Fevereiro mantém bandeira verde, e distribuidora orienta consumidores a economizar energia no Carnaval
O mês de fevereiro segue com bandeira tarifária verde, sem acréscimo na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou condições favoráveis de geração e níveis adequados dos reservatórios, mesmo diante de chuvas abaixo da média em algumas bacias hidrográficas. Regular o uso de aparelhos eletrodomésticos é uma forma eficaz de economizar energia | Foto: Divulgação/Neoenergia Com a proximidade do Carnaval e o aumento natural do consumo no verão, a Neoenergia Brasília reforça a importância do uso consciente da eletricidade. A adoção de hábitos simples no dia a dia contribui para a redução de despesas, fortalece a sustentabilidade do sistema elétrico e ajuda a manter a bandeira no patamar mais econômico. Durante o período carnavalesco, quando cresce a demanda por climatização, iluminação e uso de eletrodomésticos, escolhas responsáveis fazem a diferença. A distribuidora lembra ainda que a reciclagem de resíduos comuns nas festas, como papel, plástico e alumínio, também contribui para a redução do consumo de energia ao longo da cadeia produtiva. Veja abaixo as principais orientações para economizar energia. Climatização → O ideal é manter o ar-condicionado entre 23ºC e 25ºC, utilizar o desligamento programado durante a madrugada e fazer a limpeza regular dos filtros. Equipamentos do tipo split com tecnologia Inverter são mais eficientes e consomem menos energia. Após a refrigeração do ambiente, ventiladores de teto ajudam a manter o conforto térmico com menor gasto. Chuveiro elétrico → A opção “verão” pode reduzir o consumo em até 30%. Banhos rápidos e o fechamento do registro ao se ensaboar também contribuem para a economia. Por segurança, devem ser usadas apenas resistências originais. Sempre que possível, a adoção de aquecimento solar térmico é recomendada. Refrigeração → Para evitar desperdícios, é importante verificar a borracha de vedação da geladeira, não armazenar alimentos quentes e manter o equipamento afastado da parede, favorecendo a dissipação do calor. Abrir a porta apenas quando necessário também ajuda a reduzir o gasto. Iluminação eficiente → Aproveitar a luz natural, manter janelas e cortinas abertas e apagar lâmpadas em ambientes desocupados são medidas simples e eficazes. As lâmpadas de LED consomem menos energia, têm maior durabilidade e menor impacto ambiental. Dicas rápidas → Apague as luzes ao sair dos ambientes → Prefira lâmpadas de LED, mais econômicas e duráveis → Lave e passe roupas de uma só vez → Retire aparelhos da tomada quando não estiverem em uso → Instale sensores de presença em áreas de menor circulação → Opte por eletrodomésticos com selo Procel de eficiência energética → Faça manutenções periódicas nas instalações elétricas. *Com informações da Neoenergia
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Novos equipamentos ampliam cirurgias de endometriose no Hospital Regional de Sobradinho
Maria Sales, 50 anos, passou quatro anos sentindo dores até descobrir o diagnóstico de endometriose. Nesse período, precisou retirar cistos e o útero, além de fazer diversos exames, a partir de uma suspeita de câncer. Após a confirmação da endometriose, a baiana foi encaminhada para cirurgia no Hospital Regional de Sobradinho (HRS). Diagnosticada com a doença, Maria Sales faz cirurgia no Hospital de Sobradinho após quatro anos sentindo dores: “Foi uma grande luta, porque sentia dores e não sabia o que as causava. Agora tenho uma resposta e uma solução” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Estamos conseguindo reduzir o tempo de espera, com procedimentos ainda mais seguros” Jéssica do Nascimento, gerente do Centro Cirúrgico do HRS “Estou me sentindo muito confiante com o procedimento”, conta. “Foi uma grande luta, porque sentia dores e não sabia o que as causava. Agora tenho uma resposta e uma solução.” Maria integra um grupo de pacientes que, no início deste ano, passaram por cirurgias para tratamento da endometriose no HRS. Em média, são feitos dois procedimentos por semana, totalizando oito ao mês. A retomada veio com a aquisição de novos instrumentos de videolaparoscopia, fundamentais para as intervenções. O investimento foi de R$ 300 mil. “A aquisição amplia significativamente a nossa capacidade cirúrgica e fortalece a resolutividade do hospital”, reforça a gerente do Centro Cirúrgico do HRS, Jéssica do Nascimento. “Estamos conseguindo reduzir o tempo de espera, com procedimentos ainda mais seguros”. Outra paciente beneficiada foi Ana Lúcia Alves, 49, que também fez a cirurgia ginecológica no HRS. “Eu não sabia que era endometriose, e foi um alívio ter o diagnóstico”, relata. “Sempre tive dores fortes, até que uma médica da UBS [Unidade Básica de Saúde] desconfiou e deu nome ao que eu tinha.” Inflamação A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de células do endométrio — tecido que reveste a parte interna do útero fora da cavidade uterina. Essa condição provoca uma inflamação crônica que pode atingir órgãos como intestino, bexiga e ovários. Entre os principais sintomas, estão cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, dor e sangramento intestinais ou urinários no período menstrual, além do risco de infertilidade e dor pélvica crônica. [LEIA_TAMBEM]O tratamento é individualizado, podendo incluir o uso de medicamentos e indicação cirúrgica. Em casos moderados a graves, pode ser necessária a retirada das lesões. Em situações mais complexas, é possível que haja a retirada de partes dos órgãos como ovários, tubas ou porções do intestino. Videolaparoscopia A cirurgia por videolaparoscopia é indicada, principalmente, quando a endometriose é profunda e traz sérios comprometimentos à qualidade de vida da paciente. Trata-se de um método cirúrgico minimamente invasivo, realizado por meio de pequenas incisões no abdômen que permitem ao cirurgião visualizar com precisão os órgãos reprodutivos e a pelve, identificar lesões e remover tecidos endometriais anormais. Com a videolaparoscopia, a recuperação é rápida e os desfechos clínicos são melhores. Atendimento Em caso de suspeita da doença, é preciso buscar atendimento nas UBSs. No local, são prestados os primeiros cuidados e, quando necessário, realizados encaminhamentos ao serviço de atenção especializada, no qual os pacientes são atendidos por especialistas e encaminhados às listas de espera dos procedimentos necessários. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital Cidade do Sol completa dois anos e se consolida em atendimento humanizado
No Hospital Cidade do Sol (HSol), em Ceilândia, o atendimento vai além de exames e medicações. Ele aparece também em gestos simples, como uma conversa tranquila, uma música que acalma ou um pedido atendido com carinho. Com essa marca de acolhimento e respeito ao paciente, a unidade completa dois anos nesta terça-feira (10), consolidada como uma peça essencial da rede pública de saúde do Distrito Federal. Desde o início de suas atividades, a unidade já contabiliza 4.462 admissões. Apenas em janeiro de 2026, o hospital registrou uma taxa de ocupação de 93,7%, o que significa que quase todos os leitos ficaram ocupados ao longo do mês. O dado demonstra a alta demanda e reforça a relevância do HSol para o funcionamento do SUS no DF e para a organização do fluxo de internações na rede pública. Com perfil de hospital de retaguarda, o HSol recebe pacientes encaminhados tanto pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) quanto pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), contribuindo para reduzir a pressão sobre unidades de urgência e hospitais de alta complexidade. Apenas em janeiro de 2026, o hospital registrou taxa de ocupação de 93,7%, o que significa que quase todos os leitos ficaram ocupados ao longo do mês | Fotos: Albeto Ruy/IgesDF Para a gerente do Hospital Cidade do Sol, Júlia Gurgel, o papel do HSol vai além da assistência clínica e envolve olhar para o paciente como pessoa, com necessidades físicas, emocionais e sociais. “Nosso hospital tem um papel estratégico para a rede pública, mas também carrega um compromisso diário com a humanização. Aqui, buscamos garantir que cada paciente se sinta acolhido e respeitado, porque atendimento de verdade é aquele que também considera a história e a dignidade de cada um”, afirma. Retaguarda estratégica para a rede pública Criado inicialmente para atender à alta demanda de internações em períodos críticos, o Hospital Cidade do Sol se consolidou como um suporte fundamental para unidades como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e diversas unidades de pronto atendimento (UPAs). O perfil do HSol é voltado para pacientes de baixa e média complexidade, que precisam concluir ciclos de antibióticos, estabilizar quadros clínicos ou permanecer em acompanhamento hospitalar com segurança até a recuperação. Ao absorver esse tipo de internação, o hospital contribui diretamente para liberar leitos em unidades mais complexas e agilizar o atendimento de urgência, fortalecendo o funcionamento de toda a rede pública. Atividades como fisioterapia ao ar livre, iniciativas de convivência e momentos culturais fazem parte da rotina da unidade, promovendo bem-estar e fortalecendo a recuperação Humanização como marca do HSol Além do papel assistencial, o Hospital Cidade do Sol tem se destacado por ações que tornam o período de internação mais leve e acolhedor. Atividades como fisioterapia ao ar livre, iniciativas de convivência e momentos culturais fazem parte da rotina da unidade, promovendo bem-estar e fortalecendo a recuperação. Entre os projetos desenvolvidos estão atividades recreativas e interativas, como o Cineminha, com exibição de filmes para os pacientes, além de ações voltadas ao estímulo cognitivo e emocional. Outro diferencial é o trabalho do projeto Humanizar, que atua diretamente na escuta de pacientes e familiares e fortalece o cuidado individualizado. Uma das ações de destaque é o Prontuário Afetivo, iniciativa que registra informações pessoais do paciente, como preferências, apelidos, hábitos, gostos musicais e detalhes da história de vida. A proposta é simples, mas poderosa: garantir que a equipe enxergue o paciente além do diagnóstico e ofereça um atendimento mais próximo, respeitoso e personalizado. Com o prontuário afetivo, a internação se torna mais humana e acolhedora, fortalecendo vínculos, ampliando a confiança entre equipe e paciente e promovendo uma experiência mais digna durante o tratamento. Cuidados paliativos e dignidade em todas as fases do tratamento "Nosso hospital tem um papel estratégico para a rede pública, mas também carrega um compromisso diário com a humanização. Aqui, buscamos garantir que cada paciente se sinta acolhido e respeitado, porque atendimento de verdade é aquele que também considera a história e a dignidade de cada um” Júlia Gurgel, gerente do HSol É nesse contexto de atendimento humanizado que o Hospital Cidade do Sol vem fortalecendo um dos serviços mais sensíveis e necessários da saúde pública: os cuidados paliativos, voltados a uma abordagem de cuidado integral e humanizado, indicada para pessoas com doenças graves, crônicas ou ameaçadoras da vida, em qualquer fase da doença, e não apenas no fim da vida. A proposta é garantir conforto, controle de sintomas e apoio emocional, respeitando as necessidades do paciente e oferecendo suporte às famílias. O HSol dispõe de dez leitos exclusivos para cuidados paliativos em contexto de fim de vida, recebendo pacientes oncológicos e não oncológicos. A assistência é realizada por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. A iniciativa reforça o compromisso da unidade com um modelo de assistência que une eficiência, empatia e respeito, garantindo que o paciente seja acolhido em todas as etapas do tratamento, inclusive nos momentos mais delicados. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o hospital representa um avanço importante no modelo de organização do SUS no Distrito Federal. “O Hospital Cidade do Sol se tornou indispensável para a rede. Ele garante continuidade ao tratamento, melhora o giro de leitos e ajuda a desafogar serviços que atendem urgência e alta complexidade. Mais do que números, ele entrega acolhimento e atendimento humanizado, que é um compromisso do IgesDF com a população”, destaca. *Com informações do IgesDF
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Blocos de pré-Carnaval dão o tom da folia da capital
Faltam poucos dias para começar, de fato, o Carnaval, mas o clima de folia já está nas ruas do Distrito Federal. No último fim de semana, blocos de pré-Carnaval fizeram o esquenta para a folia da capital. Um dos destaques do pré-Carnaval de Brasília em 2026 foi o Suvaco da Asa. Amado pelos brincantes da cidade, o Suvaco da Asa traz para a folia o universo cultural do Carnaval de Pernambuco, com muito frevo, ciranda, samba e mangue beat. A DJ La Ursa, pernambucana que mora em Brasília há 12 anos, ama tocar no Carnaval do DF devido à grande diversidade de povos que formam a capital do país. “Tocar no DF tem uma particularidade: o Brasil inteiro se encontra aqui. Eu tenho as minhas raízes e gosto de trazê-las e enaltecê-las. E também enaltecer o Brasil, que é muito grande, diverso e bonito”, comentou La Ursa. Durante a folia, no Eixo Cultural Ibero-Americano, no sábado (7), a Corte Real do samba — formada pelo Rei Momo e pela Rainha do Carnaval — condecorou o bloco com a chave simbólica do Carnaval de Brasília, declarando a abertura oficial da festa. “Vinte anos de Suvaco, de tradição e trabalho. Receber esse presente é uma coroação de algo que a gente vem há muito tempo se dedicando. Nós estamos muito felizes em ser reconhecidos como o bloco que abre o Carnaval da cidade”, comemorou o presidente do bloco, Pablo Feitosa. No último fim de semana, blocos de pré-Carnaval fizeram o esquenta para a folia da capital | Foto: Divulgação/Secec-DF O Suvaco deste ano levou ainda ao palco Chico Science e Nação Zumbi Cover, Orquestra Marefreboi, Dhi Ribeiro e DJ Lane D'Olinda. “São anos e anos aqui, desde que era uma coisa pequenininha. E sempre prestigiando e sempre amando, porque o Carnaval de Brasília é de quem tem garra e está a fim de fazer acontecer”, comentou o professor e folião Arte Alex Oliveira, 34 anos. “O pré-Carnaval de Brasília mostra a força da nossa cultura popular e a diversidade que define o Distrito Federal. Cada bloco que ocupa ruas e praças carrega identidade, memória e pertencimento. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa tem o compromisso de apoiar essas manifestações, que geram alegria, movimentam a economia criativa e reafirmam Brasília como um território de encontros, de tradição e de liberdade cultural”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes. Marchinha e irreverência Ainda do sábado, o Marchinha 60+ também abriu alas para o Carnaval passar, no Setor Bancário Sul. “Já é minha segunda vez participando e é um incentivo enorme para novos compositores e para os antigos, porque a marchinha é cultura nacional e tem que ser preservada”, disse a cantora Andreia Lira, foliã que também subiu ao palco do bloco para cantar marchinhas de compositores do DF. “O concurso de marchinha já tem 48 anos, com o bloco Pacotão. E a gente teve a ideia de trazê-lo para o Marchinha 60+ para somar no Carnaval para o público de mais de 60 anos”, explicou o responsável pelo bloco, Marcelo Silva. O fim de semana de pré-Carnaval ainda teve Bloco Tá Chic, Tá Bacana, no Riacho Fundo II; Desodorante do Suvaco, no Cruzeiro Velho; Bloco Galo Cego, no Setor Bancário Sul; e Bloco do Pretinho, no Varjão. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF)
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