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Curso gratuito de formação de síndicos reúne 200 participantes no Guará
Começou o 4º Curso de Formação de Síndico para Gestão Condominial, promovido pela Administração Regional do Guará em parceria com o Instituto Nacional de Condomínios e Cidades Inteligentes (INCC). Com 200 vagas gratuitas, a iniciativa é voltada para síndicos, subsíndicos, conselheiros e moradores interessados em aprimorar a atuação na gestão de condomínios. As aulas ocorrem no período noturno, das 19h às 22h, até o dia 30 deste mês, no auditório da administração. A formação tem como principal objetivo preparar os gestores para os processos de eleição e reeleição, além de fortalecer conhecimentos relacionados à prestação de contas, tomada de decisões e melhoria do relacionamento entre administração e moradores. Também serão abordados temas como engenharia, direito, administração, contabilidade e relações humanas. Assuntos ligados a contabilidade, direito e administração estão no conteúdo programático do curso | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “É sempre uma imensa satisfação para o Guará receber iniciativas como essa. Nosso auditório, recém-reformado, passa a ser também um espaço de formação cidadã, em que a capacitação contribui diretamente para uma gestão condominial mais qualificada e para o fortalecimento da convivência comunitária. Estamos muito felizes com mais esse curso. Afinal, só o conhecimento transforma”, destacou o administrador regional do Guará, Artur Nogueira. Coordenador do curso e presidente do INCC, Paulo Melo ressaltou o impacto do conteúdo na carreira dos profissionais. “O síndico fica mais experiente e se transforma. A vida em condomínio é muito difícil, e, depois da pandemia parece que piorou muito, porque as pessoas estão muito intolerantes. Então, o síndico ganha mais jogo de cintura, consegue administrar melhor o condomínio e com mais leveza também.” Segundo Melo, o objetivo é atender a uma demanda crescente no Distrito Federal, que concentra cerca de 17 mil condomínios. “Pretendemos fazer novas turmas em outras regiões administrativas, como Águas Claras, Cruzeiro, Plano Piloto, Itapoã, Paranoá, Sobradinho, entre outras cidades que estão ganhando empreendimentos residenciais”, destacou. Paulo Melo: "Síndico ganha mais jogo de cintura, consegue administrar melhor o condomínio e com mais leveza também" Os conteúdos foram estruturados a partir das necessidades reais enfrentadas pelos condomínios, com a proposta de promover maior eficiência administrativa, segurança jurídica e harmonia na convivência coletiva, com participação de 15 professores. A carga horária total é 40 horas/aula, e, ao final da capacitação, os participantes receberão certificado. Moradora da Asa Norte, a aposentada Celeste Ferraz, 71 anos, deseja contribuir com a gestão do prédio em que reside desde a década de 1970. “O prédio é antigo e temos muitos problemas: escadas com piso ruim, parte elétrica antiga e perigosa, salão de festas sem estrutura adequada. Depois do curso, vou me candidatar e tentar mudar essas situações”, contou ela, que elogiou a iniciativa gratuita: “Acho ótimo esse tipo de curso aberto ao público. Incentiva as pessoas a se envolverem, a quererem ser síndicas”. O corretor de imóveis Marcelo Milhomem, 52, já atua na administração do prédio em mora, em Águas Claras, e busca expandir os conhecimentos para trabalhar em outros locais. “A cada dia que passa surgem novas leis, diretrizes sobre como agir, então é bom estarmos atualizados, principalmente porque existem muitas questões dentro de uma comunidade”, concluiu.
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Referência em atendimento de queimados, Hran atende pacientes vítimas de raio
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) deu alta clínica, nesta terça-feira (27), a três vítimas da queda de raio na Praça do Cruzeiro ocorrida no domingo (25). Ao todo, a unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) atendeu 14 pacientes, que tiveram pronto atendimento e receberam todos os cuidados necessários. A Unidade de Queimados do Hran é referência nesse tipo de tratamento. Pacientes vítimas de queimaduras, tanto do Distrito Federal quanto do Entorno, são encaminhados ao setor. No local, os pacientes encontram uma equipe multidisciplinar e um atendimento focado no bem-estar do indivíduo. Sávio Bezerra é um desses pacientes. Ele sofreu um acidente grave de trabalho e teve que ser internado na Unidade de Queimados em novembro. Um cabo de alta tensão provocou queimaduras de segundo e terceiro graus no corpo do eletricista. Após um mês tratando os ferimentos nos braços e coxa, o jovem de 29 anos está prestes a receber alta. “O atendimento aqui no Hran é excepcional! Tenho todos os profissionais que preciso. Eles cuidam de mim de uma maneira que, imagino, nem em hospitais particulares fazem. Sempre me informam sobre os procedimentos a serem feitos e cuidam para eu não sentir tanta dor”, elogia Sávio. A assistência humanizada, contínua e especializada é uma prioridade no setor. Por isso, no Hran, o tratamento não finaliza após a alta: a equipe segue acompanhando o paciente. Sávio irá voltar, ainda, para fazer curativos e prosseguir com a fisioterapia, por exemplo. Sávio Bezerra da Silva ficou internado na Unidade de Queimados do Hran durante um mês. Lá, ele recebeu o cuidado humanizado da equipe multidisciplinar | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Cuidado integral Quem precisa dos serviços da Unidade de Queimados do Hran pode contar com uma equipe vasta e completa: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e assistente social. A atuação multidisciplinar busca cobrir todas as necessidades daquele paciente para que sua recuperação seja completa. “Aqui é um centro de referência. Todos os profissionais atendem de acordo com a sua área e, juntos, criam um plano terapêutico personalizado para cada paciente. É uma equipe que intervém desde a admissão até depois da alta hospitalar”, explica a enfermeira do setor Aline Leão Simões. Essa assistência espelha-se na complexidade do caso. As queimaduras mais superficiais são atendidas no ambulatório. As de segundo e terceiro graus, por sua vez, comprometem superfícies maiores do corpo e, muitas vezes, pedem internações e cuidados mais intensivos. Em 2025, a unidade realizou 6.934 atendimentos, sendo 3.179 no pronto-socorro, 3.147 no ambulatório de queimaduras agudas e sequelas de queimaduras, 187 internações na enfermaria e 421 procedimentos no centro cirúrgico. Principais acidentes As causas mais comuns de queimaduras ocorrem pelo contato com líquidos quentes ou chamas diretas. Isso significa que a cozinha, na maior parte dos casos, é o local mais perigoso da casa. Choques elétricos com cabos de alta tensão, como o sofrido por Sávio, podem causar lesões de diferentes graus, além de outros problemas como convulsões e desmaios. “Os acidentes domésticos são os que mais trazem pessoas ao pronto-socorro. São indivíduos que colocam fogo no lixo, reacende churrasqueira com álcool, troca de fios de forma incorreta. Há também os acidentes de trabalho, com choques de alta tensão, por exemplo, geralmente as ocorrências mais graves", detalha Simões. O que fazer? Em caso de acidente, o primeiro passo é interromper o processo de queima com água limpa em abundância ou abafando o local. Em seguida, é necessário resfriar a região afetada com água em temperatura ambiente ou fria por pelo menos 20 minutos. Por fim, deve-se buscar imediatamente o serviço de saúde, podendo ser uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um pronto-socorro dos hospitais regionais da rede pública. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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