Terapia comunitária para mães atípicas completa nove meses de atividade
O ciclo do Encontro Atípico de 2025 chegou ao fim, após nove meses de atividade. A terapia comunitária oferecida no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) para mulheres que assumem o cuidado contínuo de filhos com condições que exigem atenção especial teve início em abril, mês de conscientização sobre o autismo. Cerca de 150 mulheres participaram de palestras e oficinas mensais, promovidas por profissionais voluntários — de psicóloga a esteticista, passando por nutricionista, educadora física e fisioterapeuta. “Foi um ano muito produtivo. A gente pôde perceber o quanto as mães atípicas necessitam de atenção, de serem ouvidas, de terem um momento só pra elas”, avalia a cirurgiã-dentista do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do HRT e coordenadora do projeto, Andréia Aquino. Andréia Aquino: "A gente pôde perceber o quanto as mães atípicas necessitam de atenção, de serem ouvidas, de terem um momento só pra elas" | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF O “período de gestação” serviu para consolidar os vínculos e expandir as ambições do grupo. O desejo é unânime: retomar os encontros no próximo ano. “Eu consegui, através dos encontros, olhar mais pra mim”, disse Alessandra Albuquerque, 44 anos, mãe de Bernardo, 10, durante o encerramento, na última quinta-feira (11). “A vida de mãe atípica geralmente é a gente tentando se capacitar para cuidar dos nossos filhos. Essa foi uma oportunidade de capacitação para cuidarmos de nós mesmas”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Lojas Artesanato de Brasília oferecem presentes de Natal criativos e com a cara do Quadradinho
De cestas e bolsas feitas de tecidos naturais a joias de papel machê e origami, as lojas Artesanato de Brasília oferecem diversas opções para os presentes de Natal. Criado em 2019, o projeto é mantido pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) no Pátio Brasil, no Alameda Shopping e na Feira do Guará. As unidades oferecem uma gama de artigos inspirados na pluralidade do Quadradinho, com preços para todos os bolsos. Cada loja expõe as peças de 30 artesãos, selecionados por chamamento público. O funcionamento segue os horários dos centros comerciais. O Pátio Brasil funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h e, aos domingos, das 13h às 19h. O Alameda Shopping está aberto de segunda a sábado, das 9h às 21h e, aos domingos, das 12h às 18h. A Feira do Guará, por sua vez, atende de quarta a domingo, das 8h às 18h. Cada loja expõe as peças de 30 artesãos, selecionados por chamamento público | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O chefe da Unidade de Promoção do Artesanato e do Trabalho Manual (Unart) da Setur-DF, Klever Antunes, destaca que os artigos permitem ao consumidor levar um pedaço de Brasília para casa. Há desde itens mais clássicos, como ímãs de geladeira, chaveiros e canecas com imagens dos monumentos brasilienses a cerâmicas inspiradas no Cerrado, bonecas feitas à mão e quadros com traços de Oscar Niemeyer. “Costumo dizer que Brasília é uma caixinha de surpresa. O cliente pode encontrar do crochê até a renda renascença, produtos no metal torcido, artesanato esculpido em madeira, no barro”, exemplifica Klever. “Nosso tíquete médio fica em torno de R$ 70, mas é possível achar produtos a partir de R$ 15 até R$ 800.” No projeto Vitrine Viva, os próprios artesãos recebem o cliente às sextas-feiras e aos sábados Ao visitar as lojas, os consumidores também têm a chance de conhecer quem deu vida a cada peça. São os próprios artesãos que atendem o público, conforme um cronograma de revezamento. “Temos o projeto Vitrine Viva, às sextas e aos sábados, em que eles ficam aqui produzindo os artigos, permitindo que o cliente possa vivenciar o processo”, salienta Klever. Variedade Nas prateleiras da loja do Pátio Brasil, estão os artigos feitos pelo artesão Samuel Henrique Germano em origami. “São brincos e esculturas feitos de papel e banhados em resina que funcionam como ótimos presentes”, explica ele, que participa das exposições desde 2023. “A loja funciona como um laboratório, principalmente quando estamos começando. Conseguimos descobrir se um produto tem uma aceitação legal e qual o preço que a pessoa está disposta a pagar, descobrindo novos clientes e novas técnicas.” Samuel Henrique Germano vende artigos feitos com a técnica oriental do origami Outra artesã que está presente na unidade é Cristina Serafim, que confecciona bolsas e peças de vestuário com patchwork. “Sempre estou tentando fazer coisas diferentes, que fogem do tradicional, e que eu gosto. São coisas que eu também usaria”, afirma. Antes de 2022, quando obteve o registro junto à Setur-DF, as vendas ocorriam de modo informal. Agora, esta é a principal ocupação de Cristina. “A loja nos ajuda a divulgar nosso trabalho. O Natal é uma época boa de vender lembrancinhas para amigo oculto, peças de decoração. O comércio está aquecido e temos a oportunidade de ganhar um dinheirinho.” A poucos dias do Natal, a jornalista Liliane Cardoso descobriu a loja no Pátio Brasil e garantiu presentes para familiares e amigos. “Não conhecia o espaço e estou simplesmente encantada, porque acredito que o artesanato de Brasília tem que ser realmente muito incentivado. Aqui encontrei o lobo-guará, capivaras, ipês, tudo que remete à cultura local. Então, além de ser um ótimo presente para as outras pessoas, é um ótimo presente para a gente que ama Brasília”, reconhece. Cristina Serafim confecciona bolsas e peças de vestuário com patchwork: "São peças que eu também usaria" Cenário Para o próximo ano, a expectativa é aumentar o número de lojas fixas e criar um modelo itinerante, que levará as peças assinadas por Brasília para pontos com alto fluxo de turistas, como os setores de Embaixadas Norte e Sul. [LEIA_TAMBEM]Atualmente, existem mais de 15 mil artesãos e 4,2 mil manualistas cadastrados atualmente. De acordo com a Setur-DF, o setor registrou alta de 33% nas vendas em 2024, com arrecadação superior a R$ 2 milhões, em comparação ao ano passado, quando o valor chegou a cerca de R$ 1,6 milhão. O sucesso da atividade comercial beneficia 1,5 mil famílias, movimentando a economia, com geração de emprego e renda, além de valorizar a cultura local. Para expor artigos nas lojas da Setur, o interessado deve concorrer ao edital de chamamento público e ter a Carteira Nacional do Artesão. O documento é emitido pela Setur-DF e permite a participação do profissional em feiras das quais a instituição faz parte, no Distrito Federal ou em outras cidades. Cada grupo formado por 30 artesãos pode utilizar os espaços por três meses. Mais informações sobre as lojas podem ser encontradas no Instagram.
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Educação pública do DF reduz fila de creches e leva alunos ao exterior em 2025
Escolas novas, ampliação de creches, estudantes no exterior e políticas voltadas à permanência escolar marcaram o ano de 2025 da rede pública de ensino do Distrito Federal. Ao longo do ano, a Secretaria de de Educação do DF (SEEDF) consolidou ações para ampliar o acesso à educação, modernizar a infraestrutura e garantir mais oportunidades a estudantes e famílias. Entre os destaques estão a redução histórica da fila por uma vaga em creche pública, a criação do programa de intercâmbio Pontes para o Mundo e o lançamento do Cartão Uniforme Escolar, que garante o acesso adequado de todos os estudantes da rede ao kit de sete peças de uniforme e fomenta a economia local. Um dos feitos da Secretaria de Educação em 2025 foi se aproximar mais de zerar a fila de espera por uma vaga em creche pública | Foto: André Amendoeira/SEEDF Dentro da ampliação das escolas públicas do DF, o Governo do Distrito Federal trabalha desde 2019 para zerar a fila de espera por uma vaga em creche pública. Em 2025, com a entrega e inauguração oficial de 9 Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis), com investimento de R$ 80,9 milhões, a lista de espera caiu de 24 mil para cerca de 4,5 mil crianças — todas com previsão de atendimento no próximo ano. "Estamos muito perto de assegurar que nenhuma criança fique sem creche no Distrito Federal. Isso é mais do que uma meta administrativa, é um pacto social" Hélvia Paranaguá, secretária de Educação “Estamos muito perto de assegurar que nenhuma criança fique sem creche no Distrito Federal. Isso é mais do que uma meta administrativa, é um pacto social. Quando garantimos uma vaga de qualidade, em tempo integral, estamos oferecendo dignidade para as famílias, segurança para as mães que trabalham e oportunidades iguais desde os primeiros anos de vida”, comemora a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. O ensino regular também ganhou novas escolas. Foram concluídas seis unidades escolares, entre construções, reformas e reconstruções, com aporte de R$ 66,1 milhões. A rede recebeu blocos de salas de aula em 24 escolas, por meio de módulos educacionais, somando R$ 35,8 milhões em investimentos. Intercâmbio pelo mundo Ao garantir espaços novos, de qualidade e com segurança para que crianças e jovens estudem e se formem, o GDF aposta em uma formação de qualidade que abre portas no mundo acadêmico e profissional. A SEEDF lançou este ano o programa Pontes para o Mundo, com o objetivo de oferecer experiência internacional de ensino e inovação a estudantes da rede pública. Alunos da rede pública de ensino do DF passaram 17 semanas em intercâmbio em países de língua inglesa, como Inglaterra e Escócia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasíla A seleção ocorreu por meio de processo seletivo eliminatório e classificatório. O intercâmbio teve duração de 17 semanas, com participação em instituições de países de língua inglesa, como Inglaterra, País de Gales e Escócia. Os intercambistas da primeira edição concluíram a experiência com formatura realizada em novembro, marcando um passo importante na formação acadêmica e cultural. Uniforme para todos [LEIA_TAMBEM]Para fechar o ano, a Secretaria de Educação lançou o Cartão Uniforme Escolar, que vai garantir o acesso a uniformes para estudantes da rede pública e deve beneficiar cerca de 420 mil alunos, com investimento superior a R$ 120 milhões e a confecção de aproximadamente 3 milhões de peças. Cada estudante receberá R$ 282,99, por meio de cartão magnético emitido pelo Banco de Brasília (BRB), para a compra do uniforme em estabelecimentos credenciados. O valor será concedido conforme o número de estudantes vinculados ao mesmo responsável legal. *Com informações da Secretaria de Educação
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Roubos de veículos no DF caem 14,6% em 2025
O Distrito Federal segue com consistente redução nos roubos de veículos e deve encerrar 2025 com o menor número de ocorrências de toda a série histórica monitorada pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF). Dados consolidados pela Subsecretaria de Gestão da Informação indicam que, entre janeiro e novembro deste ano, foram registrados 802 roubos de veículos, contra 939 ocorrências no mesmo período de 2024, o que representa queda de 14,6%. Em 2024, o DF já havia atingido o menor número de roubos de veículos em 25 anos, com 1.018 registros, redução de 21% em relação a 2023, que contabilizou 1.290 casos. Mantida a média mensal observada em 2025, a projeção é de que o ano encerre com menos de 900 ocorrências, o menor número de toda a série acompanhada pela SSP-DF. A marca torna-se ainda mais expressiva quando comparada ao pico de 2016, quando o DF chegou a registrar 5.663 roubos de veículos. Considerando a projeção para o fechamento de 2025, a redução acumulada em relação a 2016 deve aproximar-se de 85%. "A redução dos roubos de veículos é resultado de estratégias cada vez mais qualificadas, apoiadas em estudos, levantamentos e análises criminais" Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública Para o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, os resultados refletem a consolidação de uma política de segurança pública baseada em planejamento, integração e inteligência. “A redução dos roubos de veículos é resultado de estratégias cada vez mais qualificadas, apoiadas em estudos, levantamentos e análises criminais da nossa equipe técnica. Trabalhamos diariamente com dados atualizados para orientar o policiamento e as ações de enfrentamento e, ao mesmo tempo, investimos em videomonitoramento inteligente, com câmeras capazes de identificar, em tempo real, padrões de placas de veículos roubados”, destaca. O subsecretário de Gestão da Informação, George Couto, ressalta que o acompanhamento sistemático da série histórica tem papel fundamental na tomada de decisões estratégicas. “Ao monitorar os dados desde 2016 e analisar o comportamento das ocorrências em cada região administrativa, conseguimos identificar áreas que demandam reforço e compreender a dinâmica de deslocamento do crime no território. Esse uso qualificado da informação é essencial para direcionar políticas públicas mais eficientes e assertivas”, avalia. O uso qualificado da informação é essencial para direcionar políticas públicas mais eficientes e assertivas, ressalta o subsecretário de Gestão da Informação, George Couto | Foto: Divulgação/SSP-DF Para a comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Ana Paula Habcka, a redução dos índices de roubo de veículos é fruto da intensificação do policiamento e do uso de monitoramento inteligente aliado ao patrulhamento tático. “Por meio de sistemas que identificam placas em tempo real, nossas equipes recebem alertas imediatos sobre veículos irregulares. Essa tecnologia, somada à atuação rápida de unidades como o Gtop [Grupo Tático Operacional] e a Rotam [batalhão de rondas ostensivas táticas motorizadas], permite que a PMDF realize cercos precisos e recupere bens com agilidade, retirando criminosos de circulação e garantindo a segurança nas vias do Distrito Federal." A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio de suas divisões de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV I e II), tem desempenhado papel fundamental no enfrentamento aos crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores. Vinculadas à Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), as unidades realizam investigações de alta complexidade, operações, repressão a organizações criminosas e atividades de inteligência, sempre com forte articulação interestadual. “As ações realizadas, como as Operações Sakichi e Conexão Bahia, resultaram na desarticulação de associações criminosas, na recuperação de veículos e outros bens adquiridos ilegalmente e, sobretudo, na descapitalização dessas organizações. Essas operações têm contribuído diretamente para a redução dos crimes de furto e roubo no Distrito Federal, ao retirar recursos importantes dessas quadrilhas. Continuaremos a atuar com dedicação, sempre comprometidos em garantir a segurança da população do DF", destaca o diretor da DRFV I, delegado Konrad Munis. Mais de 70% das vítimas de roubo de carros no DF em 2025 são de homens Nos 11 primeiros meses de 2025, o perfil das vítimas manteve-se predominantemente masculino. Do total de registros, 71% das vítimas eram homens, 28% mulheres e 2% correspondiam a pessoas jurídicas. Em relação ao tipo de bem subtraído, os automóveis concentraram a maior parte das ocorrências, respondendo por 85,1% dos roubos registrados no período. As motocicletas representaram 11,4% dos casos, enquanto outros tipos de veículos corresponderam a 3,5% do total. Reduções em todas as regiões administrativas A análise territorial dos dados demonstra que a redução dos roubos de veículos ocorre em todo o Distrito Federal, ainda que com dinâmicas distintas entre as regiões administrativas. Na comparação entre os períodos de janeiro a novembro de 2024 e o mesmo período de 2025, destacam-se quedas expressivas em Águas Claras (-68,8%), Vicente Pires (-46,2%), Lago Norte (-50%), Gama (-40%), Estrutural (-40,9%) e Arniqueira (-40%). Também foram observadas reduções relevantes em Taguatinga (-29,6%), Samambaia (-28,4%), Brasília (-25,8%) e Brazlândia (-12,5%), indicando impacto positivo das estratégias de prevenção e repressão qualificada em diferentes contextos urbanos. [LEIA_TAMBEM]O investimento tecnológico tem sido um dos pilares no combate ao crime no DF, em especial aos roubos de veículos. Atualmente, o programa de videomonitoramento da SSP-DF cobre quase todas as regiões administrativas, com câmeras equipadas com tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR), capaz de identificar automaticamente placas com registro de roubo ou outras restrições. Além da estrutura já em funcionamento, está prevista a instalação de mais 300 câmeras inteligentes em 2026, ampliando significativamente a capacidade de monitoramento e detecção em pontos estratégicos do DF. A integração entre tecnologia e análise de dados vem ampliando a efetividade das ações operacionais e tem sido fundamental, como ressalta o subsecretário de Modernização Tecnológica, Gustavo Tarragô. “As câmeras permitem identificar, em tempo real, padrões de circulação de veículos roubados e compartilhar essas informações de forma imediata com as equipes em campo. Com a expansão prevista para 2026, vamos fortalecer ainda mais essa rede inteligente, qualificando abordagens, acelerando respostas e contribuindo diretamente para a redução dos roubos de veículos no Distrito Federal”, conclui. *Com informações da SSP-DF
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