Coleta seletiva e uso de papa-entulhos crescem no DF em 2025
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) publicou, nessa quinta-feira (26), o Relatório Anual de Atividades 2025, documento que reúne os principais indicadores operacionais e ambientais da autarquia no Distrito Federal. A publicação consolida dados sobre coleta, tratamento e destinação de resíduos, além de ações de limpeza urbana e inclusão socioprodutiva. Produzido anualmente e atualizado trimestralmente, o relatório permite acompanhar a evolução dos serviços ao longo dos anos e identificar tendências na gestão de resíduos. Em 2025, os dados apontam avanços tanto na ampliação da coleta seletiva quanto no uso de estruturas voltadas ao descarte correto. O diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, avalia que os resultados refletem avanços consistentes na gestão de resíduos e reforçam o papel da população no processo. “Os dados mostram crescimento na coleta seletiva, maior utilização dos papa-entulhos e ampliação das ações de limpeza urbana. Ao mesmo tempo, evidenciam a importância de manter o engajamento da população para o descarte correto e a separação adequada dos resíduos”, afirma. Arte: SLU Aumento na coleta seletiva Entre os destaques, a coleta seletiva seguiu em trajetória de expansão. O volume passou de 42 mil toneladas em 2022 para 53 mil em 2023, seguindo para 58 mil em 2024 e atingindo 61 mil toneladas em 2025, o que indica maior adesão da população à separação de resíduos e ampliação do serviço no DF. Mais descarte correto Outro indicador relevante é o crescimento do descarte correto de restos de obras, podas e volumosos. Nos papa-entulhos, foram recebidas 49 mil toneladas em 2025, aumento significativo em relação aos anos anteriores: 24 mil toneladas em 2022, 31 mil em 2023 e 42 mil em 2024. O resultado evidencia maior utilização dos pontos de entrega voluntária e reforça a importância dessas estruturas para evitar o descarte irregular em áreas públicas. Os papa-entulhos receberam 49 mil toneladas de restos de obras, podas e volumosos em 2025, aumento significativo em relação a 2024, quando foram recebidas 42 mil | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Coleta convencional Na coleta convencional de resíduos domiciliares, o SLU registrou 724 mil toneladas em 2025, volume próximo ao de 2024, quando foram coletadas 730 mil toneladas. A série histórica demonstra estabilidade do serviço, que permanece universalizado no Distrito Federal. Limpeza urbana intensificada O SLU também ampliou as ações de limpeza e combate ao descarte irregular. A remoção de resíduos descartados de forma inadequada passou de 654 mil toneladas em 2024 para 678 mil toneladas em 2025, resultado associado à intensificação das operações e à realização de mutirões em diversas regiões administrativas. Na limpeza de vias e logradouros públicos, o serviço de varrição alcançou cerca de 1,2 milhão de quilômetros executados em 2025, mantendo elevado nível de cobertura em todo o DF. As ações de limpeza e combate ao descarte irregular também foram ampliadas neste ano, com a remoção de 678 mil toneladas de resíduos | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Destinação e reaproveitamento de resíduos Na destinação final, o Aterro Sanitário de Brasília recebeu aproximadamente 770 mil toneladas de resíduos em 2025, volume um pouco superior ao registrado em 2024, quando foram aterradas cerca de 760 mil toneladas. Já na Unidade de Recebimento de Entulhos (URE), foram recicladas e doadas cerca de 100 mil toneladas de resíduos da construção civil em 2025. A unidade mantém índice aproximado de 20% de reaproveitamento, com produção de agregados utilizados em obras públicas. [LEIA_TAMBEM]As usinas de tratamento mantiveram o índice de aproveitamento de materiais. A doação de composto orgânico manteve o patamar de 18 mil toneladas em 2025, número também alcançado em 2024. Inclusão produtiva fortalecida O relatório destaca ainda o fortalecimento da política de inclusão socioprodutiva. Em 2025, o SLU passou a contar com 53 contratos firmados com 31 cooperativas e associações de catadores, sendo 22 voltados à coleta seletiva e 31 à triagem de materiais. Antes, eram 42 contratos com 32 cooperativas. A ampliação reforça o papel dessas organizações na cadeia da reciclagem, contribuindo para a geração de trabalho e renda no Distrito Federal. As cooperativas e organizações de catadores devolveram ao mercado mais de 30 mil toneladas de materiais recuperados da coleta seletiva. Pela comercialização desses materiais, foram gerados mais de R$ 55 milhões em receita. Somados aos mais de R$ 19 milhões pagos pelo SLU nos contratos firmados com essas entidades, o montante movimentado ultrapassa R$ 77 milhões. O Relatório Anual de Atividades 2025 está disponível para consulta pública e apresenta, de forma detalhada, o panorama das ações desenvolvidas pelo SLU ao longo do período.
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Educação do DF apresenta conquistas e reforça governança pública
A Secretaria de Educação (SEEDF) promoveu, nesta quinta-feira (26), o Encontro de Governança Pública. Gestores e integrantes do Comitê Interno de Governança Pública, coordenadores regionais, gestores setoriais, diretores e toda a equipe da secretaria se reuniram para apresentar o panorama da governança institucional, os resultados mais recentes e as prioridades definidas para a rede de ensino. “Na gestão pública, a gente não faz tudo de uma vez; tudo tem uma lógica, tudo tem uma sequência” Hélvia Paranaguá, secretária de Educação Na abertura, a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, destacou que os avanços na área seguem uma lógica de construção gradual. “Na gestão pública, a gente não faz tudo de uma vez; tudo tem uma lógica, tudo tem uma sequência”, afirmou. Segundo a gestora, os resultados apresentados são fruto de um processo contínuo que envolve desde a organização de rotinas administrativas até a integração com outras políticas públicas. Entre os exemplos estão a implantação de sistemas eletrônicos de frequência e a ampliação de parcerias nas áreas de saúde e segurança. [LEIA_TAMBEM]A secretária mencionou a vacinação contra o HPV dentro das escolas como uma das ações que ampliam o alcance da educação. “A gente sabe que o câncer de colo do útero é um dos que mais mata no Brasil. Se a gente não traz a saúde para dentro dessa política, a gente não faz”, enfatizou. Também foram destacadas iniciativas voltadas ao enfrentamento do bullying e do cyberbullying em articulação com a segurança pública. O encontro também marcou o lançamento do Relatório de Execução da Gestão (REG) 2024-2025 e do novo Regimento Interno da SEEDF, documentos que sistematizam as ações e diretrizes institucionais da secretaria. A chefe da Assessoria de Governança e Gestão Estratégica, Tânia de Ávila, ressaltou: “É o momento de a Assessoria prestar contas, falar tudo o que foi feito e deixar todos cientes do que a casa tem em termos de governança, para que possam integrar os programas e participar de todas as práticas que estão sendo instituídas”. *Com informações da Secretaria de Educação
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GDF entrega concessão e garante uso do terreno ao Clube da Advocacia
O Governo do Distrito Federal (GDF) entregou a escritura pública de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) ao Clube da Advocacia do DF, vinculado à seccional DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF). A medida garante mais segurança jurídica à ocupação do local no Setor de Clubes Esportivos Sul. O documento foi entregue pelas mãos do governador Ibaneis Rocha, nesta sexta-feira (27), durante reunião no Palácio do Buriti. “Era um objetivo da Ordem dos Advogados do Brasil regularizar o seu clube, que é muito utilizado pela nossa categoria, um lugar de lazer, de confraternização; e, depois de anos, conseguimos agora ter a escritura definitiva”, celebrou o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira. A entrega da escritura permite a compensação de valores já pagos pela entidade e substitui o contrato de compra e venda firmado em 2006. Pelo novo formato, 90% dos valores já pagos pelo clube à Terracap serão convertidos em tempo de uso do terreno, garantindo cerca de 206 meses sem cobrança de retribuição mensal. Após esse período, a entidade poderá optar por novos modelos de pagamento previstos na legislação. “Era um objetivo da Ordem dos Advogados do Brasil regularizar o seu clube, que é muito utilizado pela nossa categoria, um lugar de lazer, de confraternização, e, depois de anos, conseguimos agora ter a escritura definitiva”, celebrou Paulo Maurício Siqueira, presidente da OAB-DF | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília “Foi muito importante para toda a advocacia. É uma conquista a gente ter esse projeto aprovado, essa escritura, é uma segurança, ainda mais porque o clube é muito frequentado pelos advogados e advogadas, a gente tem um projeto lindo social que recebe crianças de escolas públicas, abre para a sociedade também projetos de vários esportes. Então, essa segurança é fundamental”, pontuou Nylmara Soares, presidente do Clube da Advocacia. A concessão tem vigência de 30 anos, com possibilidade de renovação por igual período, assegurando estabilidade para o funcionamento das atividades desenvolvidas no local. Além de garantir a permanência da instituição no espaço, a iniciativa contribui para a sustentabilidade financeira da entidade, ao permitir a reorganização de seus compromissos e a continuidade das atividades voltadas aos associados. "É uma conquista a gente ter esse projeto aprovado, essa escritura, é uma segurança, ainda mais porque o clube é muito frequentado pelos advogados e advogadas, a gente tem um projeto lindo social que recebe crianças de escolas públicas, abre para a sociedade também projetos de vários esportes", ressaltou Nylmara Soares, presidente do Clube da Advocacia do DF A regularização foi conduzida pela Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) com base na Lei Distrital nº 6.888/2021 e no Decreto Distrital nº 43.209/2022, que permitem regularizar ocupações históricas de entidades sem fins lucrativos que desenvolvem atividades sociais, educacionais, culturais, esportivas ou de convivência comunitária. Sancionada pelo governador Ibaneis Rocha, a Lei Distrital nº 6.888/2021 possibilitou a solução de antigas situações envolvendo áreas públicas utilizadas por instituições que prestam serviços relevantes à sociedade. Desde a criação da legislação, 27 clubes e associações sem fins lucrativos já foram regularizados no Distrito Federal. “Os clubes não tinham como se manter, não tinham como pagar as prestações que são altas para eles, e essa legislação que prevê, inclusive, a utilização da moeda social trouxe muita segurança para eles e para seus cofres. Eles conseguem hoje se manter e investir”, destacou o presidente da Terracap, Izidio Santos Junior.
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Com investimento de R$ 19,5 milhões, GDF entrega ampliação do sistema de abastecimento de água no Lago Sul
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