Ouvidoria-Geral do DF é premiada por iniciativa que fortalece a tomada de decisão do governo
A Ouvidoria-Geral do Distrito Federal (OGDF), unidade da Controladoria-Geral (CGDF) que coordena toda a rede de ouvidorias do GDF, conquistou o 3º lugar no 7º Concurso de Boas Práticas da Rede Nacional de Ouvidorias (Renouv), na temática Ouvidoria Estratégica, com o projeto “Decisão Ágil: o poder do infográfico da Ouvidoria nas mãos da gestão”. Ouvidoria do GDF investe no acesso rápido às informações, garantindo transparência e agilidade no atendimento | Foto: Divulgação/CGDF A iniciativa surgiu a partir de um desafio identificado no dia a dia da administração pública: como transformar o grande volume de dados da ouvidoria em informações claras, rápidas e úteis para utilizar na tomada de decisões e investimentos em áreas mais demandadas. “Esse prêmio reconhece o trabalho da equipe e o nosso esforço contínuo em tornar a informação acessível, útil e capaz de apoiar decisões que impactam diretamente o cidadão” Daniela Pacheco,ouvidora-geral do Distrito Federal Embora a OGDF já disponibilizasse um painel público com dados acessíveis à sociedade e aos órgãos do GDF, foi identificado que a alta gestão, por conta da rotina intensa e da complexidade dos dados, nem sempre conseguia utilizar esse material como apoio direto à tomada de decisões. Isso dificultava mostrar, na prática, o quanto a ouvidoria pode ser um importante instrumento de gestão. Prioridades Iniciado em 2024, o projeto passou a trabalhar com temas prioritários para a gestão pública, como saúde, educação, mobilidade, zeladoria e programas sociais. Os infográficos eram produzidos quinzenalmente e enviados diretamente ao controlador-geral do Distrito Federal, ao governador e à vice-governadora, garantindo acesso rápido às informações, inclusive por meio de dispositivos móveis. O processo de criação envolve a análise cuidadosa dos dados, a seleção das informações mais relevantes para a gestão e a transformação desses dados em conteúdo visual simples e de fácil leitura, utilizando ferramentas de design. O foco é permitir que, em poucos minutos, a alta gestão consiga compreender o cenário, identificar problemas recorrentes e apoiar decisões mais ágeis e eficazes. A solução adotada foi o desenvolvimento de peças visuais claras, atrativas e padronizadas, elaboradas a partir das manifestações recebidas pela Ouvidoria, como reclamações, denúncias, sugestões e elogios. O projeto premiado já teve uma evolução: um painel, o Radar DF, já apresentado ao GDF. [LEIA_TAMBEM]“O projeto Decisão Ágil nasce da convicção de que a Ouvidoria vai além do acolhimento das manifestações”, avalia a ouvidora-geral do Distrito Federal, Daniela Pacheco. “Esse prêmio reconhece o trabalho da equipe e o nosso esforço contínuo em tornar a informação acessível, útil e capaz de apoiar decisões que impactam diretamente o cidadão.” Com isso, a Ouvidoria reforça seu papel como ponte entre o cidadão e o poder público, levando a percepção da sociedade diretamente para o centro das decisões governamentais. Canal direto O resultado foi divulgado pela Renouv, iniciativa que reconhece práticas inovadoras capazes de fortalecer a transparência, a participação social e a melhoria dos serviços públicos. A cerimônia de premiação será realizada de forma remota no dia 31 deste mês, às 14h30, com transmissão ao vivo pelo canal da Controladoria-Geral da União (CGU) no YouTube. *Com informações da Controladoria-Geral do DF
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Hospital de Santa Maria reforça segurança no uso de medicamentos
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passou a analisar as prescrições médicas antes da liberação dos medicamentos, reforçando a segurança dos pacientes. A mudança antecipa a avaliação feita pela equipe de farmácia clínica e ajuda a reduzir riscos no uso dos remédios durante a internação, com o apoio da plataforma digital MV Soul, que integra as etapas de prescrição, análise e dispensação de medicamentos no hospital. Na prática, o modelo posiciona o farmacêutico clínico como peça central na análise das prescrições. “Após a prescrição médica, a solicitação seguia diretamente para a farmácia hospitalar, onde era feita a dispensação. A avaliação do farmacêutico clínico ocorria apenas depois disso”, explica Thales Teódulo, chefe do Serviço de Farmácia Clínica. Agora, no HRSM, as prescrições médicas são analisadas por farmacêuticos antes da liberação dos medicamentos | Fotos: Divulgação/IgesDF Com o novo fluxo, a lógica foi invertida: primeiro, o farmacêutico clínico avalia a prescrição no sistema; após a liberação, a farmácia hospitalar realiza a dispensação para a equipe de enfermagem. Essa antecipação permite identificar inconsistências, como erros de dose, interações medicamentosas, duplicidades terapêuticas e inadequações clínicas, reduzindo riscos e promovendo o uso mais seguro e racional dos medicamentos. O processo ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, contemplando todas as prescrições emitidas nesse período. Em situações de urgência, o fluxo é flexibilizado para garantir agilidade, com liberação automática das prescrições e continuidade da assistência. [LEIA_TAMBEM]Implantação gradual e expansão do modelo A implementação no HRSM ocorre de forma progressiva. A primeira etapa, iniciada em outubro de 2025, contemplou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta e a clínica médica. Agora, a prática avança para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) e para a pediatria. O projeto foi idealizado por Thales e pelo farmacêutico clínico Elisson Oliveira, com base em experiência iniciada em 2024 no Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade também administrada pelo IgesDF que, à época, se destacou como pioneira na implementação da rastreabilidade completa de medicamentos em toda a sua estrutura. A análise prévia permite identificar inconsistências, como erros de dose, interações medicamentosas, duplicidades terapêuticas e inadequações clínicas A adesão das equipes médicas tem sido positiva, impulsionada pela familiaridade com o modelo. “Não houve resistência dos médicos, porque muitos já atuam em hospitais privados, onde esse trâmite é comum. Alguns, inclusive, relataram que sentiam falta desse fluxo na rede pública”, afirma Elisson. Segundo ele, os principais desafios iniciais estiveram relacionados ao alinhamento das atribuições entre farmácia clínica e hospitalar, etapa já consolidada entre as equipes. Atualmente, cerca de 260 prescrições são avaliadas por dia na unidade, número que reflete o volume assistencial e a capacidade operacional do serviço. Ainda pouco difundido na rede pública, o modelo coloca o HRSM como o segundo hospital do Distrito Federal a adotar essa prática, contribuindo diretamente para o fortalecimento da segurança do paciente. A iniciativa segue em expansão, com previsão de implementação em toda a unidade até o fim deste ano. “A expectativa é consolidar, de forma definitiva, uma cultura institucional pautada na qualidade do cuidado, na segurança do paciente e na excelência dos processos assistenciais”, conclui Thales. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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