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GDF abre licitação para construção da rodoviária do Jardim Botânico

O GDF vai investir mais de R$ 6,1 milhões na construção da rodoviária do Jardim Botânico. O novo local vai levar qualidade ao transporte público coletivo na região. As empresas interessadas em concorrer para a elaboração do projeto e execução da obra poderão apresentar propostas até 3 de fevereiro de 2026. Novo espaço será construído em uma área de quase 5 mil metros quadrados | Foto: Divulgação/Semob-DF As condições da concorrência estão previstas no edital de licitação da obra publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (31), disponível na página da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), além do Portal de Compras.  “É uma obra importante, que vai beneficiar mais de 40 mil passageiros por dia e gerar cerca de 50 empregos”, avalia o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves. “Estamos lançando este edital agora e esperamos concluir a fase burocrática ainda no primeiro semestre de 2026 para iniciar a obra logo em seguida.” Segurança O projeto arquitetônico da rodoviária do Jardim Botânico prevê um terminal moderno e seguro. O edifício terá três módulos e será erguido no Setor Habitacional Mangueiral, próximo à Avenida Pau-Brasil. O terreno designado para a construção abrange uma área de 4.983,69 m². Parte importante da concepção do projeto é a separação dos fluxos de carros, ônibus e pedestres, evitando o cruzamento das vias destinadas às pessoas e aos veículos. Os pedestres não terão acesso às áreas de circulação dos ônibus, reduzindo os riscos de acidentes e tornando o ambiente mais seguro. [LEIA_TAMBEM]Serão três módulos distintos, dispostos em uma plataforma de 1.025,20 m². O módulo A será destinado ao atendimento ao público, composto por bilheteria, conjunto de sanitários, área de apoio ao serviço de limpeza e uma sala para resíduos sólidos. Os sanitários exclusivos para pessoas com deficiência (PcDs) ficarão no módulo B, que será composto também por lanchonete com depósito, sala técnica, copa e duas salas com banheiro para uso do setor operacional das empresas. O módulo C contará com uma sala com banheiro para uso do setor operacional das empresas, uma sala de segurança com banheiro, um bicicletário e um espaço para instalação de serviços que o GDF oferece à população. O projeto inclui ainda uma casa de máquinas, caixa-d’água tipo taça e reservatório para captação de água da chuva. Embarque e desembarque Estacionamento tem previsão de vagas para idosos e para pessoas com deficiência A nova rodoviária terá oito baias de embarque e desembarque, do tipo “espinha de peixe”, dispostas em um ângulo de 30 graus. Entre as vagas, há um corredor de acesso para passageiros com 1,50 metro de largura, facilitando a circulação e as operações de embarque e desembarque. A área de estocagem possui nove baias dispostas de forma que os ônibus estacionem de ré, o que otimiza a operação. Há também um corredor de acesso entre as baias, com 1,20 metro de largura. O estacionamento terá 15 vagas para carros, sendo duas vagas para idosos e duas para pessoas com deficiência, além de área exclusiva para motos, com seis vagas. Confira a licitação. *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade

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Começa fiscalização do licenciamento para veículos de placa final 3, 4 e 5

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Forças de segurança iniciam preparação para a 8ª Olinsesp com foco na saúde e na integração dos servidores

As forças de segurança pública do Distrito Federal deram início, nesta sexta-feira (31), à preparação para a 8ª Olimpíada de Integração das Forças de Segurança (Olinsesp), que será realizada em fevereiro do próximo ano. O primeiro amistoso, realizado no campo do Centro de Capacitação Física do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, reuniu servidores da própria corporação e da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), marcando o começo de uma série de atividades voltadas à integração e ao bem-estar dos profissionais. “A Olinsesp integra a política de valorização do servidor. Ela reforça o espírito de união, incentiva hábitos saudáveis e aproxima as forças em um ambiente de cooperação e respeito. Esses momentos de convivência fortalecem o sentimento de pertencimento e impactam positivamente a rotina de trabalho de quem está na linha de frente da segurança pública”, destacou o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. A Olinsesp incentiva a união entre os servidores das forças de segurança do DF | Foto: Divulgação/SSP-DF A Olimpíada de Integração das Forças de Segurança contará com a participação de profissionais das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Detran-DF, Defesa Civil e Casa Militar, além de convidados das polícias Penal, Federal, Rodoviária Federal, Judicial e Legislativa. Serão diversas modalidades esportivas, entre elas futebol, vôlei de quadra, natação, jiu-jitsu e xadrez. Preparação A etapa de amistosos tem como objetivo incentivar o preparo físico e emocional dos participantes, reforçando a importância da atividade esportiva como ferramenta de prevenção e promoção da saúde. A prática regular de esportes contribui para o equilíbrio emocional, a redução do estresse e a melhoria do desempenho profissional — aspectos centrais da política de segurança integral do servidor. [LEIA_TAMBEM]“Estamos incentivando que cada servidor comece desde já a se preparar, formar equipes e integrar-se às atividades. A Olinsesp é um espaço de convivência, superação e aprendizado coletivo. É o reflexo de uma política pública que valoriza as pessoas por trás da farda”, conclui Avelar. O objetivo da Olinsesp é integrar as ações do eixo Servidor Mais Seguro, do programa Segurança Integral da SSP-DF. O eixo tem como foco a promoção da saúde física e mental, o fortalecimento dos vínculos entre instituições e a valorização dos servidores que atuam diariamente na proteção da sociedade. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública  

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Zoológico de Brasília realiza ações de enriquecimento ambiental inspiradas no Halloween

O Zoológico de Brasília encerrou o mês de outubro com atividades especiais de Halloween voltadas a todas as espécies. Depois de registrar quase 250 ações de enriquecimento ambiental em setembro, o Zoo promoveu em outubro dinâmicas temáticas que aliaram diversão, estímulos e bem-estar aos animais. Os enriquecimentos ambientais são um conjunto de práticas criadas com o objetivo de estimular os sentidos e os comportamentos naturais das espécies, promovendo o bem-estar físico e mental. Ações de enriquecimento ambiental inspirados no Halloween fecharam o mês de outubro do Zoo | Foto: Mardônio Vieira/Zoológico de Brasília Segundo Camila Rocha, gerente de bem-estar animal do Zoológico de Brasília, essas ações são fundamentais para manter os animais mais ativos, curiosos e saudáveis. "Os enriquecimentos ambientais ajudam a promover comportamentos naturais das espécies, como explorar, caçar, brincar e resolver desafios", explica a veterinária. Wallison Couto, diretor-presidente do Zoológico de Brasília, destaca que o conjunto de atividades desenvolvidas pelas equipes técnicas demonstra a importância do planejamento e da criatividade no cuidado com a fauna sob responsabilidade da instituição. “As ações de enriquecimento ambiental refletem o comprometimento de toda a equipe com o bem-estar animal, mostrando que é possível unir ciência, cuidado e sensibilidade no trabalho diário com os animais", afirma. Enriquecimentos planejados para cada espécie Os felinos receberam abóboras recheadas com carne e sangue Em outubro, além da alimentação tradicional com frutas, insetos e ração, os macacos receberam diferentes estímulos sensoriais, com surpresas e novas texturas. Entre os itens estavam morcegos feitos com rolinhos de papelão recheados de castanhas, pinhatas em formato de abóbora com feno e tenébrios vivos, gelatina com beterraba e morango e estruturas com frutas escondidas. Também foram utilizados galhos de amora pendurados, trilhas com cheiros, tapetes de bambu com mel e insetos, tocas feitas do mesmo material e espantalhos. As atividades despertaram curiosidade e incentivaram comportamentos como o forrageamento — a busca por alimento —, a escalada e a exploração dos recintos. Nas celebrações de Halloween, os felinos receberam objetos interativos que estimularam o raciocínio e o instinto de caça. Foram oferecidas abóboras recheadas com carne e sangue, tocas em formato de aranha, caixas decoradas com frutas dentro, pinhatas com insetos, rolinhos de papel em formato de abóbora com banana e arranhadores. “Quando a carne é oferecida de forma criativa, por exemplo, pendurada, escondida ou congelada, os felinos precisam usar o olfato, a força e o raciocínio para chegar até o alimento, o que se aproxima muito do comportamento que teriam ao caçar ou buscar alimento na natureza”, destaca Camila. Os elefantes, hipopótamos, o rinoceronte Thor e a zebra Ailin também participaram das ações, com abóboras temáticas recheadas com dieta balanceada, gangorras de bambu com frutas, guirlandas de alfafa e hibisco e caixas decoradas com mamão. Além disso, receberam mangueiras trançadas com alfafa, galhos de hibisco e acácia e escovas de fricção, que estimularam o toque, o olfato e a movimentação pelos recintos. *Com informações do Zoológico de Brasília

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Irrigação planejada diminui custos e eleva produtividade

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🚨📄DF apresenta boas práticas e inovação no Fórum Brasileiro de Segurança Pública

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Zoológico de Brasília realiza ações de enriquecimento ambiental inspiradas no Halloween

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Água Quente ganha nova creche parceira do GDF

A mais nova região administrativa do Distrito Federal, Água Quente celebrou a abertura de uma nova unidade escolar parceira. A Creche Rouxinol iniciou as atividades no dia 7 de outubro e vem proporcionando muito mais que educação, servindo como um novo núcleo de suporte para as famílias da comunidade. A Creche Rouxinol é um exemplo de instituição educacional parceira, um dos pilares que viabilizam a oferta da educação infantil na rede pública de ensino do Distrito Federal. Para garantir a universalização do atendimento, a estratégia da SEEDF combina a atuação de Instituições Educacionais Públicas (IEP) e Instituições Educacionais Privadas (IEPr) credenciadas no Programa de Benefício Educacional-Social (PBES), o Cartão Creche, e as parcerias. Este modelo de colaboração é formalizado por meio de convênios com entidades filantrópicas, confessionais e sem fins lucrativos, que são fundamentais para ampliar o número de vagas e fortalecer o atendimento direto às comunidades. Essas instituições parceiras atuam tanto em prédios próprios, como é o caso da Creche Rouxinol, quanto nos Centros de Ensino de Primeira Infância (Cepis), garantindo que mais crianças tenham acesso à educação de qualidade desde os primeiros anos de vida. Este modelo de colaboração é formalizado por meio de convênios com entidades filantrópicas, confessionais e sem fins lucrativos, que são fundamentais para ampliar o número de vagas e fortalecer o atendimento direto às comunidades | Foto: Anderson Parreira/Agência Brasília Na quarta-feira (29), a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, visitou a escola para conhecer a realidade e as necessidades da nova creche conveniada. “A creche está linda, os professores são maravilhosos e as crianças estão super bem acolhidas aqui dentro. Eu saio daqui depois de um almoço maravilhoso com a sensação de que nós estamos cuidando de nossas crianças”, destaca a secretária. A unidade atende 155 crianças da região e de localidades próximas, como Santo Antônio. Segundo a diretora da escola, Janice Araújo, o foco inicial tem sido o acolhimento. "Nossas crianças estão começando agora, ainda estamos naquela fase de adaptação e acolhimento dentro da escola", explica. A estrutura física também é um diferencial. "O nosso espaço é muito bom, um espaço livre. Todas as crianças têm liberdade de brincar, de correr, não só na parte fechada, mas também temos a parte do pomar, das mangueiras, que é bem interessante", detalha a diretora. A abertura da creche impacta positivamente a comunidade, ofertando um espaço de confiança e acolhimento para as crianças| Jotta Casttro/SEEDF A diretora ressalta que a creche já conta com forte apoio pedagógico e comunitário. "Temos uma supervisora pedagógica que dá todo um suporte para a coordenação e para os professores. Além disso, temos uma comunidade parceira, disposta a ajudar", afirma Janice. A inauguração contou com a presença de diversas autoridades locais e gestores da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), como a coordenadora Regional do Recanto das Emas, Mariana Ayres que, segundo a diretora, "colocaram-se em prol da parceria". Uma das primeiras solicitações da comunidade, a instalação de uma faixa de pedestre em frente à escola, já está sendo providenciada pela administração regional. "O processo está andando, está bonito", comemora Janice. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)  

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Referência em atendimento integrado, Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão do DF prestou mais de 18 mil atendimentos em 2025

“Fui encaminhado pelos médicos da UBS [unidade básica de saúde] perto de casa, por causa da diabetes; eles me mandaram para cá porque minha diabetes era incontrolável, não tinha jeito de estabilizar”, relata Carlos de Sousa, 52 anos, morador do Itapoã. No Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (Cadh), do Hospital Regional do Paranoá, ele finalmente conseguiu controlar as taxas da doença, com o apoio de uma equipe multiprofissional que o acompanha regularmente. Unidades do Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão atendem usuários de alto e muito alto riscos | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Atualmente, o Distrito Federal conta com quatro centros de atenção a diabetes e hipertensão, nas modalidades Adulto (Cadh) e Infantil (Cadhin), distribuídos pelas regiões de saúde. Neste mês, o Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o posto que abrange Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente/Pôr do Sol. As unidades atendem usuários de alto e muito alto riscos, com diagnóstico de diabetes ou hipertensão, encaminhados pelas equipes de Saúde da Família. Somente neste ano, já foram prestados mais de 18 mil atendimentos. A coordenadora de Atenção Secundária e Integração de Serviços da Secretaria de Saúde (SES-DF), Juliana Oliveira, explica que a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) atua como retaguarda dos demais níveis de atenção, especialmente da Atenção Primária à Saúde (APS). “No DF, seu papel central inclui realizar consultas e procedimentos especializados, que cobrem especialidades médicas, pequenas cirurgias ambulatoriais, exames complementares de média complexidade e ações de reabilitação; e receber pacientes referenciados pela APS quando o manejo clínico exige especialistas, infraestrutura ou tecnologias não disponíveis nas UBSs”, esclarece. Atendimento especializado Na Região de Saúde Leste, que atende São Sebastião, Paranoá, Itapoã e Jardim Botânico, a unidade é estruturada para oferecer um atendimento completo ao paciente com diabetes e hipertensão, com foco especial no cuidado ao diabético. Uma das principais complicações da doença são as lesões nos pés, o que motivou a criação da chamada Sala do Pé, vinculada ao Cadh. O espaço conta com uma equipe especializada composta por enfermeira, médico e podólogo, que atuam de forma integrada no tratamento de usuários com lesões ativas. Jane Franklin, diretora da Atenção Secundária da Região de Saúde Leste: “A descentralização do atendimento aproximou o serviço e garantiu continuidade ao tratamento” O atendimento segue protocolos modernos, utilizando metodologias reconhecidas internacionalmente, como a técnica indiana de descompressão de calcâneo com o uso de palmilhas e a laserterapia, além de curativos e coberturas especiais. Os resultados têm sido considerados excepcionais, com redução significativa de amputações e melhora no processo de cicatrização. Com o sucesso do modelo e a percepção das dificuldades enfrentadas por pacientes de regiões mais distantes, especialmente os que vivem em São Sebastião, foi inaugurada, em 2020, uma segunda Sala do Pé e Feridas Complexas na Policlínica de São Sebastião. “Muitos desses usuários têm lesões graves, que comprometem a locomoção e exigem cuidados frequentes”, explica a diretora da Atenção Secundária da Região de Saúde Leste, Jane Franklin. “A descentralização do atendimento aproximou o serviço e garantiu continuidade ao tratamento”. Como funciona “O usuário não sai com receitas genéricas ou orientações padronizadas, mas com metas específicas para atingir a estabilização clínica. Se, por exemplo, o maior problema identificado for um luto recente, o plano vai priorizar o acolhimento psicológico, não apenas o ajuste medicamentoso” Mayara Batista, gerente de Planejamento e Monitoramento da Diretoria de Agenção Secundária da Região Leste de Saúde Segundo a gerente de Planejamento e Monitoramento da Diretoria de Atenção Secundária da Região de Saúde Leste, Mayara Batista, todo o processo começa na UBS. “A unidade básica faz a territorialização e a estratificação de risco”, pontua. “Quando identifica usuários que se enquadram nos critérios estabelecidos, o cuidado é compartilhado com o serviço especializado. Não se fala em encaminhamento, porque a comunicação com a APS continua o tempo todo. No DF, usamos o Sisreg [Sistema de Regulação] para esse acompanhamento, com o objetivo de garantir que o usuário tenha acesso ao serviço em até 30 dias”. No Cadh, o atendimento se dá de forma integrada. Ao chegar, o paciente é acolhido e passa por um ciclo de atendimentos, conforme a regulação. Ele é acompanhado por uma equipe multiprofissional formada por psicólogo, nutricionista, enfermeiro, médicos (endocrinologista e/ou cardiologista, conforme o caso), farmacêutico clínico e outros especialistas. Todo o fluxo segue a metodologia da planificação, que organiza os processos de trabalho das unidades de saúde e promove a integração das atenções Primária e Especializada. Ao final do turno, todos os profissionais se reúnem para discutir o caso do paciente e elaborar um documento chamado plano de cuidado. “Esse é o diferencial”, aponta Mayara Batista. “O usuário não sai com receitas genéricas ou orientações padronizadas, mas com metas específicas para atingir a estabilização clínica. Se, por exemplo, o maior problema identificado for um luto recente, o plano vai priorizar o acolhimento psicológico, não apenas o ajuste medicamentoso”. Além do público adulto, o centro também atende crianças com diabetes tipo 1, que permanecem vinculadas ao serviço até os 18 anos. Elas passam pelo mesmo ciclo e, conforme a necessidade, podem ter acesso à carteira ampliada ou avançada de serviços, com especialistas do hospital de referência. Atendimento infantil A partir de 2021, a equipe da Atenção Secundária da Região de Saúde Leste iniciou outro projeto: o Centro de Atenção Materno-Infantil (Cami). Durante a pandemia de covid-19, um levantamento de indicadores mostrou que a Região de Saúde Leste apresentava uma das maiores taxas de mortalidade infantil do Distrito Federal. Diante desse cenário, foi desenvolvido um plano de reestruturação do cuidado às gestantes de alto risco e às crianças de até dois anos, faixa etária mais vulnerável. [LEIA_TAMBEM]O atendimento materno no Cami começou em 2025, com base na mesma lógica de cuidado integrado e multiprofissional. “Hoje, as gestantes de alto risco chegam mais estáveis aos centros obstétricos, o que reduz as intercorrências durante o parto e melhora o estado de saúde dos recém-nascidos”, relata a diretora Jane Franklin. Como consequência, diminuiu a necessidade de internações em unidades intermediárias ou de terapia intensiva neonatal. Atualmente, a equipe trabalha na estruturação do atendimento infantil, voltada ao segmento de bebês prematuros, de baixo peso ou com comorbidades, especialmente aqueles que necessitam de cuidados intensivos logo após o nascimento. Esses pacientes são acompanhados desde os primeiros 30 dias de vida por uma equipe multiprofissional formada por neonatologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e nutricionista, com o objetivo de garantir intervenções precoces e melhorar os indicadores de saúde e sobrevivência infantil na região. Reconhecimento As equipes do centro são referência nacional e recebem visitas técnicas de forma recorrente, segundo Jane Franklin. “Nós somos considerados centro colaborador do Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde], então praticamente todos os meses recebemos equipes de outros estados interessadas em conhecer a metodologia de planificação”, explica. A última visita, segundo ela, foi de uma equipe do Maranhão, há cerca de 30 dias. Essas visitas são articuladas pelo Conass, que aciona o responsável pelo Programa Nacional de Humanização (PNH), dentro do qual está inserida a planificação. “Eles entram em contato conosco, enviam um QR Code com as informações básicas da equipe visitante e o objetivo da visita, já que há diferentes abordagens possíveis; a partir daí, organizamos o cronograma de recepção”, detalha. Normalmente, as equipes passam um dia inteiro em visita técnica. “Eles começam acompanhando o atendimento na Atenção Primária, para entender a entrada do usuário no sistema, e depois seguem para o CAD, onde observam o funcionamento da Atenção Secundária e o trabalho integrado das equipes multiprofissionais”, explica a diretora.  

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