Endereços de Planaltina ficam sem energia para manutenção na rede nesta quarta (7)
A distribuição de energia elétrica será interrompida em áreas de Planaltina, nesta quarta-feira (7), para melhorias e manutenção da rede. O desligamento ocorre das 10h às 16h para garantir a segurança dos profissionais e da população. Não haverá luz na Fazenda Mestre Darmas, Etapa III, e na DF-130, Rua 1, Quadra 1, Lote 19. Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer de acabar a energia em alguma região, sem comunicação prévia. Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.
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Corpo de Bombeiros reforça orientações de segurança e cuidados básicos para práticas de atividades em áreas naturais
A falta de planejamento e a desatenção a cuidados básicos figuram entre os aspectos observados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) como os principais riscos em práticas de atividades em áreas naturais. Por esse motivo, a corporação decidiu reforçar as orientações de segurança para praticantes que pretendem desbravar a natureza. Uma das primeiras orientações é sempre procurar fazer trilha com alguma companhia | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília De acordo com a tenente Letícia Medeiros Alves Frinhani, do CBMDF, trilhas não devem ser encaradas como passeios improvisados. “Antes de sair, a pessoa precisa definir o percurso, avaliar o grau de dificuldade, verificar o horário e observar as condições do tempo”, aponta. “Em ambiente natural, qualquer imprevisto pode se agravar rapidamente”. Um dos primeiros pontos destacados pela oficial é a recomendação de nunca fazer trilhas sem alguma companhia: “É fundamental avisar alguém sobre o trajeto escolhido e o horário previsto de retorno. Essas informações são essenciais caso seja necessário acionar o socorro”. Clima e ambiente Entre os fatores de risco mais relevantes estão as condições climáticas, sobretudo em trilhas próximas a rios e cachoeiras. A tenente Letícia chama a atenção para a possibilidade de cabeça-d’água, fenômeno em que o nível do rio sobe de forma repentina, mesmo sem chuva no local. “Mudança na cor da água, aumento da correnteza ou descida de galhos e folhas são sinais claros de perigo e exigem saída imediata”, orienta. “Se a pessoa não consegue se mover, o ideal é que alguém permaneça com ela, garantindo segurança e abrigo, enquanto outra busca ajuda, sempre evitando expor mais pessoas ao risco” Tenente Letícia Frinhani, do CBMDF Ela reforça que não se deve insistir no percurso diante desses sinais: “A decisão precisa ser rápida; esperar pode colocar a vida em risco”. Também é recomendado evitar trilhas no fim da tarde ou à noite e priorizar saídas nas primeiras horas do dia, quando há mais tempo de luz natural e melhores condições de visibilidade. Comunicação limitada e decisões corretas Outro aspecto observado pelo Corpo de Bombeiros é a limitação de comunicação em áreas remotas. Muitas trilhas não possuem sinal de telefonia móvel, o que dificulta o pedido de ajuda em situações de emergência. “Por isso, o planejamento prévio é essencial”, explica a tenente. “Em percursos mais longos ou isolados, pode ser necessário o uso de equipamentos de comunicação”. Em caso de acidente, a orientação é avaliar a condição da vítima antes de qualquer deslocamento. “Se a pessoa não consegue se mover, o ideal é que alguém permaneça com ela, garantindo segurança e abrigo, enquanto outra busca ajuda, sempre evitando expor mais pessoas ao risco”, orienta. Áreas naturais e trilhas podem trazer ocorrências que exijam atuação de equipes do Corpo de Bombeiros | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Nesse contexto, a tenente Letícia lembra que as ocorrências em trilhas e áreas naturais costumam exigir a atuação de equipes multidisciplinares do Corpo de Bombeiros, formadas por profissionais com diferentes atribuições, como bombeiros militares especializados em salvamento, atendimento pré-hospitalar e busca em ambientes naturais. “São situações que envolvem vítima, terreno e tempo de resposta, por isso o atendimento não depende de uma única função, mas da integração entre diferentes áreas de atuação”, pontua. As equipes atuam de forma coordenada desde a avaliação inicial do estado da vítima, passando pelos cuidados imediatos de saúde, até a definição da melhor estratégia de acesso e retirada, sempre considerando as condições do terreno. “O objetivo é garantir um atendimento seguro e eficaz, tanto para a pessoa atendida quanto para os profissionais envolvidos”, detalha a tenente. “A análise do cenário orienta todas as decisões”. O Corpo de Bombeiros também reforça que o uso de equipamentos adequados e a adoção de condutas preventivas ajudam a reduzir riscos e facilitam a atuação das equipes em caso de emergência. Equipamentos simples fazem diferença Calçados próprios para trilha, com solado antiderrapante, ajudam a reduzir o risco de escorregões e quedas em terrenos irregulares. Água em quantidade suficiente também é indispensável, já que nem sempre há pontos de apoio ao longo do percurso. Além disso, itens simples podem ser decisivos em uma emergência, indica a tenente: “O apito facilita a sinalização em locais de difícil acesso. O cobertor térmico ajuda a proteger contra o frio enquanto o socorro não chega. Um kit básico de primeiros socorros permite lidar com situações iniciais”. Vivência prática confirma as orientações Acostumada a correr em trilhas, a professora Patrícia Arruda recomenda: “Existe uma regra clara na trilha: nunca deixar ninguém para trás. Se alguém tem dificuldade, a gente para, pergunta se essa pessoa precisa de algum auxílio e ajuda” | Foto: Acervo pessoal Corredora de trilhas, a professora de educação física Patrícia Faim Arruda conta que os cuidados indicados pelos bombeiros fazem parte da rotina de quem pratica a modalidade com regularidade. “Existe uma regra clara na trilha: nunca deixar ninguém para trás”, enfatiza. “Se alguém tem dificuldade, a gente para, pergunta se essa pessoa precisa de algum auxílio e ajuda”. Uma das orientações importantes é contar com o acompanhamento de um guia Ela relata já ter presenciado acidentes, como torções e fraturas durante eventos organizados. “Em muitos trechos não há sinal de celular, então alguém fica com a pessoa machucada enquanto outra procura a equipe de apoio ou tenta acionar o socorro”, ilustra. Segundo Patrícia, a diferença entre trilhas organizadas e expedições independentes está na estrutura disponível. “Em eventos, há equipes distribuídas ao longo do percurso; em expedições, não há esse suporte imediato, o que exige ainda mais preparo”, observa. “Se você não conhece a trilha , contrate um guia local. Nunca se aventure! É importantíssimo contar com um guia experiente para fazer a trilha com segurança”. Preparo físico também é segurança Como professora, Patrícia pontua que o preparo físico deve ser encarado como parte da prevenção. “Trilha envolve terreno irregular, subida longa e muita altimetria”, atenta. “O corpo precisa estar preparado para esse esforço”. Ela recomenda fortalecimento muscular e treino cardiorrespiratório, além de exercícios específicos, como esteira inclinada e escadas, para simular as exigências do percurso. “Quando a pessoa não se prepara, o risco de queda, exaustão e lesão aumenta”, diz a especialista. Calçado, vestuário e outros detalhes A escolha do calçado é outro ponto sensível. “Nunca faça trilha com tênis novo”, adverte Patrícia. “O ideal é usar um calçado já amaciado, testado em treinos”. Segundo ela, bolhas e ferimentos nos pés podem comprometer a continuidade do percurso. [LEIA_TAMBEM]Patrícia também recomenda atenção ao tipo de meia: “Meias de algodão devem ser evitadas porque retêm umidade e aumentam o atrito. As meias próprias para corrida ou trilha secam mais rápido e protegem melhor a pele”, diz. Conduta coletiva e responsabilidade ambiental Além da segurança individual, a conduta coletiva é decisiva. “Trilha não é competição; é preciso respeitar o ritmo do grupo e tomar decisões pensando na segurança de todos”, afirma Patrícia. O cuidado com o meio ambiente também integra as orientações. “Tudo o que a pessoa leva para a trilha deve voltar com ela. Não deixar lixo é uma regra básica”, reforça. Ao reunir orientações técnicas do Corpo de Bombeiros e a experiência de quem pratica a atividade, o alerta é direto: trilha exige preparo, atenção e responsabilidade. “Planejamento e decisões corretas fazem toda a diferença para que a trilha seja uma experiência segura”, conclui a tenente Letícia.
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GDF inicia 2026 com planejamento fiscal e responsabilidade orçamentária
O Governo do Distrito Federal publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (5), o Decreto nº 48.125, de 31 de dezembro de 2025, que dispõe sobre a limitação da despesa pública para o início do exercício financeiro de 2026 e estabelece outras providências. A medida tem como objetivo principal controlar os gastos públicos no início do novo exercício, em alinhamento às diretrizes da Secretaria de Economia (Seec-DF), garantindo o equilíbrio fiscal e o cumprimento das normas orçamentárias vigentes, especialmente a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com o decreto, fica autorizada a liberação de apenas 1/12 do orçamento aprovado para cada unidade orçamentária, como forma de resguardar os recursos públicos até a conclusão da programação fiscal e financeira. Essa etapa é fundamental para alinhar a programação mensal de desembolso à expectativa de arrecadação do Distrito Federal. De acordo com o decreto, fica autorizada a liberação de apenas 1/12 do orçamento aprovado para cada unidade orçamentária | Foto: Vinícius de Melo/Seec-DF A iniciativa busca ajustar o fluxo de caixa à entrada efetiva de recursos, evitando desequilíbrios financeiros e garantindo maior previsibilidade na execução orçamentária ao longo do exercício. Segundo o secretário-executivo de Finanças, Orçamento e Planejamento da Seec, Thiago Conde, a medida é necessária para assegurar uma gestão fiscal responsável neste início de ano. “A liberação mensal de 1/12 do orçamento permite que o governo acompanhe com mais precisão o comportamento da arrecadação e ajuste os desembolsos à realidade financeira, prevenindo riscos ao equilíbrio das contas públicas”, afirmou. O decreto prevê ainda que solicitações de excepcionalidade deverão ser encaminhadas à Seec, que ficará responsável por avaliar os pedidos com base em critérios técnicos e na disponibilidade financeira do Distrito Federal. As disposições estabelecidas no decreto terão vigência até a conclusão da programação fiscal e financeira, etapa em que poderão ser ajustados os parâmetros de execução orçamentária, conforme a capacidade financeira e o comportamento da arrecadação ao longo do exercício. *Com informações da Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF)
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Saiba como ter acesso aos cartões Creche, Material Escolar e Uniforme da rede pública do DF
Com o início do ano letivo da rede pública do Distrito Federal marcado para fevereiro, famílias podem contar com três benefícios importantes para garantir o acesso e a permanência dos estudantes na escola: os cartões Creche, Material Escolar e Uniforme Escolar. Os auxílios são coordenados pela Secretaria de Educação (SEEDF) e atendem a públicos distintos, desde a primeira infância até o ensino médio, com concessão automática ou mediante solicitação. Os programas atuam em frentes diferentes, mas complementares. Enquanto o Cartão Creche amplia o acesso à educação infantil, o Cartão Material Escolar e o Cartão Uniforme Escolar asseguram que estudantes já matriculados tenham condições adequadas para adquirir itens essenciais para o início das atividades escolares. Na prática, as medidas ajudam a reduzir desigualdades, promovem autonomia dos alunos e fortalecem o vínculo com a escola desde o começo do ano letivo. Confira, nesta matéria elaborada pela Agência Brasília, as principais dúvidas sobre cada um dos benefícios. Os cartões Creche, Material Escolar e Uniforme Escolar garantem o acesso e a permanência dos estudantes do Distrito Federal na escola | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Cartão Creche: mais acesso à educação infantil Criado para atender à demanda por vagas na educação infantil, o Cartão Creche é um auxílio financeiro mensal destinado ao pagamento de mensalidades em creches privadas credenciadas, enquanto a criança aguarda vaga na rede pública. O benefício atende a alunos de 4 meses a 3 anos e 11 meses e tem valores que variam conforme a etapa: R$ 1.472,46 para berçário I; R$ 1.051,76 para berçário II; e R$ 920,29 para maternal I e II. Para solicitar, o responsável legal deve fazer a pré-inscrição pelo telefone 156 ou pelo Portal Cidadão. Em seguida, é necessário comparecer à Unidade Regional de Planejamento Educacional e Tecnologia na Educação da Coordenação Regional de Ensino escolhida, com documentos da criança e do responsável, como certidão de nascimento, CPF, comprovante de residência e caderneta de saúde. As solicitações entram em um cadastro único e são classificadas conforme critérios sociais e tempo de espera. [LEIA_TAMBEM]Entre janeiro e novembro de 2025, o Cartão Creche impactou a vida de mais de 87 mil beneficiários. Para isso, o GDF investiu R$ 85.357.864,70. Segundo a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Matheus, o benefício cumpre um papel estratégico. “Quando a gente fala do Cartão Creche, ele vem para realmente diminuir as filas de espera nas creches. Mesmo sendo uma instituição privada, a gente consegue inserir nossos alunos por meio do programa”, explicou. De 2019 para cá, a lista de espera caiu de 24 mil para cerca de 1,5 mil crianças — todas com previsão de atendimento para 2026. Isso só foi possível graças ao trabalho deste Governo do Distrito Federal na construção de novas creches, na ampliação da rede pública e no fortalecimento do Cartão Creche. O Cartão Creche atende alunos de 4 meses a 3 anos e 11 meses e tem valores que variam conforme a etapa: R$ 1.472,46 para berçário I; R$ 1.051,76 para berçário II; e R$ 920,29 para maternal I e II | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Cartão Material Escolar: mais autonomia e igualdade O Cartão Material Escolar concede um crédito anual para compra exclusiva de materiais em papelarias credenciadas. O benefício é automático para estudantes de 4 a 17 anos matriculados na rede pública e pertencentes a famílias beneficiárias do Bolsa Família. Os valores são de R$ 320 para educação infantil e ensino especial e de R$ 240 para o ensino médio. Não é necessário fazer solicitação; basta que o estudante esteja matriculado e com os dados atualizados. O cartão físico deve ser retirado no Banco de Brasília, após consulta no aplicativo GDF Social, mediante apresentação de documento com foto e CPF. Para Fernanda Matheus, o impacto vai além do apoio financeiro. “O material escolar é um benefício que traz um reconhecimento para o aluno na questão de conseguir escolher o próprio material. Ele vai até a papelaria e compra o caderno que quer, do personagem que quer. O aluno passa a ter o mesmo material que aquele que compra no particular”, acrescentou a subsecretária. Em 2025, o Cartão Material Escolar beneficiou mais de 167 mil alunos, demandando um investimento de R$ 51.524.160 por parte deste GDF. O Cartão Material Escolar concede um crédito anual para compra de materiais em papelarias credenciadas | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Cartão Uniforme Escolar: mais pertencimento Recentemente anunciado pelo governador Ibaneis Rocha, o Cartão Uniforme Escolar começa a ter vigência no ano letivo de 2026. Ele é concedido automaticamente a todos os estudantes matriculados na educação básica da rede pública do DF, desde que os dados estejam atualizados na escola. Para 2026, o valor é de R$ 282,99 por estudante, destinado exclusivamente à compra das peças em malharias credenciadas. A retirada do cartão é feita no BRB, mediante apresentação de documento com foto e CPF do responsável. De acordo com a subsecretária, a entrega dos cartões começou em 22 de dezembro e segue até 21 de janeiro. Já o crédito estará disponível a partir do dia 26, garantindo tempo hábil antes do início das aulas, marcado para 12 de fevereiro. “O uniforme traz essa garantia de pertencimento ao aluno, porque ele vai experimentar a própria roupa, não vai ficar folgada ou pequena, e vai fazer os ajustes necessários”, explicou Fernanda Matheus. A previsão é que o Cartão Uniforme Escolar atenda todos os 442,3 mil alunos da rede pública de ensino. Para implementar o programa, este GDF prevê investir R$ 125.187.984,24 em 2026. Em 2026, o Cartão Uniforme Escolar vai conceder R$ 282,99 por estudante, destinado à compra das peças em malharias credenciadas | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília É possível acumular? O Cartão Creche não é acumulável com os demais, pois é destinado exclusivamente à primeira infância. Já os cartões Material Escolar e Uniforme podem ser utilizados conjuntamente, desde que o estudante atenda aos critérios de cada programa. A Secretaria de Educação orienta que as famílias mantenham sempre os dados atualizados nas escolas e nos sistemas oficiais para garantir o acesso aos benefícios, que têm papel fundamental na inclusão, no bem-estar e na permanência dos estudantes na rede pública de ensino do Distrito Federal.
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