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PCDF inicia emissão da nova Carteira de Identidade no Paraguai

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio do Instituto de Identificação (II), inicia nesta quinta-feira (18) a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para brasileiros residentes no Paraguai. O serviço está disponível no consulado brasileiro em Assunção, capital paraguaia. A iniciativa faz parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a PCDF, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com a implementação do serviço no consulado, cerca de 250 mil cidadãos brasileiros que vivem no Paraguai poderão solicitar o novo modelo de identidade sem necessidade de deslocamento ao Brasil. A identificação pessoal facilita o acesso dessas pessoas aos serviços públicos e benefícios sociais disponíveis no GOV.BR. Com a CIN, a conta na plataforma se torna Ouro, possibilitando acesso a todos serviços no mais elevado nível de segurança. Legenda     Os interessados já podem realizar o agendamento para iniciar o processo de emissão da CIN por meio do sistema e-Consular. Para isso, é necessário apresentar a Certidão de Nascimento ou de casamento. Após a análise da documentação, será realizado o agendamento para a coleta biométrica. O procedimento é realizado em um totem instalado no consulado, com teleatendimento supervisionado por um papiloscopista policial da PCDF. Durante o atendimento remoto, o servidor orienta o cidadão em todas as etapas da coleta biométrica e realiza as conferências necessárias para a emissão do documento. O sistema integra diretamente o consulado ao Instituto de Identificação da PCDF, permitindo que o processo seja realizado com segurança e eficiência. A entrega da Carteira de Identidade Nacional ocorre posteriormente, por meio de malote diplomático. O diretor do Instituto de Identificação, Ruben Sérgio Veloso Gumprich, explica que o atendimento no consulado segue os mesmos padrões técnicos utilizados no Brasil. A PCDF atua diretamente na validação, processamento e emissão do documento, garantindo segurança e integração com as bases nacionais de identificação. “A expansão da emissão da CIN para o exterior demonstra o compromisso da PCDF com a modernização dos serviços públicos e com o atendimento aos brasileiros que residem fora do país” Ruben Sérgio Veloso Gumprich, diretor do Instituto de Identificação da PCDF   “A expansão da emissão da CIN para o exterior demonstra o compromisso da PCDF com a modernização dos serviços públicos e com o atendimento aos brasileiros que residem fora do país. É uma solução inovadora que leva a expertise do Instituto de Identificação para além das fronteiras nacionais, garantindo o mesmo padrão de segurança, controle e qualidade adotado nos atendimentos realizados no Distrito Federal”, destaca o diretor.   O Paraguai é o segundo país a receber o serviço de emissão da CIN no exterior. A iniciativa começou em Lisboa (Portugal), em abril deste ano, e pode beneficiar cerca de 500 mil brasileiros que moram naquele país. Até o momento, já foram emitidas mais de 400 CINs em Lisboa. A nova Carteira de Identidade Nacional adota o CPF como identificador único em todo o território nacional, substituindo gradualmente o antigo RG e incorporando mecanismos modernos de segurança, que contribuem para reduzir fraudes e ampliar a confiabilidade do processo de identificação civil.   *Com informações da PCDF

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Lei Seca completa 18 anos preservando vidas no trânsito

Nesta sexta-feira (19), a Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008, conhecida como Lei Seca, completa 18 anos. A legislação alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), passando a classificar como infração gravíssima a condução de veículo após o consumo de bebida alcoólica. Ao longo desse período, a norma tem contribuído para a redução de mortes no trânsito do Distrito Federal. No último ano, dados preliminares indicam que foram registrados 206 sinistros fatais nas vias do DF, número 55,4% inferior ao observado no período anterior à entrada em vigor da norma, quando ocorreram 462 sinistros com mortes. De acordo com dados da Gerência de Estatística de Acidentes de Trânsito do Detran-DF, no período de 20 de junho de 2007 a 19 de junho de 2008, ano anterior à entrada em vigor da Lei Seca, o DF registrou 500 mortes no trânsito. No primeiro ano de vigência da legislação ocorreu uma redução de 15,6%, tendo sido registrados 422 óbitos no trânsito. Considerando o 18° ano o período de 20 de junho de 2025 a 15 de junho de 2026, os dados preliminares indicam a ocorrência de 219 mortes, uma redução de 56,2% em relação ao ano anterior à Lei Seca. Nesse período, 325 condutores se envolveram em sinistros com mortes. Desse total, 22 (6,7%) apresentavam sintomas de alcoolemia. O diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, destaca o impacto das ações voltadas para o combate à combinação de bebida alcoólica e direção: “A Lei Seca trouxe instrumentos importantes para a redução de sinistros no trânsito. E, ao longo desses 18 anos, o Detran-DF tem trabalhado para implementar, de forma contínua, medidas que promovam a conscientização e o respeito às normas de trânsito. Seja por meio de campanhas educativas ou ações de fiscalização, o foco é a preservação de vidas no trânsito”. A legislação alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), passando a classificar como infração gravíssima a condução de veículo após o consumo de bebida alcoólica | Foto: Divulgação/Detran-DF Fiscalização O trabalho integrado de fiscalização se intensificou ao longo dos anos, ampliando a capacidade de identificar e retirar das vias condutores que dirigem sob efeito de álcool. Em 2008, início da fiscalização da Lei Seca, o DF registrou 2.633 infrações por dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa. Em 2025, o Detran-DF, o DER-DF e a Polícia Militar (PMDF) flagraram 29.751 condutores sob o efeito de álcool. Neste ano, de janeiro a maio, os dados preliminares indicam 12.080 autuações, uma média de 80 motoristas multados por dia nas vias do DF. De acordo com a legislação, dirigir após o consumo de álcool é infração gravíssima, sujeita a multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por um ano. No caso de reincidência da infração no período de até 12 meses, o valor da multa é dobrado. A recusa em realizar o teste do etilômetro também é considerada infração com as mesmas penalidades.  Além das sanções administrativas, a conduta pode configurar crime de trânsito se o resultado do teste indicar uma concentração igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Nesse caso, a pena prevista é de detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a habilitação para dirigir. *Com informações do Detran-DF

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Fábrica Social terá estrutura aberta à noite e aos sábados para alunos empreenderem

As unidades da Fábrica Social na Cidade do Automóvel e no Sol Nascente passarão a funcionar também à noite e aos sábados para que os 742 alunos dos cursos de corte e costura industrial e beleza possam produzir, atender clientes e obter renda fora do horário regular das aulas. A nova dinâmica amplia o uso da estrutura de segunda a sexta-feira, das 18h às 21h, e aos sábados, das 8h às 11h. A ideia é que as duas unidades funcionem também como espaços de apoio ao empreendedorismo dos alunos. Na prática, os participantes poderão usar máquinas, equipamentos e a orientação dos instrutores para transformar o aprendizado em serviço ou produção própria ainda durante o período de qualificação. A governadora Celina Leão afirmou que a abertura da Fábrica Social em novos horários amplia o uso da estrutura pública e fortalece a comunidade. “A Fábrica Social aberta aos sábados para a comunidade é muito bom. Movimenta, dá uma sensação de comunidade, de integração, e pode funcionar como esse comércio coletivo, cooperativo”, disse. A ideia é que as duas unidades funcionem também como espaços de apoio ao empreendedorismo dos alunos | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Aos sábados e todos os dias à noite, nós vamos fazer da Fábrica Social um curso empresarial, em que os alunos possam utilizar toda a estrutura para fazer renda”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes. Na área de corte e costura, os participantes poderão usar os equipamentos da Fábrica Social para costurar por conta própria. No curso de maquiagem, a proposta é permitir que as alunas atendam clientes dentro da estrutura do programa. “A turma de corte e costura, se quiser costurar por conta própria, vai ter todos os equipamentos da fábrica à disposição para usar da melhor forma, ainda com a ajuda dos instrutores. E as alunas da maquiagem vão poder levar os seus clientes para ocupar uma estrutura que é da comunidade”, explicou o secretário. Linhas de microcrédito “A Fábrica Social aberta aos sábados para a comunidade é muito bom. Movimenta, dá uma sensação de comunidade, de integração, e pode funcionar como esse comércio coletivo, cooperativo” Governadora Celina Leão A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) também pretende conectar os participantes a linhas de microcrédito para financiar ferramentas, máquinas e equipamentos. Segundo Thales, os empréstimos começam em R$ 1 mil e podem ser pagos em até 36 parcelas, com carência de até seis meses, conforme o perfil do empreendimento. “Esse é um programa de financiamento das primeiras ferramentas ou de novos equipamentos para empresas que já existem. A secretaria vai buscar não só formar, mas também dar instrumentos para que as pessoas possam empreender”, disse o secretário. A proposta também prevê orientação para alunos interessados em atuar de forma coletiva. De acordo com Thales, a secretaria poderá apoiar grupos na organização documental, na estruturação da atividade e na definição do custo do produto ou serviço oferecido. “Converse com a sua colega, monte uma cooperativa. A gente ajuda na parte documental para que vocês possam se estruturar. Vamos fazer um plano de negócio, estabelecer quanto custa aquele produto ou serviço, para que de fato a gente tenha uma fábrica de empreendedores”, afirmou Thales Mendes. A Fábrica Social oferece formação gratuita em áreas como corte e costura industrial e beleza. Com a nova proposta, os polos também passam a funcionar como pontos de apoio para que os alunos testem serviços, produzam e iniciem atividades de geração de renda com acompanhamento técnico.

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