Encontro qualifica profissionais para atuação em crises de saúde mental
Diante de uma crise em saúde mental, cada palavra e cada decisão podem fazer a diferença no cuidado do paciente. Pensando na importância de uma atuação preparada e sensível nesses momentos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta sexta-feira (20), um encontro voltado ao manejo de pacientes em situações de urgência psicológica. Realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a atividade foi organizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e reuniu colaboradores e estudantes interessados na temática. O objetivo foi fortalecer o trabalho em equipe, aprimorar a comunicação terapêutica e ampliar a qualidade do atendimento prestado à população. O método 'A E I O U' — sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar — foi apresentado durante o encontro | Foto: Divulgação/IgesDF Durante o encontro, foram discutidas estratégias de intervenção em momentos de crise, além de desafios ainda presentes no tratamento psiquiátrico, como o preconceito e o estigma social. A importância da escuta qualificada e da atuação integrada da rede de cuidado também esteve entre os principais pontos debatidos. Entre as estratégias apresentadas esteve o método “A E I O U”, sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar. A proposta orienta a atuação dos profissionais desde o primeiro contato com o paciente, priorizando a criação de vínculo, a compreensão das necessidades e a proteção contra riscos adicionais. [LEIA_TAMBEM]A assistente social Beatriz Liarte, responsável pela mediação do encontro, destaca que não existe uma fórmula única para lidar com situações de crise. “Hoje eu fiz uma intervenção de uma forma, mas amanhã posso precisar utilizar uma abordagem totalmente diferente. Não é algo padronizado”, explica. Segundo ela, além do cuidado clínico, é fundamental pensar na reinserção social e no preparo do paciente para a vida em comunidade. “O paciente precisa ser preparado para viver em sociedade”, afirma. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Publicado edital para aquisição de 40 desfibriladores para unidades de saúde
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, na quinta-feira (19), o Edital nº 012/2026 para a aquisição de 40 cardioversores desfibriladores destinados às unidades de saúde sob sua gestão. Os equipamentos serão utilizados no suporte avançado de vida em situações de emergência, com capacidade para realizar desfibrilação, cardioversão elétrica e estimulação cardíaca temporária por meio de marcapasso transcutâneo. A aquisição atende às demandas de pronto atendimento, emergência, unidades de terapia intensiva (UTIs), centros cirúrgicos e transporte intra-hospitalar. Envio de propostas Com o objetivo de garantir ampla concorrência e assegurar a participação de empresas especializadas, o período de recebimento das propostas será de cinco dias úteis, entre 20 e 26 de fevereiro de 2026, até as 23h55, horário local. As propostas devem ser enviadas exclusivamente pelo portal eletrônico www.apoiocotações.com.br. Os equipamentos serão utilizados no suporte avançado de vida em situações de emergência | Foto: Divulgação/IgesDF Para a analista de Compras do IgesDF, Rosemary Cândida, o investimento reforça o compromisso institucional com a melhoria contínua da assistência prestada à população do Distrito Federal. “Nosso objetivo é ampliar os investimentos em tecnologias e equipamentos que apoiem os profissionais de saúde na oferta de um atendimento cada vez mais qualificado”, pontua. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do IgesDF. Serviço Objeto: Aquisição de 40 desfibriladores para unidades de saúde Edital: nº 012/2026 Período para envio de propostas: 20 a 26 de fevereiro de 2026 Portal eletrônico: www.apoiocotações.com.br *Com informações do IgesDF
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Edital para compra de 45 incubadoras neonatais é lançado
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, na quinta-feira (19), o Edital nº 011/2026 para a aquisição de 45 incubadoras neonatais, que irão reforçar a assistência a recém-nascidos prematuros e bebês que necessitam de cuidados especializados no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Os equipamentos serão utilizados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal), em berçários e maternidades da unidade. As incubadoras garantem controle de temperatura e umidade, proteção contra infecções e monitoramento clínico contínuo, contribuindo para a segurança e o desenvolvimento dos bebês. As incubadoras garantem controle de temperatura e umidade, proteção contra infecções e monitoramento clínico contínuo | Foto: Divulgação/IgesDF Envio de propostas O período para recebimento das propostas será de 10 dias úteis, entre 20 de fevereiro e 5 de março, às 23h55 (horário local). O envio deve ser realizado exclusivamente pelo portal eletrônico. De acordo com a analista de Compras do IgesDF, Gerlani Pereira, a iniciativa reforça o compromisso da gestão com a qualificação da rede pública de saúde. “Nossa meta é seguir investindo na aquisição de aparelhos que fortaleçam o trabalho das equipes assistenciais e garantam atendimentos cada vez mais eficientes à população do Distrito Federal”, destaca. *Com informações do IgesDF
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Luz que ativa informação: pesquisa apoiada pela FAPDF é publicada na 'Nature Communications'
Imagine um dispositivo eletrônico que possa ser acionado não apenas por corrente elétrica, mas também por luz, como se um feixe luminoso funcionasse igual a um interruptor extremamente rápido e preciso. É justamente essa possibilidade que um estudo com participação do pesquisador Jorlandio Francisco Felix, professor associado da Universidade de Brasília (UnB) e líder do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS), ajuda a consolidar. Com mais de 50 artigos científicos publicados, o pesquisador atua na interface entre materiais bidimensionais, spintrônica e desenvolvimento de dispositivos avançados. A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio da chamada BIO Learning, vinculada ao edital Programa FAPDF Learning (2023), iniciativa da Fundação voltada ao fortalecimento da produção científica nas macroáreas bio, tech, gov e agro. O artigo foi publicado, em inglês, na revista Nature Communications (2025), uma das revistas científicas de maior prestígio internacional. O que está em jogo: o spin do elétron O estudo se insere na área da spintrônica, campo da física que explora o spin do elétron, uma propriedade quântica que pode ser entendida, de forma simplificada, como um “estado interno” da partícula, associado a dois valores possíveis e capaz de representar informação. Segundo o pesquisador, a diferença em relação à eletrônica tradicional é clara: “Enquanto a eletrônica convencional utiliza apenas a carga elétrica do elétron, a spintrônica explora também o spin como uma nova forma de codificar informação”. Jorlandio Francisco Felix, Leander Michels e integrantes do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS) da UnB | Foto: Reprodução/Instagram LabINS Na prática, isso pode permitir dispositivos menores, mais rápidos e com menor consumo de energia. Mas, para que isso se torne viável, é preciso conseguir controlar o spin de maneira eficiente. É justamente nesse ponto que o novo estudo avança. Luz como ferramenta de controle Os pesquisadores, em colaboração com profissionais do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), demonstraram que é possível utilizar luz para controlar a conversão entre uma corrente de spin (fluxo de informação baseado nessa propriedade quântica) em um sinal elétrico mensurável, processo conhecido como conversão spin–carga. Na prática, isso significa que a iluminação adequada pode intensificar o sinal, reduzi-lo, ou até anulá-lo completamente. Em vez de depender exclusivamente de correntes elétricas, o sistema pode ser modulado por luz. Esse resultado abre perspectivas para a chamada opto-spintrônica, área que integra propriedades ópticas e magnéticas para o desenvolvimento de tecnologias potencialmente mais eficientes. [LEIA_TAMBEM]Um material ultrafino com múltiplas possibilidades O experimento foi realizado utilizando dissulfeto de molibdênio (MoS₂), um material bidimensional, isto é, com espessura de ordem atômica. Materiais 2D são considerados estratégicos porque permitem miniaturização extrema e podem ser combinados em camadas, formando heteroestruturas com propriedades ajustáveis. Além disso, o MoS₂ apresenta uma vantagem adicional: deriva da molibdenita, principal minério do molibdênio, o que favorece sua disponibilidade quando comparado a outros materiais avançados. Um dos resultados mais relevantes do estudo foi identificar que a conversão spin–carga no MoS₂ não ocorre por um único caminho. Os pesquisadores mostraram que existem dois mecanismos físicos distintos, um associado às bordas metálicas dos flocos do material e outro relacionado à região interna semicondutora. Esses dois “canais” atuam simultaneamente e competem entre si. Dependendo da geometria dos flocos e da intensidade da luz, um pode se tornar dominante sobre o outro. Em determinadas condições, ambos podem se equilibrar, anulando o sinal. Essa compreensão traz maior clareza sobre os mecanismos físicos envolvidos e oferece mais previsibilidade para o projeto de dispositivos futuros. O controle óptico da corrente de spin pode beneficiar diversas áreas tecnológicas, abrangendo desde o desenvolvimento de memórias e lógicas spintrônicas com menor consumo energético até a criação de sensores acionados por luz, dispositivos híbridos e arquiteturas voltadas ao processamento neuromórfico ou analógico. Em perspectiva, sistemas integrados que combinam spin e luz podem contribuir para aumentar a velocidade de processamento e reduzir a dissipação de energia. *Com informações da FAPDF
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