto: Mary Leal/SEEDF “A secretaria tem abraçado a causa do custodiado desde sempre, em várias frentes”, lembrou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “Uma é na parte educacional, onde os que já têm escolaridade fazem a remição de pena pela leitura. Agora nós temos esse trabalho que está sendo feito também da ressocialização, com a contribuição da educação.” O atendimento será prestado por uma equipe multidisciplinar formada por assistentes sociais da SEEDF, da Defensoria Pública do DF e profissionais do Escritório Social da Funap. A atuação inclui atendimentos na sede da fundação, participação em audiências admonitórias no Centro de Internamento e Reeducação (CIR) e no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), além de acompanhamento na Vara de Execução Penal (Veper). Funcionamento A assistente social Weila Almeida, da SEEDF, explicou como vai funcionar: “Na segunda-feira de manhã, fazemos atendimento na Funap. À tarde, estamos no CIR e no CPP, nas audiências, conversando com os reeducandos sobre o serviço e o direito à educação para a remição de pena. Orientamos como ele pode ser inserido nas escolas da EJA [Educação de Jovens e Adultos], indicamos os locais, tiramos as dúvidas e apresentamos tudo o que a secretaria oferece dentro desse serviço”. “O serviço social voltado à educação vai acolher aquela pessoa que saiu do sistema prisional, encaminhar para uma escola e acompanhar se ela está frequente, se está tendo alguma dificuldade” Cristiane Almeida, diretora do Centro Educacional 01 de Brasília Além do encaminhamento para as unidades da EJA, o programa orienta sobre os cursos técnicos profissionalizantes e o Centro de Línguas, formações que também podem ser computadas para a remição de pena. A equipe promove ainda atividades socioeducativas dentro das unidades prisionais, alcançando estudantes dos regimes fechado, semiaberto e aberto. Um dos principais desafios apontados pela rede era assegurar que os estudos não fossem interrompidos após a saída do sistema prisional. De acordo com a diretora do Centro Educacional 01 de Brasília, Cristiane Almeida, que atua há 26 anos na SEEDF, muitos estudantes deixavam a escola ao conquistar a liberdade. Acompanhamento [LEIA_TAMBEM]“Quando o nosso estudante sai do sistema prisional, a gente acredita que a última coisa que ele vai pensar é em uma escola”, observou a diretora. “Ele vai pensar em voltar para a família, arranjar um trabalho. Toda aquela valorização que ele deu para a escola lá dentro do sistema, lá fora ele vai esquecer. Então, o serviço social voltado à educação vai acolher aquela pessoa que saiu do sistema prisional, encaminhar para uma escola e acompanhar se ela está frequente, se está tendo alguma dificuldade.” A promotora de Justiça Raquel Tiveron, do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do DF e Territórios, avaliou que a iniciativa fortalece a política de ressocialização já desenvolvida nas unidades prisionais: “A importância desse serviço é dar continuidade ao que já era feito intramuros pela Secretaria de Educação e concretizar a educação como instrumento de ressocialização, que é a oportunidade de esses presos e egressos reconstruírem a sua vida agora em sociedade”. A ação atende às diretrizes do Plano Pena Justa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e soma-se a outras iniciativas da SEEDF no sistema prisional, como a remição de pena pela leitura e a recuperação de carteiras escolares pelos próprios custodiados, estratégia que reduz a ociosidade e amplia as oportunidades de qualificação profissional. *Com informações da Secretaria de Educação
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Carnaval do Entorno agita foliões com blocos e shows
O Carnaval no Entorno do Distrito Federal ganha força em 2026, prometendo uma folia que une tradições brasilienses e goianas. Inspirado na programação oficial do DF, que concentra blocos e desfiles em regiões administrativas próximas, como Planaltina, Gama, Brazlândia, São Sebastião e Samambaia, o Entorno torna-se extensão natural da festa. Foliões de Luziânia, Valparaíso e Cidade Ocidental, entre outras cidades do Entorno, têm neste ano uma chance única de curtir o Carnaval sem sair da região metropolitana. A programação oficial da Secretaria de Cultura (Secec-DF) abre espaço em oito regiões administrativas estratégicas, conectando-se diretamente à folia goiana e facilitando o acesso por rodovias próximas. O Carnaval no Entorno vai unir tradições brasilienses e goianas, com inspiração na programação oficial da capital federal | Foto: Divulgação/Secec-DF Cidades como Planaltina, São Sebastião, Gama e Brazlândia têm acesso facilitado para Luziânia e municípios vizinhos pela BR-040 e pela BR-060, enquanto Santa Maria, Samambaia, Ceilândia e Taguatinga atraem público por acessos rápidos. “O DF Folia 2026 foi pensado para além das fronteiras administrativas do Distrito Federal. Quando investimos em infraestrutura, segurança e descentralização dos blocos, estamos fortalecendo uma lógica metropolitana de acesso à cultura, que acolhe também os foliões do Entorno. O Carnaval é um direito cultural, gera emprego, movimenta a economia local e aproxima territórios que, na prática, já compartilham o mesmo cotidiano”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes. [LEIA_TAMBEM]Na mesma linha, o secretário do Entorno do DF, Cristian Viana, reforça a integração dos foliões da região, que desfrutam tanto do Carnaval municipal quanto do distrital: "Os municípios vizinhos são parte da nossa folia. Venham para as RAs do DF curtir blocos seguros e animados — é carnaval metropolitano, com segurança e alegria para todos os nossos brincantes". Em Planaltina (DF), a poucos quilômetros de Planaltina de Goiás, os blocos de rua saem a partir de 14 de fevereiro, com marchinhas e axé animando as ruas centrais. Sobradinho segue o mesmo clima, com programação de 15 a 18 de fevereiro, incluindo shows gratuitos no Ginásio Nilson Ribeiro, atraindo público da saída Norte do DF. A expectativa é de recorde de público, com o GDF investindo em infraestrutura que beneficia também o Entorno, como iluminação LED e banheiros químicos nas vias de acesso. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)
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UPA de Sobradinho inicia teleconsulta pediátrica, e Planaltina passa a contar com atendimento online para adultos
A política de modernização da assistência pública no Distrito Federal dá mais um passo com a ampliação da teleconsulta nas unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A UPA de Sobradinho iniciou a teleconsulta pediátrica esta semana, enquanto a UPA de Planaltina passa a ofertar atendimento virtual adulto a partir desta quinta-feira (12), elevando para oito o número de unidades com teleatendimento em funcionamento. A ampliação faz parte do planejamento institucional de expansão do serviço, que está sendo estruturado de forma gradual desde maio de 2025 e que já se consolida como uma estratégia permanente de organização da assistência nas unidades de urgência e emergência. Desde o início da operação, em 13 de maio de 2025, até 11 de fevereiro deste ano, já foram prestados 15.496 atendimentos por vídeo nas UPAs. Entre os pacientes classificados como baixo risco (verde), mais de 27% optaram pelo atendimento por vídeo. E 85% dos casos foram resolvidos ali mesmo, pela teleconsulta. O serviço de teleconsulta das UPAs já atendeu a 15.496 pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF No período, o serviço resultou em 9.434 prescrições de medicamentos, 5.112 solicitações de exames laboratoriais e 2.285 exames de imagem solicitados. Os dados reforçam que o modelo não é uma medida temporária, mas uma solução estruturada para garantir eficiência. No dia a dia, nas unidades de saúde, após a triagem presencial e a classificação de risco, os pacientes identificados com pulseiras verdes, que indicam menor gravidade, são direcionados para um consultório equipado para teleconsulta. Lá, um técnico de enfermagem acompanha todo o processo, presta suporte ao paciente, auxilia no manuseio da tecnologia e garante que eventuais dúvidas sejam esclarecidas. Primeiro atendimento virtual infantil em Sobradinho A estreia da teleconsulta pediátrica na UPA de Sobradinho já teve a primeira história registrada. A dona de casa Ana Vitória Martins Maciel procurou a unidade para atendimento do filho, Theo Lucca Martins Medrado, de 5 meses, que apresentava sintomas respiratórios e episódios de vômito. Ana Vitória Martins aprovou a teleconsulta e saiu do atendimento confiando no serviço oferecido na UPA de Sobradinho Inicialmente, a proposta de consulta por vídeo causou estranhamento. “Achei o atendimento diferente, quando me falaram fiquei um pouco sem entender”, relata a mãe. Após a consulta, no entanto, a percepção mudou. “Achei o atendimento rápido e bom. A médica também é muito boa. Ela já tinha consultado o meu filho aqui na UPA quando ele teve bronquiolite no ano passado”. Questionada se compreendeu todas as orientações dadas pela médica durante o atendimento por vídeo, Ana Vitória afirmou que sim. O relato reforça a confiança no modelo e demonstra que a tecnologia mantém o vínculo assistencial já construído entre profissional e paciente. A chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital, Amandha Roberta Dias, esclarece que o modelo remoto amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede. “A operação da teleconsulta exige cuidado, atenção e, acima de tudo, compromisso com o paciente. Não se trata apenas de ampliar acesso ou garantir resolutividade, mas de assegurar um atendimento digno, humano e qualificado a cada cidadão que procura o SUS”, destaca. Antecipação ao período de maior demanda pediátrica "Estamos estruturando uma rede mais organizada, mais eficiente e preparada para os períodos de maior demanda, especialmente no atendimento infantil" Juracy Lacerda, secretário de Saúde A implantação da teleconsulta pediátrica no Recanto das Emas e, agora, em Sobradinho ocorre dentro de um planejamento que vem sendo discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho. Ao ampliar o atendimento online antes do período mais crítico, o IgesDF se antecipa à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial. Além das duas unidades que já contam com o serviço, futuramente as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com a teleconsulta nessa especialidade. A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada. Para o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, a ampliação demonstra que a tecnologia está sendo incorporada de forma estratégica à política pública. “Não é uma ação isolada, é parte do planejamento da Saúde do Distrito Federal. Estamos estruturando uma rede mais organizada, mais eficiente e preparada para os períodos de maior demanda, especialmente no atendimento infantil. Antecipar a sazonalidade das doenças respiratórias significa garantir que as famílias encontrem assistência no momento certo, com qualidade e responsabilidade”, afirma. Serviço veio para ficar As UPAs do Gama (3.918 atendimentos), Ceilândia II (3.942) e Vicente Pires (3.711) lideram o volume de teleconsultas até o momento, o que evidencia maior adesão nas regiões de maior fluxo assistencial. Com estrutura já preparada nas 13 UPAs, a previsão é de ampliação contínua do serviço até o fim de março. Os resultados confirmam que a teleconsulta é segura, eficiente e pode abranger várias áreas de atendimento O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destaca que o avanço é resultado de planejamento operacional e integração entre as unidades: “Essa modalidade de consulta veio para ficar. Estamos falando de um modelo estruturado, com indicadores, monitoramento e expansão gradual. Ao anteciparmos a oferta da teleconsulta pediátrica, mostramos que há planejamento e que o paciente está no centro da nossa estratégia”. Os resultados confirmam que o método é seguro, eficiente e pode abranger outras áreas de atendimento. A iniciativa contribui para redução da sobrecarga das equipes presenciais, melhor organização do fluxo assistencial e maior resolutividade nos casos de baixa complexidade. Mais do que inovação tecnológica, a teleconsulta consolida um novo modelo de organização da assistência pública no Distrito Federal. "A tecnologia, nesse contexto, é meio e não é fim" Lilian Santos, gerente de Comando Estratégico Segundo a gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lilian Santos, o modelo combina planejamento, eficiência e cuidado humanizado para fortalecer o SUS. “A tecnologia, nesse contexto, é meio e não é fim. Ela nos permite ampliar alcance, melhorar fluxos e apoiar a tomada de decisão clínica, mas o centro da estratégia continua sendo o paciente, [além do] compromisso ético com o cuidado”, conclui. *Com informações do IgesDF
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Projeto Cuide-se+ chega ao Parque Ecológico de Águas Claras neste sábado (14)
A manhã deste sábado (14) será dedicada ao cuidado e ao acolhimento no Distrito Federal. Das 9h às 13h, o Parque Ecológico de Águas Claras recebe mais uma edição do Cuide-se+, projeto itinerante gratuito que reúne atendimentos e práticas integrativas voltadas à saúde física e mental. Com diversas atividades gratuitas oferecidas ao público, o projeto foi criado para atender todas as regiões administrativas do DF | Foto: Divulgação/Seac-DF A iniciativa da Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF), em parceria com o Instituto Acolher, tem como objetivo aproximar serviços essenciais da população, oferecendo atendimentos acessíveis, humanizados e de fácil acesso. O Cuide-se+ foi criado para ampliar o alcance das ações comunitárias, garantindo que diferentes territórios sejam atendidos ao longo do calendário do projeto. “Nosso compromisso é chegar a todas as regiões administrativas do DF”, afirma a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz. O público poderá acessar uma programação diversificada, com serviços gratuitos voltados ao autocuidado e à promoção da saúde. Entre as atividades disponíveis, há acolhimento e escuta qualificada, atendimento psicológico, orientação nutricional, práticas integrativas e complementares (reiki, auriculoterapia, massoterapia, reflexologia, yoga, arteterapia e técnicas de relaxamento e redução de estresse) e serviços de beleza e autocuidado (corte de cabelo, design de sobrancelhas, limpeza de pele e massagem capilar). A proposta é transformar o espaço público em um ambiente de cuidado e bem-estar, oferecendo ao cidadão a chance de viver uma experiência completa de saúde e acolhimento em um único local. O Cuide-se+ é gratuito e aberto ao público. Para participar, basta comparecer ao local dentro do horário do evento e fazer o cadastro na recepção. O atendimento será prestado por ordem de chegada, garantindo a participação do público de forma simples e acessível. *Com informações da Secretaria de Atendimento à Comunidade
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