Comissão define ações estratégicas ambientais de órgãos do GDF para 2026
O Instituto Brasília Ambiental participou, nesta quarta-feira (25), da 1ª Reunião Extraordinária da Comissão Distrital do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (CD-P2R2). O encontro reuniu representantes de diversos órgãos para alinhar ações estratégicas voltadas à prevenção e resposta a emergências com produtos perigosos. A reunião teve como principais pautas a apresentação do novo presidente da comissão, o tenente-coronel Ronaldo Lima de Medeiros, a definição do calendário anual de atividades e o fortalecimento da atuação integrada entre os órgãos participantes. A convocação e os temas discutidos seguem as diretrizes regimentais da comissão, incluindo a organização das ações previstas para 2026. Durante o encontro, foi definido que a comissão realizará, ao longo do ano, capacitações técnicas, simulado operacional, além de duas ações de fiscalização integradas — conhecidas como barreiras — com apoio de forças de segurança. Também foi aprovada a inclusão da Companhia Energética de Brasília (CEB) como membro colaborador da comissão, ampliando a capacidade de resposta em ocorrências que envolvam infraestrutura elétrica. "Investir em planejamento, capacitação e articulação institucional é fundamental para proteger vidas e o meio ambiente" Celina Leão, vice-governadora Para a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a atuação da comissão é essencial para a segurança da população. “O trabalho integrado entre os órgãos fortalece a capacidade de prevenção e resposta do Distrito Federal. Investir em planejamento, capacitação e articulação institucional é fundamental para proteger vidas e o meio ambiente”, destacou. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, reforçou o compromisso do instituto com a agenda: “A atuação da comissão é muito importante para o Distrito Federal. Como temos os esforços de diferentes órgãos do governo, garantimos ações coordenadas e respostas mais rápidas e eficazes se tivermos uma emergência ambiental.” Representante do Brasília Ambiental e secretária executiva da comissão, Ana Carolina Almeida Oliveira, destacou a importância do planejamento integrado. “Essa primeira reunião ocorreu para apresentar o novo presidente e também para definir o calendário anual. Estabelecemos a realização de um curso no primeiro semestre, um simulado no segundo semestre e duas barreiras integradas com diversos órgãos. Também aprovamos a inclusão da CEB, o que é fundamental, pois em diversas ocorrências precisamos desse apoio e nem sempre tínhamos esse contato estruturado”, explicou. Entre os temas abordados na reunião estiveram a apresentação de um plano de ações integradas e a criação de um grupo de trabalho | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Outro destaque da reunião foi a apresentação do Plano de Operações Integradas (POI), instrumento que estabelece protocolos de atuação conjunta entre órgãos distritais e federais em casos de emergências com produtos perigosos. Além disso, foi discutida a criação de um grupo de trabalho voltado à captação de recursos, com o objetivo de viabilizar ações emergenciais e dar suporte logístico às operações da comissão. [LEIA_TAMBEM]O novo presidente da CD-P2R2, tenente-coronel Ronaldo Lima de Medeiros, comandante do Comando de Proteção Ambiental e Proteção Civil do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, ressaltou as expectativas para a gestão. “Esperamos exercer uma gestão eficiente, colocando em prática tudo aquilo que é discutido na comissão. Precisamos sair do papel e ir para a realidade, pois o risco envolvendo produtos perigosos é constante, podendo ser ameaça para a humanidade, para Brasília”, afirmou. A realização dos encontros em diferentes órgãos integra a estratégia da comissão para fortalecer a integração institucional e ampliar o conhecimento sobre as competências de cada entidade participante. Durante a reunião, a nutricionista Analda Lima dos Santos, que atua como membro titular da CD-P2R2, representando a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), apresentou as atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Inspeção de Vigilância Sanitária, promovendo a troca de experiências e o alinhamento técnico entre os membros. *Com informações do Brasília Ambiental
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Saiba o que fazer em uma crise epiléptica e ajude a salvar vidas
Jéssica Sousa** tinha 16 anos quando teve a primeira crise epiléptica. A partir daquele momento, os episódios passaram a acontecer a cada três dias e mudaram completamente sua rotina. “Foi muito difícil no começo, já que a minha família não entendia o que estava acontecendo. Eu demorei muito a aceitar a doença e me recusei por muito tempo a tomar os remédios”, conta. Hoje, aos 36, ela faz acompanhamento para epilepsia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Situações como a de Jéssica mostram a importância de saber como agir durante uma crise epiléptica, uma atitude que pode evitar complicações e até salvar vidas. Nesta quinta-feira (26), é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, conhecido como Purple Day. A data busca ampliar o debate, combater o preconceito e orientar a população sobre como lidar com a doença. A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada por alterações temporárias na atividade cerebral, que provocam crises devido a descargas elétricas desorganizadas. Segundo a Associação Brasileira de Epilepsia, cerca de 50 milhões de pessoas convivem com a doença no mundo. O chefe da Neurologia do Hospital de Base, André Ferreira, explica que as crises podem se manifestar de diferentes formas. “Podem ir desde um desvio do olhar e alterações breves da consciência até convulsões com contrações intensas dos membros, gritos e perda do controle esfincteriano”, afirma. Diante da gravidade, ele reforça que a informação faz toda a diferença. “Um episódio incapacita o paciente e o deixa extremamente vulnerável, por isso é essencial que quem está por perto saiba como agir”, destaca. Arte: IgesDF O que fazer durante uma crise epiléptica Para orientar a população nesses momentos, especialistas recomendam um passo a passo simples de primeiros socorros durante a crise. O protocolo, chamado C.A.L.M.A., reúne orientações práticas que ajudam a proteger a pessoa e evitar complicações. Entre as principais recomendações estão proteger a pessoa de quedas, colocá-la de lado para facilitar a respiração e permanecer ao seu lado até que a crise passe, mantendo a calma e evitando intervenções inadequadas. O neurologista alerta que atitudes incorretas ainda são comuns e podem agravar o quadro. “As convulsões aumentam os riscos de morte, já que podem acontecer a qualquer momento, inclusive durante atividades simples do dia a dia. Quando a pessoa sabe como agir, consegue reduzir lesões e proteger a vida do paciente”, explica. Jéssica conta que só passou a encarar a doença com mais seriedade após uma situação limite. “Eu fiquei muito mal, achei que ia morrer. Foi aí que percebi que precisava me cuidar e seguir o tratamento corretamente”, relata. Além dos desafios físicos, a epilepsia ainda carrega estigmas que impactam a vida social dos pacientes. Segundo o especialista, estudos mostram que pessoas com epilepsia têm mais risco de desenvolver ansiedade e depressão, além de enfrentarem dificuldades nas relações pessoais. “É preciso que todos entendam que se trata de uma doença. A pessoa está em sofrimento e precisa de acolhimento, não de julgamento”, reforça. *Com informações do IgesDF **Nome fictício para preservar a identidade da paciente.
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Obras de infraestrutura e de urbanização mudaram a cara do Guará nos últimos sete anos. E vêm aí uma UPA e um hospital ortopédico
Conhecida como uma das regiões administrativas mais tradicionais e dinâmicas do Distrito Federal, o Guará passa por uma mudança de realidade impulsionada por investimentos estratégicos. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal intensificou as obras na cidade, tendo como um dos grandes marcos a duplicação da via de ligação da cidade com o Núcleo Bandeirante, executada com aporte de R$ 10 milhões. A transformação também alcança a Superquadra Park Sul (SQPS), onde, desde 2023, os investimentos em drenagem pluvial e urbanização eliminaram transtornos históricos e valorizaram o setor. Nas quadras internas, como a QE 15 e QE 44, a pavimentação e a drenagem melhoram o escoamento da água da chuva, aumentam a durabilidade das vias e oferecem mais conforto para moradores e comerciantes. O bem-estar do cidadão é o eixo central das intervenções que priorizam a mobilidade ativa e a segurança. A cidade recebeu mais de 7.300 metros quadrados de calçadas, ampliando a acessibilidade para o pedestre. Na iluminação, a modernização com tecnologia LED já alcança 75% da região, reforçando a segurança no período noturno. O lazer também foi priorizado com a urbanização de quatro praças no Polo de Moda e a manutenção de parques e quadras esportivas. No transporte, o Guará foi pioneiro ao inaugurar, em 2024, a operação do primeiro Zebrinha elétrico do DF, uma alternativa sustentável para o deslocamento interno. Na saúde, a cidade se prepara para receber uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e um hospital clínico ortopédico, ampliando o acesso a atendimentos de qualidade e garantindo mais cuidado e proteção para cada família.
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SIA recebe R$ 66 milhões em obras de infraestrutura para atrair novas empresas e gerar empregos
O Setor de Indústria é um dos maiores e mais importantes polos econômicos do DF, sendo responsável por 56% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na região. Entre 2019 e 2025, foram investidos mais de R$ 66 milhões em obras de infraestrutura para atrair novas empresas e gerar empregos. Entre essas obras, se destaca a reforma da Ceasa, que recebeu mais de R$ 29 milhões em investimentos. Três novos pavilhões foram abertos e a infraestrutura de todo o local foi reformada. Para que o SIA funcione e distribua produtos e serviços pelo DF, infraestrutura é necessária. A energia elétrica, por exemplo, foi reforçada para o SIA, Cruzeiro e Octogonal com a construção da subestação da CEB número 8, no trecho 1. O investimento foi de R$ 13 milhões para melhorar a qualidade e segurança do fornecimento. Já a Rota de Segurança foi criada para ligar o setor à marginal da EPTG em casos de emergência, devido à grande quantidade de combustíveis armazenados na região: obras necessárias para o funcionamento logístico do Distrito Federal e que eram aguardadas há anos.
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