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Livro sobre a loba-guará Pequi é lançado no Zoo Brasília

Além da programação especial para o Dia das Crianças, o Zoológico de Brasília celebrou o Dia Nacional do Lobo-guará, no dia 12 de outubro, com o lançamento do livro Pequi e o Cerrado Voador. A obra convida o leitor a mergulhar em uma aventura poética pelo Cerrado. No enredo, os animais do bioma enfrentam o desafio de atravessar uma imensa faixa de pedra que ameaça a sobrevivência da fauna e da flora locais: a tão temida estrada. O destaque do livro é Pequi, uma loba-guará que habita os campos de capim alto e se une a outros animais, plantas e humanos para proteger o Cerrado.  Ao longo da história, os personagens trilham uma jornada de resistência e esperança. Mais do que uma narrativa sobre superação, o livro desperta a reflexão sobre a importância da cooperação e da preservação ambiental. A publicação é fruto de uma parceria entre a associação civil A Vida no Cerrado (Avinc) e a ONG Jaguaracambé (Associação para Conservação da Biodiversidade). A personagem principal do livro foi inspirada na história real de uma loba-guará chamada Pequi, que perdeu a vida em uma rodovia após uma trajetória de resgate e superação. “A história da Pequi nos ensinou muito sobre resiliência e sobre o poder da união em torno da conservação da biodiversidade e da manutenção do Cerrado”, afirma Ana Paula Nunes de Quadros, presidente da ONG Jaguaracambé. Quem foi Pequi? Pequi foi uma loba-guará resgatada ainda filhote após perder a mãe. Ela tornou-se um símbolo dos esforços de reabilitação e de conservação da fauna do Cerrado. Depois de meses de cuidados intensivos realizados pelo Zoológico de Brasília, pela ONG Jaguaracambé e pelo Parque Vida Cerrado, Pequi foi preparada para retornar à natureza. Durante o processo de readaptação, Pequi viveu em um recinto especialmente construído, onde aprendeu a caçar, reconhecer frutos do Cerrado e se comportar como uma loba selvagem. Pequi voltou à natureza depois de passar por cuidados no Zoológico, mas acabou atropelada | Foto: Vinícius Rozendo Viana/Zoológico de Brasília “O Zoológico guarda uma história muito bonita com a Pequi. Ela chegou ao Zoo junto com os irmãos, em 2020, com menos de 20 dias de vida”, recorda Ana Raquel Gomes Faria, assessora da Superintendência de Conservação do Zoológico de Brasília. “Ela era a menor da ninhada, mas sempre respondia bem ao manejo e ao processo de reabilitação, mostrando uma grande força e vontade de viver e, principalmente, uma vontade de retornar ao ambiente natural, como foi proposto desde o início”, acrescenta Ana Raquel. A soltura de Pequi ocorreu em abril de 2023. Ela mostrou força e instinto de sobrevivência por meses, mas foi atropelada em uma rodovia, revelando a difícil realidade que as espécies do Cerrado enfrentam diante da expansão urbana. Apesar da breve vida, Pequi conseguiu reforçar a importância das ações de conservação e educação ambiental Apesar da breve vida, Pequi conseguiu reforçar a importância das ações de conservação e educação ambiental, bem como a necessidade de medidas concretas para a redução do impacto das estradas para a flora e a fauna silvestre. “A Pequi nos mostrou o quanto é possível criar alianças entre os seres humanos e outros animais. Ela foi cuidada por vários profissionais ao longo da vida e esse vínculo continua vivo no livro. É uma forma de imaginar a Pequi livre e viva, caminhando pelo Cerrado e lutando, ao lado de outras espécies, por um Cerrado contínuo e saudável para todos”, afirma Dodó Riberiana, co-coordenadora do Núcleo de Educação Socioambiental da Avinc. O livro está disponível em versão online. *Com informações do Zoológico de Brasília  

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Dia Mundial da Trombose alerta para sinais e prevenção da doença

Foi um dia rotineiro — ela trabalhou e foi à igreja. Em casa, horas depois, começou a sentir dores. "Não era uma dor normal. Fiquei maluca de dor. Eu gritava e até rolava no chão. Então fui parar no Hospital de Base". É assim que a comerciante Altair Souza Aguiar, 59 anos, lembra de quando, em 2018, foi diagnosticada com trombose. "Eu fiquei internada por cinco dias e até hoje sigo com o tratamento. Dá para viver bem", conta. Situações como a de Altair são lembradas neste 13 de outubro, Dia Mundial da Trombose. A data é uma homenagem ao médico alemão Rudolf Virchow, pioneiro nos estudos sobre a doença. A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) considera a data fundamental para divulgar informações e reforçar cuidados que ajudam a evitar casos. De acordo com a entidade, cerca de 400 mil pessoas são acometidas anualmente no Brasil. A comerciante Altair Souza Aguiar faz acompanhamento na policlínica do Guará, onde é atendida pela médica Elma Castro, especialista em cirurgia vascular | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Mas o que é a trombose, afinal? "Trombose é quando ocorre uma obstrução de um vaso, seja arterial ou venoso, e isso geralmente por uma formação do coágulo", explica a médica Elma Castro. Especialista em cirurgia vascular, a servidora da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) atua na policlínica do Guará e acompanha pacientes diagnosticados com a doença. Ela ressalta a importância de, em caso de dores, sobretudo nas pernas, procurar rapidamente um hospital ou uma unidade de pronto atendimento (UPA). A intervenção precoce pode fazer a diferença tanto a curto quanto a longo prazo.  [LEIA_TAMBEM]Prevenção A médica destaca algumas condições que podem favorecer o surgimento da trombose. "Eu sempre falo para as pacientes que têm predisposição para trombose, que têm histórico familiar, que não façam uso de anticoncepcionais. Eu tenho uma paciente de 19 anos que teve uma trombose por anticoncepcional", relata. Os cuidados também valem para viagens. No caso de longos trajetos de carro, a recomendação é manter-se hidratado e programar paradas a cada quatro a seis horas. Já em viagens de ônibus ou, principalmente, de avião, é importante se levantar, fazer caminhadas leves e alongar os pés. Usar meias de compressão, roupas confortáveis e beber bastante líquido também ajuda na prevenção. Tabagismo, diabetes, colesterol alto, sobrepeso e histórico familiar são outros fatores de risco que exigem atenção. Por outro lado, uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos contribuem para reduzir as chances de desenvolver a doença. Consultas médicas regulares também são fundamentais para identificar e tratar condições associadas, como a diabetes. A SES-DF ainda trabalha com protocolos específicos voltados para pacientes acamados e para mulheres no período pós-parto.

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