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Residência em clínica médica do HRT fortalece cuidado na rede pública

Qualificar médicos recém-formados e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Esse é o propósito do Programa de Residência em Clínica Médica (PRM-CM) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que alia formação técnica rigorosa à prática assistencial, ampliando a presença de profissionais qualificados na rede pública do Distrito Federal. Os resultados se refletem na ampliação da resolutividade clínica, na organização do cuidado e no fortalecimento da atenção hospitalar à população. “Trata-se de um investimento direto na formação de especialistas comprometidos com a excelência e com o SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirma a supervisora do programa, Larissa de Freitas Oliveira. Atualmente, 30 residentes atuam em todos os setores clínicos da unidade; eles reforçam as equipes e garantem acompanhamento mais próximo dos pacientes | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação sólida Com duração de dois anos, a residência é pré-requisito para especialidades como cardiologia, endocrinologia e nefrologia. Os médicos em formação passam por enfermarias, emergência, Unidade de Cuidados Intermediários e ambulatórios de diversas áreas, além de realizarem rodízios em outras unidades, como o Instituto do Coração e o setor de pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Atualmente, 30 residentes — 15 do primeiro ano e 15 do segundo — atuam em todos os setores clínicos da unidade. Eles reforçam as equipes e garantem acompanhamento mais próximo dos pacientes, levando atualização científica constante ao hospital. “A graduação nem sempre proporciona a vivência prática necessária para lidar com a complexidade dos pacientes. A residência oferece treinamento em serviço, sob supervisão constante de preceptores, o que é fundamental para o amadurecimento clínico”, afirma a preceptora Leila Villas Boas. Com duração de dois anos, a residência é pré-requisito para especialidades como cardiologia, endocrinologia e nefrologia Aprendizado contínuo Além da assistência, os residentes participam de aulas regulares, cursos como infectologia e parada cardiorrespiratória e desenvolvem um trabalho de conclusão, com possibilidade de publicação científica. No dia a dia, a imersão é intensa. Médico residente, Yan Porto destaca a diversidade de experiências vivenciadas no hospital. [LEIA_TAMBEM]“Compartilhamos experiências e conhecimento, e essa formação no HRT se reflete em nosso crescimento profissional e pessoal, fortalecendo a união do grupo e nos preparando para enfrentar os desafios de dois anos intensos, com alta demanda, mas de grande aprendizado. A amizade construída e o suporte mútuo tornam este programa essencial e gratificante”, diz. Para a residente Ana Carolina Carvas, que inicia o segundo ano, a formação também contribui para o desenvolvimento humano, ampliando competências que vão além da técnica. “A residência promove o desenvolvimento de habilidades interpessoais, como o trabalho em equipe, o respeito à hierarquia, a comunicação de ideias e a empatia”, afirma. Prestes a concluir o programa, Pedro Girotto destaca o impacto da experiência em sua trajetória: “Obtive a segunda maior nota do país para cardiologia no Exame Nacional de Residência e reconheço que o HRT foi decisivo nesse resultado. Aqui, aprendi que cuidar não é apenas prescrever. É orientar, explicar o tratamento, ajudar o paciente a acessar o medicamento e acompanhar cada etapa do processo”. Pioneiro da residência em clínica médica do HRT, o médico Jairo Zapata ajudou a estruturar o programa e formou gerações de especialistas Uma história que virou referência Primeiro programa de residência do HRT, criado na década de 1970, o curso de clínica médica consolidou-se como eixo estruturante da formação médica na unidade. Ao longo dos anos, foi ampliado, estruturado e passou a atrair profissionais de diferentes regiões do país, tornando-se referência na formação clínica na rede pública. Um dos pioneiros foi o médico Jairo Zapata, que ajudou a estruturar a residência e formou gerações de especialistas. Em reconhecimento ao seu trabalho, a enfermaria da clínica médica passou a se chamar Enfermaria Professor Dr. Jairo Martinez Zapata. “Deveria ser uma oportunidade acessível a todos os médicos recém-formados, com expansão das vagas no setor público. O residente está em aprendizado, sob orientação qualificada, e isso resulta em uma qualidade de atendimento ao paciente do SUS extraordinária”, destaca Zapata. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Nova ferramenta amplia acesso da população ao conhecimento jurídico

Em parceria com a Defensoria Pública da União (DPU), a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) lança, nesta terça-feira (3), uma ferramenta digital voltada à universalização da formação em direitos e deveres. Desenvolvida no âmbito da Escola de Assistência Jurídica (Easjur), a iniciativa busca ampliar o acesso da população ao conhecimento jurídico básico, promovendo cidadania, prevenção de conflitos e enfrentamento à hiperjudicialização das relações humanas. Atividades desenvolvidas no âmbito da Escola de Assistência Jurídica se ampliam, contemplando escolas e outras instituições | Foto: Divulgação/DPDF  A plataforma está disponível no portal da Easjur/DPDF e integra a política permanente de educação em direitos e deveres da instituição. O ambiente virtual reúne conteúdos formativos, materiais pedagógicos, recursos interativos e protocolo sugestivo de implantação e implementação, permitindo que escolas, universidades e demais instituições incorporem a formação em direitos e deveres às suas atividades pedagógicas de maneira estruturada e replicável. “Universalizar a formação em direitos e deveres é investir na prevenção de conflitos e no fortalecimento da cidadania desde a base, especialmente no ambiente escolar”  Celestino Chupel, defensor público-geral Além do acesso aos conteúdos, a ferramenta permite que as instituições cliquem e solicitem a presença da Easjur/DPDF nas escolas. A partir desse contato, defensores públicos podem ir até as unidades de ensino para dialogar com a comunidade escolar, apresentar a DPDF e atuar “de mãos dadas” na implementação do projeto, fortalecendo o vínculo institucional e promovendo orientação jurídica preventiva. “A DPDF precisa estar cada vez mais próxima da sociedade”, avalia o defensor público-geral, Celestino Chupel. “Universalizar a formação em direitos e deveres é investir na prevenção de conflitos e no fortalecimento da cidadania desde a base, especialmente no ambiente escolar.”  Cooperação “As instituições brasileiras precisam compreender que a única ferramenta capaz de resetar comportamentos intergeracionais é a educação, e não há outro caminho que não seja esse” Evenin Ávila, diretor da Easjur A secretária de Ações Estratégicas da DPU, Mariana Queiroz, reforça: “O acordo é uma forma de a DPU ampliar sua atuação na promoção da educação em direitos humanos, algo essencial para a população e para o fortalecimento da cidadania no Brasil. A ideia agora é renovar essa cooperação, mantendo a participação das duas instituições nesse propósito comum de promover a educação em direitos”. A proposta vai além da disponibilização de conteúdos, lembra o diretor da Easjur, Evenin Ávila. “As instituições brasileiras precisam compreender que a única ferramenta capaz de resetar comportamentos intergeracionais é a educação, e não há outro caminho que não seja esse”, pontua. “A DPDF nasceu para contribuir com essa transformação, e não há recomeço melhor do que o aprendizado”. A proposta dialoga diretamente com a missão constitucional da DPDF de promoção dos direitos humanos e redução das desigualdades sociais, fortalecendo a atuação preventiva nas escolas, instituições e famílias. Novo paradigma da educação  Ao institucionalizar a formação em direitos como política contínua, a DPDF estabelece um novo paradigma de acesso à Justiça baseado na informação, na autonomia cidadã e na prevenção de conflitos antes que eles se transformem em demandas judiciais. Pela legislação brasileira, ninguém pode deixar de cumprir a lei sob a justificativa de desconhecimento. A DPDF e a DPU trabalham nesse sentido, desenvolvendo atuação articulada. A ferramenta foi concebida para cumprir esse desafio. Seu buscador inteligente funciona por meio de palavras-chave, permitindo localizar aulas e conteúdos específicos de forma rápida e precisa. [LEIA_TAMBEM]A tecnologia vai ao encontro do movimento de busca ativa, prevenção e reversão de comportamentos que geram o fenômeno da hiperjudicialização das relações humanas. As aulas estão organizadas em sete módulos temáticos, com detalhamento minuto a minuto, facilitadores e carga horária definida. O curso completo oferece recursos interativos, possibilidade de avaliações e certificação de 70 horas. O material didático foi desenvolvido com base na série Você não sabe? A Defensoria te ensina!, em linguagem acessível e conectada às dúvidas concretas da população. O ambiente também reúne conteúdos multidisciplinares sobre tecnologia, ética, formação profissional, empreendedorismo, mercado de trabalho e preparação para vestibulares. As escolas interessadas podem entrar em contato com a Easjur/DPDF por meio da própria plataforma. A partir desse diálogo, defensores públicos discutem com a comunidade escolar a melhor forma de implementação do projeto, fortalecendo a presença institucional e revelando o papel transformador da Defensoria na construção de uma cidadania consciente. *Com informações da Defensoria Pública do DF

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