Centros de Referência da Mulher Brasileira ampliam atendimentos e promovem a autonomia feminina
Os centros de referência da mulher brasileira no Distrito Federal seguem em funcionamento e passam por melhorias para qualificar ainda mais o atendimento nas quatro unidades localizadas no Sol Nascente, em Sobradinho II, no Recanto das Emas e em São Sebastião. Com a ampliação das atividades, os espaços reforçam o foco no acolhimento, na troca de experiências e na promoção da autonomia feminina. A vice-governadora Celina Leão destacou que o fortalecimento dos centros integra a estratégia do Governo do Distrito Federal de ampliar a rede de proteção às mulheres. “Estamos aprimorando estruturas que já fazem a diferença na vida das mulheres, garantindo mais qualidade no atendimento e ampliando as oportunidades de capacitação e autonomia. É um trabalho contínuo de fortalecimento da rede de apoio”, afirmou. Os centros de referência da mulher brasileira tem unidades localizadas no Sol Nascente, em Sobradinho II, no Recanto das Emas e em São Sebastião | Foto: Divulgação/SMDF Aos 65 anos, a artesã Sônia Maria foi uma das primeiras a procurar atendimento na unidade do Recanto das Emas nesta nova fase. Inscrita no curso de marketing digital, ela destacou a recepção logo na chegada. “Eu nunca cheguei em um lugar para fazer um curso e fui tão bem recebida. São sorrisos, isso já diz tudo”, afirmou. Além de aprender sobre o mundo digital, outro objetivo da empreendedora é conquistar autonomia. “Às vezes a gente vai pedir ajuda e a pessoa não tem tempo. A gente fica triste. Então é melhor aprender para poder fazer. Quero divulgar meu artesanato”. Já a estudante Emanuele Cristina Malheiros Gomes, de 33 anos, encontrou no curso uma alternativa para reorganizar a vida profissional. Moradora da região, ela é mãe de um filho de 8 anos e de um bebê de quatro meses. “Eu não sei se volto a trabalhar. Então, estou buscando um direcionamento para complementar a renda, porque só o meu marido trabalhando fica puxado”, afirmou. "Nosso objetivo é garantir que cada mulher seja atendida com dignidade e tenha acesso a oportunidades reais de transformação” Giselle Ferreira, secretária da Mulher A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, reforçou o papel estratégico dos centros na promoção da autonomia feminina: “Os centros de referência já são portas abertas para o acolhimento das mulheres no DF e, com essas melhorias, conseguimos ampliar ainda mais a qualidade dos serviços ofertados. Nosso objetivo é garantir que cada mulher seja atendida com dignidade e tenha acesso a oportunidades reais de transformação.” A coordenadora de atividades do centro, Fernanda Ferreira Lages, ressaltou que o primeiro dia desta nova etapa foi dedicado ao acolhimento das participantes. Segundo ela, a proposta é que o espaço seja reconhecido pela comunidade como um local de apoio e transformação. “A expectativa é que essas mulheres sejam bem acolhidas, respeitadas e encaminhadas para o que precisarem”. De acordo com a diretora-geral dos centros, Solange Ribeiro, os espaços foram pensados para acolher e também ampliar oportunidades para as mulheres. “A missão é dar oportunidade para essas mulheres e também criar um espaço onde possamos nos conhecer e ajudar. Não é só o enfrentamento de quem já está sofrendo violência, é também oportunizar caminhos”. Além de acolher, os centros ajudam as mulheres a conquistar autonomia financeira Nos centros de São Sebastião e Sobradinho II, a professora de design de sobrancelhas Saulla Morgana atua diretamente na formação das alunas, com foco na independência financeira. “Com esse curso, elas já saem prontas para exercer a função, seja entrando no mercado ou abrindo o próprio negócio. Ter independência financeira é muito importante”. Além das atividades nas unidades, a região do Recanto das Emas também conta com uma unidade móvel ao lado do centro que oferece curso de corte e costura até o fim de maio, ampliando as oportunidades de qualificação. "Com esse curso, elas já saem prontas para exercer a função, seja entrando no mercado ou abrindo o próprio negócio. Ter independência financeira é muito importante" Saulla Morgana, professora de design de sobrancelhas Os centros de referência da mulher brasileira atendem mulheres a partir de 18 anos, com ou sem histórico de violência, e oferecem acolhimento psicológico, social e jurídico, além de cursos gratuitos. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, sem necessidade de agendamento, mediante apresentação de documento de identificação. Endereços e contatos dos Centros de Referência da Mulher Brasileira ⇒ Recanto das Emas Endereço: Avenida Buriti, Quadra 203, Lote 14 Telefone: (61) 3181-2665 / 3181-2666 ⇒ São Sebastião Endereço: Área Especial 11, Centro de Múltiplas Atividades Telefone: (61) 3181-2661 / 3181-2662 [LEIA_TAMBEM] ⇒ Sobradinho II Endereço: Área Especial 06, COER, Quadra 01, Setor Oeste Telefone: (61) 3181-2663 / 3181-2664 ⇒ Sol Nascente Endereço: Quadra 100, Conjunto A, Lote EC1, Trecho 02 Telefone: (61) 3181-2255 / 3181-2660 Para dúvidas específicas, as interessadas podem enviar e-mail para centrodereferenciadamulherbras@gmail.com *Com informações da Secretaria da Mulher
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Espécies do Cerrado florescem no Parque da Cidade
O processo de replantio de árvores nos estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, já começa a apresentar resultados positivos. Após a retirada de 1.628 pinheiros antigos, em 2024, cerca de 3 mil mudas de 36 espécies nativas do Cerrado, adaptadas ao clima da região, foram plantadas no local e apresentam bom desenvolvimento. O trabalho foi realizado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela arborização em áreas públicas do Distrito Federal. Segundo a equipe técnica do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), da Diretoria de Cidades, as mudas produzidas nos viveiros da companhia já apresentam flores, frutos e ultrapassam três metros de altura. As cerca de 3 mil mudas plantadas nos estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade estão se desenvolvendo bem | Foto: Divulgação/Novacap Entre as espécies escolhidas estão ipês (branco, amarelo-petrópolis, amarelo-peludo, caraíba-amarelo, roxo e rosa), jacarandá-mimoso, pau-brasil, oiti, sapucaia, pequizeiro, baru, angico-branco-do-cerrado, pau-d’óleo, fisocalima, landim, cássia-chuva-de-ouro, pau-ferro, vinhático, louro-pardo, aroeira-vermelha, pata-de-vaca-rosa, mutamba, quaresmeira-roxa, imbiruçu, bálsamo, imburana, ingá-mirim, tamarindeiro, pitangueira e goiabeira, além de espécies de palmeiras como jerivá, guariroba, locuba, bismarckia-azul e veitchia. A seleção prioriza as características de solo e clima da região, conforme projeto original idealizado por Burle Marx. Desde o plantio, as mudas passam por manutenção rotineira e monitoramento técnico da companhia. Durante as vistorias, são identificadas árvores que precisam de ajustes no tutoramento, adubação ou controle de pragas, como formigas e cupins. Também é feita a reposição de mudas que não se desenvolveram adequadamente. “O plantio é apenas a primeira etapa. O acompanhamento contínuo das mudas garante que elas se desenvolvam de forma saudável e se adaptem da melhor forma. Nosso objetivo é fortalecer a presença de espécies do Cerrado e ampliar a biodiversidade nas áreas urbanas do Distrito Federal”, explica o diretor da Diretoria de Cidades, Raimundo Silva. Algumas das 36 espécies nativas do Cerrado plantadas nos locais já estão dando flores e frutos Renovação arbórea A substituição dos pinheiros também favoreceu o equilíbrio ambiental do parque. As espécies nativas do Cerrado contribuem para a biodiversidade e estimulam a presença de insetos, aves e outros animais. Além disso, a arborização melhora o microclima da área e a qualidade do espaço para os visitantes. O sombreamento mais intenso, no entanto, deve levar de 5 a 8 anos, a depender da espécie. O secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, responsável pela administração do parque, afirma que a recuperação do Parque da Cidade com o plantio de espécies do Cerrado reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a sustentabilidade e a preservação ambiental. “Além de valorizar o bioma local, essa ação contribui diretamente para a qualidade dos espaços públicos utilizados pela população para esporte e lazer”, disse. [LEIA_TAMBEM]O Parque da Cidade é um dos principais pontos de lazer da capital. Frequentadora assídua, a professora Ana Paula Santos, de 52 anos, já percebeu e aprovou a mudança. “Passo por aqui quase todos os dias e já dá para ver lindas árvores crescendo. Fico feliz que priorizam espécies do cerrado, porque isso valoriza e impacta no nosso meio ambiente e parque”, afirma a moradora da Asa Sul. Os troncos dos antigos pinheiros foram transportados para o Pátio do Viveiro II da Novacap, localizado no Setor de Oficinas Norte (SOFN). Grande parte dos lotes de madeira já foi leiloada, e outra parte permanece na companhia, aguardando leilão. Todo o recurso arrecadado com a venda da madeira é destinado ao Tesouro do Distrito Federal. *Com informações da Novacap
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Agências do trabalhador têm 1.376 vagas de emprego disponíveis nesta quarta-feira (25)
As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta-feira (25), 1.376 vagas de emprego para quem busca ingressar no mercado de trabalho. Os salários variam entre R$ 1,2 mil e R$ 3,2 mil, com oportunidades que exigem diferentes níveis de escolaridade e experiência. A chance com a maior remuneração é para empregado doméstico arrumador, com salário de R$ 3.242. É uma vaga no Setor de Mansões do Lago Norte. É necessário ter experiência comprovada, mas não se exige escolaridade. Entre as oportunidades com mais vagas está para repositor de mercadorias: um total de mais de 200, distribuídas em Ceilândia Sul, Santa Maria, Taguatinga Sul, Zona Industrial do Guará e localidades não fixas. Os salários variam entre R$ 1.621 e R$ 1.700, a depender da localidade. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).
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Voluntariado será tema da Conferência Distrital de Unidades de Conservação 2026
Voluntariado nas unidades de conservação. Este será o tema da 3ª Conferência Distrital de Unidades de Conservação (CDUC), definido pela comissão organizadora do evento, realizado desde 2024 pelo Instituto Brasília Ambiental. Neste ano, a conferência ocorre em 9 e 10 de julho, no auditório da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (Adunb). A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destaca a importância do evento. “A Conferência Distrital de Unidades de Conservação é um evento integrador do governo, sociedade civil e cientistas. Ela é fundamental para fortalecer a gestão participativa e a proteção do Cerrado no DF”, afirma. A conferência promove diálogo entre governo, sociedade e pesquisadores para fortalecer a gestão das unidades de conservação | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, ressalta a relevância do tema discutido neste ano: “Debater o voluntariado nas unidades de conservação é fundamental para fortalecer a gestão dessas áreas protegidas, conectar a sociedade ao meio ambiente e promover a sustentabilidade socioambiental. O voluntariado preenche, muitas vezes, lacunas na gestão, envolvendo o cidadão no cuidado de um espaço ecológico que é dele, no sentido de existir para seu usufruto e para garantir qualidade de vida. Cria o sentimento de pertencimento da sociedade em relação às unidades de conservação”. O superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água da autarquia, Marcos João Cunha, explica que o tema escolhido foi inspirado em uma decisão da Organização das Nações Unidas (ONU). “A ONU decretou 2026 como o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável e, por esse motivo, o tema da nossa conferência será Voluntariado nas Unidades de Conservação. No ano passado, lançamos uma instrução normativa para regulamentar esse trabalho. Temos uma comissão que já está atuando e deve fazer um levantamento de projetos que podemos oferecer, além de conselhos em unidades de conservação, que também realizam trabalho voluntário. Nossa intenção é reunir todos esses grupos, que já desenvolvem esse tipo de atividade, para discutir a importância do voluntariado e como ele pode contribuir para a gestão das unidades de conservação”. [LEIA_TAMBEM]A coordenadora da comissão organizadora da conferência, Vanessa Sousa de Oliveira, lembra que a Pesquisa Voluntariado Brasil 2021 aponta que 56% da população adulta afirma fazer ou já ter feito alguma atividade voluntária na vida. “O número de voluntários ativos também é expressivo: são cerca de 57 milhões de brasileiros comprometidos com atividades voluntárias voltadas à promoção do bem-estar social”, acrescenta. Entre os objetivos da Conferência Distrital de Unidades de Conservação estão a construção de um espaço permanente de diálogo sobre as unidades de conservação, a fim de fortalecer redes estratégicas de atuação junto às áreas protegidas; a discussão de macroquestões relacionadas à gestão dessas áreas, como governança territorial, oferta de serviços ambientais, mudanças climáticas e visitação qualificada; e o fortalecimento das ações entre os atores ligados à área socioambiental, vindos de diferentes segmentos da sociedade civil organizada, do meio científico e da administração pública. A conferência tem como público-alvo estudantes, gestores de unidades de conservação, pesquisadores, professores, ambientalistas, frequentadores dessas áreas, servidores públicos e a sociedade civil interessada. Em 2024, o evento contou com 306 inscrições; no ano passado, foram 313 inscritos. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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