Restaurantes comunitários do DF servem mais de 1,8 milhão de refeições à população em situação de rua neste ano
Os 18 restaurantes comunitários do Distrito Federal serviram, neste ano, mais de 1,8 milhão de refeições à população em situação de rua. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), responsável pela gestão dos equipamentos, foram 600 mil refeições a mais para esse público em relação a 2024, quando foram servidas 1,2 milhão. No total, os restaurantes comunitários ofertaram mais de 17 milhões de refeições em 2025. Desse quantitativo, 11,2% foram destinadas ao atendimento de pessoas em situação de rua. Das mais de 17 milhões de refeições servidas pelos restaurantes comunitários em 2025, 11,2% foram destinadas ao atendimento de pessoas em situação de rua | Foto: Divulgação/Sedes-DF Dados da Sedes mostram que, de janeiro a dezembro de 2025, a população em situação de rua do DF recebeu, gratuitamente, em média, 157.418 refeições por mês, o equivalente a 5.247 refeições servidas diariamente: café da manhã (R$ 0,50), almoço (R$ 1) e jantar (R$ 0,50). O equipamento que mais atendeu esse público em 2025 foi o restaurante comunitário de Arniqueira, com 298.634 refeições servidas, seguido pelo de Ceilândia, com 274.726, e pela unidade do Gama, com 207.978 atendimentos. [LEIA_TAMBEM]Gratuidade Desde 2020, a alimentação sem custo nas unidades é um direito desse público. Acompanhadas pelas equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), as pessoas em situação de rua já tinham acesso ao almoço. Em 2024, o Decreto nº 45.715 ampliou a oferta para três refeições diárias: café da manhã, almoço e jantar. “A oferta de refeições gratuitas para a população em situação de rua é uma política consolidada no DF. A medida foi lançada em 2020 e, desde então, houve um crescimento expressivo na procura, graças também à sensibilização das equipes de abordagem. Eles, agora, sabem que têm esse direito e vão até os restaurantes fazer as refeições”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)
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Distrito Federal tem 424 mil eleitores com pendências; TRE terá atendimento especial no recesso
O ano novo já está batendo à porta e, com ele, as eleições gerais. Em outubro de 2026, os brasileiros vão às urnas para eleger presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais/distritais. Mas, para isso, é preciso estar em dia com a Justiça Eleitoral. O limite para regularizar a situação e estar apto a votar é 6 de maio de 2026. Regularização dos títulos cancelados pode ser feita presencialmente e pela internet, por meio de autoatendimento; prazo para regularização vai até dia 6 de maio de 2026 | Foto: Divulgação/TRE-DF No Distrito Federal, 424.638 eleitores estão com pendências: 149.086 não cadastraram a biometria e 275.552 tiveram o título cancelado, o que ocorre após não votarem, não justificarem e não pagarem as multas por três eleições consecutivas (cada turno é considerado uma eleição). Para atendê-los, o Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) inaugurou a Central de Atendimento ao Eleitor (CAE), na sede da Corte, que está funcionando, inclusive, durante o recesso forense — até 6 de janeiro. 424.638 eleitores do Distrito Federal estão com algum tipo de pendência junto ao Tribunal Regional Eleitoral De acordo com o TRE-DF, a zona eleitoral com maior número de títulos cancelados é a 16ª (Ceilândia Norte), seguida pela 3ª (Taguatinga Norte) e pela 20ª (Ceilândia Sul). Já as que têm mais eleitores sem biometria cadastrada são, na ordem, a 15ª (Águas Claras), a 18ª (Lago Sul) e a 16ª. Como regularizar A regularização dos títulos cancelados pode ser feita presencialmente e pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral. Nos pontos físicos, durante o recesso forense, o atendimento ocorre mediante agendamento, nos dias úteis, das 8h às 18h na CAE e das 12h às 17h nos cartórios de plantão: 1ª, 5ª, 8ª, 11ª, 17ª e 18ª (confira os endereços aqui). Após o recesso, será possível ser atendido sem agendamento. Para isso, basta comparecer a um dos locais levando documento oficial com foto e comprovante de residência. Além de impedir o cidadão de exercer o direito ao voto, a falta de regularização do título de eleitor pode atrapalhar outros compromissos que exigem quitação eleitoral, como matrícula em universidades públicas, posse em cargos públicos e emissão de passaporte.
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Nomeação de mais de cem médicos reforça a rede pública de saúde
O Governo do Distrito Federal (GDF) nomeou, nesta segunda-feira (29), mais de cem médicos para reforçar a rede pública de saúde do DF. São 99 profissionais aprovados em concurso público, além de oito novos candidatos convocados para ocupar vagas de médicos psiquiatras que não tomaram posse dentro do prazo legal. Os nomeados têm 30 dias corridos para tomar posse, a contar da publicação do ato de nomeação. [LEIA_TAMBEM]Entre as especialidades com maior número de nomeações, destacam-se cirurgia geral, com 29 profissionais convocados, e ginecologia, com dez novos médicos. Também foram nomeados anestesiologistas, cirurgiões oncológicos, pediátricos e vasculares, profissionais da clínica médica, coloproctologistas, gastroenterologistas, hematologistas, neurocirurgiões e pediatras. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Novo centro especializado faz a diferença na vida de pessoas com TEA no DF
O primeiro Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) do DF, entregue em dezembro pelo Governo do Distrito Federal (GDF), já impacta positivamente a vida da população brasiliense. A unidade funciona na Estação 108 Sul do Metrô e passa a integrar a rede pública de atenção psicossocial, com foco em diagnóstico precoce, atendimento especializado e acompanhamento multidisciplinar de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Adriana Moresco tem um filho atendido no local: “Graças a Deus chegamos aonde estamos hoje, esse espaço é muito importante para a continuidade do procedimento do Enzo” | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Entre as famílias atendidas, está a da dona de casa Adriana Aparecida de Almeida Moresco, de 45 anos. Mãe de Enzo Miguel, atualmente com 8 anos e diagnosticado com TEA, ela conta que a busca por atendimento começou ainda nos primeiros anos de vida do filho, passando por um longo processo até chegar ao novo centro. “Graças a Deus chegamos aonde estamos hoje, esse espaço é muito importante para a continuidade do procedimento do Enzo”, afirma. Para a família, a infraestrutura do ambiente é vital para um atendimento tranquilo: “Por ser um ambiente preparado para crianças autistas, mais tranquilo e com menos estímulos, isso é essencial para eles”, relata Adriana. “Dá para ver que foi um espaço pensado realmente para atender esse público. Não é fácil a caminhada de uma família atípica, e agradeço do fundo do meu coração estar aqui e esse espaço com certeza vai beneficiar outras pessoas”. Atendimento direcionado Com investimento em torno de R$ 747 mil, o espaço foi totalmente reformado e estruturado para oferecer atendimento a crianças de até dez anos que já estejam nas filas de espera da rede pública. O Cretea funciona dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e oferece atendimento gratuito, em um espaço adaptado às necessidades das crianças com TEA e de suas famílias. O acesso ocorre por meio das unidades básicas de saúde (UBSs) e da Central de Regulação do GDF, sem a criação de uma nova fila específica para o centro. [LEIA_TAMBEM]A unidade conta com equipe multiprofissional formada por psiquiatra infantil, neuropediatra, pediatra, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e assistente social. São oito consultórios, salas para atendimentos em grupo, ginásio terapêutico, sala multissensorial, cozinha terapêutica e ambientes voltados ao acolhimento e às atividades lúdicas. De acordo com a gerente do Cretea, Viviane Felipe Cantos Veras, o centro atende tanto crianças com diagnóstico confirmado quanto aquelas com suspeita de TEA, sempre a partir do encaminhamento da rede pública. “O nosso foco é trabalhar de forma integrada, com diagnóstico, terapias individuais e em grupo, além de um trabalho muito próximo com as famílias, porque a orientação parental faz toda a diferença no desenvolvimento”, aponta. “Se a gente tem uma família bem-orientada, a gente garante uma efetividade do que está sendo feito dentro dos consultórios”. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Distrito Federal tem cerca de 34,1 mil pessoas diagnosticadas com TEA. A proposta do Cretea é concentrar, em um único local, as etapas de avaliação, diagnóstico e intervenção, reduzindo o tempo de espera e facilitando o acesso das famílias aos serviços especializados. Além dos atendimentos clínicos, o centro também atua como polo de apoio técnico e formação para profissionais da rede pública, contribuindo para qualificar o cuidado oferecido em outras unidades de saúde do DF.
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