Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Plano Piloto na terça e na quarta-feira
O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas que estão instaladas em 16 endereços do Plano Piloto. A ação está prevista para ter início às 9h desta terça-feira (10), é coordenada pela Casa Civil e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Novacap, a Codhab, o Detran-DF, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o Conselho Tutelar. As pessoas em situação de rua receberão a oferta de diversos serviços em áreas como saúde, educação e assistência social, além de orientação sobre cuidados com animais domésticos e benefícios como deslocamento interestadual. Também será oferecido um auxílio excepcional de R$ 600 para aqueles sem condições de pagar aluguel. Vagas em abrigos, programas de qualificação profissional, como o RenovaDF, e o cadastro para unidades habitacionais também estarão disponíveis. As pessoas em situação de rua receberão a oferta de diversos serviços em áreas como saúde, educação e assistência social | Foto: Divulgação/Agência Brasília Após todo o atendimento, a DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta (SIA Trecho 4, lotes 1.380/1.420), para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. No decorrer de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido e suas demandas. Pontos de ação no Plano Piloto para terça-feira (10) e quarta-feira (11): Via de acesso à SGAN 908/909, do balão à via W5; SGAN 909 e 910, entre a quadra e o Parque Burle Marx; SGAN 913, entre o colégio Anjo da Guarda e a mesquita; SGAN 915, ao lado da escola Sagrada Família Menino Deus; SHCGN 716, entre os blocos G e H; SQNW 702/703, área verde; Setor Comercial Sul; SHCS CLS 102 Bloco A, ao lado da Drogasil; Orla da Ponte JK; SES 803, em frente à Embaixada da Venezuela; SES 807, próximo à Embaixada da Alemanha; CLS 409, ao lado do Bloco A; CLS 209, próximo ao Bloco C; Eixo Rodoviário Sul, altura da 107/108; CLS 415 Bloco D, lateral da loja 20; EQS 214/215, próximo à Escola Parque da 214 Sul. *Com informações da DF Legal
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Detran-DF flagra 63 condutores alcoolizados no fim de semana
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Fim de semana teve 63 condutores flagrados alcoolizados
Entre sexta-feira (6) e domingo (8), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) promoveu ações de fiscalização nas regiões de Brazlândia, Paranoá, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Taguatinga. Blitz no Túnel Rei Pelé, em Taguatinga: fiscalização segue rigorosa também nos fins de semana | Foto: Divulgação/Detran-DF Durante as operações, 324 condutores foram abordados, tendo sido registradas 154 infrações. Foram 63 motoristas autuados por dirigir sob a influência de álcool e 22 por conduzir veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As equipes também registraram 15 autuações por escapamento irregular e outras 54 por infrações diversas. Crimes de trânsito No sábado (7), durante patrulhamento no Recanto das Emas, agentes do Detran-DF flagraram um veículo Fiat Mobi circulando em alta velocidade, fazendo manobras em zigue-zague e ultrapassagens perigosas. Durante a abordagem foi constatado que o condutor não possuía habilitação e que a direção do veículo havia sido entregue a ele pelo passageiro, proprietário do automóvel. O motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que registrou 0,35 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, configurando crime de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Os agentes constataram ainda que o último licenciamento do veículo é de 2020. Além das autuações administrativas, o condutor e o passageiro foram encaminhados à 27ª Delegacia de Polícia. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o CTB, dirigir após o consumo de álcool é uma infração gravíssima, com multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por um ano. Quando constatada a concentração igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, a conduta é considerada crime, com pena prevista de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Entregar a direção do veículo a pessoa não habilitada também é infração gravíssima, com penalidade de multa de R$ 880,41 e sete pontos na CNH. Além disso, permitir, confiar ou entregar a direção a pessoa não habilitada ou sem condições de conduzir o veículo com segurança — por seu estado de saúde, física ou mental, ou por embriaguez — configura crime de trânsito, com pena de detenção de seis meses a um ano, ou multa. *Com informações do Detran-DF
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Rede de Hortos Agroflorestais do DF recebe visita de órgão da ONU
A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos (RHAMB) do Distrito Federal, instalada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, na Vila Planalto, recebeu a visita de um organismo internacional na última quinta-feira (5). Em meio à 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (Larc 39), a iniciativa da Secretaria de Saúde (SES-DF) despertou o interesse de autoridades estrangeiras. Marcos Trajano, gerente de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde: "A rede de hortos é a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo" | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O serviço da rede pública é reconhecido como uma experiência bem-sucedida na área de segurança alimentar e nutricional. Segundo a vice-presidente do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), Jhenifer Mojica, e a secretária do CSA, Chiara Cirulli, os hortos eram justamente o exemplo que procuravam para apresentar ao mundo. "Estamos buscando ser mais concretos em nossas propostas. Por isso, queremos exemplos que mostrem que as recomendações de políticas não são abstratas, mas sim ações que já existem e que podem ser replicadas", afirma Cirulli. [LEIA_TAMBEM]A 39ª edição da Conferência Regional da FAO ocorreu ao longo da semana, entre os dias 2 e 6 de março, no Palácio do Itamaraty. O CSA é a principal plataforma internacional e intergovernamental na área de segurança alimentar e nutrição, responsável por desenvolver e endossar recomendações científicas e orientações políticas. Projeção internacional Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da SES-DF, Marcos Trajano, o interesse demonstrado pelo órgão da FAO representa mais do que o reconhecimento da RHAMB como uma prática bem-sucedida: "É a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo". A RHAMB foi instituída por meio da Portaria nº 137, de 15 de abril de 2025. A iniciativa promove o cultivo comunitário de plantas para a melhoria dos serviços de saúde e o bem-estar das comunidades atendidas. O monitoramento é de responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis). Desde 2018, já foram implementadas quase 40 unidades e capacitados mais de cem profissionais da rede pública do DF. A expansão é fruto de parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Mulheres são maioria no serviço público do DF e ampliam presença na liderança do governo
As mulheres são maioria no serviço público do Distrito Federal. Elas representam 54,62% dos servidores efetivos do Governo do Distrito Federal (GDF): 66.459 profissionais em um universo de 121.679 servidores. A presença feminina também avança em cargos de liderança e na formulação de políticas públicas. Além de predominar na força de trabalho do governo, as mulheres também ampliam presença em postos estratégicos da gestão pública. Das 33 secretarias de Estado do DF, seis são ocupadas por mulheres no primeiro escalão da administração, incluindo a vice-governadora Celina Leão e cinco secretárias de Estado, o equivalente a cerca de 18% das posições nesse nível da estrutura governamental. Para a vice-governadora Celina Leão, promover o desenvolvimento das mulheres não é apenas uma pauta social. “É uma agenda estratégica de crescimento, de competitividade e de futuro para o país. Quando ampliamos oportunidades para as mulheres, fortalecemos a economia, impulsionamos a inovação e construímos uma sociedade mais justa. As mulheres não estão pedindo espaço. Estão demonstrando todos os dias que sabem ocupá-lo com competência, coragem, sensibilidade e responsabilidade. A presença feminina nos espaços de decisão amplia o olhar sobre os desafios e torna as escolhas públicas mais humanas, mais eficientes e mais conectadas com a realidade das pessoas”, afirma. Para a vice-governadora Celina Leão, promover o desenvolvimento das mulheres não é apenas uma pauta social. “É uma agenda estratégica de crescimento" | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A participação feminina também aparece nas administrações regionais. Atualmente, cinco das 35 regiões administrativas do DF são comandadas por mulheres, cerca de 14% das chefias locais da estrutura governamental. Presença majoritária em áreas estratégicas Em áreas essenciais da administração pública, como educação, saúde e assistência social, a presença feminina é ainda mais expressiva. Na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), as mulheres representam 68,51% do quadro de servidores: 22.431 profissionais entre os 32.742 trabalhadores da pasta. Nos cargos comissionados da secretaria, a participação feminina também é majoritária. Das 4.474 funções de gestão, 2.977 são ocupadas por mulheres, o equivalente a 66,54% do total. A maior concentração feminina está em cargos de supervisão, vice-direção, direção e chefia de secretaria. Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, tantas mulheres em posições de liderança na educação pública do Distrito Federal são motivo de orgulho. “São profissionais que conduzem a gestão com sensibilidade, dedicação e competência, transformando, dia após dia, a realidade das nossas escolas”, afirma. Na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), a participação feminina também se consolidou nos últimos anos. As mulheres representam 62,8% do quadro de servidores da pasta: 1.113 profissionais entre 1.771 trabalhadores. Entre os cargos de chefia, elas ocupam 60,5% das funções de liderança, com 178 mulheres em 294 postos. Segundo a secretária Ana Paula Marra, ampliar a presença feminina na gestão fortalece a qualidade das políticas públicas. “Quando uma mulher ocupa um cargo de liderança, ela não sobe sozinha. Ela leva consigo repertório, escuta, vivência e compromisso com quem está na base”, afirma. Segundo a secretária de Desenvolvimento Social Ana Paula Marra, ampliar a presença feminina na gestão fortalece a qualidade das políticas públicas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A presença feminina também cresce em áreas tradicionalmente ocupadas por homens. Na segurança pública, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka, enquanto as mulheres representam cerca de 15% do efetivo da corporação. Na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a participação feminina também aumenta. Hoje, as mulheres correspondem a cerca de 30% do efetivo, ocupando funções como delegadas, peritas e papiloscopistas. O movimento também aparece em áreas ligadas à inovação e gestão pública. Na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, as três subsecretarias são ocupadas por mulheres, responsáveis por áreas como administração, desenvolvimento tecnológico e inclusão digital. A presença feminina também cresce em áreas tradicionalmente ocupadas por homens. Na segurança pública, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Formação e qualificação O protagonismo feminino também aparece na qualificação do serviço público. Na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), cerca de 70% dos servidores atendidos nos programas de capacitação são mulheres. Para a diretora-executiva da instituição, Juliana Tolentino, o dado reflete a crescente participação feminina na formação da administração pública. “Sob a direção de mulheres, a Escola de Governo consolida um modelo de gestão orientado por competência técnica, sensibilidade social e compromisso com a equidade”, afirma. A ampliação da presença feminina no serviço público do Distrito Federal reflete mudanças graduais na gestão pública e maior diversidade na tomada de decisões. Com presença crescente em diferentes áreas da administração, as mulheres participam diretamente da formulação e execução de políticas públicas que impactam a vida da população do DF.
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DF registra prisão de um agressor por violência doméstica a cada uma hora e meia
Estudo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) aponta que, em média, um agressor foi preso a cada uma hora e meia no Distrito Federal por crimes de violência doméstica. O relatório detalhado refere-se ao período de 2025 e mostra que 5.588 agressores foram presos. Os dados foram analisados pela Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), da SSP-DF, e revelam também características importantes das ocorrências, como os períodos de maior incidência dos crimes, o perfil das vítimas e dos autores, além dos índices de reincidência. No mesmo período, foram registradas 23.066 ocorrências de agressões contra mulheres no DF. O estudo refere-se ao ano de 2025, comparado com 2024. Para a vice-governadora Celina Leão, compreender a dinâmica desses crimes é essencial para fortalecer as políticas públicas de proteção e incentivar a denúncia de agressões. “O estudo detalhado do perfil das vítimas e dos agressores tem sido uma ferramenta fundamental para aperfeiçoar as políticas de proteção às mulheres no Distrito Federal. A partir dessas análises, conseguimos compreender melhor como a violência acontece, identificar padrões e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Para que esse trabalho seja efetivo, a denúncia é um passo indispensável. É por meio dela que as forças de segurança conseguem agir, investigar e prender os agressores, interrompendo o ciclo de violência e assegurando que os responsáveis sejam levados à justiça”, afirma a vice-governadora Celina Leão. Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, o enfrentamento à violência contra a mulher é tratado como prioridade estratégica na política de segurança pública do Distrito Federal. “Nossas ações são baseadas em dados, em evidências. Com isso, conseguimos compreender melhor as circunstâncias em que esses crimes ocorrem e podemos atuar para proteger essas mulheres e prender os agressores que insistem nessa prática. Nosso trabalho envolve ações integradas voltadas tanto à redução da violência quanto ao fortalecimento da proteção às vítimas.” A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca que o enfrentamento à violência exige uma atuação articulada entre diferentes áreas do governo e uma rede de acolhimento estruturada. "A rápida atuação é essencial para que a rede de proteção às mulheres seja cada vez mais eficaz no combate à criminalidade e no fortalecimento das ações de prevenção à violência doméstica". O relatório detalhado refere-se ao período de 2025 e mostra que 5.588 agressores foram presos | Fotos: Divulgação/SSP-DF Dinâmica da violência A análise dos registros mostra que os finais de semana concentram um maior número de ocorrências, sendo responsáveis por 36% dos casos, principalmente durante o período da noite. O domingo se destaca e concentra 19% dos casos. Outro dado relevante é que a grande maioria dos episódios de violência ocorre dentro das próprias residências. No período, 69,4% das ocorrências foram registradas no ambiente doméstico, o que evidencia o caráter íntimo e, muitas vezes, silencioso desse tipo de crime. Os registros também indicam que a violência física esteve presente em 29,3% das ocorrências. A violência psicológica prevaleceu em 77% dos casos. Perfil das vítimas e autores Os dados mostram que a violência doméstica atinge mulheres de todas as idades, mas há maior concentração entre as mais jovens. Mulheres entre 18 e 29 anos representam 32,3% das vítimas, sendo que 30,9% dos registros envolvem mulheres na faixa de 30 a 39 anos. O estudo mostra, ainda, que todas as ocorrências tiveram autoria identificada, resultando em 20.160 autores distintos. No conjunto dessas investigações, a maioria absoluta das ocorrências elucidadas — 89,5% (18.036 casos) — apresenta agressores do sexo masculino, enquanto, em 10,5% (2.124 casos), foram identificadas agressoras do sexo feminino como sujeitas ativas dos crimes. Outro ponto identificado pelo levantamento é a recorrência dos casos. Durante o período analisado, em 2025, dos 23.066 registros de violência doméstica ou familiar, foram identificadas 20.572 vítimas do sexo feminino, sendo que 2.628 dessas ofendidas registraram dois ou mais registros ao longo do ano, o que representa 12,8% do grupo analisado. Esse dado evidencia a persistência da violência para uma parcela significativa das vítimas, indicando situações de maior vulnerabilidade e recorrência para esse grupo específico. Os dados mostram que a violência doméstica atinge mulheres de todas as idades, mas há maior concentração entre as mais jovens Denúncia é fundamental A denúncia continua a ser instrumento essencial para interromper ciclos de violência e garantir proteção às vítimas. No Distrito Federal, além das delegacias circunscricionais e das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam I e Deam II), também é possível registrar ocorrências por meio da plataforma Maria da Penha Online, que permite, inclusive, solicitar medidas protetivas de urgência. Por meio da plataforma, também é possível preencher o questionário de avaliação de risco, representar contra o autor da violência, solicitar acolhimento em Casa Abrigo, autorizar intimações por meios tecnológicos e anexar documentos, vídeos e imagens. Avelar reforça que a participação da sociedade é fundamental. “Esta é uma luta que envolve toda a sociedade. É essencial que a população denuncie qualquer situação de violência para que possamos agir rapidamente na proteção das vítimas.” As denúncias podem ser feitas à Polícia Civil do DF pela denúncia online, pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br, pelo telefone 197 (opção zero) ou pelo WhatsApp (61) 98626-1197. Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Medida protetiva No período objeto da análise, o Distrito Federal apontou um aumento de 17,3% nos casos de descumprimento de medida protetiva deferida judicialmente, o que reforça a importância dos programas de proteção da SSP-DF: o Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa. Os instrumentos são estratégicos para a política de proteção da SSP-DF e utilizam tecnologia de georreferenciamento. No caso do DPP, a vítima recebe um dispositivo de alerta e o agressor passa a usar tornozeleira eletrônica. Quando há violação da área de exclusão determinada judicialmente, o sistema emite alerta imediato e aciona as forças de segurança. Atualmente, 627 pessoas são monitoradas ativamente, sendo 553 vítimas e 74 agressores, pela diretoria. Já o Viva Flor permite que a mulher acione rapidamente a rede de proteção diante de qualquer situação de ameaça ou risco. Atualmente, o Viva Flor atende 1.734 mulheres em todo o Distrito Federal. Em agosto de 2025, o Programa Viva Flor passou a ser implementado também em delegacias circunscricionais. O projeto já funcionava em caráter piloto nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) localizadas na Asa Sul e na Ceilândia e passou a atender também nas delegacias do Paranoá, Planaltina, Gama, Santa Maria e Brazlândia. A escolha das unidades levou em conta os dados de incidência de violência doméstica das regiões e a necessidade de oferecer resposta rápida às vítimas. Rede de proteção O enfrentamento à violência contra a mulher no DF também envolve uma rede integrada de atendimento e proteção, coordenada pelo Governo do Distrito Federal. Entre os serviços disponíveis estão a Casa da Mulher Brasileira, os Espaços Acolher, os Centros Especializados de Atendimento e Proteção à Mulher e os comitês de proteção à mulher distribuídos nas regiões administrativas. A rede também oferece mecanismos de apoio social às vítimas, como o Aluguel Social para mulheres em situação de violência e o programa Acolher Eles e Elas, que garante assistência financeira a órfãos do feminicídio. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
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Desfile Tecidas de Histórias dá visibilidade a mulheres que reconstruíram suas trajetórias
O desfile Tecidas de Histórias transformou a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em um palco de protagonismo feminino nessa sexta-feira (6). A iniciativa integrou a programação da campanha Março Mais Mulher 2026, da Secretaria da Mulher (SMDF), e reuniu mulheres atendidas pelos Comitês de Proteção à Mulher para celebrar trajetórias de superação, fortalecer a autoestima e reafirmar a autonomia feminina. Ao todo, 25 mulheres assistidas pelos Comitês de Proteção à Mulher participaram da iniciativa e desfilaram na passarela. Mais do que uma apresentação, o momento simbolizou uma manifestação de superação e fortalecimento pessoal, resultado do acolhimento e do acompanhamento oferecidos pelos comitês. A participação marcou a reconstrução de trajetórias e evidenciou a força de mulheres que encontraram na rede de proteção o suporte necessário para recomeçar. A rede de apoio também tem ampliado o alcance do atendimento às mulheres no Distrito Federal. Apenas nos dois primeiros meses deste ano, os Comitês de Proteção à Mulher registraram 446 atendimentos. Criadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), as estruturas integram a política pública de fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Para a vice-governadora Celina Leão, o desfile representa uma ferramenta de empoderamento e autoexpressão dentro das ações do Março Mais Mulher 2026. “O nosso trabalho é contínuo para transformar o DF no melhor lugar para se nascer menina e crescer mulher. Ações como esta reforçam a eficiência das políticas públicas no atendimento integral às mulheres.” Implantados nas regiões administrativas e vinculados à Secretaria da Mulher (SMDF), os Comitês de Proteção à Mulher funcionam como pontos de acolhimento, orientação e encaminhamento de casos de violência doméstica e familiar. Entre as participantes do desfile, Laureci Alves, 47 anos, mãe de dois filhos, compartilhou parte de sua trajetória após viver por 11 anos em um ciclo de violência: “Esse momento é libertador. Conseguir sair desse ciclo, me sentir linda, feliz, acolhida e determinada a não passar mais pelo que passei”, afirmou. A iniciativa também reforça o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Mulher (SMDF) no fortalecimento da rede de proteção e acolhimento às mulheres no Distrito Federal. Por meio de ações integradas e da atuação dos Comitês de Proteção à Mulher nas regiões administrativas, a pasta tem ampliado o acesso ao atendimento, à orientação e ao suporte necessário para mulheres que buscam romper ciclos de violência e reconstruir suas trajetórias. Ao todo, 25 mulheres assistidas pelos Comitês de Proteção à Mulher participaram da iniciativa e desfilaram na passarela | Foto: Divulgação/SMDF Para a secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, o desfile representa mais do que um momento simbólico: é a demonstração de que o trabalho da rede de proteção tem transformado vidas. “Cada mulher que atravessa essa passarela carrega uma história de coragem e reconstrução. Os Comitês de Proteção à Mulher foram criados justamente para garantir acolhimento, orientação e acompanhamento a quem precisa romper ciclos de violência”, afirmou. A secretária também destacou que iniciativas como o desfile reforçam a importância das políticas públicas voltadas à proteção e ao fortalecimento das mulheres no Distrito Federal. “Ver essas mulheres hoje, confiantes e celebrando suas trajetórias, mostra que o acolhimento e o suporte oferecidos pela rede fazem a diferença. Nosso compromisso é continuar ampliando esse atendimento para que cada vez mais mulheres encontrem apoio para recomeçar”, destacou a secretária. Visibilidade e propósito de vida O desfile também se destacou como uma ação estratégica de política pública voltada ao fortalecimento e à valorização das mulheres. A passarela foi ocupada por mulheres assistidas pelos Comitês de Proteção à Mulher, muitas delas vítimas de violência, além de convidadas especiais. Cada entrada representou mais do que um momento estético: simbolizou identidade, pertencimento e o reconhecimento de trajetórias marcadas pela superação. A subsecretária de Proteção à Mulher, Luana Maia, destacou que o evento promove a igualdade de gênero e evidencia histórias de recomeço. “Essas mulheres passaram por situações muito difíceis. Muitas foram vítimas de violência, mas decidiram dar a volta por cima e reescrever suas trajetórias com força e determinação. Elas merecem estar aqui e estão prontas para conquistar seus sonhos e ser felizes novamente”, afirmou. Na passarela, foram apresentadas coleções assinadas pelo estilista Fernando Cardoso e pela Estilosa Boutique. O evento contou com o apoio da Agência Sprint, do Correio Braziliense, da Publicidade e Marketing, da 3M Casting e da Purble Acervo, parceiros que contribuíram para a realização da iniciativa e para a valorização do protagonismo feminino. Mais do que um desfile, o Tecidas de Histórias reafirmou o protagonismo feminino e evidenciou o impacto das políticas públicas voltadas à proteção, ao acolhimento e à valorização das mulheres no Distrito Federal. *Com informações da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF)
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Empoderamento feminino: diversidade marca cargos estratégicos na TCB
Quando chegou à Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), em 2019, Maria Cecília Martins encontrou um cenário comum no setor: nas reuniões de gestão, era a única mulher. “Quando entrei, ainda como assessora jurídica, a diretoria e o conselho de administração eram compostos exclusivamente por homens”, lembra. A TCB, fundada em 8 de maio de 1961, já tinha tradição de inovação: nos anos 1970, foi considerada modelo nacional e pioneira na implementação do câmbio automático em seus veículos. Essa tradição de pioneirismo também passou a se refletir na ampliação da liderança feminina ao longo dos anos. Na TCB, Maria Cecília passou por diferentes funções, de gerente de projetos especiais a chefe de gabinete, até assumir a presidência, em maio de 2025. “Ter recebido a confiança do governador para dirigir uma empresa de um setor historicamente masculino revela uma visão contemporânea de gestão pública, baseada em mérito e credibilidade”, reconhece. Segundo ela, essa mudança também está presente no cotidiano da empresa. Hoje, dois dos três principais cargos da alta direção são ocupados por mulheres — a diretora-presidente e a diretora técnica. Na TCB, Maria Cecília passou por diferentes funções, de gerente de projetos especiais a chefe de gabinete, até assumir a presidência, em maio de 2025 | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Pela primeira vez, todos os contratos da empresa são assinados por mulheres. Foi o chefe do jurídico quem chamou minha atenção para esse fato, e foi um momento de orgulho. A TCB se tornou um espaço em que as mulheres ocupam posições de liderança com naturalidade e competência”, comemora Maria Cecília Martins. A diretoria técnica, ocupada por Lilian Carolina Borges, também desempenha papel estratégico na condução da empresa. “A presença feminina em uma área historicamente masculina reafirma que a gestão técnica se sustenta na competência e no preparo”, ressalta. Outro destaque é o Conselho Fiscal formado totalmente por mulheres. O colegiado é responsável por acompanhar e fiscalizar a gestão econômico-financeira da empresa. “É a abertura de um caminho concreto para que outras mulheres ocupem espaços de decisão e controle, sempre com base em competência técnica e independência”, destaca a conselheira-presidente Ivanise Machado. Mulheres no volante A presença feminina na empresa vai além dos gabinetes. No transporte escolar supervisionado pela TCB, há equipes com motoristas, monitoras e gestoras formadas exclusivamente por mulheres, graças ao projeto Mulheres no Volante. “Decidimos valorizar as profissionais e mostrar que as mulheres têm plena capacidade técnica e emocional para atuar no transporte. Ver mulheres na presidência e na diretoria é inspirador — mostra que podemos estar tanto na operação quanto na gestão”, explica a gerente administrativa, Mozzana Araújo. Para a diretora-presidente, a experiência da TCB mostra que mulheres podem ocupar espaços estratégicos com firmeza, sensibilidade e alegria. “Para as mulheres fora da empresa, a mensagem é de encorajamento. Ocupação de espaços estratégicos exige preparo, constância e coragem, mas não precisa significar isolamento ou endurecimento”, finaliza Maria Cecília Martins.
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Mulheres são 13% dos condutores envolvidos em sinistros fatais no DF
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Acesso à Escola Classe Jardim dos Ipês, em Arapoanga, é asfaltado com investimento de R$ 1,1 milhão
A rotina de estudantes, pais e funcionários da Escola Classe Jardim dos Ipês, em Arapoanga, não mais terá os sacolejos do ônibus, os riscos de acidentes pelos buracos, a lama e a poeira. Isso porque a estrada de 800 metros que leva à unidade acaba de ser asfaltada por meio do programa Caminho das Escolas, do Governo do Distrito Federal (GDF). A obra, que contou com investimento de R$ 1,1 milhão, foi entregue neste sábado (7), em cerimônia com presença do governador Ibaneis Rocha. “Esse é um dos programas mais bonitos que temos. Ele foi criado no início do primeiro governo, em 2019, com o objetivo de dar mais qualidade de vida para todas essas pessoas que moram e estudam nas regiões rurais. E é isso que a gente vê aqui, famílias e funcionários beneficiados com uma estrada asfaltada e crianças indo à escola com a qualidade e o conforto que merecem”, afirmou o chefe do Executivo. Para a vice-governadora Celina Leão, o GDF tem um olhar diferenciado para o campo. “As pessoas que querem se fixar no campo, elas precisam de ter acesso à educação. O campo hoje no Distrito Federal conta com investimento em insumos, maquinário, canais de irrigação e treinamentos. A gente agora também faz esse trabalho com a educação, que para mim é prioridade. Você trazer uma escola com qualidade para que as pessoas possam ter acesso a esse ensino em lugares um pouco mais remotos. A gente fica muito feliz de entregar para a pessoa do campo uma escola de qualidade, com dignidade, que é o asfalto até a porta da escola”, afirmou. A obra, que contou com investimento de R$ 1,1 milhão, foi entregue neste sábado (7), em cerimônia com presença do governador Ibaneis Rocha | Foto: Renato Alves/Agência Brasília A pavimentação do trecho de cerca de 800 metros vai beneficiar, além dos funcionários, as famílias das 115 crianças que estudam no local. "O Caminho das Escolas, se eu tiver que definir uma palavra, é dignidade. Porque o estudante chega limpinho, as monitoras estão felizes porque ficavam cheias de poeira, os motoristas, os donos dos ônibus porque atolavam, quebravam. Então, é ganho para todos, é dignidade. Esse é um governo que dá dignidade aos estudantes", enfatiza a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Que o diga a pequena Evellyn Silva, 10 anos, aluna do 5º ano. "Antes, quando não tinha asfalto, o ônibus balançava muito, às vezes a gente ficava um pouco tonto. Também demorava para chegar, porque tinha vários buracos e, quando chovia, era difícil ir por causa do barro. Agora, com o asfalto novo, a gente vai bem mais rápido, não fica balançando e não atrasa quando tem chuva", elenca. Avó de Evellyn, a cozinheira Michele Alves, 48, acompanhou bem a transformação que a escola passou. "No tempo dos meus filhos, eles sofreram muito, porque iam a pé ou de carroça, não tinha transporte. Hoje tem o ônibus e o asfalto, que foi uma coisa que meus filhos não tiveram no passado. Tinha que botar sacola no pé para poder chegar limpo na escola, totalmente diferente do que minha neta tem hoje. Agora ela está em um mar de rosas", resume. Estudantes do 5º e do 2º ano, respectivamente, os irmãos Miguel, 10, e Isabella Leal, 7, são outros que também vão viver esse "mar de rosas". "É bom ter o asfalto, antes era difícil chegar, o ônibus demorava. Eu tossia bastante, espirrava, porque eu tenho crise de asma e de vez em quando eu ficava ruim", lembra Miguel. "O ônibus balançava muito e entrava muita poeira, dava agonia, entrava poeira nos olhos. Agora não fica mais", emenda Isabella. Mãe dos dois, a orientadora educacional Cristiane Leal, reforça o discurso e ainda acrescenta uma outra questão, a da segurança que uma pista asfaltada traz: "Fico em paz sabendo que meus filhos vão poder ir e voltar bem". Programa O Caminho das Escolas nasceu para reduzir o tempo de deslocamento e facilitar o transporte escolar. Além disso, o acesso asfaltado minimiza os transtornos causados por poeira e lama, e promove melhores condições para a população. Desde a criação do programa, em 2019, já foram pavimentados mais de 50 quilômetros, com investimento superior a R$ 41 milhões. Em 2025, nove escolas foram atendidas, com mais 20 quilômetros de vias e aproximadamente R$ 27,8 milhões em investimentos.
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Quinhentas famílias do Arapoanga recebem escrituras de moradia neste sábado (7)
O governador Ibaneis Rocha entregou, neste sábado (7), 500 escrituras a moradores de Arapoanga, em Planaltina, em mais uma etapa do programa Regulariza DF. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) emitiu 6.419 títulos e documentos de regularização fundiária. A cerimônia foi na Quadra 12 de Arapoanga, onde também está instalada a Carreta da Regularização, estrutura itinerante utilizada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) para atendimento à população e recebimento da documentação necessária à titulação dos imóveis. Na solenidade, o governador destacou que a regularização da área encerra um processo iniciado há décadas. “Eu conheço Arapoanga há mais de 30 anos. Quando essa ocupação começou, não havia ruas, documentação ou qualquer estrutura. Hoje temos a oportunidade de entregar as escrituras e garantir segurança jurídica às famílias que construíram suas casas aqui ao longo desse tempo”, afirmou. Segundo ele, o processo exigiu medidas administrativas e legislativas para permitir a titulação. “O governo desapropriou a área e levou o projeto para aprovação na Câmara Legislativa, que previa isenção aos moradores de débitos de IPTU e do imposto de transferência. Isso possibilitou que essas escrituras fossem entregues de forma gratuita. O trabalho continua. Ao final do processo, mais de 8 mil escrituras serão entregues aqui. Nosso governo tem trabalhado para ampliar o acesso à moradia e garantir tranquilidade às famílias”, defendeu Ibaneis Rocha. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) emitiu 6.419 títulos e documentos de regularização fundiária | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília A vice-governadora Celina Leão ressaltou que a titulação também consolida o reconhecimento da cidade. “Durante muitos anos, Arapoanga foi tratada apenas como um bairro. Hoje é uma cidade reconhecida, que recebe investimentos e melhorias. A escritura representa segurança para as famílias que vivem aqui”, afirmou. De acordo com o diretor-presidente da Codhab-DF, Marcelo Fagundes Gomide, a entrega marca o início da titulação definitiva dos imóveis. “Ao todo, cerca de 2.800 imóveis da região passarão pelo processo de regularização”, explicou. Para quem recebe até cinco salários mínimos tem a regularização feita gratuitamente. Além disso, houve perdão dos débitos de IPTU acumulados ao longo dos anos. Já para aqueles que têm renda acima desse limite, há descontos progressivos. Atendimento em Arapoanga Na região, a coleta de documentos e o atendimento aos moradores ocorreram com apoio da Carreta da Regularização, programa itinerante da Codhab voltado à orientação da população e à abertura dos processos de titulação. Para quem recebe até cinco salários mínimos tem a regularização feita gratuitamente A estrutura possui oito guichês de atendimento, instalações acessíveis e funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, além de atendimento aos sábados pela manhã. O investimento na iniciativa é de R$ 4,58 milhões para 12 meses de operação. A carreta já passou por regiões como São Sebastião, Brazlândia, Riacho Fundo II, Gama, Samambaia, Vila Planalto, Candangolândia, Planaltina e Setor Primavera. Somente no Arapoanga, os atendimentos ocorreram em diferentes períodos entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, permitindo a entrega de documentos e o avanço das etapas da regularização. Vida nova Entre os beneficiados está a dona de casa Nessi Gomes Ribeiro, de 58 anos, moradora da região há 25 anos. “Eu construí minha casa do nada e esperei 25 anos por esse documento. Hoje estou muito feliz. Agora posso dizer que sou proprietária da minha casa”, contou. Segundo ela, a escritura traz segurança para a família e abre espaço para melhorias no imóvel. “Eu sempre quis ampliar a casa, fazer reformas, mas tinha medo porque não tinha documento. Agora posso fazer isso com tranquilidade.” Outra moradora beneficiada foi Auricélia Pereira da Cruz, de 42 anos, que vive na região desde 1998. “É uma alegria muito grande ter a escritura do imóvel. A gente vive muito tempo na incerteza, sem saber o que pode acontecer. Agora é um alívio. Agora vamos poder reformar e organizar a casa do nosso jeito. É uma conquista muito importante para a família”, acrescentou. As escrituras entregues neste sábado representam a etapa final de um trabalho iniciado com a convocação dos moradores pela Codhab e a organização da documentação necessária para a titulação dos imóveis. A ação integra um conjunto mais amplo de iniciativas do governo. Desde 2019, o Distrito Federal emitiu 6.419 títulos e documentos de regularização fundiária. A Carreta da Regularização já registrou 24.649 atendimentos em diferentes regiões administrativas. O projeto itinerante recebeu investimento de R$ 4,58 milhões para 12 meses de operação. Outras formas de regularização Além da titulação de imóveis urbanos, o governo também atua na regularização de ocupações em áreas públicas e rurais por meio de instrumentos como a Concessão de Direito de Uso (CDU) e a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU). Esses mecanismos permitem formalizar a ocupação e garantir segurança jurídica para moradores, produtores e empreendedores enquanto o processo definitivo é conduzido pelos órgãos responsáveis.
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Mulheres são minoria dos condutores envolvidos em sinistros fatais no DF
No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal divulga um estudo sobre a mulher no trânsito. Os dados apontam que, mesmo as mulheres (765.096) representando 42% do total de condutores habilitados (1.824.467) no DF, elas estiveram presentes em 13% do total de ocorrências fatais de 2025. Entre os 404 condutores envolvidos em sinistros com morte, 53 eram mulheres, 332 homens e 19 não tiveram o sexo identificado. Por outro lado, observa-se que houve um crescimento de 54% na quantidade de mulheres que perderam a vida em decorrência de sinistro de trânsito, passando de 33 em 2024 para 51 em 2025. “Apesar de figurar como minoria entre as vítimas, assusta-nos esse aumento. A mulher sempre foi exemplo de cuidado e respeito às regras de circulação, tanto como condutoras como em outros papéis no trânsito. No último ano, por exemplo, tivemos 12 motociclistas mortas, enquanto no ano anterior nenhuma motociclista tinha perdido a vida no trânsito. Esses dados vão nos ajudar a redirecionar nossas ações educativas voltadas para esse público específico”, explica o diretor-geral, Marcu Bellini. Entre os 404 condutores envolvidos em sinistros com morte, 53 eram mulheres, 332 homens e 19 não tiveram o sexo identificado | Foto: Divulgação/Detran-DF A presença da mulher entre as vítimas fatais (que representou 14% das 229 mortes em 2024) passou para 19% das 271 mortes de 2025. Enquanto em 2025 morreram 12 motociclistas do sexo feminino, em 2024 não havia morrido nenhuma. Por outro lado, em 2024 tinham morrido duas ciclistas e neste ano não houve morte de ciclista do sexo feminino. Perfil das vítimas Entre as 51 mulheres vitimadas, 21 eram pedestres, 10 passageiras e 20 condutoras, sendo a maioria motociclistas (12). O tipo de sinistro que mais vitimou as mulheres em 2025 foi o atropelamento, registrando um aumento de 47% em relação a 2024, quando morreram 15 pedestres do sexo feminino. Outra novidade em 2025 foi o registro de cinco condutoras sem habilitação e uma cuja habilitação não era adequada para a categoria de veículo conduzida. Apenas 14 das 20 mortas eram habilitadas. Em 2024, não houve nenhum registro do tipo. Local do sinistro Quanto ao local do sinistro, 20 mulheres morreram em vias urbanas e 31 em rodovias distritais e federais. As vias urbanas com maior quantidade de óbitos foram a Avenida Recanto das Emas e a Avenida Central do Gama, ambas com duas mortes cada. Entre as regiões administrativas, Plano Piloto se destacou com cinco ocorrências. Taguatinga, Recanto das Emas e Ceilândia registraram dois óbitos cada. Nas rodovias, a maior parte das ocorrências foram registradas na DF-001 (EPCT) com seis casos e três na BR 020. *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)
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GDF e Senado firmam acordo para formação de professores em educação cidadã
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) firmou, nesta sexta-feira (6), na sede da SEEDF, o Acordo de Cooperação com o Senado Federal para implantar a Oficina Legislativa em toda a rede pública de ensino. O projeto visa a capacitar os profissionais da educação para levarem a vivência democrática e o aprendizado prático de cidadania para dentro da sala de aula. Estiveram presentes na reunião a secretária de Estado de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, a subsecretária de Educação Básica, Iêdes Braga, a diretora da Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), Linair Moura, além de representantes das Diretorias de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, da Diretoria da Educação de Jovens e Adultos e da Diretoria de Modalidades Especiais. Do Senado Federal, marcaram presença a diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, o secretário-geral da Mesa, Danilo Aguiar, o diretor da Secretaria de Comissões, Marcos Melo, o coordenador-geral do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), Nilo dos Santos, e o coordenador do programa e-Cidadania, idealizador do projeto Oficina Legislativa e ex-aluno da rede pública do DF, Alisson Bruno. A Secretaria de Educação do Distrito Federal e o Senado Federal assinam o Acordo de Cooperação para a oferta do projeto Oficina Legislativa | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Prevista para iniciar no primeiro semestre de 2026, a Oficina Legislativa tem como objetivo capacitar os docentes a transformar as respectivas aulas e incentivar os estudantes a pensar em soluções para os problemas do cotidiano que afetam a população. A iniciativa busca auxiliar os professores na preparação dos jovens para o debate cívico e respeitoso, bem como estimular o desenvolvimento do senso crítico. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, agradeceu a parceria e abordou alguns programas que já fazem parte do cotidiano da rede pública. “A Secretaria preza muito pelas parcerias, pois ninguém faz educação sozinho. Nós sabemos que para construir uma sociedade que gere bons frutos é necessário passar pela educação. Então aqui nós já trabalhamos diversas questões étnico-raciais, além de educação para a integridade com o Programa NaMoral, no qual abordamos honestidade, ética e cidadania, valores e virtudes. Tudo isso é importante para criar bons cidadãos e a gente abraça esses projetos com muita alegria”. A subsecretária Iêdes Braga reforçou o papel da formação continuada e também relembrou outros programas realizados em parceria com o Senado. “A formação não se esgota, precisamos formar nossos estudantes e continuamente formar nossos profissionais de educação. Construir um cidadão eticamente e politicamente correto. Essa parceria tende a se expandir e a se relacionar com os outros projetos da casa. Hoje, por exemplo, já temos Jovens Senadores que são vereadores e seguiram a carreira política”, disse ao fazer menção ao Programa Jovem Senador. Com a Subsecretaria de Educação Básica em peso na reunião, a subsecretária agradeceu a professora Susley, já aposentada, que iniciou a tratativa da parceria com o Senado, sendo de responsabilidade agora da professora Divaneide. Exemplo O coordenador do programa e-Cidadania, idealizador do projeto Oficina Legislativa, e ex-aluno da rede pública do DF, Alisson Bruno, explicou que a partir dessa vivência prática do processo legislativo, o estudante poderá elaborar ideias em sala de aula que podem ser transformadas em projeto de lei. Por meio do portal e-Cidadania, os estudantes podem cadastrar as ideias, que serão analisadas pelos professores da oficina, e talvez até virarem projeto de lei. A proposta é abarcar estudantes a partir dos 12 anos, sem limite de idade, pois a oficina será destinada também aos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Especial. Estudante da Escola Classe (EC) 4, EC 6, Centro de Ensino Fundamental (CEF) 10 e Centro de Ensino Médio (CEM) 2 do Gama, o idealizador do projeto e servidor do Senado Federal, Alisson Bruno, ressalta a importância de iniciativas como essa. “Isso é uma grande oportunidade para os alunos terem contato direto com o Senado Federal. Eles serão partícipes do projeto. Meu sonho é ver a ideia de um aluno virar lei e colocarmos uma placa na escola - Lei idealizada pelo aluno tal -”. A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, já está no posto de comando da Casa há 11 anos. Ela destaca a valorização da cidadania em todos os ambientes. “A cidadania é fundamental para que tenhamos um estado democrático de direito, a proteção do nosso espaço público e a valorização do serviço público, e o agente de tudo isso é o professor. Então, instrumentalizar professores e disseminar conteúdo, não há momento mais adequado de fazer isso do que em ano de eleição”, disse, entusiasmada a diretora-geral, que agradeceu a recepção e a parceria com a Secretaria de Educação do DF. *Com informação da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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👩👩🦰Proteção das mulheres com rede integrada de acolhimento, prevenção e resposta rápida é prioridade para o GDF
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Docentes de inglês do DF podem se candidatar a vagas de intercâmbio nos EUA
Dar aulas de inglês no Distrito Federal e, alguns meses depois, vivenciar a rotina de uma universidade norte-americana. Essa é a oportunidade oferecida pelo programa Fulbright Distinguished Awards in Teaching (DAI) 2026–2027 aos professores de Língua Inglesa da rede pública de ensino do DF. As inscrições para a etapa distrital estão abertas até a próxima quarta-feira (11), e dois docentes serão selecionados para representar o DF nas fases seguintes do processo seletivo internacional. Acesse aqui o edital completo. Financiado pelo governo dos Estados Unidos, o Fulbright DAI é considerado uma das mais prestigiadas iniciativas internacionais de intercâmbio acadêmico e cultural do mundo. "O programa concede bolsas para professores de inglês aprimorarem sua formação, pesquisarem metodologias de ensino e trocarem experiências culturais em universidades no exterior. Uma oportunidade única de crescimento profissional e intercâmbio cultural", destaca Fernanda Cavalini, chefe do Núcleo de Língua Estrangeira da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). O Fulbright DAI é um programa de cooperação entre Brasil e Estados Unidos voltado ao desenvolvimento profissional de professores da educação básica. Durante aproximadamente cinco meses, os selecionados participam de atividades acadêmicas em uma universidade americana, com foco em formação pedagógica, pesquisa aplicada e intercâmbio cultural. Ao retornarem ao Brasil, os professores compartilham os conhecimentos adquiridos com colegas e com a comunidade escolar, multiplicando boas práticas e novas perspectivas pedagógicas | Foto: Mary Leal/Ascom SEEDF Segundo Fernanda, a experiência transforma diretamente a prática em sala de aula. "Durante o programa, os docentes têm contato com novas metodologias de ensino, participam de atividades em universidades e escolas dos Estados Unidos e trocam experiências com educadores de diferentes países, o que contribui diretamente para o aprimoramento da prática em sala de aula", explica. Os efeitos, porém, vão além do crescimento individual. Ao retornarem ao Brasil, os professores compartilham os conhecimentos adquiridos com colegas e com a comunidade escolar, multiplicando boas práticas e novas perspectivas pedagógicas. "Programas como esse mostram como a cooperação internacional pode contribuir para a valorização docente e para a melhoria da educação pública", reforça a chefe do núcleo. Requisitos Para concorrer, o professor precisa ser efetivo na SEEDF, com estágio probatório concluído, e estar em regência de Língua Inglesa em escola regular ou em um Centro Interescolar de Línguas (CIL). Também é necessário ter licenciatura na área concluída após 31 de dezembro de 2010, pelo menos cinco anos de prática de ensino de inglês após a graduação e, no mínimo, três anos de docência na rede pública. A candidatura deve ser enviada por processo SEI, no formato restrito, diretamente ao endereço SEE/UNITI/DEINT/GEAPLA/NELE. Os documentos exigidos são documento de identificação, ficha funcional gerada pelo SIGEP, currículo resumido em inglês com telefone e e-mail, diploma de licenciatura, certificado de proficiência em inglês, se houver, e o formulário de candidatura preenchido. Candidaturas enviadas fora do prazo ou em desacordo com as orientações não serão consideradas. O resultado da etapa distrital será divulgado no dia 13 de março, com comunicação individual feita pelo e-mail informado no momento da inscrição. Mais informações podem ser obtidas com o Núcleo de Língua Estrangeira pelo telefone (61) 3318-2935 ou pelo e-mail nele.subin@se.df.gov.br. *Com informações da SEEDF
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Rede pública de saúde oferece assistência especializada e acompanhamento integral para mulheres no DF
Neste domingo (8) é celebrado o Dia Internacional da Mulher, uma data que convida à reflexão sobre qualidade de vida, prevenção e acesso a esses serviços. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) oferece uma rede de atendimento desde a atenção básica até unidades especializadas. A técnica administrativa Yanne Santos, 32 anos, começou o acompanhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 da Asa Norte, onde descobriu que estava com diabetes gestacional. Por conta da condição, foi encaminhada ao Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu). Lá, a equipe composta por diversos profissionais cuida da mãe e do bebê. Yanne Santos: "Nós, mulheres, precisamos separar um instante, um dia, uma manhã, que seja, para cuidar da saúde, pois sem ela não conseguimos fazer nada" | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Yanne acredita que reservar um tempo para cuidar da própria saúde faz toda a diferença. “Muitas vezes, temos uma jornada dupla, trabalhando fora e em casa. Nós, mulheres, precisamos separar um instante, um dia, uma manhã, que seja, para cuidar da saúde, pois sem ela não conseguimos fazer nada”, reflete. Cuidado multidisciplinar Criado em 2020, o Cesmu tornou-se referência na rede pública para o atendimento de gestantes de risco intermediário, mulheres com câncer e vítimas de violência. A unidade oferece acompanhamento integral em ginecologia, mastologia, homeopatia, acupuntura, nutrição, psicologia e endocrinologia. As pacientes chegam ao centro por encaminhamento das UBSs, que funcionam como porta de entrada, garantindo que mulheres de todas as regiões administrativas tenham acesso aos serviços. O atendimento é exclusivo para o público feminino a partir dos 18 anos e funciona com base no Complexo Regulador de Saúde do DF. O Cesmu, destinado exclusivamente ao público feminino a partir dos 18 anos, tornou-se referência no atendimento de gestantes de risco intermediário, mulheres com câncer e vítimas de violência. Segundo a ginecologista e obstetra do Cesmu, Gisely Lima, o objetivo é oferecer um acompanhamento amplo e contínuo. “O setor especializado em saúde da mulher disponibiliza uma assistência abrangente, incluindo rastreio de pré-natal e cuidados com a saúde integral feminina”, explica. O centro conta, ainda, com farmácia própria e um núcleo de apoio às vítimas de violência. Dados do InfoSaúde mostram a relevância da unidade na rede pública do DF. Em 2025, o Cesmu realizou cerca de 29,7 mil procedimentos, considerando consultas especializadas e atendimentos gerais. Entre as especialidades mais procuradas estão a ginecologia e a mastologia. [LEIA_TAMBEM]Prevenção A unidade também atua na prevenção, diagnóstico e monitoramento de doenças que afetam a saúde feminina. Conforme Lima, pacientes com câncer ginecológico ou de mama, por exemplo, podem receber suporte e acompanhamento no local. “Realizamos exames ginecológicos e mamografias anuais, pois manter os exames de rotina em dia é uma das formas mais importantes de prevenir essas doenças e identificar alterações precocemente”, ressalta. O local funciona na entrequadra 514/515 Sul, de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h, e das 13h às 18h, exceto aos feriados. A farmácia da unidade opera de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h. *Com informações da Secretaria de Saúde
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