Mais de 200 foragidos da Justiça no DF foram presos em janeiro
A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu 217 foragidos da Justiça ao longo do mês de janeiro de 2026, em ações realizadas em todas as regiões administrativas do DF. O resultado representa média superior a sete prisões por dia e reflete a combinação entre policiamento ostensivo, operações orientadas pelo trabalho de inteligência da PMDF e pelo compartilhamento de informações entre instituições, o que permite identificar, localizar e retirar de circulação indivíduos que deveriam estar cumprindo pena. No ranking por regiões, Ceilândia lidera a produtividade com 34 foragidos capturados, seguida por Brasília com 31 prisões. Na sequência aparecem Samambaia (16), Gama (14) e Recanto das Emas (14), demonstrando forte atuação operacional nessas áreas. Arte: PMDF Outras regiões também apresentaram resultados relevantes, como São Sebastião (13), Taguatinga (11), SCIA/Estrutural (10) e Santa Maria (9). Itapoã e Planaltina registraram oito prisões cada, enquanto Águas Claras contabilizou sete. Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Sobradinho e Vicente Pires tiveram cinco capturas cada, evidenciando a presença policial distribuída em todo o território do Distrito Federal. A retirada de foragidos de circulação representa uma ação estratégica de alto impacto para a segurança pública, pois interrompe ciclos de reincidência criminal e impede que indivíduos já responsabilizados pela Justiça voltem a produzir novos crimes. Cada captura é resultado de planejamento, inteligência e integração institucional, mas também traduz um compromisso concreto com a proteção da vida, a tranquilidade coletiva e aumento da sensação de segurança. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
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Aumento de pena busca conter furtos de cabos de energia que afetam serviços essenciais no DF
O furto e o roubo de cabos de energia, telefonia e transmissão de dados, crimes que afetam milhares de moradores do Distrito Federal todos os anos, passam a ter punições mais severas. A mudança na legislação surge em meio ao aumento das ocorrências no DF, que em 2025 já ultrapassaram mil registros e provocaram interrupções no fornecimento de serviços essenciais. Dados da concessionária Neoenergia Brasília contabilizaram, pela primeira vez, não apenas os furtos efetivos, mas também as tentativas que, mesmo sem a subtração dos cabos, causaram danos à rede elétrica. Ao todo, foram registradas 1.108 ocorrências em 2025, uma média superior a três casos por dia, afetando mais de 100 mil clientes ao longo do ano. Cada ação criminosa provoca oscilações e interrupções no fornecimento de energia das regiões próximas | Fotos: Divulgação/Neoenergia O Plano Piloto concentrou o maior número de casos, com 602 ocorrências. Águas Claras vem em seguida, com 120 registros, sendo a segunda região mais impactada. Segundo a Neoenergia, cada ação criminosa provoca oscilações, interrupções no fornecimento e pode resultar na queima de equipamentos, além de demandar um trabalho complexo para recomposição da rede. Como uma das estratégias para coibir esse tipo de crime, a Polícia Civil do DF lançou um canal específico para denúncias anônimas relacionadas ao furto e roubo de cabos. As informações podem ser repassadas pelo telefone 197, com sigilo garantido, além de outros meios digitais. Segundo a corporação, a participação da população é fundamental para identificar os responsáveis e interromper esse tipo de prática criminosa. Por meio do 197, a PCDF disponibiliza quatro meios seguros para o recebimento de denúncias anônimas: o Disque-Denúncia, telefone 197 24 horas; o e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br; o WhatsApp (61) 98626-1197; e o Denúncia On-line. A população pode informar sobre crimes que já ocorreram, que estejam em andamento ou que estejam sendo planejados, sem necessidade de se identificar. O serviço para recompor a rede elétrica é complicado e pode levar horas | Foto: Tony Oliveira “O furto de cabos atinge diretamente a população. Cada ocorrência provoca interrupções no fornecimento, oscilações e até queima de equipamentos, afetando milhares de clientes. O serviço para recompor a rede elétrica é complexo e pode levar horas, comprometendo a qualidade da energia entregue aos consumidores”, destaca o gerente da Neoenergia Brasília, Hudson Thiago. Mudança no perfil dos crimes Em 2025, foram contabilizados 391 furtos efetivos de cabos e equipamentos, número 49% maior do que o registrado no ano anterior. Apesar do aumento expressivo, o prejuízo financeiro estimado, de R$ 717,8 mil, foi menor do que em 2024, quando os danos chegaram a R$ 793,6 mil. A diferença, segundo a distribuidora, reflete uma mudança no perfil dos crimes, com foco em materiais de menor valor unitário, como fios de cobre, mais fáceis de subtrair e revender. O monitoramento da Neoenergia indica ainda que os crimes envolvem tanto pessoas em situação de rua quanto quadrilhas organizadas, que encomendam especificamente os materiais a serem furtados. Endurecimento da legislação A pena para roubo de cabos de energia pode chegar a 15 anos de prisão | Foto: Divulgação/Neoenergia Diante do impacto direto do crime na prestação de serviços essenciais, entrou em vigor a Lei nº 15.181/25, que aumenta as penas para os crimes de roubo, furto e receptação de cabos utilizados em energia, telefonia e transmissão de dados. No caso de roubo, a pena pode chegar a até 15 anos de prisão. Para furto, a reclusão passa a variar de dois a oito anos. A legislação também prevê punições mais severas para quem receptar ou utilizar materiais de origem criminosa. [LEIA_TAMBEM]Para o delegado Lúcio Valente, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o endurecimento da lei é uma resposta necessária ao avanço desse tipo de crime. “O furto de cabos compromete serviços essenciais, gera prejuízos coletivos e impacta diretamente a segurança e a mobilidade urbana. Ao aumentar as penas, o Estado reforça o caráter dissuasório da norma e fortalece o enfrentamento a organizações criminosas que atuam de forma reiterada nesse tipo de delito”, afirma. Ações de combate e denúncias Além da mudança na legislação, o enfrentamento aos furtos de cabos no DF envolve ações integradas entre a Neoenergia e os órgãos de segurança pública. Em 2024, operações conjuntas contribuíram para a redução de 14% nos furtos efetivos em relação a 2023. Já em 2025, diante do novo crescimento, a concessionária intensificou o monitoramento e as rondas nas áreas mais afetadas. “É importante ressaltar que o furto de cabos de energia é uma questão de segurança pública. A Neoenergia vem contribuindo com ações de inteligência em parceria com a Secretaria de Segurança Pública para combater esse crime, que interfere diretamente na qualidade da energia e prejudica toda a população do Distrito Federal”, reforça Hudson Thiago.
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Diagnóstico precoce de Alzheimer ajuda pacientes e famílias a viverem com mais qualidade
Perder a memória aos poucos, repetir perguntas e apresentar mudanças de comportamento pode parecer algo natural do envelhecimento, mas nem sempre é. No caso do Alzheimer, reconhecer os sinais desde o início e buscar avaliação médica o quanto antes pode fazer toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), cerca de 300 pacientes fazem acompanhamento ambulatorial para a doença, que é um dos focos da campanha Fevereiro Roxo, voltada à conscientização sobre enfermidades que não têm cura, mas podem ser tratadas. O Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo que vai deteriorando a cognição da pessoa, afetando toda a sua vida | Foto: Divulgação/IgesDF “As pessoas costumam achar que é algo normal da idade e demoram a procurar um médico, o que acaba atrasando o diagnóstico” Carlos Uribe, neurologista do Hospital de Base Foi o que aconteceu com a família de Jane Pimentel Meireles, que começou a suspeitar dos esquecimentos da mãe, Ornelina Medeiros Pimentel, quando ela tinha 70 anos. “Ela esquecia de conversas que tínhamos, esquecia das pessoas”, lembra. “Depois, o comportamento começou a ficar mais agressivo e ela passou a brigar com algumas pessoas”, relata ela. “Foi tudo muito estranho e fora do normal”. Desconfiada, Jane levou a idosa a consultas e exames que, ao final, apontaram o diagnóstico de Alzheimer. Manifestações A doença é um transtorno neurodegenerativo que consiste na deterioração progressiva da cognição, incluindo a memória, além de comprometer atividades cotidianas e causar alterações comportamentais. “O que estamos passando agora é ruim, mas sabemos também que é só o começo; eu tento não pensar muito, tento viver um dia de cada vez, porque sei que vem muito sofrimento para a gente e, principalmente, para ela”, afirma Jane. Hoje, Ornelina tem 77 anos e segue em acompanhamento no HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF). O neurologista do hospital, Carlos Uribe, explica que os primeiros sinais do Alzheimer costumam ser confundidos com sintomas comuns da idade mais avançada, o que pode atrasar o início do tratamento. Esquecimentos, mudanças de humor, repetições de perguntas e dificuldade de encontrar palavras estão entre os sintomas aos quais é importante prestar atenção Segundo o médico, é preciso atenção quando os esquecimentos e as mudanças de humor passam a comprometer o dia a dia. “As pessoas costumam achar que é algo normal da idade e demoram a procurar um médico, o que acaba atrasando o diagnóstico”, afirma. “Muitas vezes, é a família que nota algo errado e traz o idoso para uma avaliação”. Entre os sintomas mais frequentes estão a dificuldade para dirigir automóveis e encontrar caminhos conhecidos, repetição da mesma pergunta diversas vezes, dificuldade para acompanhar conversas e linhas de raciocínio, dificuldade para encontrar palavras ao se expressar, tendência ao isolamento e incapacidade de elaborar estratégias de resolução de problemas. Diagnóstico e tratamento Ao perceber sinais de Alzheimer ou de outros tipos de demência, o primeiro passo é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou um médico clínico geral. É na UBS que começa o cuidado: o profissional faz a primeira avaliação, conversa com o paciente e a família, pede exames quando necessário e, se houver indicação, encaminha para o especialista, a fim de garantir um diagnóstico mais rápido e um acompanhamento adequado. A causa do Alzheimer ainda não foi identificada, mas acredita-se que fatores genéticos tenham influência. O risco de desenvolver a doença é maior quando há histórico familiar. Além disso, outros fatores, ligados principalmente ao estilo de vida, também estão envolvidos. [LEIA_TAMBEM]O diagnóstico é feito, geralmente, por exclusão, após a análise de exames laboratoriais e de imagem do cérebro, realizada em conjunto com uma avaliação das alterações cognitivas apresentadas por cada pessoa. Em alguns casos, podem ser utilizados outros testes diagnósticos específicos, como a análise do líquido cefalorraquidiano ou exames de medicina nuclear. Como não existe cura, o tratamento consiste em aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A progressão da doença varia de caso a caso, podendo ser mais agressiva ou mais leve. Apesar da gravidade, o neurologista lembra que o Alzheimer não é uma sentença de morte: “Muitas pessoas conseguem viver por anos após o diagnóstico e acabam falecendo por outras doenças, como câncer ou AVC [acidente vascular cerebral]. Então, elas morrem com a doença, e não em decorrência dela”. Também não existe uma forma de prevenção específica, mas já foi demonstrado é possível atrasar e até mesmo inibir a manifestação da doença com atitudes como a de manter a mente ativa e hábitos saudáveis — prática de atividades físicas, alimentação balanceada, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o fumo, além de manter uma vida social ativa. “Quanto antes tivermos um diagnóstico, melhor”, alerta Carlos Uribe. “À medida que as pessoas se tornam mais conscientizadas sobre a situação, teremos maior facilidade para conversar e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.” *Com informações do IgesDF
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Construção da primeira escola pública de Arniqueira entra na fase de acabamento
A primeira escola pública de Arniqueira está cada vez mais perto de se tornar realidade. O novo Centro Educacional (CED), executado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), já teve a estrutura do prédio principal concluída e entrou na fase de acabamento e construção da quadra poliesportiva. Com investimento de aproximadamente R$ 13 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), a unidade atenderá a mais de 1,5 mil alunos dos ensinos fundamental II e médio da rede pública. Localizada no Setor Habitacional Arniqueira (SHA), Conjunto 4, Área Especial 6, em um terreno de 7.847,93 metros quadrados, a escola ocupa uma área construída de 4.968,79 m², distribuída em dois pavimentos. O espaço fica em uma área estratégica, entre a sede da administração regional e a futura Unidade Básica de Saúde (UBS), e fortalece o conjunto de equipamentos públicos da região. Nova escola receberá alunos do ensino fundamental II e do médio | Fotos: Divulgação/Novacap Atualmente, as equipes atuam nos serviços de reboco, emassamento, pintura e revestimentos, além da instalação dos castelos-d’água. Também já foi iniciada a execução da quadra poliesportiva — que havia sido invadida e agora está totalmente liberada para as obras, juntamente com a construção da guarita e do estacionamento. O projeto prevê uma estrutura completa, com 18 salas de aula, auditório, biblioteca, sala de música, sala de artes plásticas, sala multimídia, espaços para o grêmio estudantil e apoio pedagógico, além de cozinha industrial, refeitório, vestiários e pátio coberto. A proposta é oferecer um ambiente moderno e adequado para o desenvolvimento educacional e social dos estudantes. Moradora da região, a professora Mayrlla Santos, de 35 anos, destaca a importância da nova unidade para a comunidade local: “É muito bom porque vai amenizar a superlotação nas salas de aula. A gente sabe o quanto isso impacta no aprendizado. Ter uma escola aqui em Arniqueira significa mais acesso e uma educação de mais qualidade para as crianças e os jovens”. O projeto prevê uma estrutura completa, com 18 salas de aula, auditório, biblioteca, sala de música, sala de artes plásticas, sala multimídia, espaços para o grêmio estudantil e apoio pedagógico Além de ampliar a oferta de vagas, o CED de Arniqueira deve reduzir o deslocamento diário de centenas de estudantes que hoje precisam se deslocar para cidades como Taguatinga, Riacho Fundo e Recanto das Emas. A proximidade da escola com as residências contribui para mais segurança, economia de tempo e qualidade de vida para as famílias. [LEIA_TAMBEM]A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, ressalta o significado da obra para a comunidade e para as famílias da região: “Ver essa escola sair do papel é saber que muitas crianças e jovens vão poder estudar perto de casa, em um espaço digno, bem-estruturado e com padrão moderno. Isso representa cuidado com as pessoas, compromisso com um futuro melhor para quem depende da escola pública e um investimento que impacta diretamente a vida das famílias, contribuindo para reduzir desigualdades no acesso à educação”. A construção do CED integra o conjunto de investimentos do GDF voltados à expansão e qualificação da rede pública de ensino, garante uma infraestrutura adequada e mais oportunidades educacionais para os estudantes do Distrito Federal. O presidente da Novacap, Fernando Leite, reforça o compromisso da companhia com a entrega do equipamento educacional dentro do cronograma previsto: “Aproveitamos o período de estiagem para avançar de forma significativa na obra, mas mesmo durante o período de chuvas vamos manter o ritmo e dar ênfase total à conclusão desse centro educacional, que é uma demanda histórica da população de Arniqueira”. *Com informações da Novacap
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