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Mulheres representam mais de 74% da força de trabalho no IgesDF

Em muitos momentos, a melhora de um paciente começa com uma decisão silenciosa: permanecer um pouco mais ao seu lado, ouvir com atenção ou dedicar tempo para explicar a situação. Nem sempre esse tipo de cuidado aparece nos protocolos ou nos fluxos assistenciais. Na maioria das vezes, ele se manifesta em atitudes simples, repetidas diariamente por profissionais que enxergam no trabalho algo que vai além de uma função. Neste 8 de março, três histórias ajudam a mostrar como atitudes do cotidiano contribuem para consolidar não apenas os princípios do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), mas também uma cultura institucional baseada no compromisso com o paciente. Quando essa postura se transforma em prática diária, a instituição se fortalece e a assistência à população se qualifica. Atualmente, o IgesDF conta com 11.343 colaboradores ativos. Desse total, 8.423 são mulheres, o que representa 74,26% da força de trabalho. Mais do que um dado estatístico, o número revela a presença feminina em plantões, corredores hospitalares, setores administrativos, obras, áreas técnicas e em decisões que impactam diretamente o atendimento prestado à população do Distrito Federal. Alessandra Lopes: "Me engrandece saber que estou ajudando na recuperação de alguém e trazendo mais tranquilidade para a família" | Fotos: Divulgação/IgesDF Na sala vermelha da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, um adolescente de 16 anos deu entrada com cetoacidose diabética, complicação grave da doença que exige intervenção imediata. O diagnóstico surgiu naquele momento, em meio ao sofrimento.  Para iniciar o atendimento, era necessário explicar a situação ao paciente e à família. No entanto, o jovem resistia. Foi então que a técnica de enfermagem Alessandra Lopes percebeu que, antes de qualquer procedimento, era preciso construir confiança. “Fui conversando no tempo dele, respeitando o espaço. Aquilo o acalmou. Ele começou a confiar em mim e o tratamento fluiu melhor”, conta. Alessandra relata que decidiu trabalhar em uma UPA após a morte da mãe, por acreditar que poderia contribuir no cuidado com outras pessoas. “Me engrandece saber que estou ajudando na recuperação de alguém e trazendo mais tranquilidade para a família”. Quando transportar é acolher Raiane Sousa: "Às vezes, o paciente só precisa ser ouvido. A gente leva para um exame e volta com uma história" No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o trabalho de Raiane Sousa começa conduzindo pacientes entre setores, exames e, muitas vezes, até o momento da alta hospitalar. Como maqueira, sua rotina exige agilidade, atenção e resistência física. Mas, para ela, o trabalho vai além da locomoção. “Às vezes, o paciente só precisa ser ouvido. A gente leva para um exame e volta com uma história”, ressalta. Em um dos plantões, a colaboradora acompanhou uma senhora que receberia alta, mas não tinha acompanhante. Raiane a levou até a portaria, ajudou a acionar o transporte e aguardou até que estivesse acomodada no carro. Antes de ir embora, a paciente pediu para fazer uma oração por ela. “Ela agradeceu pelo cuidado. Aquilo me marcou. No dia a dia, no meio dos trajetos, surgem conversas e laços que a gente nem imagina”, lembra. No Núcleo de Mobilidade (Numob), onde atua, Raiane destaca que o trabalho em equipe faz diferença na rotina. “O apoio entre as colegas ajuda muito. Isso aparece no clima da equipe e também na forma como os pacientes se despedem”, diz. Cuidado antecipado Nathalia Casagrande: "Cada entrega é mais que uma obra concluída, é uma etapa vencida na construção de um hospital mais preparado para quem precisa" Nos bastidores das unidades de saúde, também há profissionais que contribuem diretamente para o funcionamento da assistência. É o caso das equipes responsáveis por obras, reformas e adequações estruturais. Engenheira civil do Núcleo de Manutenção e Infraestrutura do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Nathalia Casagrande esteve à frente das adequações necessárias para a instalação de novos tomógrafos na unidade. “Quando vemos o equipamento pronto para atender, sabemos que aquilo vai beneficiar muita gente. É gratificante enxergar o resultado físico do nosso trabalho e entender que ele impacta diretamente na assistência”, afirma. Nathalia conta que, no início da carreira, enfrentou resistência em um ambiente ainda predominantemente masculino. “Persisti porque o que me motiva é ver as coisas funcionando, saber que contribuí para algo que melhora o atendimento. Cada entrega é mais que uma obra concluída, é uma etapa vencida na construção de um hospital mais preparado para quem precisa", completa. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, esse tipo de postura fortalece a identidade da instituição. “Neste 8 de março, reconhecemos que são essas escolhas cotidianas, repetidas em diferentes setores, por milhares de colaboradoras, que sustentam a assistência. Um legado silencioso que segue, plantão após plantão, obra após obra, fazendo da saúde pública um compromisso vivido na prática”, destaca. *Com informações do IgesDF  

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Vigilância Sanitária intensifica fiscalização de clínicas de estéticas no DF

Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, comemorado no domingo (8), a Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF) intensificou, nesta semana, as vistorias em clínicas de estética no Distrito Federal. A ação busca garantir que os serviços sejam oferecidos com segurança e qualidade. “O objetivo é proteger a saúde e o bem-estar das mulheres do DF. Nesse sentido, a iniciativa foi realizada em conjunto com os núcleos de inspeção, abrangendo todas as regiões administrativas”, explica a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé. Vigilância Sanitária fiscalizou mais de 400 clínicas de estética nesta semana; ação foi intensificada por conta da proximidade do Dia das Mulheres | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Durante quatro dias de operação, 424 estabelecimentos foram inspecionados. A fiscalização verificou quesitos como conformidade técnica dos procedimentos, segurança do paciente e adequação da infraestrutura física e documental dos locais. Para a proprietária de uma das clínicas fiscalizadas, Marianne Moncaio, a atuação da vigilância é importante tanto para o negócio quanto para as clientes: “É uma preocupação que mostra ao consumidor que o estabelecimento está cumprindo todas as normas. Isso passa confiança”. Das 424 clínicas, 66 foram autuadas e 31 interditadas. Também foram apreendidos 811 produtos irregulares, como medicamentos e cosméticos. Durante quatro dias de operação, foram apreendidos mais de 800 produtos irregulares, como preenchedores, canetas emagrecedoras e toxinas botulínicas Procedimentos estéticos Realizar procedimentos estéticos em locais seguros e com profissionais qualificados é fundamental para evitar infecções e prevenir problemas graves. Ambientes adequados seguem protocolos de biossegurança, como esterilização e uso de materiais descartáveis e de qualidade. [LEIA_TAMBEM]O problema surge quando as pessoas não atentam para essas questões ao buscar serviços de beleza e estética. Como ressalta Olivé, é necessário sempre verificar se o local escolhido possui licenciamento da Vigilância Sanitária, além de analisar as condições do espaço e dos produtos e equipamentos utilizados. “Também é importante se informar sobre a formação e o registro do profissional que atua na clínica, perguntar sobre os produtos, verificar se estão íntegros e se possuem registro da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], além de pedir um orçamento claro e detalhado dos serviços e checar se a clínica oferece suporte após o procedimento”, elenca. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Força-tarefa aplica 25 toneladas de asfalto e remove 64 toneladas de entulho em Ceilândia

Uma força-tarefa de manutenção urbana realizada ao longo da semana em Ceilândia resultou na aplicação de mais de 25 toneladas de massa asfáltica e na retirada de 64 toneladas de entulho descartado irregularmente em diferentes pontos da cidade. As ações ocorreram entre segunda (2) e sexta-feira (6), uma parceria entre a Administração Regional de Ceilândia, Novacap e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) que teve como objetivo reforçar a infraestrutura e manter a cidade organizada. Os serviços de recuperação asfáltica foram executados em diversas vias, entre elas QNN 27; QNN 37; QNM 23, Conjunto A; Via N3 Norte; Via O4; Via Leste, parte sul; Via P3 Sul; lateral da QNN 9 e na via de acesso aos conjuntos da QNN 4. As intervenções visam melhorar as condições de tráfego e aumentar a segurança de motoristas e pedestres. Mais de 25 toneladas de massa asfáltica foram aplicadas em vias de Ceilândia ao longo da semana | Foto: Divulgação/Administração de Ceilândia Na área de limpeza urbana, as equipes retiraram resíduos e entulho descartados irregularmente em locais como QNM 30, Via M-3 Sul, QNN 14 e ADE do P Sul. A remoção desses materiais também ajuda a evitar o entupimento da rede de drenagem e a reduzir riscos de alagamentos durante o período chuvoso. A semana também contou com serviços de manutenção da rede de drenagem pluvial, incluindo desobstrução de tubulações com hidrojato e reposição de tampas de bocas de lobo em vias importantes, como as avenidas Hélio Prates e Elmo Serejo. [LEIA_TAMBEM]Outras melhorias incluíram a implantação de estacionamento na QNM 10, a construção de calçada na Via M-2 Sul, e a recuperação de áreas com assoreamento no Setor P Sul e na EQNP 06/10, ao lado do Centro de Ensino Médio 02, em Ceilândia Norte. Além disso, foi feita poda de árvores, roçagem, limpeza de praças e manutenção no Estádio Regional de Ceilândia (Abadião). Segundo o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, o trabalho conjunto entre os órgãos permite ampliar o atendimento das demandas da cidade. “Estamos atuando diariamente em várias frentes para melhorar a infraestrutura de Ceilândia. A parceria com a Novacap e o SLU fortalece esse trabalho e garante mais qualidade de vida para a população”, destacou. A Administração Regional também reforça o pedido para que a população evite o descarte irregular de lixo e entulho em áreas públicas, prática que pode provocar entupimento da rede de drenagem e alagamentos. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia

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Programa Meninas em Ação incentiva protagonismo feminino entre estudantes da rede pública de ensino

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promoveu, nesta sexta-feira (6), um encontro com estudantes participantes do programa Meninas em Ação, iniciativa voltada ao incentivo do protagonismo feminino entre alunas da rede pública. A ação foi organizada em parceria com as secretarias da Mulher (SMDF), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Relações Internacionais (Serinter-DF). A atividade reuniu jovens para debater igualdade de gênero, representatividade e enfrentamento à violência contra a mulher. Durante a programação, as estudantes participaram de palestras, rodas de conversa e atividades voltadas à orientação sobre vocações profissionais e à aproximação com mulheres que ocupam posições de liderança no setor público e em outras áreas da sociedade. Encontro tem como objetivo orientar as estudantes sobre vocações profissionais e aproximá-las de mulheres que ocupam posições de liderança | Foto: Mary Leal/SEEDF Participaram do encontro alunas do Centro de Ensino Médio (CEM) Setor Oeste, do Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Gama e do CEM 1 de Planaltina. Durante o encontro, a chefe de gabinete da Educação, Ana Paula Veloso, falou sobre a importância do protagonismo estudantil feminino na promoção de debates sobre igualdade e enfrentamento à violência contra a mulher no ambiente escolar. Segundo ela, as jovens selecionadas para o programa têm o papel de levar reflexões e atitudes positivas para suas comunidades escolares, atuando como exemplo de respeito, liderança e diálogo entre os colegas. “Vocês foram escolhidas para serem meninas em ação. Isso significa que são referência dentro da comunidade escolar. É importante levar essas discussões sobre violência contra a mulher, namoro abusivo e relações respeitosas para a escola e para os colegas. Vocês não estão aqui por acaso, foram selecionadas para viver essa experiência e inspirar outras meninas. Aproveitem cada oportunidade que a educação pública oferece e lembrem-se que vocês podem ganhar o mundo e ser o que quiserem”, afirmou. “O Meninas em Ação vem com a ideia de promover o empoderamento feminino para as meninas, ainda antes da fase adulta, com foco nas escolas locais, onde elas despertam o senso crítico, discutem e compartilham o dia a dia e as suas preparações para o futuro. É relevante despertar o sentimento de pertencimento a este lugar, para que se sintam representadas nestas cadeiras, nestes cargos, e vejam que é possível alcançá-los", comenta o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto.   Representatividade e inclusão Camila Ferreira de Oliveira Santiago (à direita): "Quando conheci o programa, no segundo ano, achei interessante, porque ele fala sobre o empoderamento das mulheres e mostra como elas podem crescer em suas carreiras" Entre as participantes estava a estudante Camila Ferreira de Oliveira Santiago, de 17 anos, do 3º ano do ensino médio no CEM 1 de Planaltina, participou das atividades e disse que o programa contribui para fortalecer a confiança das colegas da sala de aula e ampliar o debate sobre empoderamento e representatividade dentro e fora da escola.  “Quando conheci o programa, no segundo ano, achei interessante, porque ele fala sobre o empoderamento das mulheres e mostra como elas podem crescer em suas carreiras. Eu também penso muito sobre representatividade. Quando era criança, quase não via mulheres negras na TV e isso me fazia sentir deslocada. Hoje eu tenho muito orgulho da minha identidade e do meu cabelo, que é uma parte muito importante de quem eu sou”, contou. Combate à violência de gênero Durante o encontro, a subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Secretaria de Justiça e Cidadania, Uiara Couto de Mendonça, ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher passa pela informação e pelo fortalecimento das redes de apoio. Segundo ela, o trabalho desenvolvido pela subsecretaria busca orientar e acolher vítimas, oferecendo suporte para que consigam romper ciclos de violência e reconstruir suas trajetórias. “Romper o ciclo da violência começa dentro de cada um de nós. Quando levamos informação, coragem e determinação, conseguimos transformar realidades e salvar vidas. Esse trabalho vai além de uma função, pois é uma missão de cuidar das pessoas e mostrar que cada uma de vocês também pode ocupar espaços de liderança e fazer a diferença na sociedade”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]O programa O Meninas em Ação é uma iniciativa voltada ao empoderamento feminino entre estudantes da rede pública do Distrito Federal. A proposta oferece às jovens a oportunidade de acompanhar, por um dia, mulheres que ocupam cargos de liderança no Governo do Distrito Federal, em embaixadas ou no setor empresarial. Além dessa experiência prática, o programa promove ao longo do ano palestras, encontros e momentos de troca entre as participantes, incentivando o desenvolvimento pessoal, a construção de redes de contato e o conhecimento sobre diferentes áreas profissionais. A iniciativa busca aproximar as estudantes de espaços que, historicamente, ainda são majoritariamente ocupados por homens. Durante a preparação para cada edição, as alunas recebem orientações sobre o funcionamento das atividades, calendário e também sobre etiqueta e comportamento institucional. A seleção das participantes começa nas próprias escolas, com apoio da Secretaria de Educação, e passa por uma etapa final conduzida pelas secretarias parceiras do projeto. “Quando a estudante ocupa o lugar de uma mulher que já alcançou sucesso profissional, ela passa a enxergar que também pode chegar lá. Esse espelhamento é fundamental para mostrar que elas têm espaço e podem conquistar o que desejarem”, explica a assessora especial da Secretaria de Relações Internacionais, Ana Beatriz de Souza Guimarães. *Com informações da Secretaria de Educação  

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