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Projeto Citea chega a Ceilândia para formação técnica de jovens, mulheres, educadores e pessoas com deficiência

Em Ceilândia, começam no dia 23 deste mês as aulas do projeto Centro Integrado de Tecnologia, Educação e Acessibilidade (Citea), que oferece gratuitamente cursos de modelagem 3D, impressão 3D, fabricação digital, eletrônica básica e tecnologias assistivas. A inclusão e a acessibilidade garantem a participação de pessoas com deficiência e incentivam a participação feminina nas áreas de ciência e tecnologia. Cursos oferecidos facilitam o acesso da população em situação de vulnerabilidade a laboratórios de tecnologia | Foto: Divulgação/Secti-DF O projeto foi elaborado por meio de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto Rede Cidadã. A iniciativa cria um espaço público equipado com laboratórios tecnológicos e uma estrutura dividida em três etapas: fase inicial de preparação e organização, a execução das atividades formativas — cursos, oficinas e mentorias — e o encerramento, com apresentação pública dos resultados. [LEIA_TAMBEM]“Por ser uma das regiões mais populosas do Distrito Federal, Ceilândia apresenta uma grande demanda por acesso à tecnologia e às oportunidades de qualificação, o que faz com que o projeto alcance um cenário propício à inovação e ao aprendizado formativo”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino. A Secti-DF mantém como foco democratizar o acesso à tecnologia e fortalecer o ecossistema de inovação do Distrito Federal, trazendo para população em situação de vulnerabilidade oportunidades reais de capacitação.  Projeto Citea ⇒ Local: QNM 20, Conjunto A, Lote 21, 2º andar – Ceilândia ⇒ Aulas: do dia 23 deste mês a 10 de setembro ⇒ Inscrições neste site.    *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Plano Piloto neste fim de semana

O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas que estão instaladas em 15 endereços distintos no Plano Piloto. A ação está prevista para ter início às 9h deste sábado (21), é coordenada pela Casa Civil e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Novacap, a Codhab, o Detran-DF, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o Conselho Tutelar. A DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta, no SIA Trecho 04, Lotes 1380/1420, para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. As pessoas em situação de rua também serão encaminhadas para atendimento da Sedes. No decorrer de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido e suas demandas.   Veja abaixo os pontos de ação neste sábado (21) e domingo (22): 1. Hemocentro, em frente à SQN 302; 2. 601 Norte; 3. L2 Norte, na altura da 602, abaixo do Serpro; 4. Estacionamento do Ministério da Defesa; 5. Estacionamento ao lado do Ilhas do Lago; 6. Ao lado do Clube da Aeronáutica; 7. Setor Comercial Sul; 8. Ao lado do posto Melhor; 9. Via L4 Norte, próximo à via N1 Leste; 10. Buraco do rato; 11. Sob o viaduto do Setor de Clubes Esportivos Sul antes da ponte Honestino Guimarães; 12. Entre o Eixo L e o Eixão, altura da SQS 203 bloco H; 13. CLS 102, Bloco A, ao lado da Drogasil; 14. Centro POP; 15. Via W5 e W4 Sul, extensão da 903 a 905 e 702 a 705. *Com informações da DF Legal

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GDF estuda meios para dar mais tempo de estudo aos candidatos ao concurso da carreira de Desenvolvimento e Assistência Social do DF

Com a banca organizadora em vias de ser selecionada e divulgada, o concurso público da carreira de Desenvolvimento e Assistência Social do DF pode ter uma novidade. Com o objetivo de favorecer aos candidatos, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) estuda publicar um regulamento prévio com o conteúdo das provas antes de lançar o edital completo para o certame. A iniciativa é da titular da pasta, Ana Paula Marra, que repassou a ideia à comissão organizadora do concurso para avaliar juridicamente e administrativamente a possibilidade. “Muitos estudantes e professores de cursos preparatórios me trouxeram essa sugestão, e eu prontamente acatei e repassei aos especialistas. Ainda não podemos assegurar, mas já tem pessoal empenhado em fazer acontecer”, destacou a gestora. “Por se tratar de um conteúdo denso e extenso, ter mais de 90 dias para estudar, seria de grande valia para os candidatos”, enfatizou Ana Paula Marra. “Além disso, certamente, traria profissionais ainda mais bem-preparados para fortalecer cada vez mais a política socioassistencial do Distrito Federal.” Ampliar o tempo de estudo daria a oportunidade de profissionais mais bem preparados entrarem na carreira de desenvolvimento social do GDF | Foto: Divulgação/Sejus-DF Segundo ela, a orientação repassada à comissão organizadora é focar temas que de fato permeiem o cotidiano socioassistencial. Dessa forma, já estão confirmadas as ausências de informática e raciocínio lógico nas provas. Por outro lado, temas como os Estatutos da Criança e do Adolescente Digital, do Idoso e da Pessoa com Deficiência, e os decretos de criação dos programas Cartão Prato Cheio, Cartão Gás e DF Social precisam de uma atenção especial. Mais novidades A secretária Ana Paula Marra confirma que as provas vão ser realizadas em apenas um dia para os níveis médio e superior — um deles pela manhã e outro durante a tarde. “Pensamos no candidato para tomarmos essa decisão. Muita gente vai fazer para mais de um cargo e trabalha aos fins de semana, não podendo pegar duas folgas. E outra: há candidatos do entorno e de outros estados que não têm condições de pagar mais de uma passagem”, explicou. Em relação ao cargo de educador social, a gestora vai mudar a portaria que regulamenta a função para dar chances a quem tem graduação. A função permite, atualmente, vagas para quem tem curso superior em licenciatura. “Vamos melhorar isso e expandir para ambos os formandos”, garantiu. "Minha sugestão: não defina sua inscrição pelo número de vagas, mas pelo seu perfil pessoal” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social Por fim, Ana Paula Marra diferenciou o cargo de técnico administrativo e agente social. De acordo com ela, a primeira ocupação é para quem busca atuar em serviços internos, enquanto a segunda é para profissionais com afinidade em trabalhar com o público. “Minha sugestão: não defina sua inscrição pelo número de vagas, mas pelo seu perfil pessoal”, finalizou. O concurso Uma das seleções públicas mais aguardadas dos últimos anos, o concurso foi autorizado para 1.197 cargos imediatos que contemplam os níveis superior e médio. Estão previstas 634 oportunidades para candidatos com formação acadêmica. Serviço social (125), pedagogia (121) e direito (115) são as áreas com maior número de vagas. No nível médio, há chances para técnico administrativo (398), agente social (133) e cuidador social (32). Os aprovados podem atuar tanto na Sedes-DF quanto nas secretarias da Mulher (SMDF) ou de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). *Com informações da Sedes-DF  

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Prazo para pagar segunda parcela do IPVA começa segunda (23)

Atenção, brasiliense proprietário de veículos: o pagamento da segunda parcela do IPVA de 2026, para quem optou por dividir o imposto, deve ser feito a partir desta segunda-feira (23). Neste dia, a quitação é exigida para automóveis, motos e comerciais leves e pesados cujas placas têm final 1 ou 2. O calendário segue até sexta-feira (27) para os automotores com placas de final 9 e 0 (veja quadro abaixo). Arte: Seec-DF A Secretaria de Economia (Seec-DF) reforça que já enviou a cobrança pelos Correios para os proprietários. Mas a impressão do boleto está disponível no portal da Receita do DF, na aba Emitir o IPVA. Basta copiar o código de barras e pagar no banco de preferência. Para este ano, não houve mudanças nas alíquotas. Elas permanecem em 1% para veículos de carga com lotação acima de 2.000 kg, caminhões-tratores, micro-ônibus, ônibus e tratores de esteira, de rodas ou mistos; 2% para ciclomotores, motocicletas, motonetas, quadriciclos e triciclos; e 3% para automóveis, caminhonetes e utilitários (SUVs). A variação de valores dos veículos ocorre, portanto, em decorrência do mercado, considerando o ano e a marca do modelo, por exemplo. [LEIA_TAMBEM]A Fundação Fipe analisa o valor de mercado do veículo com base em estudo técnico regionalizado, elaborado pela própria instituição, considerando exclusivamente os preços praticados no Distrito Federal. Assim, eventual pesquisa generalizada realizada no site da Fipe não reflete o valor venal adotado na tabela oficial do imposto no DF. O IPVA de 2026 tem variação média de 1,72%. Esse percentual corresponde à valorização do valor venal dos veículos, conforme pesquisa realizada pela Fipe entre setembro de 2024 e setembro de 2025. Isso significa que um automóvel cotado no mercado por R$ 80 mil pagará um IPVA de R$ 2,4 mil. A Seec estima que a arrecadação com o IPVA em 2026 será de R$ 2,14 bilhões. *Com informações da Secretaria de Economia (Seec-DF)

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População terá nove horas de ônibus e metrô de graça neste sábado (21)

Entre as 12h e as 21h deste sábado (21), os ônibus e o metrô da capital vão circular com catracas livres para toda a população. Serão nove horas de gratuidade das passagens, oferecida pelo GDF por causa da partida de futebol da final do Candangão 2026. Jogo entre Gama e Sobradinho será às 16h de sábado | Foto: Arquivo/Agência Brasília [LEIA_TAMBEM]A final do Campeonato Candango de 2026 será entre Gama e Sobradinho, partida inédita no Estádio Nacional Mané Garrincha marcada para as 16h de sábado, com expectativa de público de 70 mil pessoas. Devido ao fluxo de passageiros, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) determinou que as operadoras ofereçam viagens extras, mediante demanda, especialmente para atender ao deslocamento das torcidas. “A atenção será redobrada nas linhas de Sobradinho e do BRT, que deverão ser utilizadas para deslocamento das torcidas das equipes finalistas, mas as passagens serão gratuitas em todas as linhas do DF e no metrô”, detalha o titular da Semob-DF, Zeno Gonçalves. À meia noite de sábado para domingo (22), começa o Vai de Graça normal de todo fim de semana, com o transporte público coletivo do DF operando sem cobrança de tarifa dos usuários por 24 horas.  *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade

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Ouvidoria-Geral do DF é premiada por iniciativa que fortalece a tomada de decisão do governo

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Odontologia hospitalar especializada do Hospital da Criança de Brasília garante maior estabilidade clínica e qualidade de vida aos pacientes

Em alusão ao Dia Mundial da Saúde Bucal, comemorado nesta sexta-feira (20), o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) reforça um princípio fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS): a saúde começa pelo cuidado integral. No HCB, um hospital de alta complexidade pediátrica, a atenção à saúde bucal ultrapassa o campo preventivo e assume papel de assistência complementar essencial na segurança clínica, na qualidade de vida e na continuidade do tratamento de crianças e adolescentes atendidos. Desde sua implantação, em 2011, o serviço de odontologia do HCB foi estruturado para responder a uma demanda crescente e altamente especializada. Crianças em tratamento oncológico, pacientes imunossuprimidos, com doenças crônicas e raras, necessitam de uma abordagem odontológica diferenciada, integrada e resolutiva, característica central da Atenção Terciária à Saúde. Enquanto uma unidade da rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o HCB iniciou a implementação do atendimento odontológico a partir da parceria com o Hospital de Apoio de Brasília (HAB), refletindo a evolução de uma assistência que transcende o consultório convencional para se tornar um pilar essencial no tratamento de pacientes crônicos. "Havia uma demanda crescente de crianças acometidas por neoplasias malignas que precisavam ser recebidas em um ambiente acolhedor, exclusivamente dedicado a elas e com tratamento odontológico especializado e humanizado", relembra a primeira odontopediatra da instituição e atual supervisora da Odontologia Hospitalar do HCB, Flávia de Passos. O atendimento à saúde bucal das crianças, que começou com a operação compartilhada com o HAB, se consolidou em uma estrutura robusta. Com a inauguração dos consultórios próprios em 2012 e a posterior ampliação com o Bloco 2 do Hospital da Criança (internação), a equipe acompanhou o crescimento da complexidade dos atendimentos prestados à população pediátrica. Odontóloga Teresa Villamarin em atendimento e aplicação de laserterapia no leito da internação | Foto: Divulgação/HCB Atualmente, o corpo clínico é composto por cirurgiões-dentistas com pós-graduação em áreas como odontopediatria, pacientes com necessidades especiais, endodontia e odontologia hospitalar, além de técnicas em saúde bucal. Essa composição multidisciplinar e altamente especializada é fundamental para enfrentar o desafio de atender pacientes que, muitas vezes, chegam à primeira infância sem histórico de cuidados bucais, apresentando quadros que podem agravar o estado de saúde. “Os cuidados odontológicos são necessários para eliminar e/ou evitar infecções de origem odontogênica [origem da formação dentária] que podem contribuir para o agravamento das doenças sistêmicas relacionadas à condição base da saúde da criança, bem como para tratar as manifestações orais secundárias ao tratamento medicamentoso, quimioterápico e radioterápico”, explica a supervisora do serviço. Tecnologia e técnicas que ampliam a segurança assistencial A jornada do cuidado odontológico das crianças atendidas no HCB começa com acolhimento e análise criteriosa. Além da precisão técnica e formação qualificada dos profissionais, há, no HCB, uma premente estratégia institucional da busca pelo aperfeiçoamento tecnológico, inovação e humanização do cuidado assistencial.  O uso de aparelhos de raios-X e equipos odontológicos portáteis permite que o atendimento ocorra diretamente no leito de internação, Unidade de Terapia Intensiva ou mesmo, no centro cirúrgico, minimizando o estresse do paciente com deslocamentos. Procedimentos como extrações dentárias, raspagens, controle de infecções e intervenções em lesões orais são realizados com segurança, evitando o deslocamento de pacientes críticos e garantindo continuidade assistencial. Outro diferencial do HCB está no uso sistemático e na implementação de protocolos atualizados de fotobiomodulação, a laserterapia, uma tecnologia segura e eficaz amplamente utilizada no suporte a pacientes oncológicos. Trata-se de uma radiação não ionizante, com propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e cicatrizantes, aplicada tanto de forma preventiva quanto terapêutica. A aplicação dessa técnica tem papel central na prevenção e no tratamento da mucosite oral (complicação frequente e dolorosa da quimioterapia) e de infecções oportunistas em pacientes com baixa na imunidade. Sarah Dantas (16) é a filha caçula de João Dantas Filho e está internada para tratamento oncológico no Hospital da Criança de Brasília. Em uma sessão de atendimento com a odontologia, ela passou por avaliação e aplicação de laserterapia com finalidades preventivas e terapêuticas. "É muito melhor ser atendida no leito, porque tem vezes que a gente toma a quimioterapia e o nosso corpo fica mais debilitado, a gente fica enjoada, a gente fica mais fraca. E eles virem aqui atender a gente é bem melhor que a gente ter que ir. E o laser não tem nenhuma dor, nenhum incômodo", afirma Sarah. Conforme a odontóloga do HCB, Teresa Villamarin, "a laserterapia é importante porque algumas quimioterapias são muito agressivas para a mucosa oral e gastrointestinal, provocando a mucosite oral, que são úlceras extremamente dolorosas que dificultam a alimentação e a fala".  Para a especialista, a intervenção preventiva com radiação não ionizante é crucial para evitar a interrupção de ciclos de quimioterapia ou a necessidade de inserção de sondas nasogástricas devido à perda de apetite ou dores na boca, por exemplo. A inovação também se expressa na adaptação das tecnologias muito próprias do "universo pediátrico". Um exemplo é a recente incorporação do azul de metileno na forma de pirulito, que ampliou a aceitação das crianças ao tratamento e potencializa os efeitos terapêuticos da laserterapia. "A interação e troca com todas as equipes de assistência do HCB faz parte da nossa busca constante por compreender as necessidades dos nossos pacientes e cuidar de forma integral e humanizada. O fotossensibilizante azul de metileno que utilizávamos em forma de líquido, e que era parcialmente aceito por crianças de tenra idade, agora é disponibilizado em forma de pirulito, com a mesma eficiência e com uma forma de apresentação mais lúdica", destaca Passos. Educação em saúde e continuidade do cuidado No ambiente de terapia intensiva e internações, a atuação odontológica é pautada, também, pela vigilância epidemiológica e controle de infecções. A odontóloga do HCB, Nathalia Machado, explica que evidências científicas corroboram a ligação entre "bactérias da cavidade oral, que se tornam mais patogênicas durante a internação, e a pneumonia associada à ventilação mecânica". Nesses cenários, a equipe realiza procedimentos de alta complexidade beira-leito, incluindo extrações dentárias de urgência em pacientes intubados e raspagens periodontais, garantindo que o foco infeccioso oral não comprometa o pulmão ou a corrente sanguínea. Portanto, principalmente quando da alta hospitalar, a parceria com as famílias se constitui como o elo mais especial e sofisticado dessa corrente. Para mães como Maria Sebastiana Aguiar, de Marajó-Goiás, que dedica 24 horas ao cuidado da filha Luara, paciente com condição neurológica complexa, o suporte hospitalar vai além do técnico. "A gente vem atrás da saúde dos nossos filhos, procura a melhoria, e aqui fomos muito bem recebidos. Ela foi bem cuidada", relata Maria. Complementarmente ao atendimento assistencial, o hospital desempenha papel fundamental na educação e continuidade do cuidado sobre saúde bucal na infância e adolescência. A orientação aos pais e cuidadores é considerada parte essencial da jornada do cuidado no HCB. "Oferecemos orientação sobre cuidados de higiene oral e alimentos potencialmente causadores de cárie em todas as consultas ambulatoriais; higiene oral supervisionada realizada pelas técnicas em saúde bucal na sala de escovação; orientações e higiene oral beira-leito para pacientes internados; atividades lúdicas no hall central com temas relacionados à saúde bucal; temos impresso guia de saúde bucal para pacientes e familiares; participamos da elaboração da cartilha da oncologia e hematologia", destaca Flávia de Passos.  Mesmo que o atendimento do HCB seja dedicado ao paciente de alta complexidade, do ponto de vista odontológico, a Atenção Primária é imprescindível para acolher e promover a saúde bucal aos usuários que não fazem parte do perfil de atendimento do hospital, ou mesmo aqueles que passam pela transição de cuidado para outras unidades de saúde quando atingem a maioridade. Vale ressaltar que o êxito do tratamento no HCB depende de uma engrenagem integrada. O acesso à atenção hospitalar especializada no SUS é realizado via regulação e, em Brasília, o Complexo Regulador em Saúde do Distrito Federal (CRDF) possui essa atribuição. Apenas crianças e adolescentes com condições crônicas e raras de saúde são encaminhados para tratamento no Hospital da Criança de Brasília. Aqueles usuários com necessidades de menor complexidade são referenciados para a Atenção Primária à Saúde, as Unidades Básicas de Saúde (UBS), fortalecendo o fluxo e a integração no âmbito do SUS. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB)

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Glaucoma: diagnóstico precoce e acompanhamento são fundamentais para garantir saúde ocular

Rosimeire de Oliveira, 67 anos, aposentada, começou a perceber que algo não estava bem quando passou a ter dificuldades para enxergar, mesmo usando os óculos. “Eu sempre ia à ótica e fazia novos óculos”, relata. “Em um período de três meses, fiz três óculos, e a minha acuidade visual continuava diminuindo muito”. Rosimeire de Oliveira descobriu a doença em estágio avançado e fez cirurgias para tratamento: “Tenho a consciência de que não vou ganhar o que já perdi, mas espero que melhore bastante” |  Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A virada de chave na vida da aposentada ocorreu durante uma tarde, enquanto ela ajudava a filha a pintar os cabelos. “Eu não tinha percepção dos cabelos dela”, lembra. “Eu só tinha perceptividade da cabeça, então me desesperei e fomos atrás de ajuda médica”. “Os exames oftalmológicos regulares são a principal estratégia para prevenir a perda visual” Frederico Lóss, médico oftalmologista A ausência de acompanhamento oftalmológico regular resultou em um diagnóstico tardio de glaucoma, já em estágio avançado. Com pressão ocular elevada e visão quase 100% comprometida, Rosimeire precisou passar por cirurgia no início deste mês.  “Tenho a consciência de que não vou ganhar o que já perdi, mas espero que melhore bastante, porque gosto de fazer atividades, de artesanato, e não estou podendo fazer nada”, conta. “Acredito no diagnóstico, mas, na minha cabeça, vou voltar a enxergar pelo menos mais de 30%.”  Glaucoma O caso de Rosimeire reforça a importância da conscientização sobre o glaucoma, tema destacado durante o mês de março. A doença é silenciosa e uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Na maioria das vezes, não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que faz com que muitas pessoas, como Rosimeire, só descubram o problema quando já há perda significativa da visão. [LEIA_TAMBEM]A doença provoca dano progressivo ao nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais ao cérebro. O comprometimento do nervo leva à perda gradual do campo visual e, em estágios avançados, pode causar cegueira permanente.  Os fatores de risco incluem histórico familiar de glaucoma, idade acima de 40 anos, pressão intraocular elevada, miopia em alto grau, diabetes, uso prolongado de medicamentos à base de corticoides e histórico de trauma ocular.  De acordo com o médico oftalmologista Frederico Lóss, referência técnica distrital (RTD) na área, a detecção antecipada evita sequelas graves. “Pessoas que apresentam um ou mais fatores de risco devem realizar avaliações oftalmológicas periódicas, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado permitem controlar o glaucoma e preservar a qualidade de vida dos pacientes”, orienta. “Os exames oftalmológicos regulares são a principal estratégia para prevenir a perda visual.” *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Medalha Mérito Social do GDF premia 100 nomes relevantes para as políticas de desenvolvimento social 

Foi realizada nesta quinta-feira (19) a segunda edição da Medalha Mérito Social do Governo do Distrito Federal (GDF). A honraria reconhece o trabalho de profissionais e instituições que se destacam nas políticas públicas de desenvolvimento social. Ao todo, 100 nomes foram agraciados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) durante cerimônia, no auditório da Academia de Bombeiros Militar. “Nosso maior desejo era poder entregar essa medalha a cada um dos servidores da assistência social que, no dia a dia, tornam realidade as políticas públicas nas áreas de assistência social e segurança alimentar e nutricional no Distrito Federal. Ainda que a honraria seja concedida a alguns, o reconhecimento se estende simbolicamente a todos os outros profissionais da casa”, destacou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Entre os homenageados estava Viviane Rodrigues Viana Monteiro, gerente do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Guará. Há seis anos, ela atua no equipamento que é a porta de entrada para a inclusão da população em situação de vulnerabilidade socioeconômica nos programas sociais do DF.  Viviane Monteiro recebeu a medalha pelo trabalho realizado à frente do Cras do Guará | Foto: Renato Raphael/Sedes-DF [LEIA_TAMBEM]“É um reconhecimento do nosso trabalho e da luta diária que é atuar na assistência social. Receber essa medalha nos fortalece e nos motiva a continuar”, destacou a servidora. Instituída em 2023 por meio do Decreto nº 45.073/2023, a Medalha Mérito Social GDF reconhece servidores públicos, instituições, autoridades e profissionais que tenham prestado serviços relevantes e excepcionais às políticas públicas de desenvolvimento social. Anualmente, são entregues pelo menos 100 medalhas e certificados aos participantes agraciados. *Com informações da Sedes-DF

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PREGÃO ELETRÔNICO  nº 90005/2026

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Ação combate a dengue e fiscaliza higiene em quiosques em ponto de apoio a taxistas no Aeroporto

Equipes de Vigilância Ambiental e de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF) encontraram focos de dengue e alimentos irregulares durante ação conjunta realizada nesta quarta-feira (18) no ponto de apoio a taxistas próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília.  A demanda surgiu a partir de denúncia registrada na Ouvidoria do Governo do Distrito Federal (GDF). Entre os frequentadores do local houve registro de casos de dengue. Assim, agentes de Vigilância Ambiental foram enviados para analisar e eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue e de outras arboviroses. Agentes encontraram ambiente propício ao aparecimento do Aedes aegypti e à proliferação de animais peçonhetos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Durante a visita, os profissionais também identificaram um ambiente favorável à proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, além de moscas, baratas e roedores. Nesse cenário, não escapou aos agentes o funcionamento de quiosques com o comércio de alimentos. “Nós fomos atrás de um vetor de doenças específico, mas encontramos outros fatores ambientais que interferem na saúde humana”, afirma o biólogo Israel Moreira, da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival).  “O trabalho integrado entre as vigilâncias fortalece a proteção do bem-estar público. Os agentes sanitários exercem poder de polícia administrativa. Ou seja, eles possuem autoridade para assegurar o cumprimento das normas relacionadas à comercialização de alimentos e também aos fatores ambientais de risco à saúde”, explica o biólogo.  Trabalho integrado Algumas irregularidades constatadas em fiscalização em fevereiro foram corrigidas A ação foi a segunda vistoria realizada em conjunto no local. Desta vez, as irregularidades apontadas na primeira vistoria, realizada em 27 de fevereiro, foram corrigidas pelos administradores e comerciantes.  O telhado de um dos quiosques foi refeito: agora apresenta caimento adequado e não acumula águas de chuva. As tubulações de fossas que estavam expostas estão tapadas com telas e, agora, evitam acesso, abrigo e proliferação de insetos.  Riscos à saúde [LEIA_TAMBEM]As atividades realizadas pela Dival têm a finalidade de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle dos fatores ambientais relacionados a doenças ou agravos. Já a Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) atua para eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde da população, intervindo em problemas sanitários decorrentes da prestação de serviços. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 162 ou pelo site ParticipaDF. É possível também acionar o serviço de vigilância ambiental por meio do número (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Projeto de educação ambiental forma alunos e incentiva descarte correto de resíduos no DF

O aprendizado sobre o destino do lixo ganhou espaço na rotina de alunos da Escola Parque da Natureza e Esporte (EPNE), no Núcleo Bandeirante. Ao longo de 2025, cerca de 1,4 mil estudantes participaram de atividades práticas e pedagógicas voltadas à separação de resíduos e à sustentabilidade. Nesta quinta-feira (19), a escola sediou a cerimônia de encerramento da primeira etapa do projeto Sensibilização Ambiental para Separação de Resíduos. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Secretaria de Educação (SEEDF) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). A proposta alia ensino, diagnóstico técnico e práticas ambientais para estimular hábitos sustentáveis desde a infância, com potencial de expansão para outras escolas da rede pública. A ação tem como base experiências observadas no Japão, referência mundial em gestão de resíduos sólidos. O engenheiro ambiental do SLU, Gustavo Menezes, destacou que a iniciativa surgiu após servidores conhecerem, no país asiático, modelos de educação ambiental aplicados diretamente nas escolas. A primeira edição do projeto ocorreu no Centro Educacional Agrourbano Ipê do Riacho Fundo II. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Secretaria de Educação (SEEDF) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Vimos que o principal trabalho deles era com as crianças nas escolas, então buscamos trazer isso aqui para o Brasil e estamos aplicando pela segunda vez, alcançando cerca de 1,4 mil crianças. Elas vão ser nosso futuro, estão em idade de formação; e, quanto mais cedo construirmos a gestão correta dos resíduos sólidos, melhores serão os resultados. Para a maioria das pessoas, o resíduo some a partir do momento em que colocam ele na rua, mas existe uma infraestrutura por trás que é cara e tem um impacto no meio ambiente. Com esse tipo de educação, a gente pode ajudar a reduzir”, declarou. Rotina escolar Na EPNE, o projeto foi incorporado ao dia a dia dos alunos com atividades como separação correta do lixo, compostagem e instalação de minhocários. Também foi feito o levantamento da quantidade de resíduos gerados pela escola, permitindo que os estudantes compreendessem, na prática, o impacto do consumo. Segundo a vice-diretora da unidade, Fabiane de Castro Kawaguti, a escola já desenvolvia ações ambientais, mas o projeto ampliou o alcance e o engajamento dos alunos. “No começo, eles ficaram assustados ao ver quanto resíduo a gente gera. Eu acho que eles nunca pararam para pensar nisso. Depois, com as ações de implementação, eles ficaram empolgados em aprender como fazer o correto e levaram isso para casa, para mostrar aos pais que eles aprenderam”, relatou. Kawaguti afirmou que a cerimônia marca o encerramento de um ciclo, mas não o fim das ações: “A proposta é manter as práticas no cotidiano escolar e ampliar o alcance para novas turmas”. Entre os estudantes, o resultado foi de entusiasmo com as atividades e com o aprendizado aplicado no dia a dia. O aluno Nicolas Mesquita Carneiro, de 6 anos, ganhou um kit de presente do SLU ao fim do evento e destacou o que mais chamou atenção durante as aulas: “A gente aprendeu sobre colocar o lixo na lixeira certa, desenhou bichinhos e apreciou muito a natureza”. Na EPNE, o projeto foi incorporado ao dia a dia dos alunos com atividades como separação correta do lixo, compostagem e instalação de minhocários Já o estudante Heitor Vieira Silva, 8, ressaltou a importância do conteúdo aprendido para a convivência com o meio ambiente: “Eu gostei muito desse programa. Aprendi que você tem que jogar lixo no lixo, respeitar os animais e a natureza. Aprendi muito.” Cooperação internacional A coordenadora de projetos da agência, Christiane Hatano, enfatizou o papel das crianças como agentes de transformação e lembrou que a parceria com a Jica foi fundamental para a adaptação das estratégias utilizadas no Japão à realidade do Distrito Federal. “O Japão tem esse reconhecimento no manejo de resíduos sólidos, reciclagem e as cidades sempre são mais limpas. Eles viram essas realidades e como as crianças influenciavam até os adultos e puderam trazer essa ideia aqui para o Brasil e aplicar nas escolas. Trabalharam muito com a conscientização e os ‘os três erres’: reduzir, reciclar e reutilizar.” Além das atividades com os alunos, professores também participaram de ações formativas, incluindo visitas técnicas a estruturas do SLU para compreender o funcionamento da gestão de resíduos no DF. Coordenador do projeto pela SEEDF, Leonardo Hatano destacou o potencial de expansão e o sucesso do projeto desde sua primeira edição: “Esse projeto é interessante porque está investindo no futuro. Trabalhar as crianças de séries iniciais é interessante para conseguir mudar a forma de pensar, com essa responsabilidade em relação ao meio ambiente”.

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Estudantes de Santa Maria investem na preparação para o programa Pontes para o Mundo 2026

Morar e estudar em outro país parecia um sonho impossível para muitos jovens que frequentam escolas da rede pública de ensino — mas, para alguns estudantes do Distrito Federal, tornou-se realidade graças ao programa Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF), que teve a primeira edição no ano passado. A experiência vivenciada pelos alunos que participaram em 2025 inspirou outros a acreditarem que é possível um adolescente de escola pública estudar no exterior. De olho no intercâmbio internacional, Maria Eduarda, Lara Caroline, Antony Lucas e Geovana Pietra têm reforçado os estudos para participar do programa | Foto: André Amendoeira/SEEDF De olho nessa oportunidade, um grupo de alunos do Centro de Ensino Médio (CEM) 404 de Santa Maria decidiu antecipar-se e iniciar os estudos ainda neste ano, com o objetivo de cumprir parte dos pré-requisitos exigidos. E, mesmo durante as férias, os adolescentes Maria Eduarda Silva Lima, 16 anos; Lara Caroline Aires da Silva, 15; Antony Lucas Aguiar Pimentel, 16; e Geovana Pietra de Sousa Silva, 15, seguiram com a preparação. Agora, já cursando o segundo ano do ensino médio, eles compartilham mais um sonho em comum: a aprovação em todas as etapas para participar da segunda edição do programa.  Preparação Reuniões presenciais e atividades online fazem parte da programação de estudo do grupo do CEM 404 Desde que soube do programa, Geovana começou a mobilizar os amigos. “Vi que tinha a possibilidade de fazer esse intercâmbio”, conta. “Então, eu e o Antony começamos a pesquisar como o programa funciona; e, como a gente não tinha a possibilidade de ir no ano passado, pensamos em focar para conseguir ir no próximo. Começamos a chamar todo mundo, a formar o grupo de estudos”. A rotina inclui, além dos estudos individuais, reuniões presenciais e online. Antony e Lara contam que têm conseguido estudar e tirar notas acima de 7. “A gente já faz juntos os trabalhos de todas as matérias, aproveita e estuda”, explicou Lara.  A dinâmica entre eles foi organizada durante o período de recesso e férias escolares, conta Maria Eduarda: “A gente estudou inglês ao longo de toda a semana em casa, e, no final de semana, fazíamos uma videochamada para treinar a conversação e resolver exercícios”. Inspiração no primeiro grupo  No ano passado, 102 alunos estudaram por três meses no Reino Unido, na primeira edição do programa  | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF O desejo de participar de um programa como o Pontes para o Mundo permeia os pensamentos do grupo há bastante tempo. Inspirados por filmes, reportagens e histórias de outros adolescentes que tiveram a oportunidade de ter essa experiência, eles estão empolgados com a possibilidade de aprovação no processo seletivo de 2026. “Confio muito no meu potencial, estudei bastante e quero muito viver isso, porque é o meu sonho e a minha expectativa é alta. Acho que vai ser uma experiência única” Antony Pimentel, aluno do CEM 404 de Santa Maria Ao mesmo tempo em que sonham e seguem na preparação para as etapas do processo de seleção deste ano, eles tentam manter os pés no chão sem permitir, entretanto, que o medo seja um elemento paralisador. “Eu tenho um certo medo de não conseguir passar na seleção, mas não é algo que me impeça”, relata Antony.  “Confio muito no meu potencial, estudei bastante e quero muito viver isso, porque é o meu sonho e a minha expectativa é alta”, anima-se.  “Acho que vai ser uma experiência única, algo que nunca imaginei viver na minha vida, e eu posso viver durante a minha adolescência, com outros jovens com quem posso criar uma conexão muito forte, formar um novo grupo de amigos.” Torcida organizada Se depender da torcida das famílias, todos já estarão com os passaportes carimbados. A mãe de Geovana, a servidora pública Andreza Silva de Souza, é uma das entusiastas dos projetos da adolescente. Quando soube da existência do programa, foi a primeira a incentivar a filha. “Falei que é uma oportunidade ímpar, ainda mais para os estudantes da rede pública, cuja realidade torna quase impossível conseguir fazer um intercâmbio”, conta. “Aí, expliquei que é melhor ela começar a se preparar antes, porque geralmente as pessoas esperam chegar o edital, então começar antes é uma opção para aumentar as chances.” Pontes para o Mundo 2026 [LEIA_TAMBEM]A publicação do edital da segunda edição do programa está prevista para o final deste mês, e a ideia inicial é de levar 400 alunos para o intercâmbio. Em relação aos países selecionados, há possibilidade de que os participantes sejam enviados para o Reino Unido, Canadá, França e Espanha.   Os critérios de seleção deste ano devem permanecer os mesmos, sendo os principais ter idade entre 16 e 17 anos, frequência mínima de 80%, estudar na segunda série do ensino médio de alguma escola pertencente à SEEDF. Este ano, a previsão é que estudantes dos colégios militares também sejam contemplados no edital com oito vagas para cada escola. As informações a respeito de todas as etapas do programa estarão disponíveis em breve no site da SEEDF e nos demais canais oficiais de comunicação da pasta. O coordenador da primeira edição do Pontes para o Mundo, David Nogueira, avalia que a primeira edição do programa foi fundamental para consolidar o modelo da iniciativa. “Os resultados foram muito positivos, especialmente no desenvolvimento da autonomia, da maturidade e na ampliação das perspectivas acadêmicas desses jovens”, aponta.  “Para a segunda edição, nossa expectativa é aprofundar e aperfeiçoar o programa a partir das lições aprendidas”, pontua o professor. “Estamos fortalecendo a preparação pré-embarque, ampliando o acompanhamento psicológico e pedagógico dos estudantes antes e durante a experiência no exterior, e aprimorando os instrumentos de monitoramento e avaliação.”   *Com informações da Secretaria de Educação    

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PMDF realiza primeiro uso do uniforme de 1.234 alunos do Curso de Formação de Praças

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Um novo capítulo escrito com dignidade: a urbanização do Santa Luzia

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Governador Ibaneis Rocha participa de solenidade do Primeiro Uniforme do Curso de Formação de Praças XII da PMDF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, participou da solenidade de primeiro uso do uniforme da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), nesta quinta-feira (19). Ibaneis comemorou o marco, destacando que esse é o terceiro curso de formação dentro do seu governo. Segundo ele, foram mais de 5 mil nomeações desde 2019. “Eu tenho orgulho de dizer que nós temos as forças de segurança menos letais do Brasil e nós temos a melhor força de segurança do país. Nós temos homens e mulheres que dignificam essa farda que vestem com um objetivo único: defender a nossa população”, afirmou o governador. Mais de 5 mil nomeaçoes na Polícia Militar do DF desde 2019: corporação é referência nacional | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília   “Eu tenho orgulho de dizer que nós temos as forças de segurança menos letais do Brasil e nós temos a melhor força de segurança do país. Nós temos homens e mulheres que dignificam essa farda que vestem com um objetivo único: defender a nossa população” Governador Ibaneis Rocha O evento ocorreu no Centro de Policiamento Militar (Cepom), em Taguatinga Norte, com público estimado em 7 mil pessoas, entre autoridades civis e militares, além de familiares dos formandos. No discurso, o chefe do Executivo destacou a valorização das mulheres na segurança pública. “Eu nomeei as duas primeiras mulheres comandantes-gerais da história da polícia militar do Distrito Federal. Respeito às mulheres, respeito ao trabalho. Isso me orgulha muito”, disse. A cerimônia marcou o fim do período básico do Curso de Formação de Praças XII (CFP XII) — fase voltada à formação disciplinar, técnica e comportamental, com treinamento em técnicas operacionais, abordagem, uso de tecnologias, instrumentos menos letais, tiro policial e defesa pessoal. Para a comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka, a formação de novos policiais fortalece a corporação. “É uma demonstração de renovação de novas gerações. São mais 1.234 policiais que, a partir de agora, já vão estar nas ruas. A gente termina esse curso e entrega, de fato, eles às ruas do DF em agosto ou início de setembro. Mas tenho certeza que nessa primeira fase, eles já estão preparados para enfrentar a criminalidade”, garantiu Ana Paula.   Atualmente, o efetivo da Polícia Militar conta com cerca de 11.748 militares, sendo 10.003 homens e 1.745 mulheres. Nesta edição, 1.234 alunos participaram da solenidade, sendo 951 homens e 283 mulheres. Secretário Sandro Avelar, governador Ibaneis Rocha, vice-governadora Celina Leão e coronel Ana Paula Barros Habka prestigiaram o evento: números marcantes na segurança pública da capital Segundo o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, os avanços na formação dos policiais contribuem para a redução dos índices de criminalidade. “A gente tem conseguido reduzir cada vez mais os números de crimes. Nós temos orgulho de poder dizer que, no mês passado, em fevereiro, nós tivemos o menor número de homicídios de toda a história do DF”, comemorou o secretário. A programação incluiu a entrada da tropa ao som da canção do Policial Militar, leitura da ordem do dia, pronunciamentos oficiais, desfile e encerramento com a canção Fibra de Herói. Entre os formandos, o soldado Thiago da Silva Gonçalves realizou o sonho de envergar a farda, cercado pelo carinho da família. “Vai ser uma grande honra poder contribuir para a segurança pública da capital. É a realização de um sonho estar aqui com meus familiares”, disse. “O meu coração está a mil. Sinto muita satisfação e orgulho do meu filho, tão dedicado nos estudos. Sei que ele vai exercer um excelente trabalho para a população”, exaltou Luzia Gomes, mãe do soldado.

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GDF que fez: ações do governo contribuem para melhorar a vida da população em diversas áreas

O Distrito Federal vive um tempo de ação. Nos últimos anos, a população tem se deparado, diariamente, com inúmeras obras e programas feitos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para melhorar a vida daqueles que nasceram ou escolheram a capital federal para morar.   Algumas obras são mais visíveis, como os novos viadutos — 11 foram construídos desde 2019 — e o Túnel Rei Pelé, a maior obra viária deste GDF, que ajudou a desafogar o trânsito na região de Taguatinga.  Ainda na mobilidade, houve a conclusão das obras na Saída Norte, que receberam o nome de Complexo Viário Joaquim Domingos Roriz; a criação do Corredor Eixo Oeste, ligando o Sol Nascente/Pôr do Sol ao Plano Piloto; e a reconstrução do viaduto no Eixão Sul, que havia desabado em fevereiro de 2018. O Viaduto Luiz Carlos Botelho, no Sudoeste, é uma das obras entregues pelo GDF Para quem usa o transporte público, também não faltaram ações. Foram feitas, por exemplo, seis novas rodoviárias em diferentes regiões administrativas. Sem esquecer, é claro, do Vai de Graça, programa que garante tarifas gratuitas nos ônibus e no metrô aos domingos e feriados, e que tem sido sucesso entre os brasilienses: em um ano, foram quase 40 milhões de viagens. Se o assunto é infraestrutura, não há como não falar do Drenar-DF, o maior sistema de drenagem da história do Distrito Federal, que pôs fim às enchentes no início da Asa Norte. Alagamentos, aliás, que eram um problema também em Vicente Pires. Eram, no passado. Hoje, a região administrativa virou exemplo de urbanização, após investimentos de R$ 420 milhões. O Drenar-DF pôs fim às enchentes no início da Asa Norte Quem também tem virado exemplo é o Sol Nascente/Pôr do Sol. A área foi uma das quatro novas regiões administrativas criadas desde 2019. Com uma administração regional própria, vieram mais obras, sobretudo de urbanização, a exemplo da pavimentação de vias, da construção de calçadas e dos serviços para captar água da chuva e evitar alagamentos. Água, saúde e segurança Direitos fundamentais, o acesso à água, a saúde, e a segurança também receberam grandes investimentos. A crise do desabastecimento, que levou a um inédito racionamento de água no DF, ficou para trás: foram feitas diversas obras hídricas, como a construção de adutoras e a interligação de reservatórios, para garantir que esse triste episódio não voltasse a ocorrer. Na saúde, além da contratação de profissionais e das obras em unidades já existentes, estão em construção sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs) para dar uma resposta rápida às necessidades dos cidadãos, em um local próximo de suas casas. Já na segurança, o DF voltou a ter delegacias dia e noite, funcionando 24 horas por dia. Educação e cultura Cartão Material Escolar tem o objetivo de garantir a compra de itens escolares por estudantes em situação de vulnerabilidade social Na educação básica, desde 2019, foram feitas 13 novas escolas e 27 novos centros de educação da primeira infância (Cepi), onde pais e mães podem deixar os filhos pequenos com segurança enquanto trabalham. Aqueles que precisam também podem contar com uma ajuda para os gastos escolares: para eles, foram criados o Cartão Material Escolar e o Cartão Uniforme Escolar. Já no ensino superior, o DF, depois de décadas de espera, enfim, ganhou uma universidade distrital para chamar de sua. A UnDF foi criada oficialmente em 2021, a fim de democratizar o acesso a cursos de graduação e pós-graduação. A cultura, por sua vez, viu espaços fechados há anos serem reabertos e modernizados, sendo o principal deles o Teatro Nacional Claudio Santoro. O equipamento voltou a abrir as portas em dezembro de 2021, com a entrega da sala Martins Pena, cuja restauração recebeu investimento de R$ 70 milhões. Agora, já estão autorizadas as obras em outros espaços, como a sala Villa-Lobos, onde serão investidos mais R$ 268,3 milhões.  Casa, trabalho e comida no prato O sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, costumava dizer que "quem tem fome, tem pressa". É ele , aliás, quem dá nome a um selo concedido por dois anos consecutivos ao DF pelas ações de combate à insegurança alimentar. Entre essas ações, estão a construção de quatro novos restaurantes comunitários e o retorno do preço do almoço a R$ 1 nesses locais. Hoje, são, ao todo, 17 equipamentos do tipo em funcionamento, sendo que 14 oferecem café da manhã, almoço e jantar, de domingo a domingo. Para aqueles que cozinham em casa, foi criado o Cartão Gás, que oferece auxílio de R$ 100 para a compra do insumo. O GDF também tem garantido o direito à moradia para milhares de famílias. Desde 2019, foram entregues cerca de 14 mil unidades habitacionais em diferentes locais, como no Itapoã Parque, maior projeto habitacional em desenvolvimento no Brasil, premiado nacionalmente. E para quem procura o primeiro emprego ou uma nova chance, o DF também tem sido um lugar de oportunidades. Prova disso é a criação do RenovaDF. Um dos maiores programas de capacitação profissional do Brasil, ele oferece um curso e uma bolsa para auxílio financeiro para os participantes que, em troca, ajudam na recuperação de equipamentos públicos. Desde o lançamento, o Renova já formou mais de 30 mil alunos. Pessoas que só buscavam uma oportunidade e mostraram que, com dedicação, é possível fazer.

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