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Iniciativa leva saúde bucal e cidadania a 500 mulheres em situação de vulnerabilidade
O sorriso vai além da estética e está diretamente ligado à autoestima, à confiança e à qualidade de vida das mulheres. Pensando nisso, o Projeto Transformando Sorrisos oferece 500 vagas gratuitas para tratamento odontológico destinado a mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade. As inscrições seguem até 30 de abril e contemplam todas as regiões administrativas, com prioridade para Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Gama e Santa Maria. Mulheres de Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Gama e Santa Maria terão prioridade na inscrição no Projeto Transformando Sorrisos | Foto: Divulgação/SMDF A ação é realizada pelo Instituto Ação 360, em parceria com a Secretaria da Mulher (SMDF), por meio de termo de fomento firmado com o Ministério das Mulheres, e conta também com recursos provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Reginaldo Veras. A iniciativa integra as políticas públicas voltadas para o cuidado integral das mulheres no DF. O projeto prevê atendimentos especializados, incluindo avaliação, ações preventivas e procedimentos clínicos. Também serão ofertadas 30 vagas para tratamento ortodôntico, com fornecimento e manutenção de aparelhos. “Cuidar da saúde bucal é também cuidar da autoestima, da dignidade e da qualidade de vida das mulheres" Celina Leão, vice-governadora A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destaca a importância de iniciativas que promovem o cuidado integral com as mulheres. “Cuidar da saúde bucal é também cuidar da autoestima, da dignidade e da qualidade de vida das mulheres. Iniciativas como essa ampliam o acesso ao cuidado e ajudam a abrir caminhos para que elas se sintam mais seguras, confiantes e com mais oportunidades.” Os atendimentos são para mulheres e meninas de 16 a 80 anos, tendo preferência mulheres vítimas de violência, mães atípicas, mulheres em situação de rua, em situação de pobreza e mães enlutadas. De acordo com a secretária da Mulher do Distrito Federal, Giselle Ferreira, a iniciativa reforça a integração das políticas públicas voltadas às mulheres. “A ampliação do acesso a serviços de saúde bucal integra um conjunto de ações estratégicas voltadas para o cuidado integral das mulheres. Ao articular atendimento, informação e encaminhamento para a rede de proteção, o projeto contribui para o fortalecimento da cidadania e da autonomia feminina no Distrito Federal.” Além dos atendimentos, o projeto promove oficinas educativas e palestras sobre direitos das mulheres, com orientações sobre a rede de proteção, e prevê a distribuição de 5 mil cartilhas de cuidados em saúde bucal. Para a fundadora do Instituto Ação 360, Dayanne Timóteo, a iniciativa reforça a importância do cuidado integral com as mulheres. “Sabemos que o acesso ao cuidado em saúde bucal faz diferença direta na autoestima, no bem-estar e nas oportunidades dessas mulheres. O projeto nasce com esse olhar, de promover acolhimento, qualidade de vida e mais autonomia.” As inscrições devem ser feitas pela internet no site www.transformandosorrisos.com. O formulário deve ser preenchido com atenção para que todas as informações possam ser analisadas pela equipe gestora. Após o cadastro, se a sua história de vulnerabilidade estiver dentro dos requisitos, as participantes serão contatadas pela equipe responsável que vai orientar sobre local, data e hora de atendimento. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Em abril, mutirão permitirá retificação de prenome e gênero a pessoas trans e não binárias
O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Distrito Federal (NDH/DPDF) promoverá um mutirão gratuito de retificação de prenome e gênero voltado a pessoas trans e não binárias residentes no DF. O evento, agendado para 16 de abril, é fruto de uma parceria com o coletivo Distrito Drag. O mutirão oferecerá orientação jurídica, elaboração de requerimentos administrativos para quem foi registrado no próprio DF e ajuizamento de ações judiciais para o caso de registros feitos em outro estado, além da emissão de ofícios, certidões e declaração de comparecimento. A ação é voltada a esse público — que, para fazer jus ao benefício, deve ter renda familiar de até cinco salários mínimos. Inscrições podem ser feitas até 6 de abril, e atendimento será prestado na sede do Distrito Drag | Arte: Divulgação/DPDF O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos será responsável pela análise jurídica, a elaboração dos documentos e o ajuizamento das ações. Já o coletivo Distrito Drag ficará encarregado da mobilização do público, da organização do espaço físico e da coleta prévia da documentação necessária. “A identidade de gênero faz parte de quem uma pessoa é, e cabe ao Estado reconhecê-la formalmente” Celestino Chupel, defensor público-geral “O Distrito Drag é um importante parceiro da sociedade civil nesse esforço, atuando como uma das portas por meio das quais a instituição chega até a comunidade trans, contribuindo para que mais pessoas conheçam e consigam exercer seus direitos com dignidade”, afirma o defensor público Caio Cipriano, responsável pela ação junto ao coletivo Distrito Drag. O defensor público-geral, Celestino Chupel, enfatiza a importância do papel da Defensoria Pública do DF nessa causa. “A identidade de gênero faz parte de quem uma pessoa é, e cabe ao Estado reconhecê-la formalmente”, afirma. “A DPDF atua para assistir juridicamente aqueles que quiserem mudar seu nome”. Contexto jurídico [LEIA_TAMBEM]A iniciativa insere-se no contexto do direito fundamental à identidade de gênero, reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da ADI 4.275/2018 e regulamentado pelo Provimento nº 73/2018 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispensou a exigência de cirurgia ou laudos médicos para a retificação registral. “Muitas pessoas trans ainda encontram barreiras concretas no caminho, como dificuldade para obter documentação, burocracia e custas cartorárias que acabam tornando o procedimento inacessível”, pontua Caio Cipriano. “O mutirão nasce da compreensão de que só a previsão legal não basta e que é preciso que ele chegue a quem mais precisa.” O atendimento será prestado na sede do Distrito Drag, que tem capacidade para 40 pessoas, mediante inscrição prévia obrigatória, que pode ser feita até 6 de abril. Mais detalhes podem ser obtidos pelo WhatsApp (61) 3686-2029. *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal
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