Ceilândia reforça ações de pavimentação e reparos com mais de 40 toneladas de asfalto
Ler mais...
GDF inaugura Cepi Inspira, em Ceilândia, com 188 vagas para primeira infância em tempo integral
Ler mais...
GDF e Codese-DF realizam 7ª Reunião de Governança para alinhar prioridades do DF
Ler mais...
Quase mil obras em sete anos transformam a infraestrutura urbana de Ceilândia
Desde 2019, Ceilândia passou a incorporar uma sequência contínua de intervenções que reorganizaram vias, ampliaram a acessibilidade, recuperaram espaços públicos e reforçaram a oferta de serviços essenciais. O conjunto de quase mil obras entregues pelo Governo do Distrito Federal (GDF) alterou o funcionamento urbano da cidade e passou a influenciar diretamente a circulação, o uso do espaço e a rotina da população. Ao todo, 990 obras já foram concluídas, com R$ 281,3 milhões executados. Considerando intervenções entregues, em andamento, em contratação e em licitação, os investimentos ultrapassam R$ 423 milhões, com novas frentes previstas até 2026. As ações alcançam áreas como mobilidade urbana, infraestrutura, saúde, educação, lazer, iluminação pública, habitação e desenvolvimento urbano. Para o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, o diferencial desse ciclo foi tratar a cidade a partir de problemas estruturais. “São obras de que Ceilândia precisava havia muito tempo, pensadas para resolver questões históricas da cidade”, afirma. A Avenida Hélio Prates passou por uma reorganização completa, com ações como implantação de vias laterais, ordenamento do trânsito, estacionamento de caminhões, calçadas acessíveis e substituição de pontos de ônibus | Foto: Arquivo/Agência Brasília Mobilidade, acessibilidade e circulação urbana A mobilidade concentrou uma das principais frentes de investimento. Mais de 100 km de calçadas foram construídos ou recuperados, garantindo acessibilidade em regiões onde pedestres antes circulavam nas vias dos carros. Ciclovias foram implantadas, e obras de pavimentação, drenagem e requalificação viária avançaram em diferentes setores da cidade. A Avenida Hélio Prates, principal eixo viário da região, passou por reorganização completa, com implantação de vias laterais, ordenamento do trânsito, áreas adequadas para estacionamento de caminhões e calçadas acessíveis. Pontos de ônibus também foram substituídos, oferecendo abrigo e mais conforto aos usuários do transporte público. Segundo Resende, parte das intervenções surgiu a partir de demandas diretas da população. “Quem vive a cidade é quem aponta onde o problema está. Governar ouvindo a comunidade foi decisivo para definir prioridades”, diz. "São obras de que Ceilândia precisava havia muito tempo, pensadas para resolver questões históricas da cidade”, afirma Dilson Resende, administrador regional de Ceilândia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Um dos exemplos citados foi o pedido de uma cadeirante que não conseguia atravessar uma via movimentada por falta de rampa e passagem adequada. A demanda resultou na implantação de acessos e ajustes no entorno, ampliando a mobilidade e reduzindo riscos. Saúde, educação e habitação Na área da saúde, a entrega da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia e a ampliação do Hospital do Sol (HSol) reforçaram a rede de urgência e emergência. Unidades básicas foram modernizadas, aproximando o atendimento da população. Na educação, escolas com obras paralisadas foram retomadas e concluídas, além da entrega de creches. A Biblioteca Pública de Ceilândia foi reformada e voltou a funcionar como equipamento cultural e de incentivo à leitura. O programa habitacional da QNR avançou com a implantação de infraestrutura completa, incluindo pavimentação, drenagem e serviços urbanos, beneficiando milhares de famílias. A entrega da UPA de Ceilândia foi um dos investimentos em saúde na cidade | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Uso cotidiano da cidade A reconfiguração urbana também se refletiu na forma como a população passou a ocupar os espaços públicos. A recuperação de áreas de lazer e convivência alterou os fluxos, ampliou a circulação de pessoas e reforçou o uso cotidiano desses locais. No Parque Urbano do Setor O, esse movimento se traduz em presença constante. Segundo o gestor do parque, Wilson Almeida, nos fins de semana, o espaço recebe cerca de 6 mil pessoas, enquanto, durante a semana, a média varia entre 2 mil e 3 mil frequentadores por dia. O volume diário de usuários passou a funcionar como indicador direto da mudança na relação da cidade com o parque. A percepção também é compartilhada por quem vive no entorno. Morador da QNP 16, Sebastião Gomes Viana acompanhou de perto a mudança em sua região e relata como o espaço era utilizado antes das intervenções. “Aquilo ali era um transtorno. O pessoal jogava entulho, sofá velho, pneu, colocava fogo no lixo. Quando chovia, a água empossava, juntava mosquito, virava foco de dengue. Não tinha asfalto, não tinha calçada, não tinha nada. Era só buraco. A gente passava ali todo dia e via o problema, mas parecia que não tinha solução”, conta. A recuperação de áreas de lazer e convivência alterou os fluxos, ampliou a circulação de pessoas e reforçou o uso cotidiano de equipamentos públicos | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo ele, a situação começou a mudar com a implantação de equipamentos públicos e obras de infraestrutura. “Hoje é outra realidade. Fizeram a creche, que já está funcionando, estão concluindo a quadra poliesportiva, fizeram calçada, organizaram o espaço. Não tem mais lixo jogado, não tem mais água parada. As pessoas passaram a usar o lugar, a circular. Quem mora aqui sente a diferença no dia a dia”, afirma. A mudança no uso do espaço também é percebida por quem frequenta o parque com regularidade. Jean Oliveira, que caminha no local ao menos duas vezes por semana, afirma que a transformação ampliou o alcance do espaço para além do bairro. “Antes isso aqui era um descampado abandonado. Tinha muito entulho, mato alto, pouca iluminação e insegurança. Muita gente evitava passar por aqui. Hoje tem estrutura, iluminação, polícia por perto, famílias circulando o dia inteiro”, relata. Para ele, o movimento constante passou a ser parte da paisagem urbana. “Você vê criança, idoso, gente caminhando, praticando esporte. Tem gente de outras quadras, de outros bairros e até de outras cidades. O parque ficou movimentado o dia inteiro, e isso mostra que as pessoas se sentem seguras e querem estar aqui”, diz. Praças e parques receberam ações de urbanização e manutenção | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O mesmo padrão de ocupação passou a se repetir em outros pontos da cidade, como a Praça dos Eucaliptos e a Praça da Estação do Metrô, que receberam urbanização, equipamentos esportivos e melhorias no entorno. Espaços antes associados ao abandono passaram a integrar a rotina da população. Planejamento e continuidade Além das entregas já realizadas, Ceilândia entrou em uma nova etapa de planejamento, com o início da elaboração do projeto de drenagem pluvial, considerado essencial para intervenções de maior porte. Resende destaca que obras estruturantes exigem visão de longo prazo. “Planejar é parte da obra. Há intervenções que precisam ser pensadas agora para garantir segurança e continuidade no futuro”, afirma. Ao longo de sete anos, o conjunto de quase mil obras evidencia uma mudança progressiva na infraestrutura urbana de Ceilândia. Mais do que a soma de intervenções, os investimentos passaram a reorganizar fluxos, ampliar o uso dos espaços públicos e integrar serviços ao cotidiano da maior região administrativa do Distrito Federal.
Ler mais...
Programa Pontes para o Mundo amplia intercâmbio e envia 400 alunos ao exterior
Ler mais...
Projeto leva educação financeira às escolas públicas do DF e transforma hábitos de consumo de estudantes
“O projeto Mochila Financeira tem sido muito importante para mim, porque mudou a forma como tomo decisões de consumo. Antes, eu agia por impulso, motivada pela vontade imediata de comprar. Agora, reflito antes de qualquer compra para evitar gastos desnecessários”, conta a estudante Nathiely Oliveira dos Santos, de 15 anos, aluna do Centro Educacional Miguel Arcanjo, em São Sebastião, uma das oito escolas da rede pública que participaram da iniciativa de educação financeira ao longo de 11 meses. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), Rafael Vitorino, destaca que o sucesso do projeto demonstra como a tecnologia e a gamificação podem ser aliadas poderosas na transformação da educação pública. “Ao alcançarmos mais de 1,3 mil alunos com ferramentas inovadoras, como o KedMobile e a moeda virtual Dinx, não estamos apenas ensinando matemática financeira, mas democratizando o acesso à qualificação tecnológica”, afirma. A iniciativa contemplou escolas públicas, especialmente nas regiões administrativas de São Sebastião, Gama, Paranoá, Planaltina, Lago Sul e Samambaia, além do Planetário de Brasília, com investimento superior a R$ 1,8 milhão e meta inicial de alcançar entre 800 e mil alunos. Entre as unidades atendidas estão o CEF São Bartolomeu e o CEF Miguel Arcanjo, em São Sebastião; o CEF 15 e o CED GT, no Gama; o CED PAD-DF e o CEF Buriti Vermelho, no Paranoá; o CEF 312, de Samambaia; e o CEF 04, no Plano Piloto. Ao longo do projeto, no entanto, foram registrados mais de dois mil acessos de membros da comunidade externa, o que ampliou o alcance do conteúdo também às famílias. “Iniciativas como esta são fundamentais para preparar nossos jovens para os desafios da economia moderna, garantindo que o conhecimento técnico e a consciência financeira caminhem juntos no desenvolvimento de um DF mais inovador e inclusivo”, conclui Rafael Vitorino. A grande inovação metodológica do Mochila Financeira foi o uso da gamificação por meio do aplicativo KedMobile App | Foto: Divulgação/Secti-DF Aprendizado As atividades desenvolvidas nas unidades de ensino integraram teoria e prática para consolidar o aprendizado em educação financeira. O cronograma incluiu palestras e aulas expositivas sobre conceitos fundamentais, como planejamento de custos, orçamento e a distinção entre necessidade e desejo no consumo consciente. Aliado ao ensino em sala, o projeto ofereceu monitorias para sanar dúvidas individuais, oficinas práticas para a simulação de organização de gastos e a elaboração de planos financeiros pessoais, nos quais os estudantes aprendiam a definir metas de curto, médio e longo prazo. A grande inovação metodológica do Mochila Financeira foi o uso da gamificação por meio do aplicativo KedMobile App. A plataforma disponibilizou 128 vídeos educativos e trilhas de aprendizagem divididas por níveis e séries, como o eixo de Empreendedorismo para o 8º ano. Na prática, os alunos utilizavam uma carteira digital para gerenciar a "Dinx", uma moeda virtual recebida para simular o cotidiano financeiro. O ápice dessa dinâmica ocorreu na Loja Educativa, um ambiente de comércio simulado onde os jovens aplicavam os conhecimentos em negociação, avaliação de preços e controle de recursos para adquirir produtos escolares ou itens virtuais. O ciclo de aprendizagem foi encerrado com a entrega de certificados, que reconhecem o desenvolvimento de competências essenciais para a gestão consciente de recursos das famílias atendidas.
Ler mais...
Audiência pública oficializa nomes de espaços culturais do Guará
O Conselho de Cultura e a Administração Regional do Guará promovem nesta quarta-feira (25) a consulta pública que definirá os nomes oficiais da Casa da Cultura, do Teatro de Arena e da Biblioteca Pública. A votação será às 19h30, no Auditório da Administração, e é aberta à comunidade. Os três equipamentos culturais do Guará receberão oficialmente os nomes escolhidos | Foto: Divulgação/Administração Regional do Guará A proposta homenageia personalidades que marcaram a história cultural da cidade. A Casa da Cultura será nomeada Professora Sônia Dourado, idealizadora da primeira Casa da Cultura do Distrito Federal, reconhecida por incentivar atividades artísticas e educativas no Guará. O Teatro de Arena passará a se chamar Ricardo Retz, produtor e pesquisador da cena musical e da memória do rock de Brasília, conhecido pelo acervo de discos e materiais de shows e pela participação em ações culturais de preservação musical. “Essas homenagens registram na paisagem da cidade o legado de quem ajudou a construir a memória cultural do Guará” Arthur Nogueira, administrador do Guará A Biblioteca Pública receberá o nome Maruska Techmeier Morato, bibliotecária e voluntária dedicada a projetos de leitura e incentivo ao acesso ao livro. As biografias completas dos homenageados estão disponíveis na página da Administração Regional do Guará. “Essas homenagens registram na paisagem da cidade o legado de quem ajudou a construir a memória cultural do Guará”, afirma o administrador regional do Guará, Arthur Nogueira. “Mais do que nomes em placas, são histórias que inspiram novas gerações.” Melhorias estruturais [LEIA_TAMBEM]Os equipamentos passaram por reformas significativas recentemente, após longo período sem intervenções. As melhorias garantem mais acessibilidade, conforto e segurança para atividades culturais e educativas. O Conselho Regional de Cultura reforça que a escolha dos nomes seguiu critérios de relevância histórica, contribuição cultural e vínculo com o Guará. A iniciativa busca consolidar a memória cultural da cidade e valorizar artistas, produtores e profissionais que ajudaram a transformar o Guará em polo de produção cultural do Distrito Federal. Consulta pública ⇒ Tema: oficialização dos nomes da Casa da Cultura, do Teatro de Arena e da Biblioteca Pública do Guará ⇒ Data: Quarta-feira (25), às 19h30 ⇒ Local: Auditório da Administração do Guará. Participação aberta à comunidade. *Com informações da Administração Regional do Guará
Ler mais...
Consulta pública a entendimentos jurídicos sobre acesso à informação é liberada no DF
A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) deu mais um passo na ampliação da transparência e do acesso a informações estratégicas. Em 2026, o portal da Lei de Acesso à Informação (LAI) passou a contar com uma nova ferramenta de busca que centraliza todas as notas jurídicas emitidas pela pasta. O repositório já reúne o acervo completo de 2025 e, em breve, será ampliado com documentos de anos anteriores e com as atualizações de 2026. As notas jurídicas são elaboradas a partir de recursos de 3ª instância em pedidos de acesso à informação. Quando o cidadão recorre à Controladoria após negativas nas instâncias anteriores, o caso é submetido à análise técnica e jurídica da pasta. O acervo consolidado serve como fonte de consulta, funcionando como referência para apoiar os órgãos públicos na fundamentação de futuras respostas e na correta aplicação da Lei de Acesso à Informação. Nova ferramenta de busca permite consultar todas as notas jurídicas emitidas pela Controladoria-Geral do Distrito Federal | Foto: Divulgação/CGDF “A publicação dessas notas jurídicas transforma o conhecimento produzido pela Controladoria em orientação prática para toda a administração pública. Em vez de cada órgão enfrentar sozinho dúvidas sobre a aplicação da LAI, agora existe um acervo consultável que acelera decisões, evita retrabalho e ajuda a padronizar entendimentos no governo”, afirma o controlador-geral do DF, Daniel Lima. A transparência desses documentos contribui para uma melhor compreensão de como o poder público decide sobre o acesso a informações governamentais A iniciativa busca facilitar a consulta, por servidores públicos, advogados e pela sociedade em geral, aos entendimentos jurídicos da Controladoria. Antes, o acesso a esses documentos exigia solicitações específicas. Agora, a consulta pode ser feita diretamente pelo portal. “Na prática, esses documentos ajudam a garantir decisões mais seguras, uniformes e alinhadas à legislação, oferecendo suporte técnico aos servidores responsáveis pela análise das solicitações”, avalia o chefe da Assessoria Jurídico-Legislativa da CGDF, Delano Lopes. Para a sociedade, a transparência desses documentos contribui para uma melhor compreensão de como o poder público decide sobre o acesso a informações governamentais. A medida fortalece a confiança nas instituições, amplia o controle social e contribui para uma relação mais transparente entre Estado e cidadão. Usuário no centro da experiência Além da nova ferramenta de busca, o Portal da LAI passou a contar com um formulário de avaliação para os usuários. A proposta é ouvir quem utiliza o site e promover melhorias contínuas na interface e na navegabilidade. [LEIA_TAMBEM]A subcontroladora de Transparência e Controle Social da CGDF, Rejane Vaz, reforça que a participação do usuário é essencial para o sucesso do portal: “Não basta disponibilizar o dado, ele precisa ser encontrável e compreensível. O novo formulário de avaliação será nosso termômetro. Queremos ouvir o cidadão para entender se o site cumpre seu papel ou se precisamos ajustar a rota para tornar a experiência ainda mais intuitiva”. O questionário é curto e pode ser respondido em poucos minutos. Nele, o usuário avalia itens sobre sua experiência com a plataforma, como a facilidade para encontrar o que procura, a clareza das informações e o visual das páginas. Cada opinião registrada ajuda a mapear os desafios reais de quem acessa o portal, garantindo que as implementações futuras atendam diretamente às necessidades do cidadão. *Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)
Ler mais...
DF registra aumento de 24% no número de produtores rurais atendidos com assistência técnica desde 2019
O campo no Distrito Federal vive um período de modernização e expansão robusta. Entre 2019 e 2025, o número de produtores rurais ativos atendidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) saltou de 18.667 para 23.174 — crescimento de 24%. Por trás desse aumento estatístico, existem laços de amizade e confiança que transformam a assistência técnica em um apoio vital para quem produz o alimento que chega à mesa do brasiliense. Marilúcio da Silva coordena uma produção anual de 150 toneladas de alimentos orgânicos entre Santa Maria e São Sebastião | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Um desses rostos é o de Marilúcio da Silva, 47 anos, que trouxe de Piatã, na Chapada Diamantina (BA), o legado da agricultura familiar para Brasília em 2003. Na sua propriedade de 12 hectares, entre Santa Maria e São Sebastião, ele coordena uma produção anual de 150 toneladas de alimentos orgânicos certificados, pela Opac-Cerrado e pelo Ecocert, um selo internacional para produtos orgânicos e naturais que reconhece práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva. O morango é o principal destaque, mas também há folhagens, tomate, batata e cebola. “A gente produz de tudo um pouquinho”, descreve, enquanto caminha por entre as fileiras da plantação. “Mas o carro-chefe tem sido o morango. Estamos na época do plantio, a colheita começa em junho, às vezes no finzinho de maio, e vai até outubro”, acrescenta. Parceria que gera frutos Lídia Jardim: "O diferencial da Emater é essa presença, esse dia a dia com o produtor. A gente sabe a realidade dele, como funciona, e esse contato humano a tecnologia não substitui" Marilúcio não faz isso sozinho. Ele tem como braço direito a engenheira agrônoma Lídia Jardim, gerente do escritório local da Emater-DF em São Sebastião. A relação entre o produtor e a técnica transcende a formalidade do serviço público, em que o conhecimento científico se une à realidade de cada família. “O diferencial da Emater é essa presença, esse dia a dia com o produtor. A gente sabe a realidade dele, como funciona, e esse contato humano a tecnologia não substitui”, afirma Lídia. O papel da Emater-DF vai muito além de apenas indicar o combate a uma praga no milho ou à mosca-branca. A empresa atua em diversas frentes: oferece assistência técnica gratuita, desenvolve projetos de crédito rural, organiza atividades coletivas como cursos, palestras e oficinas, e faz o acompanhamento direto nas propriedades. Além disso, a empresa é essencial na regularização e certificação, ao emitir declarações técnicas que validam a produção perante órgãos fiscalizadores. "A Emater ajuda muito na questão de projetos e na certificação. Precisamos de várias declarações que só eles, que acompanham a produção de perto, têm conhecimento para validar. E eles estão sempre à disposição" Marilúcio da Silva, produtor rural Para Marilúcio, esse suporte é o que garante a viabilidade de sua produção 100% orgânica. “A Emater ajuda muito na questão de projetos e na certificação. Precisamos de várias declarações de que só eles, que acompanham a produção de perto, têm conhecimento para validar. E eles estão sempre à disposição”, destaca o produtor. Ele explica que, sem esse aval técnico sobre o manejo do solo e dos insumos, seria impossível manter os selos exigidos da produção orgânica. Atuação tecnológica A modernização digital também é um pilar da atuação do órgão. A Emater-DF implementou um chatbot no site institucional que faz uma triagem automática das demandas e direciona casos complexos para especialistas. O uso do WhatsApp também se tornou rotina para orientações rápidas. Mesmo com o auxílio da tecnologia, Lídia ressalta que o papel do técnico é ser uma ponte humana para quem tem pouca familiaridade com o mundo digital. “Muitos produtores têm dificuldade na tecnologia. Às vezes, a gente ajuda a solicitar serviços que hoje são só digitais, como o Gov.br ou o e-mail cadastrado. A gente pega o telefone do próprio produtor e ajuda a solicitar o serviço”, relata Lídia. Esse suporte personalizado garante que o agricultor familiar, que muitas vezes produz primeiro para o próprio consumo, consiga acessar políticas públicas modernas. Assistência e equilíbrio natural Os dados confirmam que essa rede de apoio tem se interiorizado. O número de assentamentos e acampamentos atendidos pela Emater-DF subiu de 42 em 2019 para 53 em 2025, com o total de produtores vinculados saltando de 651 para 1.538. Atualmente, a agricultura familiar representa 43,26% (10.026 pessoas) de todos os produtores ativos atendidos pela empresa no DF. 1.538 Número de produtores vinculados à Emater-DF Entre 2019 e 2025, o trabalho fundamental da Emater-DF foi materializado em 103.844 visitas técnicas em propriedades rurais e garantiu que a inovação e o conhecimento cheguem diretamente ao dia a dia do campo. A filosofia de Marilúcio resume bem o impacto dessa assistência no bem-estar de quem produz. “É muito prazeroso a gente não ter contato com agrotóxico, ter um alimento saudável. A natureza se equilibra sozinha quando a gente não usa as coisas convencionais”, compartilha o produtor, ao reforçar que a técnica da Emater ajudou a entender que o equilíbrio ambiental é o melhor caminho para a produtividade. Frutos colhidos e investimentos O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, cita que os resultados são reflexo direto de uma estratégia de maior proximidade com o campo e do fortalecimento da assistência técnica. “Destaco, principalmente, a ampliação do acesso às políticas públicas voltadas à agricultura familiar, o fortalecimento das ações de assistência técnica e extensão rural e a crescente valorização da produção local pelo GDF, que tem olhado atentamente à população rural”, afirma. Duval avalia que a Emater-DF consolida seu papel estratégico como uma “porta de entrada para políticas públicas no campo”, o que tem motivado os agricultores a buscarem a formalização para acessar crédito rural, capacitações e novos mercados institucionais. Para mitigar os impactos das mudanças climáticas e garantir a segurança hídrica no Distrito Federal, a empresa tem investido em infraestrutura e novas tecnologias de manejo. Além da instalação de 247 tanques lonados para armazenamento de água e piscicultura, a recuperação de canais de irrigação tornou-se uma marca da atual administração. [LEIA_TAMBEM]“Este governo, na questão hídrica, por meio da Emater, da Seagri [Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural] e de parceiros, tem auxiliado os produtores com a revitalização dos canais de irrigação — já foram mais de 100km de 2019 até aqui, além do apoio à adoção de tecnologias sustentáveis como o uso de energias renováveis”, acrescenta o presidente. A modernização da Emater-DF também contempla a transformação digital e o incentivo à sustentabilidade, evidenciado pelo salto no número de produtores orgânicos certificados, que passou de 256, em março de 2024, para 385, em fevereiro do ano passado. Ferramentas como WhatsApp, chatbot e carteira digital facilitam o acesso à informação e reduzem a penosidade do trabalho rural. A última iniciativa ajuda o produtor a apresentar seu trabalho, quando necessário. Ao projetar o futuro do setor, o presidente reitera o compromisso da instituição: “Nosso objetivo é combinar tradição e inovação para garantir que o produtor rural tenha acesso a conhecimento, tecnologia e oportunidades, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal”.
Ler mais...
UBS 17 de Ceilândia atende 98 mulheres em força-tarefa para inserção de implante contraceptivo
A Unidade Básica de Saúde (UBS) 17 de Ceilândia promoveu, no sábado (21), uma força-tarefa de inserção do Implanon (implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel), método reversível e sem estrogênio que age no organismo por até três anos. Participaram da ação 98 mulheres residentes na região. O evento se insere no Mês da Mulher, com inúmeras atividades de assistência integral à saúde feminina realizadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A força-tarefa desse fim de semana contou com 40 profissionais, entre gestores, farmacêuticos, equipe de enfermagem, residentes e médicos de diversas regiões do DF. Coordenador da ação, o médico de família e comunidade da UBS 17, Danilo Amorim, explica que, além de ampliar o acesso das mulheres a métodos contraceptivos seguros, o mutirão buscou habilitar outros profissionais para que realizem esse serviço na rede da SES-DF. “Foram dez instrutores, que capacitaram 20 profissionais de outras unidades da rede. Participaram residentes, médicos do programa Mais Médicos e enfermeiros. Essa foi uma ação articulada para ampliar o acesso das pacientes e formar novos profissionais para atuarem na atenção primária, já que o Implanon é uma novidade no Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressalta. O evento fez parte das ações do Mês da Mulher | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Uma das instrutoras do dia, Letícia Ferreira é residente no segundo ano de ginecologia obstetrícia no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A profissional reforça que o mutirão contribui para que os direitos reprodutivos das mulheres sejam respeitados. “A inserção do Implanon pelo SUS é um grande avanço. Ele está dentro dos métodos reversíveis de longa duração e hoje, com o nosso mutirão, conseguimos abranger de forma integral as pacientes, propagando ainda mais a importância dos métodos contraceptivos”, diz. A médica de Estratégia Saúde da Família (ESF) atuante na UBS 1 do Recanto das Emas, Camila Bezerra, foi uma das profissionais a serem capacitadas. Ela afirma que essa foi sua primeira experiência de colocação do Implanon depois de formada e que o conhecimento adquirido será passado à frente. “Fomos muito bem orientados sobre esse método, sobre os critérios de elegibilidade das pacientes, assim como sobre as formas de passar as informações às mulheres: muitas delas chegam aqui sem nenhum conhecimento. Na saúde pública, o serviço se fortalece quando a população conhece seus direitos”. Método seguro Uma das mulheres a receber o Implanon nesse sábado foi a estudante Érika Leite. Ela conta que, após pesquisar sobre todos os métodos contraceptivos disponíveis, esse foi o mais indicado para o seu caso. “A minha família tem histórico de trombose e esse procedimento, por não ter liberação de estrogênio, é o mais seguro para mim. Também é um método confiável e, por ter uma longa duração, acho que é perfeito para a minha situação”. *Com informações da SES-DF
Ler mais...
Medalha premia iniciativas em prol do saneamento e da eficiência pública
Em uma manhã dedicada ao reconhecimento e à celebração do Dia Mundial da Água (comemorado ontem, 22), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) realizou a entrega da Medalha Mérito Caesb. O evento ocorreu nesta segunda-feira (23), no Iate Clube de Brasília, e condecorou personalidades e empregados que se destacaram pelo compromisso com o saneamento e a eficiência pública. Nesta edição, 100 agraciados receberam a comenda, entre empregados da Caesb e representantes de outros órgãos e instituições parceiras. A diversidade dos homenageados reflete a importância da colaboração interinstitucional para a gestão dos recursos hídricos e o desenvolvimento do Distrito Federal. A medalha é a mais alta honraria da companhia e foi entregue àqueles que de alguma forma promoveram significativamente o saneamento ambiental e o desenvolvimento do Distrito Federal. A vice-governadora Celina Leão destacou que sempre acreditou que a água é um dos ativos mais importantes em gestão de planejamento que o Estado pode fazer. “Quero deixar um legado nessa área, porque nós já perdemos mais de 50% das nossas nascentes aqui, nós estamos no Cerrado. Se a gente não tiver água, não tem nada. O ser humano até vive sem energia, mas sem água ele não vive. Falar sobre água não é pauta nem de direita, nem de centro, nem de esquerda. Falar sobre água é pauta de gestores públicos que se comprometem com presente e com futuro”, finalizou. A vice-governadora Celina Leão destacou que sempre acreditou que a água é um dos ativos mais importantes em gestão de planejamento que o Estado pode fazer | Foto: Divulgação/Caesb A solenidade ocorreu às margens do Lago Paranoá, reforçando o papel estratégico da Caesb na proteção deste patrimônio hídrico. Durante o evento, o presidente da companhia, Luis Antonio Reis, destacou o momento como uma forma de reconhecer e valorizar aqueles que contribuem com a missão de levar saneamento de qualidade e garantir a melhor água do Brasil para a população de Brasília. “Ao entregarmos essas 100 medalhas, reafirmamos valores essenciais da companhia, o trabalho sério e a busca permanente por qualidade. Quero agradecer ao governador Ibaneis Rocha pelo apoio e pela confiança no trabalho da Caesb, e à vice-governadora Celina Leão pela contribuição e pelo fortalecimento das políticas públicas do Distrito Federal, e pelo apoio que ela sempre tem dado para a companhia”, afirmou Reis. *Com informações da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb)
Ler mais...
Guará inicia obra de urbanização na QE 34 com foco em acessibilidade e mobilidade
Com apoio da Administração Regional do Guará, a Novacap deu início, nesta segunda-feira (23), a uma obra na QE 34 do Guará II que vai promover melhorias estruturais em uma das áreas mais movimentadas da região. Os serviços serão executados em uma área de aproximadamente 2.500 metros quadrados, com investimento de R$ 225 mil. Mobilidade, segurança e qualidade de vida são os focos dos trabalhos, reivindicados por meio de abaixo-assinado dos moradores | Foto: Divulgação/Administração Regional do Guará A obra atende a uma demanda que a comunidade vem discutindo há mais de 15 anos, formalizada por meio de abaixo-assinado de moradores e comerciantes da região. O local concentra intensa atividade econômica, além de escolas e igrejas, e passará por uma reforma completa, com foco na mobilidade urbana, segurança e qualidade de vida. Entre as melhorias previstas estão a construção de calçadas acessíveis, implantação de meios-fios, instalação de quebra-molas, plantio de árvores e conclusão do estacionamento, com sinalização completa do espaço com destinação de vagas para motocicletas, idosos e pessoas com deficiência. “É mais qualidade de vida para a população”, avalia o administrador do Guará, Artur Nogueira. [LEIA_TAMBEM]Os recursos para a execução da obra são originários do orçamento da própria Administração Regional do Guará. A descentralização do crédito para a Novacap foi formalizada por meio da Portaria Conjunta nº 05, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na semana passada. A medida garante mais agilidade na execução dos serviços. O diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, também enfatiza a importância da intervenção: “Estamos atuando para garantir mais acessibilidade, organização e segurança, atendendo uma demanda antiga da comunidade com uma solução definitiva e estruturante”. Nesta primeira etapa, os trabalhos incluem a preparação do terreno e execução das estruturas iniciais. A intervenção será feita de forma gradual, com a etapa final dedicada ao plantio de novas árvores nativas do Cerrado. *Com informações da Administração Regional do Guará
Ler mais...
Consulta pública a entendimentos jurídicos sobre acesso à informação é liberada no DF
Ler mais...
Programa Pontes para o Mundo chega à segunda edição com mais vagas e mais países
As portas do planeta, mais do que nunca, voltarão a se abrir aos estudantes da rede pública do Distrito Federal. A segunda edição do programa Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF), foi lançada oficialmente nesta segunda-feira (23), em cerimônia no Cine Brasília, com presença do governador Ibaneis Rocha. “Quando a Mayara [Noronha Rocha, primeira-dama do DF] e a Hélvia [Paranaguá, secretária de Educação] me apresentaram esse programa no ano passado, eu disse: ‘olha que maravilha, isso vai ser um grande sucesso, vai gerar para esses adolescentes uma oportunidade que pouquíssimas pessoas no país têm’. Vocês têm que olhar para esse programa e pensar em quantos gostariam de estar nesse lugar, quantos precisariam dessa experiência para poder crescer na vida. Então, é um programa realmente belíssimo”, exaltou o chefe do Executivo, em discurso a jovens da rede pública. Ibaneis Rocha: "Vocês têm que olhar para esse programa e pensar em quantos gostariam de estar nesse lugar, quantos precisariam dessa experiência para poder crescer na vida. Então, é um programa realmente belíssimo” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília “Esse é um dos programas que investem diretamente na qualificação dos nossos estudantes. Vocês vão acabar sendo referência, exemplos para os colegas que estão nas escolas de vocês, para os jovens que estão na mesma rua brincando com vocês, acompanhando ali a sua trajetória de vida”, completou a primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Criado no ano passado, o Pontes para o Mundo levou 102 estudantes da rede pública para um intercâmbio de até três meses em instituições de ensino do Reino Unido. Em 2026, o programa será ampliado. O número de alunos participantes subirá para 400, e, além das quatro nações que compõem o Reino Unido, serão incluídas instituições no Canadá, na França e na Espanha. “Esse é um dos programas que investem diretamente na qualificação dos nossos estudantes. Vocês vão acabar sendo referência, exemplos para os colegas que estão nas escolas de vocês, para os jovens que estão na mesma rua brincando com vocês, acompanhando ali a sua trajetória de vida”, destacou a primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha “Se eu estou eufórica, imagina os estudantes da rede pública de ensino, porque agora nós ampliamos o Pontes para o Mundo. Então, meninos, a oportunidade está batendo na porta de vocês. Abracem, estudem, leiam o edital quando sair, e vamos voar, viajar, sonhar e conhecer um mundo que está se descortinando diante dos olhos dos nossos estudantes”, convidou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Mudança de vida Giovanna Borba, estudante do 3º ano no Centro Educacional do Lago (CEL), foi uma das participantes em 2025 e exaltou a experiência. “Eu nunca tinha saído do país antes, então, o Pontes realmente abriu essa porta enorme na minha vida”, definiu. “Quando descobri que ia participar, a expectativa foi muito alta, porque era a realização de um grande sonho não só meu, mas de muitos estudantes. Eu fui para um college chamado NPTC, no País de Gales, onde consegui estudar geopolítica, ciência, em uma infraestrutura muito incrível. Também tive uma família lá muito acolhedora e consegui aproveitar o máximo da cultura do Reino Unido, porque a gente se imerge de todas as formas”, acrescentou. "Abracem, estudem, leiam o edital quando sair, e vamos voar, viajar, sonhar e conhecer um mundo que está se descortinando diante dos olhos dos nossos estudantes”, convidou Hélvia Paranaguá, secretária de Educação do DF Testemunho semelhante ao de Hugo Galdino, do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, que, no ano passado, foi para a Inglaterra: “É um choque cultural muito grande ir para fora, você tem a oportunidade de ver pessoas diferentes, histórias diferentes. É algo fantástico". Já as amigas Ana da Cruz e Joana de Andrade, ambas com 17 anos, vivem a expectativa de conquistar uma das vagas deste ano. “Participar desse processo não é nada fácil, mas, quando você vê pessoas ao seu redor, pessoas que são próximas de você, vivenciando um sonho que é seu, você se imagina naquele cenário. E eu sempre sonhei. Entrei no CIL [Centro Interescolar de Línguas] no 6º ano, então já tem muito tempo que eu estudo outra língua, e receber essa oportunidade nesse momento é como uma luz”, pontuou Ana, que estuda no Centro de Ensino Médio (CEM) 3 do Gama. "É uma experiência que é um sonho. Acho que eu não teria uma oportunidade dessa de passar três meses. É muita coisa e não é algo muito dentro da minha realidade. Então, quando eu fiquei sabendo do Pontes para o Mundo, foi uma porta realmente que se abriu para mim e eu pensei ‘preciso muito ir’”, emendou Joana, aluna do Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Gama. “Eu nunca tinha saído do país antes, então, o Pontes realmente abriu essa porta enorme na minha vida”, afirma a estudante Giovanna Borba Revista Quando retornarem ao Brasil, os estudantes selecionados descreverão os aprendizados em artigos a serem publicados na revista Com Censo Jovem, projeto de iniciação científica para adolescentes da Secretaria de Educação. Uma prova de que a experiência não acabará na volta para casa. “Nós firmamos uma parceria com o Pontes para o Mundo, então é algo a mais nessa volta dos meninos da segunda edição dos países em que eles vão fazer o intercâmbio. É a publicação de um dossiê temático, com a experiência retratada na revista. Porque é uma experiência enriquecedora, e a revista tem essa parceria com o programa no protagonismo estudantil, que é um pilar importantíssimo no ensino médio e que eles vão continuar exercendo mesmo após o retorno”, destacou a professora Daphne Leandro, editora-chefe da publicação.
Ler mais...
GDF alinha prioridades estratégicas para o desenvolvimento do Distrito Federal em reunião com Codese
O governador Ibaneis Rocha participou, nesta segunda-feira (23), de um café da manhã com a diretoria e os membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Estratégico do DF (Codese-DF). No encontro, o chefe do Executivo local alinhou prioridades e apresentou a execução de ações voltadas ao desenvolvimento do DF ao longo dos últimos oito anos. Sétima edição da Reunião do Modelo de Governança Codese-GDF apresentou avanços de propostas construídas entre 2018 e 2026, reforçando a articulação entre poder público e setor produtivo | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Durante a reunião, Ibaneis Rocha destacou os avanços em diversas áreas, como saúde, educação e habitação. “Em breve, faremos a contratação de 1,3 mil profissionais da saúde. Temos grandes programas que colocamos para funcionar desde o ano passado, em parceria com a iniciativa privada, para agilizar a demanda. Também tivemos a contratação das cooperativas de anestesistas, o que tem feito aumentar o número de cirurgias na rede pública”, acrescentou o governador. “Temos mais de 12 mil moradias no Itapoã Parque. Com tantas entregas habitacionais, o nosso objetivo é acabar com invasões, porque agora as pessoas não têm motivos para comprar terrenos irregulares. Na área da educação, nós reformamos 96% das escolas do DF e entregamos diversas outras novas, construídas do zero. Eu acho que esse é o legado que vamos deixar depois de oito anos de governo. Vale a pena administrar quando se quer fazer o bem”, finalizou o chefe do Executivo local. A 7ª Reunião do Modelo de Governança Codese-DF teve como foco a apresentação dos avanços das propostas construídas no âmbito do Codese entre 2018 e 2026, com base nas diretrizes consolidadas nas duas primeiras edições do documento O DF que a gente quer. O objetivo é monitorar a implementação das ações e fortalecer a articulação entre o poder público e o setor produtivo. O modelo de governança adotado pelo Codese-DF reúne especialistas e lideranças de diferentes áreas, organizados em câmaras técnicas e eixos temáticos, que atuam de forma voluntária na elaboração de propostas para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Segundo o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, a reunião dos conselhos é uma oportunidade de aproximar a população do governo: “A gente sabe que a sociedade civil organizada tem um papel preponderante no desenvolvimento da nossa cidade. E eu enxergo no Codese uma porta muito importante para o governo apresentar à iniciativa privada suas propostas e intenções”. Além de avaliar resultados, o encontro também reforçou o papel do colegiado como espaço de diálogo permanente entre governo e sociedade, contribuindo para a construção de políticas públicas estruturantes e de longo prazo. Durante o encontro, Ibaneis Rocha alinhou prioridades e apresentou a execução de ações voltadas ao desenvolvimento do DF ao longo dos últimos oito anos O presidente do Codese-DF, Dionyzio Klavdianos, destacou que o encontro marca um momento de balanço das ações construídas em parceria com o GDF nos últimos anos. “Essa reunião de governança é um momento de avaliar o que foi proposto, o que já foi executado e em que estágio estão as ações. Ao longo desses anos, construímos uma parceria muito positiva, em que tanto o governo quanto a sociedade civil ganharam com esse diálogo permanente”, afirmou. Para ele, a participação de representantes da sociedade civil contribui para o aprimoramento das políticas públicas. “O Codese é formado por pessoas que atuam de forma voluntária em diversas áreas, como saúde, educação, mobilidade e cultura. Esse canal direto com o governo permite oferecer sugestões, avaliações e contribuir com soluções. Quem ganha é a cidade, porque há um retorno mais qualificado sobre as ações em andamento”, acrescentou. [LEIA_TAMBEM]A 7ª Reunião do Modelo de Governança Codese-DF ocorre em paralelo à elaboração da versão 2026 do documento O DF que a gente quer, conduzida com apoio metodológico da Fundação Dom Cabral (FDC). A iniciativa busca ampliar a consistência técnica das propostas e orientar estratégias futuras para o crescimento sustentável da capital. A expectativa é que o novo documento reúna diretrizes voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios, à inovação e ao desenvolvimento socioeconômico do DF, além de servir como referência para o planejamento de políticas públicas nos próximos anos. Criado em 2017, o Codese-DF tem como objetivo participar do planejamento econômico sustentável de Brasília e do Entorno. Empresários, acadêmicos, técnicos e membros da comunidade compõem o conselho.
Ler mais...
Segunda edição do Anuário de Segurança será lançado nesta terça-feira (24)
O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), lança, nesta terça-feira (24), o 2º Anuário de Segurança Pública do DF. A publicação, que consolida e aprofunda a análise dos principais indicadores criminais do Distrito Federal, será lançada no Auditório Valdéria da Silva Barbosa, localizado na sede da Polícia Civil do DF (Parque da Cidade). A nova edição reforça o uso estratégico de dados como ferramenta central para planejamento, prevenção e tomada de decisão, além de ampliar a transparência das ações de segurança pública. Com metodologia aprimorada, o anuário avança na leitura dos fenômenos criminais e fortalece o DF como referência nacional em segurança baseada em evidências. *Com informações da SSP-DF
Ler mais...
Livro com trabalhos de estudantes da rede pública do DF é lançado no 2º Congresso da Felicidade
No Dia Internacional da Felicidade, celebrado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na sexta-feira (20), o Museu Nacional da República recebeu educadores, pesquisadores e gestores públicos para o 2º Congresso da Felicidade de Brasília. Na ocasião, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) marcou presença no evento e lançou o livro Escola da Felicidade, que reúne os trabalhos vencedores de estudantes de 16 escolas públicas participantes do concurso Educação para Felicidade. A iniciativa é uma parceria entre a SEEDF, a Aliança das Mulheres que Amam Brasília (AmaBrasília) e o Movimento Brasília Capital da Felicidade. O concurso convidou os estudantes a expressar, por meio de desenhos, o que significa para eles uma educação para a felicidade e como seria uma escola onde se sentem felizes. Os trabalhos vencedores receberam prêmios de R$ 4 mil por escola e serviram de inspiração para a apresentação no 2º Congresso da Felicidade. Livro 'Escola da Felicidade' reúne trabalhos de estudantes da rede pública que participaram do concurso Educação para Felicidade | Foto: André Amendoeira/SEEDF O evento contou com a participação da subsecretária de Educação Básica da SEEDF, Iêdes Braga, que conduziu uma palestra sobre o papel da escola na formação integral dos estudantes. Para Iêdes Braga, a escola precisa ir além da transmissão de conteúdo. "Não basta o estudante sair da escola com todos os conceitos internalizados. Nós precisamos formar seres humanos integrais", afirmou. A subsecretária trouxe ao debate um dos desafios mais persistentes deixados pela pandemia: o distanciamento afetivo e o aumento da ansiedade entre os jovens. Mesmo diante das dificuldades, Iêdes destacou o comprometimento das equipes da SEEDF em tornar o ambiente escolar mais leve e acolhedor. "Temos desafios, temos dificuldades, mas temos, acima de tudo, um pessoal disposto a tornar a vida do nosso estudante mais leve, mais serena, mais tranquila. Porque isso gera condições para chegar ao estado de felicidade que precisamos", declarou. A subsecretária de Educação Básica Iêdes Braga conduziu uma palestra sobre o papel da escola na formação integral dos estudantes Bem-estar coletivo O congresso, realizado pelo Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro (IPCB), reuniu especialistas nacionais e internacionais. Um dos destaques foi a presença de Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, país referência mundial em políticas de bem-estar. O evento também apresentou os resultados da pesquisa Felicidade no Distrito Federal, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). [LEIA_TAMBEM]Eduardo Ruy Ramos, diretor do Movimento Brasília Capital da Felicidade, explicou que a ciência da felicidade vai além do sentimento individual. Segundo ele, há dimensões coletivas e sociais que envolvem relacionamentos, senso de propósito, significado e emoções positivas — conceitos da psicologia positiva que embasam o trabalho apresentado no congresso. Para a subsecretária Iêdes Braga, a transformação começa dentro das escolas. "Para tornar Brasília a capital da felicidade, nós temos que começar pela escola. É na escola que acontecem as grandes transformações", disse. Ela defendeu que a felicidade no ambiente escolar não pode ser tratada como algo superficial, mas como uma política pública de fato — diretamente ligada à aprendizagem e ao futuro das crianças. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Data da licitação para obras dos trechos 3 e 4 do BRT Eixo Sul é publicada
O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (23), o aviso de licitação referente à obra da estação integrada ao BRT Eixo Sul, que contempla os trechos 3 e 4 do sistema. O valor estimado para a futura obra, que vai beneficiar os usuários do transporte público, é de R$ 122,2 milhões. Os recursos serão oriundos do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Caixa Econômica Federal (CEF). O início da sessão de disputa de preços será no dia 1° de julho de 2026, às 10h. Posteriormente, serão divulgadas as empresas habilitadas a participar da concorrência e, em seguida, a empresa vencedora do certame. O itinerário do transporte público, nos trechos 3 e 4 do BRT, passará em frente ao ParkShopping e chegará ao terminal da Asa Sul | Foto: Divulgação/DER-DF A última fase do processo licitatório será a assinatura do contrato. Na sequência, a ordem de serviço será assinada, autorizando assim o início imediato dos trabalhos. Todo o trâmite deve levar aproximadamente 60 dias. Após o início das obras, a empresa terá 810 dias consecutivos para executar o serviço. O itinerário do transporte público, nos trechos 3 e 4 do BRT, passará em frente ao ParkShopping e chegará ao terminal da Asa Sul, incluindo a estação da Candangolândia. Na sua concepção, o corredor é constituído por um eixo principal de 7,3 km, dividido entre os dois subtrechos. *Com informações do DER-DF
Ler mais...
Publicado aviso de licitação para restauração de trechos da DF-001
O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) publicou o aviso de licitação referente à Concorrência Eletrônica Nº 90003/2026, que definirá a empresa responsável pela execução das obras de restauração de trechos da rodovia Estrada Parque Contorno (EPCT/ DF-001). A sessão de disputa de preços está marcada para 16 de abril, às 10h, em formato eletrônico. Após a etapa de habilitação das empresas participantes, será declarada a vencedora do certame e, posteriormente, o contrato será assinado para o início das obras. A intervenção abrange três segmentos localizados entre o Recanto das Emas e o Viaduto do Periquito (VC-331 e DF-475), totalizando assim aproximadamente 2,2 quilômetros de melhorias viárias. Os serviços previstos incluem restauração da pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical, implantação de canteiro de obras, execução de obras complementares, além de elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), nas três faixas existentes em cada sentido da via. O investimento estimado é de R$ 15,9 milhões. O prazo de execução dos serviços será de 90 dias consecutivos, contados a partir da emissão da ordem de serviço. A restauração será realizada com recursos provenientes de emenda federal, Cide e Tesouro do DF. *Com informações do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF)
Ler mais...
GDF lança atualização revisada do Manual da Secretaria Escolar
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) lançou, na última quinta-feira (19), o Manual da Secretaria Escolar 2026, em cerimônia realizada no Auditório Neusa França. O documento marca a primeira atualização do manual desde 2018 e reúne orientações sobre procedimentos administrativos, escrituração escolar e a aplicação da legislação educacional vigente. O evento reuniu os titulares das 14 coordenações regionais de ensino e os chefes de unidades regionais de planejamento educacional e de tecnologia da educação da SEEDF. O documento reúne orientações atualizadas sobre procedimentos administrativos, escrituração escolar e aplicação da legislação educacional vigente | Fotos: Mary Leal/SEEDF A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou o significado da data para a pasta. "Hoje é um dia muito importante. A última vez que esse movimento foi realizado foi em 2018, e muita coisa mudou desde então. A casa avançou", afirmou, acrescentando que o momento também reflete o esforço coletivo de construção de um sistema de gestão mais sólido. "Tudo o que está em construção precisa de ajuste, de correção de rumos, e é exatamente para isso que estamos aqui." O manual tem como objetivo orientar, padronizar e sistematizar os procedimentos das secretarias escolares, garantindo a regularidade dos registros acadêmicos e a validade dos atos educacionais. Para a subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da SEEDF, Francis Ferreira, o documento é peça central na defesa do direito à educação. "A escrituração escolar e a gestão adequada dos registros acadêmicos são dimensões centrais da garantia do direito à educação. É por meio desses registros que se asseguram a trajetória escolar do estudante, a validade dos atos educacionais e a integridade das informações que compõem sua vida escolar", disse. O documento reúne orientações atualizadas sobre procedimentos administrativos, escrituração escolar e aplicação da legislação educacional vigente A gerente de Supervisão da Rede Pública, Rosane Simões de Almeida, explicou que o alcance da publicação vai além das escolas públicas. "Esse manual é tanto para a rede pública quanto para a rede privada. O Conselho de Educação também o utiliza como referência para as instituições privadas — a cada abertura, credenciamento e recredenciamento, as escolas receberão essas orientações", relatou. Rosane ressaltou ainda a utilidade prática do guia no cotidiano das secretarias escolares. Segundo ela, o documento reúne um compilado atualizado das legislações relacionadas ao funcionamento das secretarias e serve de apoio em situações específicas, como matrículas, atestados médicos, reclassificações e classificações de estudantes. "É um guia que ajuda muito na rotina do secretário escolar", resumiu. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
Ler mais...