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Protocolo com orientações para fortalecer combate ao racismo no DF é lançado

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) lançou na última sexta-feira (12) o protocolo para promoção da equidade racial nos serviços socioassistenciais. Na prática, trata-se de orientações para tratamento e denúncia dos casos de racismo, tanto entre servidores quanto por usuários, evitar práticas discriminatórias dentro da unidade e considerar o critério raça como fator para planejamento das ações. Segundo a coordenadora do grupo de trabalho que instituiu o protocolo de promoção da equidade racial nos serviços socioassistenciais do DF, Loyde Cardoso, a medida vai oficializar diretrizes e procedimentos que garantam que o enfrentamento ao racismo não seja uma ação isolada, mas um compromisso institucional do Estado. O documento lançado na sexta-feira (12) tem caráter informativo, educativo, normativo e pedagógico | Foto: Divulgação/Sedes-DF “Este é um documento inovador, sem precedente na política de assistência no Distrito Federal. Nossa preocupação foi criar um instrumento que, para além do caráter normativo, seja pedagógico e construtivo. O protocolo não se limita a listar princípios, mas fornece orientações práticas e mecanismos educativos que elaboramos pensando em complementar e subsidiar as ações que queremos que surjam nas unidades”, explica. O protocolo servirá como um instrumento pedagógico e normativo para orientar gestores e trabalhadores a incorporarem a perspectiva racial no cotidiano, evitando práticas discriminatórias explícitas ou sutis e fortalecendo a função protetiva do Sistema Único de Assistência Social (Suas).  “O documento vai promover uma mudança na cultura organizacional, deixando de tratar o racismo como pontual para encará-lo como um fator que deve ser combatido transversalmente em todos os serviços. O passo inicial para essa transformação é reconhecer que o racismo institucional afeta a qualidade do serviço público”, pontua a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. O protocolo é dividido em três eixos principais. O primeiro tem caráter de responsabilização e estabelece fluxos para apuração e denúncia de casos de racismo. “Criamos um fluxo interno para situações de racismo institucional envolvendo servidores, o que antes não existia, além de dois fluxos voltados aos usuários do Suas, seja quando o racismo ocorre no território, seja, eventualmente, quando é dentro das unidades”, explica Loyde Cardoso. Ela destaca que os outros dois eixos têm caráter pedagógico e orientador, ao reconhecer a raça como fator determinante das desigualdades enfrentadas pela população atendida pela assistência social. “A orientação é que esse critério seja considerado no planejamento das ações, com conceitos e exemplos práticos relacionados ao cotidiano da assistência social, oferecendo subsídios para que os servidores incorporem a perspectiva racial no trabalho diário”, completa. Lançamento Cerca de 110 pessoas dos governos federal e do DF e da comunidade participaram do lançamento do protocolo Para lançar o protocolo, a Sedes promoveu evento no auditório do Sedes Colab, na 515 Norte, com intuito de apresentar à sociedade e à rede socioassistencial um compromisso público com a equidade racial. Cerca de 110 pessoas participaram, incluindo representantes do governo federal e da comunidade. [LEIA_TAMBEM]A educadora social Luana Gualberto comemorou a implementação de uma medida efetiva de combate ao racismo dentro do Suas. “É gratificante ver ações concretas que protegem servidores e pessoas atendidas, fortalecendo um apoio mais seguro e acolhedor.” O protocolo de promoção da equidade racial nos serviços socioassistenciais do DF tem como público-alvo trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (Suas), servidores públicos e demais profissionais, incluindo as unidades parceiras, envolvidos na formulação, gestão, execução, monitoramento e avaliação das ações e serviços da política de assistência social, bem como a população usuária do Suas atendida nos serviços e programas da Assistência Social no Distrito Federal, que historicamente enfrentam desigualdades estruturais, exclusão social e situações recorrentes de discriminação racial. *Com informações da Sedes-DF  

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Salas de vacina e odontologia da UBS 2 de Taguatinga são reformadas

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) concluiu a reforma da sala de vacina e da odontologia da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Taguatinga. Com investimento aproximado de R$ 150 mil, as intervenções contemplaram revestimento das paredes, troca do piso, instalação de ar-condicionado e reorganização dos ambientes, garantindo mais privacidade e conforto aos usuários. A sala de vacina foi organizada com ambientes distintos para acolhimento e aplicação dos imunizantes, assegurando melhores condições de limpeza e segurança. “O paciente agora entra por uma sala e sai por outra, o que agiliza o processo e permite atender a um número maior de pessoas simultaneamente. Anteriormente, o paciente aguardava na mesma sala até a conclusão do atendimento. Atualmente, é possível realizar um atendimento duplo, com um profissional fazendo a triagem enquanto outro efetua a vacinação”, explica a enfermeira responsável técnica da sala de vacina, Jackeline Rodrigues. No setor de odontologia foi criado um espaço exclusivo para almoxarifado, que antes funcionava em outra área da unidade. Em 2024, a UBS 2 de Taguatinga registrou 34 mil vacinas aplicadas. Neste ano, o número já chega a 41 mil atendimentos. A oferta de serviço não parou nem durante a reforma: a sala de vacina foi temporariamente transferida para outro espaço dentro da própria UBS 2. Hoje, a unidade é líder na administração de vacinas na Região Sudoeste, que engloba as unidades básicas de saúde (UBSs) de Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Arniqueiras, Samambaia, Recanto das Emas e Água Quente. No setor de odontologia foi criado um espaço exclusivo para almoxarifado, que antes funcionava em outra área da unidade. A mudança possibilita maior precisão no controle dos materiais armazenados. Com a reabertura do setor, os pacientes voltam a ser atendidos na UBS 2, após o serviço ter sido temporariamente transferido para as UBSs 1 e 6 de Taguatinga.[LEIA_TAMBEM] Melhoria no atendimento Para a gerente da UBS 2 de Taguatinga, Kátia Nunes, as melhorias impactam diretamente a qualidade do atendimento e as condições de trabalho das equipes. “Essa iniciativa visa a fortalecer os serviços oferecidos à comunidade, além de proporcionar um ambiente de trabalho mais confortável para os servidores, pois acreditamos que o bem-estar dos profissionais é tão importante quanto o dos usuários, e é com essa visão que atuamos”, enfatiza. A diretora Regional de Atenção Primária à Saúde da Região Sudoeste, Joana Costa, destaca a relevância das melhorias. “Esta celebração transcende uma simples inauguração: marca o início de uma nova fase para a odontologia, para a vacinação e, acima de tudo, para os nossos usuários. O objetivo principal é a ampliação do acesso aos serviços e estamos confiantes de que o alcançaremos”, afirma. *Com informações da SES-DF

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Saiba onde se vacinar neste sábado (20) no Distrito Federal

Quem estiver com o esquema vacinal em atraso tem a chance de se proteger neste sábado (20). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) disponibilizará 47 locais de atendimento para todas as faixas etárias. Os imunizantes serão aplicados conforme o calendário de rotina e, se necessário, a pessoa poderá receber mais de uma vacina na mesma ocasião. Em Ceilândia, além das unidades básicas de saúde, uma equipe fará atendimento na Praça da Bíblia, das 11h às 17h. Também haverá vacinação no Shopping Popular de Ceilândia, das 9h às 17h. Ao todo, o atendimento ocorrerá em 45 unidades básicas de saúde (UBSs), de Norte a Sul do Distrito Federal. A lista completa de endereços e horários está disponível no site da SES-DF. [LEIA_TAMBEM]A orientação é levar documento de identidade e, se possível, a caderneta de imunização. É importante acessar o site da pasta para conferir endereço, horário de atendimento e quais vacinas estão disponíveis, conforme o Calendário de Vacinação. Mulheres a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade, poderão receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Não haverá vacinação no domingo (21). Na segunda-feira (22), as mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Gestantes internadas na maternidade do Hospital Regional de Santa Maria têm dia especial para pintar a barriga

Gerar uma nova vida é um momento único e carregado de emoções para a mulher. No entanto, por condições de saúde da mãe ou do bebê, nem sempre esse percurso acontece como o esperado, tornando necessária a internação hospitalar. Com o objetivo de tornar esse período mais leve e de criar memórias afetivas mesmo dentro do ambiente hospitalar, a equipe multidisciplinar da linha materno-infantil do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), promoveu, nesta sexta-feira (19), um dia especial para as gestantes internadas na maternidade. A programação incluiu maquiagem, cuidados com o cabelo, pintura gestacional e ensaio fotográfico, proporcionando momentos de acolhimento, cuidado e valorização da autoestima. Amanda Lima está à espera de Lucas e precisou ser internada após um sangramento. A atividade ajudou a passar o tempo: "Acaba servindo como um momento de distração" | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo a gerente da maternidade, Ivonete Rodrigues, a iniciativa vai além da estética e reflete o cuidado integral oferecido às pacientes. “Quando a equipe se une com o propósito de cuidar, conseguimos transformar o ambiente hospitalar. Cada detalhe é pensado para que essas mulheres se sintam vistas, acolhidas e respeitadas, mesmo em um momento delicado da gestação”, explica. Internada há seis dias, Amanda Lima, grávida de 26 semanas do pequeno Lucas, conta que foi surpreendida pela ação. Ela deu entrada na unidade após apresentar sangramento, contrações e infecção urinária. “Eu conheci este trabalho hoje e foi uma grande surpresa pra mim. É muito bom para as mãezinhas que ficam internadas por mais tempo. Acaba servindo como um momento de distração”, relata. Luana Costa: "Fiquei emocionada com o cuidado das meninas" O nome Lucas, inclusive, tem sido um dos mais escolhidos entre as gestantes atendidas. Luana Costa, à espera de Lucas Gabriel, está internada há quatro dias, com 31 semanas de gestação e quadro de pressão alta. Encantada com a iniciativa, ela destaca o cuidado da equipe. “No hospital, o tempo demora, a gente dorme, acorda, sente dor. Fiquei emocionada com o cuidado das meninas, dá pra sentir que elas fazem por amor”, afirma. Trabalho em equipe A ação é resultado da atuação integrada de psicólogas, terapeutas ocupacionais, enfermeiras, técnicas de enfermagem e assistentes sociais, que unem esforços para oferecer um atendimento mais humano e acolhedor. Neste ano, o Banco de Leite Humano (BLH) do hospital também participou da iniciativa, contribuindo com doações que tornaram o momento ainda mais especial para as pacientes. Para a psicóloga Ana Paula Assis, o projeto tem papel fundamental no cuidado com a saúde mental das gestantes. “A ação contribui significativamente para reduzir a ansiedade e fortalecer o emocional dessas mulheres. Muitas vivenciam uma gestação diferente da que idealizaram. Levar doçura e humanização para dentro do hospital ajuda a fortalecer o vínculo com o bebê e a lidar melhor com as mudanças emocionais e hormonais desse período”, explica.  [LEIA_TAMBEM]A psicóloga Larissa Rocha destaca que a iniciativa é desenvolvida no HRSM desde 2020, de forma totalmente voluntária. “Grande parte do que realizamos é viabilizada por meio de doações, seja de materiais, brindes ou parcerias entre setores. Nosso objetivo é proporcionar uma experiência positiva durante a internação”, ressalta. Segundo a terapeuta ocupacional Gabrielle Silva, ao lado das colegas de profissão Cecília de Oliveira e Kenia Daniel, o momento contribui para que as gestantes resgatem sua identidade. “No ambiente hospitalar, elas acabam se afastando um pouco de quem são fora daqui. Essas ações promovem sensação de pertencimento e ajudam na construção de memórias afetivas”, pontua. Uma das responsáveis pela pintura gestacional, a técnica de enfermagem Hosana Endy, que também é doula, realiza esse trabalho desde 2018 e segue se especializando na área. “Estou sempre buscando aprimorar técnicas, conhecer novos traços, cores e possibilidades. É uma forma de oferecer um cuidado cada vez mais qualificado e sensível para essas mulheres”, conta. *Com informações do IgesDF  

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