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Desfile Tecidas de Histórias dá visibilidade a mulheres que reconstruíram suas trajetórias

O desfile Tecidas de Histórias transformou a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em um palco de protagonismo feminino nessa sexta-feira (6). A iniciativa integrou a programação da campanha Março Mais Mulher 2026, da Secretaria da Mulher (SMDF), e reuniu mulheres atendidas pelos Comitês de Proteção à Mulher para celebrar trajetórias de superação, fortalecer a autoestima e reafirmar a autonomia feminina. Ao todo, 25 mulheres assistidas pelos Comitês de Proteção à Mulher participaram da iniciativa e desfilaram na passarela. Mais do que uma apresentação, o momento simbolizou uma manifestação de superação e fortalecimento pessoal, resultado do acolhimento e do acompanhamento oferecidos pelos comitês. A participação marcou a reconstrução de trajetórias e evidenciou a força de mulheres que encontraram na rede de proteção o suporte necessário para recomeçar. A rede de apoio também tem ampliado o alcance do atendimento às mulheres no Distrito Federal. Apenas nos dois primeiros meses deste ano, os Comitês de Proteção à Mulher registraram 446 atendimentos. Criadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), as estruturas integram a política pública de fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Para a vice-governadora Celina Leão, o desfile representa uma ferramenta de empoderamento e autoexpressão dentro das ações do Março Mais Mulher 2026. “O nosso trabalho é contínuo para transformar o DF no melhor lugar para se nascer menina e crescer mulher. Ações como esta reforçam a eficiência das políticas públicas no atendimento integral às mulheres.” Implantados nas regiões administrativas e vinculados à Secretaria da Mulher (SMDF), os Comitês de Proteção à Mulher funcionam como pontos de acolhimento, orientação e encaminhamento de casos de violência doméstica e familiar. Entre as participantes do desfile, Laureci Alves, 47 anos, mãe de dois filhos, compartilhou parte de sua trajetória após viver por 11 anos em um ciclo de violência: “Esse momento é libertador. Conseguir sair desse ciclo, me sentir linda, feliz, acolhida e determinada a não passar mais pelo que passei”, afirmou. A iniciativa também reforça o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Mulher (SMDF) no fortalecimento da rede de proteção e acolhimento às mulheres no Distrito Federal. Por meio de ações integradas e da atuação dos Comitês de Proteção à Mulher nas regiões administrativas, a pasta tem ampliado o acesso ao atendimento, à orientação e ao suporte necessário para mulheres que buscam romper ciclos de violência e reconstruir suas trajetórias. Ao todo, 25 mulheres assistidas pelos Comitês de Proteção à Mulher participaram da iniciativa e desfilaram na passarela | Foto: Divulgação/SMDF Para a secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, o desfile representa mais do que um momento simbólico: é a demonstração de que o trabalho da rede de proteção tem transformado vidas. “Cada mulher que atravessa essa passarela carrega uma história de coragem e reconstrução. Os Comitês de Proteção à Mulher foram criados justamente para garantir acolhimento, orientação e acompanhamento a quem precisa romper ciclos de violência”, afirmou. A secretária também destacou que iniciativas como o desfile reforçam a importância das políticas públicas voltadas à proteção e ao fortalecimento das mulheres no Distrito Federal. “Ver essas mulheres hoje, confiantes e celebrando suas trajetórias, mostra que o acolhimento e o suporte oferecidos pela rede fazem a diferença. Nosso compromisso é continuar ampliando esse atendimento para que cada vez mais mulheres encontrem apoio para recomeçar”, destacou a secretária. Visibilidade e propósito de vida O desfile também se destacou como uma ação estratégica de política pública voltada ao fortalecimento e à valorização das mulheres. A passarela foi ocupada por mulheres assistidas pelos Comitês de Proteção à Mulher, muitas delas vítimas de violência, além de convidadas especiais. Cada entrada representou mais do que um momento estético: simbolizou identidade, pertencimento e o reconhecimento de trajetórias marcadas pela superação. A subsecretária de Proteção à Mulher, Luana Maia, destacou que o evento promove a igualdade de gênero e evidencia histórias de recomeço. “Essas mulheres passaram por situações muito difíceis. Muitas foram vítimas de violência, mas decidiram dar a volta por cima e reescrever suas trajetórias com força e determinação. Elas merecem estar aqui e estão prontas para conquistar seus sonhos e ser felizes novamente”, afirmou. Na passarela, foram apresentadas coleções assinadas pelo estilista Fernando Cardoso e pela Estilosa Boutique. O evento contou com o apoio da Agência Sprint, do Correio Braziliense, da Publicidade e Marketing, da 3M Casting e da Purble Acervo, parceiros que contribuíram para a realização da iniciativa e para a valorização do protagonismo feminino. Mais do que um desfile, o Tecidas de Histórias reafirmou o protagonismo feminino e evidenciou o impacto das políticas públicas voltadas à proteção, ao acolhimento e à valorização das mulheres no Distrito Federal. *Com informações da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF)

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Empoderamento feminino: diversidade marca cargos estratégicos na TCB

Quando chegou à Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), em 2019, Maria Cecília Martins encontrou um cenário comum no setor: nas reuniões de gestão, era a única mulher. “Quando entrei, ainda como assessora jurídica, a diretoria e o conselho de administração eram compostos exclusivamente por homens”, lembra. A TCB, fundada em 8 de maio de 1961, já tinha tradição de inovação: nos anos 1970, foi considerada modelo nacional e pioneira na implementação do câmbio automático em seus veículos. Essa tradição de pioneirismo também passou a se refletir na ampliação da liderança feminina ao longo dos anos. Na TCB, Maria Cecília passou por diferentes funções, de gerente de projetos especiais a chefe de gabinete, até assumir a presidência, em maio de 2025. “Ter recebido a confiança do governador para dirigir uma empresa de um setor historicamente masculino revela uma visão contemporânea de gestão pública, baseada em mérito e credibilidade”, reconhece. Segundo ela, essa mudança também está presente no cotidiano da empresa. Hoje, dois dos três principais cargos da alta direção são ocupados por mulheres — a diretora-presidente e a diretora técnica. Na TCB, Maria Cecília passou por diferentes funções, de gerente de projetos especiais a chefe de gabinete, até assumir a presidência, em maio de 2025 | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Pela primeira vez, todos os contratos da empresa são assinados por mulheres. Foi o chefe do jurídico quem chamou minha atenção para esse fato, e foi um momento de orgulho. A TCB se tornou um espaço em que as mulheres ocupam posições de liderança com naturalidade e competência”, comemora Maria Cecília Martins. A diretoria técnica, ocupada por Lilian Carolina Borges, também desempenha papel estratégico na condução da empresa. “A presença feminina em uma área historicamente masculina reafirma que a gestão técnica se sustenta na competência e no preparo”, ressalta. Outro destaque é o Conselho Fiscal formado totalmente por mulheres. O colegiado é responsável por acompanhar e fiscalizar a gestão econômico-financeira da empresa. “É a abertura de um caminho concreto para que outras mulheres ocupem espaços de decisão e controle, sempre com base em competência técnica e independência”, destaca a conselheira-presidente Ivanise Machado. Mulheres no volante A presença feminina na empresa vai além dos gabinetes. No transporte escolar supervisionado pela TCB, há equipes com motoristas, monitoras e gestoras formadas exclusivamente por mulheres, graças ao projeto Mulheres no Volante. “Decidimos valorizar as profissionais e mostrar que as mulheres têm plena capacidade técnica e emocional para atuar no transporte. Ver mulheres na presidência e na diretoria é inspirador — mostra que podemos estar tanto na operação quanto na gestão”, explica a gerente administrativa, Mozzana Araújo. Para a diretora-presidente, a experiência da TCB mostra que mulheres podem ocupar espaços estratégicos com firmeza, sensibilidade e alegria. “Para as mulheres fora da empresa, a mensagem é de encorajamento. Ocupação de espaços estratégicos exige preparo, constância e coragem, mas não precisa significar isolamento ou endurecimento”, finaliza Maria Cecília Martins.

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Mulheres são 13% dos condutores envolvidos em sinistros fatais no DF

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Acesso à Escola Classe Jardim dos Ipês, em Arapoanga, é asfaltado com investimento de R$ 1,1 milhão

A rotina de estudantes, pais e funcionários da Escola Classe Jardim dos Ipês, em Arapoanga, não mais terá os sacolejos do ônibus, os riscos de acidentes pelos buracos, a lama e a poeira. Isso porque a estrada de 800 metros que leva à unidade acaba de ser asfaltada por meio do programa Caminho das Escolas, do Governo do Distrito Federal (GDF). A obra, que contou com investimento de R$ 1,1 milhão, foi entregue neste sábado (7), em cerimônia com presença do governador Ibaneis Rocha. “Esse é um dos programas mais bonitos que temos. Ele foi criado no início do primeiro governo, em 2019, com o objetivo de dar mais qualidade de vida para todas essas pessoas que moram e estudam nas regiões rurais. E é isso que a gente vê aqui, famílias e funcionários beneficiados com uma estrada asfaltada e crianças indo à escola com a qualidade e o conforto que merecem”, afirmou o chefe do Executivo.  Para a vice-governadora Celina Leão, o GDF tem um olhar diferenciado para o campo. “As pessoas que querem se fixar no campo, elas precisam de ter acesso à educação. O campo hoje no Distrito Federal conta com investimento em insumos, maquinário, canais de irrigação e treinamentos. A gente agora também faz esse trabalho com a educação, que para mim é prioridade. Você trazer uma escola com qualidade para que as pessoas possam ter acesso a esse ensino em lugares um pouco mais remotos. A gente fica muito feliz de entregar para a pessoa do campo uma escola de qualidade, com dignidade, que é o asfalto até a porta da escola”, afirmou. A obra, que contou com investimento de R$ 1,1 milhão, foi entregue neste sábado (7), em cerimônia com presença do governador Ibaneis Rocha | Foto: Renato Alves/Agência Brasília A pavimentação do trecho de cerca de 800 metros vai beneficiar, além dos funcionários, as famílias das 115 crianças que estudam no local. "O Caminho das Escolas, se eu tiver que definir uma palavra, é dignidade. Porque o estudante chega limpinho, as monitoras estão felizes porque ficavam cheias de poeira, os motoristas, os donos dos ônibus porque atolavam, quebravam. Então, é ganho para todos, é dignidade. Esse é um governo que dá dignidade aos estudantes", enfatiza a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Que o diga a pequena Evellyn Silva, 10 anos, aluna do 5º ano. "Antes, quando não tinha asfalto, o ônibus balançava muito, às vezes a gente ficava um pouco tonto. Também demorava para chegar, porque tinha vários buracos e, quando chovia, era difícil ir por causa do barro. Agora, com o asfalto novo, a gente vai bem mais rápido, não fica balançando e não atrasa quando tem chuva", elenca. Avó de Evellyn, a cozinheira Michele Alves, 48, acompanhou bem a transformação que a escola passou. "No tempo dos meus filhos, eles sofreram muito, porque iam a pé ou de carroça, não tinha transporte. Hoje tem o ônibus e o asfalto, que foi uma coisa que meus filhos não tiveram no passado. Tinha que botar sacola no pé para poder chegar limpo na escola, totalmente diferente do que minha neta tem hoje. Agora ela está em um mar de rosas", resume.  Estudantes do 5º e do 2º ano, respectivamente, os irmãos Miguel, 10, e Isabella Leal, 7, são outros que também vão viver esse "mar de rosas". "É bom ter o asfalto, antes era difícil chegar, o ônibus demorava. Eu tossia bastante, espirrava, porque eu tenho crise de asma e de vez em quando eu ficava ruim", lembra Miguel. "O ônibus balançava muito e entrava muita poeira, dava agonia, entrava poeira nos olhos. Agora não fica mais", emenda Isabella. Mãe dos dois, a orientadora educacional Cristiane Leal, reforça o discurso e ainda acrescenta uma outra questão, a da segurança que uma pista asfaltada traz: "Fico em paz sabendo que meus filhos vão poder ir e voltar bem". Programa O Caminho das Escolas nasceu para reduzir o tempo de deslocamento e facilitar o transporte escolar. Além disso, o acesso asfaltado minimiza os transtornos causados por poeira e lama, e promove melhores condições para a população.  Desde a criação do programa, em 2019, já foram pavimentados mais de 50 quilômetros, com investimento superior a R$ 41 milhões. Em 2025, nove escolas foram atendidas, com mais 20 quilômetros de vias e aproximadamente R$ 27,8 milhões em investimentos.

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