Mais de 320 pessoas conquistam o sonho da casa própria no Riacho Fundo II
Neste sábado (31), mais de 320 pessoas realizaram o sonho da casa própria no Riacho Fundo II, com a entrega das chaves do Residencial Anna Maria pelo governador Ibaneis Rocha, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Localizado na QS 12, Conjunto 3, o empreendimento com 80 apartamentos foi construído pela Concreto, em parceria com a Associação dos Moradores e Inquilinos Sem Teto (Amisteto-DF), com investimento de cerca de R$ 13 milhões. Durante a solenidade de entrega, o chefe do Executivo relembrou que, quando assumiu o governo, em 2019, a questão da moradia era um problema gravíssimo na capital. “Desde o período da transição, comecei a trabalhar para garantir moradias para a nossa população”, disse. Segundo Ibaneis Rocha, o contrato do Itapoã Parque, que prevê 12.122 unidades habitacionais, só foi assinado porque, ainda antes de tomar posse, ajudou a construtora a resolver pendências junto à Caixa Econômica Federal. “Nós conseguimos aplicar todos os recursos e, até o final do ano, essas 12 mil moradias já estarão entregues. Estamos falando de uma cidade com 12 mil famílias criada dentro de um único governo”, destacou. Ibaneis Rocha: “Desde o período da transição, comecei a trabalhar para garantir moradias para a nossa população” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília O governador também ressaltou o trabalho conjunto com a Codhab para estruturar políticas habitacionais efetivas. “Naquela época, não havia sequer projetos. Já entregamos aproximadamente 40 mil moradias no DF e devemos iniciar, ainda em 2026, mais 60 mil unidades, fechando a minha meta de 100 mil novas moradias”, afirmou. Ele acrescentou que os projetos foram conduzidos com transparência, sem furar filas e priorizando quem realmente precisa. “Tratamos as pessoas com dignidade, porque é isso que mais importa para um governante. Assim, conquistamos o respeito da população”, concluiu. “Tratamos as pessoas com dignidade, porque é isso que mais importa para um governante. Assim, conquistamos o respeito da população” Governador Ibaneis Rocha As famílias contempladas no empreendimento do Riacho Fundo II fazem parte da lista do programa habitacional Morar Bem e possuem renda de até 12 salários-mínimos. O investimento é oriundo do programa Minha Casa Minha Vida-FGTS, do Governo Federal. O empreendimento conta com apartamentos de dois quartos, sala, sacada, cozinha/área de serviço e banheiro. O prédio dispõe de elevadores, portaria, parques infantis, bicicletário, vagas de garagem e lojas comerciais. As unidades residenciais têm metragens que variam de 48,34 m² a 68,35 m². O presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, destacou que o empreendimento reúne 80 unidades habitacionais, das quais 80% foram viabilizadas por meio do Cheque Moradia. “A Codhab entra com o terreno e com o subsídio, em condições especiais para aqueles que estão adquirindo”, afirmou. Ele acrescentou ainda que o residencial conta com 24 lojas comerciais, “porque é uma área que até então não tinha comércio, então tivemos a preocupação de colocar um comércio próximo às residências”. População comemora Somente no Riacho Fundo II, a Codhab já entregou mais de 200 unidades habitacionais; cerca de 800 pessoas foram beneficiadas com a moradia própria. Além disso, outras 2 mil unidades estão em andamento na região, as quais serão destinadas a várias faixas de renda do programa Morar Bem. Para quem sonhou com a casa própria, o grande dia chegou. “É um sonho realizado. Estou no Brasil desde os seis anos de idade, hoje tenho 63, e esperei praticamente 60 anos para ter uma casa do jeitinho que sempre quis. Está mais perto do que nunca, porque agora é real”, contou a moradora Núbia Braga, que vai se mudar para o novo apartamento com a filha de 27 anos. Ela relata que o empreendimento representou uma oportunidade única. “Batalhei muito para conseguir entrar e, claro, vou transformá-lo com o meu jeito, com a ajuda da minha filha, que mora comigo”. “É uma emoção extraordinária. É a minha primeira moradia e isso é excelente. Estou muito feliz. Sou mãe solo, então é uma grande conquista", celebra Kleinnyana Braga | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Outra moradora beneficiada também celebrou a conquista. “É uma emoção extraordinária. É a minha primeira moradia e isso é excelente. Estou muito feliz. Sou mãe solo, então é uma grande conquista. Sabemos que não é fácil a realidade social do nosso país, e adquirir a primeira moradia por meio de um programa do governo federal é uma política pública de sucesso”, ressaltou a beneficiada Kleinnyana Braga, de 40 anos. Para ela, o acesso à moradia com valor mais acessível faz toda a diferença. “Isso ajuda na dignidade humana. Para mim, é um grande benefício, especialmente para pessoas de baixa renda. Isso é um direito garantido.” Política habitacional O Governo do Distrito Federal (GDF) amplia o acesso à moradia para famílias de diferentes faixas de renda por meio do Programa Morar Bem, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab). Desde 2019, foram entregues 11.335 unidades habitacionais, que beneficiaram mais de 36 mil pessoas em diversas regiões administrativas. Desde 2019, foram entregues 11.335 unidades habitacionais, que beneficiaram mais de 36 mil pessoas em diversas regiões administrativas | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Até outubro de 2025, o Itapoã liderava o número de moradias entregues pela Codhab no período, com 6.912 unidades. Na sequência, aparecem São Sebastião (1.962 apartamentos) e o Sol Nascente (1.008 imóveis), além de residenciais no Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia e Sobradinho, e outros projetos vinculados a editais e parcerias com o setor privado.
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GDF leva serviços antes concentrados no Plano Piloto para as regiões administrativas
Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) vem ampliando serviços que, historicamente, haviam ficado concentrados no Plano Piloto. A expansão alcança hoje diversas regiões administrativas e envolve mobilidade urbana, segurança pública e sinalização viária — com impacto direto no número de usuários, no investimento público e na rotina da população. Quatro frentes ajudam a ilustrar esse movimento: o transporte de vizinhança (Zebrinha), as placas de endereçamento histórico, a instalação de delegacias especializadas fora da área central e a ampliação do sistema de patinetes elétricos compartilhados. Zebrinha leva transporte local a 17 regiões Antes restrito ao Plano Piloto, o Zebrinha hoje atende 17 regiões administrativas e transporta cerca de 20,7 mil pessoas por dia. O serviço opera com 68 veículos e funciona como ligação interna nos bairros e integração com linhas de ônibus e o metrô. “É uma ligação rápida. Facilita, tem valor acessível, R$ 2,70. A gente economiza”, destaca a usuária Ábia Eloína | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A usuária Ábia Eloína, telefonista, destaca a praticidade: “É uma ligação rápida. Facilita, tem valor acessível, R$ 2,70. A gente economiza”. Segundo a Semob-DF, a demanda pelo transporte de vizinhança cresceu 26% nos últimos meses, acompanhando a recuperação do transporte público no DF. Placas históricas em todas as regiões administrativas Com investimento de R$ 70 milhões, o GDF levou às 35 regiões administrativas o modelo de placas de endereçamento que é símbolo de Brasília. Já são cerca de 50 mil placas instaladas em cidades como Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho, Guará e Samambaia. Criadas pelo arquiteto e designer Danilo Barbosa, as placas são produzidas pelo DER-DF, com média mensal de 250 unidades de endereçamento e até 600 peças rodoviárias. O projeto integra, desde 2012, o acervo permanente de arquitetura e design do MoMA, em Nova York. Moradora de Taguatinga, Laís Pereira avalia que a sinalização ajuda quem circula pela região: “Para quem não mora aqui, serve como orientação. Eu cheguei recentemente e uma placa dessa ajuda bastante”. Para Danilo Barbosa, autor do projeto, a ampliação reforça a identidade urbana em todo o DF: “Desde o início, o sistema foi pensado para todo o Distrito Federal”. Delegacia da Mulher II amplia atendimento especializado em Ceilândia “É importante para garantir a segurança da mulher. O atendimento é diferenciado”, afirma a servidora pública Rosa Nilda de Fasco Araújo A segunda Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam II) foi instalada em Ceilândia, a região mais populosa do DF, com funcionamento 24 horas. A unidade conta com seções especializadas, posto descentralizado do Instituto Médico Legal (IML) e atendimento a mulheres, crianças e adolescentes. Para a servidora pública Rosa Nilda de Fasco Araújo, a instalação da Deam em Ceilândia representa um avanço na proteção às mulheres da região. “É importante para garantir a segurança da mulher. O atendimento é diferenciado”, afirma. Segundo ela, a existência de uma unidade especializada contribui para que as vítimas saibam onde buscar ajuda e encontrem um ambiente mais adequado para relatar situações de violência. Patinetes elétricos chegam a novas regiões O sistema de patinetes elétricos compartilhados conta atualmente com 2.700 veículos distribuídos por oito regiões, como Plano Piloto, Guará, Águas Claras, Gama e Taguatinga. Até dezembro de 2025, foram registradas mais de 1,1 milhão de viagens, com cerca de 264 mil usuários cadastrados. A expansão do serviço ocorreu em julho de 2025, com o credenciamento da operadora JET, após fase experimental restrita a áreas centrais. Morador do Guará, o analista Kalyu Monteiro, de 26 anos, relata que os patinetes elétricos passaram a fazer parte da rotina dele e do companheiro. Segundo ele, a alternativa tem sido usada principalmente em deslocamentos curtos dentro da própria região administrativa. “Mudou a minha rotina e a do meu parceiro também. De vez em quando ele vai trabalhar de patinete, porque é perto do serviço, ele trabalha numa imobiliária no Guará”, conta. “Fica mais tranquilo, porque o trânsito diminui. Para trajetos curtos, é mais prático para quem está a pé e mais rápido também”, relata Kalyu Monteiro Na avaliação de Kalyu, o uso do patinete facilita o dia a dia e contribui para reduzir o fluxo de veículos nas ruas. “Fica mais tranquilo, porque o trânsito diminui. Para trajetos curtos, é mais prático para quem está a pé e mais rápido também”, afirma. Na avaliação dele, a expansão do serviço para outras regiões administrativas amplia as opções de deslocamento e incentiva alternativas ao uso do carro. Expansão amplia alcance e uso dos serviços A presença desses serviços fora do Plano Piloto reflete uma mudança no desenho das políticas públicas do Distrito Federal, com foco na descentralização e na ampliação do acesso. A expansão elevou o número de usuários, exigiu novos investimentos e passou a integrar o cotidiano de moradores de diferentes regiões administrativas, que hoje contam, mais perto de casa, com estruturas antes concentradas na área central da capital.
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Simulação prepara profissionais para emergências graves no Hospital Regional de Santa Maria
Reconhecer rapidamente uma emergência e agir com segurança pode salvar vidas. Com esse foco, estudantes de medicina, enfermeiros e técnicos de enfermagem participaram, na tarde desta sexta-feira (30), de uma simulação realística de atendimento realizada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O paciente fictício era um adulto com cetoacidose diabética, complicação grave do diabetes. A atividade teve como objetivo orientar os profissionais quanto ao reconhecimento precoce da condição, ao diagnóstico e ao manejo adequado, seguindo protocolos assistenciais e uma ordem clara de prioridades. O treinamento buscou fortalecer a atuação das equipes diante de situações críticas, incluindo a possibilidade de parada cardiorrespiratória, aliando prática clínica, atualização científica e a revisão das recomendações da American Heart Association (AHA). A prática buscou fortalecer a atuação das equipes diante de situações críticas | Fotos: Divulgação/ IgesDF A programação foi dividida em duas etapas. A primeira foi teórica e conduzida pelo enfermeiro do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Aécio Donizetti, que apresentou os principais aspectos da cetoacidose diabética, seus sinais e sintomas, fatores desencadeantes e a importância do reconhecimento precoce da condição. Segundo ele, a simulação teórico-prática é essencial para aproximar os profissionais da realidade assistencial. “Essa é uma emergência comum e, por isso, é essencial que o profissional saiba identificar prioridades, manejar corretamente o paciente e reduzir o risco de evolução para uma parada cardiorrespiratória”, explica. Na segunda etapa, os participantes vivenciaram a simulação realística, que estimulou o raciocínio clínico, o trabalho em equipe e a tomada de decisões rápidas e seguras, além de promover a troca de experiências e a reflexão sobre boas práticas no cuidado ao paciente. Os estudantes comemoraram que vivências como essas são importantes no preparo para a lida com pacientes reais A estudante de medicina Nicole Xavier, que veio de Formosa (GO) especialmente para participar da capacitação, destacou a importância da experiência prática. “Achei o treinamento excelente, uma vez que a prática leva à perfeição. Como estudante, é necessário esse tipo de vivência, pois em breve estaremos na assistência direta e precisamos estar preparados”, relata. [LEIA_TAMBEM]A doença A cetoacidose diabética, mais comum em pacientes com diabetes tipo 1, acontece quando o organismo não tem insulina suficiente. Nessa condição, o corpo passa a utilizar gordura como fonte de energia, o que gera substâncias tóxicas no sangue e pode levar à rápida piora do quadro clínico se não houver atendimento imediato. Entre os sintomas mais comuns estão náuseas, vômitos, dor abdominal, sede intensa, cansaço e aumento do volume urinário. Em situações mais graves, o paciente pode apresentar desidratação, respiração acelerada, pressão arterial baixa e alteração do nível de consciência, exigindo atenção imediata das equipes de saúde. Quando não tratada de forma adequada, a cetoacidose diabética pode evoluir para complicações graves, como desidratação intensa, alterações metabólicas, comprometimento da função renal e, em casos extremos, coma e óbito, o que reforça a necessidade de condutas bem definidas e monitoramento contínuo. *Com informações do IgesDF
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GDF abre 75 vagas para cursos gratuitos de qualificação pelo Projeto Profissionaliza
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF), lançou chamamento público para o preenchimento de 75 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional do projeto Profissionaliza. A iniciativa integra as políticas públicas do GDF voltadas à ampliação da empregabilidade e ao fortalecimento da formação profissional da população. As inscrições estarão abertas entre os dias 5 e 12 deste mês e devem ser realizadas exclusivamente de forma eletrônica, no portal da Sedet/DF, mediante o preenchimento do formulário eletrônico específico do Profissionaliza. O processo seletivo corresponde ao primeiro ciclo do projeto. Nesta etapa, são ofertados cinco cursos de qualificação profissional, todos com 15 vagas cada. As oportunidades contemplam as áreas de fiscal de loja, cuidador de idosos, informática profissional, operador de caixa e repositor de mercadorias, formações alinhadas às demandas do mercado de trabalho e com potencial de rápida inserção profissional. Os cursos do Profissionaliza serão ministrados em várias regiões administrativas do Distrito Federal, ampliando o acesso da população às ações de qualificação profissional promovidas pelo GDF. A definição dos locais busca facilitar a participação dos alunos e fortalecer o desenvolvimento econômico local. O Projeto Profissionaliza tem como objetivo preparar trabalhadores para diferentes segmentos do mercado, promovendo inclusão produtiva, geração de renda e melhores oportunidades de emprego. A iniciativa reforça o compromisso do GDF com o desenvolvimento social e econômico, por meio do investimento contínuo em capacitação profissional. *Com informações da Sedet-DF
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