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Dez horas dentro de uma creche do DF: a única UF que tem 100% das creches com tempo integral

À primeira vista, a entrada do Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Flor de Magnólia, no Riacho Fundo II, pode parecer uma creche comum: colunas de ferro entrelaçadas por grades de alumínio. Mas para as 188 crianças e bebês matriculados no local, ela é muito mais do que isso: é por lá que os pequenos passam, de segunda a sexta-feira, às 7h30, para iniciar uma jornada diária de aprendizado e descobertas. Ao chegar às salas, tiram os sapatos e seguem com as tias, como as professoras são chamadas pelas crianças, para o refeitório. Entre risadas e brincadeiras animadas, é ali que é servido o café da manhã. O cardápio, elaborado por uma nutricionista da rede, é passado semanalmente às famílias. Entre os alimentos oferecidos nessa primeira refeição estão mingau, cuscuz, frutas e bolo. A rotina nas creches do DF combina alimentação balanceada, atividades pedagógicas e convivência com os colegas. Depois de fazerem a primeira refeição do dia, as crianças voltam às salas para dar início às atividades pedagógicas. Um dos momentos mais aguardados é a chamada “rodinha”. Sentados em círculo, os pequenos participam de cantigas, musicalização, conversas em grupo e contação de histórias. É ali que surgem as primeiras interações do dia e onde muitos começam a se soltar — e também onde se revela a forma como o aprendizado ocorre nas creches. Hoje, as creches já não trabalham com a lógica de fazer a criança sair dali alfabetizada. A orientação pedagógica é outra: em vez do ensino formal de letras e números, o foco está nas vivências, nas interações e em atividades lúdicas que estimulem o desenvolvimento integral dos alunos. Isso não significa que temas como cores, números e letras fiquem de fora da rotina, mas eles aparecem de forma indireta, sempre adaptados à idade de cada turma e mediados por brincadeiras, objetos, tintas, papéis, músicas e histórias. Na prática, um mesmo tema pode mobilizar toda a creche, que atende crianças de 4 meses a 4 anos, mas com propostas diferentes para cada faixa etária. O objetivo, segundo a equipe pedagógica, é fortalecer o desenvolvimento sensorial, cognitivo, motor e social. A ideia é que as experiências ajudem a formar repertório, memórias e bases mais sólidas para a etapa seguinte da vida escolar, quando começa a alfabetização propriamente dita. Hoje, as creches já não trabalham com a lógica de fazer a criança sair dali alfabetizada. A orientação pedagógica é outra: em vez do ensino formal de letras e números, o foco está nas vivências, nas interações e em atividades lúdicas que estimulem o desenvolvimento integral dos alunos | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Na sequência, logo após a “rodinha”, as atividades seguem com pintura, colagem, modelagem com massinha e jogos educativos. Ao longo da manhã, os pequenos ainda têm um intervalo para explorar o parquinho e os espaços externos da creche. É justamente nesse convívio diário, entre brincadeiras e descobertas, que muitos pais começam a perceber mudanças no comportamento dos filhos. A servidora pública Sthephanie Ribeiro matriculou a filha de 11 meses na unidade há poucas semanas e diz que a adaptação já trouxe resultados. “Foi uma decisão difícil no início, porque a gente gostaria de ficar sempre com os filhos. Mas eu percebo que ela já está mais sociável, começou a dar beijinhos e está quase andando. A convivência com outras crianças ajuda muito”, diz. Enquanto a manhã avança, “o dia letivo” segue movimentado. Depois das atividades e das brincadeiras no parquinho, chega a hora da segunda refeição: um lanche leve, geralmente uma fruta fresca. Em seguida, os pequenos voltam às atividades lúdicas, com brinquedos de montar, jogos coletivos e novas explorações pelo pátio da unidade.   Segundo os pais, essas experiências ajudam a desenvolver a coordenação motora e estimulam a curiosidade das crianças. Para o empresário Rodrigo Matos, foi esse cuidado que chamou sua atenção ao matricular o filho, diagnosticado com autismo. “No começo, ficamos apreensivos. Mas logo percebemos que ele foi acolhido. Hoje ele pede para vir para a escola. A evolução é visível. Ele está mais tranquilo, mais sociável e a adaptação foi muito positiva”, relata o pai. “Até o remédio que ele toma está diminuindo por causa da convivência com a escola”, completa. É no convívio diário, entre brincadeiras e descobertas, que muitos pais começam a perceber mudanças no comportamento dos filhos | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Chegou a hora do almoço Por volta das 11h, o movimento no refeitório recomeça. É hora do almoço. O cardápio, também planejado por nutricionista da rede, inclui pratos balanceados, como arroz, feijão, carnes ou frango, além de legumes e verduras. Os bebês mais novos fazem a refeição nas próprias salas, acomodados em cadeirinhas apropriadas. Já as crianças maiores seguem para o refeitório, onde mesas e cadeiras foram pensadas para o tamanho de cada faixa etária. Depois de uma manhã cheia de atividades, chega o momento de desacelerar. É a hora do descanso. O período de sono costuma se estender até 13h30. Ao acordarem, as crianças passam por uma nova rotina de cuidados. Penteiam o cabelo, tomam banho e se preparam para as atividades da tarde. Em seguida, é servida a quarta refeição, com frutas, biscoitos ou lanches leves. O restante da tarde costuma ser marcado por atividades mais livres e recreativas, muitas vezes ao ar livre. Rodas de música, jogos coletivos e brincadeiras com bola ajudam a manter o ritmo até o fim do dia. Por volta das 16h acontece a última refeição: o jantar. Depois da alimentação, as equipes organizam a higienização das crianças, trocam roupas quando necessário e registram na agenda escolar as atividades do dia para compartilhar com as famílias. A partir das 17h, os portões começam a abrir novamente. Pais e responsáveis chegam para buscar os filhos, que aos poucos deixam a creche depois de mais um dia de aprendizado, brincadeiras e convivência. Dez horas nas creches do DF A cena se repete em todas as creches públicas do Distrito Federal. Atualmente, a rede pública e as parcerias com instituições privadas atendem crianças em regime integral, sendo a capital federal a única UF que tem 100% das creches com essa carga horária. Ao todo, a rede do DF tem 41.741 vagas e 36.402 crianças já matriculadas, fora as que estão encaminhadas às creches. Ao todo, são 73 Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis), estruturas construídas ou administradas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), além de 72 instituições parceiras, 133 unidades particulares atendidas pelo Cartão Creche e duas escolas da rede pública distrital. Segundo a ex-secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, o atendimento nas creches faz parte do processo educacional das crianças desde os primeiros anos de vida. “Durante muito tempo a creche foi vista apenas como assistencialismo, mas desde a Constituição de 1988 e a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional] ela passou a ser educação. É ali que a criança começa a ser estimulada, conviver com outras crianças e aprender a socializar”, afirma. De acordo com a ex-secretária, o investimento na ampliação da rede permitiu expandir o acesso das famílias ao atendimento em tempo integral. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal construiu 28 Cepis, dos quais mais de 20 já foram oficialmente inaugurados. “Esse estímulo e esse cuidado são fundamentais nessa fase da vida. A criança fica bem assistida, aprende, evolui e a família pode trabalhar com tranquilidade”, acrescenta Hélvia Paranaguá. Todas as creches vinculadas ao órgão funcionam em período integral de 10 horas diárias e dispõem de cinco refeições por dia: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Para a ex-secretária, o modelo também tem impacto social. “Na creche em tempo integral, a criança tem cinco refeições. Ela aprende mais, está mais protegida e vai para casa bem alimentada”, afirma. A diretora do Cepi Flor de Magnólia, Tatiane Maria de Jesus, conta ainda que as equipes acompanham diariamente a evolução de cada aluno. “Existe uma observação contínua. Temos um diário de bordo onde são registradas as atividades e o desenvolvimento das crianças. Assim conseguimos acompanhar o progresso e compartilhar essas informações com os pais.” Expansão da rede A ampliação da rede de creches tem sido uma das estratégias para ampliar o acesso ao atendimento na primeira infância no Distrito Federal. Em 2019, a fila de espera por uma vaga em creche era de 24 mil crianças. Nesses sete anos, o GDF construiu 27 Cepis distribuídos pelas regiões administrativas — além de ampliar a lista de creches conveniadas. Com isso, hoje, há mais vagas abertas do que crianças aguardando.

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Investimentos de R$ 78,1 milhões modernizam delegacias do DF e ampliam segurança e atendimento à população

Quem procura as delegacias do Distrito Federal já percebe mudanças que vão além da estrutura física. Hoje, ao chegar a uma unidade da Polícia Civil, a população encontra instalações modernas, atendimento reservado e mais segurança — medidas que, segundo o delegado-geral adjunto Saulo Lopes, fazem diferença no acolhimento à comunidade. “As novas delegacias separam as áreas de atendimento, custódia e trabalho interno. Contam com espaços específicos para a Polícia Militar e têm ambientes voltados ao acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência, com salas reservadas e estrutura adequada para um atendimento mais sensível”, explica o delegado-geral. Essas melhorias são resultado de um conjunto de investimentos que, entre 2019 e 2025, somaram R$ 78,1 milhões. Segundo Saulo Lopes, a principal obra foi a construção do novo Instituto Médico Legal (IML), no Plano Piloto, com investimento de cerca de R$ 47,4 milhões. Entre 2019 e 2025, o GDF investiu R$ 78,1 milhões nas delegacias do Distrito Federal, resultando em instalações modernas e atendimento mais reservado | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Além da estrutura moderna, o principal ganho foi a humanização do atendimento. Antes, havia uma única entrada para vítimas, autores de crimes e familiares. Hoje, os acessos são separados, garantindo mais segurança e respeito às pessoas”, afirma. Atendimento ampliado No período, também foi construída a 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho II, erguida do zero com investimento de R$ 10,5 milhões. Outras seis delegacias passaram por reforma: a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), na Asa Sul; a 17ª DP, em Taguatinga Norte; a 9ª DP, no Lago Norte; a 10ª DP, no Lago Sul; o posto policial do aeroporto; e a Divisão de Operações Aéreas (DOA/Depate). “A Polícia Civil tem hoje 31 delegacias espalhadas pelo DF, além de unidades especializadas, que ampliam a capacidade de atendimento e aproximam a polícia da comunidade”, aponta o delegado-geral. O montante investido também possibilitou a criação da Deam II e do IML em Ceilândia, ambos ao lado da 15ª DP Os investimentos também resultaram na criação de três Núcleos de Atendimento à Mulher (Nuiam) — na 29ª DP, no Riacho Fundo; na 38ª DP, em Vicente Pires; e na 11ª DP, no Núcleo Bandeirante —, além da requalificação do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA). “Outro avanço importante é a delegacia eletrônica, que permite o registro de ocorrências pela internet. O DF foi pioneiro no registro de casos de violência doméstica online, com a solicitação de medidas protetivas, sem que a vítima precise sair de casa”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]Saulo Lopes também destaca as melhorias no Complexo Regional da Ceilândia, com a criação da Deam II e do IML na região, ambos ao lado da 15ª DP: “A descentralização dos serviços facilitou o acesso da população, que antes precisava se deslocar até a área central de Brasília. Isso representa um avanço importante, especialmente para regiões com grande número de moradores”. Segundo o delegado-geral, há ainda obras em andamento para este ano. “Já foi assinada a ordem de serviço, pelo governador Ibaneis Rocha, para a construção da nova sede da 12ª DP, em Taguatinga, com investimento superior a R$ 15 milhões. Também estamos em fase de contratação de uma nova sede para a Divisão de Operações Especiais, com valor semelhante, e de uma nova policlínica, com investimento estimado em R$ 34 milhões, no Complexo da Polícia Civil, na Asa Sul”, detalha. Além dos investimentos em estrutura, desde 2019 o DF voltou a contar com delegacias que funcionam 24 horas por dia, o que contribuiu para que Brasília fosse eleita, em 2024, a segunda capital mais segura do país, segundo o Atlas da Violência.

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Semana começa com mais de 400 vagas de emprego disponíveis nas agências do trabalhador

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 427 oportunidades disponíveis nesta segunda-feira (6). O maior salário é de R$ 3,6 mil, em vaga para técnico de segurança do trabalho em Águas Claras, com exigência de experiência e ensino médio completo. Em relação à demanda, o destaque é o setor varejista. Há 110 vagas para repositor de mercadorias, 60 para operador de caixa, 40 para açougueiro, 40 para atendente de lanchonete, 40 para fiscal de prevenção de perdas, 30 para balconista, 20 para frentista, entre outras. Os salários partem de R$ 1.621. [LEIA_TAMBEM]Para pessoas com deficiência (PcD), são reservadas seis vagas de auxiliar administrativo e três de operador de telemarketing ativo em Taguatinga, com remuneração de R$ 1.750. Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou procurar uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atrativa, o cadastro permanece ativo para futuras seleções, já que o sistema cruza os dados dos candidatos com o perfil buscado pelas empresas. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências para entrevistas podem se cadastrar presencialmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Também é possível utilizar o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

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Dia da Mulher leva serviços gratuitos a mulheres vulneráveis nesta terça (7)

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) realizará, nesta terça-feira (7), a 33ª edição do projeto Dia da Mulher. Realizado sempre na primeira terça-feira útil de cada mês, das 8h às 14h, o projeto ocorre no Nuclão da DPDF, localizado no Setor Comercial Norte, Quadra 1, Edifício Rossi Esplanada Business, próximo ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Ao longo das edições, a ação já ultrapassou a marca de 63,4 mil atendimentos, evidenciando seu impacto social e a crescente procura pelos serviços ofertados.  Presença assídua no projeto, a aposentada Sônia Maria dos Santos, de 69 anos, afirma que “o Dia da Mulher é um momento de acolhimento e união que tem transformado a realidade de mulheres em situação de vulnerabilidade, garantindo dignidade, respeito e atenção”. “A DPDF sempre manteve as portas abertas para o público feminino, e essa iniciativa realmente faz a diferença”, completa a moradora de Taguatinga. Em 32 edições, o Dia da Mulher da Defensoria Pública do Distrito Federal ultrapassou os 63,4 mil atendimentos | Foto: Divulgação/DPDF Atendimento integrado e acolhimento O projeto Dia da Mulher oferece, em um único espaço, uma rede integrada de serviços. Durante a ação, as participantes têm acesso a atendimento jurídico gratuito, orientações assistenciais, serviços de saúde e suporte em demandas habitacionais, entre outros atendimentos essenciais. A iniciativa também permite que as mulheres levem seus filhos para usufruir da brinquedoteca enquanto recebem atendimento, garantindo acolhimento integral às famílias. A proposta contribui diretamente para enfrentar desafios como desigualdade de renda, violência doméstica, discriminação de gênero e dificuldade de acesso a serviços básicos. A ação reforça a missão constitucional da DPDF de garantir assistência jurídica integral e gratuita às pessoas em situação de vulnerabilidade, promovendo cidadania, dignidade e inclusão social no DF. Para mais informações, a população pode entrar em contato com a Central de Relacionamento com os Cidadãos (CRC) pelo telefone 129, de segunda a sexta-feira (dias úteis), das 9h às 17h. Para ligações de fora do DF, o atendimento é realizado pelo número (61) 3465-8200. Serviços oferecidos Defensoria Pública do Distrito Federal . Requerimento de passe livre para mulheres vítimas de violência; . Exames de DNA gratuitos; . Mediação e conciliação; . Orientação jurídica; . Iniciais de Família; . Iniciais de Saúde; . Atendimento psicossocial (Suap). [LEIA_TAMBEM]Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) . Serviços socioassistenciais, por meio do Cras. Rota do Bem . Bazar de doação de roupas e sapatos. Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) . Emissão de carteiras de identidade; . Atendimento psicossocial às mulheres vítimas de violência doméstica. Integracor Medicina Cardiovascular . Consulta com médico cardiologista. Sesc/DF . Exame citopatológico; . Odontologia (limpeza, restauração e extração simples). Instituto Sabin . Distribuição de vouchers para exames laboratoriais. Escola Nacional de Acupuntura (Enac) . Auriculoterapia; . Ventosaterapia. Secretaria de Saúde (SES-DF) . Multivacinação. Escola de Barbeiro Roberto Ramos . Corte de cabelo masculino e barba. Centro Universitário de Brasília (Ceub) . Consulta com médica ginecologista. Políticas sociais do Governo do Distrito Federal (GDF) . Distribuição de alimentos; . 150 kits de higiene. Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) . Ingressos para o cinema (Cine Brasília). Imeb . Distribuição de voucher para realização de mamografia; . Bioimpedância; . Aferição de pressão arterial. Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF) . Cadastro da pessoa com deficiência; . Carteira de identificação da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA); . Solicitação do cartão de identificação da pessoa com deficiência; . Orientações para concessão de passe livre – PCD; . Orientações para concessão de Benefício de Prestação Continuada (BPC). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) . Vagas de emprego; . Cesta do Trabalhador; . Atendimento ao empregador; . CTPS Digital; . Inscrições e orientações para os cursos ofertados pela Sedet – GDF; . Programa Prospera (microcrédito); . Seguro-desemprego; . Orientação profissional. Novacap . Distribuição de vasos de plantas. Odontogroup . Distribuição de kits de escovação. Kamila Assunção . Design de sobrancelhas. Enfermagem Estética e Terapias Integrativas — Teresa Cristina . Aferição de pressão arterial; . Teste de oximetria; . Saturação de oxigênio. Espaço de Beleza Eveline Fernandes . Detox facial. BRB Mobilidade . Cadastro no BRB Mobilidade; . Solicitação e cobrança de 2ª via do Cartão Mobilidade. Neoenergia Brasília . Esclarecimento de dúvidas; . Solicitações de serviços; . Aula de energia. Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) . Regularização e inscrição. Secretaria de Economia (Seec-DF) . Emissões de IPTU/TLP, IPVA e ISS Autônomo; . Certidões, informações e consultas sobre os serviços da Receita do DF e parcelamentos. Secretaria da Mulher (SMDF) . Doação de absorventes íntimos; . Orientações a mulheres vítimas de violência; . Esclarecimentos em relação às diversidades etária, étnico-racial, LGBTQIA+ e mães atípicas. Senac . Cadastro no Programa Senac – Cursos de Gratuidade; . Voucher para análise capilar, higienização dos fios, nutrição e modelagem em parceria com produtos L’Oréal. Sistema Fibra . Oficina de orientação sobre saúde alimentar. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios — Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar . Prevenção e enfrentamento da violência doméstica contra a mulher; . Atendimentos psicossociais de orientação e sensibilização. UDF . Atendimento em Direito Previdenciário; . Atendimentos e orientações relacionados ao INSS e ao BPC/Loas. Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) . Acolhimento e apoio psicossocial às vítimas de violência e seus familiares. Associação dos Analistas e dos Demais Servidores da Defensoria Pública do Distrito Federal (AASDPDF) . Brindes para as mulheres. Escola de Psicanálise de Brasília . Atendimento com psicanalistas; . Orientação psicológica; . Oficina de cartaz. Caixa Econômica Federal . Consulta; . Desbloqueio dos aplicativos Caixa Tem e FGTS; . Emissão de boletos; . Emissão de cartão social, poupança e conta corrente; . Consulta PIS e FGTS; . Renegociação de dívida. Estúdio Bioessence . Avaliação de diástase abdominal e orientações de fisioterapia. Caesb . Distribuição de água potável. Secretaria de Educação (SEEDF) . Cartão Creche; . Cartão Material Escolar. Secretaria de Turismo (Setur-DF) . Emissão de Carteira do Artesão e Trabalho Manual. Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) . Prevenção e orientação às mulheres vítimas de violência doméstica. Instituto Brasal . Distribuição de refrigerantes. *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF)

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Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Plano Piloto neste fim de semana

O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas em situação de rua instaladas em 20 endereços distintos no Plano Piloto. A ação está prevista para ter início às 9h deste sábado (4) e é coordenada pela Casa Civil. A iniciativa envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), além do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Novacap, da Codhab, do Detran-DF, da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar e do Conselho Tutelar. No decorrer da semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido | Foto: Agência Brasília A DF Legal fará o desmonte das estruturas utilizadas pelas pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, os objetos pessoais serão levados ao depósito da pasta, no SIA Trecho 04, Lotes 1380/1420, para retirada em até 60 dias, sem custo para o responsável. As pessoas também serão encaminhadas para atendimento da Sedes-DF. Ao longo da semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, com mapeamento do público que será atendido e de suas demandas. [LEIA_TAMBEM]Veja abaixo os pontos de ação neste sábado (4) e domingo (5): · Eixão Norte, altura da 107, 110, 114 e 115; · Hemocentro, em frente à SQN 302; · 601 Norte; · L2 Norte, na altura da 602, abaixo do Serpro; · SGAN 606, via L3, próximo à cerca dos módulos C, D e E; · SGAN 607, área verde; · SGAN 608, via L3, atrás do IDP; · SGAN 611; · Estacionamento ao lado do Ilhas do Lago; · Ao lado do Clube da Aeronáutica; · Ao lado do posto Melhor; · Via L4 Norte, próximo à via N1 Leste; · Rua DFL, casa 1; · Setor Comercial Sul; · Eixão Sul, altura da 102, 107, 109 e 211; · SCLS 413, entre os blocos C e D; · Centro POP; · SHIGS 703/704, Praça Galdino Jesus dos Santos; · Vias W5 e W4 Sul, extensão da 903 a 905 e da 702 a 705; · SEPS 707, fundos do Instituto Cervantes. *Com informações da DF Legal

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Hospital de Base leva hemodiálise ao leito e reduz riscos para pacientes internados

Para pacientes internados em estado mais delicado, um simples deslocamento dentro do hospital pode representar risco. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), essa realidade começa a mudar. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passou a utilizar uma tecnologia que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito, reduzindo movimentações e tornando o cuidado mais seguro. O sistema, chamado Genius, marca um avanço importante na assistência hospitalar ao levar o tratamento até o paciente. Antes, a hemodiálise dependia de pontos fixos de água, o que exigia o transporte de pessoas, muitas vezes em condição clínica sensível, até áreas específicas do hospital. Agora, o procedimento pode ser feito no próprio local, com mais estabilidade e conforto. O sistema Genius permite que sessões de hemodiálise sejam realizadas no leito, evitando o transporte de pacientes em estado mais delicado | Foto: Divulgação/IgesDF A mudança impacta diretamente a segurança assistencial. Ao evitar deslocamentos, a nova tecnologia reduz o risco de quedas, intercorrências durante o transporte e outras complicações que podem surgir nesses trajetos. Segundo o chefe do Serviço de Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, a inovação também melhora a organização do cuidado e amplia o acesso ao tratamento. “O sistema Genius permite maior flexibilidade na assistência hospitalar. Como pode ser utilizado em diferentes setores, independentemente da estrutura de água, amplia o acesso ao tratamento e contribui para um cuidado mais seguro e eficiente”, explica. [LEIA_TAMBEM]Outro diferencial está na possibilidade de personalização. O equipamento conta com um tanque abastecido com solução de diálise preparada em uma moderna estação de tratamento, cuja composição pode ser ajustada de acordo com a necessidade de cada paciente antes do início do procedimento. A combinação entre mobilidade e ajuste individual contribui para maior eficiência e melhor resposta clínica. Ao todo, foram adquiridas 10 máquinas, com capacidade para atender mais de 900 sessões de hemodiálise por mês em pacientes internados. O reforço amplia a capacidade assistencial do hospital e melhora o fluxo de atendimento. A paciente Francisca Souza Araújo, de 40 anos, que convive com diabetes e doença renal, foi uma das primeiras a utilizar o equipamento. Em tratamento há três anos, ela destacou a diferença na experiência. "É uma ótima ideia para quando o paciente está muito debilitado e com dificuldade de sair do leito. Se é algo que tem possibilidade de melhorar a situação da pessoa internada, eu acho muito bom", comemora. A tecnologia também deve chegar ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ampliando o alcance do serviço na rede pública. A previsão é que cinco equipamentos sejam instalados na unidade até o fim de maio, fortalecendo a assistência e garantindo mais acesso ao tratamento para a população do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Cantata de Páscoa emociona pacientes no Hospital de Santa Maria

Em meio à rotina hospitalar, uma pausa inesperada mudou o clima em diferentes setores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Na quarta-feira (1º), corredores e enfermarias foram tomados por música, fé e emoção durante a cantata de Páscoa. A ação percorreu espaços como maternidade, clínica cirúrgica, ortopedia, clínica médica e Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed), levando apresentações do coral Unidos da Adoração a pacientes, acompanhantes e colaboradores, que interromperam a rotina para um momento de reflexão e acolhimento. Música e fé: o coral Unidos da Adoração percorreu diversos setores do setores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) na quarta (1º) | Fotos: Divulgação/IgesDF A emoção tomou conta de quem acompanhava. Nelma Maria, que está ao lado do pai internado, não conteve as lágrimas. “A gente sempre pede a Deus pela saúde de quem amamos. É uma fase muito delicada, então receber algo assim traz uma paz diferente. Senti como se o céu estivesse se abrindo”, conta. A iniciativa foi idealizada pela técnica de enfermagem da clínica médica Débora Dalila Silva Oliveira e surgiu há três anos, a partir de uma construção coletiva com a equipe multiprofissional. Inicialmente concentrada na clínica médica, a proposta foi ampliada ao longo do tempo e passou a alcançar outros setores da unidade. [LEIA_TAMBEM]“Pensamos em criar uma experiência que trouxesse leveza, algo que pudesse tocar a todos. A música tem esse poder de alcançar as pessoas de forma única. Desde a primeira edição, percebemos o impacto positivo da iniciativa, e isso nos motivou a expandir ainda mais”, explica. “Mais do que uma apresentação musical, a cantata representa um gesto de empatia, capaz de transformar, ainda que por alguns instantes, a vivência de quem enfrenta um período de fragilidade”, finaliza Débora. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Mutirão do SLU retira 1,2 mil toneladas de entulho no Riacho Fundo II e reforça combate à dengue

Manter a cidade limpa é uma tarefa contínua e essencial para a saúde da população. Nesse esforço permanente, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) retirou cerca de 1,2 mil toneladas de entulhos durante mutirão realizado entre os dias 19 e 21 de março, no Riacho Fundo II. Ao longo de três dias, 34 trabalhadores, com o apoio de 15 caminhões e uma pá mecanizada, percorreram diferentes pontos da região, como a QC 2, o Núcleo Rural Monjolo e trechos da BR-251, recolhendo restos de construção civil, móveis, podas e outros materiais descartados irregularmente. “O SLU já atua diariamente na remoção de entulhos em todo o DF. Com os mutirões, intensificamos esse serviço e pedimos para que a população utilize os nossos papa-entulhos para o descarte correto”, destaca o diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho. O acúmulo de resíduos pode entupir bocas de lobo, aumentar o risco de alagamentos e favorecer a proliferação de escorpiões, ratos e do mosquito transmissor da dengue | Foto: Divulgação/GDF Presente Mais do que limpar, a ação ajuda a evitar problemas maiores. O acúmulo de resíduos pode entupir bocas de lobo, aumentar o risco de alagamentos e favorecer a proliferação de escorpiões, ratos e do mosquito transmissor da dengue. A administradora do Riacho Fundo II, Ana Maria da Silva, reforça que o trabalho conjunto tem feito diferença na região. Segundo ela, a atuação contínua tem reduzido pontos de descarte irregular e ampliado o cuidado com a cidade. “Essa parceria vem desde 2019, com um trabalho contínuo para desativar pontos de descarte irregular. Recentemente, a cidade recebeu a instalação do Papa-Entulho e, com esse novo equipamento, a tendência é avançar ainda mais”, acredita a administradora. A ação integra os mutirões semanais realizados pelo SLU em parceria com as administrações regionais. Desde janeiro, a iniciativa já passou por 13 regiões administrativas e retirou cerca de 12 mil toneladas de resíduos de áreas públicas das regiões da SCIA/Estrutural, Sobradinho II, Taguatinga, Planaltina, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, Gama, Ceilândia, São Sebastião, Sol Nascente/Pôr do Sol, Recanto das Emas e Arapoanga. A próxima etapa será em Vicente Pires. Os mutirões também reforçam a importância da participação da população no descarte correto dos resíduos. O SLU orienta que os cidadãos consultem os dias e horários das coletas em suas regiões por meio do aplicativo SLU Coleta DF.  

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Vigilância Sanitária apreende 600 kg de pescados durante Operação Semana Santa

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), por meio da Vigilância Sanitária, realizou 542 vistorias em estabelecimentos comerciais entre os dias 25 de março e 1º de abril. As ações fazem parte da Operação Semana Santa, com foco na fiscalização de alimentos tradicionalmente consumidos no período, especialmente pescados. Durante a operação, foram apreendidos 603 kg de pescados considerados impróprios para consumo. O objetivo da iniciativa é garantir que produtos como peixes, camarões, lagostas, lagostins e cefalópodes, como lulas e polvos, cheguem ao consumidor dentro dos padrões adequados de qualidade e segurança sanitária. A diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, destacou alguns pontos a serem observados antes da compra. “Comprem pescados limpos, organizados e em locais devidamente licenciados”, ressalta. Auditores visitam feiras, supermercados e comércios para verificar as condições de armazenamento, conservação e procedência dos produtos, assegurando a qualidade do que é oferecido à população. Arte: SES-DF Atenção na hora da compra Observar as condições de higiene e refrigeração dos alimentos é fundamental para prevenir doenças transmitidas por alimentos contaminados ou mal acondicionados. Segundo a diretora da Vigilância Sanitária, alguns sinais podem indicar que o pescado não está próprio para consumo. “Cheiro forte, carne amolecida ou presença de manchas são indícios de deterioração”, alerta Olivé. Durante as inspeções, são avaliados aspectos como manipulação, armazenamento, limpeza dos estabelecimentos e temperatura de conservação dos produtos. Além disso, o consumidor também pode observar características físicas dos pescados no momento da compra. Peixes congelados e embalados também precisam de atenção do consumidor. “Verifique a embalagem, que deve ter data de validade, número do lote, o nome do fabricante e, principalmente, o registro dos órgãos de fiscalização”, complementa. Arte: SES-DF     *Com informações da SES-DF

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Abril Azul reforça a importância da conscientização e do cuidado com o autismo

Caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, além da presença de padrões de comportamentos repetitivos, o Transtorno de Espectro Autista (TEA) já atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal, equivalente a 1,2% da população local, segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Durante o mês de abril, é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, uma data dedicada à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com TEA na sociedade. “Um mês dedicado ao autismo é de grande importância para aumentar a conscientização e reduzir o preconceito. Ajuda as pessoas a entenderem melhor sobre o transtorno e a respeitarem as diferenças. É um momento para promover mais respeito, empatia e inclusão na sociedade”, destaca a gerente do Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea), Viviane Veras. Em relação aos serviços disponibilizados a pessoas com o transtorno, a rede de saúde pública do DF registrou 8.237 atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde, além de 134.987 procedimentos realizados na atenção especializada e na rede contratada. Dados indicam que o TEA já atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal, equivalente a 1,2% da população local | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Superação Gabriela Anchieta, 34, é uma das mães que buscou atendimento especializado na rede pública. A suspeita do autismo surgiu ao observar alguns comportamentos atípicos na filha aos oito meses de idade. “Eu sou mãe de quatro, então percebi que o desenvolvimento dela era diferente. Ela ficava muito desorientada com luzes fortes e raios”, contou. Registrando todas as etapas de desenvolvimento, Gabriela teve de enfrentar uma dura realidade ao levar as anotações ao médico. “Eu havia feito um relatório próprio meu, em que eu anotava tudo. Quando levei para a médica, ela me falou: ‘Mãezinha, você já deu o diagnóstico, falta você aceitar'”, relembra. Emanuele, 4, foi uma das primeiras pacientes atendidas no Cretea, inaugurado em dezembro de 2025. Desde então, a mãe observa avanços importantes. “A Manu desenvolveu muito a fala, começou a interagir com outras crianças. A minha tristeza como mãe era que a Manu não falasse com as pessoas. E, hoje, ela já está interagindo aos poucos”, relatou. O espaço tem como foco o diagnóstico, intervenções especializadas e orientação parental, fatores essenciais para o desenvolvimento cognitivo, social e comportamental. No período compreendido entre dezembro de 2025 e o final de março deste ano, foram agendadas 80 crianças no Cretea e 66 avaliadas, sendo 52,5% com diagnóstico confirmado de TEA. Outra paciente é Sabrina, 6, que iniciou, no último mês, o primeiro acompanhamento. A mãe Valdinéia Silva, 39, relatou que a filha apresentava sinais de agressividade e pouca interação social quando mais nova. “Iniciei o tratamento há três anos e ela já desenvolveu muito. Os vizinhos me falam que nem parece a mesma criança de antes. É muito importante correr atrás do tratamento e fazer igual em casa, ficar ensinando constantemente”, contou. Programação especial Como parte das ações do Mês da Conscientização do Autismo, o Cretea promoveu uma programação especial voltada aos pacientes e familiares do centro, com atividades que promovem vivências significativas e o desenvolvimento social, cultural, sensorial e emocional — todas de acordo com o plano terapêutico singular (PTS), de cada usuário.  Nesta quinta-feira (2), a ação realizada na Mansão Cataventos, no Park Way, contou com muita diversão, lanches e risadas. Valdineia e a pequena Sabrina estavam presentes. “Achei maravilhosa a iniciativa e eu nem esperava. É muito bom para eles e para a gente, já que as crianças brincam, interagem e a gente consegue se distrair", comentou. Entre outras ações previstas, estão as visitas ao Planetário de Brasília, no dia 16 de abril, e um evento de equoterapia recreativa, no dia 30. A programação completa pode ser conferida no banner abaixo:  Arte: SES-DF     *Com informações do SES-DF

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Com investimento em tecnologia e inteligência, Operação Presença reforça atuação preventiva e reduz ocorrências na Asa Norte

Depois de a governadora Celina Leão entregar 13 viaturas e um drone para reforçar a atuação das forças de segurança do Distrito Federal, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) deu início à Operação Presença, na madrugada desta quinta-feira (2), na Asa Norte. O investimento em tecnologia e inteligência já se reflete nas ações em campo. Isso porque a atuação estratégica e integrada das equipes resultou em significativa redução de ocorrências ao longo dos trabalhos. A operação foi planejada com base em levantamentos técnicos, análise de indicadores criminais e mapeamento de manchas de maior incidência criminal, permitindo o direcionamento preciso do efetivo para pontos estratégicos previamente definidos. A ação segue até a madrugada de segunda-feira (5). “A substituição dos equipamentos da polícia garante mais agilidade no trabalho e mais proteção ao cidadão. Esses recursos já chegam com planejamento definido para distribuição e uso estratégico. Além disso, estamos fazendo uma grande operação na Asa Norte. A proposta é requalificar a região. Onde a polícia atua de forma contínua, o crime organizado sai”, destacou a governadora. A Operação Presença na Asa Norte atuou com foco na prevenção da criminalidade, com equipes posicionadas estrategicamente a partir de dados e mapeamento de áreas críticas. A operação teve como objetivo coibir crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos, além de inibir práticas relacionadas ao consumo e tráfico de entorpecentes. Como resultado direto da presença ostensiva e qualificada das forças de segurança, foi registrado apenas um acionamento via 190, referente a uma tentativa de furto em veículo, evidenciando a efetividade da atuação preventiva. Ao todo, 187 veículos foram abordados, além de abordagens pessoais. Vinte motoristas foram autuados. Um condutor evadiu-se de uma blitz com mandado de prisão em aberto e foi preso. A Operação Presença foi planejada com base em levantamentos técnicos, análise de indicadores criminais e mapeamento de manchas de maior incidência criminal na Asa Norte | Foto: Divulgação/SSP-DF "A Operação Presença já está nas ruas da Asa Norte e é uma resposta direta do governo para reforçar a segurança na região. No primeiro dia, tivemos apenas uma ocorrência de menor potencial, o que mostra que a atuação integrada das forças está funcionando. Vamos manter e ampliar essa presença, com mais equipes, monitoramento e investimento contínuo em tecnologia e qualificação dos nossos profissionais. Segurança se faz com trabalho permanente, e é isso que estamos garantindo", ressalta a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. As ações ocorreram de forma inopinada e contaram com a participação integrada de diversos órgãos, incluindo Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Polícia Civil do DF (PCDF), Defesa Civil e equipes da SSP-DF, reforçando o modelo de segurança baseado na cooperação interinstitucional e de integralidade. Tecnologia Um dos diferenciais da operação foi o uso de drones equipados com câmeras térmicas, tecnologia que amplia a capacidade de monitoramento, especialmente em áreas de baixa luminosidade e de difícil acesso. Durante o patrulhamento aéreo, as equipes realizaram varreduras em tempo real, identificando pontos de atenção e possíveis situações suspeitas. De acordo com o secretário executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, que acompanhou toda a operação, o uso de tecnologia tem sido um importante aliado na prevenção da criminalidade. “Com o apoio dos drones com câmeras térmicas, ampliamos nossa capacidade de monitoramento e consciência situacional, especialmente em áreas de difícil acesso e no período noturno. Isso permite identificar comportamentos suspeitos, antecipar situações de risco e direcionar o emprego das equipes de forma mais eficiente, fortalecendo a atuação preventiva e a proteção da população”, destacou. As imagens captadas foram georreferenciadas e compartilhadas instantaneamente com as equipes em solo, permitindo respostas mais rápidas. O sistema possibilita, ainda, o envio de coordenadas e registros fotográficos diretamente às guarnições em campo, aumentando a precisão das abordagens e a eficiência das ações. Patury ressaltou, ainda, que as imagens são transmitidas em tempo real para o Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB), integrando o sistema de videomonitoramento e permitindo o acompanhamento simultâneo pelas forças de segurança. Presença qualificada A Operação Presença integra um conjunto de ações contínuas da SSP-DF voltadas à prevenção da violência, com base em dados, inteligência e ocupação estratégica do território. O comandante-geral da PMDF, coronel Rômulo Palhares, falou da importância da ação. “A Operação Presença comprovou que o policiamento orientado por inteligência e com presença qualificada reduziu chamados e preveniu ocorrências. Atuamos de forma antecipada, nos pontos críticos, garantindo mais ordem e segurança à população.” O planejamento tático priorizou áreas como as vias L2 e L4 Norte, além de regiões com maior concentração de vulnerabilidade social e circulação de pessoas, como o entorno de instituições de ensino, áreas verdes e eixos de ligação viária. Também foram realizados pontos de bloqueio e patrulhamento em locais estratégicos, ampliando a visibilidade policial e inibindo práticas criminosas. Investimentos A entrega dos equipamentos ocorreu no Palácio Tiradentes, feita pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e viabilizada por emenda parlamentar da senadora Damares Alves, que também destinou outras 27 viaturas à corporação em dezembro de 2025. As viaturas serão distribuídas de forma descentralizada entre diferentes regiões administrativas, incluindo Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Brazlândia, Recanto das Emas, Taguatinga, Paranoá, São Sebastião, Estrutural e Gama. A medida também contempla iniciativas como o fortalecimento do policiamento de prevenção orientado à violência doméstica (Provid) e a implantação de espaços de acolhimento, como a sala lilás em unidades estratégicas. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)  

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Governadora Celina Leão almoça com lideranças do agro e ouve demandas do setor

A governadora Celina Leão participou, nesta quinta-feira (2), de um almoço com lideranças do setor agropecuário do Distrito Federal. No encontro, que ocorreu no Núcleo Rural Cascalheira, em Brazlândia, a chefe do Executivo ouviu demandas dos produtores. "Brasília hoje é um polo [de produção] de flores, de hortaliças e de frutas também. E nós viemos aqui ouvir os produtores em um almoço muito aconchegante, onde a gente pode receber as reivindicações deles", ressaltou a governadora. O almoço foi organizado pelo Sindicato dos Floricultores, Fruticultores e Horticultores do Distrito Federal (Sindifhort). "Mais de 400 pessoas são filiadas a eles, ou seja, eles representam a força produtiva. Também tem muita agricultura familiar, muitas famílias que vivem disso", enfatizou Celina Leão. Governadora Celina Leão: "Brasília hoje é um polo [de produção] de flores, de hortaliças e de frutas também. E nós viemos aqui ouvir os produtores" | Foto: Luh Fiuza/VGDF Anfitriã do encontro, a vice-presidente do Sindifhort, Sandra Vitoriano, também preside a Comissão das Mulheres do Agro do DF. Entre as demandas apresentadas à governadora, ela destacou a concessão de um crédito mais facilitado ao público feminino. "Queremos fortalecer mais o agro e, investindo nas mulheres, nós garantimos que o produtor fica no campo", apontou Sandra Vitoriano. "Tenho certeza que a governadora vai sair daqui já ouvindo os nossos projetos e tomando um direcionamento", arrematou a vice-presidente do Sindifhort.

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Quarta idade avança no Brasil e desafia rede de saúde a se adaptar

O brasileiro está vivendo mais, e, no Distrito Federal, essa mudança já impacta diretamente a organização dos serviços de saúde. O envelhecimento populacional vem avançando nas últimas décadas e evidencia um fenômeno cada vez mais presente: o aumento do número de pessoas com 80 anos ou mais, a chamada quarta idade. O termo é utilizado por especialistas para designar essa etapa da vida em que a longevidade se intensifica, mas também traz novos desafios sociais e de saúde, exigindo acompanhamento mais próximo e contínuo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico de 2022, indicam que o Brasil já conta com cerca de 4,6 milhões de pessoas com mais de 80 anos. Entre os idosos, a faixa etária mais numerosa é de 65 a 69 anos, com 7,9 milhões de brasileiros, mas o grupo que mais cresce é justamente o de idade mais avançada. Na contramão, a população mais jovem vem diminuindo. Pessoas com 0 a 14 anos somam 40,1 milhões, 19,7% da população. Já a expectativa de vida no país chegou a 77 anos, sendo maior entre as mulheres (80,5 anos) do que entre os homens (73,6 anos). Esse cenário reflete uma mudança marcada pela redução das taxas de natalidade e pelo aumento da longevidade, tendência observada em diversos países e que amplia a presença de idosos em idades cada vez mais avançadas. Realidade que já impacta a rede de saúde No Distrito Federal, essa transformação já é percebida na rotina das unidades de saúde. Hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), como o Hospital Cidade do Sol, convivem com o aumento do número de pacientes em idades mais avançadas, muitos deles em situação de internação prolongada. Gilberto Gomes Barbosa tem quase 70 anos de idade, está internado há três meses no HSol por problemas cardíacos, e dedica tempo à produção literária e musical | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Para o médico Álvaro Modesto, chefe de Núcleo Médico do HSol, esse novo perfil exige mudanças na forma de cuidar. “Na prática, isso já aparece no dia a dia dos hospitais. Temos mais pacientes acima dos 80 anos, muitos com necessidade de acompanhamento contínuo e apoio para atividades básicas. Isso muda a forma como organizamos o cuidado”, explica. Com mais pessoas vivendo por mais tempo, cresce também a necessidade de acompanhamento por parte de familiares, como filhos e cônjuges, além do suporte da rede de saúde. “As famílias também precisam se adaptar a essa realidade. Pais e avós estão vivendo mais e, muitas vezes, precisam de um cuidado mais próximo na rotina”, acrescenta o médico. Cuidado contínuo e qualidade de vida O aumento da chamada quarta idade também exige uma abordagem mais integrada dentro dos serviços de saúde. Questões como mobilidade, uso correto de medicamentos, alimentação e acompanhamento clínico ganham ainda mais importância. Para o ortopedista Rodrigo do Carmo, chefe do serviço de ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal, o cuidado adequado faz diferença na autonomia dos pacientes. “Depois dos 80 anos, o acompanhamento ajuda a reduzir riscos e contribui para que o idoso mantenha autonomia e qualidade de vida”, explica. Em unidades do IgesDF, o atendimento a esse público envolve equipes multiprofissionais e, em muitos casos, acompanhamento contínuo ou internações prolongadas, especialmente entre pacientes com maior grau de dependência. Gilberto Gomes Barbosa é um desses exemplos. Aposentado e com quase 70 anos de idade, está internado há três meses no HSol por problemas cardíacos. Mesmo durante a internação, ele mantém a independência e não precisa de acompanhante permanente. Ainda assim, recebe visitas frequentes de irmãos e amigos, que passam pelo hospital sempre que a rotina de trabalho e estudos permite. A família, segundo ele, fica tranquila ao saber que está bem assistido pela equipe de saúde. “Tenho sido muito bem tratado. Minha família fica tranquila e eu procuro aproveitar o tempo me mantendo ocupado enquanto estou aqui”, ressalta Gilberto Gomes Barbosa. Além da rotina de cuidados com a saúde, o paciente também dedica tempo à produção literária e musical. Ele é escritor e compositor e afirma que sempre gostou de escrever. Atualmente, já tem cinco livros publicados e trabalha em uma nova obra inspirada na própria experiência durante a internação no Hospital Cidade do Sol. Desafio que tende a crescer O crescimento da população com mais de 80 anos segue uma tendência global. Projeções indicam que, até 2050, o mundo terá cerca de 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais, ampliando o debate sobre políticas públicas, cuidados de longo prazo e organização do apoio familiar. No Distrito Federal, o desafio já é presente: não se trata apenas de viver mais, mas de garantir que essa longevidade venha acompanhada de qualidade de vida, autonomia e acesso a uma rede de saúde preparada para atender uma população cada vez mais envelhecida. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Cuidado adaptado muda experiência de pacientes com autismo no Hospital de Santa Maria

Para muitos pacientes com autismo, uma consulta médica pode representar mais do que um atendimento de rotina. Sons intensos, luzes fortes e ambientes imprevisíveis podem gerar desconforto, ansiedade e até impedir a continuidade do cuidado. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), essa realidade começa a mudar com a adaptação dos espaços e uma abordagem construída a partir das necessidades de cada paciente. Na unidade, o cuidado começa antes mesmo de qualquer procedimento. A equipe ajusta o ambiente e a forma de atendimento para evitar sobrecarga sensorial e garantir mais tranquilidade, especialmente para crianças. Luzes podem ser reduzidas, sons são controlados e o atendimento segue o ritmo de cada um. Eduardo Figueiredo Martins, 16, passa pelas consultas assistindo a desenhos animados; televisão na sala ajuda a reduzir a ansiedade | Fotos: Divulgação/IgesDF As mudanças fazem parte de uma reorganização da assistência, que passou a priorizar previsibilidade, conforto e acolhimento. Ao longo dos últimos anos, fluxos, ambientes e condutas foram ajustados para tornar o serviço mais acessível e seguro. Na odontologia, cada etapa é planejada de forma individualizada. Antes de iniciar o atendimento, os profissionais buscam entender a rotina, as preferências e as sensibilidades do paciente. A partir dessas informações, o espaço é adaptado e, sempre que possível, são utilizados instrumentos mais silenciosos. Dados do Censo Demográfico de 2022 indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista, o equivalente a 1,2% da população “Cada paciente reage de uma forma. Por isso, adaptamos tudo o que for necessário para garantir mais conforto. Às vezes, pequenas mudanças fazem toda a diferença para que o atendimento aconteça de forma tranquila”, relata o dentista Diego Sindeaux. Estratégias simples também ajudam a criar vínculo e segurança. Aos 16 anos, Eduardo Figueiredo Martins encontrou uma forma de passar pelas consultas com mais tranquilidade: assistindo a desenhos animados durante o atendimento. A presença da televisão na sala contribui para reduzir a ansiedade e facilitar a realização dos procedimentos. Para a mãe, Vivian Figueiredo Santana, o acolhimento faz diferença no dia a dia. “O atendimento aqui é maravilhoso, melhor que em todos os lugares por onde passamos. Fico muito tranquila em saber que meu filho está com profissionais preparados para atendê-lo”, conta. Mensalmente, entre 28 e 30 pacientes são encaminhados ao serviço por meio do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A unidade também realiza atendimentos por demanda espontânea, principalmente em situações de urgência. Comunicação O cuidado no HRSM vai além do ambiente físico e se estende ao ambulatório de linguagem infantil, voltado a pacientes com dificuldades na comunicação, fala e compreensão. Entre os casos atendidos estão atraso no desenvolvimento da linguagem oral, dificuldade na expressão de ideias, trocas de sons na fala, gagueira e desafios no processo de leitura e escrita. "Trabalhamos com terapias específicas para que o paciente consiga se expressar melhor. Cada plano é construído de forma individualizada" Thayná Martins, fonoaudióloga do HRSM Para crianças com autismo, a primeira consulta é dedicada à escuta dos pais ou responsáveis. A partir dessa avaliação, é definido um plano terapêutico individualizado. Em geral, o acompanhamento começa com 14 sessões de fonoterapia, com duração de uma hora cada. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado para continuidade do cuidado por meio da regulação. “A maioria das crianças com autismo apresenta alguma condição associada, como o TDAH. Uma característica comum é a dificuldade na comunicação. Aqui, trabalhamos com terapias específicas para que o paciente consiga se expressar melhor. Cada plano é construído de forma individualizada”, explica a fonoaudióloga Thayná Martins. O ambulatório funciona às quartas-feiras no período da tarde e às quintas e sextas-feiras em tempo integral, atendendo pacientes da região Sul. Espaço sensorial Como parte dessa estratégia, o hospital implantou o Espaço Humanizar TEA, ambiente sensorial voltado exclusivamente a crianças com autismo. O local foi planejado para reduzir estímulos excessivos e oferecer mais conforto, especialmente durante o tempo de espera. [LEIA_TAMBEM]Além de funcionar como área de acolhimento, o espaço também pode ser utilizado em atendimentos específicos. Em algumas situações, equipes multiprofissionais realizam o cuidado no próprio local, evitando a exposição a ambientes mais intensos. Dados do Censo Demográfico de 2022 indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista, o equivalente a 1,2% da população. O transtorno é mais frequente entre homens e costuma se manifestar ainda na infância. Como acessar o serviço O acesso aos atendimentos ocorre principalmente por meio do Sistema de Regulação da SES-DF, com encaminhamento realizado pelas Unidades Básicas de Saúde e pelos hospitais regionais. No caso da odontologia do HRSM, o atendimento é feito via regulação, com suporte também para casos de urgência por demanda espontânea. Para o acompanhamento no ambulatório de linguagem infantil, é necessário procurar uma unidade básica de saúde para avaliação e encaminhamento. O serviço funciona às quartas-feiras no período da tarde e às quintas e sextas-feiras em tempo integral, atendendo pacientes da região Sul. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Samu-DF prepara operação especial para encenação da Paixão de Cristo, no Morro da Capelinha

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) estará com esquema especial de atendimento durante a encenação da Paixão de Cristo, nesta sexta-feira (3), no Morro da Capelinha, em Planaltina. A ação tem como objetivo garantir assistência rápida e segura ao público, estimado em cerca de 100 mil pessoas. A operação começa às 13h e segue até o fim do evento, com equipes posicionadas em pontos estratégicos para facilitar o acesso às ocorrências. Ao todo, serão empregadas uma Unidade de Suporte Básico (USB), um Veículo de Intervenção Rápida (VIR), uma Unidade de Suporte a Múltiplas Vítimas (USMV) e duas duplas de motolâncias, ampliando a capacidade de resposta em situações de urgência. Os profissionais do Samu-DF — enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores e motociclistas — atuarão de forma integrada para prestar os primeiros atendimentos no local e, quando necessário, realizar o transporte de pacientes para unidades de saúde de referência. Além das viaturas, o evento contará com apoio de um posto médico fixo e estrutura organizada para o atendimento inicial das ocorrências, o que contribui para mais agilidade e segurança no cuidado à população. Operação começa às 13h e segue até o fim do evento, com equipes posicionadas em pontos estratégicos para facilitar o acesso às ocorrências | Foto: Arquivo/Agência Brasília  A enfermeira e gerente de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel do Samu-DF, Thays Nadja de Oliveira, que coordenará as equipes no evento, destaca a importância do planejamento para garantir a segurança do público. “Nosso foco é estar próximo das pessoas e agir com rapidez sempre que necessário. Organizamos as equipes e os recursos de forma estratégica para dar uma resposta ágil e eficiente, contribuindo para que todos possam participar da celebração com mais tranquilidade”, afirma. Samu-DF O Samu-DF integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e realiza o atendimento pré-hospitalar móvel em situações clínicas, traumáticas, cirúrgicas e psiquiátricas. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e pode ser acionado pelo telefone 192, que oferece orientações imediatas e o envio de equipes especializadas quando necessário. Vinculado à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o Samu-DF conta com ambulâncias, motocicletas e helicóptero aeromédico para garantir atendimento ágil e salvar vidas. *Com informações da SES-DF

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No Hospital de Base, pacientes com bolsa de colostomia e feridas ganham apoio para voltar à rotina

Aceitar uma mudança no próprio corpo depois de uma cirurgia pode ser um dos momentos mais desafiadores na vida de um paciente. A aposentada Vandelice Santos de Santana, 66 anos, viveu esse processo após o tratamento de um câncer colorretal, quando precisou passar a usar uma bolsa de colostomia. “Tive muita dificuldade para aceitar. No começo, eu não conseguia nem olhar pra ela. Meu filho que colocava pra mim”, relembra. A bolsa de colostomia é um dispositivo utilizado para coletar fezes e outros resíduos por meio de uma abertura feita no intestino grosso, no abdômen. Ela passa a ser necessária quando o intestino ou o ânus deixam de funcionar normalmente, exigindo novos cuidados no dia a dia. Por trás dessa adaptação está a estomaterapia, uma especialidade da enfermagem ainda pouco conhecida, mas essencial para a qualidade de vida dos pacientes. O estomaterapeuta é o profissional responsável por orientar, acompanhar e tratar pessoas com estomas, que são aberturas cirúrgicas que conectam órgãos ao exterior do corpo, além de atuar no cuidado de feridas complexas e incontinências. No Hospital de Base do Distrito Federal, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a referência nesse atendimento é a enfermeira estomaterapeuta Alexandra Lino. Ela sempre trabalhou na área cirúrgica, e decidiu se especializar por sentir falta de conhecimentos aprofundados para poder prestar uma assistência melhor aos pacientes. "Eu sempre me deparava com áreas de extrema complexidade, como abdomens abertos e estomas de difícil manejo, então a estomaterapia me pareceu muito interessante", explica. A bolsa de colostomia é um dispositivo utilizado para coletar fezes e outros resíduos por meio de uma abertura feita no intestino grosso, no abdômen | Fotos: Divulgação/IgesDF A especialista conta que a profissionalização abriu novas oportunidades e a preparou para ajudar pacientes que estavam sofrendo. "A estomaterapia me proporcionou conhecimento para superar desafios diante das realidades de cada um. Aqui no Hospital de Base, que é referência em complexidades, sempre tive o suporte para atuar junto dos pacientes e trazer a qualidade de vida que eles precisavam diante de situações muito críticas", detalha. Alexandra foi a colaboradora responsável por acompanhar e orientar sobre o preparo e o manejo da bolsa de colostomia de Vandelice e outros incontáveis pacientes. Mais do que ensinar a parte técnica, o acolhimento também é essencial nesse processo. “O cuidado em si é simples, mas se torna difícil porque a bolsa de colostomia altera totalmente a vida do paciente, o que impacta muito principalmente no psicológico”, explica a enfermeira. Somente em 2025, o Hospital de Base realizou mais de 2,5 mil atendimentos relacionados ao cuidado com estomas. Segundo a especialista, muitos pacientes conseguem fazer o manejo sozinhos em casa, mas alguns precisam de acompanhamento mais próximo por causa de complicações ou dificuldades na adaptação. “Cada paciente traz uma história diferente. Muitos fazem perguntas que têm vergonha de fazer para outras pessoas, até mesmo para a equipe médica. E a família também precisa participar, porque passa a fazer parte dessa nova rotina”, relata. Ainda cercado por preconceitos, o uso da bolsa de colostomia exige sensibilidade no atendimento. Para a especialista, a empatia faz toda a diferença. “É essencial mostrar ao paciente que ele não está sozinho. Isso muda completamente a forma como ele enfrenta essa fase”, completa a enfermeira. Hoje, Vandelice diz que conseguiu superar esse período e retomou a rotina com autonomia. “Eu cuido da minha casa, lavo roupa, ando sozinha pra todo canto. Levo uma vida boa e normal”, comemora. Apoio especializado na adaptação e recuperação Além do acompanhamento de pacientes com estomas, o estomaterapeuta também atua no tratamento de feridas complexas e no manejo de incontinências, ajudando a prevenir complicações e acelerar a recuperação. Esse profissional avalia as lesões, orienta a higiene da pele, indica os curativos mais adequados e acompanha a evolução dos casos, principalmente quando o paciente tem dificuldade para realizar o autocuidado. Esse acompanhamento contribui para a cicatrização e garante mais conforto e segurança. É o caso de André Luiz Nagashima Silva, de 41 anos, que teve metade do pé amputado após uma complicação causada por uma bolha. Desde então, ele faz acompanhamento até a cicatrização completa do ferimento. “Tenho recebido um ótimo atendimento desde o começo. É um momento de adaptação, e ter esse apoio é muito reconfortante”, relata. Entre as principais condições tratadas estão úlceras venosas, lesões causadas pelo diabetes, como o pé diabético, e lesões por pressão. Esses casos exigem acompanhamento contínuo devido ao risco de complicações. No Hospital de Base, o atendimento em estomaterapia é voltado a pacientes que já estão em tratamento na unidade, garantindo uma assistência integrada. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Liberados R$ 42 milhões para pagamento do Cartão Gás, DF Social e Prato Cheio

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) liberou, nesta quarta-feira (1º), R$ 42,1 milhões para o pagamento do Cartão Gás, DF Social e Prato Cheio. A maior parte desse montante, R$ 24,6 milhões, foi destinada ao programa Cartão Prato Cheio, que teve 6.023 novos contemplados neste mês. A iniciativa concede crédito de R$ 250, pago em ciclo de 18 parcelas, a famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional para a compra de alimentos. Para o pagamento do DF Social, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 10,5 milhões, beneficiando 70 mil famílias. Já o Cartão Gás recebeu investimento de R$ 7 milhões, também atendendo 70 mil famílias. Além disso, 350 famílias foram contempladas para receber o valor de R$ 100 a cada dois meses para a compra de gás liquefeito de petróleo (GLP), o botijão de cozinha. [LEIA_TAMBEM]“Neste mês tivemos mais de seis mil famílias vulneráveis contempladas no Cartão Prato Cheio. Juntamente com o DF Social e o Cartão Gás, o GDF tem combatido a fome e a pobreza, garantindo o mínimo a essas pessoas que tanto precisam”, afirmou a secretária-adjunta de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo. Consulta A consulta para retirada dos cartões nas agências do Banco de Brasília (BRB) pode ser feita no site do GDF Social. No portal, o cidadão encontra informações sobre a agência onde deve retirar o cartão, realizando a busca pelo nome do titular do benefício, mediante apresentação de documento oficial com foto e CPF. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)

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Via Sacra, hip-hop, circo e teatro de bonecos agitam o feriadão no DF

A agenda cultural do Distrito Federal para este feriado da Semana Santa tem uma diversidade de eventos que passam pela tradição religiosa e vão até a cultura urbana e arte infantil. Com atrações gratuitas e acessíveis em diversas regiões administrativas, a programação oferece opções para todas as idades. Os eventos contam com apoio do Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e da Secretaria de Turismo (Setur-DF). A Via-Sacra ao Vivo de Planaltina, que celebra 53 anos de história, é o grande destaque da programação religiosa no feriado. As atividades têm início nesta quinta-feira (2), a partir das 20h, com a encenação da Santa Ceia no estacionamento do Complexo Cultural de Planaltina, onde será retratada a mesa com os apóstolos, a traição de Judas e a prisão de Jesus. Já na Sexta-feira Santa (3), as encenações seguem para o Morro da Capelinha, com início previsto para as 15h com a Celebração da Cruz e, logo em seguida, às 16h, com a encenação da Paixão de Cristo, percorrendo as 14 estações que narram o julgamento, a morte e a ressurreição. Para a criançada, há ao menos três opções de diversão. No sábado (4), o projeto Hip Hop: Um Espetáculo para o Brasil promove uma imersão que conecta dança, educação e identidade cultural. O evento será realizado no Céu das Artes, em Taguatinga Norte, com início programado para as 19h30. A montagem traz à cena questões de ancestralidade e resistência periférica, com destaque para a participação de Bgirl Branca, artista tetraplégica que utiliza a cadeira de rodas como extensão de sua expressão artística. No sábado (4), o projeto Hip Hop: Um Espetáculo para o Brasil promove uma imersão que conecta dança, educação e identidade cultural | Foto: Divulgação A entrada é gratuita e os interessados devem retirar os ingressos previamente na plataforma Sympla. Em celebração aos 25 anos de trajetória, o Espaço Cultural Cidade dos Bonecos inicia a mostra de espetáculos gratuitos voltados para o público infantil e familiar. No domingo (5), a companhia apresenta o espetáculo Estação Brasil, que aborda a identidade cultural brasileira com uma narrativa lúdica. A apresentação será às 17h na sede da Cia. Cidade dos Bonecos, localizada na Avenida Buritis, condomínio Esquina do Sol, na Ponte Alta Norte do Gama. O projeto, que agora é reconhecido como Ponto de Cultura, busca fortalecer a produção artística local e facilitar o acesso às artes cênicas. O Circo Vitória continua a temporada, agora em Samambaia, com uma programação que une formação artística e espetáculos com personagens queridos pelas crianças. Instalada na Quadra 302, próximo ao Castelo Forte, a trupe oferece apresentações, quinta-feira (2) e sexta-feira (3), às 20h30. No sábado (4) e no domingo (5), o público conta com três opções de horários para assistir aos espetáculos: às 16h30, às 18h30 e às 20h30. Além das apresentações, o projeto, realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), promove oficinas gratuitas de técnicas circenses como tecido, trapézio e malabares para a comunidade local. Cinema e música A programação do Cine Brasília, entre esta quinta (2) e a próxima quarta (8), traz estreias como o drama Tatame, a produção egípcia Aisha Não Pode Voar e a animação Maya, Me Dê Um Título, além da comédia dramática A Graça. O lançamento de A Cobra Negra ocorre nesta quinta-feira (2), às 20h. Já na quarta (8), o espaço recebe a Semana do Cinema de Xangai, com sessões gratuitas de Ashima, às 16h, Wontons de Xangai, às 18h, e Zé Ninguém, às 20h20. O público infantojuvenil também vai ter opções, como A Pequena Amélie e Cara de Um, Focinho de Outro, com sessões no dia 8, às 10h e 14h, respectivamente. A música clássica e erudita ganha destaque com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, que recebe o maestro romeno Cristian Lupeș para um concerto na Sala Martins Pena nesta quinta-feira (2), às 20h. O programa inclui obras de Brahms, Enescu e o Dueto Concertino de Richard Strauss, com os solistas Marcos Cohen (clarineta) e Sergei Kuunshynshykau (fagote).

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Venda de pescados cresce na Semana Santa e DF reforça fiscalização sanitária

Durante a Semana Santa, a venda de peixes cresce significativamente, impulsionada pela tradição religiosa de substituir a carne vermelha. No Distrito Federal, para garantir que o pescado e seus derivados estejam próprios para o consumo, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) atua no controle sanitário por meio da inspeção de agroindústrias registradas no Serviço de Inspeção Distrital (SID), responsáveis pelo processamento, beneficiamento e industrialização. Atualmente, o DF conta com 12 estabelecimentos de pescado com registro ativo. “Com a chegada da Semana Santa, a Secretaria de Agricultura intensifica os processos de fiscalização do pescado que entra no DF ou é produzido aqui”, explica o titular da Seagri-DF, Rafael Bueno. “Com o aumento do consumo nessa época do ano, há muito produto vindo de fora e, em alguns casos, de maneira irregular, sem a devida inspeção. Quando oriundo de outros estados, o pescado deve vir com o selo do Sisbi-SIF [Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal], enquanto o produzido no Distrito Federal deve conter o selo de inspeção do Dipova [Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal]”, alerta o secretário. O Distrito Federal conta com 12 estabelecimentos de pescado com registro ativo no Serviço de Inspeção Distrital (SID), todos devidamente inspecionados pela Seagri | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Rafael Bueno também ressalta que a pasta realiza visitas aos estabelecimentos para verificar a qualidade dos peixes, especialmente as condições de armazenamento. “Sabemos que a população que busca pescado para consumo nessa época do ano pode acabar se deparando com produtos impróprios. Por isso, a Seagri-DF tem reforçado as barreiras de entrada no Distrito Federal, a fiscalização nos estabelecimentos registrados, bem como a verificação de produtos vendidos de forma clandestina em feiras e em veículos parados à beira de rodovias. Também orientamos a população a consumir apenas pescado de estabelecimentos registrados na Secretaria de Agricultura ou na Vigilância Sanitária”, pontua. Nos estabelecimentos, é verificado o cumprimento dos critérios higiênico-sanitários, as condições das instalações, o controle de temperatura, a qualidade da água utilizada, as boas práticas de fabricação, a rastreabilidade da matéria-prima e a saúde dos trabalhadores envolvidos no processamento. Guilherme Pereira, produtor rural: "Para cumprir esse período com oferta adequada, o trabalho vai além da venda do peixe: começa com cerca de um ano de antecedência, com o controle dos tanques e o povoamento, garantindo a produção futura" Os produtos de origem animal inspecionados recebem selo no rótulo, o que permite ao consumidor identificar aqueles produzidos de acordo com as normas sanitárias vigentes. Todo pescado comercializado em feiras e mercados do DF deve ter origem nessas agroindústrias inspecionadas, o que assegura que o produto já passou por controle sanitário oficial antes de chegar ao consumidor final. Rafael Soares, vendedor: "A gente começa a deixar os peixes já limpos, para adiantar o atendimento. O freguês chega, a gente pesa, despacha e consegue atender todo mundo com mais rapidez" Produto adequado O produtor rural Guilherme Pereira, de 32 anos, cria tilápia há doze anos na Ponte Alta do Gama. Na época da Quaresma, ele dobra o número de funcionários para dar conta da demanda. “A gente realiza a Quaresma deste ano enquanto prepara a do ano seguinte. Para cumprir esse período com oferta adequada, o trabalho vai além da venda do peixe: começa com cerca de um ano de antecedência, com o controle dos tanques e o povoamento, garantindo a produção futura”, explica.  [LEIA_TAMBEM]“Aqui, o ciclo do peixe gira em torno de 9 a 10 meses, desde a entrada na piscicultura até o momento da saída. Por isso, todo o planejamento para a Semana Santa exige organização antecipada e acompanhamento contínuo da produção”, destaca Guilherme. Na Feira do Guará, o vendedor Rafael Soares conta como é a rotina para atender à alta demanda da Semana Santa. “A gente começa a deixar os peixes já limpos, para adiantar o atendimento. O freguês chega, a gente pesa, despacha e consegue atender todo mundo com mais rapidez”, explica. Segundo ele, no Distrito Federal predomina a oferta de peixes de água doce, enquanto os de água salgada vêm, em grande parte, do Nordeste. “Aqui a gente trabalha muito com tambaqui, tilápia e pintado. Já outras opções precisam vir de fora, porque não são produzidas aqui”, afirma.

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Reforço no transporte público amplia atendimento entre Arapoanga e Plano Piloto

A partir da próxima segunda-feira (6), a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) implementa um conjunto robusto de sistema de transporte público coletivo, com reforço de viagens, criação de novas linhas e ajustes operacionais para atender demandas da população em diversas regiões administrativas. As mudanças beneficiam diretamente usuários de Arapoanga, Planaltina e Plano Piloto, além de contemplar intervenções pontuais em outras localidades do DF. Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, as mudanças refletem o compromisso contínuo da pasta com o sistema e o atendimento às necessidades reais dos usuários. “Estamos trabalhando com base nas demandas apresentadas pela população e no monitoramento técnico da operação. Essas alterações reforçam o atendimento em regiões que cresceram e precisavam de mais oferta, garantindo mais conforto, regularidade e eficiência no deslocamento diário dos passageiros”, destaca o secretário. Todas as viagens podem ser vistas no DF no Ponto, a partir desta segunda. As mudanças beneficiam diretamente usuários de Arapoanga, Planaltina e Plano Piloto, além de contemplar intervenções pontuais em outras localidades do DF | Foto: Divulgação/Semob-DF Arapoanga Na região de Arapoanga, cinco linhas terão aumento na oferta de viagens em dias úteis. Ao todo, serão seis novas viagens, sendo três em cada sentido. As linhas 0.643, 616.5 e 616.0 passam a contar com uma viagem adicional no sentido Arapoanga–Plano Piloto. Já as linhas 643.2 e 616.9 recebem reforço no sentido contrário, com duas e uma novas viagens, respectivamente. Também haverá melhoria no atendimento ao Condomínio Residencial Marisol, com alteração no itinerário da linha 601.3, que passará a fazer a ligação com a Avenida Central de Arapoanga, beneficiando moradores e estudantes da região. Outra novidade é a criação da linha circular 066.7, que conectará o bairro Vila Nossa Senhora de Fátima a Arapoanga e Planaltina, atendendo diretamente equipamentos públicos como creche e escola. Plano Piloto No Plano Piloto, três linhas terão aumento de viagens: 105.2, 106.2 e 115.1, ampliando a oferta para os passageiros. Além disso, será criada a linha 031.4, do Transporte de Vizinhança (zebrinha), que fará a ligação do Terminal da Asa Sul, passando pela W3 Sul e Setor de Autarquias Sul, até a Esplanada dos Ministérios. A nova linha contará com 40 viagens em dias úteis e substituirá a linha 106.1, que será desativada. Ajustes em outras regiões A Semob também implementará ajustes pontuais em resposta a demandas registradas na Ouvidoria. Entre as melhorias estão: • Criação de horário às 5h15 na linha 136.6, no Varjão do Torto • Novo horário às 4h30 na linha 519.2, em Sobradinho II • Saída às 5h40 aos domingos na linha 116.2, no Setor Noroeste • Inclusão de viagem às 4h40 na linha 506.4, na Fercal. *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF)

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