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Audiência pública no Restaurante Comunitário do Recanto das Emas reúne cerca de 100 pessoas

A sétima edição do Papo Social com Você ocorreu nessa quarta-feira (25), no Restaurante Comunitário do Recanto das Emas. Cerca de 100 pessoas participaram da audiência pública promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Com a presença da secretária Ana Paula Marra, o encontro teve o objetivo de ressaltar os serviços dessas unidades e questões referentes ao Cartão Prato Cheio. Durante cerca de uma hora e meia, os questionamentos referentes ao refeitório foram de elogios. Em relação ao programa de combate à fome, as principais abordagens trataram do prazo e condições para o recebimento. O Prato Cheio garante o alimento para 130 mil famílias do Distrito Federal, com 18 parcelas de R$ 250. Para Márcia Krik da Silva Valença, moradora da região e frequentadora assídua do refeitório, muitas vezes a sociedade não percebe o motivo pelo qual as pessoas se alimentam nos restaurantes comunitários. “Tem gente que pensa que o restaurante deveria ser apenas para pobres e desempregados. Eu mesma sou universitária, mas passei por uma situação financeira muito difícil, e foi aqui onde pude fazer minhas três refeições até superar meu momento mais vulnerável”, relatou a acupunturista e estudante de fisioterapia. “Eu sou bem-recebido, assim como todos que vêm aqui. Mas, no meu caso, eu tenho um atendimento especial pela minha condição. Sempre tem alguém para me dar o suporte necessário, coisa difícil de acontecer até em restaurante de alto nível”, destaca o aposentado Estevão Sebastião Delmondes | Foto: Renato Raphael/Sedes-DF  Para o aposentado Estevão Sebastião Delmondes, o sentimento é de gratidão. Há um ano e cinco meses em uma cadeira de rodas, ele destaca o suporte dado pela equipe da unidade. “Eu sou bem-recebido, assim como todos que vêm aqui. Mas, no meu caso, eu tenho um atendimento especial pela minha condição. Sempre tem alguém para me dar o suporte necessário, coisa difícil de acontecer até em restaurante de alto nível”, pontuou o frequentador. O Restaurante Comunitário do Recanto das Emas foi o primeiro entre todos os demais 18 a receber a ampliação dos serviços, em junho de 2023, passando a oferecer café da manhã, almoço e jantar em todos os dias da semana. “É um grande marco e uma satisfação enorme para nós da Sedes-DF, pois conseguimos levar as três refeições para praticamente todas as unidades”, comemorou Ana Paula Marra.[LEIA_TAMBEM] Além do bate-papo, houve a presença também de equipe do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) da região para sanar dúvidas e fazer encaminhamentos. Outro grupo da pasta promoveu a oferta de acolhimento para pessoas em situação de rua presentes no local. Nesta quinta-feira (26), a partir das 15h, o Restaurante Comunitário do Paranoá receberá o Papo Social com Você. A Sedes-DF lembra que, apesar de o momento ser destinado a questões do programa Prato Cheio e aos serviços dos restaurantes comunitários, o encontro é aberto a toda a população.   *Com informações da Sedes-DF

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Segunda etapa de capacitação reforça preparo dos brigadistas para atendimentos de emergência

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Saúde convoca pessoas até 59 anos para vacinação contra febre amarela

A Secretaria de Saúde (SES-DF) convoca para a vacinação cerca de 40 mil pessoas entre 9 meses e 59 anos de idade que ainda não receberam a dose contra a febre amarela. Embora o Distrito Federal não apresente casos desde 2022, o sinal de alerta foi ligado após a morte de 38 micos e macacos em Goiás, entre setembro e fevereiro, vítimas da doença.  Os óbitos dos animais indicam a circulação do vírus nesta parte do país. Contudo, até o momento, não há áreas do DF com confirmação da doença. Ainda assim, como estratégia de prevenção, mais de cem salas de vacina estão munidas de doses contra a febre amarela. Nelas, jovens e adultos poderão se vacinar. Equipes de saúde estão preparadas para verificar a situação vacinal de cada pessoa e recomendar a aplicação de imunizantes, conforme a necessidade | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF A orientação é administrar uma dose inicial aos 9 meses, seguida de reforço aos 4 anos. Pessoas com mais de 5 anos que possuam histórico de uma dose da vacina aplicada antes dessa idade devem completar o esquema com uma dose de reforço. Entre crianças de 5 anos ou mais e adultos de 59 anos, 11 meses e 29 dias, a recomendação é uma dose única da vacina. Por fim, as pessoas com 60 anos ou mais podem ser imunizadas mediante solicitação médica, após avaliação individualizada do risco/benefício. Quem deve tomar No caso de gestantes e de mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses, a vacinação é indicada apenas àquelas que residam ou se desloquem para áreas onde esteja confirmada a circulação do vírus da febre amarela. Mesmo nessas situações, será necessária uma avaliação de profissionais de saúde.  18,6 mil Número de doses de vacina contra a febre amarela disponíveis na Rede de Frio da Secretaria de Saúde Já pessoas com histórico de alergias a ovo de galinha ou a gelatina devem passar por uma avaliação médica antes da vacinação. Nesses casos específicos, a recomendação é receber o imunizante no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) A SES-DF assegura que não vai faltar vacina para todos esses públicos. “A Gerência de Rede de Frio dispõe, atualmente, de 18,6 mil doses contra a febre amarela”, enumera a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. “As unidades básicas de saúde e as redes de frio regionais possuem, juntas, 26 mil imunizantes em estoque. Adicionalmente, está previsto para o final deste mês o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde". Quem estiver vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países para a entrada em seus territórios. O documento é gratuito e não tem prazo de validade. Alerta  O contágio de febre amarela não ocorre por meio de macacos e micos, portanto matá-los não impede a transmissão da doença — ela é causada pela picada de mosquitos contaminados pelo vírus. A morte desses primatas, porém, serve como importante sinal de alerta para os seres humanos.  A principal estratégia de vigilância da febre amarela é o monitoramento de casos da doença em primatas não humanos (micos e macacos). Após a identificação de óbitos, esses animais são recolhidos e testados pelas equipes da vigilância de zoonoses. “A partir desse processo, é possível obter um diagnóstico antecipado do risco de adoecimento da população e, assim, implementar ações de controle”, explica o diretor de Vigilância Ambiental da SES-DF, Edvar Yuri Schubach. [LEIA_TAMBEM]Somente em 2025, a secretaria recolheu 173 macacos mortos, o que não indica a doença. Caso você encontre um desses animais sem vida, a recomendação é colocar um balde sobre o corpo e isolar o local, além de afastar crianças e animais domésticos. Em seguida, ligue para a Zoonoses: (61) 3449-4434 ou 3449-4432.  Sintomas A febre amarela pode ser assintomática, mas seus sinais mais comuns são dores de cabeça e no corpo, febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, olhos avermelhados, cansaço, fraqueza e fotofobia (sensibilidade excessiva à luz). Em alguns casos, a doença evolui para dores abdominais, o que indica lesões no fígado. A pessoa então apresenta uma coloração amarelada, cenário em que pode haver insuficiência renal e até a morte.  O DF registrou um caso de febre amarela em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022. Em 2025, houve a confirmação de uma pessoa infectada fora da capital federal, em Tocantins.    *Com informações da Secretaria de Saúde    

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