Unidade de polimento final é construída na Estação de Tratamento de Esgoto Melchior com investimento de mais de R$ 37,4 milhões
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) avança nas obras da unidade de polimento final da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Melchior, em Samambaia. Com investimento superior a R$ 37,4 milhões, a nova estrutura vai garantir maior eficiência no tratamento dos efluentes antes do lançamento no córrego Melchior, contribuindo diretamente para a preservação do corpo hídrico e do meio ambiente. A intervenção tem como objetivo ampliar a estabilidade operacional do sistema e aumentar a remoção de fósforo e outros nutrientes remanescentes do processo biológico. Iniciada em agosto de 2024, a obra é executada pela empresa Ankara Engenharia Ltda e já gerou mais de 40 empregos. O projeto também inclui casa de química e interligações com as demais estruturas da estação. A iniciativa tem como objetivo ampliar a estabilidade operacional do sistema e aumentar a remoção de fósforo e outros nutrientes remanescentes do processo biológico | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Segundo o presidente da Caesb, Luís Antônio Almeida Reis, a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à sustentabilidade ambiental no Distrito Federal. “A Caesb tem traduzido um esforço muito grande, que é determinado pelo Governo do Distrito Federal, por parte da governadora Celina, que inclusive tem uma preocupação muito grande com isso, de devolvermos para a natureza a água que dela retiramos, sempre da melhor maneira possível.” Ele explica que a nova unidade funcionará como uma etapa complementar ao tratamento já existente, que é um dos mais avançados do país. “Hoje a estação de tratamento Melchior é terciária, sendo assim no nível mais alto das estações de tratamento que temos no Brasil. Com a unidade de polimento final, passamos a ter mais segurança na forma de tratamento, porque além de todo o tratamento biológico que é feito atualmente, poderemos fazer o tratamento químico para retirada de fósforo e outros nutrientes, garantindo um efluente de ainda mais qualidade”, detalha. O rio Melchior é categorizado como de Classe 4, não sendo utilizado para abastecimento humano, mas desempenha papel relevante na diluição de efluentes e na composição ambiental da região. A Caesb monitora continuamente a qualidade dos efluentes e da água do rio Melchior em pontos de amostragem localizados antes e após os pontos de lançamentos da estação, para garantir que os parâmetros atendam às normas estabelecidas. "Hoje o efluente já é de alta qualidade, mas vamos melhorar ainda mais', garante Luís Antônio Almeida Reis, presidente da Caesb De acordo com o presidente, a melhoria será significativa mesmo diante dos bons índices atuais. “Hoje o efluente já é de alta qualidade, mas vamos melhorar ainda mais. Em muitos casos, a água devolvida ao rio chega a ser melhor do que a própria água do curso hídrico, que sofre impactos de outras fontes, como indústrias e lançamentos clandestinos”, acrescenta. Atualmente, a ETE Melchior opera com vazão de 1,5 mil litros por segundo e atende cerca de 1 milhão de habitantes de regiões como Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras e Vicente Pires. Com a nova estrutura, a capacidade será ampliada para até 2,5 mil por segundo, acompanhando o crescimento populacional previsto até 2050. As informações foram detalhadas pela superintendente de Operação e Tratamento de Esgoto da Caesb, Ana Maria do Carmo Mota. Segundo ela, com a unidade de polimento final, haverá ainda mais segurança no processo. “O polimento final funciona como uma barreira adicional. Enquanto o tratamento biológico pode sofrer variações, essa etapa química garante estabilidade e melhora ainda mais a qualidade do efluente”, explica. “O polimento final funciona como uma barreira adicional. Enquanto o tratamento biológico pode sofrer variações, essa etapa química garante estabilidade e melhora ainda mais a qualidade do efluente”, explica Ana Maria do Carmo Mota, superintendente de Operação e Tratamento de Esgoto da Caesb Outro avanço importante será na remoção de fósforo. “Hoje retiramos cerca de 90% desse nutriente. Com a nova unidade, vamos ultrapassar 95% de eficiência”, afirma a superintendente. Segundo ela, o controle do fósforo é essencial para evitar impactos ambientais em outros corpos d’água da bacia. “Nosso objetivo é sempre lançar o efluente na melhor qualidade possível. Isso é um compromisso não só institucional, mas também com a população e o meio ambiente”, reforça. A obra faz parte de um planejamento mais amplo de modernização do sistema de esgotamento sanitário da região. Nos próximos anos, estão previstos investimentos que somam cerca de R$ 240 milhões, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Governo do Distrito Federal, de comitês de bacias hidrográficas e da própria Caesb.
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GDF inicia recapeamento na QNP 32 após obra de drenagem em Ceilândia
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Novacap, iniciou o recapeamento asfáltico nos conjuntos I, K e O da QNP 32, no Setor P Sul, em Ceilândia. A operação marca a fase final da obra de manutenção do sistema de drenagem pluvial, que atende Ceilândia Sul e Sol Nascente/Pôr do Sol. O investimento total é de R$ 3,16 milhões, com trabalhos em andamento desde janeiro de 2026. A intervenção incluiu a instalação de manilhas para captação e escoamento de águas pluviais. Antes da obra, o trecho sofria alagamentos frequentes durante as chuvas, o que, segundo moradores, comprometia a circulação e a segurança no setor. O assessor da Divisão de Obras Diretas da Novacap, Ilauro Ribeiro, afirmou que as chuvas intensas impactaram o cronograma. “A gente teve algumas complicações por causa das chuvas. A obra atrasou um pouco, mas estamos dando andamento”, disse. Segundo ele, a conclusão da drenagem deve reduzir os riscos de alagamento e melhorar as condições de tráfego. O investimento total é de R$ 3,16 milhões, com trabalhos em andamento desde janeiro de 2026 | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Moradores da QNP 32 relatam mudança no cotidiano após a intervenção. O aposentado Adilson Alves de Souza, 54 anos, diz que os alagamentos eram recorrentes. “Aqui antes tinha enxurrada. Com as manilhas, melhorou muito para nós”, afirmou. O professor Igor Sampaio, 28 anos, também percebe diferença e aguarda as próximas chuvas para avaliar o resultado definitivo. Ações integradas de manutenção urbana A obra na QNP 32 integra um conjunto de ações de manutenção urbana em Ceilândia. Equipes da Novacap, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Administração Regional de Ceilândia e do programa GDF Presente atuam de forma integrada na limpeza de áreas públicas e na manutenção de galerias pluviais. Na QNN 08, em Ceilândia Sul, foram limpas 20 bocas de lobo. Já na QNM 34, em Ceilândia Norte, houve limpeza de galeria de captação. Em cinco dias, as ações resultaram na retirada de mais de 100 toneladas de lixo e entulho. Na zona rural, as equipes também atuaram na recuperação de quatro quilômetros de estrada vicinal no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, nos trechos do Incra 07 e 09.
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CTMHF (Copiar)
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Canal de Denúncia “Mulher, Não Se Cale” será implantado nos canais institucionais
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Obras em ciclovia do Lago Norte são retomadas
As obras da ciclovia no canteiro central do Lago Norte foram retomadas nesta última semana de abril, marcando mais um avanço nas ações voltadas à mobilidade urbana e à qualidade de vida da população. A iniciativa busca oferecer mais segurança para ciclistas e pedestres, além de incentivar o uso de meios de transporte sustentáveis na região. A Administração Regional do Lago Norte acompanha de perto o andamento dos trabalhos, que devem contribuir para a infraestrutura local e ampliar as opções de deslocamento para moradores e visitantes. Para a administradora regional do Lago Norte interina, Bárbara Carvalho, a retomada das obras representa um passo importante para a região. “A ciclovia é uma demanda da sociedade e um investimento essencial em mobilidade urbana. Estamos trabalhando para garantir mais segurança e qualidade de vida para todos que utilizam esse espaço”, destacou. *Com informações da Administração Regional do Lago Norte
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Ciência na Estrada recebe mais de 3 mil participantes na edição do Cruzeiro Velho
Entre os dias 22 e 26 deste mês, o projeto Ciência na Estrada reuniu mais de 3 mil pessoas na Feira Permanente do Cruzeiro Velho em torno de oficinas práticas, experiências imersivas e atividades educativas voltadas a diferentes faixas etárias. A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex). Oficinas com experimentos científicos foram destaque na progamação do projeto | Foto: Divulgação/Secti-DF “Alcançar públicos de todas as idades, com interesse em temas como ciência e tecnologia, é gratificante”, afirma o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “O projeto Ciência na Estrada tem um grande impacto que promove inovação, curiosidade e desperta o interesse para novos talentos na área, tudo de maneira envolvente e acessível.” [LEIA_TAMBEM]Um dos destaques da programação foi a oficina Einstein Jr., que levou experimentos e atividades científicas ao público infantil, despertando a curiosidade e incentivando o aprendizado por meio da prática. Outra atração que fez sucesso foi o Ônibus Viagem Insólita, uma estrutura futurista que simulava uma nave espacial e oferecia experiências em realidade virtual 360 graus, além de conteúdos interativos e jogos digitais. O público também participou das atrações do Desafio Espacial, do Domo Planetário e da Arena Gamer, que ampliaram a conexão entre ciência, tecnologia e entretenimento. As atividades conduzidas pelo professor Umberto Mannarino também chamaram a atenção dos visitantes, reunindo palestras e experiências interativas que aproximaram ainda mais o público do conhecimento científico de maneira dinâmica e acessível. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Nº 13/2026
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Na AgroBrasília 2026, Emater-DF apresenta nove circuitos tecnológicos com soluções para aumentar a produção de forma sustentável
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Despesas Públicas
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Com apoio da FAPDF, projeto usa dados e inteligência artificial para otimizar gestão hospitalar no DF
A saúde pública do Distrito Federal está prestes a dar um salto tecnológico significativo. Um projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Programa Desafio DF (2025), propõe a criação de uma plataforma inteligente capaz de acompanhar, em tempo real, toda a jornada do paciente dentro do sistema de saúde — da entrada no hospital até a alta. Intitulada “Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente”, a iniciativa é coordenada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) e será inicialmente implementada no Hospital Regional do Gama (HRG), com previsão de expansão para outras unidades da rede pública. A previsão para o início da implementação é em setembro deste ano. À frente do projeto está o coordenador Marcelo Estrela Fiche, pesquisador com trajetória consolidada na área de economia aplicada, gestão pública e inovação, com experiência em órgãos estratégicos do Governo Federal e atuação em projetos voltados para a transformação digital e para o uso de dados na administração pública. “A ciência não está restrita aos laboratórios, ela está à disposição da população para resolver problemas reais. É isso que a FAPDF promove ao investir em pesquisa aplicada e tecnologia: transformar conhecimento em soluções concretas que melhoram a saúde pública no Distrito Federal", destaca Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF. Mais do que digitalizar processos, o projeto propõe uma mudança estrutural: sair de um modelo reativo — em que problemas são identificados apenas depois que acontecem — para um modelo preditivo, capaz de antecipar riscos e evitar falhas assistenciais. A implementação da solução deve gerar impactos significativos na rede pública de saúde do DF | Foto: Divulgação/FAPDF Da fragmentação à inteligência integrada Hoje, grande parte do atendimento na rede pública ocorre de forma fragmentada, com informações distribuídas em diferentes sistemas que não “conversam” entre si — um problema conhecido como falta de interoperabilidade, ou seja, a incapacidade de diferentes plataformas digitais compartilharem dados de forma integrada. Esse cenário contribui para atrasos em exames, falhas na administração de medicamentos, dificuldades de acompanhamento de pacientes em risco e aumento do tempo de internação. Para enfrentar esse desafio, o projeto propõe uma plataforma capaz de integrar, em tempo real, dados assistenciais, operacionais e administrativos, criando uma visão completa e contínua do paciente. Na prática, isso se materializa na criação de um perfil clínico unificado, que reúne exames, prescrições, internações e atendimentos em um único ambiente. Essas informações são organizadas em um datalake — um grande repositório que permite armazenar dados em diferentes formatos e analisá-los de forma integrada — alimentado por processos de ETL (Extract, Transform, Load), que extraem dados de múltiplas fontes, padronizam essas informações e as consolidam em um sistema central. A iniciativa é coordenada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) e será inicialmente implementada no Hospital Regional do Gama (HRG) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF A partir dessa base integrada, a solução incorpora inteligência artificial (IA) clínica, que utiliza algoritmos para analisar grandes volumes de dados e identificar padrões que podem indicar riscos à saúde do paciente. Essa análise combina dados estruturados, como resultados de exames, com dados não estruturados, como anotações médicas, ampliando a capacidade de detecção de problemas. Com isso, o sistema consegue identificar precocemente sinais de agravamento — como risco de sepse (infecção grave que pode afetar o funcionamento de todo o organismo) ou insuficiência respiratória — e acionar automaticamente protocolos assistenciais. Além disso, a plataforma atua como uma camada de supervisão contínua: ao identificar atrasos ou inconsistências, envia alertas em tempo real para as equipes responsáveis. Se um exame ultrapassar o tempo previsto, por exemplo, o sistema notifica imediatamente os profissionais envolvidos, permitindo ação rápida e reduzindo falhas assistenciais. Segurança, gestão e inteligência para decisões públicas Como o projeto envolve o tratamento de dados sensíveis, a segurança da informação é um eixo central. Para isso, são utilizados mecanismos como anonimização, que impede a identificação direta do paciente, e blockchain, tecnologia que registra todas as operações de forma imutável e rastreável, garantindo transparência e integridade das informações. “A ciência não está restrita aos laboratórios, ela está à disposição da população para resolver problemas reais. É isso que a FAPDF promove ao investir em pesquisa aplicada e tecnologia: transformar conhecimento em soluções concretas que melhoram a saúde pública no Distrito Federal" Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF A solução também está alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando o uso ético e seguro das informações. Além do acompanhamento individual, o sistema incorpora um módulo de inteligência epidemiológica, capaz de analisar dados em escala populacional para identificar surtos, mapear padrões regionais de atendimento e prever aumentos de demanda por determinados serviços. Isso permite que a gestão pública atue de forma antecipada, organizando recursos, equipes e infraestrutura com base em evidências. A implementação da solução deve gerar impactos significativos na rede pública de saúde do DF, tanto do ponto de vista clínico quanto operacional, com redução de eventos adversos, diminuição do tempo de internação e melhoria no uso de recursos hospitalares. Inovação aplicada à saúde pública e estratégia de transformação digital A proposta integra o Programa Desafio DF, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) voltada para o desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios concretos da gestão pública, com foco na aplicação prática do conhecimento científico e tecnológico. Com investimento superior a R$ 3,8 milhões e execução prevista ao longo de 12 meses, o projeto de monitoramento da jornada do paciente se insere nesse contexto como uma iniciativa estruturante, capaz de redefinir a forma como o cuidado em saúde é planejado, executado e avaliado no Distrito Federal. *Com informações da FAPDF
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Programa vai tirar mais de 200 mil pacientes do DF da fila de espera por exames
A governadora Celina Leão lançou, nesta quarta-feira (29), o programa Saúde Mais Perto do Cidadão (segunda etapa). Com previsão de início para maio, a iniciativa contará com aporte de R$ 58.206.856 oriundos de emendas dos parlamentares Rafael Prudente, Jorge Vianna, Julio César, Gilvan Máximo e Alberto Fraga, para ampliar os atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal. “A saúde precisava de uma atenção muito especial. Nós estamos enfrentando um dos principais gargalos, que é a fila por procedimentos. E o lançamento desse programa traz soluções para dar resposta que a população precisa”, afirmou a chefe do Executivo. Segundo as projeções, a iniciativa deve alcançar 208.592 pacientes, com a oferta de 786.589 consultas, exames e procedimentos. Os serviços incluem consultas especializadas, exames de imagem e laboratoriais, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, teleconsultas, atividades físicas orientadas, fornecimento de óculos e procedimentos odontológicos. Celina Leão: "O lançamento desse programa traz soluções para dar resposta que a população precisa" | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segundo a governadora, o modelo busca garantir continuidade no atendimento, evitando interrupções no cuidado. “Muitas vezes a pessoa fazia a consulta e precisava de um exame, mas o atendimento parava ali. Nós estamos resolvendo isso, integrando a linha de cuidado para que o paciente tenha o diagnóstico e o tratamento completos”, disse. Áreas com alta demanda O programa contempla dez projetos com especialidades diferentes que concentram as áreas com alta demanda reprimida no SUS. Ortopedia e saúde visual reúnem o maior volume de atendimentos: os projetos Diagnóstico Ortopédico Ampliado e Ofertas de Cuidados Integrados (OCI) de Ortopedia somam 100.525 pacientes, enquanto as iniciativas Visão Além do Alcance e Além do Olhar devem atender 69.940 pessoas. Na cardiologia, estão previstos 35.544 atendimentos, incluindo avaliação de risco cirúrgico e diagnóstico de insuficiência cardíaca e síndrome coronariana crônica. Também integram o conjunto ações em otorrinolaringologia (11.590 atendimentos), saúde da mulher (3.218), odontologia (1.200), reabilitação locomotora (1.100) e urologia oncológica (1.015). A iniciativa pretende beneficiar pacientes de várias especialidades médicas, como urologia, oncologia e cardiologia Celina Leão também destacou que a iniciativa integra um conjunto maior de medidas para reduzir filas e ampliar a capacidade de atendimento da rede pública. “Nosso objetivo é zerar as filas com apoio dos parlamentares e com a suplementação da rede. Isso ajuda, mas não resolve sozinho. Por isso, estamos estruturando novos programas para ampliar ainda mais as cirurgias e os atendimentos”, anunciou. Juracy Cavalcante: não adianta atacar só um eixo da Saúde porque isso gera gargalos no outro O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, explicou que o programa foi estruturado para atuar de forma integrada nos diferentes níveis de atendimento. “Quando a gente fala de saúde, fala de eixos. Temos o ambulatorial, com consultas e exames, e o cirúrgico. Não adianta atacar só um deles, porque isso gera gargalos no outro”, disse. Segundo ele, a estratégia da Secretaria de Saúde combina ações simultâneas para garantir continuidade no atendimento. “Já temos um programa voltado às cirurgias de menor complexidade, com encaminhamento para a rede privada, o que permite deixar os centros cirúrgicos da rede pública focados nos casos mais complexos. Agora, com esse novo programa, atacamos as filas ambulatoriais”, afirmou. “O paciente entra pela consulta, faz o diagnóstico e, se necessário, já segue para o procedimento. A ideia é trabalhar toda a linha de cuidado de forma integrada, evitando interrupções e reduzindo o tempo de espera”, completou o secretário. Os recursos que viabilizam os projetos são oriundos, em grande parte, de emendas parlamentares da bancada federal do Distrito Federal. Durante o anúncio, a governadora destacou a participação dos deputados Alberto Fraga, Rafael Prudente, Bia Kicis e Júlio César Ribeiro, responsáveis por parte dos investimentos vinculados aos convênios assinados. Também foram mencionados outros parlamentares que destinam recursos à saúde do DF, como a senadora Leila Barros e o senador Izalci Lucas, dentro de um esforço mais amplo de financiamento da rede pública. Reforço na saúde [LEIA_TAMBEM]Como parte da política pública adotada pelo Governo do Distrito Federal para agilizar o acolhimento na rede pública de saúde, recentemente, a governadora Celina Leão autorizou a suplementação orçamentária de R$ 244.854.852 para o Fundo de Saúde do Distrito Federal. A autorização foi publicada na edição do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) da última terça-feira (28). De acordo com o texto, o crédito suplementar será viabilizado por meio de superávit financeiro, conforme estabelece a Lei nº 4.320/1964. O objetivo é reforçar as dotações orçamentárias já previstas no planejamento vigente, atendendo às normas previstas na Lei Orgânica do Distrito Federal e na legislação federal de finanças públicas.
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Horário de Funcionamento do Detran-DF dia 1º de Maio
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Aulas gratuitas de capoeira abrem vagas para jovens em Samambaia
Entre gingas, cantos e movimentos que misturam luta e dança, a capoeira se firma como mais do que expressão cultural: é um esporte que desenvolve corpo, disciplina e consciência coletiva. Crianças de Samambaia já têm acesso gratuito a essa vivência por meio do projeto Ginga Menino: Capoeira e Compostagem Orgânica, que alia a modalidade à educação ambiental e ocorre no Centro Comunitário de Samambaia Norte (QR 405, Área Especial 2), com encontros duas vezes por semana, sempre das 20h às 21h. A iniciativa atende atualmente 60 participantes e conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), que viabiliza estrutura, materiais e gratuidade das atividades. O ciclo teve início em 6 de abril e tem previsão de conclusão em 11 de setembro, quando os alunos participarão de uma apresentação pública aberta à comunidade, compartilhando os aprendizados adquiridos. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa interino do DF, Fernando Modesto, a proposta reforça o papel da política cultural no território. “Projetos como o Ginga Menino traduzem, de forma muito concreta, o papel do poder público em articular cultura, educação e cidadania nos territórios. Ao unir a capoeira com práticas de educação ambiental, a iniciativa amplia repertórios, fortalece vínculos comunitários e oferece novas perspectivas a crianças e adolescentes de Samambaia”, observa. A iniciativa atende atualmente 60 participantes e conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), que viabiliza estrutura, materiais e gratuidade das atividades | Foto: Divulgação Formação social As turmas são divididas no período noturno, em dois dias na semana: segunda e quarta-feira; e terça e quinta-feira. O público é formado majoritariamente por estudantes da rede pública, muitos em situação de vulnerabilidade social e com acesso restrito a atividades culturais no contraturno escolar. O projeto também contempla pessoas com deficiência, com adaptações baseadas no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), respeitando diferentes formas de participação e aprendizado. Além da prática da capoeira — que envolve luta, dança, música e história —, os participantes têm contato com temas como educação ambiental, por meio da compostagem orgânica. Idealizado pelo mestre de capoeira e educador físico Elenilton Barbosa, fundador do Grupo Ginga Menino, o projeto nasceu da necessidade de ampliar o acesso de jovens a atividades culturais e educativas na região. Ele reforça que a iniciativa vai além da prática esportiva e atua diretamente na formação dos participantes, estimulando disciplina, respeito, convivência coletiva e consciência ecológica: “A proposta une a capoeira como ferramenta de inclusão, desenvolvimento pessoal e consciência cidadã. Além das aulas, são trabalhados temas como combate ao bullying, fortalecimento da autoestima, noções de defesa pessoal, reflexões sobre violência de gênero e desenvolvimento de habilidades importantes para a vida.” As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio deste formulário online. O projeto é voltado para moradores de Samambaia e região, com idades entre 8 e 18 anos.
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Após um ano sem celular, escolas públicas registram melhora no rendimento e na convivência entre os alunos
Pouco mais de um ano após a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas públicas do Distrito Federal, a implementação se mostra integrada à rotina escolar de diversas unidades do Distrito Federal, com reflexos no ambiente de aprendizagem, nas relações interpessoais e na organização dos estudantes dentro e fora da escola. Entre as escolas onde a adaptação está consolidada, figura o Centro Educacional Incra 8, localizado na zona rural. Com pouco mais de mil estudantes entre 11 e 17 anos, do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, a unidade reorganizou sua rotina para cumprir a norma, mantendo estratégias pedagógicas e desenvolvendo novas formas de engajamento. A estudante Camila Ambra Aires dos Santos, de 17 anos, é um exemplo sólido da nova dinâmica. Ela relata mais foco nas disciplinas após a proibição — que a surpreendeu no início. “Eu cheguei a pensar o que seria de mim sem meu celular. Mas, na prática, foi bom porque aumentou meu rendimento na escola, e em casa eu nem uso tanto o celular quanto antes. Sentir de verdade a presença das pessoas, e ver que tem tantas ao meu redor, é de questionar por que ficar tanto tempo no celular,. Isso acaba furando a bolha da gente”, ressalta. A secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga, afirma que a avaliação da pasta é positiva: “As escolas se adaptaram à norma, superaram os desafios iniciais e já observamos melhorias no ambiente de aprendizagem, com mais foco e participação dos estudantes.” Pouco mais de um ano após a entrada em vigor da lei que restringe o uso de celulares nas escolas públicas do DF, a implementação se mostra integrada à rotina escolar de diversas unidades | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília Um novo tempo Durante o período de adaptação, a escola enfrentou resistência inicial dos alunos, o que exigiu ações pedagógicas e diálogo constante. Entre as estratégias adotadas, estão a criação de espaços e momentos de leitura e o incentivo a atividades que estimulam a interação presencial, como jogos de tabuleiro e outras opções manuais. A medida também levou em consideração a realidade dos estudantes, que percorrem longas distâncias até a escola, permitindo que levem o celular para comunicações de emergência no percurso, mas sem utilizá-lo dentro da unidade escolar, salvo em situações autorizadas pela coordenação. Na avaliação da diretora do CED Incra 8, Solange da Cunha Pereira, o processo exigiu firmeza na aplicação da legislação e adaptação das práticas escolares. Segundo ela, atualmente cerca de 80% dos estudantes já se adequaram às regras, que proíbem o uso do celular em todos os espaços da escola, inclusive no intervalo, mantendo os aparelhos guardados nas mochilas. “Os alunos começaram a ter mais interações com outros colegas", observa Solange. Antigamente, eles ficavam de cabeça baixa ali no celular, concentrados em lugares onde a internet pegava melhor, observamos isso. Hoje eles já conseguem conversar melhor com um colega que, muitas vezes, estava ao lado e não percebiam. As amizades aumentaram bastante e a gente percebeu uma melhora significativa nas notas e no rendimento escolar.” Segundo a diretora, a fiscalização é feita de forma gradual, priorizando o diálogo. Em casos de descumprimento, a escola adota advertências e, em último caso, recolhe o aparelho até a presença dos responsáveis, podendo aplicar suspensões. Mais real, menos digital Do ponto de vista pedagógico, os docentes também relatam impactos positivos. O professor de matemática Germano Pereira dos Santos Filho observa mudanças tanto na escola quanto em casa, incluindo suas próprias filhas, que estudam na região de Brazlândia. “Após a implantação da lei, percebi que houve uma melhora na qualidade da prática educativa até em casa também, além da melhoria no rendimento dos alunos com relação aos conteúdos. Antes o celular atrapalhava muito, agora eles estão nitidamente mais focados”, observa. Entre os estudantes, a percepção é semelhante. Maria Fernanda de Souza Costa, de 14 anos, relata que a adaptação foi difícil no início, mas trouxe benefícios no aprendizado: “Melhorou, porque às vezes a gente pegava respostas na internet e conversava com os colegas mais pelas redes sociais. Depois disso, eu consegui me concentrar muito melhor e agora sou eu que desenvolvo as respostas. Melhorou o raciocínio.” Para Alex Yudi Togashi, de 15 anos, o impacto mais significativo foi na socialização. Antes mais tímido e isolado, ele destaca que passou a interagir mais com os colegas, que ficaram mais acessíveis sem os olhos fixos no aparelho eletrônico. “Comecei a interagir mais e fiz muitos amigos novos”, conta. A mudança também foi percebida em casa pelas famílias. A servidora pública Patrícia de Sousa Rodrigues, mãe de Maria Fernanda, afirma que houve melhora no comportamento e no desempenho da filha, além de reflexos na rotina doméstica. “Ela consegue interagir mais com os colegas, fez mais amizades e o rendimento melhorou. Em casa, a gente também colocou mais limites, seguindo as restrições da escola, e ela se adaptou bem.” Já a vendedora autônoma Weslla Santana, mãe de Alex, reforça a evolução na socialização do filho, que antes tinha dificuldade de fazer amigos: “Ele sempre foi muito sozinho, mais na dele. Hoje, tem mais amigos. Ele sempre foi bem na escola, mas acho que o celular tira muito o foco de tudo. Agora, ele melhorou bastante.”
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Riacho Fundo II vai ganhar uma unidade do Centro Especializado de Atendimento à Mulher
Em iniciativa da Secretaria da Mulher (SMDF), será inaugurado, em 4 de maio, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam IV) no Riacho Fundo II. Com capacidade para atender até 50 pessoas por dia, a nova unidade terá servidores especializados no atendimento às mulheres, como psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, técnicos administrativos e gestores, ampliando a rede de acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência. Centros de atendimento à mulher oferecem toda a estrutura de acolhimento e acompanhamento | Foto: Divulgação/SMDF Os Ceams são unidades fundamentais na política pública de enfrentamento à violência contra a mulher. Nesses espaços, as mulheres encontram acolhimento humanizado e atendimento especializado, com suporte psicossocial, orientação jurídica e acompanhamento contínuo, respeitando suas histórias e promovendo autonomia e segurança. Expansão da rede A inauguração do Ceam IV integra um avanço expressivo na estrutura de atendimento do DF. Em apenas três anos, a rede da Secretaria da Mulher mais que dobrou, passando de 14 unidades, em 2023, para 31, em 2026. Esse crescimento significativo amplia o acesso aos serviços, descentraliza o atendimento e fortalece a proteção às mulheres em todas as regiões administrativas, garantindo que mais mulheres encontrem apoio perto de onde vivem. [LEIA_TAMBEM]Os equipamentos públicos da SMDF oferecem suporte completo às vítimas, atuando de forma integrada para garantir, além do atendimento imediato, o acompanhamento necessário para a reconstrução de suas vidas. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com políticas públicas efetivas de enfrentamento à violência, traduzido no slogan “GDF ao lado das mulheres”, que orienta ações concretas de cuidado, proteção e promoção da autonomia feminina em todo o DF. Serviço ► Inauguração do Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Riacho Fundo II → Data: segunda-feira (4/5), às 10h30 → Local: QN 9A Conjunto 2 lotes 3/4 – Riacho Fundo II. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Brasília recebe etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia com presença de dupla campeã olímpica
Brasília volta a ser palco do cenário internacional do esporte ao receber mais uma etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia. A competição, na categoria Elite, começa nesta quarta-feira (29) e segue até domingo (3), em arena montada no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, com entrada gratuita ao público. Esta é a sétima vez que a capital federal recebe uma etapa do circuito internacional, reforçando o protagonismo do Distrito Federal na realização de grandes eventos esportivos. Ao todo, 14 duplas brasileiras participam da competição, incluindo as campeãs olímpicas Duda e Ana Patrícia, que buscam a terceira medalha consecutiva em Brasília — após o ouro em 2024 e o bronze em 2025. A dupla chega embalada após conquistar a etapa do Circuito Brasileiro no último fim de semana e estreia direto na fase de grupos. Para as atletas, o ambiente da capital e o apoio da torcida são diferenciais importantes. “A etapa de Brasília já virou tradição no calendário do Circuito Mundial. É muito bom poder jogar aqui e contar com o carinho do público. A gente sempre entra para dar o nosso melhor e buscar mais um pódio”, destacou Ana Patrícia. Para o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, a realização da etapa reforça o posicionamento de Brasília como referência no esporte. “Brasília tem se consolidado como palco de grandes eventos esportivos. Receber mais uma etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia, com atletas de alto nível e campeãs olímpicas, fortalece nossa imagem no cenário internacional e amplia o acesso da população ao esporte de alto rendimento”, afirmou. A etapa de Brasília é a terceira realizada no Brasil na temporada 2026, que já passou por João Pessoa (PB) e Saquarema (RJ), e segue como uma das mais aguardadas do calendário. A dupla Duda e Ana Patrícia é um dos destaques da competição | Foto: Divulgação A competição reúne as principais duplas do mundo e segue o formato Elite, com disputas iniciadas no qualifying, fase eliminatória que define as vagas para o torneio principal. Na sequência, 24 duplas foram divididas em grupos, avançando para as fases finais até a definição dos medalhistas. As semifinais e finais serão realizadas no domingo, com transmissão pelos canais especializados, ampliando a visibilidade do evento e do Distrito Federal no cenário esportivo internacional. Com entrada gratuita e estrutura preparada para receber o público, o evento deve atrair milhares de espectadores ao longo da semana, movimentando o turismo, a economia local e promovendo o esporte na capital federal. *Com informações da SEL-DF
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Acelera Tech abre mais de mil vagas gratuitas em cursos de tecnologia no DF
O Distrito Federal vai receber a segunda edição do Projeto Acelera Tech, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) em parceria com o Instituto Bem Viver DF. São 1.040 vagas gratuitas disponibilizadas para cursos de capacitação tecnológica e empreendedorismo digital. As atividades serão realizadas em Santa Maria, Gama, Samambaia e Ceilândia, com opções presenciais e também no formato online. Voltado principalmente para jovens, estudantes da rede pública, trabalhadores informais e pessoas em busca de qualificação profissional, o projeto aposta na tecnologia como caminho para ampliar oportunidades de renda e inserção no mercado de trabalho. "O projeto incentiva o uso estratégico das redes sociais como oportunidade de renda, emprego e empreendedorismo" Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, “o Acelera Tech é uma ferramenta de transformação digital. O projeto incentiva o uso estratégico das redes sociais como oportunidade de renda, emprego e empreendedorismo, fortalecendo o ecossistema tecnológico. É investimento nos futuros talentos do Distrito Federal”. Serão oferecidos cursos de informática básica, design gráfico e produção de conteúdo digital. A proposta é focar em atividades práticas e no desenvolvimento de habilidades que podem ser aplicadas no dia a dia, seja para conseguir um emprego ou iniciar um negócio próprio. Além da formação técnica, os participantes terão acesso à elaboração de projetos e certificação ao final dos cursos, o que pode fortalecer o currículo e abrir novas portas profissionais. Do total de vagas, 720 são para aulas presenciais e 320 para a modalidade online, ampliando o alcance da iniciativa. A ideia é facilitar o acesso de quem não consegue se deslocar ou precisa de horários mais flexíveis. Acelera Tech – 2ª edição Locais: Santa Maria, Gama, Samambaia e Ceilândia Inscrições: https://projetoaceleratech.com.br Mais informações: (61) 99874-5115 *Com informações da Secti-DF
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Profissionais do HRSM relembram a experiência de dar à luz na mesma unidade onde trabalham
Entre corredores já conhecidos, plantões e rotinas bem-definidas, algumas histórias ganham novos significados. Mais do que local de trabalho, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) se torna cenário de um dos momentos mais marcantes da vida de muitas colaboradoras que trabalham ali: o nascimento dos filhos. A experiência transforma a relação com a unidade, que completou 18 anos e oferece uma nova perspectiva: sair do papel de profissional para vivenciar o cuidado como paciente. Foi assim com Patrícia Araújo, assistente administrativa do serviço de ginecologia e obstetrícia, que há dois anos deu à luz o pequeno Benício Araújo. Por se tratar de uma gestação de alto risco, ela encontrou no próprio hospital o suporte necessário desde o início. “Eu fiz todo o meu pré-natal aqui. Recebi apoio de colegas para começar o acompanhamento e isso fez toda a diferença”, relembra. Com gravidez complicada e diabetes gestacional, Patrícia Araújo (na foto, com o filho Benício) elogia o atendimento recebido no HRSM | Fotos: Divulgação/IgesDF A gestação exigiu atenção redobrada. Aos 42 anos, com diagnóstico de diabetes gestacional e alterações na pressão arterial, surgiram momentos de apreensão. Ainda assim, o acompanhamento multiprofissional garantiu segurança. “A atuação da equipe foi fundamental. Consegui controlar a diabetes, a pressão estabilizou e fui muito bem-assistida, desde a enfermagem até a fisioterapia”, relata. O trabalho de parto foi longo, com duração de 32 horas, mas a experiência foi marcada pelo acolhimento. A relação com o hospital também faz parte da trajetória de Luciana Mendes, auxiliar de serviços gerais e mãe de Isabelly e Miguel, de 14 e 11 anos, respectivamente. Ambos nasceram no HRSM, antes mesmo de ela integrar a equipe. Moradora de Santa Maria, Luciana escolheu a unidade para viver esses momentos e guarda lembranças positivas desde a chegada. Luciana Mendes escolheu o HRSM para o nascimento dos filhos, Isabelly e Miguel, antes mesmo de começar a trabalhar na unidade de saúde No nascimento da filha mais velha, Luciana chegou à unidade já em trabalho de parto avançado e chamou a atenção pela tranquilidade. “Teve até médica que comentou como eu estava calma. Nunca me deixaram sozinha, e fui muito bem-atendida o tempo todo”, conta. Anos depois, a experiência se repetiu no nascimento do segundo filho, trazendo até um sentimento inusitado: “Quando recebi alta, nem queria ir embora. Fiquei com receio de não ter em casa o mesmo cuidado que tive aqui. Sempre indico o hospital, porque fui muito bem-assistida em todos os momentos”. Apesar de um início desafiador, com dificuldade na evolução do parto, Bruna Carolyne da Silva, assistente administrativo da coordenação de protocolos, destaca o suporte recebido durante a internação no HRSM durante o nascimento de Arthur Kaleb, hoje com 7 anos. Bruna Carolyne da Silva teve apoio da equipe depois de um parto sem dilatação necessária “Foi um pouco complicado, pois não houve dilatação suficiente e foi necessária a cesárea. Mesmo assim, tive todo o apoio da equipe e tudo ocorreu bem”, relata. Mais do que números ou marcos históricos, os 18 anos do HRSM também são feitos dessas memórias afetivas. Para Patrícia, Luciana e Bruna, a unidade se tornou cenário de um dos momentos mais importantes de suas vidas. Experiências diferentes, mas marcadas pelo mesmo sentimento: o de acolhimento em um instante que permanecerá guardado para sempre. *Com informações do IgesDF
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Com ampliação de mais 90 km, malha cicloviária do DF estimula a economia sustentável
Com a segunda maior malha cicloviária do país, o Distrito Federal deve ampliar ainda mais a rede. O Governo do Distrito Federal (GDF) prevê investir cerca de R$ 56 milhões e construir aproximadamente 90 quilômetros de novas ciclovias até o fim deste ano, dentro do programa Vai de Bike. Atualmente, o DF já conta com 745 km de ciclovias e ciclofaixas, atrás apenas de São Paulo. O secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, informou que a pasta já aprovou cerca de 30 projetos de ciclovias do programa Vai de Bike, inclusive, trechos destinados à conexão de vias já existentes. “O DF tem uma malha cicloviária extensa, e, com o Vai de Bike, vamos ultrapassar mil quilômetros de vias cicláveis. Além das novas estruturas que acompanham obras rodoviárias, também vamos ligar trechos ainda isolados, para que os ciclistas possam circular entre as regiões administrativas e o Plano Piloto e tenham a bicicleta como uma opção real de transporte, esporte e lazer”, afirmou. Sob a coordenação da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), as obras do programa são executadas pela Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF). Somente neste ano, a SODF já executou cerca de 5,8 quilômetros de ciclovia no trecho entre a SHIS QI 5 Conjunto 20 e a SHIS QI 15 Conjunto 10, no Lago Sul. A continuidade desse percurso, até a QI 25 Conjunto 11, está em fase de terraplenagem, imprimação e aplicação da capa asfáltica. Em breve, os trabalhos seguirão até a Ermida Dom Bosco, o que totaliza aproximadamente 15,8 quilômetros de ciclovia na região. No Lago Norte, a SODF executa cerca de 8,3 quilômetros de ciclovia no trecho entre a Praça das Garças e a Estrada Parque Península Norte (EPPN), atualmente em fase de terraplenagem. Já em Planaltina, a população contará com um trajeto de 26,6 quilômetros, que liga o Núcleo Rural Fumal ao Balão do Colorado, na BR-020. Nesse caso, os primeiros oito quilômetros estão em fase de terraplenagem. Atualmente, o DF já conta com 745 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, atrás apenas de São Paulo | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Segundo o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, o contrato prioriza a construção de novas ciclovias, mas também prevê a manutenção e recuperação dos trechos existentes. “É um investimento em modal limpo, sustentável e cada vez mais presente na rotina da população. A bicicleta reduz a emissão de poluentes, melhora a mobilidade e ainda contribui para a saúde das pessoas”, ressalta. A infraestrutura cicloviária do DF não se resume a ciclovias isoladas, mas se organiza em diferentes tipos de vias que ampliam as possibilidades de deslocamento. Ao todo, são 509,23 quilômetros de ciclovias, 75,83 quilômetros de ciclofaixas, 61,15 quilômetros de calçadas compartilhadas, 68,57 quilômetros de infraestrutura em parques, 9,05 quilômetros de ciclorrotas e 2,99 quilômetros de áreas com Zonas 30, voltadas à redução de velocidade e maior convivência entre modais. Expansão Desde 2019, o DF já superou a marca de 150 quilômetros de novas ciclovias construídas. Parte desse avanço está distribuída em diferentes regiões administrativas e soma 97,7 quilômetros, com intervenções na Epig (12 quilômetros), Hélio Prates (4 quilômetros), Boulevard de Taguatinga (1,1 quilômetro), via de ligação Guará/Bandeirante (1,2 quilômetro), Rota de Fuga do SIA (3,5 quilômetros), Avenida Paranoá (2,7 quilômetros), ESPM (8,5 quilômetros), SOF Sul (1 quilômetro), Riacho Fundo II (13,9 quilômetros), Lago Sul (16,3 quilômetros), Lago Norte (8,3 quilômetros), Sobradinho (26,6 quilômetros) e Cruzeiro (1,3 quilômetro). A expansão da malha cicloviária tem priorizado a funcionalidade e a integração entre os trechos. “Não adianta ter mil quilômetros de ciclovias se elas não forem funcionais ou não estiverem conectadas. Por isso, em vez de investir apenas em longos trechos isolados, buscamos promover a ligação entre eles”, explicou o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur. A expansão da malha cicloviária tem priorizado a funcionalidade e a integração entre os trechos | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Como exemplo, Fauzi Nacfur citou um circuito já consolidado: “Hoje, o ciclista pode sair da Candangolândia por uma ciclovia, passar pelo Núcleo Bandeirante, seguir pelo Riacho Fundo, chegar ao Pistão Sul, na Universidade Católica, e, de lá, acessar a EPTG. A partir desse ponto, é possível seguir pela EPTG ou optar pelo Pistão Norte, descendo pela Estrutural até a Epia, na altura do viaduto Ayrton Senna, o que forma um circuito de aproximadamente 50 quilômetros". Segundo ele, a proposta é garantir condições para que a população possa sair de onde mora e chegar ao centro de Brasília de bicicleta, seja para lazer, prática esportiva ou deslocamento diário. “Também buscamos integrar os trechos cicloviários às estações de metrô e aos corredores de ônibus”, completou. Para ampliar essa integração com o transporte público, o sistema de bicicletas compartilhadas do DF disponibiliza centenas de bikes, já soma mais de 332 mil usuários cadastrados e acumula mais de 1,25 milhão de viagens. As estações ficam próximas a pontos de embarque e desembarque, como rodoviárias, estações de metrô e do BRT, o que facilita a conexão com o transporte coletivo.
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