Programa Família Resiliente leva educação financeira para mais de 10 mil pessoas
Em pouco mais de dois meses de trabalho nas ruas do Distrito Federal, o programa Família Resiliente, da Secretaria da Família do DF (Sefami-DF), já impactou mais de 10 mil pessoas, levando conhecimento e informação sobre gestão de finanças e soluções para sair do endividamento. Após passar pelas feiras permanentes das regiões administrativas, o programa atua desde o mês de janeiro na Rodoviária do Plano Piloto com a distribuição de informativos nas abordagens às pessoas que passam por lá. O endividamento familiar de boa parte da população foi o motivo que impulsionou a criação de um material que pudesse ajudar as pessoas. Gastar mais do que recebe ainda continua sendo a principal justificativa da maioria das pessoas entrevistadas. No ano passado, o índice de endividamento das famílias brasilienses sofreu alta. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,2% das famílias no DF estavam endividadas ao final de 2025, número que vem crescendo ao longo do ano e representa mais de 827 mil famílias com dívidas de diversos tipos. Desse total, cerca de 434 mil tinham dívidas em atraso e quase 187 mil declararam não ter condições de honrar os compromissos financeiros. O endividamento familiar de boa parte da população foi o motivo que impulsionou a criação de um material que pudesse ajudar as pessoas | Foto: Divulgação/Sefami-DF Diante desse cenário, a cartilha da secretaria busca apresentar soluções para ajustar as contas. O microempreendedor, Edson Martins, acredita que para uma boa gestão das finanças é preciso poupar e fechar as torneiras de gastos supérfluos. "Evitar pedir empréstimos e, principalmente, fugir de jogos de apostas online", exemplificou. Em todas as ações, o secretário da Família, Rodrigo Delmasso, reforça a importância do tema para o futuro das famílias do Distrito Federal. Segundo ele, apesar dos desafios atuais, a situação pode ser resolvida. “Com informação correta e vontade de organizar as finanças, é possível sair do endividamento. Isso traz mais segurança e tranquilidade para os chefes de família e melhora a qualidade de vida no futuro”, afirmou. A secretaria também disponibiliza a cartilha do projeto Família Resiliente no formato online. Baixe aqui o seu exemplar. *Com informações da Secretaria da Família do Distrito Federal (Sefami-DF)
Ler mais...
Adultos do DF morrem menos de diabetes e AVC; câncer ainda demanda atenção
Dados de 2014 e 2024 mostram que adultos do Distrito Federal, entre 30 e 69 anos, morreram menos de diabetes, disparo de arma de fogo e acidente vascular cerebral (AVC). Câncer e dengue, contudo, tiveram crescimento. Infarto agudo do miocárdio liderou tanto em 2014 quanto em 2024. É o que mostra o Informativo Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF), com dados de 5.240 certidões de óbito de 2014 e 6.397 de 2024. Uma das ações de destaque da Secretaria de Saúde é o mutirão de atendimento a casos de câncer | Foto: Jhonatan Cantaelle/Agência Saúde-DF “O aumento no ranking de algumas doenças é um alerta para sensibilizar as pessoas a buscar os serviços de saúde e para a necessidade de qualificar a rede na detecção precoce e no tratamento em tempo oportuno, como é o caso dos cânceres de mama, de brônquios e pulmões e cólon, bem como da doença isquêmica crônica do coração” Mélquia Lima, gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção à Saúde da SES-DF Um dos destaques foi a redução de mortes causadas por agressão com disparo de arma de fogo. De 2014 para 2024, o número caiu de 211 para 62 ocorrências na faixa etária de 30 a 69 anos, o suficiente para fazer essa causa de morte ir do segundo lugar para a 29ª posição. Também chama a atenção o registro dos óbitos decorrentes de diabetes mellitus: em 2014, foram 166 casos, ocupando o terceiro lugar; dez anos depois, 129 ocorrências fizeram a doença cair para a oitava posição. Populares no ranking Mélquia Lima, gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção à Saúde da SES-DF, cita a redução dos casos de óbitos por diabetes, mostrando que o cuidado em saúde oferecido pelos serviços da rede pública pode ter contribuído. É preciso, também, avaliar os casos em que as doenças causaram mais óbitos. “O aumento no ranking de algumas doenças é um alerta para sensibilizar as pessoas a buscar os serviços de saúde e para a necessidade de qualificar a rede na detecção precoce e no tratamento em tempo oportuno, como é o caso dos cânceres de mama, de brônquios e pulmões e cólon [intestino], bem como da doença isquêmica crônica do coração”, explica a médica. Em 2014, o câncer de mama estava na quarta colocação do ranking; em 2024, apareceu na segunda posição. Já o câncer dos brônquios e dos pulmões subiu da sexta para a terceira colocação. Em 2024, o câncer de intestino (cólon) entrou para a lista das dez doenças com maiores causas de óbito, saindo da 19ª posição para a décima. O maior crescimento, porém, ficou com a dengue: saltou da 146ª posição, em 2014, para a 9ª em 2024. Ações concretas No caso da dengue, a epidemia registrada no DF entre 2023 e 2024 foi combatida com ações para tratamento de pacientes, como tendas de atendimento, e de ações contra o mosquito transmissor da doença. A SES-DF promoveu desde visitas domiciliares ao uso de tecnologias como armadilhas, drones e mosquitos inoculados com uma bactéria para reduzir a capacidade de transmissão da doença. O resultado foi visível: em 2025, houve uma queda de 96% nos casos prováveis de dengue no DF. [LEIA_TAMBEM]Já o câncer tem sido foco de ações consistentes. O destaque é o programa “O Câncer não espera. O GDF também não”, criado em 2025 para agilizar a realização de exames e de consultas, com mudanças no fluxo de pacientes. “É uma iniciativa que atua diretamente sobre os principais gargalos da rede, reduz tempos de espera, promove equidade e fortalece a integralidade do cuidado”, avalia a coordenadora do comitê de planejamento da SES-DF, Paula Muraro. No âmbito do programa, é possível mensurar as reduções: de março de 2025 a janeiro de 2026, a lista para consulta de oncologia caiu 52,3%, de 889 para 424 pessoas, considerando a inserção de mais de 300 novos casos por mês. O tempo de espera também caiu de 81 para 25 dias, 69,1% menor. Na radioterapia, por sua vez, a lista diminuiu 35,39%, passando de 630 para 407 pacientes, enquanto o tempo de espera caiu de 87 para 36 dias, 58,6% a menos. Mortes prematuras Mélquia Lima explica que esse tipo de informativo epidemiológico, com recorte da população de 30 a 69 anos, é feito em vários países a fim de compreender melhor os óbitos de pessoas em faixas etárias abaixo da expectativa de vida da população. Por esse motivo, tratam-se de mortes chamadas prematuras. “Vale ressaltar que o DF possui a maior expectativa de vida do Brasil, com média de 79,7 anos, superando a média nacional [76,6 anos]”, detalha Mélquia. “Segundo dados do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], as mulheres têm expectativa de 82,9 anos e os homens 76,3 anos no DF.” Além de embasar a tomada de decisões sobre políticas públicas, o informativo epidemiológico também serve de alerta para a própria população. Os dados mostram a importância de adotar hábitos de vida saudáveis, como atividade física, alimentação equilibrada, controle do estresse e sono de qualidade e realização de exames de rotina frequentemente. *Com informações da Secretaria de Saúde
Ler mais...
Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Plano Piloto neste fim de semana
Ler mais...
Inscrições para os projetos Zoo Experiência e Zoo Noturno abrem na segunda-feira (9)
O Zoológico de Brasília abre, a partir da próxima segunda-feira (9), as inscrições para dois projetos educativos voltados ao público interessado em conhecer mais de perto a rotina e os bastidores da instituição: Zoo Experiência e Zoo Noturno. As atividades têm início marcado para o dia 24 deste mês e buscam ampliar a relação do público com a conservação da fauna e a educação ambiental. O Zoo Experiência é voltado a quem deseja vivenciar os bastidores do zoológico no período da tarde. As visitas serão às terças e quintas-feiras, no turno vespertino, a partir das 14h, com 12 participantes por turma. Ao todo, serão oferecidas 400 vagas, distribuídas entre os grupos, com valor de R$ 50 por participante. O Zoo Noturno apresenta uma visão diferente do dia a dia dos animais | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Já o Zoo Noturno convida o público a explorar o zoológico em um horário diferente, proporcionando uma experiência única de observação e aprendizado sobre os hábitos noturnos dos animais. As atividades também ocorrem às terças e quintas-feiras, com 30 pessoas por turma. O projeto disponibiliza 990 vagas, igualmente distribuídas, e o valor da inscrição é de R$ 50. A idade mínima para participar dos dois programas é de 5 anos. Todas as crianças e adolescentes devem estar acompanhadas pelos pais ou responsáveis. Inscrições A idade mínima para participar dos projetos é 5 anos | Foto: Bethânia Cristina/Zoológico de Brasília [LEIA_TAMBEM]Para participar de qualquer um dos projetos, os interessados devem enviar um e-mail para atendimento@zoo.df.gov.br, a partir do dia 9, informando no assunto a opção desejada — Zoo Experiência ou Zoo Noturno — e os nomes completos das pessoas que irão participar. Aqueles que desejarem se inscrever nos dois projetos precisam enviar dois e-mails separados, um para cada atividade. A equipe do Zoológico responderá ao e-mail com mais informações sobre o programa e as turmas disponíveis para inscrição. *Com informações do Zoológico de Brasília
Ler mais...