Caps AD do DF utilizam crochê como terapia contra a dependência química
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a dependência em drogas ilícitas ou lícitas seja, por si só, uma doença, e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF) possui diversos recursos para enfrentar esse problema no Distrito Federal. Com serviços que vão da atenção básica ao atendimento hospitalar, das consultas de rotina à emergência, há um expediente terapêutico que se mostra importante contra a dependência química: o crochê. “Quando trabalhamos com crochê, não ensinamos apenas a técnica. Trabalhamos a coordenação motora, o cérebro, novos aprendizados e conexões neurais", afirma a enfermeira Angelita Bandeira, que coordena a oficina de crochê do Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e outras Drogas (Caps AD) II de Santa Maria — também conhecido como Caps Flor de Lótus. Na atividade, Bandeira explica que os participantes desenvolvem importantes habilidades como lidar com a frustração e ter persistência. "Isso porque, às vezes, não conseguimos fazer o ponto de primeira ou algo sai errado no meio do caminho, obrigando-nos a desmanchar o trabalho e recomeçar", conta. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Para a profissional, a técnica serve também como meditação, serenando o ânimo de pacientes e servidores da unidade. “O crochê é igual à nossa vida: se você começar errado, lá na frente vai dar problema. Então, é melhor parar, respirar, desmanchar, recomeçar. A linha torna-se uma metáfora do agir. Se estou tensa, o ponto aperta; se estou tranquila, o ponto relaxa." Acesso à Raps As unidades básicas de saúde (UBSs) da SES-DF são a porta de entrada preferencial ao tratamento da população, responsáveis por cuidar de quadros psíquicos mais leves. Para casos de maior complexidade, a Raps conta com 18 centros de atenção psicossocial (Caps), destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluído aquele decorrente da dependência química. As unidades funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico — clique aqui para localizar o Caps mais próximo. Os centros atuam de forma articulada com a Atenção Primária, serviços hospitalares, assistência social, sistema de justiça e demais políticas públicas. “O tratamento vai além da abordagem clínica. Entre outros aspectos, os Caps contribuem para a garantia do acesso à saúde, como direito constitucional, o fortalecimento da autonomia e protagonismo do usuário, a reconstrução de vínculos familiares e comunitários, a inserção e reinserção social, assim como a redução de estigmas”, detalha a gerente do Caps AD II de Santa Maria, Adriana Câmara. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades. Álcool e outras drogas Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades No Caps AD II de Santa Maria, cerca de 90% dos usuários atendidos manifestam o abuso de bebida alcoólica, sendo esta a principal substância associada às demandas do serviço. “Trata-se de uma substância lícita, aceita culturalmente e presente em contextos sociais como festas familiares, encontros e celebrações, o que muitas vezes dificulta o reconhecimento do uso problemático e a adesão ao tratamento”, salienta Câmara. A gerente pontua diversos impactos observados tanto no âmbito individual quanto comunitário, como perda de vínculos pessoais, sofrimento familiar, violência e sobrecarga dos serviços públicos. “A maior complexidade ocorre quando o indivíduo decide interromper o uso e enfrenta sintomas intensos de abstinência, o que exige acompanhamento profissional qualificado e suporte contínuo." Paciência e recomeço Embora a dependência química seja uma condição crônica — na qual busca-se, sobretudo, o “controle”, não a “cura” —, é sempre possível combater a doença. Alexandre Frazão está em tratamento há 16 anos contra o alcoolismo, uma luta constante. “O crochê, porém, me ajuda na concentração e eu esqueço do problema. O vício não tem cura, é preciso ficar no tratamento e ter constância."[LEIA_TAMBEM] Terezinha de Jesus, por sua vez, combate a dependência do álcool há 20 anos. “Depois que comecei a fazer terapia, diminuí muito o consumo. Aqui a gente ouve, sente-se acolhido. O centro é um lugar onde você encontra pessoas iguais a você, um fortalece o outro. O conselho que eu deixo a quem também passa por isso é que procure ajuda. O alcoolismo é, sim, uma doença crônica, que vamos ter para o resto da vida. Todo dia é uma batalha." *Com informações da SES-DF
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Vai de Graça registra mais de 2,4 milhões de acessos nos ônibus e metrô do DF durante o Carnaval
Durante o Carnaval 2026, o sistema de transporte público coletivo do DF registrou grande movimentação de passageiros, com a população se beneficiando do programa Vai de Graça por quatro dias seguidos. Foram 2.469.056 acessos nos ônibus e no metrô da capital. Mais uma vez, a população aproveitou a gratuidade no transporte coletivo para frequentar os eventos realizados por todo o Distrito Federal. Os ônibus tiveram 2.129.494 embarques nos quatro dias de folia, enquanto o metrô registrou 339.562 acessos. No Carnaval anterior, foram 2.252.038 viagens nos coletivos e 306.099 acessos no metrô. A segunda-feira (16), com os ônibus circulando em horários de dia útil e o metrô com viagens até 1h da madrugada, foram transportados 722.088 passageiros em todo o DF. Houve uma pequena redução de 3,4% no total de viagens, com impacto na segunda-feira e na terça-feira de Carnaval. Veja quadro comparativo ao final da matéria. Arte: Semob-DF De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, a movimentação de passageiros durante o Carnaval altera os horários de pico do transporte coletivo, exigindo maior controle da operação para atender à população. “Tivemos um Carnaval bastante movimentado, com a quantidade de passageiros semelhante ao mesmo período do ano anterior, e a frota de ônibus operou com regularidade em todos os eventos do Distrito Federal. Mais uma vez, o transporte público coletivo do DF mostra a sua eficiência para atender aos deslocamentos da população”, afirmou o secretário. Os ônibus tiveram 2.129.494 embarques nos quatro dias de folia, enquanto o metrô registrou 339.562 acessos | Foto: Divulgação/Semob-DF A gratuidade no transporte público coletivo do DF durante o Carnaval é prevista no Decreto do GDF nº 46.924/2025, o mesmo que instituiu o programa Vai de Graça aos domingos e feriados. A gratuidade começou à zero hora de sábado (14) e se estendeu até às 23h59 de terça-feira (17). Com as passagens de graça durante todo o período de Carnaval, o transporte público do DF funciona com reforço de viagens ao longo do dia e na dispersão do público para atender a demanda de passageiros. Em 2025, a Semob determinou o reforço de frota com 90 veículos a mais. Este ano, foram disponibilizados 110 veículos a mais para atender às viagens extras. *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF)
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Dengue: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos precisam comparecer às unidades de saúde para imunização
Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade precisam comparecer a uma das mais de cem salas de vacinação onde estão disponíveis imunizantes contra a dengue. Conforme dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), 41,9% das crianças de 10 anos tomaram a primeira dose e apenas 16% completaram o esquema vacinal de duas aplicações. Em nenhuma dessas idades foi atingida a meta de 90%, sequer para a primeira dose. A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, ressalta que, apesar da queda de 95% no número de casos entre 2024 e 2025, a vacinação é fortemente recomendada. "Mesmo com a redução expressiva dos casos de dengue, o risco de novas epidemias não pode ser descartado. A vacina oferece proteção não apenas no curto prazo, mas também por muitos anos após a imunização, sendo uma estratégia eficaz e segura", afirma. Juliane Malta destaca que a vacinação é importante, inclusive, para quem já teve a doença. "Quem já foi infectado apresenta maior risco de desenvolver formas graves em uma nova infecção, em razão de um fenômeno imunológico característico da dengue, conhecido como exacerbação da doença mediada por anticorpos", explica. Vacinação contra a dengue teve elevada adesão nos primeiros dias, porém, o número de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos vacinados está aquém do esperado | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Vacinação em atraso A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, contabiliza 24.178 doses da vacina contra a dengue no depósito. Outras seis mil estão distribuídas para as redes de frio regionais e nos estoques das próprias unidades básicas de saúde (UBSs). O público atual, de 10 a 14 anos, é indicado pelo Ministério da Saúde e, por enquanto, não há indicação de ampliação. A data de validade das vacinas é julho de 2027. [LEIA_TAMBEM]Tereza Luiza Pereira ressalta que quem tomou a primeira dose e não voltou após os 90 dias, conforme recomendado, pode retornar para completar o esquema vacinal, mesmo em atraso. "Não é necessário reiniciar o esquema vacinal em caso de atraso. A conduta indicada é apenas completar o esquema, respeitando as orientações técnicas vigentes", esclarece. Também é possível aproveitar a ida à sala de vacina para tomar outros imunizantes, como o da HPV, por exemplo. A SES-DF orienta a população a comparecer a uma das salas de vacina com documento de identificação e a caderneta de vacinação. Caso esse documento tenha sido perdido, isso não impede o atendimento. "Nesses casos, a equipe deve buscar os registros nos sistemas de informação disponíveis. Assim, de acordo com as informações disponíveis no sistema ou prestadas pelo usuário, é feita uma avaliação mais precisa, garantindo segurança e efetividade", acrescenta a médica da Coordenação de Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Gabriela Villar. Quem tomou a primeira dose da vacina contra a dengue mas não voltou para a tomar a segunda dose pode finalizar seu ciclo vacinal | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Ação contra a dengue De fevereiro de 2024 a janeiro de 2026, a Secretaria de Saúde aplicou 183,4 mil doses de vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme indicado pelo Ministério da Saúde. A meta é chegar a 90% dessa população com as duas doses aplicadas. Esta, porém, não é a única estratégia de combate à doença. Ao longo de 2025, 362 servidores da SES-DF realizaram mais de 1,8 milhão de visitas domiciliares, tanto para levar informação quanto para combater focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Além disso, agentes de vigilância ambiental instalaram mais de 3,8 mil armadilhas para mosquitos (ovitrampas) e 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas. Outra estratégia é a disseminação de mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, com menor capacidade de transmitir doenças e com potencial para substituir as populações do mosquito inicial. Os resultados são acompanhados pelos boletins epidemiológicos. Em 2025, o Distrito Federal fechou o ano com queda de 96% nos casos prováveis de dengue. Ações de combate à dengue envolvem tanto o combate a focos do Aedes aegypti quanto o esclarecimento da população | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Vacinação de profissionais de saúde Os servidores que atuam nas unidades básicas de saúde (UBSs) vão começar a receber, nesta semana, a vacina contra a dengue. A imunização vai contemplar, primeiramente, os trabalhadores com maior exposição no território, como agentes comunitários de saúde (ACS), agentes de vigilância ambiental (AVAs), equipes de consultório na rua (eCR) e equipes de saúde da família (eSF). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Operação Carnaval: GDF recolhe R$ 6 milhões de mercadorias irregulares
A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), por meio da Subsecretaria da Receita e da Coordenação de Fiscalização Tributária, realizou, entre os dias 12 e 18 de fevereiro de 2026, a Operação Carnaval 2026. O foco foi o combate à sonegação fiscal e a consequente proteção do mercado interno. A ação ocorreu no feriado, com intensificação da fiscalização em rodovias, transportadoras, depósitos e áreas de grande circulação de mercadorias. Durante a operação, foram retidas e/ou apreendidas diversas cargas que circulavam em desacordo com a legislação tributária vigente, entre as quais se destacam: 15 toneladas de frango congelado; 53.360 kg de graxa branca; 20 mil kg de produtos de higiene; 5.100 unidades de caixas de leite; 3.832 latas de cerveja; 228 garrafas de vinho; 156 garrafas de vodca; 1.800 garrafas de água mineral; 11 mil kg de produtos de limpeza; 8 mil kg de produtos alimentícios, além de outras cargas irregulares. Durante a operação, foram retidas e/ou apreendidas diversas cargas que circulavam em desacordo com a legislação tributária vigente | Foto: Divulgação/Seec-DF Esses resultados refletem o trabalho dos auditores fiscais da Secretaria de Economia do DF, que atuam de forma estratégica e permanente, inclusive em feriados, quando a tentativa de evasão fiscal tende a se intensificar. Entre os crimes fiscais encontrados, estavam a ausência de pagamento do ICMS sobre o frete. Esse flagra só foi possível mediante trabalho minucioso de auditoria sobre empresas transportadoras de fora do Distrito Federal, que prestavam serviço de transporte de cargas sem o devido recolhimento do ICMS incidente sobre o frete. Em geral, o trabalhou resultou em procedimentos fiscais que totalizaram base de cálculo de R$ 6 milhões e crédito tributário de R$ 1,7 milhão, evidenciando a eficácia da inteligência fiscal aplicada. *Com informações da Seec-DF
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Micose: verão exige atenção redobrada com a saúde da pele
Marcado por temperaturas elevadas, aumento da umidade e maior exposição a ambientes coletivos, o verão cria condições favoráveis para o surgimento das micoses, infecções causadas por fungos que se multiplicam com mais facilidade nessa estação. Atenta a esse período, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância dos cuidados diários para reduzir o risco de contaminação e evitar complicações. “Com o aumento da transpiração, o uso de roupas sintéticas que dificultam a ventilação da pele e a maior frequência a praias e piscinas, os fungos passam a ter condições ideais para crescer e se espalhar”, explica a dermatologista e coordenadora dos ambulatórios de Psoríase e Cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Letícia Oba. Entre as micoses mais comuns estão a tinea pedis, conhecida como pé de atleta, que provoca frieiras entre os dedos; a onicomicose, que atinge as unhas, deixando-as mais espessas, frágeis ou amareladas; a pitiríase versicolor, popularmente chamada de pano branco, caracterizada por manchas claras ou escuras no tronco e nos braços; e a candidíase cutânea, frequente em áreas de dobras, como axilas e virilhas, onde há atrito e umidade constante. Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, que descamam e causam coceira intensa, são os principais sintomas de micose | Foto: Divulgação/Agência Saúde DF Sinais de alerta Na pele, os principais sinais são manchas avermelhadas ou esbranquiçadas que descamam e causam coceira intensa. Nas unhas, a infecção pode causar alteração de cor, descolamento da borda ou aumento da espessura. Já no couro cabeludo, é comum o aparecimento de áreas de falha de cabelo (alopecia), descamação semelhante à caspa e coceira. As micoses são contagiosas e podem ser transmitidas tanto por contato direto com pessoas ou animais infectados quanto de forma indireta, por meio de objetos contaminados. “Toalhas, calçados, roupas, instrumentos de manicure mal esterilizados e até o piso de banheiros e vestiários podem servir como fonte de contaminação”, alerta a especialista. Idosos, pessoas com diabetes, pacientes com imunidade reduzida e atletas ou profissionais que permanecem muito tempo com calçados fechados formam o grupo de maior risco. Em caso de suspeita, o usuário deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência, onde ocorre a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado com dermatologista em hospitais da rede pública do DF. Arte: Agência Saúde DF A médica ressalta que, quando não tratada corretamente, a micose pode abrir porta para infecções bacterianas mais graves, além de provocar perda permanente de unha ou cabelo e facilitar a transmissão para outras áreas do corpo e para outras pessoas. Prevenção diária Manter a pele bem seca após o banho, especialmente entre os dedos e nas dobras, evitar andar descalço em locais úmidos e públicos, dar preferência a roupas e meias de algodão e não compartilhar objetos de uso pessoal são atitudes simples que fazem a diferença. “Ficar muito tempo com roupa de banho molhada, repetir a mesma meia ou sapato sem deixar arejar, compartilhar toalhas ou calçados são alguns dos hábitos que favorecem a micose e precisam ser evitados”, orienta a médica. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre nesta quinta (19) em Taguatinga
O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas instaladas em 10 endereços distintos em Taguatinga. A ação está prevista para ter início às 9h desta quinta-feira (19), é coordenada pela Casa Civil e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), além do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Novacap, da Codhab, do Detran-DF, da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar e do Conselho Tutelar. Durante a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido | Foto: Agência Brasília As pessoas em situação de rua receberão oferta de diversos serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social, além de orientação sobre cuidados com animais domésticos e benefícios como deslocamento interestadual. Também será concedido auxílio excepcional de R$ 600 para aqueles sem condições de pagar aluguel. Vagas em abrigos, programas de qualificação profissional — como o RenovaDF — e cadastro para unidades habitacionais também estarão disponíveis. Após todo o atendimento, a DF Legal fará o desmonte das estruturas e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta, no SIA Trecho 04, Lotes 1380/1420, para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. [LEIA_TAMBEM]Ao longo de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido e suas demandas. Pontos de ação em Taguatinga para quinta (19): · Imediações do Centro POP; · Área verde em frente ao pronto-socorro do Hospital Regional de Taguatinga; · QND 59, ao lado do lote 38; · Quadra C5, marquise do lote 6; · Quadra C7, marquise das Casas Bahia; · Biblioteca Pública na Avenida Comercial; · C12, atrás do lote 13; · QNL 04, bloco D, próximo ao edifício Braz Viana; · Lateral da UBS 2; · QS 03, lotes 03, 05, 07 e 09, Pátio Capital. *Com informações da DF Legal
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🫱🏻🫲🏽🚨Com mais de 1,5 milhão de pessoas revistadas, Carnaval de Brasília teve como marcas a prevenção e a integração
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SLU devolve ruas limpas e organizadas à população após o Carnaval
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Resultado preliminar do Prêmio José Aparecido de Oliveira é divulgado
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta quarta-feira (18), o Edital nº 1/ 2026, com o resultado preliminar do julgamento das propostas do Edital de Chamamento Público nº 33/2025 — Prêmio José Aparecido de Oliveira, voltado ao fortalecimento de iniciativas ligadas ao patrimônio cultural da capital federal. O documento traz a classificação das propostas habilitadas e indica os projetos que avançam para as próximas fases da seleção, com notas atribuídas pela comissão de julgamento responsável pela análise dos documentos apresentados. "Valorizar quem cuida da nossa história é também investir em identidade, pertencimento e desenvolvimento cultural para as próximas gerações" Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa O prêmio homenageia o ex-governador José Aparecido de Oliveira, figura relevante na história cultural local, e visa a selecionar e reconhecer seis trabalhos que contribuam para a preservação, promoção e valorização do patrimônio cultural do DF — três na categoria Patrimônio Cultural Material e três na categoria Patrimônio Cultural Imaterial. O valor total da premiação é de R$ 70 mil, conforme previsto na Lei Orçamentária Anual de 2025. “O Prêmio José Aparecido de Oliveira reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com a preservação da nossa memória coletiva e com o fortalecimento de iniciativas que dão sentido ao patrimônio cultural do DF. Valorizar quem cuida da nossa história é também investir em identidade, pertencimento e desenvolvimento cultural para as próximas gerações”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. Os proponentes terão o prazo de dez dias corridos para interpor recursos antes da divulgação da listagem definitiva. A Secec-DF reforça que a seleção segue critérios objetivos de avaliação, com foco na capacidade de cada projeto de promover impacto cultural e social efetivo. A relação dos projetos recebidos e o relatório de julgamento estarão disponíveis para consulta no arquivo da secretaria, por meio de solicitação via ouvidoria. *Com informações da Secec-DF
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Com mais de 1,5 milhão de pessoas revistadas, Carnaval de Brasília teve como marcas a prevenção e a integração
Nesta quarta-feira (18), foi apresentado o balanço das ações do Carnaval 2026 que envolveram Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Polícia Militar do DF (PMDF), Polícia Civil do DF (PCDF), Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) e Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF). Ações integradas garantiram que públicos de todas as idades pudessem brincar o Carnaval em segurança | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O resultado destacou a atuação coordenada e ostensiva e o uso intensivo de tecnologia e estratégias preventivas, que garantiram um ambiente de tranquilidade para foliões locais e turistas. Com presença massiva das forças de segurança, o Distrito Federal firmou-se como destino de carnaval organizado e seguro e sem registro de ocorrências graves. Durante o período festivo, mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas nos acessos aos blocos e estações de transporte, resultando na apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos com potencial de uso como arma e uma arma de fogo. A atuação preventiva também contou com drones para monitoramento em tempo real, câmeras com reconhecimento facial — que possibilitaram o cumprimento de dois mandados de prisão — e reforço nas delegacias, com ampliação do atendimento por meio da Delegacia Eletrônica na Cidade da Segurança Pública. No trânsito Efetivo da Secretaria de Segurança trabalhou direto durante todo o período de folia | Foto: Divulgação/SSP-DF O Detran-DF efetuou cerca de 2,7 mil abordagens, com 133 autuações por alcoolemia. O Corpo de Bombeiros reforçou o efetivo com 1.019 militares a mais e atendeu 230 ocorrências nos eventos, sendo 46% relacionadas ao consumo excessivo de álcool. “O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado. Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública A integração entre as forças foi apontada como o principal diferencial do planejamento, aliado a campanhas educativas amplamente divulgadas à população, especialmente sobre a prevenção ao furto de celulares — crime que representa cerca de 70% das ocorrências patrimoniais no período. “O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado”, reforça o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, para quem os bons resultados refletem a soma entre policiamento ostensivo, tecnologia, transparência na divulgação dos dados e participação da sociedade. “Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população.” Entre sábado (14) e terça (17), a DF Legal registrou cerca de 2 mil abordagens a ambulantes e fiscalizou 112 eventos. Foram duas interdições por apresentação irregular, uma em Planaltina e outra na Estrutural. A Vara da Infância e da Juventude (VIJ) orientou 216 ambulantes, bares e caixeiros sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Uma inovação foi a revista realizada ao final dos blocos, em que os foliões eram orientados a mostrar o celular desbloqueado aos policiais, numa ação para coibir furtos e roubos de celulares. “Sabemos que muitos crimes são de oportunidade, especialmente furtos de celular; por isso, nas abordagens de retorno, o policial solicitava que a pessoa apenas mostrasse o aparelho desbloqueado, como forma simples de comprovar a posse”, relata o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury. “Essa medida preventiva tem caráter educativo, inibe a ação criminosa e reforça a sensação de segurança para quem vem apenas celebrar”. Polícia Militar Com um efetivo médio de 2 mil policiais por dia, a PMDF garantiu um carnaval seguro nos quatro dias de folia no DF. Até o fim da operação, a Polícia Militar apreendeu 106 porções de drogas , 459 armas brancas, uma arma de fogo e dois foragidos. As principais linhas de abordagem foram montadas próximo aos blocos, nas saídas do metrô e na Rodoviária do Plano Piloto. Assim, foi possível evitar que, além das armas brancas, armas de fogo e entorpecentes, 595 objetos proibidos adentrassem nos locais das festividades. 3.600 Número de veículos que passaram por abordagem da PMDF A PMDF seguiu com a tradicional campanha de identificação infantil. A corporação montou um estande móvel nos blocos infantis e disponibilizou uma carteirinha para impressão no portal da corporação. Ao todo, foram confeccionadas 1.868 identificações. A Sala Lilás Itinerante, modalidade de atendimento humanizado voltada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência ou importunação, esteve plenamente operacional durante o Carnaval. Foram nove registros de utilização do espaço e 300 panfletos distribuídos, o que demonstra a eficácia das medidas preventivas e o pronto suporte oferecido àqueles que transitaram pelos eventos. No trânsito, os policiais militares abordaram 3.600 veículos, tendo registrado 492 motoristas dirigindo sob a influência de álcool. “Estamos vivendo o terceiro ano consecutivo de um Carnaval marcado por organização, planejamento e resultados positivos para a segurança pública do Distrito Federal”, ressaltou a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habka. “Também é fundamental reconhecer a colaboração da sociedade, que compreendeu a importância das abordagens e revistas, e da imprensa, que contribuiu para orientar e conscientizar. Segurança se constrói de forma coletiva.” Polícia Civil Durante a Operação Carnaval 2026, a Polícia Civil do DF registrou 291 ocorrências, conforme levantamento do Departamento de Inteligência, Tecnologia e Gestão da Informação (DGI/PCDF). Desse total, 38 resultaram em flagrante, evidenciando a pronta atuação das equipes ao longo do período festivo. No Carnaval de 2025, foram contabilizadas 337 ocorrências e 41 flagrantes, o que representa uma redução no total de registros em 2026, demonstrando a efetividade do planejamento operacional e das ações integradas de segurança. Policiamento ostensivo esteve presente nos lugares com maior concentração de gente A análise dos dados revela que aproximadamente 70% das ocorrências do Carnaval 2026 referem-se a furtos de celular, e que cerca de 90% dos registros concentraram-se na região de Brasília, especialmente no Plano Piloto, onde há maior fluxo de foliões. Em 2026, foram 220 celulares furtados e 24 aparelhos apreendidos, frente a 212 subtraídos e sete apreendidos no ano anterior. Entre as naturezas mais frequentes após o furto de celular (70%), destacam-se furto a transeunte (6,8%), furtos diversos (6,4%), roubo a transeunte (5,3%), furto mediante fraude (3,2%), ato infracional por criança ou adolescente (2,1%), lesão corporal (1,8%), desobediência (1,8%), porte de substância entorpecente (1,8%) e lesão corporal recíproca (1,4%). “Brasília mostra, mais uma vez, que é possível realizar um grande evento com segurança” José Werick, delegado-geral da Polícia Civil do DF No período, a PCDF instaurou 14 inquéritos policiais, 17 termos circunstanciados e oito procedimentos de apuração de ato infracional, totalizando 39 procedimentos, número próximo aos 40 registrados em 2025, o que reforça a estabilidade da resposta investigativa mesmo com a redução geral de ocorrências. “Em relação ao crime mais recorrente, que é a subtração de aparelhos celulares, seguimos aplicando o Protocolo de Rastreamento Final, que tem permitido identificar autores, recuperar dispositivos e devolvê-los aos legítimos proprietários”, explica o delegado-geral da PCDF, José Werick. “Brasília mostra, mais uma vez, que é possível realizar um grande evento com segurança.” Bombeiros Durante os quatro dias de festividades, foram empregados 1.019 bombeiros militares e 124 viaturas, distribuídos nos principais pontos de concentração de público e plataformas oficiais do evento. Ao longo dos quatro dias, foram registrados 230 atendimentos. Do total de atendimentos, 12 pessoas precisaram de transporte hospitalar, sendo três remoções realizadas em cada dia da operação. A maior parte das ocorrências esteve relacionada a atendimentos de baixa gravidade, com predominância de casos clínicos, especialmente associados ao consumo excessivo de álcool, além de registros de quedas da própria altura e mal súbito. “Nosso reconhecimento vai para cada bombeiro e bombeira que trabalhou diuturnamente para proteger vidas e assegurar que a população pudesse celebrar com tranquilidade” Coronel Moisés Barcelos, comandante-geral do CBMDF Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF promoveu 46 vistorias técnicas em eventos carnavalescos para verificação das condições de segurança contra incêndio e pânico. As ações tiveram como objetivo assegurar que as estruturas montadas atendessem às normas de segurança, contribuindo para a redução de riscos e maior proteção aos foliões. “Pelo terceiro ano consecutivo, atuamos de forma alinhada, com presença ostensiva e pronta resposta, contribuindo para consolidar Brasília como destino seguro também no período de folia”, enfatiza o comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Barcelos. “Nosso reconhecimento vai para cada bombeiro e bombeira que trabalhou diuturnamente para proteger vidas e assegurar que a população pudesse celebrar com tranquilidade.” Detran O Detran-DF atuou na Operação Folia Segura entre os dias 12 e 17 deste mês, contemplando Samambaia, Planaltina, Taguatinga, Santa Maria, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Plano Piloto, Águas Claras, Itapoã, Sobradinho e Varjão. Durante o período, houve 2.655 abordagens e aplicação de 2.341 testes de etilômetro. A população está mais consciente de que bebida e direção não combinam, e esse é o maior ganho para todos nós” Hugo Figueiredo, diretor-adjunto do Detran-DF As ações resultaram na autuação de 133 condutores por alcoolemia, além de 193 veículos não licenciados e 82 motoristas inabilitados. Também foram flagrados 13 condutores com a CNH suspensa, 57 veículos com descarga livre e registradas 321 infrações diversas. “Os resultados deste Carnaval demonstram uma evolução consistente na segurança viária do Distrito Federal”, ressalta o diretor-adjunto do Detran-DF, Hugo Figueiredo. “O mais importante é que observamos uma redução significativa nos indicadores em comparação aos anos anteriores e, sobretudo, não tivemos nenhuma ocorrência fatal no período. A população está mais consciente de que bebida e direção não combinam, e esse é o maior ganho para todos nós.” Entre os dias 5 e 13 deste mês, as equipes de educação promoveram ações de pré-Carnaval em bares de diversas regiões administrativas, por meio do projeto Rolê Consciente, alcançando aproximadamente 8 mil pessoas. No mesmo período, o projeto Pneu Seguro também foi intensificado, com orientações sobre a importância da revisão veicular antes de viagens em feriados prolongados e o alerta sobre os riscos da mistura entre bebida alcoólica e direção, totalizando dez ações e cerca de 6 mil condutores atendidos. Além disso, foram efetuadas 12 blitzes educativas nas vias do DF, impactando aproximadamente 5 mil condutores, incluindo motociclistas. Equipes do Detran elaboraram ações educativas durante a festa| Foto: Divulgação/Detran-DF Durante o período de folia, as equipes do Detran-DF promoveram o Bloco de Carnaval Educativo no Parque da Cidade, nas proximidades dos blocos Baratinha e Baratona. Durante quatro dias, cerca de 15 mil pessoas receberam orientações sobre segurança viária, com foco especial na prevenção da alcoolemia ao volante. O Detran-DF participou ainda de diversos blocos com a campanha “Vem, pode vir, só não rola beber e dirigir”. A estimativa é que mais de 80 mil pessoas tenham sido impactadas pela campanha ao longo do Carnaval. DF Legal Entre sábado e terça, a Secretaria DF Legal registrou quase 2 mil abordagens a ambulantes e fiscalizou 112 eventos de Carnaval. No total, foram duas interdições de eventos que ocorriam de maneira irregular, uma em Planaltina e outra na Estrutural. As equipes apreenderam ainda um total de 309 garrafas de vidro de bebidas alcoólicas sendo comercializadas irregularmente por ambulantes. [LEIA_TAMBEM]“A DF Legal atuou firmemente no Carnaval de Brasília em mais um ano”, afirma o chefe da Unidade de Fiscalização e Operações Especiais da pasta, Flávio Monteiro. “Nossa ação de conferência das licenças de eventos e ambulantes garantiu um Carnaval seguro e sem incidentes. A PMDF atuou em conjunto conosco todos os dias, favorecendo assim a excelência no trabalho realizado.” A secretaria observou as licenças de funcionamento, horário de início e fim e estimativa de público. Já os ambulantes precisavam ser licenciados e não podiam comercializar objetos perfurocortantes, tais como garrafas de vidro e espetinhos. Vara da Infância e da Juventude A Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) atuou com 60 agentes de proteção. Ao todo, foram 19 abordagens de adolescentes ingerindo bebida alcoólica e 216 orientações a ambulantes, bares e caixeiros, sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Também houve a fiscalização e presença em 27 locais, em sua maioria eventos e blocos carnavalescos públicos, além de alguns eventos privados. Os agentes prestaram atendimento a sete crianças perdidas e registraram uma ocorrência de primeiros socorros, lavrando oito termos de entrega sob responsabilidade. “O trabalho dos agentes de proteção é fundamental”, aponta a supervisora do Núcleo de Apuração e Proteção da Vara da Infância e da Juventude do TJDFT, Ana Luísa Müller. “É muito positivo perceber que a população tem se conscientizado, especialmente quando encontramos ambulantes exibindo avisos sobre a proibição da venda de bebida alcoólica para menores de idade. Também é muito gratificante conseguir entregar uma criança perdida aos responsáveis ou realizar a proteção de um adolescente em situação de risco por consumo de álcool.” *Com informações da Secretaria de Segurança Pública
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Hospital da Fauna Silvestre atendeu a mais de 5 mil animais em dois anos de funcionamento
Gambá-de-orelha-branca, periquito-de-encontro-amarelo, sagui-de-tufos-pretos e coruja-buraqueira são nomes comuns nos prontuários do Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre (Hfaus). Inaugurado pelo Governo do Distrito Federal em março de 2024, o equipamento oferece tratamento multidisciplinar aos bichos, mantendo como foco a reabilitação e reinserção na natureza. Em quase dois anos, foram atendidos mais de 5 mil animais de 222 espécies diferentes, sendo 71% aves, 23% mamíferos e 6% répteis. Profissionais do Hfaus cuidam de um tamanduá-bandeira: pacientes têm tratamento reforçado para poderem voltar à natureza | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Vinculado ao Instituto Brasília Ambiental, o Hfaus é gerido pela Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV), em modelo que torna a unidade hospitalar pioneira. O espaço, que recebeu os primeiros pacientes em fevereiro de 2024 — três periquitos-maracanã — , surgiu como resposta à necessidade de ampliar e qualificar o atendimento veterinário à fauna silvestre no DF e, desde então, se consolidou como referência nacional. Cerca de R$ 5 milhões já foram repassados ao equipamento público. Atendimento “Os animais recebem dietas personalizadas e são acompanhados até verificarmos que estão aptos a terem alta” Thiago Marques, bilólogo e coordenador do Hfaus Os bichos passam por uma abordagem multidisciplinar que envolve cuidados clínicos, exames laboratoriais e de imagem, alimentação adequada e enriquecimento ambiental para estimular comportamentos naturais e garantir que estejam aptos para viver em liberdade. As principais causas de entrada são cuidados neonatais (filhotes e jovens), e lesões e fraturas. Os meses com maior número de atendimentos, em 2024 e 2025, foram setembro e outubro. “Após chegar aqui, os animais são registrados em uma ficha, preenchida por quem fez a entrega, com dados sobre local de resgate, situação de saúde e espécie”, detalha o biólogo Thiago Marques, coordenador do Hfaus. “Depois, passam por uma triagem veterinária, em que identificamos o que precisará ser feito, como exames e medicação, e são alocados em alguma área, dependendo da espécie e do porte, podendo ficar em uma gaiola ou até ocupar uma sala inteira. Os animais recebem dietas personalizadas e são acompanhados até verificarmos que estão aptos a terem alta.” Os casos são diversos. Em janeiro, o hospital teve entre seus pacientes um filhote de bugio encontrado debilitado e com ferimento em um dos dedos e um jacaré resgatado após ficar preso na piscina de uma residência. Pouco depois, no começo de fevereiro, a equipe cuidou de dois tamanduás-bandeiras, um que foi atropelado e outro que ficou preso no portão de uma casa, além de quatro lobos-guarás, também com sinais de atropelamento. Trabalho contínuo O hospital trabalha de modo integrado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável tanto pelo encaminhamento dos pacientes quanto pela reabilitação e soltura na natureza por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-DF). Também podem encaminhar animais para atendimento o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA-DF), a Universidade de Brasília (UnB), o Zoológico de Brasília e a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), entre outros parceiros. Ana Nira, da comissão gestora do hospital: “Antes da inauguração, não existia aqui no Distrito Federal nenhum local no qual os animais pudessem ser levados fora do horário comercial ou finais de semana” Ana Nira, da Comissão de Gestão do Hfaus, ressalta o impacto do equipamento, que funciona por meio de marco regulatório das organizações da sociedade civil: “Antes da inauguração, não existia aqui no Distrito Federal nenhum local no qual os animais pudessem ser levados fora do horário comercial ou finais de semana. O Hfaus está aberto 24 horas por dia, todos os dias da semana, o que é o grande diferencial, fora que, devido ao modelo de gestão, conseguimos fornecer um atendimento bem completo e amplo para os animais, incluindo cirurgias e assistências como acupuntura e laser.” [LEIA_TAMBEM]Ela reforça ainda que o trabalho de reabilitação e soltura é essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico. “Quando reabilitamos um animal e conseguimos devolver à natureza, estamos contribuindo para que possa de fato exercer sua função ecológica”, afirma, aproveitando para anunciar que o hospital, atualmente em Taguatinga, será transferido para outra instalação em breve. “Será um espaço maior, com ainda mais condições para receber os animais e até fazer a reabilitação, que é a parte voltada para o comportamental, onde vão reaprender a caçar, a identificar os seus pares, com menos contato com seres humanos, até que estejam aptos para serem voltarem à natureza”, adianta. Índices de recuperação De acordo com a tenente do BPMA-DF Thays Gonçalves, o serviço ininterrupto favorece o trabalho da corporação e garante agilidade aos tratamentos. “Graças à parceria com o Hfaus, temos uma taxa de recuperação de animais resgatados em mais de 90%”, aponta. “Os animais só não voltam para a natureza ou vêm a óbito em casos extremos, já que temos total suporte do hospital no tratamento veterinário. É um trabalho integrado que funciona 24 horas com excelência”. 19.419 Total de animais devolvidos à natureza, após tratamento e avaliação, no período de 2019 a 2025 Dados oficiais do Ibama apontam que, de 2019 ao ano passado, 15.341 animais silvestres foram resgatados no DF e 19.419 foram devolvidos à natureza após avaliação, tratamento e reabilitação. O total de devolvidos à natureza é superior ao número de resgates contabilizados, uma vez que apreensões e entregas voluntárias também passam por triagem, tratamento e reabilitação antes da liberação à natureza. As informações são consolidadas no Sistema de Informações de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Siscetas), que reúne todos os registros de entrada, atendimento e destinação da fauna no DF, incluindo os atendimentos registrados no Hfaus. Em caso de avistamento de animal silvestre, a orientação é nunca intervir diretamente, para evitar acidentes e, principalmente, ataques. O ideal é acionar os órgãos ambientais pelo 190 (BPMA) ou 193 do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).
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Força-tarefa do SLU recolhe 29 toneladas de lixo e devolve ruas limpas após o Carnaval 2026
A Quarta-feira de Cinzas (18) amanheceu com equipes do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) fazendo o rescaldo nos locais que receberam os blocos de Carnaval na capital. Após dias de intensa circulação de foliões, a autarquia concluiu uma operação que mobilizou 1.200 profissionais em três turnos para garantir a limpeza permanente dos principais pontos da festa. Ao todo, foram recolhidas 29 toneladas de resíduos em todo o Distrito Federal, quase o dobro das 15 toneladas registradas em 2025. Segundo o subdiretor de Limpeza Urbana, Everaldo Araújo, a estratégia foi manter equipes posicionadas para agir imediatamente após o encerramento dos blocos. “Nós empregamos mais de 1.200 trabalhadores, em três turnos. Após o término dos blocos, as equipes já entravam de forma rápida e efetiva para entregar, no dia seguinte, todos os locais limpos”, afirmou. A agilidade do trabalho dos garis garante uma cidade limpa já na Quarta-feira de Cinzas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O material coletado será encaminhado às cooperativas, reforçando a renda dos trabalhadores da reciclagem. Mais foliões, mais resíduos Araújo atribui o aumento no volume recolhido à maior presença de público neste Carnaval. “Em 2025 foram 15 toneladas. Em 2026, 29 toneladas. Houve um aumento considerável de foliões”, explicou. “Foi um Carnaval bem organizado, com segurança e, principalmente, cidade limpa" Everaldo Araújo, subdiretor de Limpeza Urbana Ele relaciona o crescimento à ampliação do acesso ao transporte público por meio do programa Vai de Graça e à sensação de segurança gerada pelo planejamento integrado das forças de segurança. “O tempo ajudou, o Vai de Graça também, e a segurança foi fundamental. A população teve tranquilidade para participar dos blocos”, destacou. Para o gestor, o saldo foi positivo: “Foi um Carnaval bem organizado, com segurança e, principalmente, cidade limpa". O olhar de quem faz A gari Hillary Leal participou da operação e também integrou o bloco Vassourinhas, formado por trabalhadores do SLU. “É um momento muito bom, porque a gente vê que o nosso trabalho é notado”, disse. Hillary trabalhou na limpeza nos dois últimos anos e percebeu mudança no comportamento do público. “Teve aumento de pessoas e de lixo, mas também houve mais conscientização. A gente notou uma separação melhor dos resíduos, o que facilita o nosso trabalho.” Maria das Graças Cardoso conta com a ajuda da população na separação do lixo: "A gente corre risco com vidro e material perfurocortante. Se a população colaborar, ajuda a gente e ajuda o meio ambiente" Com 17 anos de atuação na limpeza urbana, Maria das Graças Cardoso reforça o sentimento de dever cumprido: “É gratificante devolver a cidade limpa. A gente faz o máximo que pode”. Ela faz um apelo à população: “Separar o lixo ajuda muito. A gente corre risco com vidro e material perfurocortante. Se a população colaborar, ajuda a gente e ajuda o meio ambiente”. Maria das Graças também orienta que os moradores observem os dias corretos de coleta: “Quando o lixo é colocado na hora certa, evita rasgos e retrabalho”. [LEIA_TAMBEM]Cidade limpa é cartão-postal A professora Aritane Carvalho Nascimento destacou a importância da agilidade do SLU. “Foram 29 toneladas de lixo. É muita coisa. Quando o turista chega e encontra a cidade limpa, ele consegue aproveitar a paisagem”, afirmou. Para ela, o esforço dos trabalhadores é ainda mais relevante porque ocorre enquanto grande parte da população descansa ou aproveita a festa: “Eles começaram às 4h da manhã. É um trabalho que beneficia todo mundo”.
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Rota da Uva é opção para quem busca carnaval mais tranquilo no Distrito Federal
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Bloquinho Doido é Tu anima ala de psiquiatria do Hospital de Base
A terça-feira (17) de Carnaval foi diferente na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF ( IgesDF). O bloco carnavalesco Doido é Tu tomou conta do espaço com música, trenzinho, espuma e muita animação, envolvendo pacientes e profissionais em uma celebração marcada pelo acolhimento. A iniciativa foi organizada pelo Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) do Hospital de Base. De acordo com a presidente do SAV, Vandelícia Dias, todos os pacientes internados participaram da atividade. Com a ajuda de pacientes, as voluntárias confeccionaram as máscaras e cuidaram de cada detalhe do bloco | Fotos: Divulgação/IgesDF “É sempre gratificante viver esses momentos com eles. É quando se sentem acolhidos, felizes, parte de algo maior. Até quem estava mais quietinho, e não queria sair do quarto, acabou vindo para a festa depois de ver a movimentação”, relata. "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculo" Vandelícia Dias, presidente do Serviço Auxiliar de Voluntários Construção coletiva A programação para o bloquinho começou na semana anterior, quando os pacientes participaram dos preparativos, confeccionando as próprias máscaras e plaquinhas com frases carnavalescas, além de escolherem o nome do bloco. “Eles se envolveram em tudo: criaram os adereços, ajudaram a decidir o nome e aguardaram ansiosos pelo dia da comemoração. Foi um processo muito bonito”, destaca Vandelícia. "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculos. Em meio à rotina hospitalar, festa, alegria e tratamento podem sim caminhar juntos", finaliza a presidente do SAV. *Com informações do IgesDF
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Blocos tradicionais contam a história do Carnaval de Brasília há décadas
A relativa pouca idade da cidade não impede que o Carnaval de Brasília tenha blocos tradicionais, que atraem foliões para as ruas há décadas. São manifestações que resistiram ao tempo e atravessaram momentos diferentes da história, carregando parte da nossa identidade e da nossa cultura. "Os blocos tradicionais do nosso Carnaval guardam histórias, afetos, ritmos e identidades que atravessam gerações" Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa “Os blocos tradicionais do nosso Carnaval guardam histórias, afetos, ritmos e identidades que atravessam gerações. Ao valorizar essas manifestações, o Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso com a cultura popular, com a ocupação democrática dos espaços públicos e com um Carnaval plural, seguro e acessível, que reconhece a diversidade como a maior riqueza cultural da nossa capital”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes. É pensando na importância de manter tradições vivas que o DF Folia abre espaço para blocos antigos, que acabaram virando sinônimos do nosso Carnaval. Um deles é o Galinho de Brasília, que surgiu a partir da ideia de um grupo de amigos pernambucanos que levam a brincadeira do Carnaval muito a sério. Todos os anos, eles costumavam usar o dinheiro da poupança para viajar para a terra natal, a fim de matar a saudade do Carnaval de Recife e Olinda. No entanto, no início dos anos 1990, o país foi surpreendido pelo confisco da poupança, impedindo os jovens de fazerem a viagem anual para a folia. Mas ficar sem Carnaval não era uma opção. Era hora de trazer o Carnaval pernambucano para a capital do país. 1992 Ano da primeira saída do Galinho de Brasília “A nossa primeira saída, em 1992, foi um sucesso. Foi na 203 Sul. Distribuímos papéis para que as pessoas colocassem o nome e conseguíssemos fazer uma coisa ainda maior. E assim nasceu o Galinho de Brasília, e o Grêmio de Expressões Nordestinas (GREM)”, conta Miriam Brasiel, uma das fundadoras do bloco, cujo nome é uma referência ao famoso Galo da Madrugada da capital pernambucana. “Aqui, a gente encontra animação, muito frevo, que é o nosso ritmo, muita alegria, muita saudade da nossa terra e, principalmente, um lugar seguro para brincar”, assinala a fundadora. A saudade também levou a servidora pública Maria Bernadete, 55, para pular o Galinho no Setor de Autarquias Sul. “Eu encontro aqui as minhas raízes, o frevo de bloco que eu canto desde pequena, quando meu pai me levava para o Carnaval”, diz a olindense, que mora há 20 anos na capital. “Adotei Brasília como a minha cidade. Ela abraça muitas culturas e é muito generosa com quem quer gostar dela”, complementa. Blocos tradicionais Uma das marcas da Baratona é acolher toda a família no mesmo bloco | Foto: Divulgação/ Malu Moura A Baratona traz de volta a Brasília de 1976, quando o pai de Daniel Lima promovia uma brincadeira indo de bar em bar pela Asa Sul. Após virar um evento de Carnaval, o bloco passou a ser um ambiente ideal para toda família, incluindo os pequenos. “Ao longo de todos esses anos, nós adquirimos a expertise do que a criança e a sua família precisam. E é muito simples: diversão e alegria”, afirma Daniel, que é presidente do bloco. Ele destaca que o álcool e os cigarros são proibidos no espaço. “A ajuda do GDF é muito importante, porque é com esses recursos que conseguimos manter a Baratona”, complementa o presidente do bloco. [LEIA_TAMBEM]Outro bloco que conta a história do nosso Carnaval é o Raparigueiros, que, desde 1992, traz os hits do carnaval baiano para o folião brasiliense. “Em um cenário onde os locais de folia mudam constantemente, o Raparigueiros resiste como um símbolo de continuidade. Preservamos o rito da concentração, do desfile e da dispersão, garantindo que as novas gerações de brasilienses experimentem o Carnaval de rua em sua forma mais autêntica e grandiosa”, observa Jean Costa, vice-presidente do bloco. Jean conta que o bloco nasceu a partir da brincadeira de um grupo de jovens que, com instrumentos emprestados da escola de samba Candangos do Bandeirante, saíam em batucada atrás de blocos como Pacotão e Baratona. A ideia foi crescendo, veio o trio elétrico e hoje o Bloco dos Raparigueiros é um dos símbolos do nosso Carnaval. "Brasília é uma cidade jovem, mas já construiu uma tradição carnavalesca consistente, plural e profundamente enraizada nas suas matrizes culturais" Dorival Brandão, coordenador-geral do DF Folia 2026 “Brasília é uma cidade jovem, mas já construiu uma tradição carnavalesca consistente, plural e profundamente enraizada nas suas matrizes culturais. Os blocos tradicionais são protagonistas desse processo: acompanham o crescimento da cidade, dialogam com as novas gerações, mas não abrem mão dos fundamentos que estruturam o Carnaval como manifestação popular e patrimônio cultural vivo”, afirma o coordenador-geral do DF Folia, Dorival Brandão. O DF Folia 2026 é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e do Governo do Distrito Federal, realizada por meio de chamamento público, com investimento total de R$ 10 milhões, em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade. A programação completa do carnaval pode ser conferida no site e nas redes sociais do DF Folia. *Com informações da Secec-DF
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Rota das Uvas transforma Brasília em destino de enoturismo e vira alternativa à folia durante o Carnaval
Depois de visitar vinícolas em diferentes países, como a França e o Chile, a dermatologista Regina Buffman viveu uma experiência inédita neste Carnaval: conheceu uma vinícola perto de casa, no Distrito Federal. Moradora da Asa Sul, ela aproveitou o feriado para trocar a folia por um passeio tranquilo. “Eu gosto de um Carnaval mais sossegado. Já visitei outras vinícolas fora do Brasil e vi essa oportunidade de conhecer uma tão perto de casa. O contato com a natureza é muito legal e ter uma vinícola perto do centro urbano é algo bem diferente”, diz. Regina Buffman: "O contato com a natureza é muito legal e ter uma vinícola perto do centro urbano é algo bem diferente" | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A experiência ocorreu no Vinhedo Lacustre, no Lago Norte, que integra a Rota das Uvas de Brasília, roteiro de enoturismo que reúne propriedades rurais da região e proporciona vivências ligadas à cultura da uva e do vinho no Cerrado. A programação desta terça-feira (17) começou às 9h e seguiu até o meio-dia. Os visitantes tomaram café da manhã, colheram e fizeram a tradicional “pisa das uvas”, além de terem aproveitado espumante e sangria de vinho à vontade. A Rota das Uvas reúne propriedades rurais estruturadas para receber visitantes que apreciam um bom vinho, a gastronomia local e o contato direto com o campo Segundo a Secretaria de Turismo (Setur-DF), o enoturismo no Distrito Federal tem crescido nos últimos anos e tem atraído visitantes interessados nas paisagens do Planalto Central. O secretário de Turismo, Cristiano Araújo, destaca que a proposta da rota é ampliar as opções de lazer na capital, principalmente durante os feriados prolongados. “Além dos nossos atrativos cívicos e urbanos, como os já tradicionais blocos de rua, temos experiências únicas em meio à natureza. Um exemplo é a Rota das Uvas, que reúne propriedades rurais estruturadas para receber visitantes que apreciam um bom vinho, a gastronomia local e o contato direto com o campo. É uma oportunidade de viver o turismo rural do DF com conforto, tranquilidade e autenticidade”, afirma Cristiano Araújo. Turismo rural Marcos Ritter, do Vinhedo Lacustre, faz degustações de vinho no Carnaval desde 2023 No Vinhedo Lacustre, o vitivinicultor Marcos Ritter explica que abrir a propriedade para visitação é uma forma de fortalecer o circuito rural. “Brasília está mudando nesse sentido. Antigamente, a gente tinha essa máxima de que ninguém ficava em Brasília no Carnaval. Hoje em dia, as pessoas ficam e curtem tudo que a cidade tem a oferecer. Nós fazemos esse evento desde 2023 e sempre esgotamos todas as vagas”, diz o vitivinicultor. O analista de sistemas Alejandro Angel, natural de Buenos Aires (Argentina) e morador do Jardim Botânico há 20 anos, também aproveitou o feriado para conhecer a vinícola. Ele conta que já visitou regiões tradicionais do vinho na Argentina, como Mendoza e San Juan. “As vinícolas que conheço lá são bem maiores, mas as experiências são as mesmas. O momento que a gente vive aqui é parecido com o que acontece lá, e isso é muito legal. Eu já conhecia outra vinícola no DF, mais distante, mas fiquei surpreso quando me convidaram para vir aqui. Não conhecia esta. Pela proximidade com a cidade, fica muito mais prático e fácil chegar. Gostei muito”, pontua. O argentino Alejandro Angel compara as experiências no país natal e no Brasil: "As vinícolas que conheço lá são bem maiores, mas as experiências são as mesmas. O momento que a gente vive aqui é parecido com o que acontece lá" Outras vinícolas Além do Vinhedo Lacustre, a Rota das Uvas reúne outras experiências que fortalecem o enoturismo no Distrito Federal. Uma delas é a Vinícola Brasília, projeto criado por dez famílias produtoras do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF). A vinícola aposta nos vinhos finos de colheita de inverno. O espaço oferece wine bar, loja, visitas guiadas e eventos, e já conquistou reconhecimento nacional com seus rótulos. [LEIA_TAMBEM]Outra parada é a Casa Vitor, que une vinho e gastronomia em um ambiente acolhedor na zona rural do Paranoá. A proposta é oferecer experiências enogastronômicas ao ar livre, com pratos preparados na hora e harmonizados com vinhos brasileiros de inverno, valorizando também o artesanato e a comunidade local. Já a Villa Triacca Eco Pousada combina vitivinicultura, restaurante e hospedagem. Pioneira, também na região do PAD-DF, a propriedade oferece tours pelos vinhedos, degustações, piqueniques, além do Vino Bar & Bruschetteria e do Vino Spa, tudo em meio a paisagens do Cerrado. A rota inclui ainda a Fazenda Califórnia DF, localizada na região da Fercal, em Sobradinho, a cerca de 25 quilômetros da Esplanada dos Ministérios. O vinhedo, um dos mais antigos de Brasília, tem aproximadamente sete hectares de plantação com uvas como niágara rosada, syrah, tempranillo e barbera. Desde 1995, a propriedade também mantém outras produções, como queijo coalho, geleias e carne de carneiro, reforçando o perfil rural e familiar do espaço. Veja a lista completa das vinícolas da Rota das Uvas: Vinícola Brasília; Casa Vitor; Villa Triacca Eco Pousada; Vinhedo Lacustre; Oma Sena; Vinhedo Irmãs Alvim; Marchese Vinhos e Vinhedos; Fazenda Califórnia DF.
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Sem regularizar o título, eleitor pode ser impedido de votar, tomar posse em concurso público e tirar passaporte
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) está de olho em cerca de 400 mil moradores do Quadradinho que ainda não regularizaram o título eleitoral para as eleições deste ano. Quem não atualizar o cadastro até o final do prazo, em 6 de maio, pode ser impedido de votar e enfrentar dificuldades para tirar passaporte, tomar posse em concursos públicos e até efetivar matrícula em instituições de ensino. O tribunal esteve fechado durante o feriado de Carnaval e retoma o atendimento normal nesta quinta-feira (19). Procedimentos de regularização estão sendo feitos aos sábados, das 8h às 15h, para facilitar o acesso da população ao serviço | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Para facilitar a regularização, o TRE-DF promove sessões especiais aos sábados, quando a população terá acesso aos serviços das 8h às 15h. As próximas ações serão nos dias 28 deste mês e em 7 e 14 de março. A primeira ocorreu no dia 7 deste mês e resultou em 766 atendimentos presenciais, com tempo médio de permanência de aproximadamente 15 minutos. A ampliação do funcionamento é feita nos cartórios eleitorais, localizados no Lago Sul, Sobradinho, Ceilândia e Gama, e na Central de Atendimento ao Eleitor (CAE), no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Garantia de direitos Durante as ações especiais, são oferecidos serviços como alistamento eleitoral, atualização de dados cadastrais, regularização do título e coleta biométrica, entre outros procedimentos relacionados ao cadastro eleitoral. O objetivo é facilitar a regularização da situação eleitoral e garantir o exercício do direito ao voto nas eleições gerais deste ano, contemplando, principalmente, as pessoas que enfrentam dificuldades para comparecer aos cartórios em dias úteis. “Estamos estimulando a população a fazer a regularização e a emissão de título o quanto antes para evitar filas e tumultos no prazo mais próximo do fim do cadastro, em 6 de maio”, reforça o assessor de Comunicação do TRE-DF, Fernando Velloso. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o TRE-DF, o DF possui mais de 2,5 milhões de eleitores, dos quais aproximadamente 2,1 milhões estão aptos a votar. Os demais, cerca de 400 mil, ainda se encontram pendentes de regularização dos títulos eleitorais. Está irregular quem não votou, não justificou nem pagou as multas relativas à ausência nas três últimas eleições, sendo cada turno considerado um pleito, incluindo as eleições suplementares. Também é irregular a situação de quem não tem ou não atualizou a biometria. Segundo o tribunal, a situação se aplica a mais de 147 mil cidadãos. Regularize Em caso de dúvida quanto à regularidade do Título de Eleitor, a consulta pode ser feita no site do tribunal, na aba “Serviços eleitorais”, em “Situação eleitoral”. Os atendimentos devem ser agendados no site oficial do TRE ou pelo telefone (61) 3048-4000, por meio do qual também é possível consultar os locais disponíveis para atendimento. O tribunal também orienta que os eleitores consultem previamente a situação eleitoral pelo site. Muitas pendências podem ser resolvidas de casa, como o pagamento de multa, atualmente de R$ 3,50, ou a atualização de dados cadastrais. O cancelamento do título só ocorre após três eleições consecutivas sem voto nem justificativa.
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Segunda-feira de folia no DF tem forte atuação integrada e reforço no combate a furtos e crimes de oportunidade
A segunda-feira (16) de Carnaval no Distrito Federal foi marcada por grande presença de público, ambiente familiar e atuação integrada das forças de segurança. Com reforço no policiamento, ações preventivas e novas estratégias para coibir furtos de celulares e casos de assédio, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) avalia o balanço do dia como positivo. A Operação Carnaval tem sido acompanhada de perto pelo secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, junto à equipe de gestores e a técnicos da pasta. Sandro Avelar (de boné branco) destaca a presença de família, jovens e crianças com segurança nos eventos de Carnaval por todo o DF | Foto: Divulgação/SSP-DF “Encerramos mais um dia de Carnaval com indicadores positivos e presença significativa de famílias, jovens e crianças nos eventos. Houve registros de atendimentos relacionados ao consumo excessivo de álcool, prontamente assistidos pelo Corpo de Bombeiros. Destaco a atuação integrada das forças de segurança, com forte presença da Polícia Militar, o trabalho essencial do Corpo de Bombeiros nos atendimentos e a atuação permanente da Polícia Civil no registro e na apuração das ocorrências. Seguimos trabalhando para garantir um Carnaval seguro para toda a população”, afirmou Avelar. O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, reforçou as medidas adotadas para reduzir os crimes mais recorrentes do período, especialmente o furto de celulares — responsável por cerca de 70% das ocorrências registradas durante a festa. Segundo Patury, além das linhas de revista na entrada dos blocos — que em alguns locais chegam a quatro barreiras de controle — a grande novidade deste ano é a revista na saída dos eventos, implementada em conjunto com a Polícia Militar e com anuência do Ministério Público. “Precisamos do apoio da população. O policial vai pedir apenas que o folião mostre o celular desbloqueado. Ninguém vai acessar informações do aparelho. A maioria dos furtos ocorre por oportunidade, em meio à aglomeração. Essa medida é para dificultar a ação criminosa e proteger quem está ali para se divertir”, explicou. As revistas dos foliões este ano são realizadas na entrada e na saída dos blocos para tentar coibir o roubo de telefones celulares A atuação da Sala Lilás — van itinerante voltada ao acolhimento psicológico e multidisciplinar de vítimas de assédio sexual — também é um dos destaques da operação. Todos os agentes de segurança estão orientados a agir de forma imediata diante de qualquer denúncia, realizando a intervenção necessária e conduzindo o agressor à delegacia. As vítimas podem procurar qualquer policial nos blocos ou acionar diretamente a equipe da Sala Lilás para receber atendimento especializado e humanizado. PMDF A Polícia Militar do Distrito Federal mobilizou 2.142 policiais na segunda-feira, garantindo o policiamento de 36 eventos no Plano Piloto e nas regiões administrativas. A operação contou com tropas especializadas, uso de aeronave e drones com transmissão em tempo real e com a estrutura da Cidade da Segurança, instalada na Torre de TV, que centraliza comando e logística. A PMDF esteve presente em 36 eventos carnavalescos nesta segunda-feira, com um efetivo de mais de 2 mil oficiais Ao longo do dia, foram apreendidas 97 armas brancas e 11 porções de entorpecentes. A corporação lavrou 14 termos circunstanciados por porte de arma branca, registrou duas ocorrências por uso e porte de drogas, realizou três conduções à delegacia e cumpriu um mandado de prisão. No trânsito, foram aplicados 450 autos de infração e 97 condutores foram flagrados dirigindo sob influência de álcool. Segundo a PMDF, o planejamento prévio e a atuação preventiva foram decisivos para evitar ocorrências de maior gravidade, mesmo com público acima do estimado. CBMDF O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal mobilizou 287 militares e 26 viaturas dentro da Operação Carnaval 2026, garantindo presença estratégica nos blocos com maior concentração de público e resposta rápida às emergências. Neste terceiro dia de Carnaval, foram registrados 61 atendimentos distribuídos em oito pontos de apoio, sendo 48 ocorrências classificadas como de baixo risco (verde), 12 de médio risco (amarela) e uma de alto risco (vermelha). O consumo excessivo de álcool liderou os atendimentos, com 23 ocorrências, seguido por ferimentos incisivos (oito) e apoios a familiares (oito). Desmaios, agressões e outras situações somaram 22 registros. O Corpo de Bombeiros encaminhou três foliões a unidades hospitalares neste terceiro dia de DF Folia Apenas três foliões precisaram ser encaminhados a unidades hospitalares. Nos demais casos, o atendimento foi prestado no próprio local, com liberação após avaliação. A plataforma Carnaval Monumental/Diversidade concentrou o maior número de atendimentos (37), seguida pelo Parque da Cidade (14). Gran Folia e Galinho da Folia registraram cinco ocorrências cada. Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF realizou ações preventivas, vistoriando nove estruturas e ambientes envolvidos para avaliar as condições contra incêndio e pânico, garantindo a segurança dos locais de festa. O Corpo de Bombeiros reforça orientações para o último dia de folia: manter-se hidratado, consumir alimentos leves, identificar crianças e mantê-las sempre acompanhadas e, no caso de ingestão de bebida alcoólica, agir com moderação. Outra recomendação importante é ativar a ficha médica no celular, cadastrando informações de emergência como contatos familiares, tipo sanguíneo, alergias e uso de medicamentos. Esses dados, que podem ser acessados mesmo com o aparelho bloqueado, agilizam o atendimento em caso de necessidade. Polícia Civil A Polícia Civil do Distrito Federal mantém equipes tático-operacionais de todos os departamentos em campo e de sobreaviso, reforçando as centrais de flagrante e o Departamento de Polícia Técnica, com atenção especial às áreas de maior concentração de público. 117 Número de telefones celulares furtados desde o início do Carnaval Desde o início da folia até o momento, dados preliminares apontam 117 furtos de celular, sete furtos e dez roubos a transeuntes, além de três ocorrências de tráfico de drogas registradas no Núcleo Bandeirante, na Esplanada dos Ministérios e no Guará. A PCDF também investiga dois casos de desaparecimento — uma mulher de 30 anos, vista pela última vez nas proximidades do Museu da República, e um homem de 35 anos, no Setor Comercial Sul. De acordo com a corporação, os casos são tratados com prioridade máxima, com integração entre investigação, inteligência e apoio às famílias. Detran-DF O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou mais uma etapa da Operação Folia Segura 2026 em Taguatinga, Ceilândia e Sobradinho. Foram abordados 352 veículos e realizados 338 testes de etilômetro. Ao todo, 16 condutores foram autuados por alcoolemia. Também foram registradas 16 infrações por condução sem habilitação, cinco CNHs suspensas, sete vencidas, além de outras irregularidades. Na área educativa, o Detran atuou com o Bloco de Carnaval Educativo no Parque da Cidade, alcançando cerca de 4 mil pessoas com orientações sobre os riscos da combinação entre álcool e direção. Ações educativas do Detran-DF buscaram conscientizar motoristas e pedestres [LEIA_TAMBEM]DF Legal A DF Legal fiscalizou 17 eventos de Carnaval, nesta segunda-feira, e fez a interdição de um bloco em Planaltina que ocorria sem as licenças obrigatórias, como da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. Já na fiscalização de ambulantes, pouco mais de 80 comerciantes irregulares foram orientados a se retirar dos blocos. Diversos ambulantes foram flagrados com garrafas de vidro, algo proibido por questões de segurança; os vasilhames também estavam sem rótulo, o que não garante a procedência correta. As equipes de fiscalização realizaram a apreensão de 121 garrafas em diversas regiões da área central de Brasília. *Com informações da SSP-DF
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Médicos especialistas têm seleção com salários de até R$ 18 mil
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu novos processos seletivos para formação de cadastro reserva de médicos especialistas. As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 22 deste mês. Os salários podem chegar a R$ 18.115,68, a depender da especialidade e da carga horária. Há vagas para profissionais de diferentes áreas médicas | Foto: Divulgação/IgesDF As oportunidades são para nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia clínica, cirurgia pediátrica e urologia, áreas consideradas estratégicas para o reforço da assistência nas unidades administradas pelo instituto. Auxílio-transporte e abono semestral estão entre os benefícios oferecidos A carga horária mínima varia entre 12 e 24 horas semanais. Para jornadas de 24 horas, a remuneração bruta é de R$ 13.359,56, destinados a nefrologistas, endoscopistas respiratórios e urologistas. Já para cirurgião pediátrico, o salário chega a R$ 18.115,68. No caso de oncologista, com carga mínima de 12 horas, a remuneração é de R$ 8.015,46. Além do salário, os profissionais contratados contam com benefícios como auxílio-transporte, alimentação (conforme acordo coletivo e local de trabalho), clube de descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês do aniversário. Reforço na assistência especializada Os editais são destinados à formação de cadastro reserva, ou seja, os candidatos aprovados poderão ser convocados conforme a necessidade das unidades sob a gestão do IgesDF. A validade dos processos seletivos se estende até março de 2027, a depender da especialidade. [LEIA_TAMBEM]Para participar, é necessário ter diploma de medicina reconhecido pelo MEC, registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e residência médica concluída, ou em fase de conclusão até março deste ano, ou título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e respectivas sociedades. Também é exigida experiência mínima de seis meses na área pretendida. No caso da urologia, experiências em transplante renal, litotripsia extracorpórea (Leco) e nefrolitotripsia percutânea (NLP) são consideradas diferenciais. Profissionais interessados devem acessar o site do IgesDF, ler atentamente o edital da especialidade desejada e realizar a inscrição dentro do prazo. Serviço Processo seletivo: Cadastro reserva para médicos → Especialidades: nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia, cirurgia pediátrica e urologia → Salários: de R$ 8.015,46 a R$ 18.115,68 (conforme carga horária) → Inscrições até o dia 22 deste mês → Editais disponíveis no site do IgesDF. *Com informações do IgesDF
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DF Folia 2026: diversidade e públicos gigantes marcam fim de semana de Carnaval
O Carnaval ainda não acabou, e a edição de 2026 do DF Folia já é histórica. O sábado (14) e o domingo (15) foram marcados por desfiles de grandes blocos no centro da cidade, abrindo alas para a diversidade e para a brincadeira com respeito e segurança. No sábado, o Bloco do Amor transformou a região do Museu Nacional — onde fica a plataforma Carnaval Monumental — em um mar de gente. No domingo, o Bloco das Montadas reuniu mais de 100 mil foliões, com muita fantasia, música, dança, performances e show da cantora Gretchen. Respeito era palavra de ordem no bloco, que levantou a bandeira da comunidade LGBTQIAPN+. Bloco do Amor, há 11 anos saindo nas ruas: diversidade e respeito marcaram os desfiles de domingo, selando o caráter seguro do Carnaval no DF | Foto: Mendez/Divulgação Campanhas de conscientização e o reforço na segurança com a presença de policiais garantiram momentos intensos de celebração e tranquilidade. Dados do Governo do Distrito Federal (GDF) apontam para uma queda de 42% das ocorrências no final de semana do Carnaval, em comparação ao ano passado. Esse número coloca Brasília no topo dos carnavais mais seguros entre as capitais. No domingo, no Gran Folia, o Bloco dos Raparigueiros reuniu cerca de 40 mil brincantes, que curtiram clássicos do carnaval baiano. Diversidade “O DF Folia reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com uma política cultural que valoriza a diversidade, fortalece a economia criativa e, sobretudo, cuida das pessoas”, avalia o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes. “Ver as ruas ocupadas com alegria, respeito e segurança mostra que é possível promover grandes eventos populares com organização, inclusão e responsabilidade pública.” “Eu venho aqui porque é um lugar seguro, de campanha pelo respeito à comunidade LGBT+ e pela acessibilidade; é um bloco muito carinhoso e cuidadoso com o folião” Ana Flávia, atriz Os blocos das Montadas e do Amor são destaque no Carnaval da capital da República, tanto por atrair um público gigantesco quanto por promover o respeito à diversidade de gênero e sexualidade. Era a primeira vez da atendente Stefany Souza, 26 anos, no Montadas. “Gostei muito porque o pessoal é bastante animado e bastante acolhedor. E não vi nenhuma confusão ou briga até agora”, observou. Já a drag queen Leo Skiims, 25, marca presença no bloco todos os anos: “Para mim, esse bloco é liberdade, ser quem eu sou e vir do jeito que eu me sentir à vontade”. Carnaval renovado [LEIA_TAMBEM]Em Águas Claras, sete mil foliões vibraram na mesma energia de respeito e acolhimento, no Baile da Piki. “Mais do que um bloco, é um movimento cultural que reafirma o direito da comunidade de ocupar as ruas, celebrar sua existência e contribuir ativamente para a construção e renovação do Carnaval”, assinala o responsável pelo bloco, Matheus Maia. O Bloco do Amor também pediu passagem para a diversidade no coração de Brasília. A atriz Ana Flávia, 53, diz que acompanha o grupo desde a estreia nas ruas da cidade. “Eu venho aqui porque é um lugar seguro, de campanha pelo respeito à comunidade LGBT+ e pela acessibilidade; é um bloco muito carinhoso e cuidadoso com o folião”, afirma. “São 11 anos de Bloco do Amor e é um bloco sem incidentes, muito tranquilo, todo mundo com essa vibe de amor e de compartilhar com o próximo”, sublinha a coordenadora-geral do bloco, Letícia Helena. O DF Folia 2026 é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) promovida por meio de chamamento público, com investimento total de R$ 10 milhões, em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade. A programação completa pode ser conferida no site e nas redes sociais do DF Folia. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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