Segurança pública do DF estabelece critérios para abordagem policial de população em situação de rua
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e a Polícia Militar do Distrito Federal assinam, nesta quinta-feira (12), às 11h, na sala 101 do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), uma portaria conjunta considerada estratégica para o fortalecimento da segurança pública no Distrito Federal. O documento estabelece diretrizes operacionais e critérios objetivos para abordagem da população em situação de rua. O material direciona a atuação das forças de segurança, trazendo maior clareza técnica, segurança jurídica e alinhamento institucional às ações policiais. A iniciativa dialoga com discussões recentes no campo jurídico e institucional e responde a um cenário que exige equilíbrio entre eficiência operacional, proteção desta população e respeito aos direitos fundamentais. Após a assinatura, o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, e a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habcka, estarão disponíveis para entrevistas. Coletiva Assunto: Assinatura de medida conjunta na área de Segurança Pública Dia: Quinta-feira (12), às 11h Local: Sala 101 – Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). *Com informações da SSP-DF
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Cuidados paliativos qualificam assistência a pacientes críticos no Hospital de Santa Maria
Cerca de 625 mil pessoas precisam de cuidados paliativos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. No entanto, apenas 14% desse público têm acesso efetivo a essa abordagem. No Sistema Único de Saúde (SUS), o cenário é ainda mais desafiador: menos de 10% dos hospitais contam com serviços estruturados na área. Com o objetivo de fortalecer e qualificar esse tipo de assistência, profissionais do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) participaram, nessa quarta-feira (11), do treinamento Cuidados Paliativos em Pacientes Críticos, realizado no auditório da unidade. A capacitação foi voltada, principalmente, às equipes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e do box de emergência. A iniciativa está alinhada à Política Nacional de Cuidados Paliativos, instituída em 2024, que prevê a integração dessa abordagem em todos os níveis de atenção do SUS, incluindo serviços de urgência, emergência e terapia intensiva. Para o médico paliativista e chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Arthur Amaral, ainda é preciso desconstruir um conceito equivocado bastante comum. “Uma das maiores barreiras é a falsa ideia de que cuidados paliativos representam a ausência de tratamento. As evidências científicas mostram exatamente o contrário, uma vez que pacientes com tratamento precoce apresentam melhor qualidade de vida e, em alguns casos, até maior sobrevida quando comparados àqueles que recebem apenas terapias convencionais”, explica. Cuidado proporcional e redução do sofrimento A capacitação foi voltada, principalmente, às equipes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e do box de emergência | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o especialista, nas UTIs — onde a taxa de mortalidade varia entre 20% e 35% — a abordagem paliativa torna-se ainda mais relevante. Pacientes frágeis, com múltiplas comorbidades, falências orgânicas, reinternações frequentes ou submetidos a procedimentos invasivos de grande porte estão entre os que mais se beneficiam desse cuidado. “A recomendação é iniciar os cuidados paliativos o mais cedo possível, permitindo que o plano terapêutico priorize a redução do sofrimento e a proporcionalidade das intervenções”, destaca o médico. A capacitação teve como foco preparar a equipe multiprofissional para identificar precocemente a necessidade desse tipo de cuidado em pacientes críticos, qualificar a comunicação com familiares, subsidiar decisões clínicas complexas e promover uma assistência ética, proporcional e centrada na pessoa. Para a assistente social do HRSM, Nubia Maria dos Santos, pós-graduada em cuidados paliativos, o conceito de sucesso terapêutico, nesse contexto, vai além da técnica. “O verdadeiro sucesso está alinhado aos valores, aos desejos e à história de vida do paciente. O papel da saúde é assegurar dignidade, conforto e cuidado até o fim”, ressalta. Decisão compartilhada e humanização O médico Arthur Amaral destaca ainda que as decisões devem ser construídas de forma compartilhada, envolvendo equipe de saúde, paciente e familiares. Comunicação empática, planejamento antecipado de cuidados e respeito à autonomia são pilares da abordagem, que busca evitar tanto a obstinação terapêutica quanto a negligência assistencial. O treinamento terá nova edição nesta quinta-feira (12), com o objetivo de alcançar profissionais de outros plantões e ampliar o acesso à capacitação na unidade. *Com informações do IgesDF
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CD-P2R2 realiza primeira reunião ordinária do ano
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Acolhe DF amplia atuação no Plano Piloto com reuniões comunitárias e tenda itinerante de atendimento
O Programa Acolhe DF, coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), ampliou sua atuação no Plano Piloto com uma estratégia que combina reuniões comunitárias nas quadras da Asa Sul e da Asa Norte e a instalação de uma tenda itinerante de atendimento. A iniciativa aproxima governo e comunidade, fortalece a transparência das ações e orienta a população sobre como acionar o programa para acolhimento e reinserção social de pessoas em situação de rua e/ou com transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas. As reuniões, realizadas diretamente nos blocos residenciais com moradores, síndicos, prefeitos de quadra e lideranças locais, detalham o funcionamento do fluxo de acolhimento, os critérios para encaminhamento às comunidades terapêuticas conveniadas e o papel de cada órgão envolvido. Além de relatar situações, indicar pontos com maior concentração de pessoas em situação de vulnerabilidade e tirar dúvidas, os participantes também recebem orientação prática sobre como solicitar abordagem e apoio, inclusive para encaminhamento de pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Esse serviço já está disponível por meio de um canal direto do programa. Pelo telefone (61) 98314-0516, a população pode solicitar abordagem, pedir orientações e acompanhar os encaminhamentos realizados pelas equipes. Marcela Passamani: “A presença do governo nas quadras mostra que estamos construindo soluções junto com a comunidade. O Acolhe DF atua com responsabilidade, dentro da legalidade e com foco na dignidade. Quando dialogamos, fortalecemos a confiança e tornamos as ações mais efetivas" | Fotos: João Marcos Teixeira/Ascom Sejus-DF “A presença do governo nas quadras mostra que estamos construindo soluções junto com a comunidade. O Acolhe DF atua com responsabilidade, dentro da legalidade e com foco na dignidade. Quando dialogamos, fortalecemos a confiança e tornamos as ações mais efetivas”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, que participa das reuniões. Os encontros começaram na Asa Sul e avançam pelas quadras da Asa Norte, com previsão de percorrer toda a região. Como parte dessa estratégia de proximidade, o programa instalou uma tenda de atendimento na 402 Norte. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, como ponto de referência para moradores, comerciantes e familiares que desejam solicitar abordagem, obter informações ou receber orientações presenciais. A estrutura é itinerante e acompanha o cronograma das reuniões. Nesta etapa, está posicionada na 402 Norte porque os encontros estão concentrados nas primeiras quadras da Asa Norte. À medida que a agenda avançar, a tenda será montada em novos pontos estratégicos. Escuta, transparência e atuação integrada O advogado e síndico Gilvan Ferraz, 59 anos, participou de uma das reuniões na Asa Sul e destacou a importância de conhecer em detalhes o funcionamento do programa. “A informação traz mais segurança para os moradores. Quando entendemos como o programa funciona e como podemos acionar a equipe, percebemos que temos uma ferramenta concreta para enfrentar esse problema social de forma responsável”, afirmou. Além da escuta comunitária, o programa mantém a rotina de busca ativa diária nas quadras comerciais e residenciais Na Asa Norte, a gerente comercial Sabrina Dornelles, 49 anos, acompanhou uma reunião em sua quadra e visitou a tenda de atendimento. Ela relata que saiu mais confiante. “A gente se preocupa com a situação, mas também quer que as pessoas sejam tratadas com respeito. Saber que existe um fluxo organizado, com tratamento e acompanhamento, e que podemos solicitar apoio de forma direta, faz diferença”, disse. Além da escuta comunitária, o programa mantém a rotina de busca ativa diária nas quadras comerciais e residenciais. Quando há denúncia ou pedido de apoio, é realizada abordagem humanizada no local, com oferta dos serviços do Acolhe DF. Caso a pessoa aceite, o encaminhamento para uma das seis comunidades terapêuticas conveniadas ocorre de forma voluntária, com tratamento, acompanhamento psicossocial e suporte para a reconstrução de vínculos e a reinserção social. Acolhimento e reinserção Atualmente, o Acolhe DF conta com seis comunidades terapêuticas conveniadas, que oferecem acolhimento e tratamento a pessoas encaminhadas voluntariamente, com acompanhamento técnico especializado e foco na superação da dependência, na reconstrução de projetos de vida e na reintegração familiar e social. *Com informações da Sejus-DF
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