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Ainda dá tempo de vacinar neste ano

Quem quiser comemorar o fim do ano com a caderneta de vacinação em dia terá uma oportunidade a mais neste sábado (27). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) irá disponibilizar mais de 40 locais de atendimento. A lista completa está disponível no site da pasta. Haverá imunizantes para serem aplicadas em pessoas de todas as faixas etárias, conforme o calendário de rotina. A orientação é levar documento de identidade com foto e, se possível, a caderneta de imunização. Vale destacar que gestantes a partir da 28ª semana, sem restrição de idade, poderão receber a dose contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Já adolescentes até 19 anos, de ambos os sexos, terão à disposição a dose contra o papilomavírus humano (HPV), caso ainda não estejam vacinados. A SES-DF oferece também o imunizante contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Não haverá vacinação no domingo (28). Na segunda (29) e na terça-feira (30), mais de cem salas de imunização funcionam em horário normal. Na quarta (31), o serviço será oferecido até o meio-dia. Não haverá vacinação nos dias 1º (quinta) e 2 (sexta). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Reconhecida como doença crônica pela OMS, a obesidade encontra tratamento de qualidade na rede pública do DF

A assessora administrativa Ana Paula Silva conviveu durante anos com a obesidade e suas complicações. Entre dores nos joelhos, gordura no fígado, depressão e apneia do sono, ela se acostumou a ser “a mais gordinha da família”. Aos 34 anos e pesando 109 kg, decidiu mudar o próprio percurso. “Fiz a bariátrica e, hoje, olhando para trás, me arrependo de não ter feito antes. Tenho mais disposição, qualidade de vida… tudo melhorou”, afirma. A transformação também alcançou a rotina do marido, Rômulo Gomes, que optou por não realizar a cirurgia, mas aderiu à reeducação alimentar para acompanhar a nova fase da esposa. Ele perdeu 43 kg apenas com ajustes na dieta e prática diária de atividade física. “Além da mudança na alimentação, ele vai à academia todos os dias”, relata Ana Paula. O casal Ana Paula Silva e Rômulo Gomes comemora o resultado de tratamento contra a obesidade | Fotos: Divulgação/IgesDF Histórias como a de Ana Paula e Rômulo refletem um movimento que vem sendo reconhecido em escala global. Diante do impacto crescente da obesidade e do aumento dos casos em todas as faixas etárias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou, pela primeira vez, suas diretrizes internacionais para o tratamento da doença. O avanço ocorre em um cenário em que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade no mundo, e a estimativa é de que esse número possa dobrar até 2030 sem intervenções eficazes. A OMS reforça o entendimento de que a obesidade é uma doença crônica, progressiva e com tendência à reincidência. A entidade destaca que a condição está na base de mais de 200 doenças já conhecidas e incluiu, nas recomendações globais, medicamentos modernos das classes GLP-1 e GIP, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, como ferramentas eficazes no tratamento, desde que utilizados com critérios médicos bem definidos. Serviços de referência O Hran é o único hospital do DF a fazer cirurgia bariátrica pelo SUS | Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília Em Brasília, o tratamento da obesidade, especialmente nos casos de maior complexidade, e dos transtornos alimentares é estruturado por unidades de referência na rede pública. Para os pacientes que necessitam de intervenção cirúrgica, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é o único do SUS no Distrito Federal habilitado para realizar a cirurgia bariátrica, atuando como um centro pioneiro com equipe multiprofissional. Paralelamente, os casos graves de comorbidades relacionadas, como diabetes e hipertensão, são direcionados para o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (CEDOH), referência ambulatorial que oferece um vasto leque de especialidades como endocrinologia, nutrição e psicologia. Por outro lado, o tratamento dos transtornos alimentares específicos, como anorexia, bulimia e compulsão alimentar, é centralizado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), que possui um ambulatório multidisciplinar onde os pacientes têm acesso a consultas com nutricionistas, psicólogos e psiquiatras no mesmo dia. Para acessar qualquer um desses serviços especializados, a porta de entrada obrigatória para o cidadão é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde a avaliação inicial e o posterior encaminhamento via Sistema de Regulação do DF são realizados. Impacto para a saúde pública Ao reconhecer formalmente a obesidade como doença crônica e ampliar as possibilidades terapêuticas, a OMS reforça a necessidade de estruturar linhas de cuidado contínuas, com foco na prevenção, no acompanhamento a longo prazo e na redução de complicações associadas. Para a saúde pública esse avanço representa a oportunidade de fortalecer uma abordagem mais integrada, capaz de reduzir internações evitáveis e a sobrecarga sobre os serviços de média e alta complexidade. A endocrinologista Martha Sanjad comemora o reconhecimento da gravidade da obesidade pela OMS: "Isso evita tratamentos pontuais, reduz complicações futuras e melhora a qualidade de vida do paciente ao longo dos anos" De acordo com a endocrinologista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Martha Sanjad, a mudança de diretriz consolida uma visão mais realista da doença. “Quando a obesidade é reconhecida como condição crônica, o sistema de saúde passa a entender que o cuidado precisa ser contínuo, planejado e integrado. Isso evita tratamentos pontuais, reduz complicações futuras e melhora a qualidade de vida do paciente ao longo dos anos”, destaca. A médica explica que não há resultado consistente sem a integração entre diferentes frentes de cuidado. “O tratamento só é eficaz quando há associação entre medicação, alimentação equilibrada, acompanhamento contínuo e prática regular de atividade física”, reforça. "É uma política pública que olha para o presente, mas principalmente para o futuro" Cleber Monteiro, presidente do IgesDF Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a decisão da OMS fortalece o planejamento da rede pública e aponta para uma agenda estratégica de longo prazo. “Tratar a obesidade de forma estruturada é investir na sustentabilidade do sistema de saúde. Ao prevenir complicações como infartos, AVCs, insuficiência renal e doenças neurodegenerativas, reduzimos internações, custos e sofrimento. É uma política pública que olha para o presente, mas principalmente para o futuro”, avalia. Segundo o presidente, enfrentar a obesidade com base em evidências científicas contribui para organizar melhor a atenção primária, qualificar o acompanhamento especializado e diminuir a pressão sobre os hospitais. Obesidade e cérebro Além dos efeitos já conhecidos sobre o metabolismo e o sistema cardiovascular, pesquisas recentes mostram que os impactos da obesidade ultrapassam essas fronteiras e atingem diretamente a saúde cerebral. Um estudo da Universidade de Washington identificou que o excesso de gordura corporal pode acelerar em até 95% os marcadores sanguíneos associados ao Alzheimer, indicando que o processo de neurodegeneração pode avançar mais rapidamente em pessoas acima do peso. João Tatsch: “Mesmo após os 40 ou 50 anos, mudanças no estilo de vida trazem benefícios concretos" [LEIA_TAMBEM]Para o neurologista do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), João Tatsch, os achados reforçam uma relação já conhecida entre distúrbios metabólicos e doenças neurodegenerativas. “Alterações no metabolismo dos lipídios aumentam a predisposição ao desenvolvimento de condições como Alzheimer e Parkinson. Quando tratamos a obesidade, estamos protegendo o cérebro ao reduzir a inflamação sistêmica, melhorar a resistência à insulina e fortalecer a saúde vascular e o metabolismo cerebral, fatores centrais para prevenir demências”, explica. O especialista lembra que sempre há tempo para iniciar uma mudança real. “Mesmo após os 40 ou 50 anos, mudanças no estilo de vida trazem benefícios concretos. A consistência é o que determina a diferença ao longo do tempo”, conclui. *Com informações do IgesDF  

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Hospital de Base registra alta demanda interestadual ao longo de 2025

Desde os 4 anos de idade, Rafael de Souza Lima cruza cerca de 2.300 quilômetros entre Rio Branco (AC) e o Distrito Federal para tratar uma epispádia completa, malformação congênita que afeta a bexiga e a uretra. Hoje, aos 25 anos, ele já passou por 11 cirurgias no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade de referência em urologia, para onde foi encaminhado ainda na infância. Devido à complexidade do caso, Rafael precisa permanecer internado no HBDF por longos períodos, pelo menos uma vez ao ano. As passagens aéreas são custeadas pelo Tratamento Fora de Domicílio (TFD), benefício do Sistema Único de Saúde (SUS) que garante o deslocamento de pacientes quando não há oferta do tratamento no local de origem. Há mais de 20 anos, Rafael de Souza Lima vem do Acre para o DF em busca de atendimento médico de excelência | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF “Eu me sinto muito lisonjeado de poder estar aqui, principalmente porque tem muita gente que queria ter esse tratamento e não tem. A urologia do meu estado não é boa, por isso que venho para cá, onde é bem melhor. Não tem nem comparação”, afirma. Rafael conta que a área de internação do hospital já é a segunda casa dele e que pretende voltar à unidade como profissional após concluir o curso de técnico em enfermagem. Entre janeiro e 15 de dezembro de 2025, o Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou 662.111 atendimentos. Desse total, quase 95 mil (14,28%), correspondem a pacientes de outros estados, consolidando o HBDF como referência nacional em qualidade, eficiência e alta complexidade assistencial. Considerando apenas os atendimentos a pacientes de fora do DF, a maioria foi de moradores de Goiás, com 76.669 (81%) registros, mas outros estados também apresentaram participação relevante. Minas Gerais ficou em segundo lugar, com 5.137 atendimentos (5,5%), seguido da Bahia, com 1.567 (1,65%), e de São Paulo, com 752 (0,8%). Em 4.298 atendimentos (4,5%), o estado de origem do paciente não foi registrado. Arte: IgesDF Mais da metade dos atendimentos a pacientes de outros estados foi ambulatorial. Um desses casos é o de Honoria Souza, de 32 anos, moradora de Canápolis, no interior da Bahia, diagnosticada com câncer de mama em 2022. Inicialmente, ela buscou atendimento no Hospital Regional de Ceilândia, cidade onde reside um familiar, e posteriormente foi encaminhada para a oncologia do Hospital de Base. “Eu me sinto vitoriosa por ter essa chance e por poder estar aqui, em um hospital de referência. É puxado ter que vir para cá de 21 em 21 dias para as medicações, mas sei que é algo que eu preciso. O tratamento está me ajudando bastante", relata. Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, a procura de pacientes de outros estados reflete a credibilidade e a excelência do atendimento prestado pela unidade. “O Hospital de Base conta com profissionais de referência em diversas especialidades, o que faz de Brasília um importante polo de saúde para todo o Brasil”, destaca. *Com informações do IgesDF  

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Detran-DF registra 82 infrações na véspera de Natal

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Governador Ibaneis Rocha deseja boas festas à população do Distrito Federal

O governador Ibaneis Rocha desejou boas festas à população do Distrito Federal e uma boa virada de ano. A mensagem foi divulgada nas redes oficiais do Governo do Distrito Federal. Na declaração, o governador ressaltou a importância do fortalecimento dos laços familiares e desejou um ano de paz e progresso para a capital. O governador também fez uma menção especial às famílias mais carentes | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Desejo a toda a população do Distrito Federal um feliz 2026. Estou entrando agora no meu oitavo ano de serviço e quero desejar a todos vocês um ano de paz e de muito progresso para a nossa capital. Que possamos fortalecer cada vez mais os laços familiares”, afirmou. O governador também fez uma menção especial às famílias mais carentes. “Que Deus abençoe cada um dos lares desta cidade com tudo aquilo que for necessário, em especial as pessoas mais carentes, para as quais temos tido um olhar muito atento ao longo de todos esses anos de governo. Deus abençoe a todos, e que 2026 seja realmente um ano maravilhoso”, disse Ibaneis Rocha.

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Registradas 82 infrações de trânsito na véspera de Natal

Nessa quarta-feira (24), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio da Polícia Militar (PMDF), realizou a operação Boas Festas em Águas Claras e Sobradinho. Durante as ações de fiscalização, foram registradas 82 infrações de trânsito, sendo oito por conduzir veículo após o consumo de álcool e 74 por motivos diversos. Na ação realizada em Sobradinho, agentes do Detran-DF e policiais do 13° Batalhão da PMDF identificaram três veículos com restrição de roubo ou furto, que foram encaminhados à 35ª Delegacia de Polícia. Além disso, um condutor inabilitado foi flagrado transportando substâncias ilícitas no veículo. Ele e o passageiro também foram conduzidos à delegacia. Infratores contumazes Durante a operação realizada em Sobradinho, os agentes recolheram uma motocicleta com R$ 10.091,48 em débitos, sendo R$ 9.108,94 referentes a multas de trânsito. O último licenciamento do veículo foi realizado em 2020. Também foi recolhido um automóvel com R$ 9.685,64 em débitos, cujo último licenciamento ocorreu em 2015. O veículo acumula R$ 8.235,76 em multas de trânsito e, no momento da abordagem, era conduzido por um motorista que não possui a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A Operação Boas Festas tem como objetivo reforçar a fiscalização de trânsito durante o período de confraternizações de fim de ano. As ações seguem até 4 de janeiro. *Com informações do Detran-DF

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Policlínica do Gama registra 120 mil atendimentos em dez meses e amplia acesso à saúde especializada

Entre janeiro e outubro deste ano, a Policlínica do Gama alcançou 120 mil atendimentos, reunindo todas as especialidades. São cerca de 12 mil pacientes por mês, um aumento de 50% em comparação aos anos anteriores, quando a média mensal girava em torno de oito mil pessoas. A maioria dos serviços foi realizada por técnicos de enfermagem (26,86%), seguidos por profissionais das áreas de fisioterapia (18,93%), enfermagem (12,79%) e fonoaudiologia (7,80%). A gerente da Atenção Secundária da Policlínica do Gama, Raquel Carneiro, atribui o resultado satisfatório a um conjunto de fatores e ao empenho das equipes. “Abrimos mais serviços, a própria mudança de local, menos faltas dos pacientes, menos absenteísmo dos nossos servidores, tudo reforçou para esse resultado. Para diminuir as faltas dos pacientes, por exemplo, agora conversamos mais por mensagens, com diversas confirmações. Com isso, temos uma comunicação melhor”, comentou. As melhorias também são sentidas pelos pacientes, como Luiza Lima, 73 anos, que frequenta a unidade há três meses para troca de curativo por conta de uma queimadura na perna. “Aqui, trabalham muito bem. Marquei muitas consultas. Para qualquer coisa que preciso, todos são bem prestativos. O tratamento está sendo muito bom”, elogiou. Entre janeiro e outubro deste ano, a Policlínica do Gama alcançou 120 mil atendimentos | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Policlínica A policlínica é uma unidade de saúde especializada, ou seja, os pacientes são encaminhados por meio do Complexo Regulador. O local oferece atendimentos de cardiologia, neurologia, pediatria (geral, reumatologia, pneumologia, alergia, endocrinologia), endocrinologia, dermatologia, geriatria, neurologia, nefrologia, feridas complexas, pé diabético, otorrinolaringologia, ginecologia e reumatologia. A filha da Tatiane Silva, 36, por exemplo, foi encaminhada para o atendimento com pneumologista após um quadro severo de pneumonia. Na unidade, além da consulta, a pequena Mariana também realizou o teste de alergia. “Todo o atendimento foi feito na policlínica e eu gostei muito. Aqui é rápido, no sentido de chegar e esperar ser chamada, é muito rápido”, comentou a mãe. Reforma Inaugurada em dezembro de 2024, a Policlínica do Gama representa um marco na região por ampliar a assistência à população. São 24 consultórios e mais de 13 especialidades atendidas. O edifício tem três pavimentos, com mais de 2,7 mil m² de área construída. A entrada principal conta com rampa de acessibilidade e os atendimentos ocorrem no primeiro andar, com cada área de especialidade contando com recepção e enfermagem. Foram aprimorados ainda os banheiros adulto e infantil e um banheiro da família com fraldário. Todo o espaço passou por pintura, troca de piso, iluminação, cadeiras e placas de indicação novas. Outro diferencial é o espaço infantil com bonecas, carrinhos e peças pedagógicas onde as crianças brincam e se entretêm enquanto aguardam consulta. Além disso, o local inovou com a criação do Ambulatório da Dor. Um espaço dedicado a pessoas que sofrem com dores crônicas, persistentes e debilitantes. A equipe oferece uma abordagem multidisciplinar, com foco em terapias alternativas e não medicamentosas, priorizando a qualidade de vida dos pacientes. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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⚽🏀🥇🏆Olimpíadas de Integração da Segurança Pública do Distrito Federal 2026 serão em fevereiro

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UBS 4 do Itapoã passa a oferecer atendimento odontológico

A população do Itapoã e de proximidades conta com mais uma opção de tratamento odontológico. A Unidade Básica de Saúde (UBS) 4, no Capão da Erva, ganhou novo consultório odontológico. O objetivo é ampliar o atendimento e ofertar um espaço mais adequado e confortável, tanto para os servidores quanto para os usuários. “A melhoria no ambiente significa acolher tanto a equipe quanto os pacientes. A partir da revitalização, os profissionais vão poder realizar um trabalho ainda mais qualificado, refletindo, diretamente, no bem-estar da população”, avalia a diretora regional de Atenção Primária da Região de Saúde Leste, Danielle Gonçalves. Além do consultório odontológico, a UBS 4 do Itapoã ganhou novas salas, pintura e novos pisos, janelas e portas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF A reforma durou cerca de quatro meses, contou com investimento de mais de R$ 250 mil. A unidade ganhou nova pintura, tanto externa quanto interna; troca de piso, janelas, portas e fiação elétrica; adaptação dos banheiros, das salas dos agentes comunitários de saúde e de curativo; além da criação de um novo consultório odontológico. “O consultório odontológico vai beneficiar muito a comunidade dessa área rural. Antes, a avaliação dos pacientes era feita em Capão da Erva, mas os procedimentos, em UBSs um pouco mais longínquas”, contou a gerente de Atenção Primária (Gsap) 2 do Itapoã, Fernanda Cardoso Rocha. Moradora da região há mais de dez anos, Yuen Hi Kok, 67 anos, celebrou o novo atendimento. “Essa reforma traz não apenas mais conforto, como também a certeza de uma assistência ainda melhor e mais perto da gente.” Agnaldo Antônio de Freitas: "É muito bom porque a gente não precisa sair daqui para fazer tratamento. A mudança veio para dar o suporte que a gente precisava" Essa praticidade também foi comemorada pelo morador Agnaldo Antônio de Freitas, 63: “É muito bom porque a gente não precisa sair daqui para fazer tratamento. Agora que inaugurou o consultório odontológico, vai ficar bem mais prático. A mudança veio para dar o suporte que a gente precisava.” A UBS do Capão da Erva atende a cerca de 6 mil usuários da comunidade rural e de regiões da Fazenda Velha e da Terra e dos condomínios Entre Lagos e Euler Paranhos. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF  

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Casal de saguis-da-serra-escuro encanta visitantes no Zoológico de Brasília neste fim de ano

Quem visita o Jardim Zoológico de Brasília neste fim de ano tem um encontro especial com os novos moradores do micário: João Paulo e Ana Maria, um casal de saguis-da-serra-escuro, espécie considerada uma das mais raras e ameaçadas de extinção do Brasil. Vindos de São Paulo, os animais passaram por exames físicos, laboratoriais e de imagem ao chegar à capital, além de receberem reforço alimentar e acompanhamento veterinário. Quem aproveitou os últimos dias de 2025 para passear no Zoo foi a empresária Alessandra Costa, 31, que visitou o espaço acompanhada pela família. Segundo ela, apesar de já ter estado no Zoo em outras ocasiões, esse passeio foi especial por marcar a primeira vez do filho no local. Ela comentou sobre a presença dos saguis-da-serra-escuro, recém-chegados ao Zoológico de Brasília. Para ela, o contato mais próximo com espécies raras contribui para a conscientização do público. “É legal poder ter esse contato mais de perto com esses animais. Isso ajuda a educar as pessoas e reforça a importância de preservar a natureza”, completou. O casal de saguis-da-serra-escuro já pode ser visitado no Zoológico de Brasília | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, explica o trabalho executado para que os animais pudessem ser incluídos no caminho dos visitantes. “Com a conclusão de todas as etapas de quarentena e adaptação, os saguis-da-serra-escuro já podem ser visitados pelo público. Essa liberação é resultado de um trabalho técnico cuidadoso, que prioriza o bem-estar dos animais e também permite que os visitantes conheçam de perto uma das espécies mais raras e ameaçadas do Brasil, reforçando nosso compromisso com a conservação da biodiversidade”, afirma. A chegada dos saguis-da-serra-escuro faz parte de um programa nacional de conservação coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que envolve estudos populacionais e o manejo de espécies ameaçadas, explica a chefe de mamíferos, Hellen Cristina de Sousa. Segundo ela, dentro desse processo, é realizado um acompanhamento técnico dos animais e, posteriormente, o pareamento de indivíduos com potencial reprodutivo, para preservar a genética da espécie. “Os dois saguis foram resgatados de um quintal localizado na Zona Leste da Região Metropolitana de São Paulo, um ambiente urbano”, conta. “Após o resgate, eles foram encaminhados para um centro especializado em manejo e conservação de animais silvestres, onde passaram por um processo criterioso de recuperação, readaptação e reforço nutricional antes de serem destinados ao local definitivo. Somente após essa etapa, os animais foram encaminhados ao Zoológico de Brasília”, explica Hellen. Visitantes puderam acompanhar de perto um pouco da rotina de João Paulo e Ana Maria A chefe de mamíferos reforça ainda o papel fundamental do zoológico na conservação e na educação ambiental. Segundo ela, ao contrário da percepção de exploração que algumas pessoas têm, o objetivo principal do Zoo é preservar espécies ameaçadas e conscientizar o público. “É uma forma de garantir que as gerações futuras também possam conhecer esses animais”, afirma. Adaptação O transporte do casal ocorreu por meio do Voo Solidário da Latam, uma iniciativa que auxilia no deslocamento de animais ameaçados de extinção para projetos de conservação. Os dois chegaram ao Zoológico de Brasília separados e foram encaminhados inicialmente ao Hospital Veterinário. Lá, passaram por um período de quarentena, etapa fundamental para identificar e tratar possíveis doenças sem risco de transmissão para outros animais. Após essa fase, houve a junção do casal, que permaneceu em um espaço de adaptação para fortalecimento do vínculo entre eles. Somente depois desse processo, os saguis foram transferidos para o micário, onde hoje podem ser vistos pelo público.[LEIA_TAMBEM] A tratadora Thaynara Kuhl explica que a rotina dos saguis-da-serra-escuro é cuidadosamente planejada para respeitar os hábitos naturais da espécie. Segundo ela, os animais dormem cedo e costumam acordar por volta das 7h. “Quando a gente chega, eles já estão saindo da casinha”, relata. A alimentação acontece três vezes ao dia. Pela manhã, os saguis recebem frutas e verduras. Por volta das 11h, a dieta é complementada com insetos, já que se trata de uma espécie com comportamento de caça. À tarde, por volta das 14h, eles se alimentam novamente com frutas. O recinto foi ambientado para que os animais mantenham comportamentos semelhantes aos que teriam na natureza. Na parte superior do espaço, foram colocados galhos e estruturas que estimulam a movimentação, além de folhas secas no chão, que permitem que eles procurem insetos, reforçando esse comportamento natural. “Eles ficam desconfiados, observam a gente pela grade, mas não demonstram comportamento agressivo. Na verdade, eles têm mais medo da gente do que o contrário", conta a tratadora Thaynara Kuhl Segundo a tratadora, o comportamento dos animais desde a chegada tem sido de cautela, mas sem agressividade. “Eles ficam desconfiados, observam a gente pela grade, mas não demonstram comportamento agressivo. Na verdade, eles têm mais medo da gente do que o contrário”, explica. O trabalho dos tratadores é essencial para garantir a adaptação e o bem-estar dos animais. Thaynara destaca que a equipe monitora diariamente a alimentação, o comportamento e a saúde dos saguis. Caso percebam que algum alimento não está sendo aceito, o setor de nutrição é acionado para ajustar a dieta. Qualquer sinal de alteração, como falhas no pelo, mancar ou comportamento fora do padrão, é imediatamente comunicado à equipe veterinária, que realiza avaliações e exames quando necessário. Além disso, os tratadores também cuidam da ambientação do recinto, fazendo ajustes sempre que necessário, como a inclusão de plantas, galhos ou outros elementos que contribuam para o conforto e a qualidade de vida dos animais. “Tudo é feito para garantir o bem-estar deles e que se sintam o mais próximos possível do ambiente natural”, conclui. Extinção O sagui-da-serra-escuro é atualmente classificado como uma espécie altamente ameaçada de extinção. Antes, era considerado apenas vulnerável, mas diversos fatores contribuíram para o agravamento desse status, como a perda e fragmentação do habitat devido ao desmatamento acelerado e à expansão urbana, a competição por recursos, a hibridação com outras espécies do mesmo gênero, a captura ilegal para criação como animal de estimação, além de doenças, atropelamentos e outros acidentes. Atualmente, o Zoológico de Brasília abriga apenas esses dois indivíduos da espécie. A intenção é formar um casal reprodutivo, mas o processo ocorre de forma totalmente natural, respeitando o comportamento e o tempo dos próprios animais. A empresária Alessandra Costa foi ao Zoológico acompanhada da família Visitação Quer passear pelo Zoológico de Brasília? O Governo do Distrito Federal (GDF) oferece dois bons motivos. Durante as festividades de Natal e Ano Novo, os usuários do transporte público coletivo do DF podem viajar de graça em ônibus e metrô. Até o dia 2 de janeiro de 2026, das 18h às 23h, o transporte público será gratuito para toda a população em razão das comemorações do evento Nosso Natal 2025. A iniciativa integra o programa Vai de Graça, que garante passagem gratuita aos domingos e feriados, além de datas específicas definidas pelo GDF. Nos dias 25 de dezembro (Natal), 28 de dezembro e 1º de janeiro (Ano Novo), a gratuidade será em período integral, da zero hora até as 23h59. O Metrô-DF funciona no dia 24, das 5h30 às 20h, e no dia 25, das 7h às 19h. Outro incentivo é o programa Lazer para Todos, que assegura entrada gratuita no Jardim Botânico de Brasília (JBB) e no Jardim Zoológico de Brasília aos domingos e feriados, ampliando as opções de lazer e contato com a natureza para a população.

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