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Refeições gratuitas: restaurantes comunitários reforçam segurança alimentar para pessoas em situação de vulnerabilidade no DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) vem fortalecendo a segurança alimentar e nutricional na capital por meio dos restaurantes comunitários. Desde 2019, a política pública foi reforçada com a inauguração de novas unidades, a ampliação do número de refeições e dos dias de atendimento e a redução do valor do almoço, que passou de R$ 3 para R$ 1. Já em 2020, as pessoas em situação de rua passaram a ter direito à gratuidade nas refeições servidas. Em 2025, mais de 1.800.000 refeições gratuitas foram fornecidas pelos restaurantes comunitários do DF a pessoas em situação de rua | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O secretário-chefe da Casa Civil e coordenador do plano distrital, Gustavo Rocha, citou a gratuidade e o volume de refeições oferecidas como parte da estratégia de segurança alimentar. “O governador Ibaneis Rocha determinou que a alimentação para essas pessoas no restaurante comunitário é gratuita. Só neste ano passado a gente forneceu para essas pessoas mais de 1.800.000 refeições. É justamente para que essas pessoas tenham condições de se alimentar, tenham a sua segurança alimentar e possam seguir com o seu dia a dia, pelo menos, alimentadas.” A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, relacionou a política de segurança alimentar ao combate à fome e ao acesso regular a refeições. “Quando a gente fala de segurança alimentar e nutricional, nós estamos falando do combate à fome e é o que eu digo, ninguém com fome pensa direito. Então, a primeira coisa que a gente precisa fazer é alimentar bem todas as pessoas que estão aqui no Distrito Federal.” Ela também ressaltou a trajetória dos restaurantes comunitários e a manutenção do valor atual das refeições. “Os restaurantes comunitários já faziam de alguma forma esse trabalho com um preço simbólico, mas é importante sempre colocar que governos anteriores aumentaram esse valor para R$ 3. Hoje, o almoço continua sendo R$ 1.” “Independente do dia, aqui eu tenho minha refeição garantida” Frequentador do Restaurante Comunitário de Ceilândia, Rafael Bruno de Oliveira acompanhou de perto as mudanças no serviço ao longo dos anos. “Eu venho aqui desde 2014. Naquela época era só o almoço. Hoje tem café da manhã, tem jantar também. O cardápio muda todo dia: peixe, feijoada, costelinha de porco, costela bovina. A comida melhorou bastante. Eu gosto demais da comida daqui.” O local serve cerca de 600 refeições gratuitas por dia a pessoas em situação de vulnerabilidade. Rafael relata que vive em situação de vulnerabilidade após perder os pais e romper vínculos familiares. “Eu perdi meus pais muito cedo e a minha família não me aceitou em casa pela minha orientação sexual.” Para ele, a gratuidade ajuda a assegurar a alimentação diária. “Um almoço de R$ 1 é barato, mas nem todo dia a gente consegue R$ 1 para comer. Independentemente do dia, aqui eu tenho minha refeição garantida. De segunda a sábado eu como aqui. Se eu tivesse que correr atrás de comida todo dia, ia ser bem mais difícil”, explica. Rafael Bruno de Oliveira: "Eu venho aqui desde 2014. Naquela época era só o almoço. Hoje tem café da manhã, tem jantar também. Eu gosto demais da comida daqui" “Eu trabalho com reciclagem, mas nem todo dia a rua está rica de lata. Tem dia que você consegue algum dinheiro, tem dia que não consegue quase nada. Não é um dinheiro certo. Por isso eu ainda não consegui alugar uma casa. Saber que todo dia você vai comer já é muita coisa”, acrescenta. Jaílson Santos Gonçalves frequenta o restaurante comunitário há cerca de cinco anos. Ele conta que passou a viver em situação de vulnerabilidade após problemas com drogas e rompimento familiar. “Foi problema com drogas. Depois disso, a família não aceita. Aí eu fui morar na rua.” O acesso às refeições gratuitas veio após atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). “Eu fui no Cras, expliquei a minha situação, eles fizeram a ficha e me deram o encaminhamento. A partir daí eu comecei a almoçar aqui de graça.” Jaílson Santos Gonçalves, frequentador do restaurante comunitário há cerca de cinco anos: "Saber que você não vai passar fome muda muita coisa" Para Jaílson, ter a alimentação assegurada traz tranquilidade. “Antes, eu acordava e não tinha café da manhã, não tinha almoço. Hoje eu sei que vou acordar e vou ter o meu alimento. Isso me deixa mais tranquilo. Teve época que eu tomava café da manhã, almoçava e pegava a janta aqui. Saber que você não vai passar fome muda muita coisa. Hoje eu estou tentando mudar. Já faz quase um mês que eu estou sem usar drogas. Estou tirando meus documentos, um passo de cada vez.” Ele resume o impacto do serviço de forma direta. “Mesmo sendo de graça, é uma grande coisa. Saber que todo dia você vai comer já é muita coisa para quem vive na rua.” [LEIA_TAMBEM]Crescimento no número de refeições servidas Veja a seguir o número de refeições servidas pelos restaurantes comunitários nos últimos anos: • 2021: 99.922; • 2022: 320.175; • 2023: 628.910; • 2024: 1.111.253; • 2025: 1.724.871 (até o final de novembro); • Previsão total para 2025: 1.881.677.

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Média de rendimento per capta no DF é de R$ 3 mil, segundo Informe Distrital de Rendimento

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresenta, nesta segunda-feira (26), os dados do Informe Distrital de Rendimentos, recorte analítico vinculado à Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (PDAD-A 2024). O documento oferece um retrato detalhado sobre os rendimentos e a capacidade econômica das famílias no DF, utilizando como referência o salário mínimo vigente em julho de 2024, no valor de R$ 1.412,00. Conforme o levantamento, a média do rendimento domiciliar mensal no DF Urbano é de R$ 5.424,77. Já o rendimento domiciliar per capita, obtido pela divisão do rendimento total do domicílio pelo número de moradores, foi de R$ 3.168,94. O estudo considera a soma dos rendimentos oriundos do trabalho principal, de outros trabalhos, de benefícios sociais, de aluguéis e de aplicações financeiras. Para garantir a precisão dos dados, a metodologia excluiu do cálculo os domicílios em que houve recusa na informação de valores ou desconhecimento sobre a renda do trabalho, evitando, assim, a subestimação das médias apresentadas. No Lago Sul, o rendimento domiciliar médio é de R$ 29,8 mil | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Observando o rendimento domiciliar médio, por região administrativa do DF, o Lago Sul lidera o ranking ao apresentar um valor domiciliar médio de R$ 29.802,04 e per capita de R$ 15.780,19. Em seguida, destacam-se o Lago Norte e o Plano Piloto, com rendas per capita de R$ 11.603,22 e R$ 10.407,82, respectivamente. As RAs com menores valores de renda per capita são o SCIA (R$ 815,85 por morador), seguido pelo Sol Nascente/Pôr do Sol, com renda de R$ 845,62 por morador. Ainda entre as regiões com as menores faixas de rendimento per capita estão a Fercal (R$ 959,90) e o Paranoá (R$ 1.059,70). [LEIA_TAMBEM]As regiões do Itapoã, Sudoeste/Octogonal e Arniqueira apresentaram limitações de significância estatística para o cálculo dos rendimentos, em recortes específicos. Renda por ocupação A observação dos rendimentos médios, conforme a posição na ocupação, apontou um rendimento médio de R$ 10.483,53 para os ocupados no setor público (incluindo militares) e de R$ 3.003,32 para empregados do setor privado. Os dados indicam, ainda, que a categoria empregador apresenta os maiores patamares de rendimento médio, no valor de R$ 10.523,66, enquanto o empregado doméstico registra média de R$ 1.615,73. *Com informações do IPEDF  

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Projeto Code promove inclusão digital e formação tecnológica para jovens

Os jovens do Distrito Federal que estão no período de férias escolares agora têm mais uma oportunidade voltada à formação em áreas estratégicas ligadas à economia digital e ao uso consciente da tecnologia. O projeto Comunidade, Oportunidade, Digital e Educação (Code) abre inscrições nesta segunda-feira (26) para cursos totalmente gratuitos. O projeto Code oferece formações em Informática Básica, Empreendedorismo Digital, Performance em E-Sports e Produção de Conteúdo e Branding Gamer | Foto: Divulgação/Secti-DF As oficinas são online e oferecem certificação ao final do curso. Os interessados podem escolher entre as formações em Informática Básica, Empreendedorismo Digital, Performance em E-Sports e Produção de Conteúdo e Branding Gamer. Para participar, basta acessar o site do projeto e realizar o cadastro. Como forma de garantir acesso democrático às atividades, o projeto contará também com um espaço presencial de apoio, equipado com computadores e internet, localizado na Asa Norte. A parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto Social Integrado (ISI) aposta na educação digital como ferramenta de inclusão social, geração de oportunidades e desenvolvimento de habilidades alinhadas às demandas do mercado tecnológico. [LEIA_TAMBEM]“Investir em educação digital é investir no futuro da nossa juventude. Ao ampliar o acesso ao conhecimento tecnológico, estimulamos o desenvolvimento de competências essenciais, abrimos caminhos para novas oportunidades profissionais e promovemos a inclusão desses jovens em um mundo cada vez mais conectado, dinâmico e competitivo”, destaca o secretário Rafael Vitorino. Além da formação teórica, o projeto promove a Copa Code de E-Sports, evento presencial realizado com as equipes formadas pelos próprios participantes. O objetivo é estimular a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos ao longo das oficinas, além de fortalecer valores como trabalho em equipe, disciplina e liderança, em um ambiente seguro, educativo e supervisionado. Para a Secti-DF, a iniciativa representa uma política pública estratégica de impacto social, ao oferecer formação qualificada a jovens em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para o uso produtivo do tempo livre, o desenvolvimento de talentos e a construção de novas perspectivas de futuro por meio da tecnologia e da educação. Code (Comunidade, Oportunidade, Digital e Educação) Apoio presencial: 702/703 Norte — Asa Norte Data de inscrição: A partir desta segunda (26), pelo site do Code *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)  

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Cronograma 2026

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