Palestra debate cyberbullying com alunos do Gama
Cerca de mil estudantes do ensino médio da rede pública de ensino do Distrito Federal participaram, nesta quinta-feira (5), de uma palestra sobre prevenção a crimes cibernéticos e cyberbullying no Centro de Ensino Médio (CEM) 02 do Gama. A atividade ocorreu nos turnos matutino e vespertino e reuniu alunos de 14 a 18 anos, matriculados na 1ª, 2ª e 3ª séries. A iniciativa integra o projeto Guardiões da Infância, desenvolvido em parceria entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Polícia Federal. No âmbito da rede pública de ensino, as ações são coordenadas pela Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF e têm como objetivo orientar estudantes sobre segurança digital, responsabilidade nas redes sociais e formas de prevenir a violência no ambiente virtual. O Batalhão Escolar da Polícia Militar do DF também esteve presente. A palestra foi conduzida pelo delegado da Polícia Federal, Thiago Rodrigues, que abordou situações reais envolvendo crimes praticados na internet, além de explicar aos estudantes as consequências legais de condutas como ameaças, exposição indevida de imagens e ataques virtuais. “Quando falamos de internet, falamos de um espaço que também é regido por leis. Muitas vezes, o jovem acredita que aquilo que acontece no celular ou nas redes sociais não tem consequências, mas tem. Nosso objetivo é orientar, prevenir e mostrar que respeito e responsabilidade também precisam existir no ambiente digital”, destacou o delegado. Parceria e fortalecimento De acordo com a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, Ana Beatriz Goldstein, a parceria com a Polícia Federal fortalece as ações de prevenção nas escolas. Estudantes do ensino médio lotaram o auditório do CEM 02 do Gama para palestra da Polícia Federal sobre prevenção ao cyberbullying | Foto: Jotta Casttro/SEEDF “A escola é um espaço de formação cidadã. Quando levamos esse debate para dentro das unidades escolares, ajudamos os estudantes a compreender os riscos da internet, mas também a usar a tecnologia de forma consciente e responsável”, afirmou. Além das orientações sobre legislação e segurança digital, os estudantes puderam relatar situações do cotidiano e tirar dúvidas sobre o uso das redes sociais. Para muitos, o encontro trouxe reflexões sobre comportamentos que, muitas vezes, são naturalizados no ambiente virtual. A estudante Maria Valentina (nome fictício), 16 anos, do 2º ano do ensino médio, que participou da atividade, afirmou que a palestra ajudou a ampliar a compreensão sobre os impactos do cyberbullying. “A gente vê muita coisa acontecendo nas redes e, às vezes, acha que é só brincadeira, como já aconteceu comigo. Hoje deu para entender que isso pode machucar muito alguém e até virar crime”, relatou. Guardiões da Infância O projeto Guardiões da Infância é uma iniciativa da Polícia Federal voltada à prevenção de crimes contra crianças e adolescentes, com foco na conscientização sobre segurança na internet, combate ao abuso e exploração sexual online e promoção de uma cultura de proteção no ambiente digital. As ações incluem palestras, atividades educativas e orientação para estudantes, professores e famílias. Por meio de palestras e atividades socioeducativas, o programa leva informação, orientação e apoio a estudantes, educadores, famílias e integrantes da rede de proteção. Durante os encontros, são abordados temas como cyberbullying, exposição nas redes sociais, prevenção à violência e uso seguro e responsável da internet. A partir dessas discussões, os participantes aprendem a reconhecer situações de risco, reduzir vulnerabilidades e fortalecer a rede de proteção de crianças e adolescentes. O combate à violência sexual é um dos eixos centrais da iniciativa, que utiliza o ambiente digital como ponto de partida para promover conscientização e prevenção. Na rede pública de ensino do Distrito Federal, a proposta tem sido levada a diferentes escolas como parte das estratégias de promoção da cultura de paz e de enfrentamento às diversas formas de violência que impactam o ambiente escolar. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Zoológico de Brasília abre seleção para voluntários sociais e profissionais
A Fundação Jardim Zoológico de Brasília publicou, nesta quinta-feira (5), o Edital nº 01/2026 para o processo seletivo do Programa de Voluntariado Social e Profissional. Ao todo, serão ofertadas mais de 50 vagas destinadas a pessoas interessadas em contribuir com as atividades desenvolvidas pela instituição. As inscrições começam na próxima segunda-feira (9) e seguem até o dia 20 de março. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, por meio da aba “Programa de Serviço Voluntário” no site da instituição ou pelo formulário online. Além de ser uma oportunidade de aprendizado, o voluntariado permite contribuir diretamente para a conservação da fauna e a educação ambiental | Foto: Divulgação/Zoológico de Brasília O programa é voltado a pessoas a partir de 16 anos e tem como objetivo ampliar as ações sociais, acadêmicas, científicas e de conservação da fauna e do meio ambiente desenvolvidas pelo Zoológico de Brasília. [LEIA_TAMBEM]Para o diretor-presidente da instituição, Wallison Couto, o programa é uma forma de aproximar a sociedade do trabalho realizado diariamente pela equipe do zoológico. “O voluntariado é uma oportunidade de aprendizado e também de contribuição direta para a conservação da fauna e a educação ambiental. Ao abrir essas vagas, queremos aproximar ainda mais a comunidade do Zoológico de Brasília e fortalecer ações que impactam positivamente o meio ambiente e a sociedade”, destacou. O processo seletivo será composto pelas etapas de inscrição, análise documental e entrevistas com os candidatos selecionados. As oportunidades contemplam diferentes áreas de atuação dentro da instituição, permitindo que os voluntários participem de atividades que fortalecem a missão do zoo de promover educação ambiental, bem-estar animal e conservação da biodiversidade. *Com informações do Zoológico de Brasília
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Nova modalidade de acolhimento do GDF que mantém mães e filhos juntos
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) iniciou nesta semana o Serviço de Acolhimento Conjunto, nova modalidade de acolhimento institucional voltada a crianças e adolescentes que serão acolhidos junto com suas mães. A Sedes analisará caso a caso para avaliar se a família de origem não oferece risco para a criança e evitar a separação da mãe. O novo serviço também tem como objetivo reduzir o número de crianças e adolescentes em situação de rua. “O acolhimento conjunto atende às situações em que a criança ou adolescente se encontra em risco social, mas o afastamento do convívio com o responsável principal não é a alternativa mais adequada, sendo possível a preservação e o fortalecimento do vínculo familiar, se houver apoio técnico intensivo e acompanhamento psicossocial especializado”, ressalta a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. A triagem e destinação das vagas para o Serviço de Acolhimento Conjunto será realizada por meio da Central de Acolhimento de Crianças e Adolescentes | Fotos: Luma Lima/Sedes Foram destinadas 50 vagas para o acolhimento conjunto, que já estão previstas no último edital de vagas de acolhimento da Sedes, sob a responsabilidade da organização da sociedade civil Casa da Criança Batuíra, parceira da secretaria nesse serviço. “O diferencial desse tipo de acolhimento é que o serviço tem como foco, primeiramente, a proteção da criança e do adolescente e o fortalecimento dos vínculos com a família, além de prevenir a institucionalização de crianças e adolescentes sozinhos. É diferente do acolhimento para famílias. Nesse caso, são acolhidas somente mães e seus filhos. É um projeto-piloto que está iniciando aqui no Distrito Federal, que pode ser ampliado futuramente”, complementa Ana Paula. "Nós verificamos que há muitas crianças na primeira infância, especialmente bebês, que estão em acolhimento institucional, mas que poderiam estar com a família, se houvesse um suporte" Brigida de Freitas, gerente de Serviços de Acolhimento para Crianças, Adolescentes e Jovens A triagem e destinação das vagas para o Serviço de Acolhimento Conjunto será realizada por meio da Central de Acolhimento de Crianças e Adolescentes. “Nós verificamos que há muitas crianças na primeira infância, especialmente bebês, que estão em acolhimento institucional, mas que poderiam estar com a família, se houvesse um suporte. Em muitos casos, a criança é encaminhada para acolhimento após avaliação prévia, porque a mãe não tem condições naquele momento de cuidar do filho, por uma questão financeira, por não ter lugar para morar, por exemplo. Mas há um vínculo forte entre mãe e filho. Eles não precisariam ser separados. O acolhimento conjunto é para esses casos”, explica a gerente de Serviços de Acolhimento para Crianças, Adolescentes e Jovens, Brigida de Freitas. Funcionários da OSC e das gerências de acolhimentos de crianças e adolescentes e de adultos da Sedes e as famílias participaram de uma capacitação de quatro dias com a Associação Beneficente Encontro com Deus, OSC sediada em Curitiba (PR) que já executa serviço semelhante há 25 anos na capital paranaense. “Nós trabalhamos conteúdos que são estruturantes para a realização do serviço de acolhimento conjunto, desde aspectos técnicos do serviço à gestão de equipes, a comunicação, o atendimento humanizado, processos pedagógicos dentro do serviço. Acreditamos que esses conteúdos são suficientes para que eles comecem o serviço com segurança”, pontua a gestora de programas e projetos da Associação Beneficente Encontro com Deus, Alessandra Vidmontas. [LEIA_TAMBEM]Workshop Na última sexta (27), a Sedes também promoveu um workshop para apresentar o novo serviço com representantes da rede que atua no acolhimento institucional, como Vara da Infância e da Juventude, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Defensoria Pública do Distrito Federal, Conselhos Tutelares e Secretaria de Saúde, além de unidades e parceiros da secretaria que atuam na área. Cerca de 90 pessoas participaram do evento na semana passada. “É uma modalidade que consegue trabalhar tanto a mãe quanto os filhos ao mesmo tempo, atendendo direito à convivência familiar comunitária das crianças e adolescentes, mas também dando a oportunidade para uma mulher que precisava ser vista, apoiada, assistida, conseguir se reestruturar, se reorganizar e manter uma vida com os seus filhos fora da instituição de acolhimento”, finaliza Ana Paula Marra. *Com informações da Sedes-DF
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