Fiscalização autua 43 condutores alcoolizados no fim de semana
Entre sexta-feira (5) e domingo (7), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio da Polícia Militar (PMDF), promoveu ações da operação Boas Festas em Ceilândia, Lago Norte, Recanto das Emas e Taguatinga. Ao todo, 498 testes de etilômetro foram aplicados. Operação Boas Festas segue para garantir a segurança nas ruas do DF | Foto: Divulgação/Detran-DF A operação resultou na autuação de 43 condutores que dirigiam sob a influência de álcool, 12 inabilitados, sete com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida há mais de 30 dias, sete por conduzir veículo com o escapamento irregular e 64 por infrações diversas. *Com informações do Detran-DF
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Cem casais oficializam união em edição do Casamento Comunitário no Museu da República
Foi novamente sob o traço do arquiteto Oscar Niemeyer que 100 casais oficializaram a união neste domingo (7), na quarta edição de 2025 do Casamento Comunitário. Depois de passar pelo Pontão do Lago Sul e pela Concha Acústica, o projeto — que oferece cerimônia, preparação e taxas gratuitas aos noivos — voltou ao lugar de origem, no Museu Nacional da República. “Nós estamos na quarta edição [de 2025] e hoje de uma maneira muito especial, porque o Casamento Comunitário como política pública no Distrito Federal iniciou aqui neste museu, no período de pandemia, com aquele distanciamento social. Então, hoje tem um tom nostálgico”, ressaltou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. O programa foi instituído pelo Decreto nº 41.971/2021. Desde então, já beneficiou mais de mil casais com a oficialização gratuita da união. Em 2025, a primeira edição ocorreu em março. As outras duas cerimônias foram em junho e em agosto. O programa foi instituído pelo Decreto nº 41.971/2021. Desde então, já beneficiou mais de mil casais com a oficialização gratuita da união | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Os participantes recebem diversos apoios para o grande dia: transporte, trajes completos, maquiagem e produção de cabelo para as noivas, além de registro fotográfico profissional, tudo viabilizado por meio de parcerias privadas e voluntárias. “É a formalização de uma situação que eles já viviam há muitos anos. Nós temos casais que já viviam juntos e que não tinham oportunidade, inclusive financeira, de formalizar essa união. Isso é respeito, isso é dignidade e isso é direito. Eu acredito que, muito mais do que proporcionar um dia tão especial para eles, mostra a preocupação do Estado com a família aqui no Distrito Federal”, acrescentou Marcela Passamani. Emoção Ao som da tradicional marcha nupcial — executada ao vivo por um conjunto de músicos —, os casais desceram as escadas do auditório do Museu da República rumo ao sim que mudaria a vida deles para sempre. O noivo, Alexsandro Carvalho, 35, considerou “importante ter a união oficializada”. Esse momento era o sonho de Kátia Kelly Caetano, 38 anos. Tanto que ela revelou ter acordado às 2h neste domingo sem conseguir conter a ansiedade — e foi a primeira noiva a chegar para receber a maquiagem gratuita. “Esperei muito por isso. Tem oito anos que eu estava ‘amigada’. Estava louca para casar de véu e grinalda e consegui realizar o sonho, graças a Deus.” O noivo, Alexsandro Carvalho, 35, considerou “importante ter a união oficializada”. “Levar a sério o casamento é importante para a vida. Fiquei emocionado, sem palavras”, descreveu ele, que ainda celebrou o fato de a cerimônia ocorrer em um cartão-postal da cidade: “Me sinto orgulhoso de casar no Museu da República”. Já Eliete de Oliveira, 39, exaltou a preparação que recebeu antes de dizer sim. “Foi muito lindo, me senti como uma princesa. Todo o cuidado com cabelo, maquiagem, ajuda para vestir a roupa, foi tudo que eu nem esperava, maravilhoso”, contou. Está muito satisfatório, tudo excelente. A equipe toda pronta para atendimento, tudo o que você precisa. Tem pessoas que não sabem dar nó em gravata, e até para isso tem uma pessoa especializada”, emendou o noivo, Irivaldo Pinheiro, 32. Eliete de Oliveira, 39, exaltou a preparação que recebeu antes de dizer sim. “Foi muito lindo, me senti como uma princesa" Eliete também reforçou o peso de ter a união oficializada. “Facilita muita coisa, vai ser só bênçãos. Regularizando o que precisava regularizar, dando um passo à frente para ficar tudo certinho”, pontuou. “É dizer sim e vida que segue. Felizes para sempre”, arrematou Irivaldo. Formalização A oficialização das uniões foi feita por quatro juízas de paz. “Para mim, é sempre uma honra. Isso é renovação, cidadania. É trazer para essas famílias pertencimento. Casamento traz pertencimento. E esse projeto é grandioso. Se for definir em uma palavra é grandiosidade”, apontou Mírtala Delmondez, uma das juízas, sobre o Casamento Comunitário. Secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani: “Nós estamos na quarta edição [de 2025] e hoje de uma maneira muito especial, porque o Casamento Comunitário como política pública no Distrito Federal iniciou aqui neste museu" Além da isenção das taxas cartoriais, o programa assegura benefícios legais fundamentais, como segurança jurídica, direitos sucessórios, acesso à pensão, inclusão em programas sociais e proteção ampliada para famílias que já viviam em união estável, mas não tinham condições de arcar com os custos do casamento civil. Para saber mais sobre o programa, consultar o passo a passo para inscrição e a lista de entidades parceiras, acesse este link.
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Distrito Federal planta 15 mil mudas nativas do Cerrado em ação integrada neste domingo
O Distrito Federal promoveu neste domingo (7) a maior edição do Dia de Plantar uma Muda Nativa do Cerrado, com o plantio de 15 mil mudas em diversas regiões administrativas. A ação, coordenada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), teve como ponto central o Parque Ecológico do Cortado, em Taguatinga, e contou com a participação de órgãos públicos, comitês locais e voluntários da sociedade civil. A programação no parque começou com apresentação da banda do Corpo de Bombeiros Militar do DF e um café da manhã. Escoteiros mirins também estiveram presentes, participando ativamente do plantio das mudas e reforçando o espírito de cidadania e educação ambiental promovido pelo evento. Também participaram servidores da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e integrantes do movimento regenerativo Tempo de Plantar, reforçando o caráter coletivo da iniciativa. Instituído pelo Decreto nº 44.606/2023, o evento consolidou-se como uma das principais iniciativas do GDF para promover a restauração ecológica, ampliar áreas verdes e envolver a população na defesa do Cerrado, bioma estratégico para o abastecimento hídrico da região. A Novacap prevê encerrar 2025 com o plantio de aproximadamente 115 mil árvores em todo o Distrito Federal | Foto: Divulgação/Sema-DF Além de Taguatinga, outras localidades também realizaram atividades simultâneas de plantio. Desde sua criação, a data tem ampliado seu alcance e resultados: foram 5 mil mudas plantadas em 2023 e mais de 10 mil em 2024. Neste ano, a marca de 15 mil mudas representa um novo patamar de mobilização ambiental no DF. As mudas foram fornecidas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), responsável por 10 mil unidades, e pelo Instituto Arvoredo, que contribuiu com outras 5 mil. A Novacap prevê encerrar 2025 com o plantio de aproximadamente 115 mil árvores em todo o Distrito Federal. “O Dia de Plantar é mais do que um gesto simbólico. É um compromisso com o futuro do nosso território e com o Cerrado, berço das nossas águas.” comentou o secretário de Meio Ambiente do DF, Gutemberg Gomes. Ele destacou ainda o papel dos servidores, instituições e cidadãos na construção de uma cidade mais verde e resiliente. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, também destacou a importância da participação social. “Quando governo e comunidade se unem, o resultado é transformador. Plantamos árvores, mas também plantamos consciência, cidadania e esperança”, afirmou. O educador ambiental Paulo César Araújo, do movimento regenerativo Tempo de Plantar, também participou da ação. “A minha sensação é de muita esperança de que, ao plantarem uma muda de árvore, as pessoas vão evoluir na sua consciência da sua relação com a natureza. Quando você vê uma árvore, sabe que foi plantada por alguém – pode ter sido você, sua família, seus amigos. Isso cria um sentimento de amor incondicional por ela.” declarou. Ele também ressaltou a importância de envolver as crianças nas próximas edições. “Para os próximos anos, pretendo que as crianças participem ativamente dos plantios, com a mobilização das escolas. Se crescerem plantando árvores, a relação com a natureza será de cuidado, amor e afeto.” disse. Representando o secretário de Governo do Distrito Federal, José Humberto, a gestora pública Rejane Pieratti destacou a importância da mobilização social que deu origem ao Dia de Plantar e o papel do movimento regenerativo Tempo de Plantar nesse processo coletivo. “Como o nosso amigo Paulo falou, eu venho acompanhando esse movimento desde 2019, quando eles vieram visitar a gente. Foi um longo caminho. Primeiro, queria dar parabéns ao grupo da sociedade civil do Tempo de Plantar, porque eles batalharam, foram guerreiros, até que essa ideia se transformasse em política pública. E toda ação que nasce da sociedade civil tem força e efetividade. Quando se trabalha em conjunto, o resultado acontece, como foi aqui no Distrito Federal. Parabéns para todos que sonharam e realizaram juntos.” afirmou. Entre os participantes do plantio, a escoteira Filomena Barros, de 75 anos, emocionou ao destacar a importância de cuidar do Cerrado para as futuras gerações. “Estamos aqui plantando para quem vem depois de nós. O escoteiro cuida da natureza e planta com amor. Essas árvores vão proteger as nascentes do nosso Cerrado, como as que temos aqui no Parque do Cortado.” afirmou. A iniciativa é resultado da integração entre a Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a Novacap, a Secretaria de Governo (Segov), as administrações regionais, representantes da sociedade civil e o movimento regenerativo Tempo de Plantar. Com a realização da edição de 2025, o GDF reafirma sua política de enfrentamento à crise climática por meio de ações concretas de recuperação do Cerrado e promoção da educação ambiental. *Com informações da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF)
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Ceilândia celebra Dia de Mudas com o plantio de 500 árvores nativas do Cerrado
Ceilândia amanheceu mais verde neste domingo (7). A Administração Regional, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do DF, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e Novacap, realizou o plantio de 500 mudas nativas do Cerrado na Nova Área de Eventos do P Sul — área escolhida estrategicamente por estar próxima ao Rio Melchior, contribuindo para a proteção das nascentes e para a recuperação ambiental do território. As mudas — doadas pela Novacap por meio do Programa de Arborização Urbana do Distrito Federal — foram plantadas com apoio de moradores, voluntários, servidores e lideranças comunitárias, reforçando a importância da união da comunidade em prol do meio ambiente. O administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, destacou a relevância do projeto para o futuro da região. Moradores também participaram do plantio voluntário | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia “Estamos unindo esforços para fortalecer a preservação do Cerrado e construir uma Ceilândia cada vez mais verde. O plantio dessas mudas é um gesto simples, mas de grande impacto para o futuro da nossa região”, ressaltou o administrador. Moradores também participaram do plantio voluntário. Para o comerciante João Carlos Mendes, a ação fortalece o sentimento de pertencimento no P Sul. “Participar desse plantio é uma forma de devolver algo para a nossa cidade. Essas 500 mudas vão transformar a área, melhorar o ar e trazer mais qualidade de vida. É bonito ver a comunidade unida por um futuro mais verde”, disse. Além de ampliar as áreas verdes, a iniciativa contribui para a proteção do ecossistema local, reforçando a importância do Rio Melchior para Ceilândia e estimulando mais consciência ambiental na comunidade. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia
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Governador Ibaneis Rocha reforça apoio a organizações religiosas durante agendas em Taguatinga
O governador Ibaneis Rocha participou da reinauguração da Catedral das Assembleias de Deus de Taguatinga (ADTAG), na QNJ 4, Área Especial, na manhã deste domingo (7). Ele parabenizou a igreja pela ampliação da estrutura e destacou o compromisso do governo em seguir apoiando as demandas da comunidade religiosa. “A senhora me contou que a capacidade era de 1.500 fiéis e agora aumentou para 4.000. Por isso, também cresce a necessidade de estacionamento, que nós, por meio da Secretaria de Governo e com o apoio do deputado distrital pastor Daniel de Castro — que destinou recursos de emendas — estamos construindo para atender a todos vocês”, afirmou o governador. Durante a celebração, o chefe do Executivo destacou o papel das religiões no acolhimento às famílias e reforçou o respeito e a admiração que tem por todas elas. “Sabemos que as igrejas vivem da contribuição dos fiéis e prestam um serviço essencial à sociedade. A gente sabe que a igreja chega onde, muitas vezes, o Estado não consegue chegar. Então, regulamentamos a Moeda Social e assim passamos a reconhecer as igrejas pelos serviços prestados à comunidade, ajudando inclusive no pagamento das prestações dos terrenos”, ressaltou o governador. Ibaneis Rocha também lembrou outras ações do governo. Ele destacou que, em 2019, ao assumir a gestão, seu primeiro ato foi regulamentar e recriar a Assessoria Religiosa. “O segundo passo veio ainda na OAB, quando eu presidia a entidade. Eu já convivia ali com os problemas de regularização dos templos religiosos. Juntamente com o pessoal da Agência de Desenvolvimento (Terracap), atualizamos toda a legislação, permitindo a regularização. Hoje, já são quase 600 escrituras de templos religiosos regularizadas na nossa cidade”, disse o governador. Templos regularizados Encerrando a manhã, Ibaneis Rocha participou do culto de Santa Ceia na Comunidade Cristã Ministério da Fé, liderada pelos apóstolos Fadi Faraj e Lígia Faraj. O encontro ocorreu na CNL 01, Setor L, também em Taguatinga. Durante a reunião de fé, o chefe do Executivo ressaltou o esforço do governo para facilitar a regularização dos templos e fortalecer o trabalho social realizado pelas igrejas. O governador Ibaneis Rocha parabenizou a igreja pela ampliação da estrutura e destacou o compromisso do governo em seguir apoiando as demandas da comunidade religiosa | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Com o apoio da Câmara Legislativa, nós ampliamos o parcelamento dos lotes — que era de 240 meses e passou para 360 meses — e reduzimos os juros, para que os templos pudessem realmente ser regularizados. E regulamentamos a Moeda Social. Por que? Muitas vezes, a igreja chega onde o Estado não chega. E encontramos um jeito de remunerar esse trabalho, o que tem ajudado muitas igrejas a manter o pagamento de seus terrenos junto à Terracap”, afirmou o governador. Ibaneis Rocha também ressaltou a importância de dar condições para que as igrejas continuem atuando junto às comunidades. “Outro ponto importante: havia grande dificuldade para comprar terrenos. Nos bairros novos construídos em Brasília, agora é obrigatório haver áreas destinadas às igrejas. E mais: antes, quando os terrenos iam a leilão, as igrejas tentavam comprar e não conseguiam, porque os empresários adquiriram tudo. Agora, temos licitações exclusivas para templos religiosos, facilitando essa expansão da assistência prestada pelas igrejas à população que mais precisa”, pontuou o governador. Valorização das religiões. Encerrando a manhã, Ibaneis Rocha participou do culto de Santa Ceia na Comunidade Cristã Ministério da Fé, liderada pelos apóstolos Fadi Faraj e Lígia Faraj Desde o início da gestão, em 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) passou a adotar uma série de medidas voltadas ao fortalecimento das organizações religiosas. Uma das primeiras ações foi a criação da Unidade de Assuntos Religiosos (Unar), responsável por estreitar o diálogo. Também foi instituída a regra de que todo novo bairro no DF deve contar com espaço destinado a atividades religiosas. Durante a pandemia da covid-19, em 2020, o governador Ibaneis Rocha adotou medidas para garantir a continuidade das atividades religiosas. Naquele ano, um decreto autorizou o funcionamento dos templos e uma lei reconheceu as igrejas como atividades essenciais, permitindo que permanecessem abertas para acolher fiéis e pessoas em situação de vulnerabilidade. Atualmente, o governo avança na construção do Museu da Bíblia, que contará com R$ 74 milhões em investimentos. O espaço visa preservar a memória religiosa, difundir as Sagradas Escrituras e se consolidar como novo ponto turístico do Distrito Federal. A construção da Praça da Bíblia, localizada na Vila São José, em Brazlândia, e a reforma da Praça da Bíblia da Candangolândia reforçam o respeito do governo por esse público.
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Governador Ibaneis Rocha entrega escritura de templo da Assembleia de Deus Campo Ceilândia Sul
O governador Ibaneis Rocha entregou, na manhã deste domingo (7), a escritura de compra e venda de um templo ocupado pela Assembleia de Deus Campo Ceilândia Sul (Adecs) há mais de 20 anos. “Desde a época em que fui presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já enfrentávamos um problema muito grande no DF: a questão da regularização dos templos religiosos. Nós, então, apresentamos um conjunto de leis à Câmara Legislativa e toda essa legislação permitiu que regularizássemos a grande maioria dos templos religiosos. Com esta escritura que entregamos aqui, já são quase 600 escrituras de templos religiosos regularizadas na nossa cidade”, afirmou o governador Ibaneis Rocha. A entrega faz parte da política de regularização urbanística e fundiária destinada a entidades religiosas e de assistência social do Distrito Federal, prevista em legislação complementar e regulamentações que orientam o programa Igreja Legal, iniciativa criada no início da atual gestão pela Agência de Desenvolvimento (Terracap) para dar segurança jurídica a ocupações históricas e resolver demandas acumuladas ao longo de décadas. A entrega faz parte da política de regularização urbanística e fundiária destinada a entidades religiosas e de assistência social do Distrito Federal | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Isso aí é o que o governo vem fazendo: regularizando tudo o que é possível. E, para as igrejas, isso é muito importante. Tendo esse documento, elas podem investir, porque sabem que aquilo é delas — é a segurança jurídica que elas têm daquele imóvel. É a garantia de que o imóvel é delas, de que ninguém nunca vai tirá-las dali, como ocorria anteriormente. Agora, a gente leva um documento formal. Antigamente se davam alguns papéis que não valiam nada; hoje, a gente entrega a escritura”, garantiu o presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Izidio Santos. Segurança jurídica A regularização foi formalizada por meio de Escritura Pública de Compra e Venda celebrada entre a Terracap e a igreja evangélica Assembleia de Deus de Ceilândia. A entrega inclui também o Termo de Registro Histórico referente à ocupação do imóvel pelo Campo Recanto das Emas há mais de duas décadas. O processo está amparado pelas Leis Complementares nº 806/2009 e nº 985/2021, além do Decreto Distrital nº 45.563/2024, que orientam as condições legais para a regularização fundiária. O valor da escritura é de R$ 331.259,78, com possibilidade de parcelamento em até 360 meses, sem juros. Para o pastor José Carvalho, vice-presidente da entidade, a escritura é uma importante conquista para a comunidade religiosa. “Regularizar essas áreas que viviam até em litígio sempre foi uma luta muito antiga da igreja. O governo Ibaneis Rocha tem ajudado tanto no incentivo como no cuidado, criando leis que beneficiam a igreja, beneficiam a regularização”, agradeceu o pastor. Entre 2019 e 2025, o programa já regularizou 558 imóveis de Igrejas, templos e entidades de Assistência Social, assegurando segurança jurídica às instituições. A iniciativa também possibilita a regularização por meio da moeda social, que permite às igrejas obterem a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) em troca da oferta de serviços gratuitos à comunidade. Valorização das religiões Desde o início da gestão, em 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) passou a adotar uma série de medidas voltadas ao fortalecimento das organizações religiosas. Para o pastor José Carvalho, vice-presidente da entidade, a escritura é uma importante conquista para a comunidade religiosa Uma das primeiras ações foi a criação da Unidade de Assuntos Religiosos (Unar), responsável por estreitar o diálogo. Também foi instituída a regra de que todo novo bairro no DF deve contar com espaço destinado a atividades religiosas. “Em 2019, a primeira coisa que fiz foi recriar a assessoria religiosa, porque sabíamos das diversas demandas das igrejas, que haviam passado por um período de muita dificuldade. Mas, isso ainda não bastava. Grande parte das igrejas, como é natural, vive da contribuição dos seus fiéis. Então, queríamos, de alguma forma, reconhecer e valorizar o trabalho feito pelas igrejas e pelas comunidades. Assim, também com apoio da Câmara Legislativa, aprovamos uma legislação que permitiu utilizar a moeda social como forma de compensação. Isso tem ajudado muitas igrejas do DF no pagamento de suas parcelas junto à Terracap”, disse o governador Ibaneis Rocha. Outra ação do governo foi a aprovação de uma lei na Câmara Legislativa que determina que todos os novos empreendimentos imobiliários da cidade reservem terrenos para igrejas. “E, mais: antes era quase impossível uma igreja comprar um lote em licitação, porque empresários acabavam adquirindo tudo. Agora não. Criamos editais exclusivos para igrejas — a concorrência existe, mas apenas entre instituições religiosas”, complementou o governador. Durante a pandemia da covid-19, em 2020, o governador Ibaneis Rocha adotou medidas para garantir a continuidade das atividades religiosas. Naquele ano, um decreto autorizou o funcionamento dos templos e uma lei reconheceu as igrejas como atividades essenciais, permitindo que permanecessem abertas para acolher fiéis e pessoas em situação de vulnerabilidade. “Foi um momento de muito sofrimento. A grande maioria dos estados do Brasil fechou os templos; Brasília, não. E ali, para mim, foi um gesto inspirado por Deus. Com tanto sofrimento e tanta incerteza entre a vida e a morte, apenas as igrejas conseguiam acolher as pessoas, e mantivemos todas funcionando, dentro das regras sanitárias”, lembrou o governador. Atualmente, o governo avança na construção do Museu da Bíblia, que contará com R$ 74 milhões em investimentos. O espaço visa preservar a memória religiosa, difundir as Sagradas Escrituras e se consolidar como novo ponto turístico do Distrito Federal. A construção da Praça da Bíblia, localizada na Vila São José, em Brazlândia, e a reforma da Praça da Bíblia da Candangolândia reforçam o respeito do governo por esse público.
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Governador Ibaneis Rocha sanciona mudanças na Lei de Uso e Ocupação do Solo em Ceilândia
O governador Ibaneis Rocha sancionou, neste sábado (6), o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 89/2025 que altera a Lei Complementar nº 948/2019, responsável pela Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos). A mudança, assinada no Sesc Ceilândia, atualiza regras que definem onde podem existir residências, comércios e equipamentos públicos. “Nós tínhamos aqui na Ceilândia uma situação bastante atípica. A cidade foi crescendo ao longo das grandes avenidas que têm, e as pessoas foram transformando as suas residências em comércios. Então, nós precisávamos trazer regularidade, porque essas pessoas trabalhavam de forma ilegal, sem ter a condição de possuir documentação e, muitas vezes, de buscar até um financiamento para ampliar o seu negócio”, afirmou o governador. Ibaneis Rocha destacou que a medida também abre caminho para a chegada de grandes investimentos. “Outra questão é a dos grandes empreendimentos, que também não podiam se fixar na cidade, e grande parte dos que já existem estava de forma irregular. Com isso, a gente traz novos setores atacadistas, grandes construtoras, lojas de material de construção”, destacou o governador. A mudança, assinada no Sesc Ceilândia, atualiza regras que definem onde podem existir residências, comércios e equipamentos públicos. | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Desenvolvimento ordenado A proposta, elaborada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e aprovada por unanimidade nos dois turnos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), tem como base o Estudo para Dinamização da Luos em Ceilândia. O objetivo é ajustar as regras urbanísticas à realidade local e incentivar o desenvolvimento econômico da região administrativa, ampliando atividades comerciais, de serviços e de moradia em cerca de três mil lotes. “As pessoas trabalham, muitas vezes geram emprego e não conseguiam regularizar sua atividade comercial. Então, colocamos em todas as avenidas de maior porte da Ceilândia a possibilidade de atividade comercial. Colocamos também o uso residencial na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE). Várias pessoas exerciam suas profissões sem ter onde morar, moravam em cima dos estabelecimentos. Agora, a Luos traz regularidade também para essas situações”, esclareceu o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz. Segundo a Seduh, o estudo foi construído a partir de análises técnicas, visitas de campo e escuta de moradores e da Administração Regional. Uma das principais medidas é a ampliação de uso em 2.100 lotes residenciais, que passam a permitir pequenos comércios e serviços, como padarias, mercadinhos e salões de beleza. Além disso, outros 500 lotes também passaram a permitir mais tipos de atividades, como comércios varejistas e instituições de ensino de nível médio e superior. Esses terrenos ficam em vias que conseguem receber serviços maiores sem prejudicar residências próximas. “No setor da ADE, Centro Norte, as pessoas exercem atividade embaixo e moram em cima. Agora, essas residências serão regularizadas. No setor industrial, atividades atacadistas que não estavam contempladas agora estão incluídas. São várias atividades que realmente vão destravar o comércio e beneficiar o empresariado”, garantiu o Administrador Regional de Ceilândia, Dilson Resende. Secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz: "Várias pessoas exerciam suas profissões sem ter onde morar, moravam em cima dos estabelecimentos. Agora, a Luos traz regularidade também para essas situações” O estudo também prevê a possibilidade de uso residencial em 142 lotes da Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) do Centro Norte. Até então, a ocupação desses terrenos era exclusivamente comercial. Com a mudança, será possível construir moradias sobre lojas, incentivando o uso misto e a ocupação mais eficiente do território. Nos setores de Indústrias e de Material de Construção, outros 35 lotes foram autorizados a receber atividades complementares às já existentes. “O objetivo é desenvolver a cidade de forma ordenada, garantindo aos empresários a segurança jurídica necessária para investir, gerar emprego, gerar renda, recolher tributos e ajudar o Distrito Federal a crescer”, pontuou Marcelo Vaz. Empresário fortalecido Leonardo Caetano trabalha há 20 anos no ramo de gastronomia e defende que a nova legislação vai trazer muitos benefícios. "Inclusive para financiamentos, que ajudam a custear as empresas, para conseguirmos regularizar e obter lucros. E documentação também, que era uma coisa que afligia muito os empresários e comerciantes de Ceilândia", disse o empresário. Para Cleuza Rodrigues Braga, empresária há 12 anos no setor atacadista de material de construção, a mudança vai contribuir para o desenvolvimento e crescimento da cidade. “Estou há 30 anos aqui e já vi a cidade melhorar muito. Essa nova lei, principalmente para nós, vai ajudar bastante, contribuindo para a legalização da documentação, que até então era, vou dizer, muito burocrática. Espero que seja mesmo para melhor, como ouvimos hoje na proposta do governo”, afirmou a empresária.
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Núcleo Rural Capoeira do Bálsamo recebe saúde e cidadania em ação de Natal
Na Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), muito além de presentes, o Papai Noel entrega saúde e cidadania. Na manhã deste sábado (6), a comunidade do Núcleo Rural Capoeira do Bálsamo, no Lago Norte, recebeu a visita de profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Lago Norte em uma ação especial de Natal. A população assistida pela equipe de Saúde da Família (eSF) contou com oferta de vacinas, testes rápidos, avaliação odontológica, entrega de kits de higiene bucal e acompanhamento da saúde de beneficiários do Bolsa Família. Além de serviços, um bazar solidário com roupas e brinquedos distribuídos gratuitamente foi organizado pelos profissionais. O cardápio com doces e salgados, junto a brincadeiras e atividades infantis, completava a festa. Para a pequena Maria Cecília, que comemorava antecipadamente o aniversário de um ano, que completará neste domingo (6), era mesmo motivo de festa. A mãe, Maria Juliana Paixão, 41 anos, aproveitou a oportunidade para atualizar o cartão de vacina e realizar avaliação odontológica da bebê. Ela repetiu testes rápidos para ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e ainda escolheu algumas roupas que precisavam. A população assistida pela equipe de Saúde da Família (eSF) contou com oferta de vacinas, testes rápidos, avaliação odontológica, entrega de kits de higiene bucal e acompanhamento em saúde aos beneficiários do Bolsa Família. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF "Gosto bastante dessas ações. Não perco! Toda vez que tem, eu venho", garante. "É uma ação que a comunidade precisa, pois muita gente não tem disponibilidade para ir até a unidade de saúde. Sem falar que eles trazem muita alegria pra gente", afirma a moradora da região. Saúde e solidariedade Atividades deste tipo são realizadas periodicamente pela eSF. A intenção, desta vez, foi aproveitar o "espírito natalino". "A gente sempre tenta unir as duas coisas: saúde e solidariedade", explica a técnica em enfermagem, Marlene Oliveira. O evento aconteceu no espaço da Igreja Libertar, parceiro regular na localidade. Foram mais de dez profissionais, entre enfermeiros, técnicos em enfermagem, odontólogos, técnicos em saúde bucal e Agente Comunitário de Saúde. Também apoiaram a ação professoras e estudantes da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB), que colaboram com a rotina da UBS. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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🔍Projeto Desaparecimento em Foco atua na Rodoviária Interestadual
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Governador Ibaneis Rocha entrega mais 320 unidades habitacionais no Itapoã Parque
Mais uma vez, o Itapoã Parque foi tomado por sorrisos, lágrimas de alegria e pela sensação de sonho realizado. Neste sábado (6), em cerimônia com presença do governador Ibaneis Rocha, 320 novas unidades habitacionais foram entregues no local, beneficiando cerca de 1,2 mil pessoas. “A gente sabe a importância de ter a casa própria. O sentimento de poder criar a sua família com tranquilidade, fazer o seu investimento e sair do aluguel é muito importante para todos nós. Então, esse é o tipo de cerimônia que me enche de alegria. E o nosso projeto de moradias no Distrito Federal não para no Itapoã Parque. Nós temos muitas moradias populares sendo construídas em várias cidades”, apontou o governador, elencando como exemplos as regiões de Recanto das Emas, Santa Maria, Samambaia e Planaltina, além dos Jardins Mangueiral, no Jardim Botânico. Ibaneis Rocha ainda destacou a importância do chamado cheque moradia, um subsídio de R$ 16.079,27 ofertado pelo Programa Morar DF, cujo objetivo é reduzir os custos da entrada e facilitar o financiamento de unidades habitacionais: “Com ele, todos os imóveis em construção no Distrito Federal estão podendo ser acessados pelas famílias de baixa renda. Esse cheque moradia, eu chamo de ‘cheque esperança’, porque a pessoa recebe, dá entrada no seu imóvel e vai ser feliz para o resto da vida”. Neste sábado (6), em cerimônia com presença do governador Ibaneis Rocha, 320 novas unidades habitacionais foram entregues no local, beneficiando cerca de 1,2 mil pessoas | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Com os dois condomínios inaugurados neste sábado, o Itapoã Parque chega a 7.488 unidades habitacionais entregues. Quando concluído, o empreendimento terá 12.112 apartamentos, divididos em 71 condomínios — dos quais 45 já abriram suas portas aos moradores. “Estamos falando de quase 30 mil pessoas que já foram beneficiadas nesse empreendimento, que é belíssimo, é premiado. É hoje o maior empreendimento de habitação de interesse social do Brasil, dotado de todos os equipamentos públicos, dando dignidade, dando qualidade de vida e tudo aquilo que uma pessoa precisa para ser feliz e viver com dignidade. É uma vitória, uma mudança de vida para as famílias", reforçou o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), Marcelo Fagundes. Conquista As moradias foram entregues a famílias com renda entre R$ 1,5 mil e 12 salários mínimos. Cada apartamento conta com dois ou três quartos, sala, cozinha, banheiro, e os condomínios têm estacionamento e área comum, com espaço de lazer para crianças Conquistar um espaço como esse era o sonho de Karine Santos, 25 anos. “Esperamos tanto tempo por esse momento, é uma alegria que nem cabe no peito”, definiu a nutricionista. Casada há dois anos, ela vai poder deixar a casa dos pais, onde vivia com o marido, Victor de Oliveira, 25. “É bem melhor, mais privacidade, mais liberdade. É a realização de um sonho. A gente sempre quis ter um localzinho só para a gente, então, graças a Deus, estamos conseguindo realizar”, contou o autônomo. Já o casal Thiago Gomes, 31, e Márcia Chaves, 26, vai poder deixar o aluguel para trás. “Conseguir sua casa própria não tem preço”, celebrou o pintor automotivo. “Vamos pagar algo que vai ser para a gente. Morar de aluguel é um dinheiro sem volta. Esse vai ser para a vida”, emendou a auxiliar de limpeza. Os dois têm um filho, Brayan, de 5 anos, que já se empolgou com o parquinho do condomínio. “Falei que ele vai enjoar de tanto brincar. Eu amei, coração explodindo de felicidade”, arrematou a mãe. Conquistar um espaço como esse era o sonho de Karine Santos, 25 anos Itapoã O Governo do Distrito Federal (GDF) chegou, com os apartamentos deste sábado, a 11.911 unidades habitacionais entregues desde 2019. O Itapoã lidera entre as regiões com mais moradias entregues. Mais do que as unidades, o Itapoã Parque também tem recebido infraestrutura urbana e social. Já há no local uma escola classe com capacidade para atender cerca de 1,3 mil alunos do 1º ao 5º ano da educação infantil e do ensino fundamental, e também uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). “Isso é pensar na família, pensar nas necessidades da população de uma maneira geral. Não é só dar habitação, que é muito importante, mas fornecer também condições para a pessoa viver aqui como comunidade, entregando tudo o que uma comunidade precisa”, ressaltou o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo. A região como um todo tem recebido diversas obras que vêm transformando a realidade da população. A maior delas é o Complexo Viário Saída Leste, que atende cerca de 60 mil motoristas por dia. Também na infraestrutura, ruas foram pavimentadas, calçadas construídas e dois novos retornos foram abertos na DF-250. Ainda é possível citar como exemplo a Rodoviária, que, diariamente, beneficia mais de 30 mil passageiros e motoristas de ônibus.
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Banco de leite do HRT homenageia mães doadoras
O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) homenageou, nesta sexta-feira (5), as mães doadoras em uma festa de Natal. A ocasião reuniu profissionais, usuários e parceiros do serviço de saúde durante um almoço na sede do Rotary Club de Taguatinga Norte, um apoiador histórico. A celebração promoveu o encontro entre mães doadoras e mães cujos bebês, internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do HRT, recebem o leite doado. O objetivo foi agradecer às protagonistas da rede de apoio à saúde materno-infantil. "São mulheres que transformam vidas e a realidade. Cada bebê que recebe o leite doado, hoje, pode viver, pode sonhar", enaltece a chefe do BLH-HRT, Natália Conceição. Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga (BLH-HRT) homenageou as mães doadoras em uma festa de Natal | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Rede de apoio Metici Santos, 39 anos, sabe bem da importância do alimento para o desenvolvimento de um bebê prematuro. Nascida antes das 38 semanas de gestação, a filha Luisa, hoje com seis meses de vida, esteve no colo dos pais durante a comemoração. A mãe doa leite humano há três meses: “É como se eu transmitisse um pouco do carinho que sinto por minha filha para outros bebezinhos”, traduz. Quem reconhece o empenho é Andecléia Campos, 33 anos, mãe do pequeno Asafe, nascido há 17 dias. O bebê está na Utin do HRT, após 27 semanas de gestação; mas a mãe, com suporte da equipe da unidade hospitalar, foi ao evento levar o agradecimento pelo leite ofertado pelo BLH. “Tenho certeza que, quando meu filho estiver grande, vou sempre contar a história de mulheres que se disponibilizaram a tirar e doar leite para ele”, promete. Aleitamento materno Os BLH e os Postos de Coleta de Leite Humano (PCLH) desempenham um papel fundamental na promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno no Distrito Federal. As doações contribuem diretamente para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria da saúde e qualidade de vida da população. Caso deseje doar leite, necessite de orientações sobre amamentação ou esteja com problemas nas mamas no período do aleitamento, é possível entrar em contato com o BLH ou PCLH mais próximo de casa. No DF, a Secretaria de Saúde (SES-DF) conta com 14 BLHs e 7 PCLHs. O cadastro para a doação é feito pelo Disque Saúde 160, opção 4; pelo site Amamenta Brasília; ou pelo Portal Cidadão do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Projeto Desaparecimento em Foco atua na Rodoviária Interestadual
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) participou, nessa sexta-feira (5), da segunda edição da mobilização pública do projeto Desaparecimento em Foco, promovido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio do Núcleo de Direitos Humanos (NDH). A ação ocorreu na Rodoviária Interestadual de Brasília, ampliando o alcance da campanha de sensibilização iniciada na semana anterior, no Plano Piloto. Com fluxo intenso de passageiros de diversas regiões do país, o local foi escolhido estrategicamente para potencializar a divulgação de informações essenciais sobre prevenção ao desaparecimento, canais de notificação e procedimentos corretos de acionamento. Durante toda a manhã, equipes do NDH e da SSP-DF realizaram atendimentos espontâneos, conversas de orientação e distribuição de materiais informativos, reforçando que o registro de ocorrência deve ser feito imediatamente, sem a falsa exigência de aguardar 24 horas. O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, ressaltou que a atuação integrada é decisiva para reduzir o sofrimento das famílias e fortalecer a resposta institucional. “O enfrentamento ao desaparecimento de pessoas exige articulação, técnica e sensibilidade. Nenhuma instituição, isoladamente, consegue responder com a agilidade e a profundidade que esse tema demanda. Por isso, o trabalho conjunto entre a SSP-DF, o MPDFT e toda a rede de proteção é fundamental. Estamos construindo fluxos, aprimorando protocolos e qualificando nossa capacidade de prevenção e busca, sempre com foco na proteção da vida e no acolhimento das famílias”, disse. A ação ocorreu na Rodoviária Interestadual de Brasília | Foto: Divulgação/SSP-DF A promotora de Justiça Polyanna Silvares, chefe do Núcleo de Direitos Humanos do MPDFT, destacou o impacto social da iniciativa e o papel da atuação conjunta. “Nosso objetivo é conscientizar a população e demonstrar que há apoio institucional disponível. Muitas famílias não sabem por onde começar ou desconhecem que existe uma estrutura especializada capaz de agir rapidamente para buscar soluções”, afirmou. A importância da consolidação das políticas públicas voltadas ao tema foi ressaltada pelo subsecretário de Integração de Políticas em Segurança Pública, Jasiel Fernandes. “Uma política que está apenas no papel não atende à população. Ela precisa ser concretizada na prática, baseada em evidências e dados. A integração com o MPDFT fortalece nossa capacidade de prevenir casos, orientar as famílias e qualificar a resposta do Estado.” A atuação integrada fortalece o fluxo intersetorial que envolve órgãos de segurança, justiça, assistência social e saúde, ampliando a capacidade de localizar pessoas e oferecer apoio qualificado às famílias. Desaparecimento A iniciativa do MPDFT teve como objetivo ampliar o diálogo com a sociedade, esclarecer dúvidas, apresentar canais oficiais de registro e desfazer mitos ainda persistentes sobre o tema — entre eles, a ideia equivocada de que é preciso aguardar um prazo mínimo para comunicar um desaparecimento. As ações fazem parte de um calendário permanente de sensibilização e contam com o apoio institucional da SSP-DF. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
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Governador enaltece trabalho das religiões junto à população em café da manhã com pastores
O governador Ibaneis Rocha destacou a atuação das igrejas e entidades socioassistenciais junto à população durante o evento de comemoração dos 55 anos do Conselho de Pastores Evangélicos do Distrito Federal (Copev-DF), na Asa Sul. “O governo se coloca como parceiro, em reconhecimento ao trabalho que vocês realizam todos os dias pelas famílias mais carentes da nossa cidade. Afinal, a igreja alcança lugares onde o estado muitas vezes não consegue chegar”, afirmou o governador. Valorização das religiões Desde o início da gestão, em 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) passou a adotar uma série de medidas voltadas ao fortalecimento das organizações religiosas. Uma das primeiras ações foi a criação da Unidade de Assuntos Religiosos (Unar), responsável por estreitar o diálogo. Também foi instituída a regra de que todo novo bairro no DF deve contar com espaço destinado a atividades religiosas. Desde o início da gestão, em 2019, o GDF passou a adotar uma série de medidas voltadas ao fortalecimento das organizações religiosas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “O primeiro ato que eu fiz quando assumi o governo foi recriar a Assessoria Religiosa, que o governador anterior tinha acabado. Conhecedor das leis, que Deus me permitiu através da advocacia, e com um grupo competente que nós montamos também dentro do governo, nós atualizamos hoje, com o apoio da Câmara Legislativa, toda a legislação que dizia respeito à regularização não só de templos, mas também de clubes e outras áreas que estavam irregulares no Distrito Federal”, disse o governador. Outro compromisso firmado foi a regularização dos templos e espaços religiosos. Por meio do Programa Igreja Legal, conduzido pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), já foram regularizados *558 imóveis entre 2019 e 2025*, assegurando segurança jurídica às instituições. A iniciativa também possibilita a regularização por meio da moeda social, que permite às igrejas obterem a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) em troca da oferta de serviços gratuitos à comunidade. “Para que vocês tenham ideia, só de igrejas, são quase 600 que receberam suas escrituras na nossa cidade, regularizando seus problemas e dando tranquilidade para seus pastores trabalharem juntamente com seus fiéis”, ressaltou Ibaneis Rocha. A iniciativa também possibilita a regularização por meio da moeda social, que permite às igrejas obterem a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) em troca da oferta de serviços gratuitos à comunidade. “Também, com o apoio da Câmara Legislativa, nós criamos uma legislação que tornou possível a moeda social, que hoje ajuda os templos que estão pagando suas parcelas a abater esse valor com o trabalho que já era feito pelas igrejas junto às comunidades. E, mais recentemente, a Câmara Legislativa, conseguiu aprovar uma atualização permitindo que essa moeda social possa ser aplicada fora do terreno das igrejas. Porque a gente sabe o trabalho que vocês fazem lá na ponta, para quem mais precisa”, reforçou Ibaneis Rocha. O governador também lembrou das ações criadas para facilitar o acesso das igrejas a áreas públicas e garantir espaço para sua atuação no DF. “Criamos algo que era quase impossível: uma igreja adquirir um terreno numa licitação da Terracap. Nós passamos a fazer editais de licitação exclusivos para as igrejas, porque antes os empresários compravam todos os terrenos e, agora, não há mais essa disputa com as igrejas. E, com isso, também tivemos a oportunidade, com o apoio da Câmara, de colocar que cada bairro criado no Distrito Federal tenha uma área reservada para as igrejas”, pontuou Ibaneis Rocha. O governador também lembrou das ações criadas para facilitar o acesso das igrejas a áreas públicas e garantir espaço para sua atuação no DF Apoio religioso O evento também foi marcado por agradecimentos de lideranças religiosas ao trabalho desenvolvido pelo GDF. “O governador Ibaneis Rocha tratou o segmento religioso, especialmente as igrejas evangélicas, com muito carinho e muito respeito. Ele atendeu as principais reivindicações. Veja: a legalização das áreas, dos terrenos, e as creches — mais de 70 creches para abrigar as crianças — algo que aliviou muito o trabalho da Igreja”, agradeceu o bispo Robson Rodovalho, fundador do Sara Nossa Terra. Durante a pandemia da covid-19, em 2020, o governador Ibaneis Rocha adotou medidas para garantir a continuidade das atividades religiosas. Naquele ano, um decreto autorizou o funcionamento dos templos e uma lei reconheceu as igrejas como atividades essenciais, permitindo que permanecessem abertas para acolher fiéis e pessoas em situação de vulnerabilidade. “Tivemos um período triste no mundo, que foi o período da pandemia — nossa, de todos nós, de todas as nações. E todos os estados brasileiros fecharam as igrejas. E eu, naquele momento, acho que Deus colocou a mão e disse: ‘Se não abrir as igrejas, quem vai sofrer mais ainda é a população, porque vai faltar para ela o conforto nesse momento de tanta dor’. Juntamente com todos os pastores e com todos os padres, reabrimos as igrejas durante o período da pandemia, permitindo que todos acolhessem as famílias que estavam em dificuldade”, lembrou Ibaneis Rocha. Atualmente, o governo avança na construção do Museu da Bíblia, que contará com R$ 74 milhões em investimentos. O espaço visa preservar a memória religiosa, difundir as Sagradas Escrituras e se consolidar como novo ponto turístico do Distrito Federal. A construção da Praça da Bíblia, localizada na Vila São José, em Brazlândia, e a reforma da Praça da Bíblia da Candangolândia reforçam o respeito do governo por esse público.
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Operação policial intensifica ações em Ceilândia
Nesta sexta-feira (5), em Ceilândia, a Polícia Militar do Distrito Federal lançou mais uma etapa da Operação Ceilândia Segura, com apoio de equipes do 8º Batalhão, além de unidades especializadas e órgãos parceiros. A ação foi realizada na região administrativa e contou com a participação da DF Legal, responsável por fiscalizações relacionadas ao comércio irregular, e da Administração Regional, que atuou na organização dos espaços públicos. Esta sexta marcou também o 22º dia consecutivo de ações integradas de redução de crimes na região. O policiamento ostensivo foi reforçado, ampliando a presença policial e a capacidade de resposta em toda Ceilândia. A corporação destacou que a iniciativa visa intensificar o patrulhamento, coibir delitos, fortalecer a aproximação com a comunidade e garantir maior sensação de segurança à população, reforçando o compromisso constitucional da PMDF de proteger o cidadão. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
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Agências do trabalhador abrem a semana com 760 vagas de emprego disponíveis
As agências do trabalhador do Distrito Federal abrem a semana, nesta segunda-feira (8), com 760 vagas para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 3.767,56. O posto com a remuneração mais alta é o de chefe de manutenção mecânica de sistemas operacionais, na Asa Norte. Há uma vaga aberta para pessoas que tenham ensino superior completo em Elétrica e experiência prévia na função. Outros três cargos destacam-se pela quantidade de oportunidades oferecidas, com 50 cada: auxiliar de limpeza, frentista e operador de caixa. Todos eles exigem ensino médio completo e dispensam experiência. Os salários, nesses casos, variam de R$ 1.606 a R$ 2.053,75. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).
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Violência contra a mulher: rede de proteção do DF acolhe mais de 4,8 mil vítimas em 2025
“Ser mulher é viver sempre com medo”, desabafa uma vítima de violência atendida na rede pública do Distrito Federal. Só neste ano, até outubro, mais de 4,8 mil pessoas buscaram apoio nos centros de especialidades para atenção às pessoas em situação de violência (Cepavs). Para fortalecer essa rede de proteção, o Governo do Distrito Federal (GDF) ampliou as unidades e aprimorou os protocolos de atendimento, que asseguram acolhimento biopsicossocial e o encaminhamento das vítimas para serviços especializados. Hoje, o DF conta com 18 centros distribuídos em várias regiões administrativas. A chegada ao serviço foi um passo difícil, mas necessário, segundo uma usuária atendida pelo Cepav de Santa Maria. Ela conta que já fazia terapia com um psicólogo e, em uma das sessões, criou coragem para relatar o que estava acontecendo dentro de casa. Depois de ouvi-la, o profissional sugeriu que ela buscasse um atendimento específico para mulheres em situação de violência, explicando que havia acompanhamento individual e em grupo. “Foi aí que comecei a procurar na internet”, lembra. Ela revela que conseguiu o telefone, agendou o primeiro horário e foi. “Conversei com uma assistente social e ela começou a me acompanhar. Fiz duas ou três sessões individuais e depois entrei para o grupo de mulheres.” Ela conta que, no primeiro dia, estava muito nervosa. “Falar sobre o que aconteceu não é fácil. Eu não sabia o que esperar.” Hoje, o DF conta com 18 centros distribuídos em várias regiões administrativas | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília DF A entrevistada mora com a mãe, o padrasto e dois irmãos e revela ter sofrido tentativa de abuso por parte do padrasto. Apesar disso, ainda não conseguiu sair de casa, o que torna tudo mais difícil. “Foi por isso que meu psicólogo pediu para eu procurar esse atendimento. Para eu ter novas respostas, para entender melhor o que estava acontecendo comigo.” Com o tempo, ela diz ter encontrado acolhimento e força na equipe e nas outras mulheres. “A gente se fortalece, cria amizade, aprende coisas que não sabia, até sobre direitos que eu nunca tinha ouvido falar. Abre a mente.” O serviço, diz ela, a ajudou também a lidar com as emoções. “A raiva, o medo, o que fazer depois… eu aprendi bastante. Isso foi muito importante.” Em maio deste ano, outra vítima conheceu o serviço do Cepav após uma indicação de uma colega do trabalho. Ela havia sofrido abuso na adolescência, algo que ficou reprimido por muitos anos. Fez terapia, mas ainda assim aquilo a atravessava de diversas formas. “Passei por três sessões individuais com psicólogos e assistentes sociais. Foram encontros muito intensos. Porque você precisa contar tudo de novo. Revive tudo. Mas, dessa vez, há alguém especializado ouvindo, te guiando: ‘Ok, isso aconteceu, mas agora vamos entender como seguir’”, conta. “Eu acreditava que minha vida estava estruturada. Casamento estável. Eu tinha vindo tratar do abuso da adolescência. Mas, nas rodas de conversa, quando entramos nas discussões sobre a Lei Maria da Penha e os tipos de violência, várias red flags começaram a aparecer. Meu casamento não estava saudável. Eu negava: ‘Não, não mexam nisso. Meu problema é o passado.’ Mas, cada vez que os profissionais pontuavam comportamentos, eu voltava para casa cheia de abas abertas na cabeça: ‘Isso está estranho, isso não é normal’”. “A gente se fortalece, cria amizade, aprende coisas que não sabia, até sobre direitos que eu nunca tinha ouvido falar. Abre a mente" Usuária atendida pelo Cepav de Santa Maria A vítima estava com essa pessoa durante sete anos, e casada há quase quatro. “Desde o início havia discussões que terminavam com ele pegando uma faca, dizendo que eu iria 'ver quem é homem', batendo portas, me ferindo psicologicamente. Eu minimizava tudo: ‘Ele está cansado do plantão’, ‘ele falou de um jeito ruim, mas tudo bem’”. Com o Cepav, ela teve acesso à informação. “E aí vem a tríade que aprendi aqui: primeiro a gente conhece, depois a gente se conscientiza, depois a gente rompe o ciclo”, afirma. “Eu conhecia a Maria da Penha superficialmente. Aqui, descobri o que era violência patrimonial, e percebi que estava presa nela há muito tempo. Eu não tinha acesso ao meu próprio cartão de crédito; todos ficavam com ele. Ele “cuidava do dinheiro da casa”. Até que um dia, enquanto eu dormia, ele transferiu todo o meu salário para a conta dele. Quando questionei, ele disse: ‘Você só vê o pior das pessoas. Estou cuidando de você’”. “Esse espaço foi fundamental. Eu vim por uma dor do passado… e descobri outra dor, que eu vivia no presente. E penso: se eu não tivesse conhecido o serviço, até quando eu continuaria ali? Talvez nem estivesse viva. Hoje eu entendo: amor não dói, não ameaça, não controla, não humilha. Amor não rouba sua autonomia. E nós, como mulheres, precisamos quebrar o ciclo, mesmo sendo difícil, dolorido, exigindo coragem diária.” Como funciona O serviço do Cepav funciona como uma porta segura para quem chega após sofrer algum tipo de agressão, seja por demanda espontânea, por notificação feita dentro do próprio hospital ou por encaminhamentos da rede externa. “Os pacientes chegam aqui basicamente de duas formas: ou são encaminhados por notificação do pronto-socorro e das enfermarias, ou vêm por demanda espontânea, quando alguém indica o serviço ou quando eles já conhecem o atendimento”, explica o chefe do Cepav de Santa Maria, Ronaldo Lima Coutinho. O funcionamento ocorre todos os dias úteis, das 7h às 18h. “Qualquer pessoa que passou por violência e precisa desse acolhimento pode vir nesse horário. Estamos aqui para receber.” O chefe faz questão de diferenciar o serviço do restante do hospital. “É muito diferente de uma consulta de rotina ou de um atendimento por acidente. Aqui, a pessoa chega porque viveu uma violência. E nós atendemos variados tipos: violência doméstica, sexual, familiar, intrafamiliar e também casos de negligência. O nosso público são crianças, adolescentes, mulheres e idosas. Homens não são atendidos neste núcleo específico.” Ele explica que o Cepav integra a chamada Rede de Flores, que reúne 18 unidades distribuídas pelo DF: a unidade de Santa Maria recebe o nome de Flor do Cerrado. “Cada núcleo tem autonomia, mas todos seguem o mesmo propósito: proteger e acolher pessoas em situação de violência.” Ronaldo Lima Coutinho: “Qualquer pessoa que passou por violência e precisa desse acolhimento pode vir nesse horário. Estamos aqui para receber" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Ao comentar os dados deste ano, o chefe avalia que os números podem tanto indicar aumento real quanto maior coragem para denunciar. “Existe, sim, uma subida nos registros, mas ainda temos muita subnotificação. A violência é algo que a pessoa demora a reconhecer, seja por medo, vergonha ou por pressão familiar. Muitas mulheres não denunciam porque moram com o agressor, porque têm filhos, porque dependem financeiramente dele ou porque são ameaçadas. Isso pesa muito.” Ele reforça que o Cepav não tem caráter investigativo. “Nosso papel não é apontar culpados, e sim cuidar da parte social e psicológica. Trabalhamos a saúde mental desse paciente e o fortalecimento para que ele possa tomar decisões de proteção.” Segundo ele, a maioria das violências registradas acontece dentro de casa. “Pelos dados e pela nossa vivência, cerca de 90% das agressões têm relação intrafamiliar. Infelizmente, hoje é mais arriscado sofrer violência dentro da própria casa do que na rua.” O IgesDF administra o Cepav Flor do Cerrado, localizado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A equipe é composta por uma enfermeira, duas técnicas de enfermagem, duas assistentes sociais, dois psicólogos e dois técnicos administrativos. O presidente do Iges, Cleber Monteiro, destaca que há muitos anos a unidade cumpre um papel que honra a tradição do serviço público: acolher, proteger e orientar quem mais precisa. Para ele, esse trabalho só é possível porque atuam de forma integrada com toda a rede de proteção, construindo respostas sólidas e responsáveis para cada caso. “Proteger vítimas de violência exige união, responsabilidade e visão de longo prazo. O Cepav Flor do Cerrado mostra como a integração entre saúde, assistência social, segurança, justiça e comunidade produz resultados reais”, afirma. Cleber ressalta que o intuito é fortalecer ainda mais essa rede para que cada pessoa atendida encontre amparo, dignidade e caminhos para recomeçar. "Nós fazemos reuniões frequentes para discutir casos, e a articulação com o Conselho Tutelar acontece imediatamente quando necessária", destaca Guaia Monteiro Siqueira A Rede de Flores atua de forma articulada com toda a rede de proteção e enfrentamento à violência, envolvendo delegacias especializadas, como as DEAMs e as Delegacias da Criança e do Adolescente, para encaminhamento e acompanhamento de casos; a Assistência Social, por meio dos Cras, Creas e Caps, que oferecem suporte individual e familiar; a Educação, com ações preventivas nas escolas e mediação de conflitos; e o sistema de Justiça, incluindo Ministério Público e TJDFT, no acompanhamento dos processos e na definição de medidas protetivas. Segundo a chefe substituta do Núcleo de Prevenção e Assistência à Situação de Violência (Nupav), Guaia Monteiro Siqueira, essa integração entre os serviços avançou de forma importante. “Nós temos os Nupavs, que fazem um trabalho sistemático de vigilância das notificações, capacitação para os diversos serviços dos diferentes níveis de atenção em saúde e também rede externa, como das equipes de saúde no pronto-socorro e nas unidades básicas de saúde (UBSs), e também fortalecem essa articulação com a rede. Nós fazemos reuniões frequentes para discutir casos, e a articulação com o Conselho Tutelar acontece imediatamente quando necessária. Também participamos da Rede Brasília, que reúne serviços públicos e instituições do terceiro setor”, destaca a assistente social do Cepav Alecrim, Jasmin e Margarida.[LEIA_TAMBEM] Também integram o trabalho o Conselho Tutelar, Rede Elas, Rede Flor do Cerrado, Comitê de Proteção à Mulher, Secretaria da Mulher, Mão Solidária, Protejo Cáritas, ONGs e outros movimentos sociais, que fortalecem campanhas, projetos comunitários e atendimentos complementares. Essa articulação intersetorial sustenta a missão do Cepav de prevenir, orientar e apoiar vítimas de violência, garantindo uma resposta efetiva e integrada das políticas públicas. Neulabihan Mesquita atua no Cepav Jasmim, que atende crianças vítimas de violência sexual e ofensores de abuso sexual, e diz que a metodologia adotada nos centros é baseada principalmente em atendimentos em grupo. “Nosso objetivo é transformar essa demanda das instituições encaminhantes em algo que faça sentido para a família. Os grupos ajudam porque as famílias se reconhecem entre si, se ajudam. Os profissionais funcionam como co-terapeutas. Temos planejamento, mas nos adaptamos conforme o grupo. Cada atendimento é único”, garante a psicóloga.
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Inscrições para vagas remanescentes de doutorado profissional em Ciências para a Saúde estão abertas
A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), publicou um edital para vagas remanescentes de doutorado profissional em Ciências para a Saúde. O objetivo é selecionar interessados em desenvolver pesquisas nas linhas “Qualidade da assistência à saúde da mulher, da criança e do adolescente” e “Qualidade da assistência à saúde do adulto e do idoso”. O público-alvo são profissionais de enfermagem com diploma de graduação reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), título de mestrado na área da saúde ou afins, vínculo empregatício de pelo menos um ano na rede pública ou instituições filantrópicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e registro ativo nas unidades do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) do Distrito Federal, Goiás ou Minas Gerais. Serão disponibilizadas duas vagas, sendo uma para ampla concorrência e outra para ações afirmativas. As inscrições podem ser realizadas desta segunda-feira (8) ao dia 14, no site da Fepecs. Clique aqui para acessar o edital. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Pavimentação da DF-285 transforma rotina no campo e impulsiona produção no PAD-DF
A pavimentação da DF-285, no Paranoá, transformou o dia a dia dos produtores rurais do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF). A estrada, antes tomada pela poeira, lama e pelas dificuldades de acesso, agora garante mais segurança, rapidez e tranquilidade para quem vive do trabalho no campo. Executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), com investimento de R$ 20,6 milhões, o trecho recebeu duas faixas de rolamento ao longo de 13,5 quilômetros. A obra representou uma transformação importante para a comunidade, segundo o produtor rural Luiz Ângelo Cappellesso. Ele conta que a família sempre viveu e trabalhou no campo, sendo pioneira na região do PAD-DF, no Jardim 2, onde cultivam grãos, criam gado e operam há muitos anos com irrigação por pivô central. Para ele, a obra foi a realização de um sonho, e destaca que, após o asfalto, tudo ficou mais fácil: o recebimento de insumos; a chegada de serviços públicos; a mobilidade de professores e profissionais de saúde; e, principalmente, o escoamento da produção. Ele reforça que as mudanças não impactaram apenas quem produz, mas toda a população local. As crianças passam a ir limpas para a escola, o transporte chega com mais facilidade e a qualidade de vida melhora de forma geral. Executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), com investimento de R$ 20,6 milhões, o trecho recebeu duas faixas de rolamento ao longo de 13,5 quilômetros | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Com 45 anos de história na região, o produtor lembra que o PAD-DF abriga uma diversidade produtiva robusta: grãos, bovinos, frangos, suínos e um hortifrúti forte, que chega a enviar cerca de quatro caminhões por feira para a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). “Um caminhão que sai daqui para o Ceasa precisa levar a verdura limpa e fresca; ela não pode chegar amassada por causa de estrada ruim. Por isso, o asfalto não é luxo para ninguém, é um benefício para todos, em qualquer situação”, afirma Cappellesso. Para o comerciante Valdir Mangoni, que vive e trabalha na região há 40 anos, a pavimentação da DF-285 trouxe mudanças profundas, especialmente na área da segurança e na rotina do comércio local. Ele conta que, antes do asfalto, havia muita dificuldade até para receber mercadorias, porque as empresas não entregavam no local. “Hoje nós temos toda a rede de empresas fazendo entrega aqui, até o frigorífico que traz carne para nós. Foi muito bom esse asfalto chegar até aqui, porque o sofrimento era muito forte”, relata. Emocionado ao lembrar da trajetória, Valdir explica que a emoção vem da história vivida na região e das dificuldades enfrentadas. “Houve um período em que começamos a trabalhar por conta própria, e aí vieram as dificuldades. Eu tinha que ir até a cidade comprar mercadoria, era uma correria danada. Não tínhamos funcionários, não tínhamos nada.” Com o tempo, porém, ele conseguiu estruturar o comércio e criar os filhos ali, e garantiu faculdade para cada um deles. Hoje, comemora o avanço da pavimentação, que segue em direção à divisa com Minas Gerais, e diz que a obra trouxe não apenas mais qualidade de vida, mas também alegria. “Graças a Deus, agora está tudo resolvido. É gratificante. E vamos esperando melhorias, quanto mais, melhor”, ressalta. “Graças a Deus, agora está tudo resolvido. É gratificante. E vamos esperando melhorias, quanto mais, melhor”, ressalta o comerciante Valdir Mangoni Além de melhorar a trafegabilidade para mais de 5 mil condutores de veículos que utilizam a DF-285, a obra beneficiou diretamente produtores do Núcleo Rural Jardim II e das cidades mineiras de Unaí, Cabeceira Grande, Buriti de Minas e Palmital, que também utilizam a via para escoar a produção agrícola. Para o administrador regional do Paranoá, Horácio Duarte de Lima Neto, a pavimentação da DF-285 é muito importante para a região. “Essa via é uma área forte na agricultura, e a melhoria da estrada facilita o escoamento da produção, divide o trânsito de outras vias já pavimentadas e ajuda no dia a dia da população, garantindo mais segurança, mais economia e qualidade de vida para todos.” Ampliação Em maio deste ano, o governador Ibaneis Rocha assinou a ordem de serviço para o início das obras de pavimentação asfáltica da DF-285. O ato integrou o conjunto de compromissos do chefe do Executivo durante visita à AgroBrasília. O projeto contempla a pavimentação e outros serviços ao longo de um trecho de 7,75 km de extensão, compreendido entre a VC-461 e a divisa com Minas Gerais. O superintendente de obras do DER-DF, Cristiano Cavalcante, explica que a pavimentação do trecho restante, do Jardim 2 até a divisa com Minas Gerais, na altura da ponte, já foi iniciada. Segundo ele, as chuvas recentes atrasaram um pouco o andamento, já que o período chuvoso dificulta a continuidade dos trabalhos, mas o serviço segue em execução. A previsão é que, no próximo ano, o DER entregue a obra e conclua totalmente a pavimentação da DF-285 até a fronteira com Minas Gerais. As obras incluem serviços de terraplanagem, drenagem e pavimentação, com investimentos de R$ 18,3 milhões. Ao todo, cerca de 20 mil condutores serão beneficiados pelas intervenções.
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Política habitacional do GDF entrega mais de 12 mil moradias em cinco anos
O Governo do Distrito Federal (GDF) vem ampliando o acesso à moradia para famílias de diferentes faixas de renda por meio do Programa Morar Bem, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab). Desde 2019, foram entregues 11.335 unidades habitacionais, beneficiando mais de 36 mil pessoas em diversas regiões administrativas. De acordo com o diretor-presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, quando somadas as unidades viabilizadas com o Cheque Moradia, o volume total supera 12 mil moradias destinadas à política habitacional desde o início da atual gestão. “Posso afirmar que já se passaram de 12 mil unidades entregues e, hoje, em andamento, nós temos mais de 50 mil unidades em diferentes fases: em construção, em fase de entrega e em fase de aprovação de projeto. É um recorde, isso nunca foi feito no Distrito Federal”, explica. O padrão das unidades habitacionais entregues pelo GDF conta com elevador, garagem e áreas de lazer | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Segundo Fagundes, a combinação entre empreendimentos próprios, parcerias com a iniciativa privada e instrumentos como o Cheque Moradia ampliou o alcance da política: “Hoje entregamos unidades com padrão construtivo definido, com elevador, garagem subterrânea e área de lazer, sem deixar de atender quem está em situação de vulnerabilidade”. Até outubro, o Itapoã liderava o número de moradias entregues pela Codhab no período, com 6.912 unidades. Na sequência aparecem São Sebastião (1.962 apartamentos) e o Sol Nascente (1.008 imóveis), além de residenciais no Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia e Sobradinho, e outros projetos vinculados a editais e parcerias com o setor privado. "O Distrito Federal está se tornando uma referência nacional em habitação de interesse social" Marcelo Fagundes, diretor-presidente da Codhab Para Fagundes, o planejamento territorial tem sido decisivo: “O Pdot estabelece as áreas em que a Codhab pode atuar, e a gente vai expandindo na medida da disponibilização dessas áreas. Com isso, o Distrito Federal está se tornando uma referência nacional em habitação de interesse social”. Inscrições abertas o ano inteiro As inscrições para o Morar Bem ficam abertas durante todo o ano. O cadastro pode ser feito pelo site oficial da Codhab ou pelo aplicativo Codhab Cidadão. Quem tiver dificuldade pode buscar atendimento presencial nos postos regionais. Para participar, é necessário cumprir os critérios da Lei nº 3.877/2006, preencher os dados, mantê-los atualizados e acompanhar a situação cadastral pelo aplicativo. A habilitação garante que o candidato possa ser indicado aos empreendimentos habitacionais. Fagundes explica que a política foi estruturada para alcançar um público amplo. “O programa habitacional é destinado para quem ganha até 12 salários mínimos. A gente atende esse público inteiro. Para as faixas de menor renda, os subsídios são maiores, mas todo mundo tem algum apoio do governo para adquirir o imóvel”. Ele também destaca o papel do Cheque Moradia no enfrentamento da ocupação irregular. “Foi uma estratégia para coibir a grilagem e atender quem é vítima da falta de oferta. Sem alternativa formal, a pessoa acaba indo morar em qualquer local”. De acordo com o presidente da Codhab, na área de alta vulnerabilidade, a meta é zerar a fila. “Hoje ela ultrapassa 3 mil famílias, e estamos organizando para, entre janeiro e fevereiro, zerar essa fila, distribuindo os endereçamentos. Todo mundo que está na fila vai ser contemplado com a garantia do imóvel”, afirma. Dignidade Vera Lúcia: "O importante é ter um teto. Morar bem também é dignidade" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Entre os milhares de beneficiários do Morar Bem está a autônoma Vera Lúcia, 47 anos, moradora do Sol Nascente. Maranhense, ela vive em Brasília desde 1993 e já passou por períodos de vulnerabilidade, morando de favor em áreas rurais e conciliando diferentes trabalhos para sustentar os três filhos. Durante a gravidez dos gêmeos, fez a inscrição no programa. Anos depois, recebeu a notícia da contemplação. “Me ligaram para o sorteio e saiu no telão: ‘Vera Lúcia, terceiro pavimento, número 47’. Na mesma semana eu recebi a chave da mão do governador, para mim foi uma honra. O impossível aconteceu”. Ela lembra o primeiro dia no novo lar: “Subi no apartamento, orei, pulei e brinquei com os meninos. Eles já entraram falando como queriam arrumar cada canto da casa. E eu disse: ‘Sonhem! Agora a gente pode’”. Para Vera, mesmo com poucos móveis e eletrodomésticos recebidos por doações, o essencial já estava lá. “O importante é ter um teto. Morar bem também é dignidade”, afirma. A autônoma também cita programas como o Cartão Material Escolar e o Prato Cheio, que ajudam a manter a rotina familiar. “A palavra-chave é dignidade. É um sonho realizado. E fico feliz que alcance muitas outras pessoas. É para o resto da vida: aqui não tem o que reclamar. Nada falta”. Sonho da casa própria Geison Brito da Cunha sairá do aluguel indo para o Itapoã Parque: "Quando conheci aqui, foi amor à primeira vista" | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília No Itapoã Parque, um dos maiores empreendimentos de interesse social do DF, o vigilante Geison Brito da Cunha e a esposa, a também vigilante Mariana Rodrigues de Souza, viram no Morar Bem a chance de sair do aluguel. “Foi uma aquisição muito tranquila, em que tivemos facilitação junto ao GDF. Eu cheguei a pesquisar empreendimentos em outras regiões, como Samambaia, e ficava muito mais caro. Quando conheci aqui, foi amor à primeira vista”, conta Geison. O condomínio fechado, a vista e o projeto urbanístico foram decisivos. Os moradores também seguem realizando pequenas intervenções, como a cobertura do estacionamento decidida em assembleia. “Veio agregar valor ao apartamento e garantir mais proteção para os veículos”, afirma Geison. Para Mariana, foi um sonho realizado: “Sempre morei de aluguel; sonhava em ter o meu cantinho. Aqui a gente olha e fala: ‘É nosso’”. Silviane Tavares se orgulha do imóvel próprio: "A gente já enfrentou muita dificuldade com aluguel. Agora, tudo o que eu faço aqui é com prazer" | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília A recepcionista Silviane Tavares, também moradora do Itapoã Parque, quase desistiu da unidade quando soube que precisaria dar uma entrada de cerca de R$ 15 mil. “Eu não tinha de onde tirar esse dinheiro. Meu sonho era ter o apartamento, mas ia abrir mão”. No retorno à agência, preparada para cancelar a aquisição, recebeu outra informação: a entrada havia sido zerada. “Deu até frio na barriga. Foi um milagre. Quando cheguei para a segunda simulação, os R$ 15 mil tinham sumido. Não precisava mais da entrada”. Hoje, Silviane divide o apartamento com os filhos e segue pagando as prestações. “Só o fato de eu saber que isso aqui é nosso e que, se um dia eu for embora, deixo um imóvel para eles, já muda tudo. A gente já enfrentou muita dificuldade com aluguel. Agora, tudo o que eu faço aqui é com prazer”. [LEIA_TAMBEM]Com o dinheiro que o filho ganha como músico, a família conseguiu pagar a mudança, montar a cozinha e investir em móveis. “Cada coisa que a gente coloca aqui dentro é pensando no futuro”, diz. Com diferentes trajetórias, Vera, Geison, Mariana e Silviane vivem em moradias inseridas na política pública do Morar Bem. Para a Codhab, esses relatos ajudam a dimensionar o impacto do programa. “Quem não tem casa precisa, independente da faixa de renda. O importante é que todo cidadão seja atendido em áreas com equipamentos públicos e transporte. É isso que a gente está construindo no Distrito Federal”, conclui Marcelo Fagundes.
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UPAs do Distrito Federal recebem investimento de R$ 2,5 milhões em um ano para obras
Em um ano, de novembro de 2024 para cá, o Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (IgesDF) investiu R$ 2,5 milhões em obras nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e no Centro de Distribuição (CD) do DF. Foram, ao todo, 117 serviços executados nas 13 unidades espalhadas por diferentes regiões administrativas. Tudo para conferir um melhor atendimento aos moradores da capital federal. "Em 2019, o IgesDF assumiu a gestão de seis UPAs, que a gente chama de UPAs sêniores, que tinham mais de uma década de utilização. A partir daí, a gente estabeleceu um plano contínuo para que essas unidades continuassem operando", explica a gerente de Manutenção e Infraestrutura do Instituto, Luana Lucchini. A UPA do Núcleo Bandeirante ganhou uma nova caixa d'água que garantiu a segurança hídrica da unidade | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As unidades a que ela se refere são as de Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho. Parte das obras feitas de 2024 para cá foram nesses locais. "A gente teve a execução de duas novas caixas d'água no Núcleo Bandeirante e Ceilândia, que eram parte desse plano de melhorias feito em 2019 para garantir a segurança hídrica das unidades", aponta Lucchini, acrescentando que, entre as UPAs sêniores, apenas a do Recanto das Emas ainda não teve o sistema hídrico restaurado — o que ocorrerá em breve. [LEIA_TAMBEM]Outra obra de destaque foi a modernização e a ampliação do Centro de Distribuição, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). "Ele é responsável pelo abastecimento de todas as unidades. Era um galpão apenas e, no fim de 2024, a gente fez a ampliação e a verticalização, o que viabilizou um aumento significativo da capacidade de armazenamento", detalha a gerente. "Com isso, a gente melhora a distribuição e o abastecimento [das UPAs]", completa. Os investimentos contemplaram, ainda, a adequação do espaço para atendimento pediátrico no Recanto das Emas, em Ceilândia, São Sebastião e Sobradinho; e psiquiátrico no Núcleo Bandeirante. Também estão sendo feitas áreas de descompressão — destinadas aos profissionais — em algumas unidades, usando materiais reaproveitados das obras do centro cirúrgico do Hospital de Base, igualmente gerido pelo IgesDF; e aprimoramentos no parque tecnológico, com troca de equipamentos. "É um trabalho contínuo de melhorias", arremata Luana Lucchini. O IgesDF também é responsável por outras sete UPAs construídas do zero desde 2019: Paranoá, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Brazlândia, Vicente Pires e uma segunda em Ceilândia Novas UPAs Além das seis unidades que já existiam, o IgesDF hoje também é responsável por outras sete UPAs construídas do zero desde 2019: Paranoá, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Brazlândia, Vicente Pires e uma segunda em Ceilândia. Todas elas também recebem manutenções constantes. Segundo a gerente de Manutenção e Infraestrutura, estão previstas a construção de outras sete, sendo que seis já estão com os contratos em execução: Águas Claras, Água Quente, Sol Nascente, Guará, Estrutural e Taguatinga.
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