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Programa GDF Delas leva dia de serviços, saúde e beleza a mulheres catadoras

"Cuidar de quem cuida da cidade." Com este tema, o Governo do Distrito Federal (GDF) fez, nesta quinta-feira (18), o evento GDF Delas, um grande dia de ações voltadas para o acolhimento e para a valorização das mulheres catadoras de materiais recicláveis. O encontro ocorreu na Central das Cooperativas de Trabalho de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centcoop-DF), no Pátio Ferroviário de Brasília, e concentrou, em um único espaço, o acesso a direitos e serviços públicos essenciais, como saúde, cidadania e documentação, além de cultura e beleza. Ao lados das catadoras do DF, a governadora Celina Leão destacou a importância da iniciativa para essas trabalhadoras essenciais para o meio ambiente e a limpeza urbana da cidade. “Saibam que a gente tem um carinho muito, muito firme por vocês, porque fazem um trabalho de sustentabilidade. Um trabalho que, muitas vezes, as pessoas não veem. Cadê as pessoas ecologicamente corretas nessa cadeia? São os nossos catadores. É uma categoria muito sofrida. Eu tenho um olhar muito firme para elas, porque a maioria delas são mulheres. Então, a gente faz uma ação aqui de beleza, de vacinação, de saúde e de cuidado”, comentou. A governadora também reforçou o diálogo contínuo da gestão com as trabalhadoras e garantiu que "o Palácio do Buriti está sempre aberto" para a categoria. Ela afirmou que o governo estuda dar ao grupo a oportunidade de comandar um projeto piloto de coleta seletiva em uma região administrativa do DF. "Vamos ver a questão da coleta seletiva de uma cidade como um modelo, porque aí a gente pode mostrar que a gente dá conta de fazer em todos os lugares. Sempre quando a gente fala sobre isso, falam assim: 'Ah, não tem capacidade técnica, não vão dar conta, a cidade vai ficar suja.' É porque nunca nos deram uma oportunidade. Vamos criar uma, vamos ver qual que é a cidade que a gente vai fazer", afirmou. Ao lados das catadoras do DF, a governadora Celina Leão destacou a importância da iniciativa para essas trabalhadoras essenciais para o meio ambiente e a limpeza urbana da cidade | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Cuidado e autoestima Para a catadora Genilda Alves da Silva, de 54 anos, o evento foi sinônimo de festa, renovação e autoestima. Animada e dançando durante a programação, ela demonstrou a alegria com os cuidados oferecidos e a oportunidade de aproveitar a vida. "Ah, eu estou achando maravilhoso. Estou achando bom, estou curtindo muito. Eu vou comer, vou brincar, como se eu fosse uma adolescente", comemorou. Após decidir que passaria no estande de beleza para arrumar os cabelos, ela resumiu o sentimento que embalou o dia: "Estou feliz, graças a Deus que eu estou viva. Eu quero curtir e quero aproveitar tudo de bom", completou a moradora da Estrutural. A quebra da rotina pesada também foi muito celebrada por Maria Albertina, de 58 anos, que enxergou o encontro como um verdadeiro dia de princesa. "A gente merece, né? Merece um dia de descanso, de relaxamento, dia de ficar bonita", destacou. Para ela, o dia também serviu para tomar vacinas, participar das oficinas de artesanato e colocar o papo em dia com as amigas. "Tudo maravilhoso. Tem que acontecer mais vezes", pediu a moradora do Recanto das Emas.   Já a catadora Maria de Fátima Alves, de 46 anos, aproveitou a facilidade do acesso aos serviços públicos para focar, primeiramente, na saúde. Logo nas primeiras horas do evento, ela passou pela estrutura montada no local para atualizar o cartão de imunização. "Eu tomei duas vacinas aqui e estou achando ótimo", relatou a trabalhadora, que mora na Estrutural. Depois de garantir a proteção do corpo, ela já tinha um destino certo para finalizar a manhã de autocuidado com o visual renovado "Daqui a pouco, vou no cantinho do cabelo", informou. Saúde, cidadania e bem-estar Para garantir a ampla oferta de atendimentos de forma simultânea, a ação teve a força-tarefa de diversas pastas e instituições parceiras. A Secretaria de Saúde montou uma estrutura para oferecer multivacinação e atendimento odontológico, que incluiu ações educativas de saúde bucal e a entrega de kits. As mulheres também receberam orientação e encaminhamento para a aplicação do método contraceptivo Implanon. A quebra da rotina pesada também foi muito celebrada por Maria Albertina, de 58 anos, que enxergou o encontro como um verdadeiro dia de princesa Na área da cidadania, a Defensoria Pública do Distrito Federal levou sua unidade móvel para facilitar o acesso à Justiça. No local, as trabalhadoras puderam resolver questões jurídicas de família, como pensão alimentícia, investigação de paternidade, guarda, divórcio e solicitar a emissão de certidões. A Polícia Militar (PMDF) também marcou presença e garantiu apoio e representação institucional. A autoestima e a beleza tiveram espaço especial por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que ofereceu serviços de estética, cortes de cabelo e penteados. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) contribuiu com oficinas de artesanato, enquanto a Novacap distribuiu mudas de flores para as participantes. A Secretaria de Cultura levou o programa Mala do Livro aos catadores. Aulão e roda de conversa Além dos estandes de atendimento, a programação ofereceu momentos de integração e cuidado pessoal. O coordenador do programa Realize da Secretaria da Mulher, Denis Reis, conduziu a roda de conversa com o tema "Acredite em Você e Realize". Em seguida, o professor Iran Moreira, do grupo cultural Azulin, colocou as participantes para se exercitarem em um aulão especial e animado.

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Da maquiagem à costura, Fábrica Social inicia formação de 800 alunos

A governadora Celina Leão abriu, nesta quinta-feira (18), a aula inaugural da primeira turma de 2026 da Fábrica Social, na Feira do Trabalhador, no Museu Nacional da República. Quase 800 alunos começam a formação gratuita nos cursos de corte e costura industrial e beleza, que serão ministrados nas unidades da Cidade do Automóvel e do Sol Nascente. Novidade desta edição, o curso de maquiagem foi incluído a partir de sugestão da governadora, dentro da estratégia de ampliar as opções de qualificação em áreas com demanda por serviços e possibilidade de renda imediata. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o programa prepara os participantes para vagas no mercado de trabalho e também para o empreendedorismo.  A governadora Celina Leão (C) inaugura na abertura da primeira aula na Fábrica Social; formação profissional impulsiona a autonomia financeira das mulheres | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília   “A gente está pensando em ver como pode crescer a Fábrica Social, mas, principalmente, crescer a renda dessas mulheres. Esse tipo de curso cria exatamente isso: autonomia financeira” Governadora Celina Leão “São quase 800 mulheres. Nós temos duas fábricas sociais e, cada vez mais, estamos melhorando esse acolhimento. Já temos o curso de corte e costura e o curso de maquiagem, e vamos agregando valor cada vez mais”, afirmou a governadora.  Impacto direto Celina destacou que a qualificação tem impacto direto na autonomia financeira das alunas, especialmente em áreas que permitem atuação profissional dentro de casa, em pequenos negócios ou em empresas do setor. “A gente está pensando em ver como pode crescer a Fábrica Social, mas, principalmente, crescer a renda dessas mulheres. Esse tipo de curso cria exatamente isso: autonomia financeira”, disse. Exemplo disso é a aluna Orlene Maria de Amorim. Aos 56 anos, começou o curso de corte e costura com a expectativa de transformar a formação em trabalho. Ela conta que já tinha feito outras capacitações na área, mas vê na Fábrica Social uma estrutura mais completa.  Curso vai além da formação técnica: os alunos recebem orientação sobre caminhos possíveis após a profissionalização  “A pergunta que a gente faz aos nossos alunos é o que eles querem ser ao final: patrão ou empregado. Se quiserem ser patrões, vão participar de palestras de empreendedorismo, aprender como montar uma empresa, como estabelecer preço e como estruturar o negócio"  Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda  “É um curso muito bom, porque é completo. Tem serigrafia, modelagem, bordado e corte em máquinas. A pessoa sai profissional. Hoje eu já consigo pegar um tecido, colocar em cima de uma mesa e fazer o modelo que eu quero. Posso fazer um vestido sob medida. Para mim, é um sonho realizado”, compartilhou. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, a proposta da Fábrica Social atende a demanda do mercado de trabalho: “Todos os cursos de qualificação profissional, quando são desenhados, estão dentro de uma expectativa de consumo do mercado por aquele tipo de mão de obra. Hoje, temos mais de 80 vagas em aberto somente nas empresas que participam do programa do uniforme escolar do GDF. Nós vamos preparar essa mão de obra, e o mercado vai consumir essa mão de obra”. Além da formação técnica, os alunos recebem orientação sobre caminhos possíveis após a conclusão do curso. Quem busca emprego pode ser direcionado a empresas com vagas abertas. Quem pretende abrir o próprio negócio pode receber orientação sobre empreendedorismo, formação de preço, estruturação da atividade e acesso a microcrédito.  Os cursos de corte e costura industrial serão ministrados nas unidades da Cidade do Automóvel e do Sol Nascente “A pergunta que a gente faz aos nossos alunos é o que eles querem ser ao final: patrão ou empregado. Se quiserem ser patrões, vão participar de palestras de empreendedorismo, aprender como montar uma empresa, como estabelecer preço e como estruturar o negócio. Ao final, podem aderir a um microcrédito para fazer com que a ideia se torne viável e concreta”, afirmou Thales. O microcrédito citado pelo secretário é voltado para o financiamento de ferramentas, máquinas e equipamentos para pequenos empreendedores. Segundo Thales, os empréstimos começam em R$ 1 mil e podem ser pagos em até 36 parcelas, com carência de até seis meses, conforme o perfil do negócio.    Ampliação [LEIA_TAMBEM]De acordo com a governadora, o GDF estuda formas de aproximar a formação de áreas com maior fluxo de comércio e de serviços. Uma das possibilidades citadas é a região do Feirão dos Goianos, em Taguatinga, onde alunas poderiam prestar serviços ou produzir peças vinculadas à demanda do comércio local. Segundo Celina, a proposta ainda precisa de planejamento técnico para garantir que a capacitação se converta em renda. “É um plano de negócios que precisa ser feito com muita capacidade, para que a gente possa promover não só a capacitação, mas a autonomia financeira dessas mulheres”, afirmou Celina. “A mulher se forma e pode, dentro da casa dela, criar a renda dela.” A aula inaugural ocorreu durante a Feira do Trabalhador, que reuniu serviços de qualificação profissional, cadastro de currículos e oferta de vagas de emprego. Segundo a Sedet-DF, os cursos da Fábrica Social integram a política de qualificação profissional do GDF voltada a pessoas em situação de vulnerabilidade social.  

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Com apoio do GDF, venezuelana reconstrói a vida no Distrito Federal

Há um ano e oito meses, a venezuelana Yesenia Salazar, de 45 anos, deixou seu país em busca de melhores condições de vida. As dificuldades econômicas enfrentadas na Venezuela motivaram a mudança para o Brasil, onde ela chegou acompanhada pela filha caçula, Rebeca Salazar, de 10 anos, com o objetivo de construir um novo futuro no Distrito Federal. Moradora de São Sebastião, Yesenia enfrentou desafios que tornaram essa trajetória ainda mais difícil. Quando procurou o Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB), subordinado à Secretaria da Mulher (SMDF), vivia uma situação de vulnerabilidade marcada pela violência doméstica. Segundo a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, as quatro unidades do centro oferecem atendimentos gratuitos com acolhimento, orientação, acompanhamento psicossocial e assistência social. “Os equipamentos da Secretaria da Mulher oferecem também capacitações profissionais voltadas à promoção da autonomia financeira e do fortalecimento das mulheres do Distrito Federal”. As quatro unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira oferecem atendimentos gratuitos com acolhimento, orientação, acompanhamento psicossocial e assistência social | Fotos: Kelen Lage/SMDF O cuidado e a proteção recebidos na unidade marcou o início de uma nova etapa. A partir do atendimento, ela passou a receber suporte psicossocial e a participar das ações oferecidas pela instituição, que contribuíram para fortalecer sua independência e recuperar a confiança para seguir em frente. "Gosto da forma como as pessoas interagem e da maneira como ensinam. Sou muito grata por todo o apoio que recebi. Quero que outras mulheres conheçam a minha história e se sintam motivadas a seguir em frente e empreender" Yesenia Salazar, trancista “Hoje me sinto muito melhor. Faço cursos e acompanhamento terapêutico, e isso me ajudou a seguir em frente”, afirma a venezuelana. Entre as iniciativas disponibilizadas pela unidade, Yesenia participou da capacitação em empreendedorismo. A formação reforçou o desejo de ampliar a atuação profissional e concretizar o sonho de abrir o próprio salão de beleza. Segundo ela, a adaptação na turma ocorreu de forma tranquila, apesar das diferenças culturais e do idioma. “Não foi tão difícil. Gosto da forma como as pessoas interagem e da maneira como ensinam. Sou muito grata por todo o apoio que recebi. Quero que outras mulheres conheçam a minha história e se sintam motivadas a seguir em frente e empreender”, destaca Yesenia Salazar. Além do suporte emocional e da qualificação profissional, a trancista recebeu orientações e encaminhamentos para acessar serviços da rede de assistência social [LEIA_TAMBEM] Atualmente, ela trabalha como trancista em atendimentos a domicílio e busca ampliar os conhecimentos por meio dos cursos oferecidos pela unidade. Quando frequenta as aulas, sua filha, Rebeca, permanece na sala infantil, acompanhada por monitoras, onde convive com outras crianças enquanto a mãe participa dos atendimentos. Além do suporte emocional e da qualificação profissional, a trancista recebeu orientações e encaminhamentos para acessar serviços da rede de assistência social. Com a orientação da equipe, obteve o Cartão Mobilidade, o auxílio-aluguel e acesso ao Restaurante Comunitário de São Sebastião. Veja abaixo os endereços de cada unidade do Centro de Referência da Mulher Brasileira no DF. Recanto das Emas • Endereço: Av. Buritis Quadra 203 Lote 14 • Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h • Telefones: (61) 3181-2665/3181-2666 Sol Nascente • Endereço: Trecho 2, Quadra 100 Conjunto A Lote SC1 – Pôr do Sol • Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h • Telefones: (61) 3181-2255/3181-2660 São Sebastião • Endereço: Área Especial AE 11, Centro de Múltiplas Atividades • Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h • Telefones: (61) 3181-2661 / 3181-2662 Sobradinho II • Endereço: AE 6 Comercial Quadra 1 Setor Oeste • Atendimento: 9h às 18h – de segunda a sexta-feira • Telefones: (61) 3181-2663 / 3181-2664.   *Com informações da SMDF

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Hospital da Região Leste fará 90 cirurgias até sábado (20); média chega a 15 por dia

As equipes do Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, junto às do programa Opera DF, executam, até sábado (20), 90 cirurgias ortopédicas, ginecológicas e traumatológicas. Iniciada nesta semana, a força-tarefa já contabiliza mais de 45 intervenções.  Para uma média de 15 cirurgias ao dia, quatro salas equipadas operam simultaneamente, durante 18 horas. Ao final, as equipes terão trabalhado cerca de 320 horas.  Ronaldo da Conceição foi encaminhado ao HRL e fará, em breve, uma cirurgia na coluna: “Meus dias aqui foram especiais, cheios de carinho. Não me sinto um paciente, mas como parte da família deles” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF   “A oportunidade de ter uma semana com reforço de anestesistas, dentro do contrato do Opera DF, permite que as necessidades dos pacientes que estavam aguardando por procedimentos eletivos sejam atendidas de forma mais célere”, explica a superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco.  O Hospital da Região Leste é referência em procedimentos de traumas e cirurgias de coluna vertebral e de mão Vítima de um acidente de motocicleta, o morador do Paranoá, Edison de Santana, está se preparando para corrigir sequelas de um rompimento nos ligamentos. “Assim, devo recuperar a estabilidade e a função do meu ombro esquerdo”, relata. “Ao longo desse período de espera, sempre fui bem- atendido por toda a equipe médica e de enfermeiros”.  Procedimentos [LEIA_TAMBEM]Com uma condição que afeta o sistema imunológico atacando a comunicação entre nervos e músculos (miastenia), o morador de Águas Lindas (GO) Ronaldo Juraci da Conceição foi encaminhado ao HRL com problemas na coluna. Há um mês internado, sob os cuidados da equipe da ele segue para a cirurgia. “Eu me emociono porque estou sendo muito bem-acompanhado e tratado”, afirma ele. “Meus dias aqui foram especiais, cheios de carinho. Não me sinto um paciente, mas como parte da família deles.”   Como nos casos de Ronaldo e Edison, a força-tarefa pretende diminuir a quantidade de pacientes internados no HRL, e, ainda, resgatar aqueles que aguardavam em casa por cirurgias, ampliando o atendimento e restaurando a qualidade de vida dessas pessoas.  Na rede pública, o HRL é referência em procedimentos de traumas em geral, ginecológicos e ortopédicos, como as cirurgias de coluna vertebral e de mão.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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