Palestra internacional sobre qualidade de vida e bem-estar mobiliza servidores do GDF
Para refletir sobre a felicidade, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com o Movimento Brasília Capital da Felicidade e a Escola de Governo (Egov-DF), promoveu uma palestra nesta quarta-feira (18), destinada a servidores do Governo do Distrito Federal (GDF). O convidado foi o diretor-executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, Lhatu, uma das maiores referências internacionais na aplicação prática do conceito de felicidade como política pública. Palestra reuniu servidores de diferentes áreas do GDF, além de titulares de secretarias | Fotos: Divulgação/IPEDF Com o tema “Gross National Happiness — Felicidade Interna Bruta como qualidade de vida, bem-estar e felicidade sustentável”, o evento contou com a presença de várias autoridades, como o secretário de Economia, Daniel Izaías; o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino; a diretora-executiva da Egov-DF, Juliana Tolentino; e a idealizadora do Movimento Brasília Capital da Felicidade, Cosete Ramos, além de servidores. O palestrante tem uma trajetória marcada pela atuação no serviço público, em organismos internacionais e no setor privado, sendo um dos principais líderes globais na difusão do modelo de Felicidade Interna Bruta (FIB), filosofia que orienta o desenvolvimento do Butão e inspira governos ao redor do mundo. Especialista no uso da felicidade em políticas públicas, Lhatu enfatizou: “Para nós, a felicidade é algo fundamental, pois está consagrada na Constituição do nosso país, tendo sido adotada em 2008, ordenando que o Estado promova condições que permitam a busca da felicidade” “Essa pauta da felicidade é mundial, e nós, enquanto instituição de pesquisa e estudos que ajudam na formulação de políticas públicas, também temos esse ouvido para as necessidades da sociedade e incorporamos esse tema no nosso plano de trabalho” Manoel Clementino, diretor-presidente do IPEDF Ex-parlamentar por dois mandatos, ele liderou políticas nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário. Ao longo da carreira, ele também atuou no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e em projetos de agroindústria sustentável, geração de renda e preservação ambiental — pauta que chega a Brasília e envolve o mundo inteiro. Durante a palestra, Lhatu lembrou que o Centro de Estudos do Butão e da Felicidade Interna Bruta é uma instituição governamental que faz pesquisas e monitora o índice FIB, criado em 1972, priorizando o bem-estar coletivo, sustentabilidade e cultura sobre o Produto Interno Bruto (PIB). Bem-estar coletivo [LEIA_TAMBEM]“Para nós, a felicidade é algo fundamental, pois está consagrada na Constituição do nosso país, tendo sido adotada em 2008, ordenando que o Estado promova condições que permitam a busca da felicidade”, declarou. “E, apesar de estar distante do Brasil, é possível fazer esse movimento aqui e desenvolver ações e políticas que promovam o bem-estar coletivo.” A palestra é uma prévia para o 2º Congresso da Felicidade de Brasília, que será aberto na sexta-feira (20), no Museu Nacional da República. Na ocasião, o IPEDF vai lançar a pesquisa “Felicidade no Distrito Federal: fatores associados e implicações para políticas públicas”, que ouviu 1.705 moradores do DF para entender como avaliam sua própria felicidade e quais aspectos da vida mais contribuem para esse sentimento. “Fica aqui o convite para quem quiser conhecer a metodologia dessa pesquisa inédita”, afirmou o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino. “Essa pauta da felicidade é mundial, e nós, enquanto instituição de pesquisa e estudos que ajudam na formulação de políticas públicas, que auxiliam na tomada de decisão das ações governamentais, também temos esse ouvido para as necessidades da sociedade e incorporamos esse tema no nosso plano de trabalho.” *Com informações do IPEDF
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Curso capacita produtores na criação de abelhas nativas sem ferrão
A Emater-DF realizou, nesta terça-feira (17), o curso sobre Manejo e criação de abelhas nativas sem ferrão. A atividade reuniu cerca de 30 participantes de várias regiões administrativas do Distrito Federal, e teve como objetivo apresentar diferentes formas de se obter renda na meliponicultura. De acordo com o instrutor Carlos Morais, extensionista da Emater-DF, o objetivo principal foi mostrar que é possível criar abelhas de forma simples com viabilidade econômica. “Além de ter colmeias que podem gerar renda com a produção de mel, pólen, própolis e cera, por exemplo, também dá para ganhar dinheiro fabricando caixas e iscas”, ensina. Dividido em duas etapas, o curso teve uma parte teórica de manhã, no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor), e uma parte prática de tarde, realizada no Jardins de Mel, no Núcleo Rural Vale do Palha, na região conhecida popularmente como Serrinha, no Lago Norte. A propriedade é administrada pelo casal Diana Schappo e Evandro Schappo — daí o DE com maiúsculas no nome, que corresponde às iniciais do nome do casal — e possui meio hectare onde habitam dezenas de espécies de abelhas. Mandaguari, jataí, mandaçaia, uruçu-amarela, dentre outras, convivem no rico minibioma erguido pelo casal. A atividade reuniu cerca de 30 participantes de várias regiões administrativas do Distrito Federal, e teve como objetivo apresentar diferentes formas de se obter renda na meliponicultura | Foto: Divulgação/Emater-DF “As abelhas daqui não polinizam apenas a propriedade, mas também a vizinhança. Algumas espécies de abelhas chegam a voar até 2 mil metros, beneficiando as produções locais de hortaliças e frutíferas”, explica Carlos Morais. A produtora Maria Elenice da Silva, moradora do núcleo rural Incra 6, em Brazlândia, se sentiu impulsionada a colocar em prática algo que já vinha planejando. “Pretendo construir um espaço parecido com este, com muito verde, natureza, um lugar onde as pessoas possam visitar e consumir mel e derivados”, vislumbra. Nice, como gosta de ser chamada, tem duas colmeias com abelhas jataí, além de espécies de árvores como jatobá e ipê. *Com informações da Emater-DF
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Cadastro atualizado no Meu SUS Digital garante atendimento agilizado nas unidades básicas de saúde do DF
Desde o fim do ano passado, a marcação de consultas em qualquer unidade básica de saúde (UBS) do Distrito Federal também pode ser feita por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Com isso, alerta a Secretaria de Saúde (SES-DF), torna-se ainda mais importante para os usuários da rede pública manterem os dados atualizados na plataforma. “Hoje, há facilidade para a troca de número de celular. Nisso, a gente acaba perdendo o contato com o paciente. Quando os dados estão desatualizados, esse contato fica mais complicado”, ressalta o secretário-executivo de Tecnologia da Informação em Saúde da SES-DF, Deilton Silva. “A secretaria está modernizando os sistemas e o próximo passo do agendamento online é o contato por WhatsApp. Vamos mandar mensagem para confirmação, o que é muito importante para reduzir o absenteísmo. O aplicativo tem um lembrete de agendamento, mas, ainda assim, vamos reforçar, avisando sobre a proximidade. Com os dados atualizados, o contato é mais assertivo, evitamos que as pessoas não compareçam sem aviso e conseguimos enviar informações não só sobre o agendamento, mas também sobre vacinas e outros serviços.” A atualização cadastral pode ser feita presencialmente na UBS de referência do paciente (para saber qual é a sua, clique aqui) ou virtualmente, pelo site Recadastra SUS. Nesse segundo caso, basta fazer login com a conta Gov.br e preencher os dados. Manter os dados atualizados no Meu SUS Digital permite que o usuário recebe mensagens pelo WhatsApp confirmando o agendamento de consultas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Consultas O Meu SUS Digital, sistema do Ministério da Saúde, passou a ser uma opção para marcação de consultas em UBSs em novembro do ano passado, sendo implementado de forma gradual nas 172 unidades do DF. Do lançamento até 10 de fevereiro, foram realizados 4.777 agendamentos. Pela ferramenta, é possível marcar consultas com médicos e enfermeiros da Estratégia Saúde da Família do DF sem sair de casa. Para isso, basta acessar o Meu SUS Digital e buscar pelo ícone “Agendamentos”, dentro da seção “Minha Saúde”. A partir daí, a própria plataforma indicará a UBS de referência, e o usuário deve escolher a categoria do profissional com o qual deseja atendimento (médico ou enfermeiro), selecionar o nome do profissional e buscar uma data para verificar a disponibilidade. [LEIA_TAMBEM]“A secretaria vem avançando na transformação digital. A adoção do agendamento online, integrado aos sistemas utilizados, vem justamente para implementar essa mudança. Não é uma simples adoção de tecnologia, é uma mudança de paradigma, inclusive na forma como o cidadão acessa o sistema de saúde, sempre colocando o cidadão no centro do cuidado. Hoje, ele tem essa possibilidade diretamente pelo celular, sem precisar ir à unidade, enfrentar filas ou ficar sujeito aos horários de atendimento. Pelo aplicativo, não há restrição de horário para marcar consulta; pode fazer no momento que for melhor”, aponta Deilton Silva. O secretário-executivo também explica que a escolha por utilizar o aplicativo Meu SUS Digital, do Ministério da Saúde, visou o conforto dos pacientes. “É um aplicativo que a população já utiliza, então não quisemos criar mais um app. Muitas pessoas têm limitações na capacidade do celular, então por que não aproveitar essa oferta de serviço? Também é importante para fortalecer a estratégia nacional de saúde digital, alinhando o Distrito Federal às diretrizes do Ministério da Saúde e à Rede Nacional de Dados em Saúde, promovendo interoperabilidade e continuidade do cuidado. Tudo em prol da população”, arremata. De novembro do ano passado até 10 de fevereiro, 4.777 agendamentos de consultas na rede pública do DF foram feitos pelo Meu SUS Digital Atenção Primária As unidades básicas são a porta de entrada para os principais problemas de saúde da população. Nelas, atuam equipes compostas por profissionais como enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, qualificados para atender condições de saúde de usuários de todas as idades — de recém-nascidos a idosos. Há também uma equipe multiprofissional, com psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e farmacêuticos, entre outros. Em caso de necessidade, o paciente é encaminhado para os serviços de urgência e emergência.
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Governador Ibaneis Rocha assina termo que destina área em Brazlândia para construção de moradias sociais
Nesta quarta-feira (18), o governador Ibaneis Rocha assinou o termo de cessão de uso de uma área da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab-DF). O terreno, localizado na Área de Expansão Vila São José, no Núcleo Rural Capão da Onça, em Brazlândia, será destinado à oferta de moradias de interesse social, com previsão de cerca de 5.069 unidades habitacionais e capacidade para atender aproximadamente 18,4 mil pessoas. Ibaneis Rocha assinou termo de cessão de uso de uma área da Terracap, que abrigará moradias de interesse social para aproximadamente 18,4 mil pessoas | Foto: Renato Alves/Agência Brasília O chefe do Executivo destacou a importância do projeto para o crescimento planejado de Brazlândia. “Essa região precisava crescer, e agora vai crescer de forma planejada. Estamos falando de aproximadamente 20 mil pessoas vivendo nesse novo bairro. Hoje, a cidade tem cerca de 70 mil habitantes, ou seja, terá um aumento significativo da população. Isso melhora o comércio, gera emprego, aumenta a renda e dá condições para que as pessoas vivam com mais qualidade. É isso que buscamos”, afirmou. O governador também ressaltou que o empreendimento é resultado de um trabalho integrado entre diferentes áreas do governo. “Nós passamos por todas as etapas. A Codhab cuidou do Pdot [Plano Diretor de Ordenamento Territorial] para garantir a liberação da área pela Terracap, avançamos na regularização fundiária e na doação do terreno. A área ambiental também foi muito bem conduzida. Isso se chama crescimento com sustentabilidade, e essa foi a maior preocupação na criação desse novo bairro”, explicou. O presidente da Terracap, Izidio Santos, destacou que a companhia tem atuado na disponibilização de áreas destinadas à atuação da Codhab na implementação de políticas públicas habitacionais. “Estamos ofertando terrenos para que a Codhab possa viabilizar moradia digna à população que mais precisa, especialmente aqui em Brazlândia, uma região que ainda carece desse tipo de iniciativa”, observou. “Estamos promovendo uma expansão urbana planejada, evitando ocupações irregulares. As famílias que vão morar aqui terão acesso à infraestrutura necessária, dentro de um modelo adequado de ocupação”. O presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, explicou como será o processo para implantação das unidades habitacionais após a cessão das áreas: “A Codhab recebeu essas áreas para iniciar os trabalhos — com projeto urbanístico e de engenharia — e preparar a área para aprovação do parcelamento. Depois vem o registro dos lotes e o chamamento das pessoas que querem se habilitar, que precisam cumprir regras da habitação de interesse social, como morar no Distrito Federal há cinco anos e não ganhar mais de 12 salários mínimos. São regras simples, mas necessárias para proteger as pessoas que moram aqui e aguardam esse imóvel. É um sonho realizado”. Izidio Santos, presidente da Terracap: "As famílias que vão morar aqui terão acesso à infraestrutura necessária, dentro de um modelo adequado de ocupação" | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Moradias sociais Com o sonho da casa própria, a pensionista Andréia Ferreira, de 52 anos, vive a expectativa pela oportunidade. “Já estou inscrita na Codhab, com a documentação em dia, e agora é aguardar ser chamada”, contou. Quem compartilha da mesma esperança é a aposentada Silvana Lima, 63 anos. “A comunidade recebeu a notícia com muita alegria. Precisamos muito dessa iniciativa aqui em Brazlândia”, reforçou. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, declarou que o programa habitacional representa uma conquista histórica para moradores que, por décadas, precisaram deixar a cidade para conseguir moradia: “Brazlândia hoje é um lugar que vai acolher os seus filhos, porque nós vamos ter um programa habitacional depois de 30 anos lutando por isso”. Andréia Ferreira, pensionista: "Já estou inscrita na Codhab, com a documentação em dia, e agora é aguardar ser chamada" | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A área de expansão habitacional em Brazlândia é subdividida em dois setores, denominados Expansão de Brazlândia 01 e 02, ambos classificados com densidade média, limitada a até 200 habitantes por hectare. A área 01 possui aproximadamente 73 hectares (732.868,66 m²), com capacidade estimada para até 14,6 mil habitantes. Considerando a média de 3,63 moradores por unidade habitacional, a projeção indica cerca de 4.023 unidades. Já a área 02 abrange cerca de 19 hectares (193.115,04 m²) e comporta até 3.800 habitantes, com o mesmo índice de ocupação domiciliar, o que projeta aproximadamente 1.046 unidades habitacionais. Ao todo, as duas áreas somam cerca de 92 hectares destinados à expansão urbana, com capacidade para aproximadamente 18,4 mil habitantes e cerca de 5.069 unidades habitacionais. Silvana Lima, aposentada: "A comunidade recebeu a notícia com muita alegria. Precisamos muito dessa iniciativa aqui em Brazlândia" | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Contexto A assinatura do termo para destinação de área em Brazlândia segue um modelo já adotado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em outras regiões administrativas, com uso de terrenos públicos para viabilizar novos empreendimentos habitacionais. No Recanto das Emas, por exemplo, foi aprovada uma área para até 6.319 moradias, com capacidade para cerca de 19,7 mil pessoas, em projeto implantado em terreno da Terracap destinado à política habitacional. Em Ceilândia, outro parcelamento urbano destinado à Codhab prevê a construção de 5.690 unidades habitacionais em área pública, com potencial para atender mais de 17 mil moradores. No Recanto das Emas, novos empreendimentos vêm sendo lançados com milhares de unidades voltadas a famílias cadastradas em programas habitacionais, reforçando a ampliação da oferta de moradia em áreas planejadas.
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