TRE-DF começa mutirões de regularização eleitoral aos sábados para facilitar o acesso aos serviços e evitar procura de última hora
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) promoveu a primeira ação especial para regularização dos títulos eleitorais neste sábado (7). O objetivo é desafogar a demanda antes do fechamento do cadastro, em 6 de maio, e facilitar o acesso da população a procedimentos, como alistamento eleitoral, atualização de dados cadastrais, regularização do título e coleta biométrica, entre outros. Mais ações são previstas para os próximos sábados — exceto no de Carnaval —, sempre das 8h às 15h. Na primeira ação, o atendimento ocorreu na Central de Atendimento ao Eleitor (CAE), no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), responsável pela demanda de regiões como Cruzeiro, Asa Norte e Águas Claras, e em cinco cartórios, sendo dois em Ceilândia, um no Gama, um no Lago Sul e um em Sobradinho. Os eleitores terão acesso a alistamento eleitoral, atualização de dados cadastrais, regularização do título e coleta biométrica, entre outros serviços nos mutirões de sábado | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O assessor de Comunicação do TRE-DF, Fernando Velloso, explicou que os mutirões foram antecipados neste ano para evitar transtornos aos cidadãos. “Estamos estimulando a população a fazer a regularização e a emissão de título o quanto antes para evitar filas e tumultos no prazo mais próximo do fim do cadastro, em 6 de maio”, ressaltou. A medida beneficia, principalmente, quem não tem disponibilidade em dias úteis. “Abrimos aos sábados para que as pessoas tenham um dia a mais de opção, talvez um dia sem expediente, e possam ser atendidas. O TRE-DF tem a previsão de realizar esse atendimento em quatro sábados, pulando apenas o sábado do Carnaval”, esclareceu Velloso. O Tribunal estima atender a cerca de 275 mil eleitores com título cancelado por ausência às urnas, falta de justificativa ou não pagamento de multas, e aproximadamente 148 mil sem biometria cadastrada. Também são previstos entre 130 mil e 160 mil novos alistamentos de jovens entre 15 e 18 anos, que já podem tirar o título de eleitor, embora a medida não seja obrigatória nessa faixa etária. O bancário Josué Pereira César, 52, separou a manhã deste sábado para resolver a situação eleitoral de toda a família e garantir a participação nas eleições deste ano. “Soubemos pela internet e foi um meio mais rápido de resolver a situação: a regularização da minha biometria, da minha esposa e do meu filho, que já estavam vencidas, e o alistamento da minha filha”, disse. “Para mim foi excelente porque no meio da semana é muito corrido. Foi rápido e tudo está resolvido.” Josué Pereira César regularizou a situação dele, da esposa e de dois filhos: "No meio da semana é muito corrido. Foi rápido e tudo está resolvido" A filha do advogado Túlio Marco, 47, também participará da primeira eleição neste ano. “O exercício da cidadania é fundamental e, talvez, seja um dos momentos mais importantes da vida dela, daqui para frente”, observou. “Votar é exercício de consciência social, de cidadania, e a participação na escolha dos representantes e dos nossos direitos, até porque para a gente cobrar, temos que escolher e participar de todo o processo”, concluiu. Regularize Em caso de dúvida quanto à regularidade do título de eleitor, a consulta pode ser feita no site do tribunal, na aba "Serviços eleitorais", em "Situação eleitoral". Os atendimentos devem ser agendados no site oficial do TRE ou pelo telefone (61) 3048-4000, no qual também é possível consultar os locais disponíveis para atendimento. O tribunal também orienta que os eleitores consultem previamente a situação eleitoral pelo site. Muitas pendências podem ser resolvidas de casa, como o pagamento de multa, atualmente de R$ 3,50, ou a atualização de dados cadastrais. O cancelamento do título só ocorre após três eleições consecutivas sem voto nem justificativa.
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Cepi Tucano alivia rotina de famílias e promove o desenvolvimento de crianças em Planaltina
A feirante Mirella Duarte trabalha das 7h às 17h. Em meio à rotina de mãe e trabalhadora, ela vê o Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Tucano, em Planaltina, como o apoio necessário para conciliar o trabalho dela com a educação e o desenvolvimento psicomotor do filho. Antes do Cepi, Mirella só tinha uma opção para manter a renda e cuidar do menino. “Sem creche, eu levava ele comigo para a feira e precisava que ele ficasse quietinho”, relata. Entre caixas, clientes, pesagem e mercadoria, o celular virou a distração necessária para que a criança a deixasse trabalhar. “Eu o deixava se distraindo com a tela para atender o público. Depois percebi que isso estava atrasando o desenvolvimento dele.” Segundo ela, o filho apresentou atraso na fala por causa do excesso de telas. Mirella Duarte: "Antes e depois da creche são dois mundos. Ele fala mais, interage, aprende. Para nós, mães, isso é um acalento" | Fotos: Agência Brasília O menino está no segundo ano no Cepi Tucano, recebe cinco refeições ao dia, convive com outras crianças e teve acompanhamento por meio do Projeto Legado, parceria da creche com equipe de fonoaudióloga e assistente social. Mirella conta que a evolução dele foi notória. “Antes e depois da creche são dois mundos. Ele fala mais, interage, aprende. Para nós, mães, isso é um acalento. A gente deixa aqui com confiança e vai trabalhar em paz”, afirma. “É um divisor de águas. Entrego meu filho e trabalho tranquila sabendo que ele está bem cuidado”, acrescenta. “Não tenho nada a reclamar. É sério, organizado e acolhe meu filho com carinho. O atendimento com fonoaudióloga pelo Projeto Legado deu resultado. Hoje vejo a evolução dele”, comenta. A história de Mirella não é um fato isolado. Inaugurado há pouco mais de dois anos, o Cepi Tucano vem mudando a rotina de mães, pais e crianças da região. O espaço atende a 198 crianças de quatro meses a 3 anos, em tempo integral, com jornada das 7h às 17h. Os alunos estão distribuídos em dez turmas. Investimento, estrutura e acolhimento A unidade é resultado do investimento de R$ 4,1 milhões da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O prédio segue modelo padrão tipo 1, com 4,7 mil m² de área total e 1,3 mil m² de área construída. São dez salas, lactário, pátio coberto, cozinha, refeitório, solário, secretaria, direção, almoxarifado, playground, parquinho, sala de professores, rouparia, lavanderia, despensa, banheiros e estacionamento. O diretor Ademar Luiz Nascimento conta que acompanha a chegada das crianças diariamente. “Eu mesmo fico no portão acolhendo cada criança e cada pai. É quando conheço a família e ouço o retorno sobre o trabalho do Cepi”, afirma. O trabalho no Cepi Tucano vai além da educação formal e inclui acolhimento das famílias A unidade tem 43 funcionários, entre eles 10 professoras e 18 monitoras. Os berçários 1 e 2 e os maternais 1 contam com duas monitoras e uma professora; nos maternais 2, atuam uma professora e uma monitora. Segundo o diretor, o impacto na comunidade é visível. “Os pais precisam trabalhar e, muitas vezes, não tinham onde deixar os filhos com segurança. O Cepi veio em boa hora”, afirma. Ele explica que a entrada de alunos é feita exclusivamente por encaminhamento da Regional de Ensino, após cadastro pelo número 156. Ao concluir o maternal 2, as crianças são direcionadas a escolas indicadas pela rede pública. Mudança concreta na vida das famílias Felliane Almeida fala dos progressos do filho no Cepi Tucano e do carinho da equipe: “Ele sente saudade da ‘tia’ no fim de semana. Isso só acontece porque ele recebe amor aqui dentro" A fotógrafa Felliane Almeida matriculou o filho mais velho no Cepi Tucano quando ele tinha 11 meses. Para ela e o marido, a creche se tornou peça essencial na vida da família. “É o terceiro membro do nosso casamento”, brinca. Com a chegada da filha bebê, a intenção é repetir o caminho. “Eu pretendo que a Antonella venha para cá, porque o desenvolvimento do meu primeiro filho foi muito bom. Tanto cognitivo quanto a interação com outras crianças. Foi essencial”, avalia a mãe. Felliane ressalta que, além de cuidado técnico, existe vínculo afetivo. “A gente precisa, mas também gosta. Ele chega em casa com coisa nova, com música nova. Ele sente saudade da ‘tia’ no fim de semana. Isso só acontece porque ele recebe amor aqui dentro.” [LEIA_TAMBEM]Para Felliane, o progresso do filho no Cepi veio em etapas marcantes. “O João deu os primeiros passos aqui. O desfralde começou aqui. Ele perguntava pela professora, pelos colegas. Criou vínculo mesmo.” A confiança no atendimento também pesa na decisão de matricular a caçula. Para Felliane, qualidade profissional e afeto caminham juntos. “Eles entregam carinho. A gente sabe o que acontece, tem retorno. É suporte, é educação e é amor”, enumera.
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Semana começa com 449 vagas de emprego disponíveis nas agências do trabalhador
As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 449 oportunidades profissionais disponíveis nesta segunda-feira (9). Os maiores salários são para uma vaga de mecânico de automóveis e caminhões no Guará (R$ 4,6 mil) e para uma de auxiliar de linha de produção em Brazlândia (R$ 4 mil), ambas com exigência de experiência e escolaridade. Também se destacam os valores encontrados em três chances para motorista de caminhão (R$ 2.713,92) e em uma para topógrafo (R$ 2.786,21), exclusiva para pessoas com deficiência, no Guará. Além disso, estão abertas 95 oportunidades para repositor de mercadorias, 91 para operador de caixa, 50 para atendente de lojas, 45 para açougueiro, 30 para fiscal de prevenção de perdas, entre outras. Os postos ficam em Águas Claras, Samambaia, Recanto das Emas, Sobradinho, Planaltina, Plano Piloto, Guará e sem ponto fixo de atuação. Os salários partem de R$ 1.621. Há, ainda, 20 vagas para estágio como auxiliar administrativo em Planaltina e Sobradinho, com oferta de R$ 163,25 por semana. Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).
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Oito anos do desabamento do Eixão Sul: GDF investiu R$ 89 milhões em plano de recuperação de viadutos
O desabamento parcial de um viaduto no Eixão Sul, em 6 de fevereiro de 2018, na altura da Galeria dos Estados, expôs a fragilidade de estruturas viárias construídas há mais de meio século no Distrito Federal. O episódio não deixou vítimas, mas evidenciou a necessidade de intervenções estruturais profundas em pontes e viadutos da capital. Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) passou a executar uma política permanente de viadutos, baseada em dois eixos complementares: a recuperação e prevenção estrutural de obras antigas, muitas delas sem intervenções profundas desde a inauguração de Brasília, e a construção de novos viadutos e complexos viários, voltados à ampliação da capacidade do sistema viário e à eliminação de gargalos históricos. “Essas estruturas já tinham ultrapassado a vida útil prevista para o concreto. Depois de cerca de 50 anos, o material precisa passar por uma recuperação estrutural para continuar seguro”, afirma Carlos Alberto Spies, diretor de Planejamento e Projetos da Novacap. “Não se trata de estética, mas de segurança e de garantir uma nova vida útil às estruturas.” Entre 2019 e 2025, esse conjunto de intervenções soma cerca de R$ 89 milhões, incluindo obras no Eixão, reformas no Plano Piloto, a Ponte Honestino Guimarães e estruturas monitoradas em outras regiões administrativas | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Recuperação e prevenção O primeiro eixo dessa política concentra as ações de recuperação estrutural, reforço técnico e prevenção, voltadas a pontes e viadutos antigos. Entre 2019 e 2025, esse conjunto de intervenções soma cerca de R$ 89 milhões, incluindo obras no Eixão, reformas no Plano Piloto, a Ponte Honestino Guimarães e estruturas monitoradas em outras regiões administrativas. No Eixão, desde 2019, seis viadutos do Eixo Rodoviário Norte e Sul passaram por recuperação estrutural, com investimento de R$ 42,7 milhões. Outros dois seguem em obra. “Foi a primeira vez que houve uma recuperação estrutural profunda no Eixão desde a construção de Brasília”, afirma Spies. “Esses viadutos nunca tinham passado por uma intervenção desse porte.” Segundo o diretor, a execução das obras revelou um comprometimento maior do que o indicado pelas inspeções iniciais. “Quando a obra começou, a gente percebeu que a estrutura estava mais comprometida do que mostrava a inspeção visual. Encontramos fissuras abertas, vigas e longarinas com problemas e peças começando a se desprender da laje.” “Havia risco de colapso”, diz. “O que não dava para prever era quando isso poderia acontecer.” No Eixão, desde 2019, seis viadutos do Eixo Rodoviário Norte e Sul passaram por recuperação estrutural, com investimento de R$ 42,7 milhões | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Diante do diagnóstico, a Novacap acionou a Defesa Civil, antecipou o escoramento das estruturas e reformulou o projeto original. “Um viaduto novo custaria em torno de R$ 30 milhões. A reconstrução a partir da fundação ficaria perto de R$ 28 milhões. Com a recuperação estrutural, conseguimos resolver com cerca de R$ 24 milhões”, explica Spies. “Além disso, ganhar tempo foi fundamental para reduzir o impacto na mobilidade.” Construção de novos viadutos e grandes complexos Paralelamente às ações de recuperação e prevenção, o GDF avançou na construção de novos viadutos e complexos viários, voltados à ampliação da capacidade do sistema viário e à reorganização de fluxos regionais. Entre as obras entregues estão os viadutos da Estrada Setor Policial Militar (ESPM), o Viaduto Luiz Carlos Botelho, no Sudoeste, os viadutos de Sobradinho, do Recanto das Emas/Riacho Fundo II, do Riacho Fundo, do Itapoã/Paranoá e do Jardim Botânico, além da reforma do Viaduto Ayrton Senna e do reforço estrutural de dois viadutos sobre a Via N2, no Plano Piloto. Destaque para o Complexo Viário Governador Joaquim Roriz, entregue em 2021, que reúne 28 km de vias, 23 viadutos e quatro pontes, com investimento de R$ 220 milhões e fluxo diário estimado em cerca de 100 mil veículos. Outras frentes incluem o Corredor Eixo Oeste/EPIG, em execução, que prevê nove viadutos e integra o sistema viário do Túnel de Taguatinga, e o viaduto de Planaltina, em construção na BR-020, com investimento de R$ 65,6 milhões, beneficiando cerca de 90 mil motoristas por dia. O Viaduto Luiz Carlos Botelho, no Sudoeste, é uma das obras entregues pelo GDF Transtornos temporários, ganhos permanentes Usuário frequente do Eixão, o estagiário de tecnologia da informação Roger Dias Quinelato, que trabalha no Tribunal de Contas da União (TCU), afirma que os transtornos fazem parte do processo. “Toda reforma de prevenção é importante. Essa obra no coração de Brasília é muito importante, mesmo que cause transtornos temporários”, diz. Segundo ele, as mudanças no trânsito exigiram adaptação, mas são justificáveis. “Mudou bastante o trânsito, mas é necessário fazer essa manutenção para evitar situações mais graves, como já aconteceu no passado.” Monitoramento contínuo Segundo Spies, a política adotada pelo GDF prevê acompanhamento permanente das chamadas obras de arte especiais. “Hoje existe um comitê técnico que faz inspeções em campo, monitoramento e definição de prioridades. A ideia é antecipar problemas, não reagir quando acontece um acidente.” “Com a implantação de tecnologias como vigas protendidas, a gente aumenta a capacidade de carga e estende significativamente a vida útil dessas estruturas”, conclui. “Quando a obra termina, o cidadão vê menos concreto novo e mais segurança. E isso, para a engenharia, é o que mais importa.”
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